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Agosto parecido com julho, prevê Acélio

commentJornalismo access_time08/08/2020 11:33

Os casos de coronavírus que subiram para uma segunda onda em julho devem manter altos

Série C: com novo formato de disputa

commentEsporte access_time08/08/2020 15:00

O Tigrão estreia na segunda-feira contra o Londrina fora de casa

Atacante apresentado oficialmente

commentCriciúma EC access_time08/08/2020 08:00

Tigre se prepara para estrear segunda contra o Londrina fora de casa

Mandetta sofreu queimadura dos holofotes

access_time16/04/2020 - 18:59

Se eu estivesse "no mundo da lua" e aterissasse aqui agora e assistisse a entrevista de "despedida" do ministro Luiz Henrique Madetta, facilmente intenderia porque ele saiu. O técnico estava político demais. Foi assim no seu discurso de saída. Parecia sentir-se num palanque, não numa mesa de rescisão de contrato. Acho loucura trocar o médico cirurgião quando o pacietne está sob a mesa e o bisturi já foi usado, mas Mandetta estava cegado pelos holofotes midiáticos. Não me parece que o presidente Jair Bolsonaro tenha demorado para fazer a substituição. Tivesse feito uma semana anrtes o que fez hoje ainda teria um ministro bem melhor cotado. Deu corda e esticou até o limite. O presidente segue correndo o risco, que agora é maior do que antes, enquanto Mandetta sai ainda com o saldo positivo das ações da prevenção. É provável que se tivermos menos casos de coronavírus ele invoque os seus acertos nas medidas adotadas até então, enquanto do contrário ele pode dizer que se estivesse lá as coisas teriam sido diferentes. Dos três, Bolsonaro, Mandetta e Tech, quem está na mira agora é o terceiro. Óbvio que todas as suas atitudes serão consideradas obediência ao presidente. Os acertos serão creditados ao presidente, os erros ao novo ministro.


Moises começa a reverter o impeachment

 personJoão Paulo Messer
access_time05/08/2020 - 13:59

Os rumores decorrentes dos últimos movimentos provocados pelo governador Carlos Moisés, que briga para se manter no cargo ante um pedido de impeachment e de uma CPI em andamento, indicam o presidente Bolsonaro e o senador Jorginho Melo peças chaves a seu favor. Só nesta semana ele já movimentou as possibilidades políticas e jurídicas (no STJ). Em princípio o que tem dado expectativa é que o PSL nacional peça o apoio de Bolsonaro ao governador como moeda de troca ao apoio da sigla no Legislativo nacional. Bolsonaro arranca mais fácil o apoio ao governador através do senador Jorginho Melo do que seus próprios afilhados.
Se isso ocorrer Jorginho Melo pode viver o que viveu no final da década de 1990 quando como deputado estadual foi o voto decisivo evitando a condenação do então governador Paulo Afonso na CPI das Letras. Na época se dizia que Jorginho sabia “fazer conta”. Agora a matemática é bem mais complicada, pois não bastam apenas os votos do seu PL. Mas Moisés segue buscando outros apoios como do MDB.
Na prática Moisés foi à direção nacional do PSL, que óbvio não quer perder um governador. Como o partido é importante na base de apoio de Bolsonaro, ele estaria cobrando o apoio do presidente à manutenção do governador no cargo como condição.
Para Jorginho Melo, cujo objetivo é ganhar a eleição de governador em 2022, basta ter em troca o apoio de Bolsonaro e a garantia do PSL de que Moisés não será candidato à reeleição. As duas possibilidades são tão prováveis quanto viáveis.
Resta saber como votarão mesmo os quatro deputados do PSL considerados bolsonaristas e por isso se consideram adversários de Carlos Moisés.
Moisés começa a mostrar que apesar de todas as evidências do seu impeachment não será fácil tirá-lo da cadeira. Além disso é necessário lembrar que ele necessita de apenas 17 votos para reverter a situação na Assembleia Legislativa e que a cada voto que consegue triplicam suas chances de reverter outros. Afinal, ninguém quer votar contra o governador agora se vai depender dele por mais dois anos.

