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Semana do Dia do Amigo é marcada por atividades recreativas na Afasc

commentJornalismo access_time20/07/2026 16:00

Ações foram voltadas ao fortalecimento de vínculos no SCFV

Calendário eleitoral entra na fase decisiva

commentEsporte access_time20/07/2026 08:30

Cronograma do TSE reúne as principais datas que conduzirão a campanha e a votação das eleições gerais.

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Sexta-feira

access_time27/10/2017 - 00:34

O “nãoãoão” que segue ecoando
Sem que o seja, Mauro Mariani ficou com a pecha de traidor. Sua trajetória de fidelidade partidária depõe contra ele agora. Seu “não” pode lhe tirar de algum novo outdoor petista, mãos não lhe coloca em nenhuma relação de “paladino da moralidade”. Ao analista político, ou de qualquer outro que acompanha sua trajetória, o “não” de quem a lógica esperava um “sim” não cria outra imagem senão a da insegurança ou de outro interesse. Mauro Mariani atraiu para si um olhar mais atento, quando era hora de passar despercebido na multidão. Já ao eleitor, o “sim” ou o “não”, me parece menos relevante que selos antigos como o da mesma sigla do presidente Michel Temer. Parece que Mauro Mariani ficou de costas e de braços abertos para os que estavam à espera da oportunidade para crucifica-lo.

Queimou a largada
Mauro Mariani pode ter antecipado o que alguns setores do partido guardavam para março do ano que vem. Refiro-me à substituição do candidato, provavelmente lançando mão dos “préstimos” de Udo Döhler. Se até lá o deputado peemedebista não tivesse decolado, seria adotada a operação.

Vai-se o Sul
O esforço do Sul para enxergar um fio de esperança à candidatura de Eduardo Moreira para governador estar diminuindo. Dadas as circunstâncias, coincidências e fatos, vale manter aquecida a alternativa do Senado. Se bem que ela vale tanto quanto nada ao coletivo, pois se trata de um trunfo pessoal.

Norte-Oeste
A construção da chapa majoritária, uma vez mantida a possibilidade de PMDB e PSD permanecerem com as principais vagas está traçada nos gabinetes. Udo Döhler candidato a governador e João Rodrigues candidato a vice. Apesar dos desmentidos insisto nesta ordem. Perder a vaga de vice que o Sul tem hoje é perder o que resta.

Clésio vice
Mesmo que fossem usados os argumentos dos que hoje pedem por Eduardo Moreira candidato a governador, Clésio Salvaro (PSDB) não teria chances. Primeiro porque ele não é o primeiro da lista tucana. Mesmo que ele fosse, eu teria curiosidade para saber se os que pedem por Moreira (peemedebistas) hoje, usariam os mesmo argumentos do bairrismo para lutar por outro do Sul.

Falha nossa
A coluna errou ontem ao relacionar o deputado João Paulo Kleinubing (PSD) na relação dos deputados que votaram “sim”. O parlamentar disse “não”. O placar da votação catarinense foi de 9 a 6, não 8 a 7 como informei. Com o devido pedido de desculpas ao leitor e ao deputado JPK, está feita a correção.

Diárias
A matéria que o DN trouxe ontem, dando sequencia a um levantamento que já havia sido feito pelo jornaoista Anderson de Jesus da rádio Difusora, virou troféu para a Câmara de Vereadores de Criciúma. Com o jornal embaixo do braço o presidente do Legislativo criciumense saiu mostrando a todos os resultado da sua política de economia.

Contramão
Na mesma hora em que se deve sim reconhecer o comprometimento dos vereadores de Criciúma, deve-se questionar a postura dos vereadores das demais cidades da região. Içara e Cocal do Sul não encontrarão jamais argumentos convincentes para explicar o absurdo gasto com diárias.

É sim
Equivocadamente alguns vereadores de Criciúma tentaram descolar a sua louvável economia com diárias da vigilância provocada pelo Observatório Social. Não tenho dúvidas que não fosse a provocação deste órgão a realidade seria outra. E olha que sou um crítico de eventuais afogadilhos do “OS”. Vigilância já em outras cidades da região. Inclusive “a revolta da polenta” de Nova Veneza parece ter esfriado.

