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  TUDO A VER: Fim da escala 6x1 e concurso de logomarca foram os assuntos desta quarta-feira

commentJornalismo access_time21/10/2026 18:30

Natália Chaves recebeu Rodrigo Custódio de Medeiros, Rodrigo Otávio Goncho, Patrícia Mariano e Dilvania Ramos

Estadual de 2027 pode ter pontos corridos e jogos únicos na semifinal e na decisão

commentEsporte access_time21/10/2026 21:04

Campeonato Catarinense deve iniciar no dia 10 de janeiro

Com quatro vitórias nos últimos cinco jogos, Yuri Tanque mira acesso acesso direto à Série A pelo Criciúma

commentCriciúma EC access_time20/10/2026 17:47

Atuando em todas as partidas desde a sua estreia pelo Tigre, atacante busca ajudar equipe a alcançar as duas primeiras colocações, que garantem vaga direta na elite nacional em 2027

Coluna de Terça-feira

access_time21/11/2017 - 11:11

João Rodrigues no trecho
A partir de quinta-feira, começando pelo Sul, a dobradinha, Júlio Garcia e João Rodrigues, começa a percorrer o Estado. É o processo itinerante de percepção do cenário. Dai sai o que pode ser um lançamento de pré-candidatura de JR a vice-governador em uma chapa em construção. O PSD estará com isso fazendo a sua parte. Vai esperar que o PMDB faça a sua. Domingo à noite, na residência oficial do governador Raimundo Colombo a dupla esteve com os demais deputados federais do PSD. Foi o primeiro movimento. O percurso itinerante pelo qual JR percorre o Estado levado “pela mão” de JG deve ser amplo, mas rápido. Existem planos para que esta etapa esteja vencida até o dia 5 de dezembro.

Lembra da faixa?
Em maio deste ano publiquei aqui na coluna a foto de uma faixa que foi barrada pela organização de um evento de pré-lançamento da candidatura de Gelson Merísio ao cargo de governador, em Criciúma. Na ocasião inclusive o governador Raimundo Colombo esteve presente. A faixa acabou jogada do lado de fora, mas ela era premonitória.

Governador
Governador e o vice-governador do Estado confirmaram presenças hoje às 10h na solenidade de inauguração do Centro Multiuso do Bairro da Juventude. Raimundo Colombo e Eduardo Moreira devem seguir pautas distintas, logo após. Moreira vai almoçar com o presidente do Criciúma Esporte Clube. Vão tratar de verbas que o governo destinou ao projeto de formação de atletas.

Vai bem...
O governo pode não estar bem, mas a economia do Estado segue melhorando bem. O governador Raimundo Colombo faz questão de lembrar que o segundo é consequência das ações do primeiro, também. Refere-se ao fato de Santa Catarina ser um dos únicos Estados brasileiros a não majorar impostos, o que permite a expansão empresarial.

...na economia
Santa Catarina manteve a quantidade de empregos gerados em outubro em relação ao mês anterior segundo balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado ontem. Foram 8,6 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada, ficando em quarto lugar no ranking brasileiro atrás de Alagoas, São Paulo e Pernambuco. No Brasil, foram 76.599 postos de trabalhos.

Por setor
Entre os setores de melhor desempenho na geração de empregos estão comércio, com 3.204 postos. Isso indica circulação de dinheiro. O setor industrial é o segundo com 2.717novas vagas. Seguindo uma ordem que por muitos é tida padrão à percepção da retomada de desenvolvimento, aparecem os serviços com 1.728 vagas. A agropecuária gerou 1.160 novas vagas. Em 2017 o Estado gerou 46.170 novas vagas com carteira assinada em todas as áreas.

Nova Veneza
Esta semana é decisiva ao Hospital São Marcos, de Nova Veneza, que pode começar a atender demandas cirúrgicas e de internação a partir dos próximos dias. Na semana passada o diretor administrativo Paulo Conti e o Secretário Municipal de Saúde, Adjalma Mastella receberam os primeiros certificados. O primeiro foi do Ministério da Saúde e depois o da Secretaria de Estado da Saúde

Benedet chutou com tudo
O deputado federal Ronaldo Benedet (PMDB) saiu do silêncio após longo período na mira de críticas agudas do setor sindical. Em entrevista na rádio Eldorado, ontem pela manhã, rebateu as acusações que vem sofrendo em uma campanha com direito a spot de rádio patrocinado por alguns sindicatos dos trabalhadores da região. Elevou o tom e classificou a estratégia como lição fascista, comparando o método às práticas arquitetadas por Goebbels na Alemanha nazista de Hitler. Sem qualquer sutileza acusou os sindicalistas de usarem o dinheiro dos trabalhadores associados aos sindicatos para pagar a campanha publicitária difamatória.

