Notícias em destaque

Criciúma avança nas obras da nova sede da Câmara de Vereadores

commentJornalismo access_time04/09/2026 18:00

Obras foram retomadas após visita técnica ao local

Içara: inscrições abertas para o Campeonato Municipal de Futsal

commentEsporte access_time02/09/2026 21:30

A competição terá início no mês de setembro

Tigre pega o Fortaleza em casa neste domingo

commentCriciúma EC access_time22/08/2026 11:31

Sete pontos separam o Criciúma do seu adversário

ENCONTRO PROTOCOLAR

access_time16/04/2019 - 00:22

Tudo o que é protocolar é necessário em se tratando de movimentos pela conquista de ações de governo. Foi o que aconteceu ontem em três cidades do Sul, como de resto em que os deputados foram às suas bases ouvir as pautas prioritárias. Não foi apenas em Araranguá pela manhã, em Criciúma a tarde e Tubarão à noite, mas em quase todas as principais cidades. Do encontro de Criciúma só não participaram dois deputados federais: Daniel Freitas e Giovânia de Sá, ausências justificadas com a pauta de Brasília. Ricardo Guidi representou o parlamento federal do Sul. A reunião não definiu nada, mas sem o encontro ficaria faltando a primeira etapa de um movimento que o Legislativo vai fazer.

AS PAUTAS
Em Criciúma repetiram-se pautas antigas, mas duas delas tiveram ressonância diferente. Uma é o Centro de Inovação Tecnológica, que deve ser instalado em parceria com a Unesc. Este tema foi citado de forma acentuada pelo deputado estadual Júlio Garcia, que para tratar do assunto já esteve na universidade e recebeu a reitoria em seu gabinete. O outro assunto é a conclusão do Anel de Contorno Viário.

OS DISCURSOS
Chama atenção nos discursos dos deputados a expressão “enrolam-se as bandeiras partidárias”. Parlamentares como a Ada De Lucca (MDB), que vem de um período de 16 anos “com o bolim na mão” – era governo – acentuou a necessidade deste termo “guardar bandeiras”. Pelo visto nem os que desfraldam a bandeira do PSL, que é o partido do governo, veem vantagem em ter a credencial governista.

ESTÁ RESOLVIDO
A RDL administradora do aeroporto regional de Jaguaruna, informou ontem ao presidente da Associação Empresarial de Criciúma, Moacir Dagostin, que o problema que impede a operação da companha LATAM no Sul do Estado está em fase de solução. O governo do Estado e a companhia teriam entrado em acordo. Resta aguardar para conferir.

SEGURANÇA
Aos olhos de quem vem acompanhando o impasse LATAM e o aeroporto de Jaguaruna a solução não parece tão simples assim. O governo anuncia que firmou uma espécie de acordo que assegura solução do problema dentro em breve. Até então a informação era de que faltava equipamento e pessoal de segurança, por isso a empresa não operava no local. Ora, de intenções firmas a aviação não opera. Ela opera quando há solução, não promessa.

MINEIROS
O deputado federal Daniel Freitas esteve ontem com o Secretário Especial da Previdência no Ministério da Economia, Rogério Marinho, para tratar dos casos de aposentadorias especiais, entre elas, as dos mineiros. Deve ser apresentada emenda específica para a categoria.

FALTA DE DECORO
Entidades da imprensa de Santa Catarina entraram com processo contra a deputada estadual Ana Campagnolo (PSL), por falta de decoro. Ela reagiu de maneira “mal-educada” ao ser questionada sobre o uso de diárias para viagens que coincidiam com eventos particulares.

REPERCUSSÃO
A reação da classe de jornalistas Brasil afora teve repercussão com leituras que a tratam como “a deputada maconheira” como na Gazeta do Povo em Curitiba. Isso em virtude das publicações que a parlamentar fez antes de ser eleita, referindo-se à droga ilícita.

NÃO É COMIGO
Até então o caso da deputada Ana Campagnolo não teve qualquer reação, seja do seu partido PSL, dos colegas de bancada, da Assembleia Legislativa ou do governador que é do seu partido. A dúvida é se é omissão ou se há no silêncio uma crítica velada no tom que a deputada fez aos jornalistas.

GUERRA SINDICAL
A prefeitura de Criciúma ganhou liminar no Tribunal de Justiça de Santa Catarina onde fica desobrigada a descontar da folha de pagamento a contribuição sindical. Em primeira instância, a decisão havia sido favorável ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais. A prefeitura não chegou a fazer desconto alegando que nunca foi notificada. A reforma trabalhista alterou a forma da contribuição sindical. Ao deixar de ser obrigatória a contribuição o servidor precisa procurar o sindicato ou pagar a contribuição através de um boleto. Isso significa redução significativa, seja dos sindicatos patronais ou laborais. Sem a contribuição os sindicatos fragilizam. Esta decisão saindo às vésperas de período de negociação salarial é nitroglicerina pura.

