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2° Jogos da Terceira Idade de Morro da Fumaça têm inscrições prorrogadas

commentJornalismo access_time22/10/2026 16:54

Prazo foi estendido para que mais participantes garantam vaga no evento

Estadual de 2027 pode ter pontos corridos e jogos únicos na semifinal e na decisão

commentEsporte access_time21/10/2026 21:04

Campeonato Catarinense deve iniciar no dia 10 de janeiro

Com quatro vitórias nos últimos cinco jogos, Yuri Tanque mira acesso acesso direto à Série A pelo Criciúma

commentCriciúma EC access_time20/10/2026 17:47

Atuando em todas as partidas desde a sua estreia pelo Tigre, atacante busca ajudar equipe a alcançar as duas primeiras colocações, que garantem vaga direta na elite nacional em 2027

Coluna de Quarta-feira

access_time09/05/2018 - 05:05

Governo sofre derrota
Com apelo de que estaria reduzindo a alíquota do ICMS de 17 para 12 por cento o governador Eduardo Moreira editou a Medida Provisória 220, que precisava do aval da Assembleia Legislativa. Como nunca aconteceu antes nos tempos de Raimundo Colombo, os deputados rejeitaram a matéria por 24 votos a 12. Há mais de uma leitura a se recolher da votação que aconteceu ontem. A principal delas é que o governador não tem mais de uma dúzia de votos. É verdade que a proposta não é simples e já provocou barulho no setor varejista. Nem mesmo um anunciado acordo do governo com a FIESC representando a indústria e a FECOMÈRCIO representando o setor varejista foi suficiente.

Resistência técnica
Tecnicamente havia indicações de que o governador não conseguiria passar a matéria no plenário da Assembleia Legislativa, assim como não conseguiu fazê-lo na comissão que analisa a matéria de forma preliminar. A teoria de redução de carga tributária como fica parecendo quando o governo anuncia redução de 17 para 12 por cento do ICMS não é completa. Em síntese ela significava prejuízo ao setor varejista.

Derrota política
Depois de longos anos sem oposição – desde o primeiro governo de Luiz Henrique da Silveira – o Executivo voltou a ter minoria na Assembleia Legislativa. No ambiente político porque a sua bancada encolheu muito por dois fatores. Um deles provocado pelo próprio governador que transformou o governo como sendo de um partido só: o MDB. Há de considerar que o deputado Gelson Merísio (PSD) está a fim de mostrar força no parlamento.

Bico trincado
Se for olhado apenas pelo lado político a votação de ontem na Assembleia Legislativa expõe uma ruptura já prevista e cantada em prosa e verso pelos emedebistas. O deputado Marcos Vieira, presidente do PSDB, que é dado nos bastidores como de bom entendimento com Eduardo Moreira votou diferente da sua bancada. Ele foi favorável ao governo. Há quem diga que isso se sustenta também quando o assunto é o futuro do partido em relação a coligações.

Na platéia
Nos bastidores da eleição de ontem na Assembleia Legislativa um dos mais agitados da plateia era o empresário Luciano Hang, dono da maior rede de varejo do estado e uma das maiores do pais. Até pouco tempo ele figura na lista de possíveis candidatos a governdor.

Caso antigo
Um grupo de vítimas do processo de falência da Criciúma Construções se deparou com novo aborrecimento. Eles estão sendo processados pelo ex-financeiro da empresa, Ramon Geremias, que foi preso com o dono da empresa Rogério Cizeski. Isso porque estas pessoas usaram as redes sociais para atacá-lo. Em média o atacado está pedindo acima de R$ 2 mil por cada pessoa identificada. Geremias foi acusado e preso, mas segue se defendendo para provar inocência. Por isso considera que foi condenado pelas redes sociais e busca ressarcimento.

Reação
As pessoas processadas por Ramon Geremias por atacá-lo nas redes sociais anunciam que estão formando um grupo para entrar na Justiça com um instrumento conhecido como pedido reconvencional, ou seja, pretendem processar quem lhes está processando. A alegação das pessoas processadas é que elas são vítimas duas vezes.

Servidores podem fazer greve
Pelo andar das negociações a tendência é de que os servidores municipais de Criciúma tenham que analisar a possibilidade de greve. A conclusão é a partir das informações de que o governo não arreda pé da ideia de reajuste apenas do índice da inflação, enquanto o sindicato aprovou em assembleia índice bem superior – o dobro.

