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Sessão Especial da Câmara homenageará o Dia da Consciência Negra em Criciúma

commentJornalismo access_time20/10/2026 16:25

A iniciativa busca reconhecer a contribuição de lideranças negras para a história do município

André Gaidzinski chega à decisão da Porsche Cup na briga pelo título da Master

commentEsporte access_time20/10/2026 16:30

Piloto catarinense ocupa a terceira colocação do campeonato e disputa a etapa final da temporada, em Interlagos, na programação do GP de São Paulo de Fórmula 1

Criciúma e São Bernardo se enfrentam pela quarta vez na história

commentCriciúma EC access_time16/10/2026 10:30

O Tigre soma duas vitórias e um empate nos três confrontos anteriores

Coluna de Quinta-feira

access_time15/02/2018 - 00:23

Aliança com o PMDB
De gente que está rodeando o palácio do governo do Estado ouço dizer que Raimundo Colombo anda dormindo mal. A causa é a dúvida sobre a escolha do caminho para chegar ao Senado. Enquanto isso tem sempre alguém do PMDB lhe dizendo ao pé do ouvido, que mais do que nunca ele está dependente dos peemedebistas. Enquanto isso, no PSD, não falta os que dizem a velha frase: “eu avisei”, referindo-se à submissão que Colombo teria mantido ao PMDB. É que no PSD há muitos que consideram o governador submisso à liderança peemedebista a ponto de mesmo tendo sido o chefe maior não ter pavimentado caminho ao Senado. Estes mesmos não duvidam que Eduardo seja govenador por alguns meses e chegue à condição de candidato à reeleição, nos braços do povo e do seu partido, fato que Raimundo não consolidou em sete anos de mandato.

Fidelidade
Existem severas dúvidas sobre o tipo de relação que o governador Raimundo Colombo sempre manteve ao PMDB. Uma delas é que ele prioriza a gratidão. Neste caso havemos de lembrar que ele virou governador por articulação de Luiz Henrique da Silveira.

Percepção
O episódio João Rodrigues (prisão) pode ser um fator que fragiliza o PSD, acentuando fissura interna. Esta ruptura ficou exposta recentemente quando um setor ligado ao PMDB começou a lançar Rodrigues para a chapa majoritária, impondo ranhura no projeto de Gelson Merísio.

Comin fora
Dos nomes do Sul no governo é certa a saída de Valmir Comin (PP), da Secretaria de Ação Social. Isso pode ser concretizado hoje. Ontem ele passou o dia em reuniões. Se não acontecer hoje será amanhã e se não pedir até sexta-feira pode ser exonerado por iniciativa de Eduardo Moreira na segunda-feira.

Segurança
O Balneário Rincão fez um carnaval sem grandes ocorrências policiais, fugindo a tradição. Este aumento na segurança pública tem sido registrado em todos os municípios da região. O Sul é hoje a região catarinense com menor incidência criminal.

Presença
Autoridades locais acreditam que o carnaval mais tranquilo esteja relacionado ao modelo de policiamento ostensivo adotado. Um exemplo é que na manhã de sexta-feira a polícia fez uma ação forte com uso do helicóptero do SAER e abordagens em terra a locais identificados como de maior risco. A operação presença é sempre muito eficiente.

No páreo
Uma disputa interessante deve ser travada dentro do PP em 2019. Trata-se da articulação pela presidência da FECAM (Federação Catarinense dos Municípios). A atual vice-presidente, Sisi Blind, prefeita da cidade de São Cristovão do Sul, conta certa sua eleição, mas pode ser surpreendida. O prefeito de Tubarão, Joares Ponticelli, pretende testar seu poder de articulação estadual ao disputar a vaga.

Inconstitucional
O projeto Escola Sem Partido, aprovado pela Câmara de Vereadores de Criciúma, mas que logo encontrou obstáculo no Ministério Público Federal, deve gerar muita discussão jurídica. Mesmo avisados pelos próprios advogados da Câmara, de que se trata de lei inconstitucional, os vereadores insistiram na sua aprovação. O prefeito sancionou. Agora os vereadores dizem que vão brigar até o fim por ela.

BASTIDORES
Três é demais
Na reunião do governador Raimundo Colombo com a bancada de deputados do PSD, ontem, uma dessas coisas curiosas em se tratando da relação tríplice de Raimundo Colombo, Eduardo Moreira e o PSD. Colombo disse que todos os cargos do PSD ficam até o dia 3 de abril, quando ele deve renunciar. Até lá segue governador, mesmo que licenciado. Já Moreira deve assumir amanhã guardando as vagas para seus aliados. Resta então à terceira parte identificar-se aliada de Moreira ou não. Subentende-se que aqueles que forem PSD, mas mantém a teoria de aliança com o PMDB ficam, enquanto os peessedistas aliados de Gelson Merisio devem ser convidados a se retirar.

