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Melhora o quadro da Covid-19 em Santa Catarina

commentJornalismo access_time26/09/2021 20:45

Pela primeira vez o mapa de Santa Catarina fica sem uma única região em "vermelho"

Caravaggio luta bastante, mas perde na estreia da Série C

commentEsporte access_time25/09/2021 17:00

Próximo compromisso será contra o Jaraguá no Balsinão

Tigre perde, mas entra no grupo de Paysandu, Botafogo-PB e Ituano

commentCriciúma EC access_time25/09/2021 19:00

O Time Carvoeiro não conseguiu pontuar diante do Figueirense na capital

Do furacão político italiano ao Dorian

access_time30/08/2019 - 08:50

A semana foi intensa na área de internacionais. Desde a nova formação do governo italiano de Giuseppe Conte, agora com a participação do Partido Democrata, até o isolamento da extrema-direita de Salvini. Mas também teve o furacão de Boris Johnson, de cabelos desalinhados, que suspendeu o Parlamento sem dó, nem piedade e com o consentimento da Rainha.
A semana do furacão da Amazônia de origem francesa chamado Macron termina com a previsão do furacão Dorian, de categoria 4, prestes a bater nas costas da Flórida e desalinhar os cabelos do Presidente Trump. Trump tem hoje a visita de Eduardo Bolsonaro, mais do que o filho do Presidente, talvez futuro embaixador em Washington, mas, sem dúvida, é um furacão de outra categoria.
Encerro o breve relato com um abraço de fim de semana ao Dr. Américo Faria, que acompanha com frequência meu trabalho.


O poder dos EUA questionado

 personAndré Abreu
access_time12/09/2021 - 12:25

O Doutor em Estudos Estratégicos Internacionais, professor Roberto Uebel, faz uma análise sobre o poderio dos EUA após os ataques de 11 de setembro.
Confira abaixo o áudio da entrevista com o professor da ESPM-Porto Alegre, que foi ao ar no Edição Extra deste domingo (12).

Minuto a minuto - 11 de setembro

 personAndré Abreu
access_time11/09/2021 - 10:25

Era uma terça-feira com um dia claro muito bonito. Os céus azuis anunciavam um dia muito agradável de outono na região de Boston.

Saí para trabalhar. Nós costumávamos ouvir o rádio no trabalho. Enquanto eu estava me deslocando para o trabalho jamais imaginaria que dois dos aviões que se chocaram com as torres partiriam do Logan, o aeroporto que serve toda a região de Boston e boa parte do nordeste dos EUA.

Assim quando o primeiro avião bateu às 8h46 o rádio deu um boletim rápido sobre o possível acidente. Era o voo 11, da American Airlines. O pessoal com quem eu trabalhava já comentava que parecia um ataque terrorista. Enquanto o dia transcorria as pessoas se prendiam às telas de TV nos pequenos cafés pela cidade.

Quando o segundo avião se chocou com a Torre Sul, atingindo os andares 77 a 85, às 9h03, a certeza de um ataque terrorista era total. Um avião se chocando com uma torre poderia ser até um acidente, mas dois aviões se chocando com o que seria mais tarde o Marco Zero da cidade de Nova York, só poderia ser resultado de uma ação planejada.

Mais pessoas se juntavam em frente às TVs em várias lojas e cafés. Havia agora um clima de ameaça sobre o país e se falava que o presidente Bush estava em uma visita em uma escola em Sarasota na Flórida quando foi informado do ataque. O vice-presidente Dick Cheney estava na Casa Branca e seria levado a um bunker 30 minutos depois. Os EUA estavam diante de um cenário novo. Às 9h45 o espaço aéreo do país era fechado.

As ruas foram esvaziando ao longo do dia. As pessoas foram indo para casa. Os carros pararam de circular. Não se tinha ideia de que as torres iriam cair. Às 9h53, um avião atinge o Pentágono. Às 10h, a Torre Sul cai. Às 10h03 o voo 93 é derrubado num campo no interior da Pensilvânia pelos próprios passageiros em luta contra os terroristas a bordo.

As pessoas assistiram incrédulas quando a primeira torre desabou. Antes das 10h30 a segunda torre caía diante dos telespectadores.