SEM CONVERSA Os líderes dos Sindicatos dos Trabalhadores da Indústria Plástica de Criciúma e região retiraram-se da mesa de negociações alegando que não havia patrão na conversa. As empresas enviaram apenas advogados e administradores. Os representantes dos trabalhadores alegaram desrespeito. Já os patrões alegam que a negociação se trata de uma peça de gestão das empresas.

JUDICIAL O prefeito Clésio Salvaro foi condenado em primeiro grau por ter colocado uma placa de inauguração da pavimentação de uma rua que não é pavimentada. Isso ocorreu ainda no seu primeiro governo. A condenação é para que ressarça o município no valor da placa. Cabe recurso.

CAUSA A obra em questão são as das ruas Luiz Neto e Eloisa Rós, ambas localizadas no bairro São Luiz. O autor da ação é o advogado Alessandro Schlemper Kikiuo.

NO PROCESSO Na mesma ação que condenou o prefeito Clésio Salvaro a ressarcir os cofres públicos no valor de uma placa de obra inaugurada, foram citados vários outros, entre eles o vice-prefeito na época, Márcio Búrigo. Ele e os demais, entretanto, foram absolvidos.

AINDA BEM A desistência do ex-ministro Joaquim Barbosa em concorrer à presidência da república teria gerado alívio nos mais sofisticados gabinetes do Judiciário em Brasília. Isso porque ele conhece como ninguém os bastidores daquele Poder. Sua eleição poderia significar ameaças.

AMEAÇA Diz-se em setores de Brasília que se Joaquim Barbosa fosse mesmo candidato o ex-presidente Lula poderia ter maior facilidade de ganhar a liberdade e ainda concorre à eleição, pois seria uma forma de evitar que Barbosa chegasse o Executivo.

CÁ ENTRE NÓS O ex-ministro Joaquim Barbosa não tem o menor potencial de um político. Se fosse candidato desistiria na primeira semana. Diferente da vida que levava no Judiciário, numa campanha teria que trabalhar muito num ritmo físico extenuante.

ESTRESSANTE O vereador Moacir Dajori tem confessado aos mais próximos na Câmara de Vereadores de Criciúma que anda apreensivo. Dia sim, outro também, o gabinete da presidência recebe alguma consulta se já chegou a notificação da Justiça que determina seu imediato afastamento.

Ô DE CASA Pela primeira vez desde que foi inaugurada em 1955 a casa oficial do governador, a Casa da Agronômica, como é conhecida será visitada por um grupo de alunos hoje. São os vereadores mirins de Blumenau. A recepção será feita pela primeira dama Nicole Torret Rocha e o governador Eduardo Moreira.

FRASE DO DIA
“Não acredito que esta eleição mude o país. O Brasil tem problemas estruturais gravíssimos, sociológicos, históricos, culturais, econômicos”.
Joaquim Barbosa, em entrevista ao jornal Valorr Econômico.


O que fará a diferença nestas eleições

 personJoão Paulo Messer
access_time04/06/2020 - 15:22

Não é Criciúma ou qualquer município da região carbonífera ou do Sul do país que está “atrasado” em relação ao processo eleitoral deste ano. E não é apenas por conta da pandemia, mas também por conta dela. Os partidos políticos não perderam tempo apenas em virtude da pandemia, mas o cenário político nacional ajudou a embaralhar o jogo. A indefinição sobre a filiação do presidente Bolsonaro por ser considerado o segundo item que mais contribui para isso. O sonho de alguns de que a onda 17 de 2018 se repita agora com outro número também mexe com os dispostos a entrar na luta. Nada disso contribui com a democracia e vida política em geral no país.
Mesmo que o parlamento federal decida manter as eleições para o dia 4 de outubro o prejuízo aos concorrentes dos atuais mandatários será inevitável. Quando a campanha começar os atuais já terão pavimentado um caminho de quatro anos. O desejo da mudança sempre existiu, mas a incerteza sobre a novidade será forte argumento de quem vai à reeleição. Claro, o governador Carlos Moisés e alguns tantos que destoam e descolam do presidente Bolsonaro serão argumento forte para ameaçar a consciência de quem pretende apostar no novo. Exemplos de que o discurso de um novo jeito de fazer política não é garantia de acerto abundam.
Se tiverem tempo devem se dar bem aqueles que tem histórico de prestação de serviço e ficha limpa. São estas as credenciais do presidente Bolsonaro e não a sigla partidária. Já os demais manterão fidelidade às questões ideológicas como eleitores dos partidos de esquerda ou então a massa comprometida por outras razões. Não basta ser do partido do Bolsonaro para tirar proveito da figura do presidente, pois é evidente que muitos fizeram isso nas últimas eleições mas caíram na tentação das velhas raposas. Ser conhecido e não ter mancha no currículo são os maiores aliados dos candidatos de 2020.