JUNTOS Hoje às 11h Raimundo Colombo e Eduardo Moreira estarão no Sul. Inauguram o radar meteorológico em Araranguá (Morro dos Conventos).

RIO MAINA Ás 17h30min acontece reunião com empresários do Rio Maina para discutir o tipo de interligação do novo trecho do Anel de Contorno Viário e a rodovia Luiz Lazarin. A ideia é evitar contestações futuras.

TÁ FORA Não é necessário ter esperar até segunda-feira para afirmar que o Secretário da Fazenda, Robson Gotuzzo está fora do governo. Ontem ele afirmou à coluna que volta à prefeitura normalmente segunda-feira. Já o prefeito desconversa sobre o assunto. Ocorre que um dia antes Clésio Salvaro teve uma reunião com a equipe da secretaria em sua casa. Se ele ficaria, o prefeito não vacilaria em responder o questionamento.

ALÇA DO ANEL Ás 19h30min na comunidade do Bairro Naspolini será feito ato de entrega da ordem de serviço para construção da alça de acesso da rodovia de acesso ao bairro com o trecho do Anel de Contorno Viário, obra esquecida pela equipe técnica.

SINTONIZADOS No ato de transmissão de cargo de Raimundo Colombo para Eduardo Moreira, que os peemedebistas estão tratando como posse de governador não deve faltar o grito de “Eduardo nosso governador” ou neto” “Eduardo 2018”.

MOREIRA LÁ Pedir Moreira não vai, mas se alguém aparecer com algum boton, adesivo ou qualquer outro adereço sugerindo a candidatura de Moreira ao governo em outubro este alguém vai receber afeto e carinho inclusive do governador Raimundo Colombo.

NA FILA O PMDB do Sul tem alguns pedidos em especial para fazer ao vice-governador Eduardo Moreira, que está em fase de “escalação” do seu time. Um dos pedidos é em favor do vice-prefeito de Içara, Sandro Giassi Serafim.

ONDE Existem pelo menos duas possibilidades de escalação para Sandro Giassi Serafim. Um seria na Junta Comercial do estado de Santa Catarina, a outra em alguma diretoria da Casan.

SONEGA No final do ano passado os deputados aprovaram uma lei restringindo a realização das famosas feirinhas do Brás, mas curiosamente a equipe do governo sugeriu o veto à lei, isto é, pelo Executivo as feirinhas vão continuar acontecendo. E olha que é um festival de falsificação e sonegação.

FRASE DO DIA
“Depois destes dias na prefeitura posso atestar que o governo vai bem. É notada a adequação das contas e a recuperação do nível de investimento do município. Já no contato com o povo recolho grande expectativa em relação ao trabalho da usina de asfalto, além dos já conhecidos apelos na saúde. Mas não gostaria de deixar o cargo sem antes lhe dizer que prefeitura. Câmara e todos os que podem, precisam se mobilizar pela geração de empregos à nossa gente.”
Júlio Colombo, presidente da Câmara de Vereadores resumiu a estas palavras a devolução do cargo de prefeito ao titular Clésio Salvaro, ontem no final da tarde.


Editorial - Feira do Livro reafirma que a leitura continua sendo a base da formação humana.

 personJoão Paulo Messer
access_time13/07/2026 - 08:20

Falar de livros ou de uma feira do livro costuma despertar um certo sentimento de nostalgia. Em tempos de telas, algoritmos e informações consumidas em poucos segundos, muitos acreditam que a leitura perdeu espaço para a velocidade. Vivemos cercados por conteúdos rápidos, imagens que se sucedem sem pausa e mensagens que mudam de foco antes mesmo de serem assimiladas. O resultado é uma sociedade cada vez mais informada, mas nem sempre mais preparada.

Olhar para uma feira do livro pode parecer, aos mais céticos, um exercício de saudosismo. O cheiro do papel novo, o movimento entre os estandes, o encontro entre leitores e autores lembram um tempo que muitos insistem em dizer que ficou para trás.

Mas essa percepção está equivocada.

