Opinião: OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE
Texto: Willi Backes.
Segundo consta no Antigo Testamento, no Levítico 24:20, por intermédio de Moisés, ficou determinado em estatuto civil para àqueles tempos que os pecados cometidos teriam como sentença o “Olho por Olho, Dente por Dente”. No Latim está claro no “Lex Talionis”. Curto, reto, determinante e sem recurso.
Com a desculpa de se fazer justiça através da justiça interpretativa, notadamente nos escritos brasileiros, ao longo dos séculos foram adicionados recursos, sobre recursos, dos recursos já efetuados. Instâncias sem número especificados, infindáveis. Não nos esqueçamos dos “embargos infringentes”. Tem também o foro privilegiado, a liberdade de imprensa, o “faça o que eu digo e não faça o que eu faço”.
MUITOS AJUNTADOS, MAS FORAM MINORIA.
Nas eleições presidenciais de 2018, Jair Messias Bolsonaro eremita no princípio e depois evangelista usuário da frase bíblica “fale a verdade e a verdade vos libertará”, enfrentou a maior força contrária já formada no Brasil. Ao redor de um só cocho, juntaram-se inúmeras espécimes famintas e dependentes da fonte alimentadora.
Quase que todas agremiações partidárias, ex-presidentes, candidatos à presidência, grandes conglomerados econômicos, sindicatos de toda ordem e eram mais de 15 mil, funcionalismo público e das estatais, estruturas funcionais do próprio governo, universidades públicas e seus catequisados, representantes mandatários ungidos da CNBB, OAB e STF, artistas e arteiros, a distinta maioria dos meios de comunicação dos poderosos absolutos aos rastaqueras regionais, todos reunidos ao redor das “tetas” oficiais, uns mamando sôfregos e outros se abastecendo das gotas espraiadas.
AQUI SE FAZ, AQUI SE PAGA.
O que surpreendeu esse agrupamento pecaminoso foi a perspicácia analítica da cidadania tradicional e ordeira. Foram mais de 57 milhões de digitais avalistas que acreditaram no apostolado solitário do Messias.
O poder até então instalado, viciado, beneficiado, corrupto e corruptor, não se desmancha ou desmanchara facilmente. Não será através de conversas moderadoras. A formação militar do Presidente e o comando ao seu redor, com esperança dos milhões avalistas, tem claramente na Bandeira Nacional o maior dos compromissos e objetivos funcionais: ORDEM E PROGRESSO.
Assim como nas batalhas, se não for na conversa e consequente rendição, vai ser no confronto, na subjugação. Perdão aos remidos, exclusão social aos pecadores persistentes contumaz.
Reportagem: Jornalismo Eldorado
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