Divergências sobre o decreto

 personJoão Paulo Messer
access_time30/07/2020 - 18:59

O combate ao COVID19 na região carbonífera tem nota que aprova prefeitos por média. Se não é padrão, de longe também não é ruim. Isso apesar da região estar classificada, por semanas repetidas, na zona de maior risco em Santa Catarina. Já no quesito sintonia os prefeitos da AMREC estão reprovados. Não só não conseguiram definir um decreto único como bateram cabeça por alguns momentos até que cada um saiu por si. Três cidades aparentam divergentes, mas internamente este cenário é bem pior. Teve prefeito deixando o grupo de whatsapp, para se ter ideia do tamanho do conflito. É óbvio que o momento de tensão, provocado pelo COVID19, contribui com isso também no aspecto emocional. Os gestores estão todos “assustados”, nem tanto pelo quadro em si, mas pela ameaça que algumas previsões sugerem.
Por isso é razoável entender que ocorram divergências quanto as medidas de comportamento da população. Por vezes fica parecendo que os prefeitos tomaram uma medida para não permitir que se diga que nada fizeram. O comum é a divisão mais simples de que os divide entre os que aparentam estarem mais preocupados com a saúde viral e os a saúde emocional/financeira. Diria que nem um, nem outro. Assim, como alunos de todas as camadas do ensino, os prefeitos não deverão receber nota sobre o momento atual, mas pela média.
Concluindo assim, sugere-se que os prefeitos não serão avaliados pelo tipo de decreto adotado, embora os três que optaram pela divergência possam pensar que tenham sido mais corajosos. Entre os cidadãos que não tiverem perdas de vidas humanas provavelmente serão sim melhor avaliados. Já entre os que sofrerem perdas humanas esta avaliação pode nem importar.
O que me parece restar para se avaliar após a pandemia é entender o que de fato os prefeitos entendem por região metropolitana.

Os últimos movimentos na prefeitura de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time29/07/2020 - 19:59

Uma decisão de segundo grau em favor da cidade de Brusque e outra em âmbito local, mas provocada pela Defensoria Pública em Joinville, circularam sobre a mesa do prefeito de Criciúma nesta quarta-feira (29). São duas peças jurídicas que reforçam o tom mais elevado de Clésio Salvaro ao reafirmar que não irá recuar da proposta de lockdown parcial nos fins de semana, como farão seus colegas das outras cidades da região da Amrec. Ele ainda garante que irá enfrentar qualquer ação judicial que venha ser oferecida. Os dois despachos contrapõem a peça judicial, que na semana passada foi adotada pelo Ministério Público para obter liminar na Justiça e levar os prefeitos de Braço do Norte, Grão Pará e Rio Fortuna a seguir decisão da maioria dos administradores da região de Tubarão.
O Ministério Público já enviou cobrando explicações do município por não seguir a decisão dos prefeitos que integram a Associação dos Municípios da Região Carbonífera. O promotor público Luiz Fernando Góes Ulysséa deu o primeiro passo que pode culminar com ajuizamento de ação para que o lockdown parcial de fim de semana seja adotado também por Criciúma.
Já não existem mais conversas entre os prefeitos que poderiam convencer Clésio Salvaro a mudar de ideia. Com o argumento de que é para deixar os colegas “a vontade” ele saiu do grupo de whatsapp dos prefeitos da Amrec.

Clésio Salvaro sendo Bolsonaro?