A feira do livro não representa o passado. Ela representa o futuro. O livro continua sendo a mais completa ferramenta de formação do ser humano. Diferentemente do consumo acelerado e fragmentado das redes sociais, a leitura exige tempo, silêncio, concentração e reflexão. É nesse processo que se desenvolvem a empatia, o pensamento crítico e a capacidade de compreender a complexidade do mundo.

Quem lê não apenas conhece histórias. Aprende a interpretar a própria realidade.

Mais do que o ato individual de folhear uma obra, os ambientes onde o livro vive também exercem um papel pedagógico decisivo. Bibliotecas, livrarias e feiras do livro são espaços de formação cidadã. Neles se fortalece a cultura, amplia-se o conhecimento e consolida-se uma sociedade mais consciente, crítica e preparada para o futuro.

Precisamos ocupar esses espaços e garantir que as próximas gerações também tenham a oportunidade de se perder entre as páginas para, finalmente, se encontrarem como cidadãos plenos.

É com esse propósito que, nesta manhã, o Programa João Paulo Messer é apresentado diretamente da Praça Nereu Ramos, no coração da Feira do Livro de Criciúma. Em uma semana marcada por tantos acontecimentos, escolhemos começar daqui para destacar um evento que simboliza conhecimento, cultura e formação.

A Feira do Livro já está aberta ao público e seguirá movimentando a Praça Nereu Ramos nos próximos dias. O convite está feito: visite os estandes, converse com os autores, descubra novas histórias e leve um livro para casa. A informação passa. O conhecimento permanece. E o livro continua sendo o melhor caminho para construir o futuro.

EDITORIAL – Inadmissível lei altera a rotina dos brasileiros

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:50

Enquanto os holofotes da mídia e a atenção da população se voltam para as grandes competições e discussões do momento, uma preocupação profunda segue crescendo, de forma silenciosa, nos bastidores do planejamento familiar e econômico do país. Trata-se dos desdobramentos práticos da recém-aprovada Lei nº 15.421/2026.

Essa legislação, elaborada para estabelecer as diretrizes da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 no Brasil, traz em seu texto uma determinação que promete desestruturar a rotina de milhões de brasileiros: a obrigatoriedade de que os sistemas de ensino públicos e privados ajustem seus calendários para que as férias escolares coincidam com o período do evento.

A contradição salta aos olhos quando analisamos a lógica do nosso cotidiano. Não interrompemos nossas atividades habituais para os torneios disputados no exterior, mas o país será obrigado a paralisar suas salas de aula em função de um evento que, embora relevante no cenário esportivo mundial, ainda não possui o mesmo apelo cultural nem a simpatia unânime do povo brasileiro. Impactar, de forma tão drástica, o calendário das cidades e das famílias parece uma medida desproporcional à realidade nacional.

As consequências pedagógicas e logísticas dessa imposição são alarmantes. Para que as redes de ensino consigam cumprir a carga horária e o número mínimo de dias letivos exigidos por lei, haverá uma verdadeira dança das cadeiras no calendário escolar. As instituições precisarão antecipar ou postergar o início e o término das aulas.

Na prática, isso significa que o tradicional descanso de janeiro será severamente encurtado, forçando estudantes e professores a retornarem às salas de aula no auge do verão para compensar os dias parados durante o torneio.

O impacto econômico desse "efeito dominó" será sentido imediatamente pelo setor produtivo, com destaque para o comércio e o turismo das cidades litorâneas e das estâncias turísticas. Historicamente dependentes do movimento das férias de janeiro, esses municípios enfrentarão praias e hotéis esvaziados pela volta precoce às aulas. Famílias terão suas programações de descanso e lazer fragmentadas, enquanto o comércio local amargará prejuízos financeiros difíceis de recuperar.

Sob o manto de um ufanismo esportivo, o Brasil impõe um sacrifício desnecessário à sua população e à sua economia, alterando a rotina de um país inteiro por conveniência de um evento de apenas quatro semanas.

Editorial – Que a vitória do Tigre ontem motive um bom dia

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:10

Há dias em que tudo parece conspirar a favor. Não por acaso, mas pela forma como escolhemos começar a caminhada. O otimismo tem essa capacidade silenciosa de mudar o ambiente, influenciar decisões e transformar pequenos desafios em oportunidades. É uma postura que contagia e produz resultados.

A vitória do Criciúma na noite de ontem ajuda a explicar esse sentimento. Mesmo diante das dificuldades da partida, prevaleceu a confiança de que o resultado positivo chegaria. A bola insistiu, o time acreditou e o desfecho premiou quem não desistiu. No futebol, como na vida, confiança costuma abrir caminhos que o pessimismo fecha.

