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FUBBALL-CLUB BAYERN MÜNCHEN, ALLIANZ ARENA

Texto de Willi Backes

comment Jornalismo access_time01/08/2020 - 03:33

A Rede Globo assim como a SportTV, não transmite o Campeonato Alemão (Bundesliga) e nem a Liga dos Campeões (Champions League). Fica assim a dúvida de como os narradores falariam na transmissão o nome do Bayern de Munique jogando no Allianz Arena. O basquete da NBA então nem pensar sendo jornalisticamente obrigatório falar todos aqueles nomes de clubes e arenas com denominações mercadológicas.
Aqui nas terras tupiniquins, devido até agora a imposição das exclusividades, diz e cita nomes oficiais de agremiações e seus estádios, ao seu gosto e vontade. Pura chantagem comercial indevida.

FUTEBOL, INVESTIMENTOS E MARCAS.
O futebol é um negócio com investimentos de toda ordem e valor. O que era apenas um desporto, a partir dos anos 70, se transformou em uma máquina de receitas e despesas. Além das tradicionais receitas relacionadas à ingresso aos jogos/estádios, associação de torcedores, direitos transmissões esportivas, merchandising nos uniformes e materiais esportivos, ações mercadológicas como franquia e licenciamento de produtos e, direitos de imagem dos praticantes e dos clubes, são formas exponenciais para sobrevivência e crescimento do futebol.

DESCONSTRUÇÃO DAS AÇÕES DO MARKETING.
Em 2001, com objetivos institucionais e promocionais definidos, a Malwee Malhas promoveu parceria com a Associação Desportiva Jaraguá com intuito de desenvolver o Futsal de Jaraguá, e consequentemente, do Futsal de Santa Catarina e do Brasil. Em apenas 10 anos, foi construída uma espetacular arena multiuso com capacidade para 10.200 espectadores, e, foram conquistados infindáveis títulos: Penta Campeão Estadual, Tetra Campeão da Liga Nacional, Heptacampeão Taça Brasil, 6 vezes Campeão Sul Americano, 4 vezes Vice Campeão do Mundial Interclubes, vencidos pelo Interviu Fadesa da Espanha.
Nos 10 anos, apesar do time, da tabela e regulamento tratar a agremiação regularmente como Malwee Futsal, os canais Globo e SportTV que transmitiam as competições, a citavam como Futsal do Jaraguá. Como consequência lógica, a Malwee desistiu do projeto mercadológico.

KYOCERA ARENA, OUTRA VÍTIMA.
Em março de 2005, o Atlético Paranaense contratou patrocínio para sua belíssima arena com a empresa japonesa Kyocera Mita América, por três anos, para adoção nominal de Kyocera Arena. No mundo organizado, a “Naming Rights” é ato e fato comuns, menos no Brasil.
Nos registros e regulamentos da Federação e Confederação, assim como nos realeses do clube organizador e promotor, constava a denominação Kyocera Arena. A mídia chantagista e hipócrita durante todo o período insistentemente continuou a chamar o local de Estádio Joaquim Américo Guimarães ou Arena da Baixada.

DESPREZO AO ENERGÉTICO.
Em 1.987, o austríaco Dietrich Mateschitz iniciou produção de bebida energética denominada Red Bull. Junto com a distribuição de bilhões de latas da bebida espalhadas no planeta, a Red Bull promoveu investimentos nos desportos. No futebol, já são muito conhecidos os clubes Red Bull Salzburg, RB Leipzig, New York Red Bulls, Red Bull Ghana e por aqui, em 19 de Novembro de 2007, o Red Bull Brasil.
O Red Bull Brasil adquiriu o futebol do Bragantino que estava na segunda divisão do campeonato paulista e terceira divisão do brasileiro, trocou CNPJ, denominação e uniformes. Em 2020, chegou nas quartas das finais do Paulista e conquistou vaga na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, sendo o campeão da Série B. Manda os seus jogos no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.
O que antes era Bragantino, desde o início até agora é Red Bul Brasil. É absoluto absurdo, pilantragem jornalística o que a Rede Globo e a SportTV fazem em suas transmissões, quando simplesmente trocam o nome do Red Bull nas competições e jogos televisionados.

Reportagem: Willi Backes

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