NA ÁREA O empresário Anselmo Freitas, cujo nome está cogitado para ser candidato a prefeito pelo PSL em Içara, começou a aparecer em encontros políticos. Ontem ele esteve nos bastidores da reunião dos deputados com lideranças da região da Amrec.

TÁ NA LISTA Outro personagem que voltou a circular no ambiente de encontros políticos, especialmente quando está presente o deputado Júlio Garcia (PSD) é o chefe da Receita Estadual em Criciúma, Robson Gotuzzo, que ontem prestigio evento dos deputados na ACIC.

TÁ LIGADO O novo presidente da Celesc fará uma visita à nova sede da empresa em Criciúma, amanhã às 10h30min. Cleicio Poleto Martins faz a primeria visita ao local que começou a atender o público no dia 1º de março.

DESPEDIDA Será sepultado hoje em Santa Rosa de Lima, o ex-prefeito Turíbio Stüepp, aos 71 anos. Foi prefeito em duas ocasiões: de 1983 a 1988 e de 1993 a 1996. Morreu em consequência de uma crise de arritmia cardíaca e trombose nos membros inferiores. Ele estava internado em Tubarão.

FRASE DO DIA
“O que eu mais tenho ouvido é que o João Rodrigues fica com seus direitos políticos reestabelecidos e eu fico com o meu mandato”.
Ricardo Guidi, deputado federal ao responder as muitas perguntas, ontem, sobre o seu futuro político depois que o correligionário João Rodrigues obteve liminar deferida pelo ministro Gilmar Mendes.


Editorial do Programa João Paulo Messer foi transmitido diretamente do campus universitário

 personJoão Paulo Messer
access_time22/06/2026 - 11:10

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o Programa João Paulo Messer foi realizado diretamente do campus da Unesc, em uma edição especial dedicada aos 58 anos da Universidade do Extremo Sul Catarinense. A data serviu não apenas para celebrar a trajetória da instituição, mas também para refletir sobre sua contribuição ao desenvolvimento econômico, social e cultural do Sul de Santa Catarina.

Ao longo de quase seis décadas, a universidade consolidou-se como uma das principais forças transformadoras da região. Desde os tempos da Fucri até a estrutura universitária atual, a Unesc construiu uma identidade baseada no compromisso comunitário, mantendo uma conexão permanente com as necessidades da sociedade.

Durante a transmissão especial, a pró-reitora de Ensino, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou a importância desse modelo de gestão e da proximidade com a comunidade. Segundo ela, a universidade mantém-se em constante evolução para responder às demandas que surgem na região, transformando conhecimento em soluções práticas para os municípios do Sul catarinense.

Esse modelo assegura que os recursos gerados sejam integralmente reinvestidos em ensino, pesquisa, extensão e infraestrutura. O resultado aparece no fortalecimento de serviços gratuitos oferecidos à população, como as clínicas integradas de saúde, os projetos de extensão, a assistência jurídica e as iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

A relevância da Unesc também se reflete além dos limites da região. Durante a entrevista, a secretária de Estado da Educação e reitora licenciada da instituição, Luciane Bisognin Ceretta, ressaltou o papel de vanguarda exercido pela universidade no cenário catarinense. Para ela, a experiência construída ao longo de décadas por uma universidade comunitária tornou-se referência para ampliar oportunidades educacionais e contribuir para o desenvolvimento do estado.

Mais do que formar profissionais qualificados, a Unesc desempenha papel estratégico na retenção de talentos, no fortalecimento da economia regional e na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Ao celebrar seus 58 anos de história, a universidade reafirma sua vocação de transformar conhecimento em desenvolvimento e de continuar sendo protagonista no futuro do Sul catarinense.

Defesa Civil acelera medidas preventivas diante do alerta climático

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 09:45

A iminente formação e o avanço do fenômeno climático El Niño acenderam o sinal de alerta em Santa Catarina. Com previsões indicando aumento expressivo no volume de chuvas, temporais intensos e riscos elevados de enchentes e deslizamentos durante o inverno e nos meses seguintes, os municípios catarinenses correm contra o tempo para reforçar suas estruturas de prevenção.

O próprio Governo do Estado oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias, mobilizando órgãos estaduais e municipais para reduzir os impactos de possíveis desastres naturais.