Lei sai da AMREC

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2020 - 15:34

A diretoria da Associação dos Municípios da Região Carbonífera está modificada a partir de hoje. Todos os prefeitos da diretoria da entidade e que pretendem disputar as eleições municipais precisam deixar o cargo quatro meses antes do processo eleitoral previsto inicialmente para o dia 4 de outubro. Assim o presidente da entidade, prefeito Jaimir Comin (PP/Treviso) está fora. Ele passou o cargo ao vice-presidente Ademir Magagnin (PP/Cocal do Sul), que não disputará a eleição por estar no segundo mandato. A rigor, todos os dirigentes da entidade renunciam exceto os prefeitos Murialdo Gastaldon (MDB/Içara), Helio Cesa Alemão (MDB/Siderópolis) e Dimas Kammer (PP/Forquilhinha). Estes quatro não disputam a eleição. DImas por opção, os demais porque estão no segundo mandato.

Outro que sai do cargo é o Secretário Executivo da AMREC, Lei Alexandre, que irá disputar a eleição à prefeitura de Forquilhinha. Não existe informações sobre quem irá ocupar a vaga.

REUNIÃO - Amanhã às 9h a AMREC terá reunião dos prefeitos para discutir a retomada do transporte coletivo na região.

Állison Pires assume presidência do PSL em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time02/06/2020 - 16:36

Já consta no Tribunal Regional Eleitoral a nova composição da Executiva do PSL, sigla que até semana passada era presidida pelo vereador Júlio Kaminski. O novo presidente é o médico Álisson Pires que tem como vice-presidente o advogado Jeferson Pires. A pedido de Állison a vaga de secretário geral é ocupada por Juliano da Silva Colombo. Entre outros nomes conhecidos estão ainda na diretoria o vereador Edson Luiz do Nascimento Paiol e o ex-vereador Toninho Isidorio.

A substituição de Kaminski na presidência pode ser a exposição de um fim de relacionamento dele com os novos coordenadores das eleições do partido. Em entrevista hoje pela manhã na rádio Eldorado Kaminski evitou falar em sair do partido, mas na sigla a informação é tida como ato que o vereador anuncie nos próximos dias.

À percepção do observador da cena política saltam aos olhos dois passos seguintes. O primeiro é a substituição de Kaminski também como pré-candidato a prefeito por Állison Pires. O segundo é a saída de Kaminski do partido, Sobre este movimento não se sabe quem tomará a iniciativa, se o partido ou o vereador. A lógica indica que seja o vereador que assuma a atitude por flagrantemente estar incomodado na sigla.

CI da AFASC está suspensa

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 15:42

O vereador Arleu da Silveeira (PSDB) protocolou na sexta-feira da semana passada um requerimento pedindo ao presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma a suspensão dos trabalhos da Comissão de Investigação da AFASC. Alega que sofreu aviltamento dos seus interesses parlamentares em atitude do vereador Zairo Casagrande, presidente da CI, que negou-leh o direito de ocupar a vaga de relator sob o argumetno de que ele teria interesses e relações parentais com pessoas que podem vir a ser ouvidas na comissão que investiga possíveis irregularidades no adminmistrtação da associação de assistência do municíío. Diante disso o presidente Tita Beloli decidiu suspendeer os trabalhos da CI por sete dias, baseando seu ato no regimento interno da Câmara. Neste período a Comissão de Justiça do Legislativo deve se manifestar a respeito do assunto.

