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Coluna de Terça-feira

access_time12/03/2018 - 22:22

Saiu cedo demais do jogo
O prefeito de Criciúma saiu de cena cedo demais para as eleições de 2018. Eleito com respaldo de quatro de cada cinco eleitores, parece ter enxergado mais dificuldades do que realmente pode se ter até a eleição. A opção pela saída do processo majoritário se deu quando resolveu apertar o cerco em algumas medidas administrativas em Criciúma, ganhando com isso a antipatia que não combina com um pré-candidato em eleição majoritária estadual. Se tivesse mantido o discurso político da eleição e iniciado um governo conciliador, hoje estaria cacifado em casa. Outro aspecto que ele precisa cultivar é o da construção partidária. Clésio Salvaro deu de “mão beijada” ao prefeito de Blumenau a condição de prefeito tucano gabaritado à majoritária. E olha que a geografia das urnas hoje lhe seria favorável.

Dificuldade
É de tucanos de plumagem pesada que se ouvem reclamações de que Clésio Salvaro têm dificuldades de se relacionar dentro do próprio partido, E parece que não é só lá fora. E olha que um cupido chegou a reconstruir o namoro dele e Eduardo Moreira, que é quem está numa as frentes estratégicas das composições.

Os “nãos” das alianças
Na composição de alianças políticas, para se chegar aos “sim” é necessário encontrar onde estão os “não”. E algumas destas negativas estão nas possibilidades de alguns nomes estarem na mesma chapa. Assim Udo Döhler (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB) jamais poderiam estar na mesma composição. João Paulo Kleinubing (DEM) e Napoleão Bernardes (PSDB), Esperidião Amin (PP) e Marcos Vieira (PSDB)ou Eduardo Moreira (PMDB) e Júlio Garcia (PSD).

Geografia
Pelo mesmo argumento da geografia das urnas difícil se enxergar uma aliança com Napoleão Bernardes junto com Udo Döhler e impossível com Paulo Bauer.

No mapa
Consta nos bastidores em Brasília que a lançada pré-candidatura do deputado federal Rodrigo Maia tem como objetivo atrair apoios e abrir espaços para o Democratas em pelo menos três Estados: Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina. Para isso os democratas catarinenses devem ser muito hábeis ou o partido tem que crescer muito.

Em liberdade
Desde domingo a vereadora Maria Ondina Pelegrini (PP) de Meleiro, está cumprindo pena em casa. Ela estava presa desde o dia 19 de fevereiro. Vereadora e advogada, foi presa preventivamente e encaminhada para o Presídio Feminino de Tubarão. O escritório da advogada está sendo investigado desde abril do ano passado por indícios de pelo menos 12 clientes que teriam sido enganadas.

Do PSOL
O PSOL de Içara oficializou no último sábado o nome do acadêmico de direito e presidente municipal da sigla, Max Amaral como pré-candidato a deputado federal, nas eleições de outubro. O fotógrafo e empresário Gilmar Bonifácio, mas conhecido como Axé será candidato a deputado estadual. A proposta é preparar Max Amaral para ser candidato a governador em 2020.

Encontro do PPS
No sábado aconteceu em Balneário Camboriú o Congresso do PPS-SC. Foi eleito o Diretório Estadual que é presidido pela deputada federal Carmen Zanotto e o presidente de honra, Julio Serpa. Os demais membros da executiva estadual serão definidos nos próximos dias. Já o Encontro Estadual das Mulheres do PPS, elegeu Tati Teixeira e Karina Gonçalves Dos Passos coordenadoras estaduais,

BASTIDORES
Saindo sem sair
O governador Eduardo Moreira pediu aos “seus” que desocupem as cadeiras que ocupam no Governo do Estado até o dia 15 de março (quinta-feira), duas semanas antes do prazo da legislação eleitoral. Os peemedebistas sairão sem deixar a caneta, ou seja, deixam em seus lugares pessoas diretamente ligadas a eles. É o caso dos secretários do Sul, Ada de Lucca (Justiça e Cidadania), que será substituída pelo adjunto Leandro Soares Lima e Luiz Fernando Cardoso Vampiro (Infraestrutura), que será substituído pelo adjunto Paulo França. Eles deixam o governo, mas seguem com poder pela relação estreita construída até aqui.

MISSÃO CUMPRIDA A coluna registrou antes de Luiz Fernando Cardoso Vampiro assumir a pasta de Infraestrutura que se se não fizesse a Via Rápida, teria problemas. Fez mais do que isso e hoje leva aposta de votação histórica em Criciúma.

NO FOCO O senador Paulo Bauer passou o dia de ontem em Florianópolis no seu escritório contrariando a informação de que anteciparia sua viagem à Brasília para conversar com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), que é por onde começou a investigação que põe o senador catarinense sob suspeição.

PRECURSOR O vice-presidente nacional do PT, Márcio Macedo esteve ontem com a direção estadual do partido, em Florianópolis, para definir a agenda da Caravana Lula, dias 23 e 24 de março em Santa Catarina. No mapa apenas a capital e o Oeste.

NO PP O pré-candidato a deputado estadual pelo PP, atual presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão, Pepê Collaço faz visitas constantes na região de Criciúma, sempre acompanhado por progressistas locais, especialmente o vereador Miri Dagostim. Ontem ele esteve no almoço beneficente comunidade de Morro Estevão.

FRASE DO DIA
“A reconstrução da indústria e a volta à operação podem até ser cobertos pelo seguro, mas o prejuízo do espaço que perdemos no mercado é incalculável.”
Anselmo Freitas, proprietário da Indústria de Descartáveis Plásticos Cristal, que teve uma unidade consumida pelo fogo no último domingo.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.