PACOTÃO No pacote de projetos entregues ontem pelo prefeito Clésio Salvaro à Câmara de Vereadores de Criciúma, está um que permite que uma empresa faça as obras necessárias para dar habite-se ao prédio do antigo INAMPS, na rua João Pessoa. Ele será transformado em uma central de atendimento de todos os serviços da prefeitura.

GASOLINA O gabinete do governador anunciou ontem que após reunião de Raimundo Colombo com o Secretário de Estado da Fazenda, Renato Lacerda, foi liberada verba extra de R$ 280 mil para a Secretaria de Segurança abastecer as viaturas. O dinheiro da gasolina acabou, mas o ano ainda não.

CÁLCULOS R$ 280 mil de gasolina para as viaturas significa abastecer quantas viaturas e por quanto tempo? Por altos, isso dá menos de um tanque por viatura até o fim do ano. Ou então menos de R$ 1 mil por município.

A DOIS Semana passada o deputado federal Esperidião Amin (PP) teria tido uma conversa a sós com o prefeito de Joinville, Udo Döhler. Conversar pode.

PRESENTE Esperidião Amin estaria pressentindo o isolamento do PP e particularmente o risco que corre a sua provável candidatura ao Senado. Se o Plano 15/2018 fechar nos termos articulados agora, Raimundo Colombo e Paulo Bauer seriam os candidatos ao Senado. Este jogo pode ficar pesado demais para Amin.

APROVADO O ex-prefeito de Nova Veneza, Evandro Gava (PP) foi conferir pessoalmente, ontem, a apreciação do seu relatório de contas do último ano do seu mandato. Contas aprovadas. Logo depois ele disse: “mais esta conquista comprova nossa responsabilidade com o dinheiro público”.

MUITO VIVO Amanhã na Câmara de Vereadores de Siderópolis acontece o 2º Seminário de Relatos de Experiências de recuperação Ambiental, que é parte do projeto permanente de recuperação do rio Mãe Luzia. Louvável o envolvimento dos vários segmentos nesta proposta.

FRASE DO DIA
“Meu gasto de gasolina é transparente e coerente com a atividade. Se tem deputado que não gasta nada, é porque não trabalha ou porque tem muito dinheiro... ”.
Deputado federal Ronaldo Benedet, reagindo às críticas de que gastou muito combustível ressarcido pela Câmara dos Deputados.


Lei sai da AMREC

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2020 - 15:34

A diretoria da Associação dos Municípios da Região Carbonífera está modificada a partir de hoje. Todos os prefeitos da diretoria da entidade e que pretendem disputar as eleições municipais precisam deixar o cargo quatro meses antes do processo eleitoral previsto inicialmente para o dia 4 de outubro. Assim o presidente da entidade, prefeito Jaimir Comin (PP/Treviso) está fora. Ele passou o cargo ao vice-presidente Ademir Magagnin (PP/Cocal do Sul), que não disputará a eleição por estar no segundo mandato. A rigor, todos os dirigentes da entidade renunciam exceto os prefeitos Murialdo Gastaldon (MDB/Içara), Helio Cesa Alemão (MDB/Siderópolis) e Dimas Kammer (PP/Forquilhinha). Estes quatro não disputam a eleição. DImas por opção, os demais porque estão no segundo mandato.

Outro que sai do cargo é o Secretário Executivo da AMREC, Lei Alexandre, que irá disputar a eleição à prefeitura de Forquilhinha. Não existe informações sobre quem irá ocupar a vaga.

REUNIÃO - Amanhã às 9h a AMREC terá reunião dos prefeitos para discutir a retomada do transporte coletivo na região.

