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  Superintendente da Caixa orienta sobre o auxílio emergencial

commentJornalismo access_time14/07/2020 15:00

Oito em cada dez adultos estão recebendo algum tipo de auxílio

Libertadores e Sul-Americana já possuem datas de retorno

commentEsporte access_time14/07/2020 07:30

No dia 15 de setembro e 27 de outubro teremos o retorna das competições

Reapresentação Carvoeira é suspensa

commentCriciúma EC access_time14/07/2020 14:00

Será realizado uma nova triagem de todos os atletas

Mandetta sofreu queimadura dos holofotes

access_time16/04/2020 - 18:59

Se eu estivesse "no mundo da lua" e aterissasse aqui agora e assistisse a entrevista de "despedida" do ministro Luiz Henrique Madetta, facilmente intenderia porque ele saiu. O técnico estava político demais. Foi assim no seu discurso de saída. Parecia sentir-se num palanque, não numa mesa de rescisão de contrato. Acho loucura trocar o médico cirurgião quando o pacietne está sob a mesa e o bisturi já foi usado, mas Mandetta estava cegado pelos holofotes midiáticos. Não me parece que o presidente Jair Bolsonaro tenha demorado para fazer a substituição. Tivesse feito uma semana anrtes o que fez hoje ainda teria um ministro bem melhor cotado. Deu corda e esticou até o limite. O presidente segue correndo o risco, que agora é maior do que antes, enquanto Mandetta sai ainda com o saldo positivo das ações da prevenção. É provável que se tivermos menos casos de coronavírus ele invoque os seus acertos nas medidas adotadas até então, enquanto do contrário ele pode dizer que se estivesse lá as coisas teriam sido diferentes. Dos três, Bolsonaro, Mandetta e Tech, quem está na mira agora é o terceiro. Óbvio que todas as suas atitudes serão consideradas obediência ao presidente. Os acertos serão creditados ao presidente, os erros ao novo ministro.


O buzinaço que foi um sucesso porque não aconteceu

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2020 - 16:00

Não sei se foi graças a orientação do Ministério Público e ação vigilante da Polícia Militar, mas felizmente não tivemos em Criciúma o lamentável comportamento de bando, verificado em outras cidades, quando como se fossem de um rebanho as pessoas saíram correndo desavisados às ruas com a mão na buzina. As regras de flexibilização são públicas e razoáveis o que não justifica apelo pela retomada da atividade comercial em manifestação de massa. Só o que justificaria ato deste tipo é a subverniência ideológica ou personalista. O buzinaço em Criciúma não foi um fracasso, mas sim uma manifestação de maturidade.

O debate sobre a eficiência das medidas anti-coronavírus não é papo de boteco, nem de rede virtual. Se os especialistas divergem, quais são as nossas certezas? Melhor seria se gastássemos o tempo em busca de conhecimento ao invés de fazê-lo “catando” argumentos para justificar nossa ignorância. Deu. Basta. Será que não se percebeu ainda que só crava opinião sobre o assunto coronavírus aqueles que a usam como escudo na defesa ideológica? Nem as autoridades responsáveis por baixar decretos tem certeza no que determinam e logo se justificam apontando os seus técnicos como autores das normas. Ou alguém imagina que a economia parada mata politicamente apenas o presidente Jair Bolsonaro?