Salvaro quer irmãs administrando hospital do Rio Maina

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 15:12

O prefeito Clésio Salvaro deve receber as irmãs administradoras do Hospital São José de Criciúma para um café daqui a pouco às 16h na Casa de Saúde do Rio Maina. O local onde funcionou um hospital psiquiátrico e que foi reformado para ser um hospital de campanha em tempos de COVID19 deve ser transformado em uma Casa de Idosos. Antes deste ato Clésio reúne com os vereadores para apresentar o projeto que autoriza o município a adquirir o prédio. Vai pagar R$ 1,8 milhão. A gestão pelas irmãs deve passar por outro movimento administrativo com autorização da Cãmara de Vereadores.

https://www.camaracriciuma.sc.gov.br/documento/projeto-pe-22-2020-103996

Movimentos dos pré-candidatos a prefeito em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2020 - 07:09

Kaminski: se correr...
Houvesse "janela aberta" o vereador Júlio Kaminski, pré-candidato a prefeito pelo PSL em Criciúma, estaria fora do partido. Desde quarta-feira da semana passada ele sabe que será substituído na presidência da sigla em Criciúma, sob o argumento de que pré-candidato a prefeito não pode ser presidente. Isso o deixou incomodado. Há de se registrar que boa parte dos seus aliados estão no DEM.

Sem janela
Ocorre que não há mais espaço legal para troca de partido, e se ele fizer este movimento o PSDB, partido pelo qual se elegeu, pode pedir a cadeira na Câmara Municipal, embora já tenha lhe informado que não fará isso. Os tucanos prometeram, mas nunca documentaram.

Vai dar Álison
A vaga de presidente do PSL de Criciúma deve ser preenchida pelo médico Álisson Pires, que é quem muitos pesselistas locais gostariam de ver candidato a prefeito. Os ajustes no partido estão sendo feitos pela coordenação estadual de campanha eleitoral que possui dois criciumenses, Amarildo Passos e Jeferson Monteiro.

Trabalhista
Enquanto em Criciúma o PSL reorganiza a situação local o deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) faz movimentos para ter a sigla em uma coligação que lhe dê sustentação de candidatura a prefeito. Ele quer o PSL e o MDB que também tem candidato a prefeito. Para isso fala respectivamente com o governador Carlos Moises e com o deputado Luiz Fernando Cardoso.

Menos o PDT
O PT de Criciúma tem planos prontos para entrar na disputa pela prefeitura. O pré-candidato Chico Baltazar segue em casa e só participa de reuniões por videoconferência. Nem por isso deixa de se reunir com aliados todos os dias. Falta uma coisa só para que o plano PT estratégico fique pronto: que Rodrigo Minotto (PDT) não seja candidato. Neste caso o petista imagina contar com aliados hoje na sigla trabalhista como Zairo Casagrande e Arildo Mezzari, ex-petistas.

Bolsonarista
A pré-candidata do PL, a bolsonarista Júlia Zanatta, passou a semana em Brasília. Retorna na noite desta segunda-feira com a filha Helena e o marido Guilherme. No domingo teve a oportunidade de entregar a camisa do Tigre ao presidente. O marido entregou uma camisa do Metropol. Bolsonaro prometeu usar a camisa tricolor na primeira oportunidade, como fez com a camisa do Tubarão.

Com o tempo
Nesta quarta-feira o presidente estadual do Democratas, João Paulo Kleinubing, tem na agenda um encontro com lideranças do partido em Criciúma, entre elas a pré-candidata à prefeitura professora Lisiane Tuon. Diz-se no ninho tucano (PSDB) que a sigla deve estar coligada com Clésio Salvaro e que a oficialização disso é uma questão de tempo.

Uma publicação sem decoro

 personJoão Paulo Messer
access_time25/05/2020 - 21:59

Pequenas, quase imperceptíveis mudanças podem ser inseridas em nossas vidas todos os dias, algumas delas transformando-se em hábitos. Isso não se restringe aos nossos gestos, mas também ao nosso linguajar. O empobrecimento do nosso vernáculo é flagrante e acentuado. Parte da responsabilidade por este processo eu atribuo aos nossos ídolos e líderes. E não se pode atribuir apenas ao atual presidente da república a pixórnia maneira de se comunicar só porque vazou um áudio que revela isso. Óbvio que não são apenas dele os exemplos, pois isso vem de tempos. Sob o argumento do uso do “linguajar do povo”, outros, muito antes, apelavam à pobreza verbal para se expressar. Uma pena, pois isso nos remete aos porões seja da fala, dos gestos, dos atos e até dos pensamentos. Inevitavelmente este será consequentemente o nível das nossas ideias.

