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Criciúma promove plantio de 400 árvores em parques municipais

commentJornalismo access_time20/10/2026 08:30

Iniciativa reúne estudantes, servidores e moradores para ampliar as áreas verdes e incentivar a conscientização ambiental.

Criciúma: Campeonato Municipal de Futebol 50+ tem 14 gols na primeira rodada

commentEsporte access_time19/10/2026 16:45

Destaque foi a goleada de 11 a 0 do São Luiz sobre o Amigos do Leka

Criciúma e São Bernardo se enfrentam pela quarta vez na história

commentCriciúma EC access_time16/10/2026 10:30

O Tigre soma duas vitórias e um empate nos três confrontos anteriores

ACÉLIO FORA DO GOVERNO

access_time05/12/2018 - 00:23

A entrevista coletiva da última segunda-feira deixou alguns respingos da fala dos integrantes da equipe de transição à gestão de Saúde no Estado. Isso combinado ao anúncio de um novo nome para a pasta pode ser uma sinalização de que cai por terra qualquer perspectiva do atual Secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande permanecer na pasta, mesmo que em cargo Adjunto, por exemplo. Outro ingrediente é a vinculação partidária de Acélio (MDB), já que são fortes as críticas de que o novo governador vem formando seu time com nomes técnicos ligados ao partido que está no governo, fato que ele repudiava como “fake news” quando explorado durante a campanha eleitoral.

SEM FÉRIAS
Acélio Casagrande comentou ontem que não tem nenhum plano encaminhado a partir de janeiro, senão a certeza de que não quer sair da saúde, nem parar, mesmo que seja por alguns dias. Descarou a possibilidade de fazer um período sabático. Pode assumir alguma Secretaria Municipal de Saúde.

O NOVO
O médico do Corpo de Bombeiros, Helton de Souza Zeferino, médico e especialista em administração de segurança pública será o novo Secretário de Estado da Saúde. Sua indicação é uma escolha pessoal do governador Comandante Moisés.

QUASE UNÂNIME
Em nenhum outro caso houve manifestação das principais entidades ligadas à saúde pública em favor da manutenção do atual Secretário na pasta. Acélio Casagrande já foi adjunto e desde o fim do ano passado assumiu a pasta provocando uma verdadeira transformação na área mais crítica do governo.

DO SUL
No apelo pela permanência de Acélio Casagrande existe um ingrediente bairrista do sul, sim. Nem poderia ser diferente. Ele conseguiu em menos de um ano destravar, por exemplo, o projeto do primeiro hospital público de Criciúma, o Materno Infantil Santa Catarina. Ontem entregou a Policlínica de Araranguá, entre dezenas de outras obras.

FORÇA DA ADA
Reconhecido por suas qualidades o atual Secretário de Estado da Administração Prisional, Leandro Lima, será reconduzido ao cargo pelo futuro governador. Este é o caso que mais repercutiu no ambiente político, já que ele foi tão estratégico no reconhecido sistema prisional quanto o foi na campanha da deputada estadual Ada Faraco De Lucca.

A EXPLORAÇÃO
Como todos previam que era impossível o governo cumprir o discurso de não teria pessoas vinculadas com “velhos” governos, a indicação dos reconhecidamente competentes técnicos Paulo Eli (ex-Paulo Afonso, ex-Luiz Henrique da Silveira e atual Eduardo Moreira – todos MDB) e de Leandro Lima, braço direito de Ada De Lucca (MDB), a repercussão das indicações foi grande. Fotos como a de Lima com Ada e MDB no peito correram as redes sociais.

NA ESUCRI
Na Esucri a chapa de oposição venceu a eleição do Diretório Central de Estudantes, realizada segunda-feira à noite. O novo presidente é o acadêmico Alexandre Pizzetti, do curso de Administração, Marketing e Publicidade. A Situação tinha como candidato a presidente o acadêmico Ney César, que perdeu por 142 votos a 69. Foi a primeira vez que houve disputa entre chapas para o DCE da Esucri.

ARARANGUÁ GANHA POLICLINICA
Inaugurada ontem em Araranguá uma moderna policlínica para atendimento de especialidades pelo SUS. Serviços de oftalmologia e cardiologia que provocam a “ambulancioterapia”, levando pacientes da região extremo sul à cpaital, cessam. De laguna até Passo de Torres estes casos passam a ser tratados em Araranguá. Havemos de lembrar que o então governador Raimundo Colombo anunciou a construção de 11 destas unidades em cidades estratégicas pelo Estado. A única que saiu do papel foi a de Araranguá. A unidade para atender a Amrec ganhou até terreno doado pelo empresário Zefiro Giassi, mas faltou comprometimento das autoridades da região.