Audiência do “amém”
A Câmara de Vereadores de Criciúma realiza hoje às 19h audiência pública para debater o projeto “Escola Sem Partido”, proposto pelo vereador Daniel Freitas (PP) e encampado imediatamente pelos seus colegas os pastores evangélicos Jair Alexandre (PSC) e Aldinei Poteleckio (PRB). Tem tudo para ser uma reunião prejudicada. Setores que são de correntes distintas de pensamento dos pastores anunciam que não irão. Alegam que o Teatro Elias Angeloni será lotado por fiéis das igrejas dos dois pastores. Se for, o debate fica prejudicado. Se bem que os ausentes premeditados se revelam frágeis ao debate à articulação de brigarem por uma das mais de 700 cadeiras do teatro.

NOUTRA Pásmen, alguns opositores do projeto “Escola Sem Partido” e que reclamam do que preveem será uma reunião doutrinadora, irão a uma palestra-comício que o presidenciável Ciro Gomes (PDT) fará na Unesc, no mesmo horário.

A PROPÓSITO Ciro Gomes vem à Criciúma trazido pelo deputado estadual Rodrigo Minotto numa ação partidária (PDT), que tem ainda o dedo do presidente de honra da sigla, o criciumense Manoel Dias.

O CAMPO A opção pela visita com palestra em um campus universitário não é outra coisa senão a repetição do que Ciro Gomes vem fazendo em todo país. O presidenciável foca neste público. A trilha sonora pode ser uma música do estilo “sertanejo universitário”.

ABERTA Palestra de Ciro Gomes hoje às 19h no auditório Ruy Hülse da Unesc é aberto ao público em geral. Antes, às 17h ele visitará a reitoria da universidade e vai conceder entrevista coletiva.

PLANO A nova estratégia do governador Raimundo Colombo pode ser a de férias em janeiro, licença em 1º de fevereiro e renúncia apenas em abril.

USO Parece mesmo que estão revocacionando o aeroporto Diomício Freitas, que já não tem mais voos regulares. Neste domingo o local será usado para uma exibição de uma escola de paraquedismo.

DEPRIMENTE A cena de dois aposentados (um de 57, outro de 63 anos) assaltando os pacientes dentro de setor de oncologia do Hospital São José em Criciúma é chocante. Penso que são dois influenciados pela cena comum do país.

EXEMPLO Enquanto em Criciúma prefeito e vereadores se alfinetam publicamente sobre a aplicação do dinheiro das sobras da Câmara de Vereadores, em Araranguá ontem prefeito e vereadores, juntos, fizeram a entrega de quaro viaturas adquiridas com recursos economizados.

FRASE DO DIA
“Reconheço os avanços que ele conseguiu fazer no país, apesar de todas as dificuldades, mas ele (Michel Temer) perdeu a oportunidade de ajudar a passar o brasil a limpo. Será que não tem três ou quatro brasileiros que pudessem ajudar o governo? Não, mas ele optou por ficar sempre com os mesmos”.
Mauro Mariani, deputado federal comentando o seu voto contra Michel Temmer.


EDITORIAL – Os impactos do tarifaço no voto do brasileiro

 personJoão Paulo Messer
access_time17/07/2026 - 07:10

A economia, muitas vezes, parece um assunto distante, restrito às bolsas de valores, aos bancos centrais e aos gabinetes de governo. Mas não é. Ela entra, silenciosamente, na casa de cada brasileiro.

Quando um país enfrenta barreiras comerciais, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o impacto não fica apenas nas planilhas das empresas. Ele chega ao campo, à indústria, ao comércio e, principalmente, ao trabalhador.

Menos exportações podem significar menos produção. Menos produção pode resultar em menos empregos, salários pressionados e famílias obrigadas a rever seus planos.

E, quando a renda diminui, cresce a angústia. Contas deixam de ser pagas, negócios fecham as portas e sonhos são adiados. Em muitos casos, a crise econômica provoca conflitos familiares, aumenta os índices de depressão e ansiedade e, nas situações mais graves, leva pessoas a atitudes desesperadas contra a própria vida.

A história brasileira mostra que grandes crises econômicas também mudaram o rumo da política. Governos perderam apoio popular porque não conseguiram controlar a inflação, combater o desemprego ou recuperar o crescimento. Foi assim em diferentes momentos da nossa história: desde a hiperinflação dos anos 1980, passando pelo processo que culminou no impeachment de Fernando Collor, em 1992, e pela grave recessão de 2015 e 2016, que antecedeu o impeachment de Dilma Rousseff.

A economia tem esse poder: influencia eleições, altera governos e redefine prioridades nacionais. Mas, antes de tudo, transforma a vida das pessoas.

Por isso, toda decisão econômica merece ser analisada com responsabilidade, longe das paixões ideológicas. Afinal, números representam pessoas, famílias e histórias.