Bolsonaro tirou o meu sono

 personJoão Paulo Messer
access_time25/03/2020 - 10:45

Não sei se me preocupo mais com as primeiras ameaças sobre o tenebroso Coronavírus ou com o que tenho ouvido de ontem para cá. Cheguei a pensar que ouvi demais, ontem de manhã, quando entrevistei, aqui no programa, o médico e deputado federal Osmar Terra. A ideia central é que está na hora de ir afrouxando o cinto.
A entrevista que fiz ontem com o deputado médico gaúcho Osmar Terra reforçou o que eu disse. Só que ele fez isso no tom mais agressivo, duvidando da palavra das autoridades e até incitando todos nós a acreditar no contrário. Muitos ouvintes reagiram achando que foi exagero dele. Também pensei assim.
No final da tarde o governador Carlos Moisés - que saiu da inércia como governante para um habilidoso gestor da crise - veio no mesmo tom que usei no texto de ontem. Disse que dá para ir afrouxando o cinto, liberando alguns setores. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro também falou em ir retomando vida normal. Voltar lentamente à normalidade com cuidados com os idosos, mas ainda com a recomendação de que fiquem em casa. Quer dizer, que fique em casa quem pode. Entendi assim.
Ontem à noite o presidente Jair Bolsonaro veio num tom da contramão desta cautela. Libera geral foi o que entendi. Parece que é o que eu e muita gente entendeu. Bolsonaro criticou que tenham sido usados exemplos como os da Itália para o que ele chamou de amedrontar a população brasileira. Juro, não entendi.. Afinal, o próprio elogiado Ministro Mandeta usou aquele exemplo para justificar as medidas até então adotadas.
Devemos sim voltar à normalidade, mas do jeito que o presidente falou ontem parece “zerar” o que temos feito até então.
O presidente foi claro e direto e disse: “Algumas poucas autoridades devem abandonar o conceito de terra arrasada e abandonar a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.
Sou disciplinado tenho certeza. Acho que sou consciente no uso do poderio de um microfone, por isso repito com cautela o apelo para que se respeitem os decretos das autoridades, mas a minha cabeça agora bagunçou.
O presidente me deixou em dúvida. Do alto da sua autoridade e popularidade jogou aos leões os governadores e prefeitos.
O presidente me parece com sangue nos olhos com a Globo, com os governadores Witzel (Rio de Janeiro) e Dória (São Paulo). Por isso fez um pronunciamento num tom que me amedronta quando esta retomada das atividades.
Ainda ontem à noite os Secretários de Saúde do Estado se reuniram e em nota discordaram do presidente. Os presidentes da Câmara e Senado também reagiram. Acho que este vai ser o tom dos governadores e prefeitos.
Só espero que não nos restrinjamos apenas a uma briga política.
É só o que a gente não precisa.
Contra este vírus da vaidade política também não há vacina e os prejuízos que ela causa são tão ou mais mortais quanto os de outros vírus ou crises econômicas.

Começando a soltar o freio

 personJoão Paulo Messer
access_time24/03/2020 - 07:06

Se a dúvida é por quanto tempo permaneceremos assim, em quarentena, saiba que os decretos governamentais, que venceriam hoje, foram prorrogados.
Os serviços como transporte coletivo, bares, restaurantes e aqueles que não são considerados essenciais permanecerão suspensos por mais uma semana.
Pelo menos. Será???
Isso vale para os decretos municipais de Criciúma e região e o decreto do Governo Estado. Admito que a capacidade de resiliência vai diminuindo gradativamente. Admito que a vontade de sair de casa, retomar a vida, possa estar aumentando em cada um de nós. O apelo para ficarmos em casa pode até já nem mais fazer o mesmo efeito. Mas o apelo se mantém.
Quando começa o dia, antes de entrar no ar na rádio Eldorado, recebo sempre uma mensagem do médico Dr Ronaldo Benedet Barroso. Eu chamo ele de capitão dos guerreiros. É médico coordenador técnico da rede pública de saúde em Criciúma. Como ele há vários outros capitães. Na rede pública e privada.
Ele capitania equipe de verdadeiros guerreiros: o nosso pessoal da saúde. Como em Criciúma tem em todas as cidades. Como na rede pública, tem o pessoal da rede privada.
Pois então: quando começo o dia recebo do Ronald um relatório da noite anterior. Confesso que recebo e sempre imagino que vou ouvir um relato do aumento dos casos. Do agravamento dos casos. Felizmente não é o que ocorre.
Repetem-se dia após dia relatos de noites tranquilas. Sem aumento de casos. Nada igual a sexta-feira passada quando saímos do zero e fomos a nove casos em Criciúma. Quando digo que espero ansioso pelo relatório é porque temo que sejam notícias ruins. Não são. Que bom. Mas não são porque o cenário está sendo anunciado pior do que é ou porque nós estamos fazendo a coisa certa????
Prefiro ficar com a segunda opção.
Mas insisto que a nossa capacidade de permanecer assim, de alguma forma improdutivos nos atormenta tanto quando a doença. Lembro logo que o falido se recupera, o falecido não. Que estamos protegendo a vida.
Mas convenhamos, é possível sim proteger a vida e proteger o produtivo.
Criatividade com responsabilidade.
Lidamos com o desconhecido e por isso cada dia pode e deve ter um avanço.
Avançar um pouco. Criar a forma de manter os cuidados e ir produzindo.
O que precisa ficar evidente é que prioridade não é o que nós decidimos. Prioridade não é o que eu penso ser, mas sim aquilo que prioriza o coletivo.
Vamos aprendendo que puxamos o freio ao extremo. Que dá para ir soltando.
Mas que não somos que vamos fazer isso pela nossa vontade.
O livre arbítrio acaba ante a realidade do coletivo.
Por isso, compreendendo a necessidade e confessando a possibilidade de que muitas coisas podem ser flexibilizadas: o alerta de hoje é de que aguardemos que pela consciência coletiva – ou seja pelas orientações – para flexibilizar alguma norma.
A realidade vai nós ajustando, as coisas vão começar a ser liberadas, mas tudo ao seu tempo. Por enquanto o risco ainda existe. Não sejamos irresponsáveis.
Que eu tenha a consciência de que: toda vez que pensar que as regras se danem, estarei agindo como aquele que eu classifico de calhorda que assalta a pátria. Sim, porque estarei pensando apenas em mim....