PRIMEIRA FILA O suplente de deputado Édson Bez de Oliveira (MDB) estava na cadeira atrás do ministro Ricardo Levandowski, quando este foi xingado por outro passageiro. Foi no voo que saiu de São Paulo ontem às 11h30min com destino à Brasília.

DISSE O advogado Cristiano Caiado de Acioli, de 39 anos, filho de uma subprocuradora geral da república aposentada, dirigiu-se ao ministro e disse que se envergonhava dele (ministro) e do Supremo Tribunal Federal. Ainda em São Paulo o ministro ameaçou chamar a Polícia Federal, mas isso só ocorreu na chegada em Brasília. Ouvido, o advogado foi liberado.

NA PAUTA Está como item primeiro da pauta de hoje do STF o julgamento dos recursos que pode garantir ao deputado federal João Rodrigues a sua reeleição. Se perder vai continuar tentando, mas se obtiver ganho deve ser diplomado no dia 18 de dezembro. Neste caso Ricardo Guidi, de Criciúma, eleito deputado federal por Criciúma vai para a suplência.

DESAPEGANDO O governador Eduardo Moreira não compareceu ontem à inauguração da Policlínica de Araranguá. A informação é que ele está “desapegando” do poder. Que vem diminuindo o ritmo de agenda do cargo para chegar no dia 31 desacelerado.

CELESC O engenheiro da Engie, Clésio Poleto Martins, que foi convidado ontem pelo governador Comandante Moisés para assumir a presidência da Celesc, é homem de muito contato com o setor carbonífero.

CHIMARRÃO Um paramento cultural não vai sair da Casa da Agronômica. Trata-se da cuia de chimarrão, hábito comum na casa nos últimos sete anos com Raimundo Colombo, deixado de lado em 2018 por Eduardo Moreira, mas que volta com o Comandante Moisés.


FRASE DO DIA
“Que nada, a minha Europa é o Balneário Rincão...”
Secretário de Estado da Saúde, Acélio Casagrande, respondendo à sugestão que lhe foi dada para descansar em viagem pela Europa a partir de janeiro, antes de decidir que futuro terá.


EDITORIAL: Entre propostas e bate-bocas, a campanha eleitoral perde conteúdo.

 personJoão Paulo Messer
access_time20/10/2026 - 08:00

Diante de tudo o que temos visto nos últimos tempos e das cobranças pela falta de projetos, programas e ideias concretas nesta campanha eleitoral, precisamos fazer um mea-culpa. Quando digo nós, refiro-me à imprensa, aos ouvintes, aos leitores, enfim, aos brasileiros.

Ultimamente, estamos mais interessados nos perrengues do que nas propostas. Façamos um exercício de raciocínio sobre aquilo que prende a nossa atenção. Projeto ou falácia? Uma briga, um bate-boca ou a apresentação de uma proposta concreta de um candidato?

A cobertura jornalística do segundo turno da eleição, assim como ocorreu no primeiro, revela uma tendência de priorizar a espetacularização em vez do debate programático, profundo e prático.

Em busca de audiência, os grandes veículos transformaram a corrida eleitoral em uma narrativa permanente de cabo de guerra. E essa prática acaba sendo reproduzida por toda a imprensa.

A atenção excessiva às oscilações diárias das pesquisas faz do processo eleitoral uma espécie de disputa esportiva. Com isso, análises sobre economia e políticas públicas perdem espaço para os ataques entre campanhas e os bastidores das alianças políticas.

A imprensa acabou contribuindo para ampliar a própria polarização que tanto critica em seus editoriais. Cabe reconhecer essa responsabilidade, sem transferir a culpa ou procurar justificativas.

As redes sociais passaram a pautar telejornais, jornais e portais de notícias com controvérsias superficiais, deixando o eleitorado com pouca informação substantiva para definir seu voto nesta reta final.

E aí entra aquela famosa pergunta: afinal, o que vende? A desgraça ou a informação? A briga ou o debate? É isso que rende audiência?

Por que baixamos tanto o nível da campanha eleitoral, assim como temos feito em tantas outras discussões?

A espetacularização está nos consumindo. Já nem percebemos quando uma proposta é apresentada com seus detalhes. Preferimos, muitas vezes, um perrengue bem produzido, que nos faça rir ou zombar da cara do outro.