Um clima de tristeza se estendeu por todo aquele dia. Dias sombrios seguiram-se por todo ano. A esperança de legalização de milhões de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos morreu também naquele dia. As embaixadas e consulados no mundo inteiro endureceram mais nos processos de vistos. Muitas pessoas tiveram as portas fechadas. Estrangeiros começaram a ser vistos como uma ameaça ao país.

O dia terminou com as imagens das Torres Gêmeas caindo na memória dos norte-americanos.
Confira abaixo o 11 de setembro - minuto a minuto.

Biden não atinge meta de vacinação

 personAndré Abreu
access_time04/07/2021 - 17:39

Dois meses depois do Presidente dos EUA, Joe Biden, ter anunciado a meta de vacinar 70% dos adultos nos Estados Unidos com pelo menos uma dose da vacina até hoje, 4 de julho, dia em que o país celebra o Dia da Independência, a conclusão é uma: o fim da pandemia ainda não chegou para os norte-americanos.

O número foi definido por Biden, que prometeu que neste domingo (04) os norte-americanos celebrariam a sua “independência” do vírus, numa tentativa de reunir esforços entre uma população que deseja o fim das restrições para dar resposta à pandemia da COVID-19. Mas os 70% não foram atingidos a tempo, com os Estados Unidos a registrarem atualmente, segundo dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) 67% da população com mais de 18 anos vacinada com pelo menos uma dose da vacina.

No total, até ao momento, aproximadamente 157 milhões de norte-americanos estão já totalmente vacinados contra a doença, o que corresponde a 58,1% dos maiores de 18 anos e a 47,3% da população total.

No sentido oposto ao idealizado, há mesmo algumas cidades norte-americanas como Los Angeles e St. Louis que, perante a crescente propagação da variante Delta, estão dando alguns passos atrás no nível das restrições, apelando até mesmo às pessoas vacinadas para que continuem a usar a máscara.

Além disso, as autoridades de saúde estão alertando para o aumento das internações nos hospitais em estados como o Missouri e Utah, onde grande parte da população ainda não foi vacinada, segundo a ABC News.

Em março os EUA atingiram 100 milhões de doses de vacina administradas. Em abril conseguiram atingir 100 milhões de pessoas vacinadas com duas doses. O Brasil chegou a 135 milhões de doses distribuídas no final de junho de acordo com o ministro da Saúde Marcelo Queiroga.

No Brasil a primeira pessoa a ser vacinada contra a COVID-19 foi em 19 de janeiro de 2021. Foi a enfermeira Maria José Monteiro, 66 anos. A primeira pessoa a ser vacinada nos EUA, uma enfermeira de Nova Iorque, foi em 15 de dezembro de 2020.

Mundo tem que trabalhar pela paz no Oriente Médio

 personAndré Abreu
access_time19/05/2021 - 07:39

Os conflitos entre Israel e a Faixa de Gaza aumentaram em proporção nos últimos dias. Não se enxerga ainda a possibilidade de um cessar-fogo.
Uma trégua possibilitaria colocar os dois lados na mesa de negociação. A falta de liderança do presidente dos EUA, Joe Biden, tem sido criticada mesmo entre os democratas em Washington.
O número de mortes pode crescer mais nos próximos dias e a crise pode atingir um ponto em que não haja possibilidade de negociação, por isso a diplomacia tem que trabalhar intensamente em busca da paz.
Os combates entre Israel e os palestinos têm resultado em declarações de preocupação da comunidade internacional e esforços diplomáticos para deter a violência.

O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, está realizando conversações na terça-feira (18) com os ministros das Relações Exteriores da UE para discutir a melhor forma de apoiar a desescalada do conflito.

Autoridades dos EUA têm falado sobre os esforços para trabalhar nos bastidores para acalmar a situação, incluindo a coordenação com outros países da região.

"A maneira mais eficaz que sentimos que podemos fazer isso é através da diplomacia silenciosa e intensiva, e é nisso que nosso foco está neste momento", disse Psaki.

Em um telefonema na segunda-feira (17) com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o presidente dos EUA Joe Biden reiterou o apoio a Israel para "se defender contra ataques indiscriminados de foguetes", ao mesmo tempo em que busca fazer com que Israel "garanta a proteção de civis inocentes".

