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Criciúma em Canções: concerto inédito integra comemoração dos 101 anos de emancipação

commentJornalismo access_time31/10/2026 19:37

Programação especial de 4 de novembro iniciará às 8h30 e encerrará à noite com o festival

Criciúma Futsal perde para Chape e está fora do Campeonato Brasileiro

commentEsporte access_time31/10/2026 20:46

Jogando no oeste catarinense, ACF perdeu por 1 a 0

Empate em Goiânia beneficia Criciúma na luta pelo G2 do Brasileiro

commentCriciúma EC access_time31/10/2026 20:24

Vila Nova e Juventude ficaram no 2 a 2 no OBA

Coluna de Segunda-feira

access_time16/04/2018 - 00:23

Agora é tempo de espera
Superadas as acomodações dos seis meses antes da eleição, os partidos políticos de Santa Catarina lançam o olhar, agora, sobre o cenário presidencial antes de avançar qualquer entendimento. As denúncias contra Geraldo Alkmin sugerem espaço de tempo nas articulações do PSDB. O PMDB catarinense é o partido mais refém de todos em relação ao cenário nacional, pois se o presidente Michel Temmer lançar candidatura coloca o partido catarinense em “saia justa”, já que terá que oferecer palanque com algumas limitações. O melhor para o PMDB catarinense é a aliança com Geraldo Alkmin à presidência com o agora peemedebista Henrique Meirelles de vice. Teoricamente isso fortalece Eduardo Moreira com um tucano de vice.

PSDB
Na próxima quinta-feira o PSDB fará ato de pré-lançamento da candidatura do senador Paulo Bauer a governador. A agenda foi feita antes de aparecer o pedido de investigação de possível recebimento de R$ 11,5 milhões em doação da Hypermarcas. A curiosidade é perceber no evento qual é o tamanho da animação tucana ante ao cenário. Uma das dificuldades é o próprio senador vencer a barreira psicológica da denúncia que deve ser potencializada na campanha.

Nome novo
A rigor, o único fato novo para as eleições de outubro é o anúncio do ex-governador Paulo Afonso Vieira (PMDB) de que pretende ser candidato ao Senado. Se isso acontecer ele constitui-se na maior ameaça ao ex-governador Raimundo Colombo, pois Afonso representa bem o PMDB, de onde Colombo espera levar votos por conta da relação dos últimos anos.

Movimentos do PSL
A “onda” – ou não - Bolsonaro anima a formação do PSL em Criciúma. O partido que até então não estava organizado oficialmente em Criciúma terá a sua primeira Executiva a partir do dia 5 de maio, quando toma posse Jessé Lopes. Ele foi indicado pelo presidente estadual da sigla o tubaronense Lucas Esmeraldino, que por sua vez ganhou a missão de dirigir o partido diretamente de Jair Bolsonaro.

Na pressa
Os novos dirigentes do PSL em Criciúma desconhecem o que era outra organização partidária liderada pelo médico Ariovaldo Machado. Jessé Lopes, por exemplo, recebeu como missão do amigo e velho conhecido Lucas Esmeraldino a articulação de organizar o partido. Aliás, recebeu do mesmo presidente estadual do PSL a informação do reforço de Daniel Freitas. Jessé lembra que tudo está acontecendo às pressas em virtude do calendário eleitoral.

PP de Tubarão
Enquanto em Criciúma o Partido Progressista segue encolhendo, como aconteceu no início da década passada, na região de Tubarão a sigla celebra um ato atrás do outro. No fim de semana evento em Gravatal fez o pré-lançamento da candidatura do atual presidente da Câmara de Vereadores de Tubarão, Pepê Colaço, a deputado estadual.

Apoio regional
Da região de Criciúma a ex-candidata a prefeita de Içara Dalvania Cardoso, o vereador Miri Dagostim, o ex-vereador Sérgio Pacheco, o suplente de vereador Edson Luiz do Nascimento Paiol e o deputado federal Jorge Boeira, foram para deixar a mensagem de apoio ao projeto de Colaço. Em retribuição Colaço disse que se eleito estará no palanque de Dalvania Cardoso para prefeitura de Içara em 2020.