Coronavírus nas nossas vidas

 personJoão Paulo Messer
access_time23/03/2020 - 12:22

Sim hoje é segunda-feira. Confesso que já me perdi no tempo. É necessário conferir no calendário. – Segunda-feira, 23 de março. Nós, na rádio Eldorado, trabalhamos no fim de semana todo. Recolhidos em nossas casas, mas trabalhamos normal. Aliás eu penso que todos estamos assim.
Seja qual for nossa atividade, se a tecnologia e outras circunstâncias e acessórios nos permitem, estamos em casa. Afinal, este é o apelo das autoridades. O limite é a sacada ou no máximo o pátio, para que o tem.
É tudo muito estranho. Parece prisão, mas isso tem outro nome: chama-se consciência.
Foram-se quatro dias e esta semana está só começando e promete ser inteiramente assim, em casa. Ainda não dá para afrouxar as rédeas. As autoridades garantem que ficar em casa nesta semana será ainda mais importante.
Mais afinal, quando isso acaba???
Dizem que ainda vai longe.
A esperança é de que a gente vá se acostumando, adaptando à realidade e à necessidade.
Necessidade de se manter em casa, mas a realidade de que algumas coisas podem e devem ser feitas para não parar totalmente a economia. Sem perder o foco no cuidado com a saúde pública dá sim para irmos encontrando alternativas.
E se alguém acha que tudo isso é um exagero, saiba que as atitudes de Criciúma estão sendo elogiadas. Neste domingo Criciúma foi citada na página de facebook do presidente da república Jair Bolsonaro, porque o governo municipal foi o primeiro a solicitar o apoio do exército. Aqui não se desprezou forças para enfrentar o inimigo.
Nos grupos médicos de outros centros do país, e há áudios confirmando isso nas redes sociais, a força tarefa da Unimed de Criciúma é citada como modelo. Se o Estado foi bem nas medidas, Criciúma seguiu na mesma linha.
Os atos e decretos adotados pelo governador na semana passada, começam a ser adotados agora por seus colegas em outros Estados. Os atos e práticas adotados pelo prefeito de Criciúma estão sendo adotados em várias outras cidades. Quer dizer, os nossos atos como criciumenses ou sulcatarinenses, estão certos, sim. A gente está puxando fila no combate ao Coronavírus.
Defina você como quiser, mas isso tudo parece muito estranho. Parece uma terceira guerra mundial. Uma guerra sem nenhum aparato bélico. A arma é a consciência. O inimigo é invisível. Nós somos todos aliados. Ou será que tem algum inimigo na “trincheira”?? Alguém que ainda não entendeu bem o que está acontecendo?
A ganância agora é suicídio. É uma granada que explode na mão.
Acho difícil que alguém vai sair dessa sem tirar muitas lições.
Há quem diga que a humanidade vai sair dessa mais consciente. Diferente. Não sei, mas que tem gente que vai sair dessa conhecendo melhor a sua própria família.

Definições dos prefeitos

 personJoão Paulo Messer
access_time21/03/2020 - 11:34

Os Prefeitos e Secretários de Saúde da AMREC tiveram reunião na manhã deste sábado, na sede da associação. Definiram que a partir de agora as reuniões passam a ser virtuais. Os prefeitos irão solicitar à Federação Catarinense dos Municípios para reivindique junto ao Governo Federal para que este decreto o toque de recolher, pois esta é uma atribuição do presidente da república. Isso significa que os prefeitos tem este desejo e só não adotam a medida por reconhecer que não é deles a competência.
O prefeito Jairo Custódio, do Balneário Rincão era o mais preocupado, pois as pessoas estão indo para o seu município num período em que a estrutura de atendimento de verão já foi desarticulada por ter terminado a temporada de verão. Isso significa que se houver procura exagerada na campanha de vacinação da gripe, que começa segunda-feira, por exemplo, haverá colapso.
Os salários dos servidores estão assegurados para março, mas para abril algumas prefeituras não têm previsão.

