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Camelódromo de Criciúma tem edital aberto para concessão de boxes

commentJornalismo access_time20/04/2026 16:30

Prefeitura quer valorizar e dar mais dinamismo ao Mercado Público Criciumense

Campeões do Catarinense Sub-21 são promovidos ao elenco profissional do Caravaggio

commentEsporte access_time13/04/2026 17:30

Crias da Montanha se preparam agora para a Série B do Catarinense

Tigre intensifica preparação e mira vaga na Copa do Brasil 2027

commentCriciúma EC access_time18/02/2026 10:50

Equipe de Eduardo Baptista realiza treino técnico e tático no CT e trata Taça Acesc como prioridade após ausência inédita no torneio nacional

Coluna de Terça-feira

access_time07/11/2017 - 00:05

A peça que muda o jogo
Júlio Garcia ainda não oficializou sua intenção de retornar à política, o que deve acontecer hoje, após conversa com o governador Raimundo Colombo, mas seu “passe” já é disputado. Entre os que sonham com a aliança PSDB, PSD e PP (a velha aliança), e se dependesse dos tucanos, ele teria lugar na vaga de candidato a vice-governador. Seu estilo conciliador não é a única virtude. Considera-se sua densidade eleitoral, e neste caso ainda o fato de agregar entre todos os partidos no Sul do Estado. Quem defende esta tese reforça o discurso com a teoria de que o Sul não pode perder a vaga de vice. Este cenário é tão forte que deixaria inclusive os peemedebistas com dificuldades de discurso, pois são eles que hoje insistem na tese do apoio regional.

Escalação
Na linha raciocínio de Júlio Garcia ser candidato a vice-governador a nomenclatura seria a seguinte: Paulo Bauer (PSDB) para governador, Júlio Garcia (PSD) para vice-governador e as duas vagas para o PSD com Raimundo Colombo e uma para o casal Amin (PP).

Fenômeno
O personagem Júlio Garcia goza de tanto prestígio entre líderes de outros partidos que - mesmo “sem combinar com os russos” – todos fazem o raciocínio enxergando-o como presidente da Assembleia Legislativa, mesmo sem se saber ao menos se ele vai ou não ser candidato e se vai ou não ser eleito. Não há outro político, hoje no Estado, com este respeito.

Eleição DCE
A Chapa Dois lançou seu material de campanha já no fim de semana, mal obteve o registro de candidatura à eleição do Diretório Central de Estudantes da Unesc. A Chapa Um demorou mais um pouco e só ontem no meio do dia espalhou seu material. Esta diferença no tempo de distribuição do material pode ser usada coma espelho para o que está acontecendo na eleição, ou seja, a Chapa Dois está ligeiramente mais articulada.

Campanha
Para quem observa à distância a eleição do Diretório Central de Estudantes da Unesc fica a impressão de que o candidato a presidente Marcos Machado teve que fazer algum esforço além do comum para ganhar apoio explícito de setores do PMDB, partido do qual ele faz parte.

Nova Veneza
Biro Biro Minato é o peso que desiquilibra as votações em Nova Veneza, onde o governo tem quatro vereadores (PSDB) e a oposição tem outros quatro, sendo dois do PP e dois do PMDB. Até agora o governo não perdeu votação importante. E hoje tem mais. Deve ser votada autorização para o governo contrair um empréstimo de R$ 5 milhões junto ao BRDE. Quem vai pagar é o próximo governo á que a previsão é quatro anos de carência.

“Sr déspota”
Vídeo com trecho do discurso de vereador de oposição em Nova Veneza faz a alegria da turma da polenta na hora da descontração. Dado Ghislandi (PMDB), reclamou da forma autoritária como o presidente do Legilativo, vereador Eloir Biro Biro Minato (PSD) estaria conduzindo os trabalhos e lascou esta: “O senhor é um déspota”. Dizem que só depois do acusado saber o significado da palavra é que ele ficou aliviado.