Sessão na Unesc
A Assembleia Legislativa realiza hoje às 19h30min, no auditório Ruy Hülse, sessão solene de homenagem pelos50 anos da Unesc. A proposta foi feita pelos deputados estaduais Cleiton Salvaro (PSB), Valmir Comin (PP) e Rodrigo Minotto (PDT). Este tipo de ato tem enorme valor aos registros do trabalho legislativo, embora sem maior repercussão em meio ao grande público. Desta vez, porém, o ato está sendo aguardado com grande expectativa na universidade, graças à valorização dada pela reitoria.

“Kaminski não leva o mandato”
Após reunião da comissão provisória o PSDB de Criciúma decidiu que não vai abrir mão do mandato do vereador Júlio Kaminski, caso ele saia do partido. Esta resposta foi repassada ao advogado Alexandre Barcelos João, que tem até amanhã para apresentar resposta ao Tribunal Regional Eleitoral. Kaminski fez consulta ao TRE se poderia trocar de partido sem perder o mandato. Alegou que vem sofrendo discriminação na sigla pela qual se elegeu. Os tucanos elencam uma série de fatores que comprovam tratamento de partidário dispensado ao vereador.

ALIADO Na relação de “bondades” feitas pelo PSDB ao vereador Júlio Kaminski estão o esforço para elegê-lo presidente da Câmara, mesmo com insucesso. Até comprovantes de que o vereador é convidado a todos os atos da sigla serão anexadas à resposta do partido ao TRE.

TUCANADA O PSDB de Criciúma voltou a reunir-se ontem à noite para tratar da eleição da Executiva e o Diretório. Por enquanto uma comissão provisória liderada pelo prefeito Clésio Salvaro dirigirá a sigla. No dia 26 de abril acontece eleição do Diretório (45 nomes) que por sua vez escolherá a Executiva (cinco nomes). A presidência pode ficar com uma mulher.

NOVO PROJETO O nome preferido à presidência do PSDB era o médico Márcio Zaccaron, que anunciou ter outro projeto pessoal. O futuro dele não deve restringir-se à atividade médica. Possivelmente nesta semana ele vai informar o que vai fazer.

ESTACIONAMENTO A CDL de Içara reúne lojistas nesta segunda-feira para avaliar a implantação do estacionamento rotativo na área central da cidade. Os primeiros dias geraram dúvidas e reação dos motoristas, embora tenha sido flagrante o aumento de vagas para estacionar em locais antes sempre ocupados, o que sugere que a medida tenha atingido o objetivo.

URUSSANGA Apesar da presença de líderes de todos os partidos e o caráter apartidário de uma festa com show de Sidnei Magal, sexta-feira à noite em Urussanga, os peemedebistas tomaram conta. Até o ex-prefeito Johny Felipe, derrotado nas eleições circulou mais a vontade no evento que o prefeito Gustavo Cancellier (PP).

SHOPPING O novo superintendente do Nações Shopping, que assume hoje, é Júlio César Geesdorf, que vem do Shopping Continente e precedido de muitas informações boas a seu respeito. Hoje o empreendimento completa dois anos.

FRASE DO DIA
“O PMDB só tem um candidato a governador. É o deputado federal Mauro Mariani.”
Senador Dário Berger, ao ser entrevistado pelo jornalista Upiara Boshi, da capital.


EDITORIAL: Entre o otimismo do mercado e as dores da produção

 personJoão Paulo Messer
access_time06/10/2026 - 06:50

As manchetes que estampam os portais de economia retratam um Brasil em duplo movimento, onde o entusiasmo dos números contrasta com a rotina do setor produtivo. O recorde histórico do Ibovespa e o recuo do dólar demonstram a rapidez com que os grandes capitais reagem aos novos desenhos do cenário eleitoral.

O mercado financeiro opera assim: projeta horizontes com agilidade. No entanto, a economia que bate à porta do cidadão e das empresas exige bem mais do que euforia em telas de negociação. Exige estabilidade, regras claras e previsibilidade para quem, de fato, gera riqueza.

A pauta legislativa no Senado, ao avançar sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, toca no coração da competitividade nacional. Reduzir a carga horária é um apelo social legítimo, mas não pode ocorrer à custa do sufocamento do setor produtivo ou sem um ganho real de produtividade.