Efeitos do Coronavírus no governo de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/03/2020 - 20:15

Hoje “rolou” a primeira crise interna no governo de Criciúma em consequência do estressado momento vivido em função do Coronavírus. O setor de imprensa “enlouqueceu” com o prefeito que vazou antes uma informação de que além de um havia outros dois casos confirmados. O detalhe é que nem o prefeito sabia que além daqueles que ele anunciou havia mais dois. Este é o retrato do momento. A multiplicação dos casos será tão intensa que as autoridades perdem o controle. Criciúma já anunciava cinco casos e mais um a confirmar, no final da tarde, enquanto o governador falava em três casos em Criciúma. Detalhe é que o primeiro caso foi revelado por uma autoridade estadual primeiro ao presidente da Unimed e não às autoridades municipais.

Substituto ideal
Processos como o atual sempre revelam personagens pouco conhecidos pelo grande público externo. É o caso do médico Ronald Benedet Barroso, diretor técnico da Secretaria Municipal de Saúde de Criciúma. Observadores da cena política já estão achando que ele poderá ser Secretário se Acélio Casagrande se afastar mesmo para disputar uma vaga na Câmara de Vereadores. Esta crise pode ser o grande entrave para Acélio. Já não há mais tempo para pensar em candidatura.

Pelo PP
Antes do efeito Coronavírus as especulações davam conta da ida de Acélio Casagrande (hoje sem partido) para o Partido Progressista. Isso não agrada alguns aliados do prefeito como o ex-presidente da Câmara Municipal, Miri Dagostin. Além destes dois o PP teria outros nomes fortes como Miguel Pierini que viria com as reservas eleitorais do Rio Maina.

No eleitoral
Em meio a este cenário de crise na saúde pública os prazos eleitorais seguem contando. Diferente dos prazos processuais do Judiciário, as regras eleitorais não foram suspensas. A janela para troca de partido termina no dia 4 de abril para os vereadores. Tita Belolli já anunciou saída do MDB. Falta só baixar “a poeira” do Coronavírus para anunciar entrada no PSDB.

Apelo aceito
De resguardo (quarentena) se curando do Coronavírus em Brasília, o deputado Daniel Freitas apelou ao amigo e empresário Felipe Cadorin (Expresso Coletivo Içarense), que atendeu e vai disponibilizar gratuitamente, transporte para os servidores do Hospital São José. Três micro-ônibus farão rotas saindo do Balneário Rincão, Urussanga e Forquilhinha em diferentes horários exclusivamente para profissionais da saúde. Até hoje o transporte dos funcionários era um dos maiores problemas do Hospital São José.

Prefeito de Lauro Müller autorizado a retornar à prefeitura

 personJoão Paulo Messer
access_time12/03/2020 - 15:52

O prefeito Valdir Fontanella (PP) obteve decisão unânime da Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, que o autoriza voltar à prefeitura imediatamente. Afastado em dezembro do ano passado, a partir da instalação de um inquérito do GAECO apurando suposta fraude num contrato de uma empresa contratada pela administração municipal e que poderia estar favorecendo a sua empresa, ele deveria ficar fora por 180 dias. A decisão de hoje permite o retorno imediato. Seu advogado, Luiz Magno, acredita que ainda amanhã ele possa reassumir as funções.

Ao governador ficou a impressão de que Criciúma pode ter “chapão”

 personJoão Paulo Messer
access_time02/03/2020 - 18:34

Na capital o grupo recém aliado ao governador Carlos Moisés passou o cenário de que é possível um “chapão” em Criciúma. Foi o que vigilantes do Palácio da Agronômica perceberam e repassaram a jornalistas e observadores da cena política. Nas entrelinhas do que esteve à mesa aparece uma aliança futura que tenha como candidato a prefeito Júlio Kaminski (PSL) com a professora Lisiane Tuon (DEM) candidata a vice-prefeita e que traga pelo menos outras duas siglas de alinhados a Carlos Moisés, o MDB e o PDT. Restariam as chapas de Júlia Zanatta (PL), que a maioria considera uma incógnita, a de Chico Baltazar (PT) contra a candidatura do prefeito Clésio Salvaro.
Estiveram com o governador Carlos Moisés os vereadores Júlio Kaminski (ainda no PSDB), Edson Luiz do Nascimento (ainda no PP), o suplente Álison Pires (ainda no PSDB) e o advogado Jeferson Monteiro, que figurou pré-candidato pelo MDB e depois pelo PL. Havia outras lideranças como o coordenador Ricardo Beloli, de Criciúma, o coordenador regional do PSL, Rangel Loch com o seu pai e o presidente da Câmara de Vereadores de Forquilhinha, Maciel Dassoler (ainda no MDB).
O encontro foi protocolar. As amarras já haviam sido feitas pelo deputado federal Fábio Schiochetti, presidente estadual do PSL, que é quem está fazendo as costuras de fato.