No Sul catarinense, a preocupação já se traduz em ações concretas. Em entrevista concedida nos estúdios da Rádio Eldorado, integrantes da linha de frente da Defesa Civil de Criciúma — o diretor Fred Gomes, ao lado de Tadeu Vassoler e Guilherme Alexandre Colombo — detalharam o plano de contingência que vem sendo executado no município para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

Plano de ação em Criciúma

Segundo a equipe, os trabalhos estão concentrados em três frentes principais, priorizando medidas preventivas antes que os volumes de chuva atinjam níveis críticos.

A primeira delas é o desassoreamento e a limpeza de rios e córregos. Entre as ações em andamento está a manutenção preventiva do Rio Sangão e de diversos cursos d’água que cortam a cidade. A retirada de sedimentos, entulhos e árvores caídas busca garantir melhor vazão e reduzir o risco de alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

Outra frente é o monitoramento aéreo e o mapeamento das bacias hidrográficas. Recentemente, a Prefeitura de Criciúma e a Defesa Civil realizaram um sobrevoo técnico com apoio do SAER Sul para avaliar as condições de rios e áreas estratégicas, incluindo trechos das bacias dos rios Mãe Luzia e Araranguá. O objetivo foi identificar pontos críticos de vazão e acúmulos irregulares de resíduos que possam comprometer o escoamento da água durante períodos de cheia.

A terceira frente envolve o treinamento e a preparação das equipes. O município realizou recentemente um grande simulado de gestão de desastres e mantém programas permanentes de capacitação, incluindo treinamentos voltados a profissionais da área da educação para atuação em situações de emergência.

Durante a entrevista, os representantes da Defesa Civil também reforçaram a importância da participação da comunidade. O descarte irregular de lixo continua sendo apontado como um dos principais agravantes das cheias urbanas, devido à obstrução de bueiros e canais de drenagem.

Outro ponto destacado foi o combate às fake news. A orientação é para que a população acompanhe alertas e informações apenas pelos canais oficiais da Defesa Civil, da Prefeitura de Criciúma e do Governo do Estado.

Com apoio da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Criciúma busca fortalecer sua capacidade de resposta e proteger a população diante dos desafios que o El Niño historicamente impõe ao Sul do Brasil.

Editorial: Festa da Gastronomia reafirma a identidade cultural e a força turística de Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 07:10

Hoje é quinta-feira, 18 de junho. Nova Veneza se transforma. Há um magnetismo sutil que altera o ritmo da cidade, da região e até o humor das pessoas quando a Festa da Gastronomia se aproxima.

O que nasceu como uma celebração comunitária ganhou, ao longo do tempo, contornos de um grande evento. Consolidou-se como o mais importante acontecimento cultural e gastronômico do Sul de Santa Catarina.

É impossível caminhar pela cidade sem ser contagiado por essa atmosfera vibrante, onde os aromas herdados de nonos e nonas se misturam à alegria genuína de um povo que preserva suas raízes com orgulho.

As cores inspiradas no Carnaval de Veneza já tomam conta dos espaços públicos, enriquecendo o cenário e ampliando a experiência de quem visita a cidade. O espetáculo visual se soma à tradição gastronômica e cria uma identidade única.

A contagem regressiva chegou ao fim. A festa começa hoje, trazendo consigo a promessa de dias inesquecíveis, marcados por celebração, música, encontros e, claro, boa comida.

Para quem não puder acompanhar tudo de perto, a Rádio Eldorado estará presente com cobertura completa, levando a emoção e o pulsar desse grande evento aos ouvintes de toda a região.

Mas o convite está feito: participe. Vá à festa. Nova Veneza nos convida, mais uma vez, a celebrar a vida, a história e a tradição.

Editorial: A maior Copa do Mundo da história começou mobilizando multidões, mas a estreia da Seleção Brasileira deixou mais dúvidas do que certezas.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/06/2026 - 08:00

E a bola finalmente rolou na maior Copa do Mundo da história, mas o clima de largada é de desconfiança.

Até o momento, vimos o gigantismo do torneio se traduzir em uma avalanche de seleções espalhadas por três países. Enquanto as potências europeias tentam impor sua tradicional força e as seleções emergentes buscam surpreender, a engrenagem da FIFA foca no espetáculo comercial que une os três países da América do Norte.

Paralelamente, os bastidores são palco de intensos debates logísticos sobre o desgaste provocado pelas longas viagens. Tudo isso, porém, para nós, perde importância diante do que realmente ecoa de forma dolorosa: a primeira impressão deixada em campo.