Quando Brasília impõe novos custos sem contrapartidas claras, o resultado costuma ser o encarecimento da folha, a perda de competitividade das empresas regionais e a retração nas contratações formais.

Por outro lado, o país vê com otimismo as novas fronteiras energéticas na Margem Equatorial. A Petrobras demonstra a força da nossa engenharia e do potencial produtivo nacional, criando valor real para a sociedade.

Paralelamente, medidas de alívio, como o Desenrola 3.0 e o regramento das plataformas de apostas, tentam estancar feridas do endividamento doméstico. Mas o remédio definitivo para a renda não virá de paliativos ou do jogo. Virá do trabalho com segurança jurídica, responsabilidade fiscal e ambiente favorável a quem produz.

EDITORIAL: O Sul é o grande vencedor desta eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time05/10/2026 - 10:20

De novo, não temos nome na majoritária. Isso era sabido. Mas o Sul tem sete deputados estaduais e sete deputados federais.

A campanha do Voto Pelo Sul funcionou e funcionou bem.

Nunca tivemos um resultado tão expressivo em se tratando de representação na Câmara dos Deputados. Nenhuma cidade jamais conseguiu a façanha que Criciúma, sozinha, alcança: ter sete deputados federais, de diferentes perfis e correntes ideológicas. Tem direita, tem esquerda, tem centro, tem agro e tem a ponderação de um dos políticos mais experientes do Estado.

Num Estado e numa região amplamente conservadores, de direita, foi feita barba, cabelo, bigode e sem careca, como definiu ontem o comentarista Upiara Boschi.

Flávio Bolsonaro chega na frente para o segundo turno, antes mesmo de receber os votos dos candidatos que dividiram a direita.

O Brasil abre horizonte para o cenário que deseja, busca e sonha, como alternativa para reverter o quadro de um país decadente na economia, na moral, nos costumes e naquilo que é básico a uma sociedade: a segurança na Justiça.

A eleição de ampla maioria de direita no Senado Federal traz a expectativa de que os absurdos do Supremo Tribunal Federal não sejam mais tolerados e de que os ministros que, até agora, vinham brincando de casinha na mãe Joana com a pátria Brasil tomem o caminho do que preconiza a Justiça ou é melhor ir arrumando as malas.

A resposta dada nas urnas, especialmente na metade sul do Brasil, parece ter deixado claro aos novos senadores que não há mais espaço para a inoperância dos que lá estão até então.

Está começando o que eu acredito ser o último movimento antes de uma revolução social.

As urnas nos deram luz àquela expressão: agora vai ou racha.

Editorial: Movimento Voto Pelo Sul destaca a eleição de representantes da região

 personJoão Paulo Messer
access_time05/10/2026 - 06:45

O movimento Voto Pelo Sul, abraçado por entidades lideradas pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic), com o apoio de diversos parceiros, comemora os resultados das eleições.

Segundo os números apresentados pelo movimento, o Sul elegeu sete deputados federais, conquistando sete das 16 cadeiras de Santa Catarina na Câmara dos Deputados. Seria a maior representação já alcançada pela região. Dos sete eleitos, seis são de Criciúma.

Os deputados federais eleitos são Júlia Zanatta, Júlio Garcia, Giovana Mondardo, Geovânia de Sá, José Milton Scheffer, Ricardo Guidi e Daniel Freitas.

Para a Assembleia Legislativa, foram eleitos Clésio Salvaro, Guilherme Colombo, Jessé Lopes, Ulisses Gabriel, Pepê Colaço e Rodrigo Minotto.

O resultado é comemorado pelas entidades envolvidas no movimento como um avanço da representatividade política do Sul catarinense.

Editorial: Decisões de última hora ampliam a insegurança jurídica.

 personJoão Paulo Messer
access_time02/10/2026 - 08:00

Um episódio vergonhoso, patrocinado pelo Supremo Tribunal Federal, escancara a nossa trágica e profunda insegurança jurídica perante o próprio país.

Ao atropelar a lei, o ministro Gilmar Mendes determinou mudanças na última hora do derradeiro debate desta eleição, provocando o seu cancelamento. Não aconteceu o debate da Globo.