O Tigre alimenta o sonho de voltar à elite porque aprendeu a competir acreditando. E essa talvez seja a principal lição que o esporte oferece nesta manhã: grandes conquistas começam muito antes do apito final. Elas nascem na convicção de que vale a pena insistir.

Que essa energia positiva saia das arquibancadas e acompanhe cada um de nós ao longo desta quinta-feira. Quem enfrenta o dia com disposição, esperança e confiança aumenta as chances de transformar dificuldades em vitórias. E, muitas vezes, é exatamente essa atitude que faz toda a diferença.

Editorial de 7 de julho no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time07/07/2026 - 08:00

O ano de 2026 caminha para sua segunda metade carregando uma sensação que muitos brasileiros conhecem bem. Durante meses, as atenções estiveram voltadas para a Copa do Mundo, evento capaz de unir o país em torno de uma paixão comum. Como sempre acontece, vieram a esperança, a ansiedade e o sonho de ver a seleção levantar mais uma taça. Mas, para muitos, o resultado acabou ficando aquém das expectativas, deixando aquela conhecida mistura de frustração e de decepção.

Passado o futebol, o foco nacional muda rapidamente. As conversas deixam os gramados e chegam às ruas, às redes sociais e aos palanques. É tempo de eleições. Começa outra disputa, desta vez pelo voto, marcada por promessas, debates, confrontos e pela expectativa de novos rumos para o país e para os estados.

Entre uma Copa do Mundo e um processo eleitoral, o calendário de 2026 ainda reúne um número significativo de feriados. Somado a isso, o cenário econômico continua cercado de incertezas, exigindo cautela de empresários, trabalhadores e investidores. Não faltam motivos para quem classifique este como um ano difícil ou até mesmo como um período parcialmente perdido.

Mas essa não precisa ser a conclusão. Os anos não são iguais para todos. Enquanto alguns esperam que as circunstâncias mudem, outros decidem fazer diferente. Em qualquer ambiente, sempre haverá espaço para quem busca oportunidades, investe em conhecimento, trabalha com disciplina e transforma dificuldades em aprendizado.

O tempo funciona como uma grande peneira. Ele separa os que desistem diante dos obstáculos daqueles que persistem apesar deles. Permanecem os que acreditam, os que inovam, os que se reinventam e os que compreendem que o sucesso raramente depende apenas das condições externas.

Que 2026 seja lembrado não pelas interrupções do calendário, nem pelas decepções do futebol ou pelas disputas da política, mas pela capacidade de cada um de construir resultados mesmo em um ambiente desafiador. Afinal, os bons não são apenas aqueles que sobrevivem às adversidades. São aqueles que conseguem transformar cada dia em uma oportunidade de crescer, produzir e fazer a diferença.

Editorial - A decepção começa quando a esperança ignora os fatos.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/07/2026 - 09:00

Antes do apito inicial, o brasileiro já havia escolhido acreditar. Não porque a seleção inspirasse confiança, mas porque, por aqui, a esperança costuma falar mais alto do que a realidade.

Ignoramos os sinais de fragilidade técnica, transformamos desejo em diagnóstico e apostamos no improvável como se fosse destino. A eliminação para a Noruega apenas confirmou o que muitos preferiram não enxergar.

O mesmo acontece fora dos gramados. Acreditamos na promessa da picanha, no milagre econômico, na solução fácil e no discurso salvador. Criamos expectativas sobre promessas que raramente resistem ao teste da realidade.

Quando a conta chega, ela vem acompanhada da mesma frustração do apito final. O problema não está em sonhar, mas em substituir o pensamento crítico pela esperança cega.

Talvez a maior derrota do brasileiro não esteja no futebol, mas no hábito de acreditar mais no improvável do que nas evidências. A Copa apenas tornou essa lição impossível de ignorar.

Editorial: Abrir ou não as portas do comércio de rua em dia de jogo do Brasil

 personJoão Paulo Messer
access_time26/06/2026 - 07:10

Na próxima segunda-feira, a seleção brasileira entra em campo contra o Japão por uma nova e decisiva fase da Copa do Mundo. Marcada para as 14h, a partida mexe profundamente com a rotina das cidades e reacende um antigo dilema entre os lojistas: abrir ou fechar as portas durante o jogo?

Manter o comércio funcionando tem seus prós e contras. Pelo lado positivo, bares, restaurantes e lanchonetes veem o faturamento disparar com torcedores reunidos. Lojas que instalam telões também podem atrair clientes de última hora.