 personJoão Paulo Messer
access_time29/07/2020 - 15:22

Coincidência ou não a reação do meu público ouvinte, no rádio, revela alinhamento Bolsonaro/Salvaro, quando o assunto é o COVID19. Isso pode ser imitação ou inspiração. O prefeito não defendeu, com tanta veemência assim, a Cloroquina, embora também a tenha anunciou na rede pública. E mais, ele usa o mesmo tom do presidente quando o assunto é a necessidade de não penalizar o setor produtivo, mesmo que lhe custe a acusação de menosprezo à saúde.
Recentemente, Clésio que é do partido do governador João Dória, criticou duro o seu partidário dando eco à leitura do presidente na questão do enfrentamento da pandemia e ainda gravou alguns vídeos, em especial dois, de comportamento semelhante ao do presidente. Foi quando “convocou” o ladrão de fios do pátio da prefeitura e passou-lhe um recado direto. O outro foi quando jogou um jornal no lixo, numa demonstração de enfrentamento da imprensa.
Pois esta reação – ou ação – não é coincidência, mas sim parte de uma estratégia. Este é o tipo de discurso que pega bem aos ouvidos do eleitor. Não é suposição minha, nem tenho estudo mais recente. Fico com o resultado da última verdadeira pesquisa, a eleição, que deu 18,9 por cento dos votos válidos ao presidente e o seu estilo. Não é necessário estudar mais para saber qual tom de discurso soa música aos ouvidos do eleitor criciumense.
Se conversar com o prefeito ele vai invocar que apenas mantém um estilo que traz bem de antes de Bolsonaro presidente. Se conversar com a bolsonarista e pré-candidata a prefeita Júlia Zanatta, ela pode ter a ponderação do plágio ou qualquer outro argumento. Como a opinião aqui é minha, restrinjo-a à esta interpretação, quando olho para os últimos movimentos do prefeito. Ele divergiu de todos os colegas prefeitos e decidi ir em caminho inverso, quando se tratando da forma como enfrentar o atual momento de avanço do coronavírus. Bolsonaro, lá no início, também ficou sozinho.
Óbvio, existem muitas diferenças de comportamento entre ambos. O prefeito usa máscara desde os primeiros dias e ainda pede ao assessor: “te afasta um pouco Fred”, enquanto o presidente começou promovendo algumas pequenas aglomerações.
Aceitando todas as ponderações e contestações sugiro que Salvaro está bolsonarando quando trata de COVID.

Um lockdown muito louco

 personJoão Paulo Messer
access_time28/07/2020 - 20:29

Após quase duas horas de reunião, na tarde desta terça-feira (28), na sede da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (AMREC), os prefeitos decidiram adotar novas medidas restritivas à circulação com redução do horário de funcionamento de alguns serviços como supermercados, restaurantes, academias e lojas. O problema é que o prefeito da principal cidade, Criciúma, abandonou a reunião após contestar o rascunho do decreto.

Clésio Salvaro disse que não irá modificar o decreto já existente, por isso foi voto vencido e deve ter que enfrentar ação judicial, pois o decreto do Governo do Estado, que repassa às associações de municípios autonomia para decretar sobre situações regionais, diz que a decisão deve ser “colegiada”.

Assim, a julgar pelo que decidiram 11 dos 12 prefeitos da AMREC, a partir de quinta-feira os horários dos principais estabelecimentos sofrem alteração de horário.
HORÁRIOS

  • Os supermercados, açougues, padarias e fruteiras funcionarão de segunda à sexta-feira das 8h às 21h, aos sábados entre 8h e 12h e fechado aos domingos.
  • Os restaurantes, bares e similares abrem das 6h às 21h de segunda a sexta-feira e sábados entre 6h e 12h. Aos domingos todos devem ficar fechados.
  • As academias funcionarão das 6h às 20h de segunda à sexta-feira e fecham aos sábados e domingos.
  • O comércio como lojas, shoppings, galerias e centros comerciais abrem de segunda a sexta-feira das 8h às 18h e sábado das 8h às 12h, mas fecham no domingo.

Em síntese, a conclusão da reunião dos prefeitos é que os responsáveis pela aglomeração de pessoas são restaurantes, supermercados, bares, restaurantes e outros que tiveram o horário diminuído.

REAÇÃO
Saindo da reunião com os colegas o prefeito de Criciúma foi ao seu gabinete e gravou um vídeo afirmando que não concorda com os colegas, fez ponderações e disse que não vai cumprir o decreto. Fora do vídeo e ao telefone ele teria dito ao secretário geral da AMREC que se a Justiça obriga-lo aderir o decreto dos demais prefeitos irá apresentar a carta de desfiliação do município de Criciúma da Associação.