A boa notícia é que o Brasil também construiu uma reputação de superação. O brasileiro conhece as dificuldades, aprende a recomeçar, reinventa seu trabalho e encontra caminhos mesmo diante das maiores adversidades.

A nossa história é feita de crises, mas também de recuperação. E talvez seja justamente essa capacidade de levantar depois de cada queda que explique por que o Brasil continua seguindo em frente. Com trabalho, esperança e resiliência, o povo brasileiro costuma encontrar forças para dar a volta por cima.

Editorial - O voto começa antes da urna

 personJoão Paulo Messer
access_time16/07/2026 - 06:30

Com o fim da Copa do Mundo, o foco dos brasileiros se desloca dos gramados para as urnas. Entramos em um período marcado por uma inevitável enxurrada de notícias eleitorais. Mais uma vez, o Brasil parece se comportar como duas grandes torcidas organizadas.

Nesse cenário, surge o risco de enxergarmos o voto apenas como uma arma de ataque. Vale lembrar que ele deve ser, acima de tudo, uma ferramenta de construção. A divergência de ideias não representa uma ameaça. Afinal, ninguém é dono da verdade.

Para não nos tornarmos agentes nocivos ao país, precisamos ter firmeza em nossas convicções. Mas essa firmeza não pode se transformar em uma viseira que nos impeça de olhar ao redor. Não podemos ignorar a realidade nem acreditar que a nossa visão representa unanimidade.

Também é preciso reconhecer que quem pensa diferente possui convicções tão legítimas quanto as nossas. Os dois lados acreditam estar agindo com base nos fatos e na busca pelo melhor caminho. Em uma nação onde paixões políticas já produziram tantas frustrações, a cautela é indispensável.

O momento exige empatia para processarmos o noticiário diário sem nos deixar ferir, nem ferir os outros. A análise dos fatos precisa ser feita com distanciamento, serenidade e, sobretudo, prudência. Em tempos de polarização, prudência deixa de ser apenas uma virtude para se tornar uma necessidade.

Vivemos um tempo em que é preciso interpretar cada informação sem se render às verdades absolutas. Sempre pode existir uma leitura diferente daquela que julgamos inquestionável. A decisão do voto virá depois. A preparação, porém, começa agora, no debate de ideias.

Somente quem está disposto a ouvir o contraditório desenvolve discernimento. Sem disposição para escutar o outro, convicção pode facilmente se transformar em teimosia ou apenas em viés.

Ao observar o cenário eleitoral, é fundamental compreender as razões que levam o outro a pensar de forma diferente. Conhecer o contraditório faz parte do processo de decidir. Afinal, ninguém toma um remédio sem antes conhecer os possíveis efeitos colaterais.

A tolerância é o que diferencia uma sociedade madura de um campo de batalha estéril. Que mantenhamos os nossos valores, mas jamais abramos mão da curiosidade para compreender o pensamento alheio. Respeitar a pluralidade de ideias é o primeiro passo para construir o desenvolvimento que tanto desejamos.

Que, nesta jornada eleitoral que agora ganha intensidade, a empatia prevaleça sobre a raiva, o respeito sobre o ódio e o discernimento conduza cada escolha.

EDITORIAL – A riqueza que nasce da terra

 personJoão Paulo Messer
access_time15/07/2026 - 10:00

Hoje é terça-feira, dia dedicado ao mundo do agro.

Falamos de um dos maiores pilares da economia do Sul de Santa Catarina. Mas essa realidade ultrapassa as fronteiras da região. Santa Catarina e o Brasil têm na terra uma das principais fontes de riqueza, desenvolvimento e geração de oportunidades.

É justamente esse potencial que volta a ganhar evidência entre os dias 12 e 16 de agosto, quando o Centro de Eventos José Ijair Conti receberá mais uma edição da AgroPonte. A feira reúne produtores, empresários, pesquisadores e especialistas em um ambiente que conecta inovação, tecnologia e produção, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio catarinense.

O idealizador da AgroPonte, Willi Backes, costuma fazer uma observação tão simples quanto verdadeira: basta olhar ao redor para perceber que tudo, absolutamente tudo, vem da terra.

Não apenas os alimentos. Os equipamentos, as ferramentas, os insumos e boa parte dos produtos que utilizamos diariamente têm origem, direta ou indireta, na riqueza produzida pelo campo.

É essa riqueza que gera empregos, movimenta investimentos e fortalece a economia. A AgroPonte traduz essa realidade ao apresentar a evolução de um setor que continua sendo um dos principais sustentáculos do desenvolvimento regional e nacional.