Por outro lado, para o comércio tradicional de rua e os shoppings, o movimento de compras despenca drasticamente no horário do jogo, gerando custos operacionais que mal se pagam. Além disso, liberar os funcionários ou fechar mais cedo funciona como um forte elemento de motivação e engajamento da equipe.

Essa indecisão altera completamente a dinâmica do cidadão. Quem precisa resolver pendências na rua ou fazer compras enfrenta bancos fechando mais cedo, repartições públicas em esquema especial e um trânsito caótico nas horas que antecedem o apito inicial. Seja pela folga negociada ou pelo "olho na tela e outro no balcão", a segunda-feira testará a capacidade de adaptação do comércio e dos trabalhadores.

A Copa do Mundo é mais um evento a revelar o novo jeito de acompanhar o que acontece

 personJoão Paulo Messer
access_time25/06/2026 - 07:10

A Copa do Mundo também está mostrando uma mudança no jeito de consumir futebol. O fenômeno liderado por Casimiro Miguel transformou transmissões em grandes eventos de entretenimento, aproximando públicos que talvez não acompanhassem os jogos pelos meios tradicionais. A linguagem é mais leve, espontânea e conectada com a dinâmica das redes sociais.

Por outro lado, esse modelo costuma privilegiar a reação imediata, o meme e o corte viral. Há menos espaço para análises aprofundadas, contextualização histórica, apuração e debates mais técnicos que, tradicionalmente, fazem parte do trabalho de rádios, jornais e emissoras especializadas. São propostas diferentes, cada uma atendendo a um público e a uma expectativa.

Essa tendência, aliás, não se limita ao futebol. O ambiente digital parece premiar, cada vez mais, o impacto instantâneo. Em diversos temas da vida pública, inclusive na política, a capacidade de gerar engajamento muitas vezes recebe mais atenção do que a apresentação detalhada de ideias, projetos ou propostas. Em um cenário dominado por algoritmos, visualizações, compartilhamentos e cortes de poucos segundos, o alcance de uma fala frequentemente ganha mais destaque do que a profundidade do seu conteúdo.

A Copa, nesse sentido, acaba sendo um reflexo de uma transformação maior: a disputa pela atenção passou a ser tão importante quanto a própria informação. E, talvez, o grande desafio seja encontrar o equilíbrio entre entretenimento, alcance e qualidade de conteúdo.

Editorial de hoje chama a atenção para o fato de termos desunião, e não aquilo que a Fifa anunciava.

 personJoão Paulo Messer
access_time24/06/2026 - 09:00

Hoje, a Gazeta do Povo, de Curitiba, revela em texto editorial uma leitura interessante sobre a Copa do Mundo de 2026. Basicamente, a interpretação de que aquilo que deveria ser a celebração máxima da união global pelo futebol virou o espelho de um planeta profundamente fatiado. Três países-sede que prometeram uma festa integrada mal conseguem disfarçar suas próprias fraturas geopolíticas.

A quebra de protocolo inédita, com três cerimônias de abertura distintas, já dava o tom do que viria fora das quatro linhas: um choque cultural e burocrático disfarçado de diplomacia.

Enquanto a bola rola, o verdadeiro jogo acontece nos bastidores do controle de fronteiras.

Os Estados Unidos, sob o pretexto de segurança nacional, impuseram restrições migratórias severas que sabotaram a logística da seleção do Irã, negaram vistos a dirigentes e até tentaram barrar torcedores, transformando o esporte em extensão de seus conflitos no Oriente Médio.

Nesse tabuleiro paranoico, até a arbitragem virou alvo, com o veto ao árbitro somali Omar Abdulkadir por supostas ligações terroristas. Do outro lado da fronteira, o Canadá adotou sua própria postura de tribunal moral global, barrando o ganês Thomas Partey por acusações criminais em Londres e quase banindo o marfinense Elye Wahi por suspeitas na França.

Enquanto isso, o México, em um contraponto irônico, manteve suas portas abertas, escancarando a total falta de sintonia entre os organizadores. O futebol, que historicamente parava guerras, hoje é refém de liminares, liberações de última hora e revogações de vistos.

No fim das contas, a verdade é que o mundo contemporâneo simplesmente não segue mais as lógicas tradicionais. A velha ilusão de que grandes eventos esportivos possuem o poder de harmonizar diferenças e criar uma “trégua olímpica” foi completamente desintegrada.

