OPINIÃO: O governo reascende uma rivalidade "besta"
Editorial do Programa João Paulo Messer critica silêncio que realimenta um conflito superado
Ao silenciar nas respostas às especulações de que Tubarão passa a ser a capital administrativa do Sul, o Governo do Estado presta o primeiro grande desserviço à região. Já é tempo de esclarecer informações repassadas de forma extraoficial e truncadas, por interlocutores desautorizados. Na última década instituições das cidades de Criciúma e Tubarão trabalharam para superar uma rivalidade besta que havia.
O aeroporto regional de Jaguaruna é a materialização desta superação. Porém, desde segunda-feira sucedem-se informações de que o governo está politizando a gestão e em detrimento de aspectos técnicos propõe aparelhar Tubarão com equipamentos públicos destinados à uma capital regional. Assim, em uma semana o novo governo conseguiu destruir o que as lideranças levaram mais de uma década para reconstruir, a melhora das relações entre Tubarão e Araranguá.
Anteontem a informação que machucou o brio dos criciumenses foi o rebaixamento de categoria do escritório regional da Celesc que passaria a ser subordinado à macrorregional de Tubarão. Ontem a notícia é de que o serviço aero médico, SAER, também pode sair de Criciúma. Tubarão, no seu direito ofereceu-se a sediá-lo.
A especulação sobre a mudança do SAER se dá justo quando o serviço está saindo da sede atual, localizada no bairro Vila Macarini em Criciúma. As alternativas, porém, são outras. Uma delas seria um terreno que o prefeito Clésio Salvaro oferece ao lado do Parque dos Imigrantes no Rio Maina. O endereço não agrada os técnicos do serviço. O prefeito quer troca este pelo prédio do Posto de Saúde localizado na frente do Hospital São José.
O local ideal para instalação do serviço aero médico é o aeroporto Diomício Freitas, que pertence a Forquilhinha. Isso porque lá está a unidade de abastecimento. A cada vez que o helicóptero decola da sua sede para ir abastecer perde cerca de meia hora e custa muito caro, pois estes equipamentos gastam mais justo quando seus motores são acionados. Mantê-los lá seria muito mais econômico.
Há de se considerar que se o SAER se transferir para o aeroporto Diomício Freitas ajudará baratear o rateio das despesas daquele local que hoje opera com déficit de cerca de R$ 20 mil/mês. O governo do Estado bancada R$ 80 mil e a administradora RDL arrecada cerca de R$ 45 mil em taxas.
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