A estreia da Seleção Brasileira foi um balde de água fria e deixou os torcedores profundamente preocupados. O futebol apareceu engessado, sem a criatividade e a ousadia que historicamente marcaram a identidade do Brasil. A conexão entre meio-campo e ataque praticamente não existiu. Os jogadores surgiram isolados, evidenciando falhas táticas difíceis de serem digeridas pelo torcedor.

Se quisermos sonhar com o título, essa postura atípica e vulnerável precisa ser corrigida com urgência nos próximos jogos. É verdade que o torneio está apenas começando, mas o sinal de alerta já está aceso e a paciência do brasileiro parece cada vez menor.

O mundo assiste a uma festa grandiosa enquanto nós convivemos com o fantasma de fracassos passados. Ainda há tempo para uma reviravolta, mas o rendimento apresentado até aqui não inspira confiança.

Resta saber se a comissão técnica terá estofo para arrumar a casa antes que seja tarde demais. Por enquanto, o sentimento que domina o país não é o da festa da Copa, mas sim o medo de um novo fiasco da Seleção Brasileira.

Mas também há muita gente comemorando sem estar nem aí para o resultado dentro das quatro linhas. É tempo de Copa. E a Copa continua sendo um raro momento de encontro coletivo, mesmo em um período em que o Brasil não vive seus melhores dias na economia.

O que se percebeu no fim de semana, especialmente na sexta-feira, foi uma multidão disposta a celebrar. Bares, restaurantes, praças e espaços de convivência ficaram lotados, tomados pelo clima do Mundial. A festa está garantida. Falta apenas a Seleção fazer a sua parte.

Uma placa alusiva aos 80 anos da emissora foi entregue nesta sexta-feira (12).

 personJoão Paulo Messer
access_time12/06/2026 - 00:00

Durante o programa João Paulo Messer, desta quinta-feira, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina realizou a entrega de uma placa em homenagem aos 80 anos da Rádio Eldorado. Estiveram no estúdio o deputado Rodrigo Minotto, autor da proposta, e o presidente do Legislativo catarinense, Júlio Garcia.

Durante o ato, que aconteceu em forma de entrevista, estiveram presentes ainda o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Frack Hoboldt, o vice-prefeito Salésio Lima e o diretor do portal Engeplus, Marcus Vinicius Signor.

Minotto lembrou da credibilidade da emissora, que, ao longo de todas as suas oito décadas, manteve seu perfil independente e o papel de prestadora de serviços. Júlio Garcia, que recentemente promoveu um incremento na imprensa do Parlamento catarinense, a ponto de receber reconhecimento nacional por isso, reforçou o fato de que não há democracia sem imprensa livre e que a informação precisa chegar ao ouvinte com credibilidade e fidelidade aos fatos.

Frack Hoboldt reforçou o papel da imprensa no desenvolvimento dos mais diversos segmentos da região e na construção de uma sociedade com intensa participação. A ACIC comemora 82 anos nos próximos dias, fato que foi lembrado por conectar várias instituições de Criciúma que estão na faixa dos 80 anos.

Debate sobre a maioridade penal revela impactos que ultrapassam a segurança pública e chegam à economia.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/06/2026 - 06:45

O debate de hoje será na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Trata-se de uma discussão polêmica, cercada de argumentos de ambos os lados. Mas é um tema que ganha contornos surpreendentes quando analisado sob a ótica do impacto socioeconômico e do combate à inflação.

Por um lado, quem defende a redução argumenta que jovens de 16 e 17 anos já possuem discernimento suficiente para responder por seus atos, especialmente diante de crimes hediondos. Sob esse aspecto, a medida traria uma sensação de justiça para as vítimas e combateria a impunidade, além de inibir o aliciamento de menores pelo crime organizado.

Por outro lado, críticos apontam que o sistema prisional brasileiro, já saturado e precário, funciona frequentemente como uma "escola do crime" e que a solução estrutural passaria por investimentos massivos em educação e oportunidades de emprego, evitando que o jovem entre na criminalidade.

No entanto, há um desdobramento econômico menos evidente, mas profundamente conectado à estabilidade do país: o impacto direto na escalada da inflação.

À primeira vista, conectar o Código Penal ao índice de preços ao consumidor parece estranho. Mas a segurança pública é um dos principais componentes invisíveis do chamado "Custo Brasil". Você sabia disso?