Hoje, o pragmatismo político e o medo geopolítico engoliram a cooperação internacional. O que rege as relações entre as nações não é mais um planejamento diplomático coerente ou o espírito de integração esportiva, mas sim um cabo de guerra ideológico, onde fronteiras geográficas se tornam barreiras intransponíveis e o caos burocrático dita as regras do espetáculo.

Editorial: Tempo de solidariedade e participação nas campanhas do agasalho

 personJoão Paulo Messer
access_time23/06/2026 - 07:50

O inverno chegou. Com ele, vêm o desconforto, as manhãs mais difíceis para acordar e sair de casa e o frio que, muitas vezes, parece doer. Mas, à medida que os dias ficam mais gelados, também se renova o nosso compromisso com o bem-estar coletivo.

A queda das temperaturas nos convida ao aconchego dos nossos lares, mas também nos alerta para a realidade daqueles que enfrentam a vulnerabilidade social e não possuem o básico para se aquecer. É nesse cenário que a participação nas campanhas do agasalho se torna um gesto urgente de solidariedade e amor ao próximo.

Olhar para o guarda-roupa e desapegar daquele casaco, cobertor ou peça de roupa que já não utilizamos pode parecer algo simples, mas carrega o potencial de transformar e até salvar vidas durante as noites mais rigorosas do inverno.

A solidariedade é, historicamente, uma das marcas mais bonitas da população da nossa região. Sempre que fomos chamados a estender a mão, respondemos com generosidade e empatia.

Por isso, há motivos para acreditar que as campanhas deste ano terão mais uma vez grande participação da comunidade. Cada doação representa um abraço em forma de tecido, capaz de aquecer não apenas o corpo, mas também a esperança de quem recebe.

Não espere o frio se intensificar para agir. Procure um ponto de coleta e faça a sua parte. Juntos, podemos fazer com que o calor da solidariedade seja mais forte do que qualquer baixa temperatura.

Editorial do Programa João Paulo Messer foi transmitido diretamente do campus universitário

 personJoão Paulo Messer
access_time22/06/2026 - 11:10

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o Programa João Paulo Messer foi realizado diretamente do campus da Unesc, em uma edição especial dedicada aos 58 anos da Universidade do Extremo Sul Catarinense. A data serviu não apenas para celebrar a trajetória da instituição, mas também para refletir sobre sua contribuição ao desenvolvimento econômico, social e cultural do Sul de Santa Catarina.

Ao longo de quase seis décadas, a universidade consolidou-se como uma das principais forças transformadoras da região. Desde os tempos da Fucri até a estrutura universitária atual, a Unesc construiu uma identidade baseada no compromisso comunitário, mantendo uma conexão permanente com as necessidades da sociedade.

Durante a transmissão especial, a pró-reitora de Ensino, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou a importância desse modelo de gestão e da proximidade com a comunidade. Segundo ela, a universidade mantém-se em constante evolução para responder às demandas que surgem na região, transformando conhecimento em soluções práticas para os municípios do Sul catarinense.

Esse modelo assegura que os recursos gerados sejam integralmente reinvestidos em ensino, pesquisa, extensão e infraestrutura. O resultado aparece no fortalecimento de serviços gratuitos oferecidos à população, como as clínicas integradas de saúde, os projetos de extensão, a assistência jurídica e as iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

A relevância da Unesc também se reflete além dos limites da região. Durante a entrevista, a secretária de Estado da Educação e reitora licenciada da instituição, Luciane Bisognin Ceretta, ressaltou o papel de vanguarda exercido pela universidade no cenário catarinense. Para ela, a experiência construída ao longo de décadas por uma universidade comunitária tornou-se referência para ampliar oportunidades educacionais e contribuir para o desenvolvimento do estado.

Mais do que formar profissionais qualificados, a Unesc desempenha papel estratégico na retenção de talentos, no fortalecimento da economia regional e na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Ao celebrar seus 58 anos de história, a universidade reafirma sua vocação de transformar conhecimento em desenvolvimento e de continuar sendo protagonista no futuro do Sul catarinense.

Defesa Civil acelera medidas preventivas diante do alerta climático

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 09:45

A iminente formação e o avanço do fenômeno climático El Niño acenderam o sinal de alerta em Santa Catarina. Com previsões indicando aumento expressivo no volume de chuvas, temporais intensos e riscos elevados de enchentes e deslizamentos durante o inverno e nos meses seguintes, os municípios catarinenses correm contra o tempo para reforçar suas estruturas de prevenção.