PP trabalha para reorganizar a sigla

 personJoão Paulo Messer
access_time02/03/2020 - 11:11

O senador Esperidião Amin e o ex-deputado Sílvio Dreveck estiveram em Criciúma na manhã desta segunda-feira para “apaziguar” o Partido Progressista. Em conflito desde a eleição da Executiva, realizada em agosto do ano passado, a sigla terá uma nova diretoria a ser eleita no dia 11 de março. Denunciada como eleição irregular a nova direção da sigla não tinha registro de filiação nem do presidente Paulo Conti, destituído por decisão da direção estadual. O partido viveu até então a divisão de um grupo que defendia a coligação com o atual prefeito Clésio Salvaro (PSDB) e outro que pretendia candidatura própria com Jorge Boeira candidato a prefeito. Na convenção ganhou o grupo de Boeira, mas ele não será candidato. Isso fragilizou o grupo e os defensores da ideia de pró-Salvaro. Foi escolhida uma comissão de cinco pessoas que irá organizar o que deve ser uma direção de consenso. São membros: Paulo Conti, Giovani Zappelini, Abraão de Souza, Valmir Comin e Fabrício Freitas.

AUSENTES – O ex-deputado Jorge Boeira justificou a sua ausência na reunião com um compromisso profissional na cidade de Araranguá. Outro ausente foi o vereador Edson Luiz do Nascimento, Paiol, que está em Florianópolis tratando da sua migração para o PSL.

TOM ELEVADO – Mais de uma vez o tom das falas se elevou na reunião do PP, especialmente quando o ex-presidente Paulo Conti contestou afirmando desmentir o vereador Miri Dagostin sobre procedimentos que teriam ocorrido ao longo da formação da direção destituída e mesmo após a eleição da Executiva.

DESFILIAÇÃO – Ao término da reunião o ex-presidente Paulo Conti foi ao cartório eleitoral buscar uma declaração sobre a sua filiação partidária. Isso porque durante a reunião, e antes, foi afirmado que ele estava filiado ao PSB. Na verdade Paulo não tem filiação partidária. Ele saiu do PSB em novembro de 2018. Já sobre a sua filiação ao PP, que não consta em lugar algum, disse que entregou a ficha ao então presidente Itamar da Silva, mas o documento desapareceu. Em síntese, os erros do PP eram tantos que nem o presidente eleito tinha filiação partidária.

Cermoful definida datas da eleição do Conselho Fiscal

 personJoão Paulo Messer
access_time01/03/2020 - 22:22

Cermoful dá exemplo
A Cermoful mostra que vive um novo momento. Ao lançar o edital de convocação da Assembleia Geral para o dia 20, e eleição para o Conselho Fiscal para 21 de março, abre três semanas para as chapas se prepararem. Recentemente na eleição da Coopera (Forquilhinha), o prazo foi de apenas duas semanas. Aqui, a Cermoful foi além. Diferentemente de lá, onde uma chapa precisou judicializar o processo para ter acesso a alguns dados, a direção da cooperativa de Morro da Fumaça simplesmente abriu estas informações e num clique qualquer cidadão tem acesso ao nome dos associados.

Revisão do estatuto
Na semana que passou foi formada uma comissão para discutir a reforma do estatuto da Cooperativa. Ainda não está bem claro o que realmente pode ser alterado, e os estudos não têm prazo fixo para encerrar. O presidente da Cermoful, Ricardo Bittencourt, afirma que este foi um compromisso assumido com o associado.

Polêmica
Uma das maiores polêmicas da Assembleia Geral da Cermoful será o pedido de autorização dos associados para a compra da Sede Social da Sociedade Morro da Fumaça Clube, no bairro Maccari. A cooperativa está disposta a pagar até R$ 1,7 milhão pelo local, mas há muita resistência, pois os associados entendem que o dinheiro poderia ser aplicado em outros projetos.