Eduardo Bolsonaro passa por cirurgia

 personJoão Paulo Messer
access_time26/07/2020 - 19:59

Neste sábado o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente da república, publicou no seu twitter a informação de que estava se recuperando de uma cirurgia no joelho e com a publicação uma foto no leito hospitalar e o agradecimento aos médicos. Serão seis meses para recuperação. Ele teve que reconstruir os ligamentos do joelho. Antes que alguém possa sugerir que a lesão possa ter se dado durante a caçada de javalis, que fez no início da semana em Bom Jardim da Serra, na propriedade do deputado Ronaldo Benedet, nada tem a ver uma coisa com a outra. Ele já vinha com a cirurgia marcada havia mais de um mês.

Aliás, na última segunda-feira (21), quando ele esteve ao vivo no estúdio da rádio Eldorado para me conceder uma entrevista, senti que ao sentar ele parecia desconfortável. Foi objetivo na resposta: “Não, nada não. É só um problema que tenho no ligamento”, me disse. Isso foi antes da caçada.

Bolsonaro caçando na Serra

 personJoão Paulo Messer
access_time24/07/2020 - 11:22

Segue rendendo a visita do filho do presidente da república Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, à região de Criciúma, no início da semana. Boa parte da agenda dele foi mantida em sigilo, embora não tenha grau de segredo. Amigo da pré-candidata a prefeita em Criciúma, Júlia Zanatta, ele passou três dias na região, embora tenha sido divulgado que teria sido apenas um. Aqui ele permaneceu com a esposa hospedes da casa de Serra do ex-deputado federal Ronaldo Benedet, em Bom Jardim da Serra. Lá ambos cassaram Javalis.
Este fato gerou a especulação de que tivessem tratado de uma possível aliança MDB e PL em Criciúma, fato desmentido por Ronaldo Benedet e Júlia Zanatta.
Bolsonaro passou na casa de Benedet porque o filho do ex-deputado é um dos donos do Clube de Tiros 9 milímetros e este grupo decidiu fazer uma caçada de javalis e “dar alguns tiros”. A caça tecnicamente denominada de “manejo” é legal, assim como as armas usadas pelos caçadores.
Como o local onde está a casa de Benedet em sociedade com o empresário neoveneziano Eugênio Spillere é muito bonito, o casal Eduardo e Heloísa aproveitaram para fazer um book fotográfico, já que ela está grávida.
DETALHES
Como a agenda de Eduardo Bolsonaro em Criciúma não teve nenhum ato oficial ocorreram vários desencontros de informações. Para nós que buscamos acompanhar o roteiro de segunda-feira, que foi mais exposto, a todo momento aparecia alguma estranha. Isso porque os anfitriões tentaram de todas as formas manter o sigilo sobre o real motivo da presença na região: uma caçada de Javalis. Nada que me pareça condenável, pois é direito dos homens públicos um pouco de privacidade. Mesmo que o tempo todo ele tenha sido acompanhado por seguranças pagos pelo governo federal o que é constitucional, portanto legal. O problema é que a insistência da imprensa por detalhes e a necessidade de manter sigilo sobre alguns momentos levou os anfitriões a momentos de saia-justa. É da situação.

Toda recaída é pior que a doença em si

 personJoão Paulo Messer
access_time17/07/2020 - 19:59

Foram-se 120 dias e entramos na situação mais crítica do enfrentamento do Coronavírus. Enquanto duraram as “lives” os políticos apareceram mostrando o que vinham fazendo. Acabou o estoque de “lives” e o Covid19 enfrentado em tom de campanha e temperaturas favoráveis.
Os avisos e alertas feitos pelos gestores, não foram ouvidos por eles que diziam, e nos consumíamos como se eles estivessem cientes disso e se preparando para tal, que quando o frio do inverno chegasse, traria consigo o pico. E veio o frio e com ele o pico. Mas os leitos de UTIs, respiradores, medicamentos e equipamentos seguem faltando.
Eu juro que no meu idioma a interpretação era de que quando chegassem, chegariam juntos. E não chegaram. Pior, os respiradores foram comprados, mas não servem. As UTIs demoraram e quando foram autorizados não encontraram gente suficiente para operá-las. Mas 120 dias não é o suficiente para treinar pessoal??? Desculpe, sou leigo. Me responsam?
Este tempo é suficiente para o vírus chegar, assombrar e aguardar os respiradores chegarem. Tudo vindo do outro lado do mundo. Mesmo assim a nossa gente, daqui, não teve tempo de ser treinada?
Imagino que haja uma explicação.
Sou paciente, paciente. Sempre ouvi com cautela as recomendações e desde a minha avó, passando pela minha mãe e pelos médicos por quem cruzei, sempre ouvi dizer que em saúde tem que se cuidar muito bem, porque se der recaída é muito pior.
Pois o que está acontecendo é a recaída.