Esta é a primeira vez que Biden se posiciona publicamente a favor de um cessar-fogo, após ter sido pressionado por integrantes do Partido Democrata e representantes de outros países para que exerça um papel mais ativo na crise no Oriente Médio. Até agora, o governo americano vinha evitando solicitar uma trégua no conflito e apenas oferecendo mediação no caso de negociações.

"O presidente expressou seu apoio a um cessar-fogo e falou sobre o compromisso dos EUA, Egito e outros aliados com essa finalidade", diz o comunicado da Casa Branca

O presidente francês Emmanuel Macron disse que terá conversações com Netanyahu nos próximos dias e pediu um cessar-fogo "o mais rápido possível". Ele acrescentou que a França está apoiando a mediação do Egito no conflito, que tem sido fundamental para acabar com as rodadas anteriores de combates entre Israel e militantes palestinos.

A chanceler alemã Angela Merkel disse que conversou na segunda-feira (17) com Netanyahu e expressou seu apoio ao direito de autodefesa de Israel.

Enquanto líderes internacionais buscam garantir um cessar-fogo entre as partes não há ainda sinais claros de um esfriamento no tenso conflito que vivem os judeus e palestinos nos últimos dias.

Júri considera ex-policial norte-americano culpado pela morte de George Floyd

 personAndré Abreu
access_time20/04/2021 - 18:42

O ex-policial Derek Chauvin, que foi levado ao tribunal de Minnesotta pelo Ministério Público do estado, foi considerado culpado dos três crimes de homicídio doloso em graus diferentes. O ex-policial foi levado algemado e de volta à prisão logo após a leitura do veredito pelo juiz Cahil.

A multidão ocupa as ruas de Minneapolis no momento. Eles aguardavam o veredito e quando ouviram que Chauvin foi considerado culpado pelo júri em todos os crimes que foi julgado, celebraram nas ruas. Ele pode pegar 40 anos de prisão. A sentença será divulgada daqui a oito semanas, mas o ex-policial permanecerá na prisão.

Derek Chauvin servia como policial quando abordou George Floyd. Segundo a polícia, ele usou força excessiva na abordagem, o que levou à morte do homem negro, que foi pressionado em seu pescoço pelo joelho do policial.

O crime ocorreu em maio de 2020 e levou a uma onda de protestos nos EUA e no mundo liderados pelo movimento Black Lives Matter.

Trump absolvido pelo Senado

 personAndré Abreu
access_time14/02/2021 - 10:51

O Senado dos EUA votou neste sábado (13) o impeachment do ex-presidente Trump. O ex-presidente foi acusado de incitamento à insurreição da multidão contra o Congresso no dia 6 de janeiro. A Câmara aprovou o impeachment há um mês. O processo foi enviado para o Senado que fez o julgamento do ex-presidente. Os deputados da Câmara serviram como promotores no processo. Trump teve três advogados para o defender.

A tendência para a absolvição de Donald Trump se confirmou na votação.

Os votos para a condenação foram 57.

43 senadores votaram pela absolvição.

Os democratas precisavam obter 67 votos para condenar o republicano. Sete republicanos votaram contra Trump. Trump recebeu a notícia de sua absolvição como um retorno à cena política norte-americana.

Segundo impeachment de Trump: ex-presidente é acusado de incitar invasão ao Congresso

 personAndré Abreu
access_time10/02/2021 - 22:20

O primeiro dia do impeachment do ex-presidente Donald Trump foi marcado pela votação da constitucionalidade do julgamento.
Agora, acusação e defesa estão tendo 16 horas cada para apresentar o caso e se defender, papel dos advogados de Trump. Ele tem três advogados e acompanha o caso de sua mansão na Flórida, onde também pratica golfe.

Hoje foi um dia fundamental para os deputados democratas apresentarem no Senado as imagens da invasão e as mensagens de Trump no Twitter em 6 de janeiro, enquanto o Senado votava a confirmação dos votos do Colégio Eleitoral. Tem sido muito mencionado o fato do ex-vice-presidente Mike Pence ser alvo da ira da multidão que invadiu o Capitólio, sede do Congresso dos EUA.