Único local de votação
Novamente neste ano a votação ficará concentrada na Escola Básica Princesa Isabel, no centro de Morro da Fumaça. Atualmente são 14.956 associados conforme divulgado no edital. Vale lembrar que na eleição para o Conselho de Administração em 2017 houve urna também no Bairro Presidente Vargas, já que a Cermoful atende Içara e Criciúma, além de pontos em Urussanga, Cocal do Sul e Pedras Grandes.

Pouco trabalho ou pouca divulgação?
A Cermoful lançou na sexta-feira, dia 28, o edital para Assembleia Geral e eleição do Conselho Fiscal da cooperativa. Tem sido reclamado por associados o que consideram a ausência de uma manifestação pública mais abrangente sobre o trabalho desenvolvido neste ano que passou. Ouço reações de que falta mais informação aos associados. A oposição deve usar como argumento de que isso é “pouco trabalho”. Havemos de lembrar que nos dois primeiros anos deste mandato do Conselho de Administração, o Conselho Fiscal foi oposição ferrenha.

Movimento da oposição
Embora não tenha “passado recibo” como diz o ditado, o atual Conselho Fiscal é sintonizado à administração da Cermoful. Neste cenário, indicam setores de oposição que a tendência é a construção de uma chapa de oposição com as digitais do Paço Municipal. A contadora Simone Almeida deve liderar este processo. A verdade, entretanto, é que a sua pretensão é concorrer à presidência do Conselho de Administração da cooperativa no ano que vem.

Lisiane Tuon pré-candidata a prefeita em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time26/02/2020 - 16:34

Reunião realizada na tarde desta quarta-feira, em Florianópolis, ratificou a intenção do Democratas de Criciúma em manter-se protagonista nas eleições de outubro. O presidente estadual da sigla, João Paulo Kleinubing, recebeu dirigentes do partido para discutir o cenário depois que o vereador Júlio Kaminski decidiu ir para o PSL, alterando projeto que havia.
Como a posição da direção estadual é de que em Criciúma o partido precisa ter candidatura na majoritária para não perder a sua autonomia e como na política ninguém se lança candidato a vice, mas sim a prefeito, a professora Lisiane Tuon aceitou o desafio de colocar o seu nome no jogo.
Minha interpretação é de que com isso Lisiane salva a sigla em Criciúma de uma intervenção estadual já. Não fizesse isso ela jogaria o partido na coligação com o prefeito Clésio Salvaro, que guarda na manga a carta selado com um acordo dele com JPK, segundo o qual o DEM só não estará com ele se tiver candidato a prefeito. A atitude de Lisiane mantém a independência da sigla e evita uma debandada de integrantes da lista de pré-candidatos a vereador, entre eles muitos desafetos de Salvaro. A questão é saber até onde o DEM vai manter esta independência.

PSL ganha reforço em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/02/2020 - 18:00

Jeferson Monteiro lidera ato do PSL
O anúncio feito pelo advogado Jeferson Monteiro, na tarde desta quinta-feira, é de apoio à pré-candidatura de Júlio Kaminski a prefeito em Criciúma. Monteiro ensaiou pré-candidatura a prefeito pelo MDB, mas preferiu sair depois de sentir a base. Depois colocou o pé no palco do PL, mas acabou preterido por uma manobra do senador Jorginho Melo, que optou por Júlia Zanatta. A novidade é que Monteiro está no PSL, mas não vai à disputa nas urnas, nem a vereador. Pretende coordenar a chapa de vereadores. O ensaio de Jeferson pode colocá-lo na vitrine de uma pré-candidatura a deputado em 2022. O arquiteto destes movimentos é Ricardo Beloli, ex-vice-presidente do MDB.

Faltou o PSL
O ato desta quinta-feira chamou atenção em vários aspectos. O principal é que não havia ninguém do PSL regional ou estadual. Os rumores de bastidores indicam que a coordenação de Rangel Loch está “na frigideira” e que as conversas estão sendo feitas por um interlocutor do deputado federal Fábio Schiochet.

Mais filiados
No anúncio feito por Jeferson Monteiro, além da sua filiação ao PSL ele confirmou que o médico e suplente de vereador Álisson Pires (PSDB) e o vereador Edson Paiol (PP) também estão ingressando na sigla do governador. Na mesa estava ainda o presidente da Câmara de Vereadores de Forquilhinha, Maciel Dassoler (MDB), cujo pé está na mesma barca de Monteiro, o PSL.

Medindo
Ainda ressentidos pela forma como foram preteridos no PL aliados de Jeferson Monteiro estavam curiosos em saber como tinha sido o ato de filiação de Júlia Zanatta em termos de representatividade. Em número de lideranças regionais a de Monteiro foi bem maior. O detalhe é que o peso da presença do senador Jorginho Mello ante a ausência de qualquer líder estadual do PSL pode decretar um “empate técnico”, quando se fala de representação.