Será que estamos contribuindo para disseminar a desinformação enquanto alimentamos aquilo que tanto criticamos?

É um mea-culpa que merece a reflexão de todos nós.

EDITORIAL: Muito jogo truncado, pouca proposta e nenhum vencedor.

 personJoão Paulo Messer
access_time19/10/2026 - 07:30

A reta final das eleições virou aquele clássico arrastado de fim de temporada, em que os dois times entram em campo mais preocupados em não perder do que propriamente em vencer. Um Gre-Nal de nervos à flor da pele, com dois adversários de alta rejeição, muitas caneladas, faltas desnecessárias e balões para todos os lados. Futebol de pouca inspiração e muita confusão.

O juiz parece embriagado. Faz de conta que não vê metade do que acontece, deixa a partida correr e, em alguns lances, nem disfarça para quem está torcendo. O apito, que deveria impor equilíbrio, parece fazer parte do espetáculo.

Em qualquer clássico, o fator local costuma fazer diferença. Mas, neste estádio eleitoral, há uma particularidade: as arquibancadas estão mais ocupadas por quem torce contra o adversário do que por quem acredita no próprio time. É a rejeição ocupando o lugar da preferência.

No Gre-Nal de ontem, digo, no debate, as oportunidades de gol terminaram no mais absoluto empate. Flávio Bolsonaro chegou a acertar a trave ao trazer à tona o tema de Roberta Lusinguer, mas se atrapalhou na defesa quando ficou sem resposta sobre o dinheiro de Vorcaro. Atacou bem em um lance e deixou a zaga completamente descoberta no seguinte.

Do outro lado, Lula também não apresentou futebol de campeão. Quase marcou um gol contra ao chamar o carioca de malandro e demorou para reorganizar o esquema tático depois do susto provocado pela primeira bola na trave. Teve a posse da palavra, mas nem sempre soube o que fazer com ela.

O resultado é um confronto de muitos ataques pessoais, poucas propostas e quase nenhuma jogada capaz de entusiasmar a torcida. Dois candidatos tentando explorar as fraquezas do adversário, sem conseguir transformar as próprias virtudes em vantagem no placar.

A sensação é de que ninguém conseguiu sair na frente. E, quando falta futebol dentro de campo, resta convocar as torcidas para decidir no grito.

A prorrogação já tem data marcada. No próximo domingo, o eleitor será chamado a dar o apito final. E há uma diferença fundamental entre o futebol e a política: no estádio, um jogo ruim termina em 90 minutos. Nas urnas, o resultado fica por quatro anos.

EDITORIAL: Na reta final do segundo turno, promessas se multiplicam e desafiam a confiança do eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time16/10/2026 - 08:00

Fecha mais uma semana. Uma semana cheia, intensa, marcada pelo avanço da campanha eleitoral. Na próxima, o Brasil estará diante de uma decisão que vai definir os rumos do país pelos próximos quatro anos. É o segundo turno da eleição presidencial. A escolha do presidente da República Federativa do Brasil. Ó Pátria Amada, Brasil! Que escolha temos pela frente?

E quantas promessas surgiram nestes últimos dias! De repente, tudo parece possível. Segurança pública mais rigorosa, redução da maioridade penal, inclusive defendida por quem até então sustentava posição contrária. Redução da jornada de trabalho, mudanças na escala 6x1 e mais tempo de descanso para o trabalhador.

As apostas esportivas, as chamadas bets, também entraram no centro do debate. A regulação econômica ganhou novos discursos. No campo internacional, reaparecem compromissos de aprofundamento das relações comerciais. E até o corte expressivo de gastos públicos, assunto pouco explorado anteriormente, passou a ocupar espaço de destaque nas propostas.

Não para por aí. Surgem promessas de ampliação de benefícios, aumento de limites para os MEIs, transporte coletivo gratuito aos domingos e manutenção dos programas sociais. Bolsa Família, Bolsa Isso, Bolsa Aquilo. Tudo está no radar. Tudo cabe na propaganda eleitoral dos candidatos que disputam a corrida final.

O que chama a atenção não é apenas a quantidade de promessas, mas a velocidade com que algumas posições mudam. Propostas antes rejeitadas agora são defendidas. Assuntos até então esquecidos ganham prioridade. O discurso se ajusta conforme a proximidade das urnas.

E o eleitor? Até aqui, muitos brasileiros pareciam saber apenas o que não queriam. Agora, precisam se debruçar sobre aquilo que desejam para o país. Ou, melhor, sobre aquilo que acreditam ser possível realizar em um novo Brasil.