Junho da Copa: consumo, paixão e polarização

 personJoão Paulo Messer
access_time08/06/2026 - 06:30

O mês de junho sempre traz uma atmosfera diferente para o Brasil, mas, em ano de Copa do Mundo, essa transformação é profunda. A rotina das cidades se molda ao calendário dos jogos, esvaziando ruas e alterando horários de expedientes inteiros. O comércio e a indústria precisam se reorganizar para lidar com as pausas estratégicas, refletindo um impacto direto na produtividade do país.

Por outro lado, o consumo dispara em setores específicos: supermercados, bares e lojas de eletroeletrônicos veem as vendas aquecerem com a busca por camisas, petiscos e telas maiores. O futebol, como nossa grande paixão nacional, mantém uma capacidade única de ditar o ritmo da economia e do cotidiano de milhões de pessoas. Mesmo em tempos de certo distanciamento e menor empolgação com o desempenho recente da nossa Seleção, o torneio ainda mexe fortemente com o emocional do brasileiro.

Há uma memória afetiva e uma vibração coletiva que insistem em emergir quando a bola rola no maior palco do esporte mundial. O país para, torce e se emociona, provando que o futebol continua sendo um dos nossos principais traços culturais.

Infelizmente, a festa deste ano carrega uma melancolia inédita nos guarda-roupas e nas ruas. Por conta da forte polarização política que atravessa o país, muitos torcedores brasileiros decidirão deixar a tradicional camisa verde e amarela no armário durante a competição. Essa triste realidade reflete como os símbolos nacionais e as cores da nossa bandeira foram apropriados por uma determinada corrente partidária nos últimos anos.

Para uma parcela significativa da população, vestir o uniforme da Seleção deixou de ser um ato puramente esportivo e passou a ser interpretado como uma declaração de voto ou posicionamento ideológico. Com receio de julgamentos, hostilidades ou, simplesmente, por desaprovarem essa politização do manto sagrado, muitos preferem torcer vestindo azul, branco ou roupas neutras, evidenciando uma ferida social que nem mesmo a maior paixão do país conseguiu cicatrizar por completo.

Aposentadoria especial teve julgamento no STF

 personJoão Paulo Messer
access_time04/06/2026 - 09:45

Decisão do Supremo Tribunal Federal, em votação encerrada nesta quarta-feira (3), concluiu o julgamento da ADI 6309. Trata-se de assunto ligado às aposentadorias especiais. A sentença proferida derruba a exigência de idade mínima para os trabalhadores especiais, corrigindo uma distorção resultante da Reforma da Previdência de 2019. Mas a vitória foi parcial. Isso porque as regras de cálculo do valor do benefício não mudaram. Continuam seguindo o modelo rígido da reforma.

O foco principal era a barreira da idade criada, pois, antes da reforma, quem trabalhava em ambientes nocivos se aposentava pelo tempo de contribuição. No caso dos mineiros, por exemplo, 15 anos. A reforma passou a exigir idade mínima de 55 anos.

Com a decisão, volta a valer a lógica de que o trabalhador pode se aposentar assim que cumprir o tempo de contribuição na atividade especial, independentemente de quantos anos de idade tenha.

Continua, porém, proibido converter o tempo trabalhado em atividade especial em tempo comum para aumentar o tempo total de contribuição em aposentadorias normais (para os períodos trabalhados após novembro de 2019).

O cálculo do benefício: o STF rejeitou o pedido para voltar ao cálculo antigo (que pagava 100% da média salarial).

Como o STF manteve a fórmula de cálculo da Reforma da Previdência, o valor do benefício continua reduzido se comparado ao que era pago antes de 2019. O cálculo leva em conta 100% de todos os salários de contribuição do trabalhador desde julho de 1994 (não se descartam mais os 20% menores salários, o que, por si só, já puxa a média para baixo).

O trabalhador que pede a aposentadoria especial começa recebendo 60% dessa média geral. A esse percentual de 60%, são somados 2% a mais por ano que ultrapassar:

O trabalhador ganhou o direito de sair mais cedo do ambiente nocivo para preservar sua saúde, mas, financeiramente, precisará aceitar o redutor do cálculo da Reforma da Previdência, a menos que decida continuar trabalhando por mais anos na atividade (o que elevaria o percentual do seu benefício, mas aumentaria o tempo de exposição ao risco).

A decisão deve destravar milhares de processos administrativos no INSS e ações na Justiça que aguardavam essa definição técnica do Supremo.

O Adeus à Cris Freitas

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2026 - 13:34

Qualquer ser humano que faz parte deste mundo aos 52 anos de idade não deixa ar uma pergunta sobre o por quê? Vida tão breve por quê? Cris Freitas é uma dessas personagens que nos deixa e leva consigo esse questionamento que um jeito de mostrarmos a nossa inconformidade.

