Tempo de perdas para os sindicatos
Tanto as entidades sindicais dos trabalhadores como dos patrões saíram perdendo com a nova legislação trabalhista
A reforma trabalhista segue expondo lentamente suas consequências na relação entre empregado e empregador. Nem os primeiros números ou fatos podem ser considerados ainda. Há incertezas de ambos os lados. A certeza existe apenas para os intermediários desta relação: os sindicatos. Estes já sentem no caixa a consequência da nova legislação. Diga-se de passagem que isso vale para o sindicato patronal e laboral.
Uma ação ajuizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Criciúma e Região (Siserp) gira em torno da diminuição do repasse da contribuição sindical e mostra bem isso. A prefeitura repassava ao Siserp mais de R$ 50 mil todos os meses, mas agora está repassando menos de R$ 30 mil. Como agora a contribuição não é obrigatória e o governo está em flagrante campanha contra a filiação, o faturamento do sindicato despencou. Estima-se, a partir de informações extraoficiais colhidas tanto com fontes do sindicato como da prefeitura, que o orçamento do Siserp, que superava a casa dos R$ 2 milhões ao ano, deve cair para cerca de R$ 800 mil anuais. Todos os sindicatos terão perdas.
Os sindicatos patronais também perdem. Nesta sexta-feira (8) pela manhã, o presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Extremo Sul Catarinense (Sindimetal), Guido Búrigo, comentou estas perdas entre os sindicaos patronais. OUÇA:
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