A questão não está apenas em escolher entre dois candidatos. Está em distinguir promessa de compromisso, discurso de realidade e intenção de capacidade para governar. Afinal, a campanha termina, mas os problemas brasileiros permanecem.

O Brasil precisa de escolhas responsáveis. E o eleitor, mais do que nunca, precisa avaliar o que é possível cumprir depois que as urnas forem fechadas.

Eita eleiçãozinha dura essa!

EDITORIAL: Que escala que nada; que descanso que nada. Professor vive o tempo todo ensinando

 personJoão Paulo Messer
access_time15/10/2026 - 07:25

Em um dia em que se trata de escala seis por um, deixa eu tomar por exemplo a efeméride mais importante deste 15 de outubro. Sim, hoje temos que falar muito além da escala seis por um. Falar da escala dos professores. Hoje é o Dia do Professor.

Hoje, 15 de outubro, não é só mais um dia qualquer no calendário: é o dia de olhar no olho e agradecer do fundo do coração a quem dedica a vida a formar gente. Ser professor é ter uma paciência infinita, um coração gigante e uma coragem de dar inveja, transformando qualquer cantinho de sala num lugar cheio de esperança e descoberta.

Os professores são os bastidores de todas as vitórias que a gente conquista na vida. São os primeiros a botar fé quando nem a gente mesmo acredita no nosso potencial. Naquela explicação paciente, no cuidado com cada dúvida e na palavra amiga nos momentos difíceis, dá para ver o quanto os professores torcem de verdade pelo nosso futuro.

A gente sabe que a rotina não é fácil, mas a vontade de ensinar e de ver o outro crescer sempre fala mais alto do que qualquer obstáculo. Educar vai muito além de passar matéria ou dar nota. Ensinar a pensar por conta própria, a respeitar os outros e a ter coragem para sonhar alto é fruto deste trabalho.

Um bom professor deixa uma marca tão profunda na gente que os anos passam, mas aquela lição de vida continua ali, bem viva na memória.

O professor ensina a gente a olhar o mundo com outros olhos, a questionar o que está errado e a acreditar que dá, sim, para ir muito mais longe. Quantas vezes um conselho carinhoso ou aquele "você consegue", na hora certa, foram o empurrãozinho que faltava para alguém não jogar a toalha?

O carinho e o esforço de um professor não param na sala de aula, vão longe, atravessam anos e mudam para sempre a história de tantas famílias. Mesmo quando as coisas ficam pesadas, a paixão pelo que o professor faz brilha forte e mostra o valor inestimável de quem escolheu educar com o coração.

Cada noite mal dormida preparando aula, cada prova corrigida com atenção e cada sorriso ao ver um aluno se dar bem carregam um amor imenso.

O professor não ensina só matérias, ensina a gente a ser ?ser humano?, a ter empatia e a encarar a vida de cabeça erguida. Hoje, o nosso "muito obrigado" vem carregado de emoção e de uma gratidão imensa por tudo o que doam todos os dias.

Que o mundo aprenda de uma vez por todas a valorizar, respeitar e dar o devido carinho a quem constrói o nosso amanhã. Professores são os heróis da vida real, gente de carne e osso que faz a diferença de verdade e deixa o mundo muito mais bonito.

Obrigado por dividirem tudo o que sabem sem pedir nada em troca e por mostrarem que o afeto e a educação podem mudar qualquer realidade. Que a alegria de ver o brilho no olho de cada aluno recompense cada esforço dessa caminhada tão bonita e desafiadora.

A cada professor e professora que passou pela nossa vida e deixou um pedacinho de si, o nosso abraço mais apertado e sincero.

Um feliz Dia do Professor, cheio de carinho, a todos vocês que, com tanto amor, fazem do mundo um lugar bem mais humano e acolhedor!

EDITORIAL: CasaPronta 2026 começa nesta quarta-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time14/10/2026 - 08:10

O setor de turismo de negócios no Sul de Santa Catarina reafirma continuamente sua pujança e dinamismo, impulsionando a economia regional de forma extraordinária. Exemplo claro dessa força é o início, nesta quarta-feira, de mais uma consagrada edição da Feira CasaPronta, evento que conquistou imensa repercussão nacional.

O encontro consolidou-se muito além de uma simples feira e exposição: transformou-se em uma grande vitrine para produtos, serviços e para a identificação dos maiores players da construção, do mobiliário e da decoração. Estar presente no evento virou uma espécie de cartão de apresentação indispensável; ficar de fora significa apartar-se de um setor que cresce vertiginosamente na região, acompanhando o ritmo intenso de Santa Catarina e do Brasil.