Faleceu na madrugada desta quarta-feira (3), aos 52 anos de idade, a jornalista Cris Freitas. Gaúcha de Bagé, radicada desde o início dos anos 2000 no sul de Santa Catarina, renovou a cidade de Nova Veneza que a atualizou e o condedeu o título de cidade benemérica.

Cris faleceu de câncer na medula, doença descoberta no início deste ano, mas que dava sinais no final de 2025, quem sabe bem antes. Afinal, ela não era de reclamação como reclamava no final do ano passado na roda de amigos. As dores nas costas foram debitadas na conta da academia que acabaram de começar por conta da busca de uma vida mais saudável e longa.

Mãe da Vitória, sua companheira inseparável, Cris ficou pouco tempo em veículo. Tive o privilégio de trabalhar com ela na rádio Eldorado. Logo depois ela foi para Nova Veneza, onde como assessora de imprensa virou referência. Mostrou como o jornalismo pode ser útil na divulgação de uma cidade.

Sua transpiração colocou a cidade em grandes programas como Fantástico e Programa da Ana Maria Braga, ambos da rede globo. Os programas locais fizeram bolsas de reportagens sobre a cidade de Nova Veneza e sua riqueza gastronômica. A Cris conseguia mostrar sempre mais do que os olhos de todos conseguiam exercitar. Era capaz de abandonar tudo para se dedicar à divulgação da cidade. Tentou ganhar dinheiro fora de assessoria com empreendimento no turismo, mas sua veia jornalística não lhe permitiu ser empresária. Ela era mesmo jornalista por opção, formação e vocação.

Cris vai fazer falta. Morreu jovem, mas deixou um legado enorme. As despedidas ocorreram na tarde desta mesma quarta-feira. Foi cremado.

Dia 2 de junho é histórico

 personJoão Paulo Messer
access_time02/06/2026 - 07:00

O 2 de junho é uma data que não sai da memória dos torcedores mais apaixonados do Criciúma. A torcida tricolor vem se sucedendo, vem passando de pai para filho, vem passando de avô para neto. O fato é que a torcida do Criciúma é intensa, e as suas conquistas também.

Por isso, o dia de hoje é especial. O 2 de junho de 1991 está na memória do torcedor. Quem não lembra? Quem não lembra, por certo, já leu ou ouviu. No mínimo, sabe sobre o que aconteceu naquele dia.

Naquele dia, o Criciúma ganhava a Copa do Brasil em pleno Estádio Heriberto Hülse. Por isso, passados todos estes anos, a data segue sendo lembrada. O torcedor tricolor acorda no dia 2 de junho pensando naquele momento histórico.

O Criciúma é uma paixão que se confunde com a nossa história. Viver o 2 de junho é uma forma de comemorar vitória também.

Ah, e que bom, nós recém saímos de uma vitória em cima de um dos nossos rivais do futebol catarinense, o Avaí. O Criciúma, portanto, celebra uma data importante neste 2 de junho. Então, comemore.

E pouco importa se faz tanto tempo. Existem fatos na história que não se apagam, nem têm diminuída a sua emoção e importância, e a conquista da Copa do Brasil é uma delas.

Onde você estava naquele 2 de junho de 1991? Pode ser uma viagem que você faça no tempo hoje. Parabéns, tricolor carvoeiro, o mais amado do Brasil.

Ceretta faz balanço e projeta avanços

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2026 - 10:00

Em entrevista ao Programa João Paulo Messer, na Rádio Eldorado, a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, fez um balanço do primeiro ano à frente da pasta e apresentou os principais resultados alcançados pela rede estadual de ensino.

Luciane classificou o período como um dos maiores desafios de sua trajetória profissional e destacou o cumprimento das metas estabelecidas pelo governador Jorginho Mello. Entre os avanços, ressaltou a climatização de 100% das mais de 14 mil salas de aula da rede estadual e o amplo programa de reformas, ampliações e revitalizações das escolas.

A secretária também enfatizou os investimentos em segurança, com a instalação de câmeras de monitoramento e botões de pânico em todas as unidades escolares, além da implantação do programa Escola que Respeita, voltado à cultura de paz e à convivência saudável.

Outro destaque foi a distribuição de uniformes e materiais escolares para todos os estudantes, medida que reduziu custos para as famílias catarinenses.

Na valorização dos profissionais, Luciane citou a descompactação da tabela salarial, investimentos superiores a R$ 1 bilhão na carreira docente, a ampliação da formação continuada e a criação da Escola de Formação de Professores.