Tête-a-tête
Eduardo Moreira participaria, sábado em Criciúma, da inauguração da Usina de Asfalto adquirida pela prefeitura, mas a chuva impediu. Como o prefeito Clésio Salvaro tinha na manga alguns “pedichos”, não perdeu tempo e ontem foi levá-los diretamente ao vice-governador em Florianópolis. Além dos divulgados como a verba do Hospital Materno Infantil Santa Catarina, um ganhou especial atenção. Trata-se do pedido para que saia logo a liberação de R$ 500 mil destinados à compra de mobiliário para a prefeitura, quando ela voltar à sua sede antiga. Detalhe: se não houver logo a liberação deste dinheiro, a inauguração prevista para o dia 6 de janeiro fica comprometida.

NA AGENDA Na visita o vice-governador Eduardo Moreira, ontem, o prefeito de Criciúma deixou o convite para a solenidade de inauguração da nova prefeitura dia 6 de janeiro. Com o convite a lembrança de que o aniversariante sempre gosta de receber presente.

NÃO FUNCIONOU O prefeito Clésio Salvaro queria ver a Usina de Asfalto funcionando logo após a solenidade de inauguração. Ocorre que o equipamento tem um dispositivo de segurança que não permite o acionamento se a umidade do ar estiver muito alta. Primeiro se pensou que a máquina estava quebrada.

TROCA O jornalista Moacir Pereira publicou ontem que ouviu do próprio governador Raimundo Colombo sobre a volta do Conselheiro do TCE à carreira política. E mais, ouviu alto e em bom som que se Garcia sair, Colombo indicará o atual deputado José Nei Ascari à vaga dele no TCE.

RETORNO Júlio Garcia pode não ser o único Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado a deixar suas funções retornando à política. O outro pode ser Herneus de Nadal, que estaria acertando o mesmo caminho de volta à Assembleia Legislativa.

HAJA PAPEL A nota oficial do Governo de São José (SC), explicando a compra de seis mil fardos de rolos de papel higiênico é digno do folclore político. A explicação é que esta compra foi no governo passado e pasmem: “o material foi usado devidamente”. Quer dizer, teve destino certo e já não há mais nada no depósito.

TENSÃO Se tudo oque permeia os movimentos dos bastidores da lista dos maiores devedores da prefeitura de Criciúma viesse à público, gente famosa passaria enormes vexames. A questão é que nem tudo se prova com a facilidade com que algumas manobras limpam nomes por algum tempo.

PUBLICIDADE A Agência Ápice assinou ontem o contrato para cuidar da publicidade da Câmara de Vereadores. A escolha se deu em processo licitatório, que teve contestações na Justiça.

FRASE DO DIA
“Foi um erro da administração anterior, que ao invés de comprar rolos, comprou a quantidade em fardos de papel higiênico material devidamente usado”.
Explicação da administração de São José, na grande Florianópolis para a super compra de papel higiênico. Quer dizer, ele foi “devidamente” usado.


EDITORIAL - Do mundo que acontece sem muitos verem, recolhe-se uma equação que sugere a divisão em três.

 personJoão Paulo Messer
access_time10/02/2026 - 06:45

A leitura política nacional, hoje, é de que estamos divididos em três diferentes grupos. E não se trata dos decididos, dos que estão em dúvida e dos indecisos. Falo da divisão entre três candidaturas. A leitura das pesquisas indica um Brasil de Lula, outro de Bolsonaro e um terceiro que não quer nem um nem outro.

Essa interpretação vale para as reflexões que sejam feitas todos os dias até outubro, quando vamos decidir o voto presidencial. Esse processo é simples de entender. Faz parte do jogo. Em nenhum dos lados existe a certeza ou a garantia de um futuro muito diferente do que temos até os dias de hoje.