Editorial - Feira do Livro reafirma que a leitura continua sendo a base da formação humana.

 personJoão Paulo Messer
access_time13/07/2026 - 08:20

Falar de livros ou de uma feira do livro costuma despertar um certo sentimento de nostalgia. Em tempos de telas, algoritmos e informações consumidas em poucos segundos, muitos acreditam que a leitura perdeu espaço para a velocidade. Vivemos cercados por conteúdos rápidos, imagens que se sucedem sem pausa e mensagens que mudam de foco antes mesmo de serem assimiladas. O resultado é uma sociedade cada vez mais informada, mas nem sempre mais preparada.

Olhar para uma feira do livro pode parecer, aos mais céticos, um exercício de saudosismo. O cheiro do papel novo, o movimento entre os estandes, o encontro entre leitores e autores lembram um tempo que muitos insistem em dizer que ficou para trás.

Mas essa percepção está equivocada.

A feira do livro não representa o passado. Ela representa o futuro. O livro continua sendo a mais completa ferramenta de formação do ser humano. Diferentemente do consumo acelerado e fragmentado das redes sociais, a leitura exige tempo, silêncio, concentração e reflexão. É nesse processo que se desenvolvem a empatia, o pensamento crítico e a capacidade de compreender a complexidade do mundo.

Quem lê não apenas conhece histórias. Aprende a interpretar a própria realidade.

Mais do que o ato individual de folhear uma obra, os ambientes onde o livro vive também exercem um papel pedagógico decisivo. Bibliotecas, livrarias e feiras do livro são espaços de formação cidadã. Neles se fortalece a cultura, amplia-se o conhecimento e consolida-se uma sociedade mais consciente, crítica e preparada para o futuro.

Precisamos ocupar esses espaços e garantir que as próximas gerações também tenham a oportunidade de se perder entre as páginas para, finalmente, se encontrarem como cidadãos plenos.

É com esse propósito que, nesta manhã, o Programa João Paulo Messer é apresentado diretamente da Praça Nereu Ramos, no coração da Feira do Livro de Criciúma. Em uma semana marcada por tantos acontecimentos, escolhemos começar daqui para destacar um evento que simboliza conhecimento, cultura e formação.

A Feira do Livro já está aberta ao público e seguirá movimentando a Praça Nereu Ramos nos próximos dias. O convite está feito: visite os estandes, converse com os autores, descubra novas histórias e leve um livro para casa. A informação passa. O conhecimento permanece. E o livro continua sendo o melhor caminho para construir o futuro.

EDITORIAL – Inadmissível lei altera a rotina dos brasileiros

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:50

Enquanto os holofotes da mídia e a atenção da população se voltam para as grandes competições e discussões do momento, uma preocupação profunda segue crescendo, de forma silenciosa, nos bastidores do planejamento familiar e econômico do país. Trata-se dos desdobramentos práticos da recém-aprovada Lei nº 15.421/2026.

Essa legislação, elaborada para estabelecer as diretrizes da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 no Brasil, traz em seu texto uma determinação que promete desestruturar a rotina de milhões de brasileiros: a obrigatoriedade de que os sistemas de ensino públicos e privados ajustem seus calendários para que as férias escolares coincidam com o período do evento.

A contradição salta aos olhos quando analisamos a lógica do nosso cotidiano. Não interrompemos nossas atividades habituais para os torneios disputados no exterior, mas o país será obrigado a paralisar suas salas de aula em função de um evento que, embora relevante no cenário esportivo mundial, ainda não possui o mesmo apelo cultural nem a simpatia unânime do povo brasileiro. Impactar, de forma tão drástica, o calendário das cidades e das famílias parece uma medida desproporcional à realidade nacional.

As consequências pedagógicas e logísticas dessa imposição são alarmantes. Para que as redes de ensino consigam cumprir a carga horária e o número mínimo de dias letivos exigidos por lei, haverá uma verdadeira dança das cadeiras no calendário escolar. As instituições precisarão antecipar ou postergar o início e o término das aulas.

Na prática, isso significa que o tradicional descanso de janeiro será severamente encurtado, forçando estudantes e professores a retornarem às salas de aula no auge do verão para compensar os dias parados durante o torneio.

O impacto econômico desse "efeito dominó" será sentido imediatamente pelo setor produtivo, com destaque para o comércio e o turismo das cidades litorâneas e das estâncias turísticas. Historicamente dependentes do movimento das férias de janeiro, esses municípios enfrentarão praias e hotéis esvaziados pela volta precoce às aulas. Famílias terão suas programações de descanso e lazer fragmentadas, enquanto o comércio local amargará prejuízos financeiros difíceis de recuperar.