É importante citar que a acusação é muito séria: insurreição. Os pais-fundadores dos EUA acreditavam que a pena para esse tipo de crime era barrar o político da vida pública. Pode ser o destino final de Trump e não precisa de dois terços do Senado. Basta a maioria simples: 50 votos democratas mais um republicano. Hoje os democratas têm o apoio de seis senadores para a condenação no impeachment, faltariam 11 votos para o impeachment. Para encurtar a vida política de Trump, sobram votos.

Congresso dos EUA certifica vitória de Biden após dia tenso

 personAndré Abreu
access_time07/01/2021 - 06:37

O Congresso dos EUA confirmou a contagem dos votos eleitorais durante a madrugada em Washington.

Em um dia tenso de protestos, que ocasionaram a morte de uma mulher, o Senado interrompeu a sessão de certificação de votos até que a ordem fosse restabelecida na capital dos EUA com a retiriada dos manifestantes de dentro do Congresso. As forças policiais trabalharam primeiramente no deslocamento até a região do Capitólio para depois formar um cordão ao redor do prédio do Legislativo e forçar a saída dos manifestantes.

Vidros foram quebrados durante a invasão e a polícia interna do Capitólio, responsável pela proteção no Congresso, teve que apontar armas dentro do Congresso para a multidão que invadia pela lateral do prédio.

Um dia tenso para a democracia norte-americana, pois o grupo de baderneiros chegou a quebrar vidros do Capitólio tentando acessar o plenário onde os legisladores estavam votando. Os Senadores foram levados imediatamente para lugares seguros e a sessão foi interrompida.

A volta da sessão, no meio da noite (20:00, horário de Washington, 22:00 no horário de Brasília) foi uma questão de honra para os membros do Congresso dos EUA em um dia em que o ex-presidente George W. Bush chamou o próprio país de uma república das bananas.

A sessão foi presidida pelo vice-presidente Mike Pence (republicano), que é o presidente do Senado, com a democrata Nancy Pelosi representando a Câmara de Deputados.

A sessão do Congresso confimra a vitória de Joe Biden e Kamala Harris para, respectivamente, presidente e vice-presidente dos EUA. A decisão é publicada no diário oficial do Congresso dos EUA e o próximo passo é a posse em 20 de janeiro.

O dia foi marcado também pela conquista do Senado pelos democraas depois que a contagem de votos na Geórgia determinou a vitória de dois senadores apoiadores de Biden. O Senado fica equilibrado com 50 votos de cada partido com a vice Kamala Harris desempatantdo a favor do governo. Há cem senadores na Casa. No empate o papel do vice-presidente é desempatar as votações.

Foto: Erin Schaff/Pool/Getty Images/NPR- National Public Radio.

EUA aprovam segunda vacina contra coronavírus

 personAndré Abreu
access_time19/12/2020 - 08:40

A agência FDA, responsável pela aprovação de medicamentos e vacinas nos EUA, aprovou mais uma vacina contra o coronavírus.s
A primeira foi a da Pfizer em um trabalho de pesquisa desenvolvido em conjunto com a alemã BioNTech.
Os EUA avançam assim com seus planos de vacinação com duas vacinas com autorização de uso emergencial.
Entre os primeiros vacinados no país, o vice-presidente Mike Pence, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi e o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnel. Por questão de segurança nacional, os três pularam a fila das pessoas prioritárias a receberem a vacina.
A prioridade número 1 é para trabalhadores da área da saúde.
A vacinação dos líderes políticos nacionais serve para demonstrar que a vacina é segura.
Pence foi vacinado em evento transmitido pela TV. Pelosi e McConnell divulgaram suas fotos pelo Twitter.
O Presidente Trump está recebendo um coquetel de medicamentos desde sua hospitalização em outubro.

Biden trem transição autorizada por Trump

 personAndré Abreu
access_time23/11/2020 - 22:06

Emily Murphy, a administratora da agência de Administração de Serviços Gerais do Governo dos EUA reconheceu Joe Biden como o provável vencedor da eleição presidencial, provendo fundos federais e recursos para começar formalmente a transição e dar acesso aos seus assessores para coordenar a transição juntos aos membros do governo Trump.