Pois é sob esta nuvem que aparecem cenas como a patrocinada pelo deputado Jessé Lopes, nesta segunda-feira, quando levou à uma rede social a interpretação do que é fruto do que convencionamos chamar de fofoca de bastidores. Isso é tão lamentável quanto pode ser o fato se verdade for o que ele sugeriu ter ocorrido. Meu Deus, Jessé Lopes não é da margem dos rios onde se bate o trapo, ele é deputado. O conheço pouco, o suficiente para admirá-lo por sua gênese, mas confesso jamais esperava ler isso de um deputado da nossa região numa rede social pública - aberta.

Tenho por mim que esta foi a última das suas extravagâncias. Ele tem potencial para ser o deputado que representa os seus eleitores que são os mais indignados com algumas barbaridades que vemos no mundo chamado poder público. Mas não podemos isolar o deputado é dizer “Meu Deus que absurdo”, pois nas entrelinhas e cantos de gabinete o que ele disse vem sendo dito há dias. O que ele fez foi rotular a especulação com o seu carimbo de deputado e isso é estrondoso.

Minha homenagem à Morro da Fumaça

 personJoão Paulo Messer
access_time20/05/2020 - 11:11

Hoje é dia de aniversário de emancipação de Morro da Fumaça. Um dia após os 116 anos de colonização do seu distrito de Estação Cocal. O município cujos registros históricos contam que a cidade nasceu em Vila Torrens e “desceu” para instalar-se urbanizada onde hoje está.

Faço referência à força histórica, cultural, econômica e política dos seus distritos, pois eles fortalecem muito o município. A história tem raízes fortes que oferecem a miscigenação de raças entre os primeiros habitantes do território brasileiro aos colonizadores. Mais do que outros municípios, Morro da Fumaça tem raízes fundas se analisarmos a construção da sua história a partir da sua gente, seus costumes e ditames do desenvolvimento.

Hoje, olhando de fora, o município é um ponto alto fora da curva, quando se olha para o desenvolvimento. A riqueza da terra não se restringe ao solo propício para as cultivares agrícolas, mas também para o barro que gera a cerâmica a partir da criatividade humana.
Quem sabe, não muito longe, o mesmo barro que oferece tipos de cerâmica estimule a retomada de alguma indústria de louças especialmente pratos, como já tivemos. Quer dizer, tudo é possível a partir da terra da “fumaça”.

Aqui o caldeirão sempre ferve e faz fumaça, o forno arde para dar calor ao que se forja e forno quente gera fumaça. Se não quiserem olhar apenas para a fumaça do progresso, basta olhar à fumaça da natureza que aqui baixa as nuvens para beijar a terra abençoada. A cidade sempre tem uma ligação direta com o céu, seja quando a fumaça sobe, seja quando desce em forma de neblina. Onde tem fumaça tem fogo, diz o ditado. Pois que seja assim para dizer do fogo da paixão pela fumaça.

Quem mora “na Fumaça” morre de paixão pela cidade ou município. Quem mora fora olha com admiração. A aniversariante de hoje tem todos os defeitos que os seus queiram pôr nela, mas jamais perderá todas as virtudes que a sua gente pôs nela com o passar dos 58 anos.

Feliz aniversário Morro da Fumaça.

A roda gigante da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/05/2020 - 00:23

As circunstâncias tornam a vida dos políticos uma roda gigante, mais do que a de qualquer cidadão. Ora em cima, ora em baixo. Quem começou esta legislatura no topo da roda foi o deputado Júlio Garcia, que ao assumir a presidência da Assembleia Legislativa numa hábil costura, figurou como nome favorito inclusive à sucessão de Carlos Moisés, embora estivéssemos apenas no começo do mandato. Logo veio a Operação Alcatraz e as relações com Garcia o enviaram à parte baixa da “roda”. Apesar desta operação continuar sendo uma ameaça à estabilidade política do parlamentar, as circunstâncias em que mergulharam o governador devolvem ao presidente do parlamento um poder muito grande.
Hoje é possível dizer que o impeachment do governador Carlos Moises passa pelas mãos – e vontade – de Júlio Garcia. Ele tem a regência absoluta do trabalho legislativo. Não é exagero dizer que só haverá impeachment se o deputado assim o permitir. Não é nem uma questão de desejar. Isso é tão real quanto a percepção de que hoje ele parece não ter nenhuma vontade de que as coisas caminhem para isso.