Já não é mais possível convivermos com essa instabilidade e com incertezas constantes. Como diz a música, isso aqui está virando a casa da mãe Joana, onde as regras do jogo são alteradas e rasgadas por quem deveria guardá-las.

Fica evidente para a nação que o Supremo já não respeita mais limites. Não há por que respeitar o Supremo.

Os togados, infelizmente, consideram-se deuses acima da lei, muito além do bom senso e de tudo aquilo que é minimamente razoável e admissível pelo povo brasileiro.

Mas o que mais lamento é observar que as grandes forças vivas do Brasil, que deveriam atuar como escudos da sociedade, estão hoje caladas e prostradas.

Instituições de peso, como o Conselho de Justiça, e digo que a própria OAB precisa gritar mais alto, e as confederações dos mais diversos setores estão, vergonhosamente, de braços cruzados diante de um grupo intocável.

O Brasil está se submetendo a quem zomba do brasileiro.

E zomba do brasileiro embolsando milhões de reais na cara dura, à luz do dia e de forma reiterada, sem qualquer tipo de pudor, com contratos, com tudo no papel.

O 8 de janeiro, por mais absurdo, irresponsável e patético que tenha sido, figura na nossa história recente como a única e triste reação brasileira.

Não é possível que a gente aceite, para sempre, sermos um inerte país de bananas.

Não é admissível que sejamos um país que tenha, em suas próprias bases, lideranças institucionais tão covardemente submissas, amedrontadas e passivas quanto as que hoje vemos sentadas e confortáveis no Senado Federal e nas mais altas representações.

Eles que deveriam, por juramento, lutar pela população.

A nossa indignação profunda é o último reduto de um povo completamente exausto, que assiste à democracia ser desfigurada e clama pela devolução do próprio país.

Editorial: O amanhã será melhor. É o que acredita a maioria dos brasileiros.

 personJoão Paulo Messer
access_time30/09/2026 - 08:10

As mais recentes pesquisas de opinião revelam um retrato intrigante da alma brasileira, segundo uma matéria do jornal Correio Braziliense. Embora as dores do presente continuem pesando sobre o orçamento das famílias, a curva das expectativas em relação ao amanhã aponta para uma vigorosa retomada do otimismo.

Curiosamente, essa esperança surge menos de uma crença nas estruturas políticas e mais de uma aposta pragmática na própria capacidade do cidadão de superar gargalos e reconstruir sua rotina.

O eleitorado demonstra amadurecimento ao enxergar com sobriedade as promessas de palanque, enquanto projeta dias melhores para a economia doméstica e para o horizonte do país. Há uma nítida demanda por responsabilidade fiscal, eficiência na gestão pública e segurança, pilares sem os quais qualquer projeção positiva se esfazela.

Esse ambiente desafia o próximo ciclo de governo a corresponder a uma população que não aceita mais diagnósticos superficiais, mas exige entregas concretas no combate à inflação e na melhoria dos serviços básicos. A mensagem captada pelos levantamentos é direta: o brasileiro deseja estabilidade para prosperar por conta própria e rejeita crises permanentes como método.

Cabe às lideranças compreender que essa confiança não é um cheque em branco, mas, sim, um voto de exigência por maturidade institucional e previsibilidade. O futuro do Brasil depende da capacidade de transformar essa esperança do povo em uma agenda real de desenvolvimento sustentável e justiça social.

EDITORIAL: A nova composição da Câmara e do Senado altera o equilíbrio de forças em Brasília

 personJoão Paulo Messer
access_time30/09/2026 - 07:00

As eleições de 2026 consolidaram o avanço das forças conservadoras no Congresso Nacional. A nova composição da Câmara dos Deputados e do Senado Federal estabelece um cenário político mais favorável à direita e amplia os desafios de governabilidade para o Executivo.

Na Câmara, direita e centro-direita representam, segundo o levantamento apresentado, 53,8% das 513 cadeiras, aproximadamente 276 deputados. O PL aparece como a maior bancada, enquanto esquerda e centro-esquerda somam 24,2%, e os partidos classificados como centro ocupam os 22% restantes.

No Senado, a mudança é ainda mais expressiva. Direita e centro-direita passam a reunir 49 dos 81 senadores, o equivalente a 60,5% da Casa. Esquerda e centro-esquerda ficam com 27 cadeiras, enquanto o centro independente reúne cinco parlamentares.