Sob o manto de um ufanismo esportivo, o Brasil impõe um sacrifício desnecessário à sua população e à sua economia, alterando a rotina de um país inteiro por conveniência de um evento de apenas quatro semanas.

Editorial – Que a vitória do Tigre ontem motive um bom dia

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:10

Há dias em que tudo parece conspirar a favor. Não por acaso, mas pela forma como escolhemos começar a caminhada. O otimismo tem essa capacidade silenciosa de mudar o ambiente, influenciar decisões e transformar pequenos desafios em oportunidades. É uma postura que contagia e produz resultados.

A vitória do Criciúma na noite de ontem ajuda a explicar esse sentimento. Mesmo diante das dificuldades da partida, prevaleceu a confiança de que o resultado positivo chegaria. A bola insistiu, o time acreditou e o desfecho premiou quem não desistiu. No futebol, como na vida, confiança costuma abrir caminhos que o pessimismo fecha.

O Tigre alimenta o sonho de voltar à elite porque aprendeu a competir acreditando. E essa talvez seja a principal lição que o esporte oferece nesta manhã: grandes conquistas começam muito antes do apito final. Elas nascem na convicção de que vale a pena insistir.

Que essa energia positiva saia das arquibancadas e acompanhe cada um de nós ao longo desta quinta-feira. Quem enfrenta o dia com disposição, esperança e confiança aumenta as chances de transformar dificuldades em vitórias. E, muitas vezes, é exatamente essa atitude que faz toda a diferença.

Editorial de 7 de julho no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time07/07/2026 - 08:00

O ano de 2026 caminha para sua segunda metade carregando uma sensação que muitos brasileiros conhecem bem. Durante meses, as atenções estiveram voltadas para a Copa do Mundo, evento capaz de unir o país em torno de uma paixão comum. Como sempre acontece, vieram a esperança, a ansiedade e o sonho de ver a seleção levantar mais uma taça. Mas, para muitos, o resultado acabou ficando aquém das expectativas, deixando aquela conhecida mistura de frustração e de decepção.

Passado o futebol, o foco nacional muda rapidamente. As conversas deixam os gramados e chegam às ruas, às redes sociais e aos palanques. É tempo de eleições. Começa outra disputa, desta vez pelo voto, marcada por promessas, debates, confrontos e pela expectativa de novos rumos para o país e para os estados.

Entre uma Copa do Mundo e um processo eleitoral, o calendário de 2026 ainda reúne um número significativo de feriados. Somado a isso, o cenário econômico continua cercado de incertezas, exigindo cautela de empresários, trabalhadores e investidores. Não faltam motivos para quem classifique este como um ano difícil ou até mesmo como um período parcialmente perdido.

Mas essa não precisa ser a conclusão. Os anos não são iguais para todos. Enquanto alguns esperam que as circunstâncias mudem, outros decidem fazer diferente. Em qualquer ambiente, sempre haverá espaço para quem busca oportunidades, investe em conhecimento, trabalha com disciplina e transforma dificuldades em aprendizado.

O tempo funciona como uma grande peneira. Ele separa os que desistem diante dos obstáculos daqueles que persistem apesar deles. Permanecem os que acreditam, os que inovam, os que se reinventam e os que compreendem que o sucesso raramente depende apenas das condições externas.

Que 2026 seja lembrado não pelas interrupções do calendário, nem pelas decepções do futebol ou pelas disputas da política, mas pela capacidade de cada um de construir resultados mesmo em um ambiente desafiador. Afinal, os bons não são apenas aqueles que sobrevivem às adversidades. São aqueles que conseguem transformar cada dia em uma oportunidade de crescer, produzir e fazer a diferença.

Editorial - A decepção começa quando a esperança ignora os fatos.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/07/2026 - 09:00

Antes do apito inicial, o brasileiro já havia escolhido acreditar. Não porque a seleção inspirasse confiança, mas porque, por aqui, a esperança costuma falar mais alto do que a realidade.

Ignoramos os sinais de fragilidade técnica, transformamos desejo em diagnóstico e apostamos no improvável como se fosse destino. A eliminação para a Noruega apenas confirmou o que muitos preferiram não enxergar.

O mesmo acontece fora dos gramados. Acreditamos na promessa da picanha, no milagre econômico, na solução fácil e no discurso salvador. Criamos expectativas sobre promessas que raramente resistem ao teste da realidade.

Quando a conta chega, ela vem acompanhada da mesma frustração do apito final. O problema não está em sonhar, mas em substituir o pensamento crítico pela esperança cega.