A secretária também defendeu a realização de concursos públicos para ampliar o número de professores efetivos e destacou a expansão do ensino técnico, que já alcança metade das escolas estaduais de ensino médio.

Ao falar sobre o futuro, Luciane reafirmou que sua missão na Secretaria tem prazo definido. "Eu retorno para a Reitoria da Unesc, que é o meu lugar. Estou, neste momento, dando a minha contribuição para a educação pública de Santa Catarina. Sou completamente apaixonada pela educação pública, mas retorno para o meu lugar. As metas que nós estabelecemos com o governador foram cumpridas, mas, no caminho, a gente vai construindo outras metas a partir das necessidades que identifica. Então, na medida em que eu concluir isso, eu pretendo retornar, e o governador sabe disso e a Unesc também."

Caravággio em festa até domingo

 personJoão Paulo Messer
access_time26/05/2026 - 08:00

De hoje até domingo, uma das mais bem organizadas comunidades do Sul de SC realiza a festa em honra à Nossa Senhora do Caravággio. A celebração do dia 26 de maio é alusiva à data exata da aparição da Virgem Maria, o que aconteceu em 26 de maio de 1432, às 17h, na cidade de Caravaggio, na Itália.

A celebração se dá em torno da fé. Naqueles tempos, a região de Caravaggio sofria com divisões políticas, heresias e bandidagem. A Virgem Maria apareceu para trazer uma mensagem de paz e pedir que as pessoas voltassem à oração e à penitência.

No local onde a Virgem pisou, brotou uma fonte de água. Muitos relatam curas atribuídas a essa água. Tem ainda a história de um homem incrédulo, chamado Graziano, que colocou um galho seco na água, desafiando o milagre, e o ramo imediatamente verdejou e floresceu. É por essas coisas que as imagens da santa trazem um raminho florido.

No Caravággio, no Sul de SC, região de forte colonização italiana, a celebração é sempre bem organizada e prestigiada. O final de maio é marcado por romarias que arrastam milhares de fiéis a pé até o santuário dedicado à santa.

Opinião: Editorial desta quinta-feira no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time21/05/2026 - 06:30

E, de novo, o raciocínio sobre o cenário político brasileiro. Vivemos um momento de confusão. Falo da insistência em um único canal de oposição. A dependência que se criou de que a direita e os setores insatisfeitos com o atual governo só têm como solução eleger alguém da família Bolsonaro não revela apenas a força de um sobrenome, mas a falência de um cenário político que desaprendeu a gerir alternativas.

Quando as esperanças de renovação focam em uma única dinastia, o eleitorado antipetista, por exemplo, cria uma armadilha para si mesmo. Essa personalização sufoca o debate de ideias e transforma o conservadorismo e o liberalismo, criando reféns de um projeto familiar e personalista.

O grande mistério que intriga a análise é a ausência de novas lideranças viáveis. Esse vácuo não ocorre por falta de quadros qualificados nos governos estaduais ou no Congresso, mas sim provocado pela própria polarização.

Qualquer figura que ensaie um discurso moderado ou uma oposição prática é triturada pelas redes sociais, rotulada de ?isentona? ou traidora por um tribunal digital que exige fidelidade cega. Enquanto a oposição for tratada como um fã-clube, e não como um projeto de país, o Brasil continuará preso ao retrovisor, incapaz de sair dessa dualidade que vem ditando o ritmo do nosso atraso na política.

Semana termina de forma melancólica, e a próxima não traz muita esperança.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/05/2026 - 06:30

Mais uma semana se encerra, e o sentimento que paira sobre o Brasil é de um desalento profundo, quase palpável. Para o brasileiro, a notícia negativa deixou de ser um evento fortuito para se tornar a rotina amarga de cada café da manhã.

Vivemos dias em que o espanto não vem de uma surpresa genuína, mas da confirmação de que o fundo do poço, no cenário institucional, parece ser um horizonte móvel, que se afasta conforme tentamos alcançá-lo.

Os últimos dias foram emblemáticos dessa erosão. Assistimos a um cenário jurídico que, em vez de pacificar o país, aprofunda as trincheiras da incerteza. Escândalos recentes envolvendo instituições financeiras e menções a nomes da mais alta cúpula do Judiciário, como é o caso do imbróglio do Banco Master e das delações que atingem o coração do sistema, criaram um clima de desconfiança institucional sem precedentes.

No tabuleiro eleitoral de 2026, a regra não é a proposta, mas o ataque; não é a esperança, mas o medo. A absoluta indefinição sobre regras de elegibilidade e o uso de tecnologias que distorcem a realidade colocam a democracia em um estado de suspensão ansiosa.

