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Minas de carvão podem ganhar nova função em Criciúma

commentJornalismo access_time21/10/2026 08:10

Fernando Zancan explica projeto que estuda transformar estruturas subterrâneas em data centers

André Gaidzinski chega à decisão da Porsche Cup na briga pelo título da Master

commentEsporte access_time20/10/2026 16:30

Piloto catarinense ocupa a terceira colocação do campeonato e disputa a etapa final da temporada, em Interlagos, na programação do GP de São Paulo de Fórmula 1

Com quatro vitórias nos últimos cinco jogos, Yuri Tanque mira acesso acesso direto à Série A pelo Criciúma

commentCriciúma EC access_time20/10/2026 17:47

Atuando em todas as partidas desde a sua estreia pelo Tigre, atacante busca ajudar equipe a alcançar as duas primeiras colocações, que garantem vaga direta na elite nacional em 2027

EMEDEBISTAS APOIAM O PSL

access_time11/10/2018 - 00:23

O PSL de Santa Catarina precisa começar a se acostumar com o ônus, já que o bônus o transformou de sigla nanica em gigante. Aquilo que só viam acontecer no terreno do vizinho, agora passa a fazer parte da área do partido. A primeira dificuldade terá que ser administrar a repercussão das manifestações de apoio. Ontem os peemedebistas Eduardo Moreira, Paulo Afonso Vieira e outros declararam apoio ao comandante Moisés. Isso explorado pela oposição, associado ao que antecipei terça-feira aqui na coluna, se transforma em arma contra. Refiro-me aos vínculos do candidato do PSL com o MDB. Logo o time de Merísio dirá que por gratidão Moisés governador pode retribuir o gesto de apoio que teve dos emedebistas. E o MDB é hábil em se manter no poder. Este é o primeiro desafio de gestão a ser enfrentado pelo PSL catarinense.

PRIMEIRA PROVA
Para ser grande e justificar o tamanho que ganhou o PSL catarinense precisa descolar do emedebe sem sequelas. Isso porque eleito governador o comandante Moisés terá que contar com a bancada emedebista na Assembleia Legislativa.

É DO JOGO
No primeiro turno, quando Gelson Merísio declarou apoio a Jair Bosonaro, peesselistas reagiram entendendo que o capitão deveria vir a público para se manifestar. É como se quisessem que ele rejeitasse o apoio. Óbvio, isso não aconteceu. E agora emedebistas declaram apoio e o comandante Moisés não tem como negá-lo.

VIVA VOZ
Ontem o presidenciável Jair Bolsonaro gravou um vídeo de breves 30 segundos em que se dirige aos catarinenses. O PSL catarina esperava que ele fosse mais explícito no seu apoio restrito ao comandante Moisés. Como é óbvio, ele não fez isso. Limitou-se a desejar boa sorte a ele, não sem antes lembrar e agradecer que no primeiro turno teve apoio de Gelson Merísio. Parece-me que o vídeo foi emenda pior que o soneto.

É HOJE
Os eleitos pelo PSL de Santa Catarina, tanto para a Câmara dos Deputados como para a Assembleia Legislativa e o comandante Moisés irão se encontrar com Jair Bolsonaro hoje no Rio de Janeiro. Na reunião deve ser clareada essa situação Merísio e Bolsonaro.

MERÍSIO NO SUL
O candidato Gelson Merísio estará em Criciúma no final da tarde de hoje. Vai se encontrar com aliados políticos em uma reunia no início da noite em um hotel da cidade. Chama atenção que o PSDB da cidade antecipou para o meio dia uma reunião para deliberar sobre a posição em relação a campanha de governador.

CAMINHO ABERTO
O fraco desempenho dos candidatos do MDB em Içara, principalmente do senador Paulo Bauer que tinha como segundo suplente o vice-prefeito Sandro Giassi Serafim, revela que as eleições municipais de 2020 são um jogo aberto no município. Tanto o prefeito Murialdo Gastaldon como o seu vice tiveram resposta muito abaixo do que se imaginava.

FRAQUEJOU
O desempenho baixo dos candidatos emedebistas na região não se restringe à Içara. Todas as demais cidades mostram rejeição à sigla. Isso vale para Criciúma. A exceção é o Balneário Rincão onde o prefeito Jairo Celoy Custódio fez a sua parte com sobras.

FORÇA DO PREFEITO
De todos os prefeitos da região quem demonstrou força política foi Noi Coral (PP) de Morro da Fumaça. Fez 4,3 mil votos para o candidato Gelson Merísio, enquanto o já forte MDB da cidade obteve apenas 1,7 mil votos para Mauro Mariani. Afora isso os deputados do MDB foram mal votados no município, enquanto os apoiados pelo prefeito tiveram votação expressiva.