A CasaPronta motiva, ativa e desenvolve o segmento, criando novos desafios e parâmetros para um mercado que ganhou ainda mais impulso desde a pandemia, período em que as pessoas passaram a olhar de maneira diferente para seus próprios ambientes.

Pelos pavilhões, a circulação é intensa: observam-se expositores curiosos acompanhando o crescimento e a adaptação dos concorrentes, visitantes sem intenção inicial de compra que se deixam surpreender e públicos em busca de soluções para necessidades imediatas ou futuras que a própria feira revela. Trata-se de um ambiente vibrante de circulação, animação e geração de negócios.

O Sul do estado reconhece o empenho da Nossa Casa Feiras & Eventos, organizadora da CasaPronta e da Agroponte, que conta, desde sempre, com a parceria histórica da Rádio Eldorado como emissora oficial do evento.

Começamos o dia com este convite especial para celebrar essa grande festa do empreendedorismo.

EDITORIAL: Semana começa reaquecendo o debate sobre o segundo turno da eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time13/10/2026 - 08:00

A exatamente 12 dias de uma das eleições mais acirradas da história recente, o Brasil vive o ápice de um cenário em que o Judiciário se mostra profundamente politizado e a política se torna cada vez mais judicializada. As cortes eleitorais e os tribunais superiores viraram o centro das atenções, transformando cada controvérsia em disputa de liminares, enquanto o debate de propostas reais para o país é completamente sufocado.

A corda da polarização está esticada ao máximo, criando um ambiente sufocante de incertezas e de ruído constante. O modelo de propaganda adotado pelas campanhas escancara essa guerra tática e discursiva.

De um lado, Lula adota o tom de mobilização combativa nas redes ao falar em erguer um exército, uma marinha e uma aeronáutica virtuais no WhatsApp para furar o cerco judicial e garantir alcance direto aos eleitores.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro trabalha nos bastidores e no horário eleitoral para desarmar narrativas da oposição, buscando convencer a opinião pública de que seu eventual governo não irá extinguir programas sociais ou ferramentas populares do cotidiano, como o PIX.

O jogo de poder se desenrola por meio de movimentos estratégicos e silenciosos, operando no tabuleiro político com manobras que tentam inclinar o eleitorado no detalhe.

Contudo, para quem observa o cenário do Sul do Brasil, a sensação predominante é a de um quadro eleitoral praticamente sacramentado na região.

É sob este clima de tensão-limite, em que a disputa jurídica substitui a política, que se inicia a penúltima e decisiva semana antes das urnas.

EDITORIAL: A esperança de milagre precisa ser substituída pela vigilância permanente

 personJoão Paulo Messer
access_time09/10/2026 - 07:30

Acabamos de ouvir a nova realidade do Brasil. Dura até o próximo dia 25, assim como a edição anterior e mais recente durou até domingo passado. Problemas todos resolvidos. Soluções encaminhadas. O tempo de propaganda eleitoral é o tempo de um sonho na madrugada. Quando o brasileiro acorda, os problemas continuam.
E, quando tudo isso acabar e o Brasil começar uma nova fase, a partir de janeiro do ano que vem, a obesidade moral continuará lá, exposta e incômoda, corroendo a saúde emocional e econômica do brasileiro.
Não existe Mounjaro para a crise moral. Nem Flávio nem Lula provocarão o milagre da escultura moral do Brasil. Seja quem for o vencedor, a gordura imoral só se cura com uma longa e tenebrosa dieta.
Não existe Mounjaro para a crise moral. Os problemas do Brasil estão muito além da Presidência da República. É verdade que o primeiro turno da eleição parece ter dado a esperança de que a moralidade passe a ser tratada como doença, não como um momentâneo mal-estar.
O primeiro turno é como aquele obeso que fez o diagnóstico médico, comprou os medicamentos de acompanhamento da nova fase e fez a sua inscrição, inclusive com a sua facial registrada na academia. Tudo pronto. Agora é só começar a nova fase do país. Resgatar o peso ideal. Resgatar a moralidade. Devolver aos brasileiros a segurança mínima para não sofrer um infarto fulminante.
Não existe Mounjaro para o Brasil. O remédio é bem mais duro e não se trata de alguma coisa que se compre na farmácia ou se adquira vindo do Paraguai.
Quando a eleição passar, os problemas ainda não estarão resolvidos, vença quem vencer.
Por isso, a nossa missão é vigilância o tempo todo. Cada dia de esperança perdida significará um dia a menos na luta pela recuperação da moral brasileira.