Simbolo de recaída, em saúde, é a caxumba. Fui ao google pesquisar o que acontece:
“Quando isso acontece, a temperatura dos testículos aumenta e pode destruir células que produzem espermatozoides, que são sensíveis a temperaturas elevadas, podendo levar à infertilidade (esterilidade). Popularmente o termo "caxumba desceu" é quando a caxumba acometeu os testículos”.

Por isso em grito forte como se geme quando nós homens somos acertados com algum golpe brutal bem lá: “Q u e s a c o”!!!

Que saco, vamos ter que viver aqueles dias de novo???

As semelhanças do Covid19 e da Eleição 2020

 personJoão Paulo Messer
access_time17/07/2020 - 03:22

“Se sei, só sei que nada sei”.
Esta frase resume o que se tem, hoje, sobre as eleições e sobre o COVID19. São muitas as semelhanças. Trata-se algo estranho embora, embora conhecido. Parece contraditório, mas se explica bem. Gripe e vírus todo o ano tem, eleição também se repete em tempos definidos. O problema é que uns pegam, outros não. Alguns ficam tão infectados que quase morrem ou morrem em consequência. Se no vírus o grupo de risco e a idade e comorbidades, na eleição basta botar o nariz para fora de casa para se contagiar. Os que negam a política são assintomáticos, pois todos participam. Por fim, sobre vírus e eleições, todos acham que sabem alguma coisa. Todos têm a sua teoria, ninguém tem a solução. Nada me surpreenderá se até na eleição municipal vai se discutir quem é de cloroquina e quem não é. E de novo, no vírus e na eleição, mesmo quem erra acha que a culpa é sempre do outro.

A contagem regressiva indica quatro meses para a eleição a partir desta semana. Isso para todos os municípios brasileiros. E todos “tateiam” no escuro. Se a cena já era encardida imaginem com a presença do coronavírus. Até agora as margens dos governantes atuais seguem largas, ou seja, mantém a vantagem natural da tal reeleição com a vantagem de antes, que era de uma campanha mais curta e de agora com o vírus ainda mais estranha. Em cidades onde prefeito e vice são candidatos à reeleição adversários já largam em desvantagem. O conjunto de regras oferece isso. O país precisa urgente uma reforma eleitoral, mas que é a mais difícil de todas para sair, pois quem as deve fazer são os maiores interessados em manter o jogo favorável.

Do jeito que estão as regras e a realidade, os atuais governantes só sofrem um tipo de risco de prejuízo, o destas ações que estranhamente repousam em gavetas e gabinetes e que de repente aparecem em tempos de eleição. Foi o que já aconteceu e que pode aparecer em qualquer cidade. Afora isso os donos atuais das cadeiras são beneficiados pelo sistema.

Não é para menos que partidos de oposição encontram dificuldade gigante para se posicionarem. Boa parcela do povo não sabe nem que vai ter eleição, muito menos em qual dia e o que dizer então sobre as candidaturas. Pior do que este conjunto de dificuldades está o fato de que hoje oferecer-se para preencher uma vaga a ser completada nas eleições parece ser um atestado de idoneidade. Quer descobrir sobre a sua vida o que nem você sabe, candidate-se. Seja para qual for o cargo.

Uma das coisas mais lindas da democracia é o direito paritário da escolha. Um voto vale um. Do jeito que estão encaminhadas as coisas na nossa realidade a proporção não é essa. E dizer o que se este povo que sequer sabe que vai ter eleições, no dia irá votar em alguém?

