Sul do Estado mantém crescimento econômico
De oito indicadores analisados no Boletim de Conjuntura Econômica da Acic, seis registram alta na comparação com o ano passado.
Os indicadores recentes de atividade econômica no Sul de Santa Catarina apresentam-se de forma positiva até este momento de 2025, como mostra o Boletim de Conjuntura Econômica elaborado pelos economistas Leonardo Alonso Rodrigues e Alison Fiuza e disponibilizado pela Associação Empresarial de Criciúma (Acic).
Dos oito principais tópicos elencados com base em dados oficiais e analisados pelos especialistas, seis registraram variações favoráveis. O documento completo está disponível para consulta no site da entidade.
“Essa é uma notícia muito positiva para a região, que segue crescendo mesmo com a instabilidade no cenário nacional. Com os juros elevados, era de se esperar uma redução nos investimentos e o consequente recuo nas atividades econômicas, mas na prática não é o que se observa no Sul do Estado”, ressalta o presidente da Acic, Franke Hobold.
Uma demonstração disso é o saldo de abertura de empresas, que registrou aumento de 22% no acumulado de janeiro a maio, em comparação ao mesmo período do ano passado. Já o crescimento no consumo de energia cresceu 19,9% no primeiro trimestre no comparativo com o ano anterior.
No primeiro semestre, as importações registraram alta de 8,3% na mesorregião, em relação a igual período de 2024, apesar do recuo de 29,4% nas exportações no acumulado deste ano comparado ao do ano passado.
Computado até maio, o saldo de empregos formais também recuou, mas a queda de 0,9% no comparativo com o mesmo período do ano anterior ficou bem abaixo da média estadual, que foi de -14,1% no acumulado de janeiro a maio.
Por outro lado, a frota de veículos teve crescimento de 3,7% na comparação entre maio de 2024 e o mesmo mês de 2025. Assim como também cresceram no primeiro semestre deste ano a geração do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores – IPVA (5,5%) e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS (1,8%).
Análise
“Esses resultados refletem um ambiente econômico local dinâmico, ainda que impactado por oscilações nos mercados nacional e internacional. O Sul catarinense segue demonstrando capacidade de crescimento em diversos setores da economia, apesar das adversidades conjunturais”, analisa Rodrigues.
“Essa resiliência tem se manifestado em Santa Catarina e nas economias regionais, como em particular a do Sul do Estado, cuja base produtiva diversificada tem sustentado os resultados positivos”, reforça Fiuza.
Síntese
A partir de agora, a Acic passa a disponibilizar trimestralmente, também, a Síntese Econômica das Mesorregiões de Santa Catarina, Criciúma e Brasil, igualmente elaboradas pelos economistas Leonardo Alonso Rodrigues e Alisson Fiuza.
A publicação traz números nacionais, estaduais, regionais e municipais comparativos, com base em dados oficiais, de seis indicadores: saldo de empresas, saldo de empregos formais, exportações, importações, consumo de energia e geração de ICMS (nesse caso, excetuando o Brasil, por tratar-se de um imposto estadual).
Colaboração: Deize Felisberto - Asssessora de Comunicação da ACIC
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