Coluna do Fim de Semana
Leitura à semana de Joinville
Nesta semana dois fatos da política peemedebista movimentaram Joinville, que é hoje a cidade de onde deve sair o candidato a governador pelo PMDB. Quinta-feira à noite o deputado federal Mauro Mariani recebeu o título de cidadão joinvillense em clima que não chegou a ter aquela pompa de ato que condecora um quase candidato ao governo. De outro lado o prefeito Udo Döhler recebeu várias lideranças empresariais, entre elas o criciumense Olvacir Bez Fontana para conversas sobre a gestão, pública e privada. Assim, de forma isolada os fatos dizem pouco. Vistos de dentro da caserna peemedebista, entretanto, revelam alguma coisas como a dificuldade que Marini tem para crescer, enquanto pessoas bem próximas de Eduardo Moreira, leia-se Fontana, trocam impressões de maneira informal sobre gestão. Crava-se por isso a aposta de que Udo tem bem mais chances de ser candidato a governador que o próprio Mariani.
Renúncia
A medida que o prazo vai chegando aumentam as especulações e a expectativa sobre a renúncia – ou não – do governador Raimundo Colombo. Nesta semana, ao ser convidado informalmente pelo prefeito Clésio Salvaro para a festa de reinauguração da prefeitura, Colombo respondeu que estará de “férias” nas duas primeiras semanas de janeiro. Quer dizer, não é no fim deste ano que renuncia.
Há tempo
Havemos de lembrar que o ano político não começa em 1º de janeiro, mas sim em 1º de fevereiro. Por isso mantém-se a expectativa de que Colombo renuncie no prazo desejado pelos peemedebistas, início do ano e não apenas em abril.
Tríplice
Segue sendo alimentada a especulação de que Raimundo Colombo não dispute nada em 2018. Que aguarde apenas um convite para o governo federal a partir do ano que vem. Este é o cenário construído pelo PMDB que defende Udo Döhler candidato ao governo, o PSD do deputado federal João Rodrigues de vice com Eduardo Moreira (PMDB) e Paulo Bauer (PSDB) nas vagas ao Senado.
Com o PP
Não tem nada de coincidência o fato de em menos de um mês o governador Raimundo Colombo estar na região sul justo em duas prefeituras comandadas pelo PP. Foi na semana passada em Urussanga e será na semana que vem em Cocal do Sul. Neste período ocorreu a audiência concedida pelo governador a pedido do Secretário de Estado da Ação Social, deputado Valmir Comin.
Convenção
O PMDB realiza neste fim de semana suas convenções municipais. Na região da Amrec o cenário foi construído pelo deputado Ronaldo Benedet que “aparou arestas” em quase todos os municípios, menos Nova Veneza. Até mesmo em Morro da Fumaça, onde havia grandes dificuldades a situação foi controlada e as duas chapas se unificaram. O mesmo ocorre em Criciúma onde Ricardo Beloli será vice de Eduardo Simon.
Nova Veneza
A missão dos líderes peemedebistas em Nova Veneza já não é mais o de construir consenso, mas de evitar uma grande debandada do partido após a disputa. “Duelam” pela presidência do partido os grupos de Alberto Ranakoski de um lado e Vanderlei Spillere de outro. O grupo que perder ameaça deixar o partido.
Tucanas por elas
Nesta quinta-feira a ex-governadora do Rio Grande do Sul e Ministra do Planejamento no governo Itamar Franco, atual deputada federal Ieda Crusius proferiu palestra volta às mulheres em Nova Veneza. Foi trazida pela colega de parlamento a deputada federal de Criciúma, Giovânia de Sá. A articulação feminina do PSDB na rehgião é um das mais significativas entre os partidos, fator que fortalece a figura da deputada Giovânia, um dos nomes observados de perto e a distância não só pelo “tucantato”.
APELIDO O Secretário de Estado da Articulação Nacional, Acélio Casagrande ganhou um novo apelido: “Santo Expedito”, isso porque este é o santo das causas difíceis e urgentes. Alguns radicalizam e tratam-no de santo das causas impossíveis.
CAUSA Apelido de Casagrande é porque ele costuma abraçar algumas causas consideradas impossíveis. São casos como o do aeroporto Diomício Freitas no início da década passada, mais recentemente o caso do Hospital Materno Infantil Santa Catarina e desde os últimos dias a causa da Coooperminas.
PAROU A Cooperminas já não opera mais e seus cooperados acumulam uma pequena fortuna de créditos de retiradas, assim como os contratados aguardam pagamento de salários atrasados. Hoje um grupo se reveza em evitar que a mina encha de água o que a sentenciaria de morte.
CAPA Na edição desta sexta-feira o Diário de Notícias tratou da mobilização da Cooperminas em sua tentativa de retomar as atividades.
SEM LICENÇA Os problemas da Cooperminas não são apenas financeiros, mas vão desde a ordem interna de gestão às sempre difíceis licenças ambientais de operação.
A ONDA Espalham-se na região cada vez mais outdoors com o nome do deputado Jairo Bolsonaro. Já não há mais quem acredite que isso seja interpretado na Justiça Eleitoral como propaganda antecipada, embora a publicidade “espontânea” contenha o ano 2018, que é ano de eleição.
FRASE DO DIA
“Nos países em que a participação da mulher chega ser majoritária, que são os países do centro europeu, estão os melhores índices de desenvolvimento, sociais e econômicos.”
Ieda Crusius, deputada federal em palestra nesta semana em Nova Veneza.