Óbvio, para muitos, a terceira via vem com as dúvidas naturais daquilo que não conhecemos. Lula, Flávio Bolsonaro e um terceiro nome que pode ser Ciro, Ratinho Júnior ou, muito pouco provável, Eduardo Leite, governador gaúcho. De todos, as pesquisas revelam o governador do Paraná com o melhor cenário. Mas falamos de pesquisas a mais de sete meses das eleições. É cedo para tomar decisões.

Mas o fato é que o Brasil, hoje, está dividido em três. A leitura de analistas, especialistas e ativistas de todas as correntes remete seu pensamento nesse sentido. Por isso, a partir de agora, vamos ouvir muito sobre isso.

Mas o fato é que há muito tempo até a eleição. Menos para os partidos, que correm contra o tempo tentando interpretar o que há na mente de cada brasileiro. O que há na cabeça desses líderes nós sabemos: vencer a eleição. Alcançar o poder. Pouco sabemos sobre o nosso futuro, mas parece óbvio que pior do que está não deve ficar.

EDITORIAL – Carnaval mais cedo, feriados no meio ou no fim de semana, Copa do Mundo e eleições tornam 2026 um ano de tempos perdidos.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/02/2026 - 13:41

Somos um país de regras que cobram mais caro do setor produtivo do que entregam a ele. Carga tributária nas alturas e compromissos de pagamentos calculados por mês, não por dia aproveitado. Os feriados não são descontados e viraram motivo de comemoração para quem está no sistema como agente passivo. Duro para quem paga, pior para quem recebe, porque recebe com os impactos de quem paga. Quer dizer, o pagador de impostos, de salários e outros, conta prejuízo quando há feriado, quando não há dia produtivo.

E 2026 é um desses anos pra lá de pesados. O ano já começou com feriado. O carnaval encurta as férias e também penaliza quem o curte e os setores que dependem dele. Preparam-se o ano todo para a temporada que já teve três meses, mas que hoje se restringe a menos de dois.

Fevereiro tem carnaval e já teve feriado. Março é mês aproveitável, de 31 dias, mas abril tem Páscoa e feriado caindo na terça-feira. Maio começa com feriado, emendando o feriadão antes de o mês começar. E junho não é diferente, pois, na primeira quinta-feira, já é feriado.

E junho tem ainda a Copa do Mundo, que inicia dia 11 e invade julho até além da metade. Quando a bola parar de rolar, estaremos em pleno período eleitoral, que torna julho, agosto e setembro bem menos produtivos.

Setembro, da Independência, é numa segunda-feira, com feriadão. Outubro tem feriado no dia 12, também numa segunda-feira, proporcionando feriadão. Em novembro, tem o dia 2 numa segunda e o dia 20 numa sexta-feira. Perfeitos para os feriadões.

E, para nós, em Criciúma, Santa Bárbara cai numa sexta-feira, para proporcionar feriadão, assim como Natal e Ano-Novo seguinte, que caem numa sexta-feira. Eita feriados que não acabam.

Portanto, se hoje começa a semana do carnaval e a próxima fica enforcada por quase todos os dias, lembre-se de que o ano é ainda bem mais curto. E, se de um lado comemoramos os dias de folga, devemos saber que a carga tributária precisa ser alcançada por quem busca lucro ou apenas pagar a conta. E, claro, essa conta quem paga é quem comemora ter tantos feriados e folga. Ano para não fechar as contas, este. Fevereiro que mal começou, onde as contas também não fecham.

EDITORIAL – Enquanto nos preocupamos com a falência da Previdência, o rombo está em outro lugar.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/02/2026 - 06:45

Nós fizemos parte de uma engrenagem cega e capenga. Nos últimos dias, consumimos notícias sobre o Cão Orelha e sobre o Banco Master como se nada além existisse no país. Nem mesmo o Gaeco à nossa porta pesa mais do que deveria nos ocupar. Claro, eu sei que temos, nós da imprensa, imensa culpa. Afinal, o noticiário é alimentado em cadeia por um círculo vicioso. Quer dizer, o que sai dos grandes meios ecoa até a última instância do país.