BOLONARO E SANTA CATARINA
Hoje os lideres do PSL catarinense se reunirão com o presidenciável Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. A intenção é esclarecer sobre as consequências dos movimentos do líder nacional na eleição para o governo do Estado. Ontem, porém, Bolsonaro já recebeu um grupo de catarinenses. Dia sim, dia não, ele tem tido encontros com o dono da rede Havan, Luciano Hang, que parece ter acampado nos arredores da casa de Bolsonaro. Pois é dai que estaria vindo a influência mais forte. Hang é apoiador de Gelson Merísio. Por isso Bolsonaro não deve desconsiderar o apoio de Merísio.

CRICIÚMA No encontro dos catarinenses, ontem, com Jair Bolsonaro, destaque para Criciúma. O criciumense Ricard tatá Farias comentou com o presidenciável sobre os números dele na cidade.

NÃO É ASSIM Em Treviso estas eleições deixaram claro que os eleitores do PP não aceitam votar em candidatos do MDB. Apesar da ação do prefeito Jaimir Comin (PP) os candidatos emedebistas foram mal. Só quem tem voto no município parece ser mesmo o empresário Henrique Salvaro.

NÃO ATRAPALHA Não me parece ser coisa de aliado essa manifestação dos emedebistas que se declaram apoiando o comandante Moisés (PSL). Se quisessem ajudar, ficariam quietos. Afinal, as urnas do primeiro turno já deram o recado que o MDB precisa ouvir.

FUTURO Políticos tradicionais, que ocupam cargos eleitos ou não há anos, mas que agora se elegeram batendo na trave devem ir pensando em mudar de “profissão”. O recado das urnas foi amargo. Quase todos os tradicionais rodaram ou se elegeram pelo mínimo de votos.

COOPERATIVA O resultado da última eleição para a Cooperativa de Morro da Fumaça, Cermoful, associado ao que aconteceu na eleição geral recente remete a uma luz de alerta à atual diretoria da cooperativa. Isso porque na eleição anterior venceu por menos de 100 votos. A cooperativa é basicamente apoiada pelo MDB.

FRASE DO DIA
“Eu quero agradecer o apoio do Merísio por ocasião do primeiro turno. Mas para o segundo turno tivemos o comandante Moises, do meu partido, o PSL. Quero desejar, agora, boa sorte ao comandante Moises, e dizer que ele é um fenômeno em Santa Catarino assim como estamos sendo no Brasil. Moisés, boa sorte, felicidade, estamos torcendo por você”.
Jair Bolsonaro, em vídeo dirigido aos catarinenses, manifestando-se sobre a eleição estadual. Reconhece Moisés como do seu partido deseja sorte, mas não fala em apoio único.


Tem decisão mal explicada

 personJoão Paulo Messer
access_time15/04/2020 - 15:11

Cada dia está mais difícil de compreender a sucessão de passos das nossas autoridades em relação ao coronavírus. Quem sabe o que melhor compreendemos é a difícil missão que elas têm no exercício de suas atividades. Não queria estar na pele de nenhuma autoridade, que obrigada a decidir ante a ameaça de um inimigo à vida, lida com o desconhecido e conflita com interesses distintos de cada um. Preservar a vida como se as pessoas não morrem apenas de coronavírus?
Ficar em casa porquê se esta medida não é garantia absoluta da imunidade. Se por outro lado autorizar a ida de todos para a rua pode lhe custar o preço da irresponsabilidade, que leva à sentença de morte política de alguns. Mas quantos padecem de desgosto ou de tédio, se cumprirem rigorosamente o que lhes é imposto.
Não é fácil a missão de decidir sobre a vida dos outros, se o reconhecimento pelo sucesso das decisões não virá, sabemos disso. Mas que se houver algum erro ele será sim cobrado destas mesmas autoridades. Elas estão hoje mais ou menos expostas ao risco de errar, ou errar.

Mas mesmo assim, consciente da delicada missão destas autoridades não há como não manifestar a inquietação com algumas decisões. E a maior delas, possivelmente, está na mesa dos debates desde ontem. Está na mesa do judiciário catarinense: manter ou não a proibição do transporte coletivo.

O que leva uma autoridade a dizer que o transporte coletivo é um vetor do contagio do coronavírus. É sim, mas o que leva a autoridade a imaginar que este vetor é mais perigoso do que uma Van de 20 lugares, mas que transporta 25? Que um automóvel destinado a cinco passageiros transporta seis e mesmo que levasse apenas cinco teria estes amontoados dentro do carro?