O Presidente Trump afirmou que autorizou sua equipe de assessores a começar os protocolos iniciais para o processo de transição. Ele não admitiu a derrota, e declarou que continua firme em seu propósito de questionar o processo eleitoral. Trump admitiu que o seu governo está chegando ao fim.

Joe Biden derrota Donald Trump

 personAndré Abreu
access_time07/11/2020 - 20:18

O sábado foi um dia importante para o democrata Joe Biden. Ex-vice-presidente dos EUA por 8 anos, durante o mandato de Barack Obama, Biden pavimentou o caminho para mais de 270 delegados se tornando o 46º presidente eleito dos EUA.
O republicano Donaldo Trump, que ainda não concedeu a vitória para Biden, disse que a eleição está longe de acabada.
Mas com o número de votos garantidos no Colégio Eleitoral, mesmo que o republicano consiga uma recontagem em alguns dos estados, Biden tem folga para se tornar o próximo presidente.
Trump manteve um primeiro lugar na contagem dos votos inicialmente em estados como Geórgia e Pensilvânia, mas o democrata virou os dois estados, assim como em Michigan e Wisconsin. A contagem oficial dos votos não está acabada. Mas os votos eleitorais conquistados garantem o discurso de vitória e união do país pelo agora presidente eleito Joe Biden.

Leia como os fatos aconteceram nesta tarde:

15:33 - Kamala Harris se torna a primeira mulher eleita vice-presidente da história dos EUA.

15:22 - A NPR cita 290 votos para Biden, Trump 214, O New York Times mantém 279 para Biden a 214 para Trump. O número necessário era 270. O democrata Joe Biden se torna o primeiro candidato a derrotar um presidente no cargo em mais de 25 anos.
13:51 - Biden vence na Pensilvânia e assim consegue seus 20 delegados, totalizando assim 284 votos eleitorais e se tornando o mais novo Presidente dos Estados Unidos da América. Alguns estados continuam suas apurações.

Trump promete ir à Suprema Corte para garantir reeleição

 personAndré Abreu
access_time04/11/2020 - 06:10

O presidente Trump, num cenário em que perde no Colégio Eleitoral, promete ir à Suprema Corte para garantir sua vitória.
Nas projeções dos estados, Biden lidera no Colégio Eleitoral com 238 a 213 votos para Trump.
Seis estados estão na disputa: Pensilvânia, Michigan, Wisconsin, Georgia, Carolina do Norte, Michigan e Nevada.
Para chegar à Casa Branca, o candidato precisa de 270 votos.

Trump e Biden se enfrentam em debate morno

 personAndré Abreu
access_time23/10/2020 - 08:47

Em um debate morno na cidade de Nashville no Tennessee os dois principais candidatos à Casa Branca se encontraram para o debate final. Foi o último debate antes das eleições de 3 de novembro. Novamente, os dois candidatos se concentraram em manter suas posições tradicionais diante de seus eleitores (democratas e republicanos), sem grandes conquistas no campo dos eleitores indecisos.

O debate acontece em um momento em que o candidato democrata Joe Biden se coloca à frente nas pesquisas em estados decisivos.

Os principais tópicos foram:

Pandemia

“O responsável por tantas mortes não deve permanecer na presidência dos Estados Unidos”, disse Biden a Trump na abertura do debate, alertando que o país enfrentará um inverno “sombrio”, em um momento em que já são mais de 220 mil mortos por COVID-19 no país.

Trump disse que seu governo está lutando "vigorosamente" contra a pandemia.

Coréia do Norte

O último debate dedicou uma parte importante à diplomacia e Biden aproveitou para atacar Trump por sua ligação com o líder norte-coreano Kim Jong-Un.

"Ele falou sobre seu bom amigo, que é um bandido", disse Biden, acusando Trump de legitimar a Coreia do Norte.

Trump se defendeu, respondendo que se encontrou com o líder norte-coreano três vezes e, assim, conseguiu repelir a ameaça de uma "guerra nuclear".

Ao que Biden respondeu exasperado: "É como dizer que tínhamos um bom relacionamento com Hitler antes dele invadir a Europa, o resto da Europa. Por favor."

Um "bebê inocente"

Trump continuou com suas acusações e exigiu que seu rival democrata explicasse à opinião pública os supostos crimes de corrupção nos negócios de seu filho Hunter Biden na China e na Ucrânia, quando Joe Biden era vice-presidente de Barack Obama (2009-2017).