Mas vamos lá: esta é uma meia-verdade. Quem não consome as mazelas do noticiário consome o quê, então? Sinceramente, não há mais pauta que possa nos inspirar a olhar para outras coisas senão a podridão de um sistema que não é difícil de entender. Um sistema viciado. E o viciado mergulha cada vez mais na masmorra que o acalenta.

Não é difícil entender por que a nossa carga tributária precisa ser alargada e pesada sobre os ombros dos que, de fato, produzem neste país. Joãozinho ou Zezinho, seja lá como você queira denominar. Um pacato cidadão que, um dia, foi só pagador de impostos. De repente, ele vê o amigo do vizinho abduzido por um tal sistema político que o escalou para ser o representante da população.

Este, por isso, se deu bem. Ganhou um bom emprego público e, devagarinho, foi descobrindo que, neste sistema financeiro alimentado pelo cofre público, dá para ir melhorando. É como se houvesse ali um plano de carreira.

Logo mais, o vizinho que era seu conduzido é convidado para conduzir. Quer dizer, de mero espectador, ele também entra para o círculo vicioso dos dependentes da química máquina alimentada pelo poder público. Agora, não é só o Joãozinho ou Zezinho que se alimenta do tanque que um dia apenas era aproveitado pelo seu vizinho. E assim vai virando uma bola de neve.

O que era um líder comunitário, trabalhando de graça, vira assessor, depois vira vereador, e assim segue ascendendo na carreira alimentada pelo cofre público. E a estrada destes não cessa. Existe sempre um banquinho mais perto do centro do poder e, consequentemente, abre-se uma vaga. Quando não abre, o tal Joãozinho ou Zezinho já tem o poder de abrir essa vaga para mais alguém que vem na sua cola. Digo: vira seu cabo eleitoral.

E assim segue a vida, que explica por que todos percorrem a estrada da política. Ela é larga e alargada a todo momento. Sempre resta espaço para mais um, e mais um. Por que o país se preocupa com o sistema de Previdência, se há risco de faltar gente para contribuir, se o rombo maior não é o que retribui aos que contribuíram com a aposentadoria, mas, sim, o rombo está onde, a cada dia, se vai mais gente agarrada? Quer dizer: mais gente na teta pública.

EDITORIAL: Quanta hipocrisia nas falsas ações moralistas

 personJoão Paulo Messer
access_time05/02/2026 - 06:30

Para começar o dia, façamos uma reflexão sobre as tantas preocupações que o trabalhador brasileiro tem de enfrentar a cada jornada. Sem expectativa de que a contribuição social lhe assegure o direito a uma aposentadoria digna no futuro, nem lhe dê amparo à vida social nos dias de hoje, ele se vê como o marisco numa luta desigual com o governo, que é demonizado pelo empregador pela carga tributária, mas que, no fim das contas, recai justamente sobre ele, o trabalhador.

Trabalhador que, como consumidor, paga o preço quando produz e quando consome. Ontem, aqui, demos um exemplo de fiscalização do gasto do dinheiro público na Câmara de Vereadores, em um movimento fiscalizador do Observatório Social, que, por sua vez, tem tido braços apenas para alcançar este órgão público. A Câmara de Vereadores até publica sua transparência, mas o povo, em geral, pouco se importa.

Afinal, as valas por onde corre o dinheiro público são tantas que mostrar ou consertar uma única vala de vazamento é o mesmo que nada, num país em que o dinheiro público escorre por todos os lados, e não apenas no setor público. A sonegação, cada vez mais, assedia os pagadores de impostos.

Mas nada sobra aos que estão na ponta dessa guerra desigual. É óbvio que não é por isso que se deve ignorar a importância dos órgãos fiscalizadores, mas melhor seria se a capacidade de fiscalização e o interesse pela transparência fossem bem maiores, mais amplos e abrangentes.