Talvez a maior derrota do brasileiro não esteja no futebol, mas no hábito de acreditar mais no improvável do que nas evidências. A Copa apenas tornou essa lição impossível de ignorar.

Editorial: Abrir ou não as portas do comércio de rua em dia de jogo do Brasil

 personJoão Paulo Messer
access_time26/06/2026 - 07:10

Na próxima segunda-feira, a seleção brasileira entra em campo contra o Japão por uma nova e decisiva fase da Copa do Mundo. Marcada para as 14h, a partida mexe profundamente com a rotina das cidades e reacende um antigo dilema entre os lojistas: abrir ou fechar as portas durante o jogo?

Manter o comércio funcionando tem seus prós e contras. Pelo lado positivo, bares, restaurantes e lanchonetes veem o faturamento disparar com torcedores reunidos. Lojas que instalam telões também podem atrair clientes de última hora.

Por outro lado, para o comércio tradicional de rua e os shoppings, o movimento de compras despenca drasticamente no horário do jogo, gerando custos operacionais que mal se pagam. Além disso, liberar os funcionários ou fechar mais cedo funciona como um forte elemento de motivação e engajamento da equipe.

Essa indecisão altera completamente a dinâmica do cidadão. Quem precisa resolver pendências na rua ou fazer compras enfrenta bancos fechando mais cedo, repartições públicas em esquema especial e um trânsito caótico nas horas que antecedem o apito inicial. Seja pela folga negociada ou pelo "olho na tela e outro no balcão", a segunda-feira testará a capacidade de adaptação do comércio e dos trabalhadores.

A Copa do Mundo é mais um evento a revelar o novo jeito de acompanhar o que acontece

 personJoão Paulo Messer
access_time25/06/2026 - 07:10

A Copa do Mundo também está mostrando uma mudança no jeito de consumir futebol. O fenômeno liderado por Casimiro Miguel transformou transmissões em grandes eventos de entretenimento, aproximando públicos que talvez não acompanhassem os jogos pelos meios tradicionais. A linguagem é mais leve, espontânea e conectada com a dinâmica das redes sociais.

Por outro lado, esse modelo costuma privilegiar a reação imediata, o meme e o corte viral. Há menos espaço para análises aprofundadas, contextualização histórica, apuração e debates mais técnicos que, tradicionalmente, fazem parte do trabalho de rádios, jornais e emissoras especializadas. São propostas diferentes, cada uma atendendo a um público e a uma expectativa.

Essa tendência, aliás, não se limita ao futebol. O ambiente digital parece premiar, cada vez mais, o impacto instantâneo. Em diversos temas da vida pública, inclusive na política, a capacidade de gerar engajamento muitas vezes recebe mais atenção do que a apresentação detalhada de ideias, projetos ou propostas. Em um cenário dominado por algoritmos, visualizações, compartilhamentos e cortes de poucos segundos, o alcance de uma fala frequentemente ganha mais destaque do que a profundidade do seu conteúdo.

A Copa, nesse sentido, acaba sendo um reflexo de uma transformação maior: a disputa pela atenção passou a ser tão importante quanto a própria informação. E, talvez, o grande desafio seja encontrar o equilíbrio entre entretenimento, alcance e qualidade de conteúdo.

Editorial de hoje chama a atenção para o fato de termos desunião, e não aquilo que a Fifa anunciava.

 personJoão Paulo Messer
access_time24/06/2026 - 09:00

Hoje, a Gazeta do Povo, de Curitiba, revela em texto editorial uma leitura interessante sobre a Copa do Mundo de 2026. Basicamente, a interpretação de que aquilo que deveria ser a celebração máxima da união global pelo futebol virou o espelho de um planeta profundamente fatiado. Três países-sede que prometeram uma festa integrada mal conseguem disfarçar suas próprias fraturas geopolíticas.

A quebra de protocolo inédita, com três cerimônias de abertura distintas, já dava o tom do que viria fora das quatro linhas: um choque cultural e burocrático disfarçado de diplomacia.

Enquanto a bola rola, o verdadeiro jogo acontece nos bastidores do controle de fronteiras.

Os Estados Unidos, sob o pretexto de segurança nacional, impuseram restrições migratórias severas que sabotaram a logística da seleção do Irã, negaram vistos a dirigentes e até tentaram barrar torcedores, transformando o esporte em extensão de seus conflitos no Oriente Médio.