O próprio Governo do Estado oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias, mobilizando órgãos estaduais e municipais para reduzir os impactos de possíveis desastres naturais.

No Sul catarinense, a preocupação já se traduz em ações concretas. Em entrevista concedida nos estúdios da Rádio Eldorado, integrantes da linha de frente da Defesa Civil de Criciúma — o diretor Fred Gomes, ao lado de Tadeu Vassoler e Guilherme Alexandre Colombo — detalharam o plano de contingência que vem sendo executado no município para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

Plano de ação em Criciúma

Segundo a equipe, os trabalhos estão concentrados em três frentes principais, priorizando medidas preventivas antes que os volumes de chuva atinjam níveis críticos.

A primeira delas é o desassoreamento e a limpeza de rios e córregos. Entre as ações em andamento está a manutenção preventiva do Rio Sangão e de diversos cursos d’água que cortam a cidade. A retirada de sedimentos, entulhos e árvores caídas busca garantir melhor vazão e reduzir o risco de alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

Outra frente é o monitoramento aéreo e o mapeamento das bacias hidrográficas. Recentemente, a Prefeitura de Criciúma e a Defesa Civil realizaram um sobrevoo técnico com apoio do SAER Sul para avaliar as condições de rios e áreas estratégicas, incluindo trechos das bacias dos rios Mãe Luzia e Araranguá. O objetivo foi identificar pontos críticos de vazão e acúmulos irregulares de resíduos que possam comprometer o escoamento da água durante períodos de cheia.

A terceira frente envolve o treinamento e a preparação das equipes. O município realizou recentemente um grande simulado de gestão de desastres e mantém programas permanentes de capacitação, incluindo treinamentos voltados a profissionais da área da educação para atuação em situações de emergência.

Durante a entrevista, os representantes da Defesa Civil também reforçaram a importância da participação da comunidade. O descarte irregular de lixo continua sendo apontado como um dos principais agravantes das cheias urbanas, devido à obstrução de bueiros e canais de drenagem.

Outro ponto destacado foi o combate às fake news. A orientação é para que a população acompanhe alertas e informações apenas pelos canais oficiais da Defesa Civil, da Prefeitura de Criciúma e do Governo do Estado.

Com apoio da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Criciúma busca fortalecer sua capacidade de resposta e proteger a população diante dos desafios que o El Niño historicamente impõe ao Sul do Brasil.

Editorial: Festa da Gastronomia reafirma a identidade cultural e a força turística de Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 07:10

Hoje é quinta-feira, 18 de junho. Nova Veneza se transforma. Há um magnetismo sutil que altera o ritmo da cidade, da região e até o humor das pessoas quando a Festa da Gastronomia se aproxima.

O que nasceu como uma celebração comunitária ganhou, ao longo do tempo, contornos de um grande evento. Consolidou-se como o mais importante acontecimento cultural e gastronômico do Sul de Santa Catarina.

É impossível caminhar pela cidade sem ser contagiado por essa atmosfera vibrante, onde os aromas herdados de nonos e nonas se misturam à alegria genuína de um povo que preserva suas raízes com orgulho.

As cores inspiradas no Carnaval de Veneza já tomam conta dos espaços públicos, enriquecendo o cenário e ampliando a experiência de quem visita a cidade. O espetáculo visual se soma à tradição gastronômica e cria uma identidade única.

A contagem regressiva chegou ao fim. A festa começa hoje, trazendo consigo a promessa de dias inesquecíveis, marcados por celebração, música, encontros e, claro, boa comida.

Para quem não puder acompanhar tudo de perto, a Rádio Eldorado estará presente com cobertura completa, levando a emoção e o pulsar desse grande evento aos ouvintes de toda a região.

Mas o convite está feito: participe. Vá à festa. Nova Veneza nos convida, mais uma vez, a celebrar a vida, a história e a tradição.

Editorial: A maior Copa do Mundo da história começou mobilizando multidões, mas a estreia da Seleção Brasileira deixou mais dúvidas do que certezas.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/06/2026 - 08:00

E a bola finalmente rolou na maior Copa do Mundo da história, mas o clima de largada é de desconfiança.

Até o momento, vimos o gigantismo do torneio se traduzir em uma avalanche de seleções espalhadas por três países. Enquanto as potências europeias tentam impor sua tradicional força e as seleções emergentes buscam surpreender, a engrenagem da FIFA foca no espetáculo comercial que une os três países da América do Norte.