O número de 49 senadores tem peso estratégico. Corresponde aos três quintos necessários para aprovar emendas à Constituição, embora essa maioria dependa de alinhamento político e não apenas de identificação ideológica.

A nova correlação de forças deverá influenciar diretamente a agenda legislativa, especialmente nas discussões econômicas, institucionais e de costumes.

O resultado das urnas também estabelece uma particularidade na política nacional: um Executivo de esquerda diante de um Congresso majoritariamente conservador. Nesse cenário, a capacidade de negociação será determinante para a governabilidade.

Mais do que uma mudança na distribuição de cadeiras, a eleição redesenha as relações de poder em Brasília e coloca à prova a articulação política entre Executivo e Legislativo.

Editorial: Em meio ao excesso de informação, a decisão continua nas mãos do eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time29/09/2026 - 08:00

O ato de votar é, por excelência, um exercício de soberania pessoal que não pode ser terceirizado. Conforme nos aproximamos do momento decisivo diante da urna, somos metralhados por uma tempestade constante de estímulos que tenta desviar o foco do que realmente importa.

As convicções do eleitor, frequentemente construídas ao longo de anos de observação e vivência, enfrentam um cerco sem precedentes de pressões externas e ruídos calculados.

Há muito tempo, o horário eleitoral gratuito deixou de ser um espaço confiável de apresentação de propostas, transformando-se em um espetáculo publicitário superficial. Paralelamente, o ecossistema de informações tornou-se tão complexo e polarizado que mesmo a imprensa tradicional, por vezes, mostra-se insuficiente para oferecer diagnósticos conclusivos.

Hoje, alcançar a clareza exige um esforço deliberado de acompanhamento contínuo. Afinal, vivemos uma dinâmica exaustiva em que a checagem é desmentida e o próprio desmentido passa a ser questionado, em uma espiral de contrainformações.

Diante desse cenário saturado, a filtragem rigorosa do que consumimos não é apenas uma recomendação de segurança, mas uma ferramenta de defesa da própria autonomia de pensamento. É fundamental proteger o julgamento individual contra os contágios emotivos das redes e o alarmismo passageiro, preservando a coerência com os próprios valores e princípios históricos.

Ainda assim, mesmo diante do ceticismo justificável com o processo informativo, uma certeza permanece inabalável: a centralidade absoluta do voto.

Reter o voto ou distanciar-se da urna por meio da abstenção não representa um protesto eficaz. Representa tão somente a abdicação do próprio poder. Ao renunciar à sua escolha, você autoriza terceiros a desenharem o futuro da sua comunidade e do seu país sem a sua participação.

Que a dúvida razoável sobre as fontes não se traduza em apatia democrática. Filtre os ruídos, valorize a sua trajetória e exerça com firmeza o seu direito nas urnas.

O seu voto é a sua voz principal.

Editorial: A semana decisiva para o eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time28/09/2026 - 08:00

Estamos a poucos dias de um dos momentos mais solenes da nossa vida em sociedade: o dia de ir às urnas. O voto não é um simples ato burocrático, mas a ferramenta mais poderosa de uma democracia, um direito conquistado à custa de muita história e que jamais pode ser desperdiçado.

Chegamos à semana decisiva, aquele instante em que o barulho das campanhas deve dar lugar à sobriedade da escolha individual.

Diante da responsabilidade de digitar seis votos, deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente, a preparação torna-se indispensável. Trata-se de uma jornada extensa dentro da cabine, com muitos números a memorizar. Por isso, vale reservar alguns minutos destes últimos dias para pesquisar a trajetória dos candidatos e preparar a tradicional ?colinha? em papel.

Mais do que preencher espaços, esse exercício de informação protege o cidadão contra promessas enganosas e pressões externas que tentam interferir em convicções construídas com maturidade.

Lembre-se, acima de tudo, de que o voto é uma decisão estritamente pessoal e inviolavelmente sigilosa. No isolamento da urna, ninguém tem como saber a sua escolha. Essa garantia de liberdade assegura que apenas a sua consciência guiará sua decisão.

Votar com consciência nesta reta final é a forma de buscarmos um futuro alinhado aos nossos valores e às expectativas coletivas.