DEM
Pré-candidato a prefeito Júlio Kaminski, agora pelo PSL, fez questão de chamar à frente, para uma foto, a presidente do DEM em Criciúma, professora Lisiane Tuon. “O DEM está conosco garantiu”. Isso ainda não é definitivo. Na noite desta quinta-feira o DEM ainda fez reunião com os pré-candidatos a vereador. Nesta lista tem metade do DEM e outra metade levada por Kaminski, que inicialmente anunciou filiação ao DEM. O Democratas ainda vai avaliar a extensão de um “sim” ou um “não” em aliança com outra sigla.

Dia 5 de março
Os novos integrantes do PSL informaram que o governador Carlos Moisés estará em Criciúma no dia 5 de março, para um ato de filiações de lideranças do Sul do Estado. Neste dia deve ser anunciado o novo coordenador regional do PSL. Trata-se de um empresário historicamente ligado ao PP e que não é, nem tem têm a menor intenção de ser candidato.

A polenta ferve em Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time18/02/2020 - 18:00

O que começou como uma entrevista de cenário político de Nova Veneza deflagrou uma guerra na base do governo do prefeito Rogério Frigo (PSDB). As declarações do vereador e presidente do PSD, Eloir Minatto, o Biro Biro, de que o partido estava unido, que só ficaria com o PSDB se tivesse a vaga de vice, que levaria junto o PDT e que o candidato a vice teria que ser do Caravággio foram contestadas pelo vereador Edalto Bortolotto (PSDB).
A fala de Edalto soou como uma ofensa ao Biro Biro que saiu atrás dos desmentidos de um a um dos argumentos do colega vereador. Biro Biro falou na segunda-feira da semana passada, dia 10, Edalto na sexta-feira dia 14. Para desmentir o Edalto o PSD fez uma reunião, criou um pacto e reafirmou tudo o que dissera Biro Biro.
O presidente do PSD não só exibe um documento que lhe credencia autoridade no partido como levou consigo para uma entrevista sobre o assunto o vice-prefeito Zé Spillere. Quando escrevo que este é o fim do primeiro round é porque o vereador Edalto Bortolotto, Estrategicamente e orientado pelo prefeito Rogério Frigo, não vai mais responder a nada.
Me parece que daqui para frente o prefeito começa a perder. Até então Frigo assistiu de camarote. A briga só reafirmou que ele é o candidato a prefeito. Além disso ele ganha o argumento de que o próprio Edalto “minou” a sua e qualquer outra pré-candidatura de um vice do PSDB.

OUÇA UM RESUMO DO QUE ACONTECEU ATÉ AQUI.

A entrada de Júlia Zanatta no PL

 personJoão Paulo Messer
access_time13/02/2020 - 18:00

Não foi exatamente um ato festivo, nem tão representativo em termos de lideranças, mas Júlia Zanatta agora é oficialmente do Partido Liberal (22). Sua ficha foi abonada pelo senador Jorginho Mello, em ato no início da tarde desta quinta-feira em uma das salas do Interclass Hotel. Isso deve dar fim a um ambiente um tanto carregado, desde o a segunda-feira quando o senador presidente estadual da sigla sentenciou que a candidata do partido é a afilhada da família Bolsonaro.
À percepção de repórter que acompanha este tipo de evento eu diria que foi um ato menor do que se espera para um ano eleitoral e a entrada de alguém que se propõe a ser a principal candidata de oposição.
Mello justificou a decisão dizendo que ele fez pesquisas e que indicavam a Júlia bem melhor e que Jeferson Monteiro sabia que este seria o critério. Só o que ele não sabia é que a pesquisa já estava sendo feita e não em março como ele prometeu aos candidatos. “Não vou avisar os candidatos sobre quando vou fazer pesquisa”, disse. Esta tese me parece ser a estratégia que usa para dar menos peso à decisão tomada por fidelidade ao presidente Jair Bolsonaro cujo filho Eduardo pediu por Júlia Zanatta. Assim corta o brilho que o ato de hoje dá à reciprocidade que Mello espera em 2022 quando será candidato a governador.
Agora Júlia Zanatta terá que dar a largada ao trabalho de aglutinação do partido, já que a saída da ala Jeferson Monteiro está sacramentada. Eis outro ingrediente que me parece flagrante: a candidatura da Júlia deve ser mais descolada e menos dependente da campanha dos vereadores. Ela aposta no cabo eleitoral “Bolsonaro”. Se em 2018 Bolsonaro arrastou uma multidão e em Criciúma elegeu desconhecidos, o “tsunami” pode se repetir em 2020. É o que me parece ser a aposta de Júlia Zanatta. Por isso ela deve ter uma candidatura descolada dos valores de partido e de nomes locais. Insisto que a minha leitura é de ela faz um jogo do tudo ou nada, pois em caso de eleição estará consagrada, se perder para prefeito e o seu partido fizer votação pífia para vereador o problema não é dela.

