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  Manoel Mota fala sobre desistência de candidatura

commentJornalismo access_time19/07/2018 09:45

Deputado Manoel Mota, do MDB, confirmou nesta quarta-feira (18) que não será candidato à reeleição

  Copa América 2019, no Brasil, apresenta sua logomarca oficial

commentEsporte access_time19/07/2018 14:00

Com Japão e Catar confirmados, Copa América 2019 conhece a sua logomarca. Conmebol divulga imagem em vídeo e faz contagem regressiva

Vinda de jogador para o Criciúma fica complicada

commentCriciúma EC access_time19/07/2018 09:30

Está semana ainda foram dispensados três jogadores do Tigre

João Zanini

Sou João Zanini, natural de Criciúma, 27 anos, jornalista formado e na comunicação desde 2004. Na área policial, são oito anos dedicados à apuração dos fatos marcantes da cidade e da região. Participei de grandes coberturas jornalísticas, em casos que são lembrados até hoje e estão gravados na história regional da Segurança Pública. Aqui no blog, vou compartilhar experiências e algumas opiniões com vocês que me acompanham pelo rádio e, agora, também neste espaço.

Últimas postagens de João Zanini

Por um 2018 com menos violência

access_time05/01/2018 15:40 personJoão Zanini

Neste começo de ano, quero aqui fazer sinceros votos para que a redução na taxa de homicídios continue. Tivemos uma acentuado e muito positivo decréscimo no total de assassinatos em 2017, se compararmos com 2016, e principalmente se compararmos com 2015, em Criciúma e na região.

Não tiro os méritos da polícia nesta redução, afinal, com investigação que dá rápida resposta por parte da Civil, e com o ostensivo da Militar focando especialmente no trânsito e em rondas por bairros de maior vulnerabilidade, os resultados também aparecem. Ao mesmo tempo, credito tais estatísticas à verdadeira matança desencadeada em 2015, entre os próprios criminosos, que continuou em 2016. Como eles mesmos dizem, quem estava “jurado” de morte, na maioria, foi morto, basicamente por brigas entre traficantes rivais. Sendo assim, é natural a baixa dos homicídios, já que a esmagadora maioria deles são cometidos por bandidos e contra bandidos.

Minha preocupação

Como nem tudo pode ser positivo, nunca é assim, tenho também meus medos e preocupações. O foco agora, na minha opinião, tem que ser em desarticular facções criminosas que estão aqui no estado, e não permitir que elas aumentem suas adesões. Se isso acontecer – e tudo está indicando que acontecerá -, esses dados de homicídios podem retomar um aumento, baseado nas guerras entre as facções (PGC – Primeiro Grupo Catarinense X PCC – Primeiro Comando da Capital). Este é o cenário da segurança pública atual. Vamos depositar a nossa confiança na polícia e ir em frente.

2017 deve ser um dos anos menos violentos da década na região

access_time15/12/2017 17:21 personJoão Zanini

Não há dúvidas que, com a divulgação das informações policiais (cada vez mais intensas, já que costumam ser campeãs de acesso nos portais da internet), a sensação de pânico popular aumenta. Com as redes sociais – em especial, atualmente, o WhatsApp, isso piorou bastante.

Em contraponto, 2017, ao contrários do que muita gente imagina, deverá ser, em termos estatísticos, um dos anos com menor índice de violência, principalmente homicídios, em Criciúma e na região Sul de Santa Catarina. Para se ter uma ideia, hoje, sexta-feira (15), estamos com a marca incrível de 75 dias sem qualquer homicídio na cidade. Em maio, também não tivemos. Outubro e novembro, de igual forma.

Não se desespere a cada vez que vê e ouve uma nota policial. Tenho o dever de trazer essas informações para você, e gostaria que nada acontecesse, que sequer meu trabalho fosse necessário (eu cortaria grama, venderia doces, sem qualquer problema). Mas, garanto: seu pavor e medo a cada vez que souber de algo, apenas vai piorar as coisas. Como disse Humberto Gessinger, [...] “só não pode o medo te paralisar” [...].

Tenhamos coragem. Somos mais fortes que qualquer intimidação. E, temos sim, que comemorar os resultados positivos deste ano.

A mentirosa de Urussanga e o pavor social causado

access_time10/11/2017 17:05 personJoão Zanini

Vimos, nesta semana, mais um caso revoltante na nossa região. Em Urussanga, uma jovem de pouco mais de 20 anos inventou um estupro. Disse que dois homens a violentaram, após fazê-la cheirar um pedaço de toalha que continha algum elemento químico. Tudo mentira.

O que, para ela, pode ter sido apenas uma lorota, para a sociedade regional, marcada recentemente por um estupro verdadeiro em Cocal do Sul, foi pânico geral. Perdi as contas de quantas pessoas comentaram comigo nas ruas, nas redes sociais. Algumas até – e eu também achava – que essa história estava muito mal contada. E, de fato, estava mesmo. Tanto é que não demorou muito tempo (menos de um dia) para a polícia conseguir desvendar a mentira dessa irresponsável.

Posso afirmar, sem medo de errar, que muitos pais deixaram de dormir mais cedo e ficaram na parada de ônibus esperando suas filhas chegarem do trabalho ou da aula. Ninguém teve paz. Por um dia, Urussanga ficou em chamas. Lamentável!