EDITORIAL: Entre o otimismo do mercado e as dores da produção

 personJoão Paulo Messer
access_time06/10/2026 - 06:50

As manchetes que estampam os portais de economia retratam um Brasil em duplo movimento, onde o entusiasmo dos números contrasta com a rotina do setor produtivo. O recorde histórico do Ibovespa e o recuo do dólar demonstram a rapidez com que os grandes capitais reagem aos novos desenhos do cenário eleitoral.

O mercado financeiro opera assim: projeta horizontes com agilidade. No entanto, a economia que bate à porta do cidadão e das empresas exige bem mais do que euforia em telas de negociação. Exige estabilidade, regras claras e previsibilidade para quem, de fato, gera riqueza.

A pauta legislativa no Senado, ao avançar sobre a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, toca no coração da competitividade nacional. Reduzir a carga horária é um apelo social legítimo, mas não pode ocorrer à custa do sufocamento do setor produtivo ou sem um ganho real de produtividade.

Quando Brasília impõe novos custos sem contrapartidas claras, o resultado costuma ser o encarecimento da folha, a perda de competitividade das empresas regionais e a retração nas contratações formais.

Por outro lado, o país vê com otimismo as novas fronteiras energéticas na Margem Equatorial. A Petrobras demonstra a força da nossa engenharia e do potencial produtivo nacional, criando valor real para a sociedade.

Paralelamente, medidas de alívio, como o Desenrola 3.0 e o regramento das plataformas de apostas, tentam estancar feridas do endividamento doméstico. Mas o remédio definitivo para a renda não virá de paliativos ou do jogo. Virá do trabalho com segurança jurídica, responsabilidade fiscal e ambiente favorável a quem produz.

EDITORIAL: O Sul é o grande vencedor desta eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time05/10/2026 - 10:20

De novo, não temos nome na majoritária. Isso era sabido. Mas o Sul tem sete deputados estaduais e sete deputados federais.

A campanha do Voto Pelo Sul funcionou e funcionou bem.

Nunca tivemos um resultado tão expressivo em se tratando de representação na Câmara dos Deputados. Nenhuma cidade jamais conseguiu a façanha que Criciúma, sozinha, alcança: ter sete deputados federais, de diferentes perfis e correntes ideológicas. Tem direita, tem esquerda, tem centro, tem agro e tem a ponderação de um dos políticos mais experientes do Estado.

Num Estado e numa região amplamente conservadores, de direita, foi feita barba, cabelo, bigode e sem careca, como definiu ontem o comentarista Upiara Boschi.

Flávio Bolsonaro chega na frente para o segundo turno, antes mesmo de receber os votos dos candidatos que dividiram a direita.

O Brasil abre horizonte para o cenário que deseja, busca e sonha, como alternativa para reverter o quadro de um país decadente na economia, na moral, nos costumes e naquilo que é básico a uma sociedade: a segurança na Justiça.

A eleição de ampla maioria de direita no Senado Federal traz a expectativa de que os absurdos do Supremo Tribunal Federal não sejam mais tolerados e de que os ministros que, até agora, vinham brincando de casinha na mãe Joana com a pátria Brasil tomem o caminho do que preconiza a Justiça ou é melhor ir arrumando as malas.

A resposta dada nas urnas, especialmente na metade sul do Brasil, parece ter deixado claro aos novos senadores que não há mais espaço para a inoperância dos que lá estão até então.

Está começando o que eu acredito ser o último movimento antes de uma revolução social.

As urnas nos deram luz àquela expressão: agora vai ou racha.

Editorial: Movimento Voto Pelo Sul destaca a eleição de representantes da região

 personJoão Paulo Messer
access_time05/10/2026 - 06:45

O movimento Voto Pelo Sul, abraçado por entidades lideradas pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic), com o apoio de diversos parceiros, comemora os resultados das eleições.

Segundo os números apresentados pelo movimento, o Sul elegeu sete deputados federais, conquistando sete das 16 cadeiras de Santa Catarina na Câmara dos Deputados. Seria a maior representação já alcançada pela região. Dos sete eleitos, seis são de Criciúma.

Os deputados federais eleitos são Júlia Zanatta, Júlio Garcia, Giovana Mondardo, Geovânia de Sá, José Milton Scheffer, Ricardo Guidi e Daniel Freitas.

Para a Assembleia Legislativa, foram eleitos Clésio Salvaro, Guilherme Colombo, Jessé Lopes, Ulisses Gabriel, Pepê Colaço e Rodrigo Minotto.