Sim, porque estas mesmas autoridades liberaram o funcionamento do comércio, mas não oferecem transporte ao cidadão. Ou será que imaginaram que algum trabalhador ficará em casa alegando não ter transporte. Ou então que o patrão vai compreender que o empregado não tem como chegar ao trabalho?

A proibição do ônibus só se justifica se as autoridades apenas enxergam o transporte coletivo como um amontoado de pessoas num caixão de lata. Se as autoridades têm esta imagem, elas estão certas. Mas o que se pensa é que no transporte coletivo o controle é mais fácil do que o das Vans, que mais parecem lata de sardinha ou carros que mais parecem minivans.

E o pico da doença? Ele vem sendo adiado porque? Ou será que não temos memória? Primeiro era fim de março, depois começo de abril...
Furaram duas previsões e isso basta para que comecemos a derramar suspeitas sobre a real gravidade da doença.
A segurança sobre as previsões das nossas autoridades parece cair por terra. Me desculpem, mas não temos a capacidade de imaginar que tudo isso seja resultado da nossa obediência às ordens cumpridas até então.
Meu desejo é que esta interpretação não seja um desestímulo ao cumprimento de todas as normas, apenas seja o apelo para que as autoridades não deixem de refletir muito sobre as consequências das medidas adotadas.

Vamos continuar cumprindo as determinações da prevenção, sim. Temos que cumprir estas determinações sim. Temos o direito de questionar as determinações, mas jamais teremos os direitos de descumprir determinações passadas ao coletivo sob o risco de sermos nós os vetores de uma doença mais grave à sociedade civil organizada: a doença da desobediência.

Mantemo-nos vigilantes e obedientes às normas, mas por favor autoridades, não deixem de revisar alguns prognósticos e algumas normas. Têm coisa errada aí.
Tem gente inocente pagando essa conta.
Tem gente saudável que está adoecendo e não é de coronavírus.

Prefeito "acaba" com os feriados em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time14/04/2020 - 11:11

O prefeito Clésio Salvaro já assinou e publicou o decreto que “acaba” com os feriados de Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalho (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro) e dia Servidor Público (28 de outubro). Assim, na próxima terça-feira, todos os órgãos da administração municipal terão atendimento normal. Serão considerados dias compensados pelos dias não trabalhados. Significa dizer que aqueles que trabalharam entre os dias 30 de março e 5 de abril terão respeitados estes dias e não trabalharão. Os feriados pagam os dias não trabalhados. Há uma série de exclusões, que podem ser conferidas no Diário Oficial do município do dia 9 de abril. Estas medidas estão previstas no decreto 442/20, de 7 de abril de 2020.
Ontem o prefeito admitiu que sugere que setores do comércio e até a indústria façam o mesmo, na medida do possível. Acho pouco provável.

Os bastidores da "possível" volta do transporte coletivo em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/04/2020 - 23:22

Se não for na primeira hora da segunda-feira pode ser ao longo dia ou até em caráter extraordinário ainda neste domingo: Criciúma pode decisão judicial permitindo a retomada do transporte coletivo urbano. É o que indicam informações apuradas ao longo deste sábado. Inicialmente se imaginou que o prefeito Clésio Salvaro tomaria a iniciativa, mas as circunstâncis sugerem que o melhor ca minho é seguir o que foi feito em Joinville, onde as empresas obtiveram liminar na Justuiça que lhes garante circular normalmente a partir desta segunda-feira. A cópia é tão fiel que as empresas de Criciúma irão contratar o mesmo escritório advocatício que obteve a liminar na cidade de Joinville. O despacho considera que a atribuição do transporte público municipal é autonomia do prefeito e Clésio Salvaro não reeditou o decreto municipal que mantinha esta proibição. Aliás, Salvaro até reabriu a prefeitura.

Se eu fosse o governador...