Állison Pires assume presidência do PSL em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time02/06/2020 - 16:36

Já consta no Tribunal Regional Eleitoral a nova composição da Executiva do PSL, sigla que até semana passada era presidida pelo vereador Júlio Kaminski. O novo presidente é o médico Álisson Pires que tem como vice-presidente o advogado Jeferson Pires. A pedido de Állison a vaga de secretário geral é ocupada por Juliano da Silva Colombo. Entre outros nomes conhecidos estão ainda na diretoria o vereador Edson Luiz do Nascimento Paiol e o ex-vereador Toninho Isidorio.

A substituição de Kaminski na presidência pode ser a exposição de um fim de relacionamento dele com os novos coordenadores das eleições do partido. Em entrevista hoje pela manhã na rádio Eldorado Kaminski evitou falar em sair do partido, mas na sigla a informação é tida como ato que o vereador anuncie nos próximos dias.

À percepção do observador da cena política saltam aos olhos dois passos seguintes. O primeiro é a substituição de Kaminski também como pré-candidato a prefeito por Állison Pires. O segundo é a saída de Kaminski do partido, Sobre este movimento não se sabe quem tomará a iniciativa, se o partido ou o vereador. A lógica indica que seja o vereador que assuma a atitude por flagrantemente estar incomodado na sigla.

CI da AFASC está suspensa

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 15:42

O vereador Arleu da Silveeira (PSDB) protocolou na sexta-feira da semana passada um requerimento pedindo ao presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma a suspensão dos trabalhos da Comissão de Investigação da AFASC. Alega que sofreu aviltamento dos seus interesses parlamentares em atitude do vereador Zairo Casagrande, presidente da CI, que negou-leh o direito de ocupar a vaga de relator sob o argumetno de que ele teria interesses e relações parentais com pessoas que podem vir a ser ouvidas na comissão que investiga possíveis irregularidades no adminmistrtação da associação de assistência do municíío. Diante disso o presidente Tita Beloli decidiu suspendeer os trabalhos da CI por sete dias, baseando seu ato no regimento interno da Câmara. Neste período a Comissão de Justiça do Legislativo deve se manifestar a respeito do assunto.

Salvaro quer irmãs administrando hospital do Rio Maina

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 15:12

O prefeito Clésio Salvaro deve receber as irmãs administradoras do Hospital São José de Criciúma para um café daqui a pouco às 16h na Casa de Saúde do Rio Maina. O local onde funcionou um hospital psiquiátrico e que foi reformado para ser um hospital de campanha em tempos de COVID19 deve ser transformado em uma Casa de Idosos. Antes deste ato Clésio reúne com os vereadores para apresentar o projeto que autoriza o município a adquirir o prédio. Vai pagar R$ 1,8 milhão. A gestão pelas irmãs deve passar por outro movimento administrativo com autorização da Cãmara de Vereadores.

https://www.camaracriciuma.sc.gov.br/documento/projeto-pe-22-2020-103996

Movimentos dos pré-candidatos a prefeito em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 07:09

Kaminski: se correr...
Houvesse "janela aberta" o vereador Júlio Kaminski, pré-candidato a prefeito pelo PSL em Criciúma, estaria fora do partido. Desde quarta-feira da semana passada ele sabe que será substituído na presidência da sigla em Criciúma, sob o argumento de que pré-candidato a prefeito não pode ser presidente. Isso o deixou incomodado. Há de se registrar que boa parte dos seus aliados estão no DEM.

Sem janela
Ocorre que não há mais espaço legal para troca de partido, e se ele fizer este movimento o PSDB, partido pelo qual se elegeu, pode pedir a cadeira na Câmara Municipal, embora já tenha lhe informado que não fará isso. Os tucanos prometeram, mas nunca documentaram.

Vai dar Álison
A vaga de presidente do PSL de Criciúma deve ser preenchida pelo médico Álisson Pires, que é quem muitos pesselistas locais gostariam de ver candidato a prefeito. Os ajustes no partido estão sendo feitos pela coordenação estadual de campanha eleitoral que possui dois criciumenses, Amarildo Passos e Jeferson Monteiro.

Trabalhista
Enquanto em Criciúma o PSL reorganiza a situação local o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) faz movimentos para ter a sigla em uma coligação que lhe dê sustentação de candidatura a prefeito. Ele quer o PSL e o MDB que também tem candidato a prefeito. Para isso fala respectivamente com o governador Carlos Moises e com o deputado Luiz Fernando Cardoso.