O fato novo na eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time26/09/2026 - 16:16

O sábado que conta uma semana para a eleição trás um cenário novo no jogo político para o gverno do estado. O governador Jorginho Mello deixou de comparecer ao debate promovido pela NDTV, apeasar de manter confirmação até a última hora. No mesmo dia um vídeo de João Rodrigues reagindo à peça de propaganda eleitroal na TV, que resgata o fato dele ter sido preso pode mexer no emocional de alguns eleitores. A dúvida é sobre qual é o tamanho deste fato para o eleitorado.

Joginho Mello segue liderando as pesquisas com indicativo de vitória no primeiro turno, João Rodrigues e Gelson Merísio não reagem como se esperava na reta final e só um fato muito forte pode alterar este cenário.

O que passou a se questionar nos bastidores da política é até onde a ausência de Jorginho de mais um debate pode colcoá-lo com a pecha de covardia, ou algum adjetivo deste tipo, já que em tempos de eleições tudo é interpretado no radical.

A mesma interpretação vale para o que João Rodrigues alega ter sido jogo baixo de Jorginho ao explorar a prisão que o próprio governador atual defendeu na época como uma grande injustiça.

Assim, fatos para mexer com os números há, o que não há é a percepção de que o eleitor esteja interessado nesta eleição. Tudo parece muito inerte e o eleitor distante de fatos que mexem sim no meio daqueles que já tem voto definido.

Jorginho volta ao comando do Estado em meio às chuvas

 personJoão Paulo Messer
access_time22/09/2026 - 06:10

O governador Jorginho Mello reassumiu o Governo de Santa Catarina na noite desta segunda-feira (21), após as fortes chuvas que atingiram diferentes regiões do Estado.

Licenciado desde 30 de agosto para se dedicar à campanha eleitoral, ele antecipou o retorno diante dos estragos e da mobilização dos órgãos estaduais.

A Defesa Civil e as forças de segurança concentram os trabalhos no atendimento aos municípios e às famílias atingidas.

As ações incluem assistência, distribuição de itens de primeira necessidade e suporte às áreas afetadas.

Nesta terça-feira (22), Jorginho e integrantes do governo devem acompanhar pessoalmente a situação nas regiões atingidas.

A mudança de agenda também levou ao cancelamento de sua participação no debate da ACAERT, marcado para as 9h, em Florianópolis.

Em nota, o governador justificou a ausência pela necessidade de acompanhar as operações de resposta.

O retorno ao cargo ocorre em meio à mobilização estadual para enfrentar os efeitos das chuvas.

Editorial: Campanha entra na reta final com ataques em alta e propostas em baixa

 personJoão Paulo Messer
access_time21/09/2026 - 08:00

Faltam exatos 13 dias para que mais de 158 milhões de brasileiros aptos a votar possam ir às urnas e decidir os rumos do país para os próximos quatro anos.

Pode parecer um pouco poético ou até rebuscado, mas é a verdade. Estamos diante de um dos momentos mais importantes da democracia.

A esta altura, deveríamos estar discutindo diretrizes, metas e caminhos para áreas essenciais, como saneamento, transição energética, saúde pública, educação e desenvolvimento econômico.

No entanto, o que tomou conta do dia a dia e do horário eleitoral é um estarrecedor e ensurdecedor vazio de ideias. A campanha transformou boa parte da discussão pública em uma sucessão de ataques e provocações.

A arena política está ocupada por confrontos pessoais, rivalidades inflamadas pelas redes sociais, memes produzidos para gerar repercussão e cortes de vídeos descontextualizados, quase sempre destinados a alimentar a polarização.

Planos de governo e soluções concretas para os problemas que sufocam o país aparecem pouco. Até aqui, nenhuma discussão realmente consistente ganhou o espaço que merece.

É revoltante constatar o pouco espaço reservado às questões que interessam diretamente ao cidadão. Parece existir uma lógica entre os postulantes ao poder: quanto menos se discute o futuro, menor a necessidade de explicar como enfrentar os desafios do presente.

Prefere-se a cortina de fumaça das pautas morais, das acusações e das ofensas entre adversários. Enquanto isso, pouco se explica sobre como financiar a saúde sem comprometer o orçamento, de onde virão os recursos para enfrentar os problemas da educação básica ou qual será o projeto de desenvolvimento sustentável para o país.