O resultado é comemorado pelas entidades envolvidas no movimento como um avanço da representatividade política do Sul catarinense.

Editorial: Decisões de última hora ampliam a insegurança jurídica.

 personJoão Paulo Messer
access_time02/10/2026 - 08:00

Um episódio vergonhoso, patrocinado pelo Supremo Tribunal Federal, escancara a nossa trágica e profunda insegurança jurídica perante o próprio país.

Ao atropelar a lei, o ministro Gilmar Mendes determinou mudanças na última hora do derradeiro debate desta eleição, provocando o seu cancelamento. Não aconteceu o debate da Globo.

Já não é mais possível convivermos com essa instabilidade e com incertezas constantes. Como diz a música, isso aqui está virando a casa da mãe Joana, onde as regras do jogo são alteradas e rasgadas por quem deveria guardá-las.

Fica evidente para a nação que o Supremo já não respeita mais limites. Não há por que respeitar o Supremo.

Os togados, infelizmente, consideram-se deuses acima da lei, muito além do bom senso e de tudo aquilo que é minimamente razoável e admissível pelo povo brasileiro.

Mas o que mais lamento é observar que as grandes forças vivas do Brasil, que deveriam atuar como escudos da sociedade, estão hoje caladas e prostradas.

Instituições de peso, como o Conselho de Justiça, e digo que a própria OAB precisa gritar mais alto, e as confederações dos mais diversos setores estão, vergonhosamente, de braços cruzados diante de um grupo intocável.

O Brasil está se submetendo a quem zomba do brasileiro.

E zomba do brasileiro embolsando milhões de reais na cara dura, à luz do dia e de forma reiterada, sem qualquer tipo de pudor, com contratos, com tudo no papel.

O 8 de janeiro, por mais absurdo, irresponsável e patético que tenha sido, figura na nossa história recente como a única e triste reação brasileira.

Não é possível que a gente aceite, para sempre, sermos um inerte país de bananas.

Não é admissível que sejamos um país que tenha, em suas próprias bases, lideranças institucionais tão covardemente submissas, amedrontadas e passivas quanto as que hoje vemos sentadas e confortáveis no Senado Federal e nas mais altas representações.

Eles que deveriam, por juramento, lutar pela população.

A nossa indignação profunda é o último reduto de um povo completamente exausto, que assiste à democracia ser desfigurada e clama pela devolução do próprio país.

Editorial: O amanhã será melhor. É o que acredita a maioria dos brasileiros.

 personJoão Paulo Messer
access_time30/09/2026 - 08:10

As mais recentes pesquisas de opinião revelam um retrato intrigante da alma brasileira, segundo uma matéria do jornal Correio Braziliense. Embora as dores do presente continuem pesando sobre o orçamento das famílias, a curva das expectativas em relação ao amanhã aponta para uma vigorosa retomada do otimismo.

Curiosamente, essa esperança surge menos de uma crença nas estruturas políticas e mais de uma aposta pragmática na própria capacidade do cidadão de superar gargalos e reconstruir sua rotina.

O eleitorado demonstra amadurecimento ao enxergar com sobriedade as promessas de palanque, enquanto projeta dias melhores para a economia doméstica e para o horizonte do país. Há uma nítida demanda por responsabilidade fiscal, eficiência na gestão pública e segurança, pilares sem os quais qualquer projeção positiva se esfazela.

Esse ambiente desafia o próximo ciclo de governo a corresponder a uma população que não aceita mais diagnósticos superficiais, mas exige entregas concretas no combate à inflação e na melhoria dos serviços básicos. A mensagem captada pelos levantamentos é direta: o brasileiro deseja estabilidade para prosperar por conta própria e rejeita crises permanentes como método.

Cabe às lideranças compreender que essa confiança não é um cheque em branco, mas, sim, um voto de exigência por maturidade institucional e previsibilidade. O futuro do Brasil depende da capacidade de transformar essa esperança do povo em uma agenda real de desenvolvimento sustentável e justiça social.

Editorial: Em meio ao excesso de informação, a decisão continua nas mãos do eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time29/09/2026 - 08:00

O ato de votar é, por excelência, um exercício de soberania pessoal que não pode ser terceirizado. Conforme nos aproximamos do momento decisivo diante da urna, somos metralhados por uma tempestade constante de estímulos que tenta desviar o foco do que realmente importa.