O motivo de ela ter inventado essa estória foi contado ao delegado, mas Marcelo Viana se comprometeu com a “vítima mentirosa” a não contar pra ninguém. Filosofaremos eternamente. Fique com a sua imaginação aí, e eu com a minha aqui.

O prejuízo social causado em Urussanga, por pouco menos de 24 horas, não poderá ser restaurado. Quanto à ela, assinou um termo circunstanciado (o que, no Brasil, é a mesma coisa que nada) e vai dormir tranquila e serena.

Ouça abaixo o que disse o delegado sobre o caso.

O "homem" que parou a 101

access_time25/10/2017 17:12 personJoão Zanini

Vimos hoje um caso de sequestro-relâmpago registrado entre Tubarão em Capivari de Baixo. Um homem, inconformado com o término da relação, invadiu a casa da ex e a fez refém por alguns minutos no local. Depois, a Polícia Militar chegou ao local e o drama começou: ele fez a exigência de que chamassem um táxi, e prontamente foi atendido, pois estava com a faca no pescoço dela, ameaçando matá-la.

Já, na BR-101, trecho de Capivari de Baixo, o táxi foi interceptado pelo PPT de Tubarão. Após intensa negociação, que durou mais de uma hora e parou a rodovia, o senhor Fabiano Caetano Lebarbenchon, de 38 anos, enfim liberou a vítima.

Ele foi conduzido para a delegacia de Capivari de Baixo em flagrante delito.

Vale ressaltar as constantes campanhas que estão sendo feitas contra a violência contra a mulher e a covardia “masculina” em desfavor das vítimas. É uma pena que esses canalhas persistam nas agressões, em um visível sentimento de poder sobre o sexo oposto.

Quero declarar aqui que, esses covardes, para mim, não passam de lixo. Aliás, cheiram pior! Para esse tipo de lixo, não há descarte, não há reciclagem. Não há passionalidade que possa justificar essas atitudes. Quase mais uma vida se foi. Parabéns aos policiais militares do PPT tubaronense, responsáveis pela negociação.

PS: que pena que não consegui falar com vocês, muito difícil o contato com o batalhão.

Notas sobre o suicídio

access_time04/10/2017 16:00 personJoão Zanini

Gostaria de opinar, aqui, sobre essa retrógrada questão da não divulgação de suicídios por nós, jornalistas. Considero varrer a sujeira para baixo do tapete, ignorar a possibilidade de salvar vidas.

Desde a faculdade, sempre aprendi que não se deve divulgar notícia a respeito de suicídio, a não ser que atinja alguém conhecido, influente – como no caso do reitor da UFSC, Luís Carlos Cancellier, nesta semana. E sempre discordei, apesar de respeitar nosso código de ética. Sei que é um assunto delicado, e que divide opiniões. A não divulgação, o ignorar dos fatos relacionados ao suicídio, se dá por conta de pesquisas feitas em “mil novecentos e antigamente”, de que existiria o efeito dominó, em que quando se divulga algo assim, encoraja outros a cometerem tal ato.

Em minha sincera opinião, não acredito nisso. Acho, sim, que não podemos ensinar aos que possuem essa tendência, aos depressivos profundos, de que forma cometer o suicídio. Muito menos, detalhes sórdidos desnecessários. Só que eu penso que o debate precisa ser reaberto.

Não podemos mais fingir que isso não está acontecendo diante dos nossos olhos, inclusive aqui na nossa região. Me revolta e incomoda o fato de saber que isso acontece todos os dias e ter que, simplesmente, fingir que nada ocorreu.

Vamos debater. A proposta está feita, quem quiser, que junte-se a mim!

Centro de Valorização da Vida (CVV) de Criciúma, fone: 34390222

A “violência grátis” dos covardes

access_time25/09/2017 16:58 personJoão Zanini

Vimos, na noite de domingo, mais um fato que nos deixa revoltados, não só como jornalistas, mas como cidadãos. Assaltantes invadiram uma pizzaria e roubaram dinheiro, não sem antes efetuarem diversas coronhadas com uma arma na cabeça de um cliente que pagava a conta. O pior dessa agressão não foram os hematomas – eles quase não ficaram visíveis -, mas, sim, o filho dele, uma criança, que estava do lado e viu tudo de pertinho.

Agora eu pergunto: como vai ficar o psicológico deste pequeno, após ter visto o pai em situação total de impotência, nas mãos de vagabundos que, por mais que não pensem nas pessoas quando cometem esses atos, poderiam pelo menos ter o mínimo de atenção à presença do filho ao lado do pai.

Menos mau que esses bandidos, em rápida ação do 19º Batalhão de Polícia Militar de Araranguá, foram detidos e encaminhados para a delegacia. Pena que nossas leis vão tirar eles da cadeia rapidinho...

Vem comigo!

access_time18/09/2017 18:27 personJoão Zanini

Estou começando hoje, no pique da revolução que teve o site da Eldorado, a atualizar este espaço. Para que a gente possa se entender, quero a participação de vocês, leitores, para que eu corresponda àquilo que você quer.

Uma coisa eu garanto: não irei me calar diante das injustiças e da fraqueza da nossa lei. Desigualdades sociais, notoriamente geradoras de muito daquilo sobre o que eu falo diariamente na rádio.

O país tem que mudar, e, quanto a isso, não resta dúvida. Acho que esta ferramenta vai me ajudar a fazer cada vez mais a minha parte, e quero construir isso junto com você. Seu feed back será extremamente necessário, e você será ouvido. Vamos juntos!