 personJoão Paulo Messer
access_time09/04/2020 - 23:58

De médico, louco, técnico de futebol e agora cientista ou chefe de Executivo, todos temos um pouco. Nunca antes na história fomos tão aquilo que não somos e decidimos sobre o que não nos cabe. As redes sociais nos transformam em analistas com meia dúzia de passos. Se os tempos forem de Coronavírus, tornamo-nos cientistas rapidinho. Até então este papel de donos da verdade ou semidonos na pior das hipóteses, era coisa de jornalista e/ou somiliares. Pois agora atrevemo-nos a discorrer sobre o que deve e o que não deve. Me permito invocar estudos, experiência de cenas parecidas e um pouco de lógica para dizer que se estivesse eu no lugar do governador Carlos Moisés, repassaria aos prefeitos a responsabilidade de decidir sobre o transporte coletivo urbano. Afinal, a realidade das cidades é tão distinta que não cabe verticalizar a decisão. Óbvio esta não é a leitura que tenho para o transporte intermunicipal e interestadual, nem tão pouco à atividade comercial. Estes devem ficar sob a batuta do governador, mas o transporte coletivo é realidade muito específica.
Não bastasse estes argumentos entra o ingrediente político. Os prefeitos, como Clésio Salvaro em Criciúma, tem afirmado que podem até divergir do decreto estadual e invocar recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que reconhece autonomia para os chefes de diferentes poderes, liberado o ônibus urbano a partir de segunda-feira. Politicamente o governador se livra de um problema que pode dividir com os prefeitos. Se vai fazê-lo, não se sabe.

Mek vai para o PSDB em Siderópolis

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:39

Ex-vereador pelo MDB, entre os anos 1996 e 2000, o professor Méricles Rossa confirmou nesta quinta-feira assinatura de filiação ao PSDB e deve ser candidato a vereador em Siderópolis, Assim como ele outros três nomes considerados de linha de frente migraram para o partido tucano: são eles os vereadores Franqui Salvaro, Lilo Remor e William Bonassa. Os dois primeiros saíram do PSB e William saiu do PSD mas há tempo ele vem alinhado com os peessedistas e agora peessedebistas.
Mek como é mais conehcido Méricles Rossa foi diretor da Escola Estadual José do Patrocínio por nove anos e diretor da Escola Estadual Silvio Ferraro por um ano. Além disso ocupou o cargo de diretor regional de esportes por quatro anos.

Maciel vai para o PDT em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:37

Num destes atos políticos abreviados e com cuidados que seguem as normas do combate ao coronavírus o vereador Maciel Dassoler oficializou o seu ingresso no PDT de Forquilhinha, na noite desta quinta-feira. O ato dirigido pelo deputado estadual e morador do município, ROdrigo Minotto, contu ainda com a presença do ex-prefeito local Vanderlei Riecken e pelo menos três lideranças que saem do MDB e entram na lista de pré-candidatos a vereador pelo partido. Maciel disputará internamente com o atual vereador Valcir Antônio Matias, o Chile, a indicação à majoritária.

Maciel está presidente da Câmara de Vereadores desde 2017 e num articulação política bem costurada emenda quatro anos na função o que dá boa credencial para articular pela construção de eleição na majoritária.

Forquilhinha tem duas velhas linhas políticas hoje representadas pelo atual prefeito Dimas Kammer (PP), que deve ser candidato a reeleição e José Cláudio Gonçalves, Neguinho (PSD). Dimas precisa costurar primeiro a unidade no seu partido que sofre desgastes por estar a 20 anos no governo. Além disso tem no páreo o ex-prefeito Lei Alexandre, que mesmo afirmando não ser candidato, ouve o apelo de aliados para entrar na disputa. De outro lado Neguinho acumula três disputas seguidas ao mesmo cargo e com derrota. Se for à disputa será pela quarta vez seguida.

PSDB leva dois vereadores do MDB

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:34

Com a janela de troca de partido se fechando sábado e os vereadores “saltando” a sigla que tem uma das melhores articulações, não só em Morro da Fumaça, é o PSDB. A sigla tucana fumacense pela primeira vez ganhou força de atenção de fato, isso agora com a articulação da deputada federal Giovânia de Sá. Nesta quinta-feira se fecharam dois reforços de peso: “vereadores”. Tiago Minatto e José Carlos Bortolin, Calita, assinam ficha na noite desta quinta-feira.
São dois vereadores emedebistas que deixam a sigla, mas era para ter sido três. O PSDB assediou ainda o vereador Raimundo Mundi Marques, que também tinha convite do PSD. Ele optou em permanecer no MDB. Anunciou isso quarta-feira. Assim a bancada emedebista que entrou nesta legislatura com quatro fica com dois: Raimundo Marques e Edivaldo Marcoli (isso dos eleitos).
A reunião de filiação de Minatto e Calita acontece nesta quinta-feira, sem maior barulho em virtude do coronavírus.
Entre filiações do PSDB em Morro da Fuymaça estão nomes como Serginho Da Soller, Jaimir Patrício e Pedrinho Patrício, este último que testou o poder de urnas na eleição da Cermoful.