Impeachment do governador é menos provável

 personJoão Paulo Messer
access_time11/05/2020 - 23:59

De cada dez, oito catarinenses responderiam fácil de forma afirmativa à pergunta sobre impeachment do governador Carlos Moisés. Não precisa ser muito informado sobre o que vem acontecendo na política para apostar neste desfecho. Ocorre que há gente que enxerga além dos dias atuais. Gente que olha para 2022. Se a Assembleia Legislativa destituir o governador, quem assume é a vice-governadora. Ocorre que ela é uma adversária imprevisível nas próximas eleições, enquanto ele (Moisdés) "sangrando" e descolado de Bolsonaro com histórico de um ano e meio sem o mínimo de governo para apresentar, constitui-se no adversário que qualquer um gostaria enfrentar. Por tudo isso é simples demais apostar no impeachment de Carlos Moisés. Acho até que hoje os deputados já terão trabalho duro para evitar a cassação do mandato. Já me parece mais difícil não cassar do que cassar, mas este esforço terá que ser feito em nome do jogo político.

Nesta terça-feira, às 17h, acontece a primeria reunião da recém instalada CPI dos respiradores.

São membros da CPI os deputados: o presidente Sargento Lima (PSL), o vice-presidente Valdir Cobalchini (MDB), o relator Ivan Naatz (PL), além dos membros Moacir Sopelsa (MDB), Felipe Estevão (PSL), João Amin (PP), Milton Hobus (PSD), Marcos Vieira (PSDB) e Fabiano da Luz (PT).

Promotor e juíz pensam como o prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time08/05/2020 - 19:59

Ao contrário do que possam pensar os leitores dos fatos diários da paróquia carvoeira, o prefeito de Clésio Salvaro não está na lista dos que condenam a decisão do promotor público e do juiz, que em ato de sequência levaram a suspensão da possibilidade de termos o retorno do transporte coletivo em Criciúma, segunda-feira. Quinta-feira, mesmo dia em que mandou à Câmara de Vereadores um projeto que seria a válvula de escape das empresas para retornar ao trabalho, o chefe do executivo ouviu o apelo de um grupo de médicos para que não fizesse isso. Assim, à imagem política, Salvaro foi salvo pelo ato do promotor público Luiz Fernando Góes Ulysséa, que pediu e o juiz Pedro Aujor acatou, refutar a ideia de o transporte coletivo retornar.
Isso justifica o título: "promtor e juíz pensam como o prefeito". Caberia dizer que neste caso, o prefeito traiu a sua própria convicção e vai lavar as mãos ao ser cobrado, pois agiu para contentar os favoráveis ao retorno do transporte, mas não sofre as cobranças internas dos que pensam diferente. Qualquer coisa a "culpa" de não ter transporte é do promotor e do juíz, não do prefeito.
Da minha “santa ignorância”, mas calcado na amostra da pesquisa apresentada nesta sexta-feira e dados cruzados com os números oficiais de casos confirmados e agravados com internação hospitalar, reajo à posição dos contrários ao transporte. Será que as autoridades não estão enxergando o amontoado de gente nos carros e vans que transportam pequenas lotações sugerindo uma lata de sardinha?

PSD faz movimento estratégico em Içara

 personJoão Paulo Messer
access_time05/05/2020 - 09:22

O movimento anunciado pelo PSD nesta semana, anunciando chapa única e a criação de um projeto novo para a cidade tem mais do que o que está noticiado. Nas entrelinhas desta articulação o partido se posiciona na cena política local. Em tempo de pandemia, quando falar de eleição tem que ser com cautela para não invadir a prioridade das prioridades, o partido lança um texto sutil que prioriza a cidade, mas cujo pano de fundo é uma tentativa de avançar uma posição. De leitura inicial a gente entende que o PSD é a terceira força atrás de MDB e PP e suas candidaturas. No instante em que o MDB escolheu Arnaldo Lodetti Júnior seu candidato a prefeito e o PP de Dalvânia Cardoso segue a pré-campanha, mas em silêncio, o PSD se anuncia no processo. Com este “barulho” pode reivindicar sentar à ponta da mesa para negociar uma coligação com o PP, como alguns especulam seja o passo lógico. Na pior das hipóteses o movimento do PSD tira de trás da cortina o PP, que precisa logo se noticiar em pré-campanha.
A política é como o jogo de xadrez, feita de movimentos certeiros que preparam o xeque-mate. O movimento do PSD merece ser olhado com atenção.

