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Coluna de Quinta-feira

access_time19/04/2018 - 00:01

Governo cada vez mais PMDB
Em entrevista coletiva, ontem, o governador Eduardo Moreira anunciou novos cortes de pessoal, movimento que acompanha outros como a renegociação de contratos e o afastamento da possibilidade de revisão salarial das categorias. Ao entregar dados do que desenha como cenário de “beira caos” sugere-se que ele ganhe a compreensão da sociedade que pode entender relevante o gesto do corte de quase 300 cargos de confiança, fato que a população adora ouvir. Ocorre que vem nas entrelinhas deste pacote uma crítica à gestão de Raimundo Colombo. Embora sendo vice, Moreira não tinha o poder da caneta e agora que o tem exerce-o com extrema austeridade. A rigor os cortes são a reafirmação de que o governo agora é do PMDB.

Movimentos do PMDB
Uma reunião da cúpula peemedebista, terça-feira à noite na capital, teria encaminhado o que vai se construindo também fora do partido: de que o candidato a governador é Eduardo Pinho Moreira. Finalmente o PMDB percebe que para sentar e conversar com outros partidos, como o PSDB, precisa dizer quem é o seu candidato. Os ensaios de que ora seria Udo Döhler, ora Mauro Mariani, enquanto as evidências sugerem Moreira, não permitem abrir conversas sobre coligação.

Tá cacifado
Até então Eduardo Moreira mostra que aprendeu muito nos anos em que está no governo, primeiro ao lado de Luiz Henrique da Silveira e mais recentemente com Raimundo Colombo. Tanto política como administrativamente ele vem assentando “tijolo a tijolo” no lugar certo.

Candidato tucano
Hoje à tarde na capital o PSDB fará evento para lançar previamente o nome do senador Paulo Bauer como candidato a governador. Há curiosidade sobre o tipo de animação tucana, especialmente do próprio Bauer,que ainda estaria abalado pelas denúncias de um delator da Lava Jato que sugeriu que a empresa Hypermarcas beneficiou o tucano com R$ 11,5 milhões.

Segurança
O deputado estadual Valmir Comin (PP) fez críticas à demora do governo em colocar em prática uma lei de sua autoria que cria sistema permitindo que câmeras de vídeo monitoramento de empresas sejam ligadas ao sistema de segurança do Estado. A lei dele é de 2015. A manifestação é oportuna, pois o Governo do Estado deve anunciar em breve o programa cerca eletrônica, que atende justo a proposição desta lei.

Criciumense
Nesta semana o criciumense Claudio Gomes, com passagens por empresas como a rádio Eldorado e emissoras do Grupo Catarinense de Rádios e mais tarde no Criciúma Esporte Clube, acaba de chegar a uma das funções mais importantes da sua área, a de gerente comercial de competições da Confederação Brasileira de Futebol. Até recentemente atuou no futebol catarinense, de onde não deve se desligar totalmente.

Talentoso
Tiver o privilégio de trabalhar com Claudio Gomes e reconhecer nele um talento muito a frente do seu tempo. A capacidade profissional dele deixou um rastro de sucesso que o credencia a chegar num cargo como o que está ocupando a partir desta semana.

A fala de Esperidião
Ecoam na capital os cochichos que Esperidião Amin teria tido com líderes do seu, e de outros partidos, segunda-feira à noite em Criciúma. A afirmação atribuída a ele é de que o PSDB só não faz o governador se não quiser. A fala é interpretada como uma estratégia de Amin para evitar que os tucanos afinem coligação com o PMDB. O mesmo raciocínio vem sendo feito com o DEM de João Paulo Kleinubing, quando setores ligados aos aliados de Gelson Merísio sugerem que ele – JPK – pode estar na majoritária. Seria a forma de também tentar evitar que o DEM embarque na canoa peemedebista.

ANESTESIADO Um tucano que já enfrentou denúncias e processos teria dito ao senador Paulo Bauer que o caso dele é como o cidadão que sai do dentista é fica com a impressão de que o rosto está inchado por conta da anestesia, quando ninguém mais percebe.

MORAL DA HISTÓRIA A analogia ao paciente do dentista é repassar à Paulo Bauer a ideia de que se ele está se sentindo ligeiramente incomodado com o que outros podem estar enxergando em si, que supere a falsa impressão.

NA UPA Na prefeitura de Criciúma se comenta que a Comissão de Obras da Câmara de Vereadores foi visitar as obras da Unidade de Pronto Atendimento da Próspera e saiu de lá quietinha, pois encontrou tudo ajustado. Diria, a prefeitura entendeu que a vistoria tinha por objetivo encontrar alguma coisa errada e saiu quieta porque está tudo certo.

CADÊ OS TÉCNICOS? Curioso que os “práticos” do Departamento de Trânsito e Transporte da prefeitura vem tentando encontrar alternativas aos problemas no trânsito na região do Pinheirinho, fazendo testes todos os dias, enquanto os “técnicos” do órgão limitam-se a informar que só quem concede entrevista sobre o assunto são “os práticos”.

DENÚNCIA Moradores dos bairros de vizinham com a Penitenciária Sul, a Penitenciária Feminina e a partir dos próximos dias com o CASE, reclamam que está prestes a inaugurar a terceira grande obra pública no local e nem as contrapartidas oferecidas à primeira obra foram cumpridas.

FRASE DO DIA
“Se levássemos a realidade do Estado para o setor privado, qualquer empresa fecharia as portas nessa condição. É uma situação grave que precisa ser enfrentada com coragem.”
Eduardo Moreira após mostrar dados que revelam a situação financeira do Governo do Estado de Santa Catarina.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.