Menos o PDT
O PT de Criciúma tem planos prontos para entrar na disputa pela prefeitura. O pré-candidato Chico Baltazar segue em casa e só participa de reuniões por videoconferência. Nem por isso deixa de se reunir com aliados todos os dias. Falta uma coisa só para que o plano PT estratégico fique pronto: que Rodrigo Minotto (PDT) não seja candidato. Neste caso o petista imagina contar com aliados hoje na sigla trabalhista como Zairo Casagrande e Arildo Mezzari, ex-petistas.

Bolsonarista
A pré-candidata do PL, a bolsonarista Júlia Zanatta, passou a semana em Brasília. Retorna na noite desta segunda-feira com a filha Helena e o marido Guilherme. No domingo teve a oportunidade de entregar a camisa do Tigre ao presidente. O marido entregou uma camisa do Metropol. Bolsonaro prometeu usar a camisa tricolor na primeira oportunidade, como fez com a camisa do Tubarão.

Com o tempo
Nesta quarta-feira o presidente estadual do Democratas, João Paulo Kleinubing, tem na agenda um encontro com lideranças do partido em Criciúma, entre elas a pré-candidata à prefeitura professora Lisiane Tuon. Diz-se no ninho tucano (PSDB) que a sigla deve estar coligada com Clésio Salvaro e que a oficialização disso é uma questão de tempo.

Uma publicação sem decoro

 personJoão Paulo Messer
access_time25/05/2020 - 21:59

Pequenas, quase imperceptíveis mudanças podem ser inseridas em nossas vidas todos os dias, algumas delas transformando-se em hábitos. Isso não se restringe aos nossos gestos, mas também ao nosso linguajar. O empobrecimento do nosso vernáculo é flagrante e acentuado. Parte da responsabilidade por este processo eu atribuo aos nossos ídolos e líderes. E não se pode atribuir apenas ao atual presidente da república a pixórnia maneira de se comunicar só porque vazou um áudio que revela isso. Óbvio que não são apenas dele os exemplos, pois isso vem de tempos. Sob o argumento do uso do “linguajar do povo”, outros, muito antes, apelavam à pobreza verbal para se expressar. Uma pena, pois isso nos remete aos porões seja da fala, dos gestos, dos atos e até dos pensamentos. Inevitavelmente este será consequentemente o nível das nossas ideias.

Pois é sob esta nuvem que aparecem cenas como a patrocinada pelo deputado Jessé Lopes, nesta segunda-feira, quando levou à uma rede social a interpretação do que é fruto do que convencionamos chamar de fofoca de bastidores. Isso é tão lamentável quanto pode ser o fato se verdade for o que ele sugeriu ter ocorrido. Meu Deus, Jessé Lopes não é da margem dos rios onde se bate o trapo, ele é deputado. O conheço pouco, o suficiente para admirá-lo por sua gênese, mas confesso jamais esperava ler isso de um deputado da nossa região numa rede social pública - aberta.

Tenho por mim que esta foi a última das suas extravagâncias. Ele tem potencial para ser o deputado que representa os seus eleitores que são os mais indignados com algumas barbaridades que vemos no mundo chamado poder público. Mas não podemos isolar o deputado é dizer “Meu Deus que absurdo”, pois nas entrelinhas e cantos de gabinete o que ele disse vem sendo dito há dias. O que ele fez foi rotular a especulação com o seu carimbo de deputado e isso é estrondoso.

Minha homenagem à Morro da Fumaça

 personJoão Paulo Messer
access_time20/05/2020 - 11:11

Hoje é dia de aniversário de emancipação de Morro da Fumaça. Um dia após os 116 anos de colonização do seu distrito de Estação Cocal. O município cujos registros históricos contam que a cidade nasceu em Vila Torrens e “desceu” para instalar-se urbanizada onde hoje está.

Faço referência à força histórica, cultural, econômica e política dos seus distritos, pois eles fortalecem muito o município. A história tem raízes fortes que oferecem a miscigenação de raças entre os primeiros habitantes do território brasileiro aos colonizadores. Mais do que outros municípios, Morro da Fumaça tem raízes fundas se analisarmos a construção da sua história a partir da sua gente, seus costumes e ditames do desenvolvimento.