Quando o tiro sai pela culatra

 personJoão Paulo Messer
access_time29/04/2020 - 08:22

A notícia do dia, hoje, de novo um novo escândalo denunciado envolvendo o Governo do Estado. A compra de duzentos respiradores ao preço de R$ 33 milhões pagos antecipadamente. A empresa que vendeu prometeu entregar em abril, mas agora reviu o prazo e vai entregar no final de maio ou junho, quem sabe. A empresa aliás é daquelas quase de fundo de quintal, instalada no Rio de Janeiro. Já negociou alguns produtos da área de saúde com Santa Catarina. Foi escolhida sem tempo de o governo fazer licitação porque a pressa exigia. Lacrou-se uma dispensa de licitação. Tempo de coronavírus, tudo tem que ser urgente. Pacote pago e agora os equipamentos já não são mais os prometidos. Quando chegarem podem não servir e se for isso serão devolvidos. Isso, se chegarem a tempo de serem necessários ao combate ao coronavírus.
Um site de notícias denunciou, a coisa foi parar na Assembleia Legislativa, ontem, e deu o maior “furdunço”. Semana passada foi o Hospital de R$ 76 milhões. Em outros Estados estes hospitais custam em média R$ 10 milhões. Aqui em Santa Catarina sete, quase oito vezes mais. A denúncia foi feita e o governo desfez o negócio. Voltou atrás.
Com os respiradores não deve ser diferente. O negócio deve ser desfeito. O detalhe é que agora os 33 milhões já foram pagos. “E agora Moisés???”
Ah, querem um detalhe sarcástico? Sabe quando foram pagos os 33 milhões? Dia primeiro de abril. Dia sugestivo. No mesmo dia 33 milhões depositados à empresa. Primeiro de abril.
Ontem o governo anunciou “já estamos tomando providências...” E ai segue a balela: nela informa que afastaram a servidora que fez a compra. Mas estas compras não são feitas pelo Secretário de Estado da Saúde? E o governador não tem que liberar estes R$ 33 milhões?
Tem coisa errada ai. Mas sabem o que eu penso? Seja no caso do hospital de campanha, seja no caso dos respiradores???? Não é desonestidade do governador ou do Secretário é ingenuidade funcional mesmo. Poderia usar uma dessas expressões mais comuns tipo ingenuidade, amadorismo, despreparo ou outro adjetivo qualquer. E sabe porque penso assim? Penso assim porque olho para o que este governo fez até agora. Nada. Um ano e quatro meses e o que tivemos? É despreparo mesmo. Santa Catarina paga o preço da ingenuidade político-administrativo. O governo está enredado pela expertise política, não tem maturidade de articulação em nível algum e se apoia na muleta do diferente, do honesto, do novo e daí por diante.
Nós vamos pagar um preço alto. E de novo eu digo que a culpa não é deste governo que está ai. É dos governos que passaram, que nos enojaram com as suas práticas. Que não nos deram escolha. Digam que eu estou errado. Gostaria de estar. Quem sabe estou. Nós fomos empurrados a experimentar a inércia. Não sei se as crises como a do coronavírus amenizaram o que ainda poderia ser pior?
E agora vem as eleições municipais. Os senhores e senhoras já pararam para pensar que no âmbito dos nossos municípios, estou falando de todos não apenas deste ou daquele, mas em todos. As opções se restringem. Parece cada vez mais difícil essa escolha. As opções são mais pobres e incertas.
As opções se restringem e confundem nossos desejos de vivermos tempos melhores e nos deixam entre o que pretendemos trocar com o que que nos amedronta. Está difícil dizer isso, mas o jargão é esse: “na democracia o voto é a nossa arma”.
O problema é o tiro pela culatra.