Por isso, não estranhe que definições de candidaturas agora não vão além de algumas publicações em páginas de redes sociais e algumas curtidas. Isso é regra. Está valendo em todos os lugares do país. Ao escrever sobre eleição pensei que teria farto material. Me dei mal.

É obvio que se formos pelas redes sociais e o som das caixas de som das Câmaras de Vereadores não faltam previsões catastróficas e ameaças aparentemente barulhentas. A questão é que para fazer eleito numa eleição é preciso que o barulho de bastidores se mostre denso o suficiente para provocar alguma coisa mais do que comentários. E assim a gente vai contando cada dia um dia menos para as eleições, sem grandes novidades.

PSL confirma candidato a prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time14/07/2020 - 21:59

Uma reunião com os pré-candidatos a vereador em Criciúma na noite de segunda-feira (13) e um encontro com o deputado federal Fábio Schiochet, presidente estadual do PSL, foram os movimentos que antecederam o anúncio da pré-candidatura do médico Allison Pires a prefeito em Criciúma.
Ele ocupa o espaço que antes era de Júlio Kaminski e se junta a Júlia Zanatta (PL), Francisco Baltazar (PT), Aníbal Dário (MDB) e Lucas Dalló (PODEMOS) para enfrentar Clésio Salvaro em 15 de novembro deste ano.
O primeiro movimento de Allison na política foi na condição de desconhecido candidato a vereador, pelo PSDB, nas eleições passadas, quando surpreendeu ao alcançar a segunda suplência com 1.666 votos. Na Câmara não se dobrou às imposições do partido, e por isso estrategicamente foi retirado da cadeira através de uma manobra partidária. Após anunciar saída do PSDB foi ao PSL a convite do amigo e vereador Júlio Kaminski, que naquela ocasião era o pré-candidato a prefeito. Encontrou um ambiente insatisfeito com o então pré-candidato e o viu sair de forma parecida como se viu no PSDB. Kaminski saiu e deixou a cadeira vaga. O articulador Ricardo Beloli construiu o ambiente e o grupo de pré-candidatos a vereador fez o que qualquer um gosta de ouvir, o apelo em coro para que aceitasse o desafio. Só faltaram as garantias de suporte que um partido que está no governo do Estado não tem dificuldades para oferecer. E assim, Allison Pires que antes da eleição passada nem era conhecido do atual prefeito, torna-se o seu adversário. Agora, assim como os demais, briga para figurar como o candidato de oposição.

TJ decide em favor da prefeitura de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time13/07/2020 - 21:59

Em despacho assinado pelo desembargador João Henrique Blasi, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, está derrubada a decisão do juiz de primeiro grau, Pedro Aujor, que atendendo pedido do Ministério Público, concedeu liminar para suspender processo de licitação da prefeitura de Criciúma para compra de material elétrico destinado ao sistema de iluminação pública da cidade. À luz da informação a prefeitura obtém vitória sobre a decisão que sacudiu o Paço Municipal semana passada.

No despacho desta segunda-feira o desembargador diz "não enxergar nenhum dano ao erário público" e ainda considera que se paralisar o processo a população é quem estará sofrendo prejuízos, pois a iluminação pública se trata de um serviço essencial. Mandar pará-lo sem fundaentação necessária é desserviço ao cidadão, sugere o despacho.

O fato é um desfecho relacionado à ação que na semana passada teve a presença do GAECO na prefeitura ade Criciúma, recolhendo pelo menos um computador e aparelhos de telefone celular. O despacho desta segunda-feira (13) não se refere à investigação, mas à liminar que manda suspender o processo de licitação.

Minha interpretação ao fato:

A peça obtida nesta segunda-feira tem peso no ambiente jurídico, mas ameniza em muito pouco o efeito provocado com a ação realizada pelo GAECO na semana passada. Internamente agrava-se um embate cada vez mais visível entre o Ministério Público e o Govenro Municipal. Outro aspecto a se obsevar é que a decisão do TJ é especificamente sobre a liminar, mas tende a ser instrumento de defesa do governante ante a opinião pública. Diga-se a bem da verdade que ela não inocenta nenhum investigado ou suspeito.