Votar não pode se transformar em um exercício de adivinhação ou, pior, de resignação. O eleitor precisa conhecer prioridades e caminhos para fazer sua própria escolha.

Não é razoável aceitar a mediocridade da discussão política em um momento tão importante para o Brasil.

A eleição está chegando. Restam esta semana e a próxima antes de irmos às urnas, no dia 4 de outubro.

Em meio a tanto barulho, o que mais chama a atenção é justamente o silêncio das ideias.

OAB precisa agir. Indignação não basta

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2026 - 11:11

Aconteceu nesta semana em Criciúma, como de resto nas principais cidades de Santa Catarina, e em várias outras de pelo menos 14 estados brasileiros, um ato relacionado ao dito ?Manifesto pelo Estado de Direito?. Reação liderada pela classe dos advogados ao lamentável cenário desenhado pelos absurdos entregues ao povo brasileiro pelo Supremo Tribunal Federal.

E vou dizer que este evento precisa ser ampliado e que não pode se restringir a ocasiões apenas com demonstração de indignação. Indignação da OAB e de várias outras forças públicas que se associam a ele, agora.

De nada valerão estes movimentos ? em nada ajudarão estes eventos ? e digo principalmente: em nada valerão à instituição que representa a célula menor da Justiça, que são os advogados, se ele não gerar resultado prático. Não tem mais como suportar que a indignação seja o último ponto de parada nesta reação. Ouvir de ministros, como ouvimos, em plena sessão do STF, referências a compras de sentença. Ouvimos falas como as que admitem que nunca no país a corrupção esteve tão presente nos tribunais.

Ouvir isso de ministros do STF, quando a sociedade toda brasileira fala por todas as suas vozes que o Judiciário faliu, precisa ser forte o suficiente para que a OAB se erga, junto com magistrados de menor escala, como juízes de comarca ou de outros tribunais, para colocar um basta nisso. Porque do Senado Federal, que é quem poderia fazer alguma coisa de fato, não se pode esperar nada, e isso já vimos há um bom tempo. O Senado é hoje a representação do Parlamento brasileiro que se pode classificar como uma classe do rabo preso. Infelizmente, os que têm ficha limpa e que estão reagindo são minoria.

Para não sair da nossa comarca e falar do resto do país, mas me dirigir para o nosso redor, quero lembrar o quanto a categoria se indignou recentemente quando um vereador foi infeliz numa fala da tribuna da Câmara de Criciúma. Ali houve reação e consequência. Agora eu gostaria de ver a mesma reação ?com consequência? e não apenas reação como um ato de indignação. Porque senão tem gente que vai dizer que só há consequência quando o alvo da indignação for um humilde vereador que diz o que não deveria, mas que pode encontrar eco se a força dos soldados da Justiça não se mostrar forte como forte é, e precisa ser.

Editorial: tradição e renovação sustentam empresas através das gerações

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2026 - 07:40

Empreendedorismo é, antes de tudo, acreditar. Acreditar em uma ideia, em um negócio e, principalmente, nas pessoas.

O setor de postos de combustíveis é um bom exemplo dessa capacidade de empreender. São negócios que exigem investimento, trabalho, atenção e muita gestão. Mas existe algo ainda mais especial quando essa trajetória é construída em família.

Uma empresa familiar carrega mais do que um CNPJ. Carrega história, nome, reputação e sonhos. E, quando chega o momento da sucessão, surge um desafio importante: como preservar aquilo que deu certo sem deixar de acompanhar os novos tempos?

A resposta passa pela capacidade de unir tradição e inovação. É preciso respeitar as raízes e, ao mesmo tempo, ter coragem para renovar. Ouvir quem começou, valorizar a experiência acumulada e abrir espaço para quem chega com novas ideias.

Quando bem conduzida, a sucessão familiar não representa apenas uma troca de comando. É a continuidade de um propósito, com a transmissão de experiência, valores e responsabilidades entre gerações.

No setor de postos, isso ganha um significado ainda maior. Afinal, um posto não oferece apenas combustível. Oferece atendimento, conveniência, relacionamento e, acima de tudo, confiança.