Hoje, olhando de fora, o município é um ponto alto fora da curva, quando se olha para o desenvolvimento. A riqueza da terra não se restringe ao solo propício para as cultivares agrícolas, mas também para o barro que gera a cerâmica a partir da criatividade humana.
Quem sabe, não muito longe, o mesmo barro que oferece tipos de cerâmica estimule a retomada de alguma indústria de louças especialmente pratos, como já tivemos. Quer dizer, tudo é possível a partir da terra da “fumaça”.

Aqui o caldeirão sempre ferve e faz fumaça, o forno arde para dar calor ao que se forja e forno quente gera fumaça. Se não quiserem olhar apenas para a fumaça do progresso, basta olhar à fumaça da natureza que aqui baixa as nuvens para beijar a terra abençoada. A cidade sempre tem uma ligação direta com o céu, seja quando a fumaça sobe, seja quando desce em forma de neblina. Onde tem fumaça tem fogo, diz o ditado. Pois que seja assim para dizer do fogo da paixão pela fumaça.

Quem mora “na Fumaça” morre de paixão pela cidade ou município. Quem mora fora olha com admiração. A aniversariante de hoje tem todos os defeitos que os seus queiram pôr nela, mas jamais perderá todas as virtudes que a sua gente pôs nela com o passar dos 58 anos.

Feliz aniversário Morro da Fumaça.

A roda gigante da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/05/2020 - 00:23

As circunstâncias tornam a vida dos políticos uma roda gigante, mais do que a de qualquer cidadão. Ora em cima, ora em baixo. Quem começou esta legislatura no topo da roda foi o deputado Júlio Garcia, que ao assumir a presidência da Assembleia Legislativa numa hábil costura, figurou como nome favorito inclusive à sucessão de Carlos Moisés, embora estivéssemos apenas no começo do mandato. Logo veio a Operação Alcatraz e as relações com Garcia o enviaram à parte baixa da “roda”. Apesar desta operação continuar sendo uma ameaça à estabilidade política do parlamentar, as circunstâncias em que mergulharam o governador devolvem ao presidente do parlamento um poder muito grande.
Hoje é possível dizer que o impeachment do governador Carlos Moises passa pelas mãos – e vontade – de Júlio Garcia. Ele tem a regência absoluta do trabalho legislativo. Não é exagero dizer que só haverá impeachment se o deputado assim o permitir. Não é nem uma questão de desejar. Isso é tão real quanto a percepção de que hoje ele parece não ter nenhuma vontade de que as coisas caminhem para isso.

Impeachment do governador é menos provável

 personJoão Paulo Messer
access_time11/05/2020 - 23:59

De cada dez, oito catarinenses responderiam fácil de forma afirmativa à pergunta sobre impeachment do governador Carlos Moisés. Não precisa ser muito informado sobre o que vem acontecendo na política para apostar neste desfecho. Ocorre que há gente que enxerga além dos dias atuais. Gente que olha para 2022. Se a Assembleia Legislativa destituir o governador, quem assume é a vice-governadora. Ocorre que ela é uma adversária imprevisível nas próximas eleições, enquanto ele (Moisdés) "sangrando" e descolado de Bolsonaro com histórico de um ano e meio sem o mínimo de governo para apresentar, constitui-se no adversário que qualquer um gostaria enfrentar. Por tudo isso é simples demais apostar no impeachment de Carlos Moisés. Acho até que hoje os deputados já terão trabalho duro para evitar a cassação do mandato. Já me parece mais difícil não cassar do que cassar, mas este esforço terá que ser feito em nome do jogo político.

Nesta terça-feira, às 17h, acontece a primeria reunião da recém instalada CPI dos respiradores.

São membros da CPI os deputados: o presidente Sargento Lima (PSL), o vice-presidente Valdir Cobalchini (MDB), o relator Ivan Naatz (PL), além dos membros Moacir Sopelsa (MDB), Felipe Estevão (PSL), João Amin (PP), Milton Hobus (PSD), Marcos Vieira (PSDB) e Fabiano da Luz (PT).