Com o passar dos tempos estes embates vão gerando desgastes às ações de investigação, lançando dúvida sobre a sustentação de algumas operações e investigações de grupos que não devem perder a credibilidade. Não obstante a isso, lançam à vala do "denuncismo vão" representantes essenciais à esperança de justiça das pessoas que se veem frágeis ante as robustecidas máquinas públicas, capazes de gerar oportunidades ou simples desconfiança ao cidadão comum.

Vivemeos sob um mundo de desconfianças em relação a toda gestão pública e lançamos ao mesmo patamar todos os gestores, pois nosso aparato de investigação, denúncia e aplicação de Justiça é frágil demais. Rótulos de importantes equipamentos burocráticos e práticos, vão sendo lançados ao embalo do tudo igual, em nome da fragilidade de um trabalho que se torna pífio, pois pífios são os seus recursos. Infelismente sou um desacreditado desiludido com a esperança de que um dia as ações das nossas forças investigatórias se sustentem um pouco além da pirotecnia e da vontade desavairada de uma ou outra autoridade investida de cargo, de poder ou mesmo desejo de Justiça.

Novos movimentos nos bastidores do poder

 personJoão Paulo Messer
access_time13/07/2020 - 00:23

Nesta semana devemos assistir um novo round de uma luta nem tão silenciosa assim entre o governador e os prefeitos. Lembram que quando baixou o primeiro decreto, no dia 17 de março, o governador fez a série de restrições e enfrentou duras críticas dos prefeitos? Seguiu os governadores de outros Estados e com o eles pôs-se adversário de uma guerra com o presidente Jair Bolsonaro, que sai a todo fim de semana sem máscara e provocando ajuntamentos. Na época os prefeitos reagiram, criticaram e houve quem tentasse confrontar o decreto do governador como fez o prefeito de Xanxerê. Os prefeitos mais experientes, entretanto, ficaram no silêncio e punham a culpa dos fechamentos na conta do governador.

O tempo passou e o governador, mais recentemente, repassou autonomia aos prefeitos. Agora os casos do vírus começam a aumentar e a especulação é de que o governador terá que intervir. Já tem prefeito torcendo para que isso ocorra. Autoridades epidemiológicas apelam para que o governador faça isso. Ele, por sua vez, teria ouvido de conselheiros políticos para que deixe a “batata quente” na mão dos prefeitos. Não é o que deve acontecer. O governador deve anunciar nesta segunda-feira ou terça-feira no máximo, que as restrições irão ser de acordo com o grau de casos. O Estado já tem um mapa, assim como o Rio Grande do Sul. Internamente na cúpula do Governo do Estado o entendimento é que a culpa pela disparada dos casos é dos prefeitos.

Esperem uma semana tensa entre governador e prefeitos.

Por fim.... aguardem uma semana com índices mais altos daquela tensão na luta contra o coronavírus e o conflito de opiniões sobre o que deve e o que não deve funcionar e como devem funcionar os diferentes setores. Uma coisa me pareceu lógica, após ouvir muitos argumentos de gente do governo do Estado e dos prefeitos, o transporte coletivo não deve parar. O futebol sim. Já quem esperava data para voltar, como aulas e eventos podem "tirar o cavalinho da chuva".

Criciúma decide ativar Hospital de Campanha

 personJoão Paulo Messer
access_time11/07/2020 - 09:59

O governo municipal de Criciúma decidiu que chegou o momento para ativar o Hospital de Campanha para o COVID19. Ele é o resultado da transformação do que havia do antigo Hospital do Rio Maina desativado desde 2018. No local ficarão internadas as pessoas que estejam com recomendação de isolamento e que tiverem dificuldades para o cumprimento das normas em suas residências, como aqueles que residem em casas menores e com várias outras pessoas e onde as medidas para evitar o contágio são difíceis de serem atendidas. Não haverá nenhuma internação compulsória, mas sim a criação de uma alternativa.
A medida ocorre em virtude do aumento do número de casos existentes no município.
Inicialmente o local foi preparado para ser usado em casos extremo. O entendimento é de que mesmo que esta condição extrema não tenha sido alcançada, a prevenção pode ser uma forma de criar mecanismos alternativos no combate ao coronavírius.