Bolsonaro na eleição de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time10/02/2020 - 22:37

Era quase unanimidade no PL de Criciúma que Júlia Zanatta não seria candidata do partido e que na melhor das hipóteses, ela disputaria uma prévia, decidida por pesquisas, se ganharia ou não a vaga de Jeferson Monteiro. Mas ela tinha a palavra do deputado Eduardo Bolsonaro que tem a obediência política estratégica do senador Jorginho Mello, que é quem de fato decide as coisas no PL. Esta combinação bastou. Nesta segunda-feira, com medo de que uma outra candidatura, que não a de Júlia, avançasse, Jorginho tratou de antecipar o que dirá oficialmente quinta-feira em Criciúma: “A candidato a prefeita em Criciúma pelo PL é aquela que os Bolsonaro quiserem, e ponto”. O coordenador regional Márcio Búrigo só foi comunicado disso. Jorginho faz isso porque o objetivo do PL é eleger governador em 2022 e o que acontecer até lá é acessório.

Os pesos
Júlia Zanatta perderá não só muitos correligionários de PL, nem apenas será vista como quem entra pela porta dos fundos no partido. Ocorre que a sua confiança eleitoral não estava na gente do PL de Criciúma. Ela apenas precisa de um partido de aluguel para ser candidata e o PL ofereceu a vaga. Ela aposta no mesmo que aposta Jorginho Mello, na força dos Bolsonaro. Teremos Bolsonaro direto na propaganda eleitoral em Criciúma e quem sabe, um ou mais deles, presentes pessoalmente na rua em campanha pela Júlia.

Haja desafios
As dificuldades de Júlia Zanatta não param na indisposição que ela “comprou” ao ser imposta no PL. Sai de casa com a necessidade de fazer alguns ajustes, pois seu marido é lotado no gabinete do deputado Ricardo Guidi (PSL) e estava cotado para ser candidato a vereador pelo partido que é aliado do prefeito Clésio Salvaro (PSDB). Aliás, o sogro e admirador de Júlia, o vereador Júlio Colombo é alinhado ao prefeito e agora adversário da nora.

É do jogo político
Há duas formas de olhar o episódio “Júlia”. O primeiro é a imposição feita por Jorginho Mello por seus interesses na eleição de governador em 2022, quando pretende ter o apoio dos Bolsonaro. Por conta disso ele interfere na eleição de uma cidade. Ao eleitor isso pode parecer absurdo. O fato, entretanto, é bem mais comum do que se imagina. O segundo é aquilo que a política tem e não parece: “fidelidade”. Para ser fiel a Bolsonaro, Jorginho atropela o processo. Óbvio, espera a reciprocidade. Isso ocorre a toda instante, nem sempre tão aos olhos do eleitor.

Chamuscado
Na “paróquia” quem saiu muito chamuscado é o coordenador regional do PL, Márcio Búrigo. Ele não só teve que mudar o discurso aos seus, como teve que fazê-lo à grande massa. Na manhã desta segunda-feira ainda batia na tecla da sua estratégia como xerife do processo. A tarde teve que justificar o cumprimento da ordem e ver seus aliados despedindo-se do grupo. Aos que ficaram o que dirá agora? Que aguarda orientações de Jorginho ou da Júlia?

Coincidência
No instante em que conversava ao telefone com Márcio Búrigo, o senador Jorginho Mello estava em seu escritório com o agora ex-PL, Nícola Martins. Este deve ter feito suas reflexões sobre um episódio com Márcio Búrigo. E não é por uma discussão acalorada que tiveram em novembro do ano passado, mas também porque na antevéspera da convenção do PP, em 2016, Nícola foi tirado da lista de candidatos a vereador quando já tinha número e tudo. Naquela ocasião Márcio deu preferência a um pedido do então candidato a vereador e hoje deputado federal Daniel Freitas. Isso porque Nícola ficaria com o legado eleitoral de Sílvio Ávila Júnior, cujo eleitorado tinha muito em comum com o de Daniel.