Promotor e juíz pensam como o prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time08/05/2020 - 19:59

Ao contrário do que possam pensar os leitores dos fatos diários da paróquia carvoeira, o prefeito de Clésio Salvaro não está na lista dos que condenam a decisão do promotor público e do juiz, que em ato de sequência levaram a suspensão da possibilidade de termos o retorno do transporte coletivo em Criciúma, segunda-feira. Quinta-feira, mesmo dia em que mandou à Câmara de Vereadores um projeto que seria a válvula de escape das empresas para retornar ao trabalho, o chefe do executivo ouviu o apelo de um grupo de médicos para que não fizesse isso. Assim, à imagem política, Salvaro foi salvo pelo ato do promotor público Luiz Fernando Góes Ulysséa, que pediu e o juiz Pedro Aujor acatou, refutar a ideia de o transporte coletivo retornar.
Isso justifica o título: "promtor e juíz pensam como o prefeito". Caberia dizer que neste caso, o prefeito traiu a sua própria convicção e vai lavar as mãos ao ser cobrado, pois agiu para contentar os favoráveis ao retorno do transporte, mas não sofre as cobranças internas dos que pensam diferente. Qualquer coisa a "culpa" de não ter transporte é do promotor e do juíz, não do prefeito.
Da minha “santa ignorância”, mas calcado na amostra da pesquisa apresentada nesta sexta-feira e dados cruzados com os números oficiais de casos confirmados e agravados com internação hospitalar, reajo à posição dos contrários ao transporte. Será que as autoridades não estão enxergando o amontoado de gente nos carros e vans que transportam pequenas lotações sugerindo uma lata de sardinha?

PSD faz movimento estratégico em Içara

 personJoão Paulo Messer
access_time05/05/2020 - 09:22

O movimento anunciado pelo PSD nesta semana, anunciando chapa única e a criação de um projeto novo para a cidade tem mais do que o que está noticiado. Nas entrelinhas desta articulação o partido se posiciona na cena política local. Em tempo de pandemia, quando falar de eleição tem que ser com cautela para não invadir a prioridade das prioridades, o partido lança um texto sutil que prioriza a cidade, mas cujo pano de fundo é uma tentativa de avançar uma posição. De leitura inicial a gente entende que o PSD é a terceira força atrás de MDB e PP e suas candidaturas. No instante em que o MDB escolheu Arnaldo Lodetti Júnior seu candidato a prefeito e o PP de Dalvânia Cardoso segue a pré-campanha, mas em silêncio, o PSD se anuncia no processo. Com este “barulho” pode reivindicar sentar à ponta da mesa para negociar uma coligação com o PP, como alguns especulam seja o passo lógico. Na pior das hipóteses o movimento do PSD tira de trás da cortina o PP, que precisa logo se noticiar em pré-campanha.
A política é como o jogo de xadrez, feita de movimentos certeiros que preparam o xeque-mate. O movimento do PSD merece ser olhado com atenção.