Gelinho assina no PSL

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 17:00

Dificlmente alguém o conhece pelo nome, mas mesmo que a pessoa não seja do futebol já deve ter ouvido falar de um dos atletas mais conhecidos nos campos da várzea. Trata-se de Wildnei Cardoso mais conhecido "Gelinho". Morador do bairro Morr Estevo, sobrinho da liderança política Luiz Dal Toé, ele é um dos nomes na lista dos "calouros" no partido do governador Carlos Moisés, em Criciúma, o PSL. Gelinho assinou ficha nesta quinta-feira. A sigla tem por norma não inscreve nomes já carimbados na política, por isso Gelinho é do perfil que as lideranças locais anunciam como pré-candidato a vereador. Ricardo Beloli, um dos "escaladores" deste time diz que o partido calcula em pelo menos três o número de vagas a serem conquistadas pelo partido em Criciúma.

Janela aberta, vereador salta

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2020 - 14:23

Sete dos 17 vereadores de Criciúma já mudaram de partido, valendo-se da janela que se fecha no próximo sábado. Até este momento a vereadora Camila do Nascimento, atualmente no PSD, ainda não definiu “se fica ou se sai”. Ela tem até o fim de semana para decidir. Conversei com ela na tarde desta terça-feira. A dúvida se mantém. Mesmo que ela não mude a Câmara Municipal de Criciúma deve ser uma das com o maior índice de troca. Hoje este percentual já é de 42 por cento (7 de 17).
Os vereadores que mudam:
Edson Paiol do Nascimento, do PP para o PSL
Jair Alexandre, do PSC para o PSD
Júlio Colombo, do PSB para o PL
Júlio Kaminski, do PSDB para o PSL
Tita Beloli, do MDB para o PSDB
Toninho da Imbralit, do MDB para o PSDB
Zairo Casagrande, do PSD para o PDT;

Permanecem em seus partidos:
Ademir Honorato (MDB)
Alfinei Poteleki (PR)
Arleu da Silveira (PSDB)
Camila do Nascimento (PSD)
Dailto Feuser (PSDB)
Geovânia Zanette (PSDB)
Miri Dagotin (PP)
Moacir Dajori (PSDB
Paulo Ferrarezi (MDB)
Salésio Lima (PSD)

A segunda-feira promete tensão institucional

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2020 - 07:10

Os planos eram outros. Não ficar em casa hoje, na pior das hipóteses voltar a produzir, vender, enfim, movimentar a máquina da economia a partir da próxima quarta-feira na - pior das hipóteses. As normas agora são outras. A esperança da retomada na normalidade está adiada - por decreto. O governo anunciou que não haverá mais comércio quarta-feira. Haverá banco e lotérica hoje sim, mas comércio e vida normal – ainda não. Dia 8, quem sabe.
Até ontem as preocupações eram com a saúde humana e a saúde financeira: a economia. A partir de hoje acrescente um item, pois começa a preocupar a saúde psicológica dos sulcatarinenses. Afinal, são quase duas semanas de clausura e tem mais. Mais uma semana se depender do rigor do decreto do governador. Nem quero pensar, mas ele “pode ser adiado”.
Mas esta segunda-feira promete não se restringir ao debate do coronavírus, da economia e da reação psíquica do cidadão. O debate passa a ser institucional. Enquanto, ontem, governador e prefeitos sentaram e unificaram discurso, os divergentes começaram a reagir.
Alguns políticos, oportunistas, bem pagos e alimentados com o nosso dinheiro, fazem coro ao lógico: “pedem a retomada da atividade econômica” com discursos espalhados pelas redes sociais como aquele jogador que vai na frente da torcida e dribla prá, dribla lá, quase senta na bola. Joga para a torcida. O oportunismo sempre haverá.
A procedente reação às decisões dos governantes vem das instituições empresariais. Vem de quem sente na pele a dor do boleto que vence hoje ou amanhã. Do salário que precisa ser pago no dia cinco. Óbvio, isso se ele que não tiver pai, mãe, nem outro membro da família internado num hospital de precárias condições.
Sinceramente, penso que a liberação dos bancos e lotéricas é autorização para reunir a população mais suscetível aos casos mais temidos, neste momento. É verdade que estes vão ao banco um dia só. Só hoje. Mas vão. São na maioria idosos ou beneficiários acomodados num grupo de exceção. Acho que nas empresas há menos riscos que nesta população que vai aos bancos hoje. No mínimo nas empresas é mais fácil controlar.
Aqui não tem como cravar posição. Bater editorial favorável à normalidade das atividades ou à manutenção da quarentena. Não somos órgão de saúde, nem porta voz de outro setor qualquer. Nós nos restringimos ao papel de informar. Refletir da forma mais fiel possível a reação da sociedade.
E hoje, segunda-feira, promete ser um dia pesado. Médicos apelam pela quarentena. Orientam os governantes pela quarentena. A massa produtiva pensa diferente: acha que dá para ir – não às ruas, mas ao trabalho. Defende a retomada das atividades e argumenta bem: lembra que não é só de gripe ou coronavírus que se morre. De fome também se morre.
Não quero nem pensar, mas desgosto e desespero também matam.
Eu não queria estar na pele destes governantes. Mas desejo que eles tenham sobriedade nas suas decisões. Assim como eu - que não tem a responsabilidade, nem a possibilidade de decidir pelo Estado ou por um município – centenas ou milhares de outros podem sim tomar decisões sobre as suas hostes, sobre as suas empresas.
E é ai que entra o papel da conscientização. Preservar as leis, normas e lógicas. As leis que dão aos governantes o poder de ditar normas. Isso nos faz viver em harmonia e disciplina. A lógica “sugere o bom senso”.
Invoco o bom senso de todos. Se é possível produzir sem infringir, que se produza. Às autoridades deve imperar também o bom senso. Se dá para liberar, que se libere. Afinal não se morre só de Coronavírus.
O apelo é pelo equilíbrio.
O apelo é por uma sociedade: clínica, emocional e economicamente saudável.