O Brasil não é um amador em crises. Já sobrevivemos a hiperinflações, impeachments e quedas éticas que derrubaram ministérios inteiros. No entanto, há algo de distinto no ar desta vez. A impressão é de que nunca estivemos tão mal localizados em um mapa em que a corrupção parece sistêmica, e a esperança em um futuro melhor tornou-se um artigo de luxo, inacessível para a maioria. O otimismo foi substituído por um pragmatismo cínico.

Ainda assim, quem conhece a história desta terra sabe que o capítulo final nunca é o da tragédia. O que nos resta, em meio aos escombros morais da semana, é a única certeza que a política e a economia ainda não conseguiram confiscar: a nossa incrível e teimosa capacidade de nos reinventarmos. O Brasil é maior que suas crises, e sua força reside na resiliência de um povo que, mesmo sem bússola, insiste em caminhar.

80 anos de história, tradição e liderança no rádio catarinense

 personJoão Paulo Messer
access_time13/05/2026 - 06:30

Existem emissoras que apenas transmitem programação. Outras se transformam em parte da história de uma região. A Rádio Eldorado pertence a esse grupo raro. Neste 13 de maio de 2026, a emissora de Criciúma celebra 80 anos carregando uma trajetória construída com pioneirismo, credibilidade e compromisso permanente com a comunidade sul-catarinense.

Fundada oficialmente em 13 de maio de 1946, a Rádio Eldorado tem no médico José de Patta o principal nome de sua origem. Ao lado de Hercílio Amante, Cláudio Schuller e Pedro Milanez, ele ajudou a construir uma emissora que nascia com espírito pioneiro e forte ligação com Criciúma. Antes mesmo da formalização da concessão, ainda nos tempos do antigo serviço de alto-falantes instalado no Edifício Filhinho, no tradicional Café São Paulo, a Eldorado já começava a criar vínculo com a população.

Ao longo de oito décadas, a Eldorado acompanhou as transformações políticas, econômicas e sociais do Sul de Santa Catarina. Esteve presente nos grandes acontecimentos da região, nas coberturas históricas, nas transmissões esportivas inesquecíveis e, principalmente, na vida cotidiana de milhares de ouvintes.

Mas a história moderna da emissora ganhou um capítulo decisivo a partir de 2003, quando Henrique Salvaro assumiu o comando da rádio e iniciou uma profunda transformação estrutural e editorial.

Com visão empresarial, espírito inovador e profundo respeito pela tradição da comunicação regional, Henrique Salvaro conduziu a Rádio Eldorado a um novo patamar. Sob sua liderança, a emissora ampliou investimentos, modernizou equipamentos, fortaleceu o jornalismo e consolidou sua presença como uma das mais importantes referências do rádio catarinense.

Mais do que investir em tecnologia, Henrique Salvaro preservou aquilo que nenhuma modernização pode substituir: a confiança do ouvinte. A Rádio Eldorado manteve sua essência comunitária, sua credibilidade editorial e sua capacidade de permanecer próxima das pessoas, mesmo diante das profundas transformações da comunicação contemporânea.

A emissora esteve ao lado da comunidade nos momentos mais difíceis da história regional. Durante as enchentes de 1974 e 1995, no Furacão Catarina em 2004 e em diversas situações de emergência, a Eldorado permaneceu no ar prestando serviço, orientando famílias e levando informação segura à população.

No esporte, eternizou emoções. As jornadas esportivas da Rádio Eldorado acompanharam momentos históricos do Criciúma Esporte Clube, como a conquista da Copa do Brasil de 1991 e a participação na Libertadores da América, consolidando a emissora como referência nas transmissões esportivas do Sul catarinense.

A capacidade de evoluir sem romper com suas origens também marcou a trajetória recente da rádio. Em 2025, a migração do tradicional AM 570 para o FM 98.5 representou mais um passo importante de modernização, ampliando qualidade, alcance e integração digital.

Hoje, aos 80 anos, a Rádio Eldorado segue sendo mais do que uma emissora. É uma instituição construída diariamente por credibilidade, tradição e conexão humana.

E grande parte dessa força carrega a marca da liderança de Henrique Salvaro, responsável por conduzir a emissora a uma nova era sem permitir que ela perdesse aquilo que sempre a tornou única: sua identidade junto à comunidade.

O rádio mudou. A tecnologia avançou. O tempo passou.

Mas a Rádio Eldorado continua sendo a mesma voz forte, confiável e presente na vida do Sul catarinense.