Quando o tiro sai pela culatra

 personJoão Paulo Messer
access_time29/04/2020 - 08:22

A notícia do dia, hoje, de novo um novo escândalo denunciado envolvendo o Governo do Estado. A compra de duzentos respiradores ao preço de R$ 33 milhões pagos antecipadamente. A empresa que vendeu prometeu entregar em abril, mas agora reviu o prazo e vai entregar no final de maio ou junho, quem sabe. A empresa aliás é daquelas quase de fundo de quintal, instalada no Rio de Janeiro. Já negociou alguns produtos da área de saúde com Santa Catarina. Foi escolhida sem tempo de o governo fazer licitação porque a pressa exigia. Lacrou-se uma dispensa de licitação. Tempo de coronavírus, tudo tem que ser urgente. Pacote pago e agora os equipamentos já não são mais os prometidos. Quando chegarem podem não servir e se for isso serão devolvidos. Isso, se chegarem a tempo de serem necessários ao combate ao coronavírus.
Um site de notícias denunciou, a coisa foi parar na Assembleia Legislativa, ontem, e deu o maior “furdunço”. Semana passada foi o Hospital de R$ 76 milhões. Em outros Estados estes hospitais custam em média R$ 10 milhões. Aqui em Santa Catarina sete, quase oito vezes mais. A denúncia foi feita e o governo desfez o negócio. Voltou atrás.
Com os respiradores não deve ser diferente. O negócio deve ser desfeito. O detalhe é que agora os 33 milhões já foram pagos. “E agora Moisés???”
Ah, querem um detalhe sarcástico? Sabe quando foram pagos os 33 milhões? Dia primeiro de abril. Dia sugestivo. No mesmo dia 33 milhões depositados à empresa. Primeiro de abril.
Ontem o governo anunciou “já estamos tomando providências...” E ai segue a balela: nela informa que afastaram a servidora que fez a compra. Mas estas compras não são feitas pelo Secretário de Estado da Saúde? E o governador não tem que liberar estes R$ 33 milhões?
Tem coisa errada ai. Mas sabem o que eu penso? Seja no caso do hospital de campanha, seja no caso dos respiradores???? Não é desonestidade do governador ou do Secretário é ingenuidade funcional mesmo. Poderia usar uma dessas expressões mais comuns tipo ingenuidade, amadorismo, despreparo ou outro adjetivo qualquer. E sabe porque penso assim? Penso assim porque olho para o que este governo fez até agora. Nada. Um ano e quatro meses e o que tivemos? É despreparo mesmo. Santa Catarina paga o preço da ingenuidade político-administrativo. O governo está enredado pela expertise política, não tem maturidade de articulação em nível algum e se apoia na muleta do diferente, do honesto, do novo e daí por diante.
Nós vamos pagar um preço alto. E de novo eu digo que a culpa não é deste governo que está ai. É dos governos que passaram, que nos enojaram com as suas práticas. Que não nos deram escolha. Digam que eu estou errado. Gostaria de estar. Quem sabe estou. Nós fomos empurrados a experimentar a inércia. Não sei se as crises como a do coronavírus amenizaram o que ainda poderia ser pior?
E agora vem as eleições municipais. Os senhores e senhoras já pararam para pensar que no âmbito dos nossos municípios, estou falando de todos não apenas deste ou daquele, mas em todos. As opções se restringem. Parece cada vez mais difícil essa escolha. As opções são mais pobres e incertas.
As opções se restringem e confundem nossos desejos de vivermos tempos melhores e nos deixam entre o que pretendemos trocar com o que que nos amedronta. Está difícil dizer isso, mas o jargão é esse: “na democracia o voto é a nossa arma”.
O problema é o tiro pela culatra.

Deu para o Moro...

 personJoão Paulo Messer
access_time27/04/2020 - 02:29

E começamos uma semana cheios de dúvidas, tentando entender um novo tsunami. Para muitos a primeira palavra que vem à mente é “decepção”. Aliás, você já parou para pensar quantas frustrações e decepções teve? Em quantas pessoas já depositaste a sua esperança? Esperança que virou frustração.
No calor da política isso é ainda mais frequente e forte. Os acontecimentos da última sexta-feira ainda não estão absorvidos por nós brasileiros. A massa que se pôs a defender com unhas e dentes os representantes de um novo tempo sofreu um duro golpe. Decepcionou-se, por certo. Uns com um, outros com outro e há os que se decepcionaram com ambos. Me refiro ao presidente Bolsonaro e ao Ministro Moro, símbolos da esperança brasileira.
Esperança que não se deve perder pelos episódios recentes. Prefiro chamar atenção ao que não canso de repetir: cuidemo-nos. Não permitamos que a cegueira afete a nossa visão. Não nos deixemos levar pela emoção, nem pela paixão. Não é tempo de considerar o jogo perdido. Este é apenas mais um episódio da política brasileira. Não dá para sentenciar culpado, nem um, nem outro. Nem Bolsonaro, nem Moro. É que a gente, às vezes, demora entender o jogo.
Parece evidente que Bolsonaro não perdeu este jogo. Moro não perdeu, mas também não ganhou. É como se esta disputa fosse para a prorrogação e penaltis. Parece aquele jogo em que o empate desclassifica os dois. Pois é o que parece. Só tem perdedores. Deste embate não há ganhadores.
Devemos lembrar que este jogo está disputado no campo da política. Moro pode ser o favorito, mas não está acostumado a este jogo. Bolsonaro pode estar fragilizado, mas joga no campo que ele conhece bem: o da política. Moro entrou num jogo que ele não conhece. E olha deveria ter se adaptado, afinal, quando juiz de primeira instância, esteve sempre sujeito a ter as suas sentenças reformadas.
Na política este jogo não é assim. Diferente da Lava Jato, no Ministério Moro mostrou pouco serviço. Ficou devendo. Moro não saiu pela interferência de Bolsonaro. Saiu porque estava procurando a saída. A interferência de Bolsonaro não é assim tão inédita como alguns tentam fazer ver, mas é grave sim.
Nem que com suas denúncias Moro fragilize Bolsonaro a ponto de facilitar o caminho do impeachment, terá sido ele: Moro, o ganhador deste jogo. As aves de rapina estão ali, bem perto: na Câmara, no Senado e no Supremo.
O gesto de Moro em pouco ou nada o ajudará a pavimentar o caminho da presidência da república, se esta for a sua intenção daqui por diante. Moro não é do jogo da política. Moro é um Joaquim Barbosa. Barbosa saiu consagrado do Supremo, mas logo viu que na política, ou você joga o jogo, ou está fora.
Melhor então ficar com quem joga o jogo o mais próximo do limpo possível. Que se disponha a jogar. Que se submeta a uma campanha de rala chão, percorra o país, invista 24 horas por dia, sete dias por semana. E me desculpem os admiradores de Moro, o conforto dos gabinetes não lhe deu essa experiência, nem paciência. Moro saiu de onde nunca entrou: a política. E como herança pode ajudar a sujar o que ele mesmo ajudou a limpar. Deus queira, esteja eu errado.