Empresas com "imunidade baixa" sofrem mais

 personJoão Paulo Messer
access_time28/03/2020 - 11:39

A retomada das atividades comerciais na próxima quarta-feira não significa volta à rotina em várias indústrias no Sul do Estado. Tomemos por exemplo o setor ceramista que é uma das nossas referências. Algumas destas indústrias já estão com suas linhas de produção totalmente paralisados, outras desativarão as suas nos próximos dias. Isso é reflexo da combinação da frustração da retomada da economia e a crise gerada pelo Coronavírus. Quase todas estão com razoáveis estoques que suportam até meses de paralisação. Assim, a medida adotada agora é a confirmação do que já vinha sendo analisado como possibilidade para reduzir o custo da produção e equilibrar o caixa. Isso deve se associar ao fato de que os pedidos para a renegociação das dívidas dos clientes já começaram a chegar a estas indústrias. De outro lado os fornecedores de matéria prima serão procurados para renegociar dívidas vincendas.
Estancando as saídas e estando preparados para entradas menores, os setores financeiros oferecem alternativa única à saúde das empresas. Isso pode provocar demissões se as adequações com férias e licenças especiais não forem suficientes.
Segundo apurei, empresas grandes como a Angel Gress e a Elizabeth estão com a produção totalmente paralisada. Outras duas referências, a Portinari tem três linhas de produção paralisadas e a Eliane está reduzindo algumas das suas.
No início desta semana sindicatos patronal e laboral assinaram um aditivo ao acordo trabalhista. Ele visa preservar o maior número possível de empregos, garante o pagamento em dia dos salários de março e dá alivio às empresas na medida que todos os dias parados serão pagos por compensação de férias, bancos de horas ou circunstâncias similares.
Quer dizer, não culpemos apenas o Coronavírus pelo que está por vir. Muitos setores que sofrerão mais com esta nova crise entram nela porque são do chamado “grupo de risco”. São empresas que estão com imunidade baixa.

O buzinaço que foi um sucesso porque não aconteceu

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2020 - 16:00

Não sei se foi graças a orientação do Ministério Público e ação vigilante da Polícia Militar, mas felizmente não tivemos em Criciúma o lamentável comportamento de bando, verificado em outras cidades, quando como se fossem de um rebanho as pessoas saíram correndo desavisados às ruas com a mão na buzina. As regras de flexibilização são públicas e razoáveis o que não justifica apelo pela retomada da atividade comercial em manifestação de massa. Só o que justificaria ato deste tipo é a subverniência ideológica ou personalista. O buzinaço em Criciúma não foi um fracasso, mas sim uma manifestação de maturidade.

O debate sobre a eficiência das medidas anti-coronavírus não é papo de boteco, nem de rede virtual. Se os especialistas divergem, quais são as nossas certezas? Melhor seria se gastássemos o tempo em busca de conhecimento ao invés de fazê-lo “catando” argumentos para justificar nossa ignorância. Deu. Basta. Será que não se percebeu ainda que só crava opinião sobre o assunto coronavírus aqueles que a usam como escudo na defesa ideológica? Nem as autoridades responsáveis por baixar decretos tem certeza no que determinam e logo se justificam apontando os seus técnicos como autores das normas. Ou alguém imagina que a economia parada mata politicamente apenas o presidente Jair Bolsonaro?