Em muitos casos, o cliente é recebido pelo mesmo nome de família há décadas. Essa relação construída ao longo do tempo tem um valor que vai além dos números: a credibilidade conquistada diariamente.

São empresas que atravessaram gerações, acompanharam o crescimento das cidades, as mudanças nas estradas e as transformações nos hábitos dos consumidores sem perder a própria essência.

Isso também é empreendedorismo: ter visão de futuro sem esquecer as próprias origens. É transformar trabalho em patrimônio e patrimônio em legado.

Aos empreendedores do setor de postos de combustíveis, nosso reconhecimento. E às famílias que encontram na sucessão uma forma de preservar sua história, nossa saudação.

Porque manter uma tradição viva, geração após geração, também é uma grande forma de empreender.

Editorial do rádio trocou o peso das informações por uma saudação de animação

 personJoão Paulo Messer
access_time17/09/2026 - 08:20

Viver no Brasil é equilibrar, diariamente, a esperança e o cansaço. Enfrentamos desafios estruturais, crises financeiras e incertezas que muitas vezes pesam sobre os ombros e nos fazem duvidar do amanhã. No entanto, reduzir nossa existência apenas às dificuldades do país é abrir mão de um dos nossos bens mais preciosos: o tempo presente.

A história não para enquanto esperamos que o cenário ao redor melhore. A vida continua acontecendo no intervalo entre um problema e outro. Superar os obstáculos diários exige coragem, mas viver plenamente exige ainda mais disposição.

Encontre motivos para sorrir nos pequenos detalhes: na risada com quem você ama, no café quente pela manhã e nos projetos que renovam suas forças.

O nosso país tem problemas profundos, mas você não precisa congelar seus sonhos à espera de um cenário perfeito que talvez nunca chegue. Ocupe os espaços, busque o que lhe faz bem, ame sem reservas e lute por dias melhores, sem abrir mão da alegria de hoje.

Resistir também é aprender a prosperar e a celebrar a própria jornada, mesmo em tempos de incerteza. A sua felicidade não pode ser refém do caos.

Viva com intensidade, porque a vida acontece agora, apesar de tudo.

Editorial: O STF sugere o nariz de palhaço. À luta.

 personJoão Paulo Messer
access_time16/09/2026 - 08:00

Bom dia, trabalhadores deste país! Um excelente dia para você que levantou do amado colchão antes das seis da manhã, tomou aquele café passado meio correndo e já encarou o transporte público ou o trânsito travado. Afinal, a vida é bela, o trabalho dignifica o homem e os boletos no final do mês não se pagam sozinhos, não é mesmo?

Mas convenhamos: enquanto você está aí, suando a camisa de segunda a sexta e, às vezes, também no fim de semana, existe um lugar em Brasília onde o tempo parece correr em ritmo completamente diferente. Um lugar de togados iluminados, onde o ar-condicionado é sempre perfeito, as lagostas são servidas com vinho premiado e qualquer dúvida existencial parece se resolver com uma canetada de efeito vinculante.

Pois é, meus amigos. Apesar de o Supremo Tribunal Federal estar sempre ali, no topo da Praça dos Três Poderes, como uma pedra no caminho de muitos brasileiros, a gente precisa continuar trabalhando.

É fascinante pensar que, enquanto tentamos produzir, gerar emprego, vender o almoço para comprar o jantar e sobreviver à burocracia diária, decisões tomadas em Brasília continuam interferindo diretamente na vida do cidadão.

Na visão crítica deste editorial, interpretações e decisões da Corte ampliam cada vez mais o debate sobre os limites de sua atuação e seus reflexos sobre a liberdade, a produção e a própria relação do brasileiro com o Estado.

Se o brasileiro cai, levanta e tenta dar dois passos à frente, lá está a pedra. Não uma pedra qualquer, mas uma pedra ornada em veludo, cercada de formalidades e jurisprudências, pronta para provocar novos questionamentos sobre os limites entre os Poderes.

Mas fiquem tranquilos! Brasília pode continuar decidindo muita coisa, mas a sua marmita ainda depende do seu esforço.

Por isso, sacuda a poeira, contorne mais essa barreira institucional e tenha um ótimo e produtivo dia de trabalho.