Pesquisa pode mostrar o mapa do coronavírus em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/04/2020 - 10:11

Com um procedimento próprio, criado pela Secretaria Municipal de Saúde através do Laboratório Municipal de Análises Clínicas em parceria com a UNESC e o curso de Medicina, Criciúma está propondo uma pesquisa de amostragem para aproximar-se do real cenário do coronavírus. O levantamento segue a metodologia de pesquisas como as eleitorais para escolher os pesquisados. Ao invés de questionário eles serão submetidos ao exame de sangue, que avaliado indicará a situação do paciente. As últimas avaliações testam a amplitude deste exame, que pode ir além da detecção de ser o paciente portador assintomático ou não do vírus e até mesmo o grau de imunidade que ele possui.
Este levantamento vai ser submetido ao comitê de ética do curso de Medicina da UNESC, mas saiu da cabeça do secretário Acélio Casagrande. Se comprovada a sua eficácia do teste ele pode sugerir um mapa do coronavírus no município.
Inicialmente sugere-se que a pesquisa seja feita semanalmente e a cada levantamento sejam testadas 500 pessoas. O laboratório municipal tem capacidade de responder a cada teste em 30 minutos. A previsão é de que já nesta sexta-feira saiam os primeiros resultados.

Mandetta sofreu queimadura dos holofotes

 personJoão Paulo Messer
access_time16/04/2020 - 18:59

Se eu estivesse "no mundo da lua" e aterissasse aqui agora e assistisse a entrevista de "despedida" do ministro Luiz Henrique Madetta, facilmente intenderia porque ele saiu. O técnico estava político demais. Foi assim no seu discurso de saída. Parecia sentir-se num palanque, não numa mesa de rescisão de contrato. Acho loucura trocar o médico cirurgião quando o pacietne está sob a mesa e o bisturi já foi usado, mas Mandetta estava cegado pelos holofotes midiáticos. Não me parece que o presidente Jair Bolsonaro tenha demorado para fazer a substituição. Tivesse feito uma semana anrtes o que fez hoje ainda teria um ministro bem melhor cotado. Deu corda e esticou até o limite. O presidente segue correndo o risco, que agora é maior do que antes, enquanto Mandetta sai ainda com o saldo positivo das ações da prevenção. É provável que se tivermos menos casos de coronavírus ele invoque os seus acertos nas medidas adotadas até então, enquanto do contrário ele pode dizer que se estivesse lá as coisas teriam sido diferentes. Dos três, Bolsonaro, Mandetta e Tech, quem está na mira agora é o terceiro. Óbvio que todas as suas atitudes serão consideradas obediência ao presidente. Os acertos serão creditados ao presidente, os erros ao novo ministro.