Paralelamente, os bastidores são palco de intensos debates logísticos sobre o desgaste provocado pelas longas viagens. Tudo isso, porém, para nós, perde importância diante do que realmente ecoa de forma dolorosa: a primeira impressão deixada em campo.

A estreia da Seleção Brasileira foi um balde de água fria e deixou os torcedores profundamente preocupados. O futebol apareceu engessado, sem a criatividade e a ousadia que historicamente marcaram a identidade do Brasil. A conexão entre meio-campo e ataque praticamente não existiu. Os jogadores surgiram isolados, evidenciando falhas táticas difíceis de serem digeridas pelo torcedor.

Se quisermos sonhar com o título, essa postura atípica e vulnerável precisa ser corrigida com urgência nos próximos jogos. É verdade que o torneio está apenas começando, mas o sinal de alerta já está aceso e a paciência do brasileiro parece cada vez menor.

O mundo assiste a uma festa grandiosa enquanto nós convivemos com o fantasma de fracassos passados. Ainda há tempo para uma reviravolta, mas o rendimento apresentado até aqui não inspira confiança.

Resta saber se a comissão técnica terá estofo para arrumar a casa antes que seja tarde demais. Por enquanto, o sentimento que domina o país não é o da festa da Copa, mas sim o medo de um novo fiasco da Seleção Brasileira.

Mas também há muita gente comemorando sem estar nem aí para o resultado dentro das quatro linhas. É tempo de Copa. E a Copa continua sendo um raro momento de encontro coletivo, mesmo em um período em que o Brasil não vive seus melhores dias na economia.

O que se percebeu no fim de semana, especialmente na sexta-feira, foi uma multidão disposta a celebrar. Bares, restaurantes, praças e espaços de convivência ficaram lotados, tomados pelo clima do Mundial. A festa está garantida. Falta apenas a Seleção fazer a sua parte.

Uma placa alusiva aos 80 anos da emissora foi entregue nesta sexta-feira (12).

 personJoão Paulo Messer
access_time12/06/2026 - 00:00

Durante o programa João Paulo Messer, desta quinta-feira, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina realizou a entrega de uma placa em homenagem aos 80 anos da Rádio Eldorado. Estiveram no estúdio o deputado Rodrigo Minotto, autor da proposta, e o presidente do Legislativo catarinense, Júlio Garcia.

Durante o ato, que aconteceu em forma de entrevista, estiveram presentes ainda o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Frack Hoboldt, o vice-prefeito Salésio Lima e o diretor do portal Engeplus, Marcus Vinicius Signor.

Minotto lembrou da credibilidade da emissora, que, ao longo de todas as suas oito décadas, manteve seu perfil independente e o papel de prestadora de serviços. Júlio Garcia, que recentemente promoveu um incremento na imprensa do Parlamento catarinense, a ponto de receber reconhecimento nacional por isso, reforçou o fato de que não há democracia sem imprensa livre e que a informação precisa chegar ao ouvinte com credibilidade e fidelidade aos fatos.

Frack Hoboldt reforçou o papel da imprensa no desenvolvimento dos mais diversos segmentos da região e na construção de uma sociedade com intensa participação. A ACIC comemora 82 anos nos próximos dias, fato que foi lembrado por conectar várias instituições de Criciúma que estão na faixa dos 80 anos.

Debate sobre a maioridade penal revela impactos que ultrapassam a segurança pública e chegam à economia.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/06/2026 - 06:45

O debate de hoje será na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Trata-se de uma discussão polêmica, cercada de argumentos de ambos os lados. Mas é um tema que ganha contornos surpreendentes quando analisado sob a ótica do impacto socioeconômico e do combate à inflação.

Por um lado, quem defende a redução argumenta que jovens de 16 e 17 anos já possuem discernimento suficiente para responder por seus atos, especialmente diante de crimes hediondos. Sob esse aspecto, a medida traria uma sensação de justiça para as vítimas e combateria a impunidade, além de inibir o aliciamento de menores pelo crime organizado.

Por outro lado, críticos apontam que o sistema prisional brasileiro, já saturado e precário, funciona frequentemente como uma "escola do crime" e que a solução estrutural passaria por investimentos massivos em educação e oportunidades de emprego, evitando que o jovem entre na criminalidade.

No entanto, há um desdobramento econômico menos evidente, mas profundamente conectado à estabilidade do país: o impacto direto na escalada da inflação.

À primeira vista, conectar o Código Penal ao índice de preços ao consumidor parece estranho. Mas a segurança pública é um dos principais componentes invisíveis do chamado "Custo Brasil". Você sabia disso?