As convicções do eleitor, frequentemente construídas ao longo de anos de observação e vivência, enfrentam um cerco sem precedentes de pressões externas e ruídos calculados.

Há muito tempo, o horário eleitoral gratuito deixou de ser um espaço confiável de apresentação de propostas, transformando-se em um espetáculo publicitário superficial. Paralelamente, o ecossistema de informações tornou-se tão complexo e polarizado que mesmo a imprensa tradicional, por vezes, mostra-se insuficiente para oferecer diagnósticos conclusivos.

Hoje, alcançar a clareza exige um esforço deliberado de acompanhamento contínuo. Afinal, vivemos uma dinâmica exaustiva em que a checagem é desmentida e o próprio desmentido passa a ser questionado, em uma espiral de contrainformações.

Diante desse cenário saturado, a filtragem rigorosa do que consumimos não é apenas uma recomendação de segurança, mas uma ferramenta de defesa da própria autonomia de pensamento. É fundamental proteger o julgamento individual contra os contágios emotivos das redes e o alarmismo passageiro, preservando a coerência com os próprios valores e princípios históricos.

Ainda assim, mesmo diante do ceticismo justificável com o processo informativo, uma certeza permanece inabalável: a centralidade absoluta do voto.

Reter o voto ou distanciar-se da urna por meio da abstenção não representa um protesto eficaz. Representa tão somente a abdicação do próprio poder. Ao renunciar à sua escolha, você autoriza terceiros a desenharem o futuro da sua comunidade e do seu país sem a sua participação.

Que a dúvida razoável sobre as fontes não se traduza em apatia democrática. Filtre os ruídos, valorize a sua trajetória e exerça com firmeza o seu direito nas urnas.

O seu voto é a sua voz principal.

Editorial: A semana decisiva para o eleitor

 personJoão Paulo Messer
access_time28/09/2026 - 08:00

Estamos a poucos dias de um dos momentos mais solenes da nossa vida em sociedade: o dia de ir às urnas. O voto não é um simples ato burocrático, mas a ferramenta mais poderosa de uma democracia, um direito conquistado à custa de muita história e que jamais pode ser desperdiçado.

Chegamos à semana decisiva, aquele instante em que o barulho das campanhas deve dar lugar à sobriedade da escolha individual.

Diante da responsabilidade de digitar seis votos, deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente, a preparação torna-se indispensável. Trata-se de uma jornada extensa dentro da cabine, com muitos números a memorizar. Por isso, vale reservar alguns minutos destes últimos dias para pesquisar a trajetória dos candidatos e preparar a tradicional ?colinha? em papel.

Mais do que preencher espaços, esse exercício de informação protege o cidadão contra promessas enganosas e pressões externas que tentam interferir em convicções construídas com maturidade.

Lembre-se, acima de tudo, de que o voto é uma decisão estritamente pessoal e inviolavelmente sigilosa. No isolamento da urna, ninguém tem como saber a sua escolha. Essa garantia de liberdade assegura que apenas a sua consciência guiará sua decisão.

Votar com consciência nesta reta final é a forma de buscarmos um futuro alinhado aos nossos valores e às expectativas coletivas.

O fato novo na eleição

 personJoão Paulo Messer
access_time26/09/2026 - 16:16

O sábado que conta uma semana para a eleição trás um cenário novo no jogo político para o gverno do estado. O governador Jorginho Mello deixou de comparecer ao debate promovido pela NDTV, apeasar de manter confirmação até a última hora. No mesmo dia um vídeo de João Rodrigues reagindo à peça de propaganda eleitroal na TV, que resgata o fato dele ter sido preso pode mexer no emocional de alguns eleitores. A dúvida é sobre qual é o tamanho deste fato para o eleitorado.

Joginho Mello segue liderando as pesquisas com indicativo de vitória no primeiro turno, João Rodrigues e Gelson Merísio não reagem como se esperava na reta final e só um fato muito forte pode alterar este cenário.

O que passou a se questionar nos bastidores da política é até onde a ausência de Jorginho de mais um debate pode colcoá-lo com a pecha de covardia, ou algum adjetivo deste tipo, já que em tempos de eleições tudo é interpretado no radical.

A mesma interpretação vale para o que João Rodrigues alega ter sido jogo baixo de Jorginho ao explorar a prisão que o próprio governador atual defendeu na época como uma grande injustiça.

Assim, fatos para mexer com os números há, o que não há é a percepção de que o eleitor esteja interessado nesta eleição. Tudo parece muito inerte e o eleitor distante de fatos que mexem sim no meio daqueles que já tem voto definido.