"Nunca recebi um centavo do exterior em toda a minha vida", disse Biden, que costuma perder a compostura quando sua família é atacada.

Mas Trump insistiu e o acusou de ser um "político corrupto". "Não me venha com essa história de ser um bebê inocente", disse o atual presidente.

Separação de famílias

Em troca, Biden acusou de Trump de comandar uma política "criminosa" ao separar famílias de migrantes em 2018 como parte da política de "tolerância zero" com a imigração.

A organização de defesa dos direitos humanos ACLU revelou nesta semana que ainda existem 545 menores afastados dos pais por conta da política do governo americano, que ficou em vigor por cerca de seis semanas e que precisou ser suspensa devido à onda de indignação.

“Esses meninos estão sozinhos, sem nenhum lugar para ir. Isso é criminoso”, enfatizou Biden.

Trump defendeu sua política, alegando que as crianças foram levadas para a fronteira por "coiotes", "carteis" e "pessoas más". "Agora temos a fronteira mais forte que já tivemos", acrescentou.

Petróleo e estados decisivos

Biden se arriscou ao afirmar que, se eleito, iniciará uma transição gradual de distanciamento da dependência da indústria do petróleo.

Trump reagiu rapidamente pedindo aos eleitores dos estados decisivos do Texas, Ohio e Pensilvânia a se lembrarem dessa declaração, em um momento em que o democrata parece estar liderando a corrida nessas importantes regiões para se chegar à Casa Branca.

Além disso, o presidente - que defende posições que questionam as mudanças climáticas - afirmou que os Estados Unidos têm "o ar e a água mais limpos" em anos e diminuiu as energias renováveis, como a eólica, alegando que matam pássaros.

Eleições na Bolívia e campanha eleitoral norte-americana

 personAndré Abreu
access_time18/10/2020 - 16:54

Eleição presidencial na Bolívia neste domingo tem Arce na frente das pesquisas. Há ainda dúvidas sobre o segundo turno. A diferença entre Arce e Mesa definirá a necessidade de segundo turno.
Nos EUA o atual presidente Trump concorre com Biden. Há um número muito alto de eleitores depositando seus votos antes do dia 3 de novembro.

Candidatos a vice se encontram em debate de posições marcadas

 personAndré Abreu
access_time08/10/2020 - 08:30

A vice de Joe Biden, Kamala Harris, fez uma defesa das posições do candidato democrata em termos de seus planos para pagamentos de impostos. Pence falou que os democratas abandonarão a linha de corte de impostos do governo Trump. Kamala disse que o plano Biden não aumentaria impostos para contribuintes que ganhem menos do que 400 mil dólares por ano. Pence insistiu que um governo democrata aumentaria impostos.

A questão das relações internacionais entrou na pauta. O republicano disse que o governo Trump de distanciou da China com a guerra comercial. Mas Kamala lembrou que Trump se aproximou de ditadores como Vladimir Putin e que houve perda de 300 mil empregos na indústria no embate com a China. A aproximação russa foi amplamente criticada pela democrata.

Kamala defendeu uma posição a favor da escolha da mulher no caso do aborto e o republicano colocou o valor da vida acima da questão da escola, conquistando o voto conservador na linha anti-aborto.

A falta de liderança do presidente Trump durante a pandemia foi enfatizada já no início do debate por Kamala. O vice de Trump não conseguia passar empatia com o público ao lamentar o número de mortos pelo de coronavírus. Na questão racial, Pence jogou com a base republicana e colocou em xeque o apoio dos democratas de Biden e Kamala à baderna resultante dos protestos.

Kamala falou uma linguagem clara para se aproximar do eleitorado jovem prometendo universidade pública gratuita e cortes nos empréstimos estudantis.

A ex-promotora colocou a todo tempo colocar o republicano Trump no banco dos réus e Pence atuou como o advogado de defesa do presidente, falando muito bem da economia norte-americana sob o republicano.

Foi um debate de ideias e de posições. E a civilidade voltou aos debates. O eleitor sabe as posições dos dois lados pelo que assistiu na noite de quarta-feira (07).