Nesse tabuleiro paranoico, até a arbitragem virou alvo, com o veto ao árbitro somali Omar Abdulkadir por supostas ligações terroristas. Do outro lado da fronteira, o Canadá adotou sua própria postura de tribunal moral global, barrando o ganês Thomas Partey por acusações criminais em Londres e quase banindo o marfinense Elye Wahi por suspeitas na França.

Enquanto isso, o México, em um contraponto irônico, manteve suas portas abertas, escancarando a total falta de sintonia entre os organizadores. O futebol, que historicamente parava guerras, hoje é refém de liminares, liberações de última hora e revogações de vistos.

No fim das contas, a verdade é que o mundo contemporâneo simplesmente não segue mais as lógicas tradicionais. A velha ilusão de que grandes eventos esportivos possuem o poder de harmonizar diferenças e criar uma “trégua olímpica” foi completamente desintegrada.

Hoje, o pragmatismo político e o medo geopolítico engoliram a cooperação internacional. O que rege as relações entre as nações não é mais um planejamento diplomático coerente ou o espírito de integração esportiva, mas sim um cabo de guerra ideológico, onde fronteiras geográficas se tornam barreiras intransponíveis e o caos burocrático dita as regras do espetáculo.

Editorial: Tempo de solidariedade e participação nas campanhas do agasalho

 personJoão Paulo Messer
access_time23/06/2026 - 07:50

O inverno chegou. Com ele, vêm o desconforto, as manhãs mais difíceis para acordar e sair de casa e o frio que, muitas vezes, parece doer. Mas, à medida que os dias ficam mais gelados, também se renova o nosso compromisso com o bem-estar coletivo.

A queda das temperaturas nos convida ao aconchego dos nossos lares, mas também nos alerta para a realidade daqueles que enfrentam a vulnerabilidade social e não possuem o básico para se aquecer. É nesse cenário que a participação nas campanhas do agasalho se torna um gesto urgente de solidariedade e amor ao próximo.

Olhar para o guarda-roupa e desapegar daquele casaco, cobertor ou peça de roupa que já não utilizamos pode parecer algo simples, mas carrega o potencial de transformar e até salvar vidas durante as noites mais rigorosas do inverno.

A solidariedade é, historicamente, uma das marcas mais bonitas da população da nossa região. Sempre que fomos chamados a estender a mão, respondemos com generosidade e empatia.

Por isso, há motivos para acreditar que as campanhas deste ano terão mais uma vez grande participação da comunidade. Cada doação representa um abraço em forma de tecido, capaz de aquecer não apenas o corpo, mas também a esperança de quem recebe.

Não espere o frio se intensificar para agir. Procure um ponto de coleta e faça a sua parte. Juntos, podemos fazer com que o calor da solidariedade seja mais forte do que qualquer baixa temperatura.

Editorial do Programa João Paulo Messer foi transmitido diretamente do campus universitário

 personJoão Paulo Messer
access_time22/06/2026 - 11:10

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o Programa João Paulo Messer foi realizado diretamente do campus da Unesc, em uma edição especial dedicada aos 58 anos da Universidade do Extremo Sul Catarinense. A data serviu não apenas para celebrar a trajetória da instituição, mas também para refletir sobre sua contribuição ao desenvolvimento econômico, social e cultural do Sul de Santa Catarina.

Ao longo de quase seis décadas, a universidade consolidou-se como uma das principais forças transformadoras da região. Desde os tempos da Fucri até a estrutura universitária atual, a Unesc construiu uma identidade baseada no compromisso comunitário, mantendo uma conexão permanente com as necessidades da sociedade.

Durante a transmissão especial, a pró-reitora de Ensino, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou a importância desse modelo de gestão e da proximidade com a comunidade. Segundo ela, a universidade mantém-se em constante evolução para responder às demandas que surgem na região, transformando conhecimento em soluções práticas para os municípios do Sul catarinense.

Esse modelo assegura que os recursos gerados sejam integralmente reinvestidos em ensino, pesquisa, extensão e infraestrutura. O resultado aparece no fortalecimento de serviços gratuitos oferecidos à população, como as clínicas integradas de saúde, os projetos de extensão, a assistência jurídica e as iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

A relevância da Unesc também se reflete além dos limites da região. Durante a entrevista, a secretária de Estado da Educação e reitora licenciada da instituição, Luciane Bisognin Ceretta, ressaltou o papel de vanguarda exercido pela universidade no cenário catarinense. Para ela, a experiência construída ao longo de décadas por uma universidade comunitária tornou-se referência para ampliar oportunidades educacionais e contribuir para o desenvolvimento do estado.