Bolsonaro tirou o meu sono

 personJoão Paulo Messer
access_time25/03/2020 - 10:45

Não sei se me preocupo mais com as primeiras ameaças sobre o tenebroso Coronavírus ou com o que tenho ouvido de ontem para cá. Cheguei a pensar que ouvi demais, ontem de manhã, quando entrevistei, aqui no programa, o médico e deputado federal Osmar Terra. A ideia central é que está na hora de ir afrouxando o cinto.
A entrevista que fiz ontem com o deputado médico gaúcho Osmar Terra reforçou o que eu disse. Só que ele fez isso no tom mais agressivo, duvidando da palavra das autoridades e até incitando todos nós a acreditar no contrário. Muitos ouvintes reagiram achando que foi exagero dele. Também pensei assim.
No final da tarde o governador Carlos Moisés - que saiu da inércia como governante para um habilidoso gestor da crise - veio no mesmo tom que usei no texto de ontem. Disse que dá para ir afrouxando o cinto, liberando alguns setores. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro também falou em ir retomando vida normal. Voltar lentamente à normalidade com cuidados com os idosos, mas ainda com a recomendação de que fiquem em casa. Quer dizer, que fique em casa quem pode. Entendi assim.
Ontem à noite o presidente Jair Bolsonaro veio num tom da contramão desta cautela. Libera geral foi o que entendi. Parece que é o que eu e muita gente entendeu. Bolsonaro criticou que tenham sido usados exemplos como os da Itália para o que ele chamou de amedrontar a população brasileira. Juro, não entendi.. Afinal, o próprio elogiado Ministro Mandeta usou aquele exemplo para justificar as medidas até então adotadas.
Devemos sim voltar à normalidade, mas do jeito que o presidente falou ontem parece “zerar” o que temos feito até então.
O presidente foi claro e direto e disse: “Algumas poucas autoridades devem abandonar o conceito de terra arrasada e abandonar a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.
Sou disciplinado tenho certeza. Acho que sou consciente no uso do poderio de um microfone, por isso repito com cautela o apelo para que se respeitem os decretos das autoridades, mas a minha cabeça agora bagunçou.
O presidente me deixou em dúvida. Do alto da sua autoridade e popularidade jogou aos leões os governadores e prefeitos.
O presidente me parece com sangue nos olhos com a Globo, com os governadores Witzel (Rio de Janeiro) e Dória (São Paulo). Por isso fez um pronunciamento num tom que me amedronta quando esta retomada das atividades.
Ainda ontem à noite os Secretários de Saúde do Estado se reuniram e em nota discordaram do presidente. Os presidentes da Câmara e Senado também reagiram. Acho que este vai ser o tom dos governadores e prefeitos.
Só espero que não nos restrinjamos apenas a uma briga política.
É só o que a gente não precisa.
Contra este vírus da vaidade política também não há vacina e os prejuízos que ela causa são tão ou mais mortais quanto os de outros vírus ou crises econômicas.