Deu para o Moro...

 personJoão Paulo Messer
access_time27/04/2020 - 02:29

E começamos uma semana cheios de dúvidas, tentando entender um novo tsunami. Para muitos a primeira palavra que vem à mente é “decepção”. Aliás, você já parou para pensar quantas frustrações e decepções teve? Em quantas pessoas já depositaste a sua esperança? Esperança que virou frustração.
No calor da política isso é ainda mais frequente e forte. Os acontecimentos da última sexta-feira ainda não estão absorvidos por nós brasileiros. A massa que se pôs a defender com unhas e dentes os representantes de um novo tempo sofreu um duro golpe. Decepcionou-se, por certo. Uns com um, outros com outro e há os que se decepcionaram com ambos. Me refiro ao presidente Bolsonaro e ao Ministro Moro, símbolos da esperança brasileira.
Esperança que não se deve perder pelos episódios recentes. Prefiro chamar atenção ao que não canso de repetir: cuidemo-nos. Não permitamos que a cegueira afete a nossa visão. Não nos deixemos levar pela emoção, nem pela paixão. Não é tempo de considerar o jogo perdido. Este é apenas mais um episódio da política brasileira. Não dá para sentenciar culpado, nem um, nem outro. Nem Bolsonaro, nem Moro. É que a gente, às vezes, demora entender o jogo.
Parece evidente que Bolsonaro não perdeu este jogo. Moro não perdeu, mas também não ganhou. É como se esta disputa fosse para a prorrogação e penaltis. Parece aquele jogo em que o empate desclassifica os dois. Pois é o que parece. Só tem perdedores. Deste embate não há ganhadores.
Devemos lembrar que este jogo está disputado no campo da política. Moro pode ser o favorito, mas não está acostumado a este jogo. Bolsonaro pode estar fragilizado, mas joga no campo que ele conhece bem: o da política. Moro entrou num jogo que ele não conhece. E olha deveria ter se adaptado, afinal, quando juiz de primeira instância, esteve sempre sujeito a ter as suas sentenças reformadas.
Na política este jogo não é assim. Diferente da Lava Jato, no Ministério Moro mostrou pouco serviço. Ficou devendo. Moro não saiu pela interferência de Bolsonaro. Saiu porque estava procurando a saída. A interferência de Bolsonaro não é assim tão inédita como alguns tentam fazer ver, mas é grave sim.
Nem que com suas denúncias Moro fragilize Bolsonaro a ponto de facilitar o caminho do impeachment, terá sido ele: Moro, o ganhador deste jogo. As aves de rapina estão ali, bem perto: na Câmara, no Senado e no Supremo.
O gesto de Moro em pouco ou nada o ajudará a pavimentar o caminho da presidência da república, se esta for a sua intenção daqui por diante. Moro não é do jogo da política. Moro é um Joaquim Barbosa. Barbosa saiu consagrado do Supremo, mas logo viu que na política, ou você joga o jogo, ou está fora.
Melhor então ficar com quem joga o jogo o mais próximo do limpo possível. Que se disponha a jogar. Que se submeta a uma campanha de rala chão, percorra o país, invista 24 horas por dia, sete dias por semana. E me desculpem os admiradores de Moro, o conforto dos gabinetes não lhe deu essa experiência, nem paciência. Moro saiu de onde nunca entrou: a política. E como herança pode ajudar a sujar o que ele mesmo ajudou a limpar. Deus queira, esteja eu errado.

Pesquisa pode mostrar o mapa do coronavírus em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/04/2020 - 10:11

Com um procedimento próprio, criado pela Secretaria Municipal de Saúde através do Laboratório Municipal de Análises Clínicas em parceria com a UNESC e o curso de Medicina, Criciúma está propondo uma pesquisa de amostragem para aproximar-se do real cenário do coronavírus. O levantamento segue a metodologia de pesquisas como as eleitorais para escolher os pesquisados. Ao invés de questionário eles serão submetidos ao exame de sangue, que avaliado indicará a situação do paciente. As últimas avaliações testam a amplitude deste exame, que pode ir além da detecção de ser o paciente portador assintomático ou não do vírus e até mesmo o grau de imunidade que ele possui.
Este levantamento vai ser submetido ao comitê de ética do curso de Medicina da UNESC, mas saiu da cabeça do secretário Acélio Casagrande. Se comprovada a sua eficácia do teste ele pode sugerir um mapa do coronavírus no município.
Inicialmente sugere-se que a pesquisa seja feita semanalmente e a cada levantamento sejam testadas 500 pessoas. O laboratório municipal tem capacidade de responder a cada teste em 30 minutos. A previsão é de que já nesta sexta-feira saiam os primeiros resultados.