Operação Blackout tem tirado o sono do prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time05/07/2020 - 23:57

Seguem os reflexos da Operação Blackout, realizada pelo GAECO semana passada na prefeitura de Criciúma e quatro empresas do setor elétrico da região. Sem diminuir o tom de que a ação agora é “coisa eleitoreira” o prefeito Clésio Salvaro deve sugerir uma nova ferramenta de transparência na tradicional reunião do secretariado desta segunda-feira.
Ele deve proibir que funcionários utilizem na prefeitura computadores pessoais e os funcionais serão monitorados. Além disso deve baixar um decreto pelo qual irá nomear uma comissão extra de acompanhamento dos processos licitatórios. Nesta comissão devem estar representantes do Observatório Social, da bancada de oposição na Câmara de Vereadores entre outros setores.
Oficialmente estas medidas devem ser anunciadas no máximo até quarta-feira, temo necessário para os ajustes destas medidas. Quando o fizer o prefeito deve voltar a tocar no caráter eleitoreiro da operação, como já fez num vídeo gravado às redes sociais no fim de semana. Ontem ele lembrou que a menos de um ano o GAECO fez uma ruidosa operação no órgão de trânsito do município, apreendendo computadores e telefones e que até o momento nada foi dito sobre irregularidades. Considera que se tivesse sido encontrado alguma coisa o resultado teria aparecido. Assim outras operações que ficaram restritas à repercussão popular que estas ações do GAECO provocam devem ser mencionadas.
Toda esta reação revela que o prefeito está muito mais incomodado do que disse estar quando comentou a operação, semana passada.

Pela fresta da Operação Blackout

 personJoão Paulo Messer
access_time04/07/2020 - 17:59

A Operação Blackout, desta semana, na prefeitura de Criciúma e em quatro empresas do setor elétrico na região – uma em Criciúma, uma em Siderópolis e duas em Içara – mexeu com o prefeito Clésio Salvaro, por mais que ele se diga tranquilo em relação ao fato. Primeiro que ele já sabia da investigação, só não sabia que a busca na prefeitura fosse ocorrer nesta semana, coincidentemente no mesmo dia em que um veículo de imprensa estava divulgando uma pesquisa em que ele aparece bem.
Até então o prefeito dizia que não falaria sobre as eleições antes das convenções. Óbvio, para ele é cômodo não falar, afinal, o silêncio sobre o assunto lhe é vantajoso em relação aos adversários. Depois da operação decidiu que vai gravar um vídeo nas sextas-feiras, sempre respondendo o assunto da semana.
Já em relação ao impacto das denúncias como a que rendeu a Operação Blackout irá trabalhar cada vez de forma mais intensa para dizer que elas são “eleitoreiras”.
É bem provável que o prefeito represente contra a promotora Caroline Cristine Eller acusando-a de trabalhar as pautas preferenciais dos seus adversários políticos. Isso, entretanto, não basta para produzir um efeito que de fato possa preocupar a promotora.
O que chama atenção neste caso é que as investigações não são de agora. Pelo que apurei com testemunhas do caso, este fato tem pelo menos oito anos. No dia 6 de agosto de 2015 uma das testemunhas depôs na Polícia Civil, após cobrar porque um inquérito que investigava casos de empresas agora envolvidas estava parado. A primeira alegação foi de que o delegado da época acabara de se aposentar. O segundo delegado concluiu que não tinha aparato suficiente para dar andamento às investigações e o enviou ao GAECO. No ano passado havia rumores de que finalmente o processo estava na fase final, mas o que tivemos nesta semana foi a apreensão de mais material, o que leva a crer que se trata de busca de novas provas, ou seja, a investigação não acabou.
Assim estes casos produzem apenas um efeito, o da repercussão midiática, enquanto à população resta a dúvida e em alguns casos a sensação da impunidade. Inquérito mal feito ou mal conduzido, é tão mais prejudicial à sociedade que clama por órgãos cada vez mais competentes, transparentes, vigiados e corretos, do que os que não acontecem.