Começando a soltar o freio

 personJoão Paulo Messer
access_time24/03/2020 - 07:06

Se a dúvida é por quanto tempo permaneceremos assim, em quarentena, saiba que os decretos governamentais, que venceriam hoje, foram prorrogados.
Os serviços como transporte coletivo, bares, restaurantes e aqueles que não são considerados essenciais permanecerão suspensos por mais uma semana.
Pelo menos. Será???
Isso vale para os decretos municipais de Criciúma e região e o decreto do Governo Estado. Admito que a capacidade de resiliência vai diminuindo gradativamente. Admito que a vontade de sair de casa, retomar a vida, possa estar aumentando em cada um de nós. O apelo para ficarmos em casa pode até já nem mais fazer o mesmo efeito. Mas o apelo se mantém.
Quando começa o dia, antes de entrar no ar na rádio Eldorado, recebo sempre uma mensagem do médico Dr Ronaldo Benedet Barroso. Eu chamo ele de capitão dos guerreiros. É médico coordenador técnico da rede pública de saúde em Criciúma. Como ele há vários outros capitães. Na rede pública e privada.
Ele capitania equipe de verdadeiros guerreiros: o nosso pessoal da saúde. Como em Criciúma tem em todas as cidades. Como na rede pública, tem o pessoal da rede privada.
Pois então: quando começo o dia recebo do Ronald um relatório da noite anterior. Confesso que recebo e sempre imagino que vou ouvir um relato do aumento dos casos. Do agravamento dos casos. Felizmente não é o que ocorre.
Repetem-se dia após dia relatos de noites tranquilas. Sem aumento de casos. Nada igual a sexta-feira passada quando saímos do zero e fomos a nove casos em Criciúma. Quando digo que espero ansioso pelo relatório é porque temo que sejam notícias ruins. Não são. Que bom. Mas não são porque o cenário está sendo anunciado pior do que é ou porque nós estamos fazendo a coisa certa????
Prefiro ficar com a segunda opção.
Mas insisto que a nossa capacidade de permanecer assim, de alguma forma improdutivos nos atormenta tanto quando a doença. Lembro logo que o falido se recupera, o falecido não. Que estamos protegendo a vida.
Mas convenhamos, é possível sim proteger a vida e proteger o produtivo.
Criatividade com responsabilidade.
Lidamos com o desconhecido e por isso cada dia pode e deve ter um avanço.
Avançar um pouco. Criar a forma de manter os cuidados e ir produzindo.
O que precisa ficar evidente é que prioridade não é o que nós decidimos. Prioridade não é o que eu penso ser, mas sim aquilo que prioriza o coletivo.
Vamos aprendendo que puxamos o freio ao extremo. Que dá para ir soltando.
Mas que não somos que vamos fazer isso pela nossa vontade.
O livre arbítrio acaba ante a realidade do coletivo.
Por isso, compreendendo a necessidade e confessando a possibilidade de que muitas coisas podem ser flexibilizadas: o alerta de hoje é de que aguardemos que pela consciência coletiva – ou seja pelas orientações – para flexibilizar alguma norma.
A realidade vai nós ajustando, as coisas vão começar a ser liberadas, mas tudo ao seu tempo. Por enquanto o risco ainda existe. Não sejamos irresponsáveis.
Que eu tenha a consciência de que: toda vez que pensar que as regras se danem, estarei agindo como aquele que eu classifico de calhorda que assalta a pátria. Sim, porque estarei pensando apenas em mim....

Coronavírus nas nossas vidas

 personJoão Paulo Messer
access_time23/03/2020 - 12:22

Sim hoje é segunda-feira. Confesso que já me perdi no tempo. É necessário conferir no calendário. – Segunda-feira, 23 de março. Nós, na rádio Eldorado, trabalhamos no fim de semana todo. Recolhidos em nossas casas, mas trabalhamos normal. Aliás eu penso que todos estamos assim.
Seja qual for nossa atividade, se a tecnologia e outras circunstâncias e acessórios nos permitem, estamos em casa. Afinal, este é o apelo das autoridades. O limite é a sacada ou no máximo o pátio, para que o tem.
É tudo muito estranho. Parece prisão, mas isso tem outro nome: chama-se consciência.
Foram-se quatro dias e esta semana está só começando e promete ser inteiramente assim, em casa. Ainda não dá para afrouxar as rédeas. As autoridades garantem que ficar em casa nesta semana será ainda mais importante.
Mais afinal, quando isso acaba???
Dizem que ainda vai longe.
A esperança é de que a gente vá se acostumando, adaptando à realidade e à necessidade.
Necessidade de se manter em casa, mas a realidade de que algumas coisas podem e devem ser feitas para não parar totalmente a economia. Sem perder o foco no cuidado com a saúde pública dá sim para irmos encontrando alternativas.
E se alguém acha que tudo isso é um exagero, saiba que as atitudes de Criciúma estão sendo elogiadas. Neste domingo Criciúma foi citada na página de facebook do presidente da república Jair Bolsonaro, porque o governo municipal foi o primeiro a solicitar o apoio do exército. Aqui não se desprezou forças para enfrentar o inimigo.
Nos grupos médicos de outros centros do país, e há áudios confirmando isso nas redes sociais, a força tarefa da Unimed de Criciúma é citada como modelo. Se o Estado foi bem nas medidas, Criciúma seguiu na mesma linha.
Os atos e decretos adotados pelo governador na semana passada, começam a ser adotados agora por seus colegas em outros Estados. Os atos e práticas adotados pelo prefeito de Criciúma estão sendo adotados em várias outras cidades. Quer dizer, os nossos atos como criciumenses ou sulcatarinenses, estão certos, sim. A gente está puxando fila no combate ao Coronavírus.
Defina você como quiser, mas isso tudo parece muito estranho. Parece uma terceira guerra mundial. Uma guerra sem nenhum aparato bélico. A arma é a consciência. O inimigo é invisível. Nós somos todos aliados. Ou será que tem algum inimigo na “trincheira”?? Alguém que ainda não entendeu bem o que está acontecendo?
A ganância agora é suicídio. É uma granada que explode na mão.
Acho difícil que alguém vai sair dessa sem tirar muitas lições.
Há quem diga que a humanidade vai sair dessa mais consciente. Diferente. Não sei, mas que tem gente que vai sair dessa conhecendo melhor a sua própria família.