Mais do que formar profissionais qualificados, a Unesc desempenha papel estratégico na retenção de talentos, no fortalecimento da economia regional e na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Ao celebrar seus 58 anos de história, a universidade reafirma sua vocação de transformar conhecimento em desenvolvimento e de continuar sendo protagonista no futuro do Sul catarinense.

Defesa Civil acelera medidas preventivas diante do alerta climático

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 09:45

A iminente formação e o avanço do fenômeno climático El Niño acenderam o sinal de alerta em Santa Catarina. Com previsões indicando aumento expressivo no volume de chuvas, temporais intensos e riscos elevados de enchentes e deslizamentos durante o inverno e nos meses seguintes, os municípios catarinenses correm contra o tempo para reforçar suas estruturas de prevenção.

O próprio Governo do Estado oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias, mobilizando órgãos estaduais e municipais para reduzir os impactos de possíveis desastres naturais.

No Sul catarinense, a preocupação já se traduz em ações concretas. Em entrevista concedida nos estúdios da Rádio Eldorado, integrantes da linha de frente da Defesa Civil de Criciúma — o diretor Fred Gomes, ao lado de Tadeu Vassoler e Guilherme Alexandre Colombo — detalharam o plano de contingência que vem sendo executado no município para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

Plano de ação em Criciúma

Segundo a equipe, os trabalhos estão concentrados em três frentes principais, priorizando medidas preventivas antes que os volumes de chuva atinjam níveis críticos.

A primeira delas é o desassoreamento e a limpeza de rios e córregos. Entre as ações em andamento está a manutenção preventiva do Rio Sangão e de diversos cursos d’água que cortam a cidade. A retirada de sedimentos, entulhos e árvores caídas busca garantir melhor vazão e reduzir o risco de alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

Outra frente é o monitoramento aéreo e o mapeamento das bacias hidrográficas. Recentemente, a Prefeitura de Criciúma e a Defesa Civil realizaram um sobrevoo técnico com apoio do SAER Sul para avaliar as condições de rios e áreas estratégicas, incluindo trechos das bacias dos rios Mãe Luzia e Araranguá. O objetivo foi identificar pontos críticos de vazão e acúmulos irregulares de resíduos que possam comprometer o escoamento da água durante períodos de cheia.

A terceira frente envolve o treinamento e a preparação das equipes. O município realizou recentemente um grande simulado de gestão de desastres e mantém programas permanentes de capacitação, incluindo treinamentos voltados a profissionais da área da educação para atuação em situações de emergência.

Durante a entrevista, os representantes da Defesa Civil também reforçaram a importância da participação da comunidade. O descarte irregular de lixo continua sendo apontado como um dos principais agravantes das cheias urbanas, devido à obstrução de bueiros e canais de drenagem.

Outro ponto destacado foi o combate às fake news. A orientação é para que a população acompanhe alertas e informações apenas pelos canais oficiais da Defesa Civil, da Prefeitura de Criciúma e do Governo do Estado.

Com apoio da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Criciúma busca fortalecer sua capacidade de resposta e proteger a população diante dos desafios que o El Niño historicamente impõe ao Sul do Brasil.

Editorial: Festa da Gastronomia reafirma a identidade cultural e a força turística de Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 07:10

Hoje é quinta-feira, 18 de junho. Nova Veneza se transforma. Há um magnetismo sutil que altera o ritmo da cidade, da região e até o humor das pessoas quando a Festa da Gastronomia se aproxima.

O que nasceu como uma celebração comunitária ganhou, ao longo do tempo, contornos de um grande evento. Consolidou-se como o mais importante acontecimento cultural e gastronômico do Sul de Santa Catarina.

É impossível caminhar pela cidade sem ser contagiado por essa atmosfera vibrante, onde os aromas herdados de nonos e nonas se misturam à alegria genuína de um povo que preserva suas raízes com orgulho.

As cores inspiradas no Carnaval de Veneza já tomam conta dos espaços públicos, enriquecendo o cenário e ampliando a experiência de quem visita a cidade. O espetáculo visual se soma à tradição gastronômica e cria uma identidade única.

A contagem regressiva chegou ao fim. A festa começa hoje, trazendo consigo a promessa de dias inesquecíveis, marcados por celebração, música, encontros e, claro, boa comida.

Para quem não puder acompanhar tudo de perto, a Rádio Eldorado estará presente com cobertura completa, levando a emoção e o pulsar desse grande evento aos ouvintes de toda a região.

Mas o convite está feito: participe. Vá à festa. Nova Veneza nos convida, mais uma vez, a celebrar a vida, a história e a tradição.