Melhor seria se fôssemos um país em que a produção fosse reconhecida como a verdadeira receita do desenvolvimento. Num país em que especular é muito mais vantajoso do que produzir, em que o melhor e mais eficiente colaborador é o sistema financeiro, com uma carga de juros abusivos, pouco se pode esperar de quem mete a mão na massa.

Por isso, é mais fácil sonegar, guardar e deixar que o sistema trabalhe para multiplicar dinheiro do que ralar todos os dias em busca de melhores condições de vida. Difícil acreditar num país que agora, por exemplo, mergulha em um só tema, as eleições. Num país em que nossas orelhas são socadas todos os dias por notícias batidas e repetidas, como os escândalos do Banco Master ou, então, pelo que vai acontecer com os assassinos do cão Orelha. Poupe-me os ouvidos de tanta falácia e pouca prática.

O país está cheio de justiceiros, falsos moralistas e pregadores dos bons costumes, enquanto suas práticas sobrevivem desse nevoeiro que cega as nossas vistas.

Pior, não se tem esperança de que hoje será diferente de ontem, nem amanhã diferente de hoje. Nem por isso se perde totalmente a esperança. Apenas trabalhamos para um sistema que sabemos ser hipócrita e que enfrentamos num grande faz de conta, acreditando, ou fingindo acreditar, que um dia tudo possa mudar.

EDITORIAL: Como se nadássemos em dinheiro, Congresso distribui benesses

 personJoão Paulo Messer
access_time04/02/2026 - 08:00

Alguém precisa parar isso. Parar a gastança do dinheiro público. A escala que essa farra alcança é algo inaceitável. Não bastasse a falência da moral e dos bons costumes, os Poderes deste país não param de produzir ofensas diretas aos brasileiros, pelo menos aos contribuintes. Pagar imposto neste país significa sustentar uma máquina que não para de consumir.

Desta vez, o benefício vem para os servidores da Câmara e do Senado, que, ao trabalharem três dias, ganham um de folga, além de serem recompensados com aumento salarial que pode lhes garantir vencimentos superiores aos dos próprios deputados.

Na Câmara, com aquele tipo de votação do ?favoráveis permaneçam como estão, contrários queiram manifestar-se?, quatro projetos, juntados em um só, foram empurrados goela abaixo do contribuinte brasileiro. Manobra que vai custar R$ 11 bilhões até 2028, que é logo ali.

E não é apenas aumento de salário. Há criação de novos cargos, cargos bem pagos, cargos privilegiados, com o critério de uma folga para cada três dias trabalhados.

A manobra é tão descabida que, por penduricalhos, salários de determinados servidores poderão superar os dos próprios deputados. E nós pagando. A máquina pública é faminta e segue tomando suplementos que abram ainda mais o apetite.

É inconcebível que nossos parlamentares estejam a serviço de manobras tão hábeis quanto questionáveis, como a do presidente da Câmara, Hugo Mota. Na cara dura, gastam o nosso sagrado dinheirinho, recompensando sabe quem? Especialmente os fiscalizadores da arrecadação. Óbvio, é preciso estar sempre um passo à frente, pois pagar imposto neste país começa a soar como um atestado de burrice.

Acabamos de levar mais um tapa na cara.

EDITORIAL Em ano eleitoral, governo tem maiores dificuldades para aprovar matérias

 personJoão Paulo Messer
access_time03/02/2026 - 08:00

Se em anos sem eleição o debate no Parlamento costuma ser tenso, em ano eleitoral essa tensão tende a ser ainda maior. O ano parlamentar começou ontem em todas as esferas: Câmara Municipal, Assembleia Legislativa e Congresso Nacional. Apesar de ser ano eleitoral apenas nas duas últimas instâncias, Estado e União, as paróquias também devem andar agitadas. O fato é que, na política, existe uma permanente disputa por espaço.

Em Criciúma, por exemplo, dois projetos relacionados a um dos mais sérios problemas da atualidade, os moradores de rua, estão pautados, mas não são unanimidade. A oposição, por sua vez, já tem munição para se mostrar presente.

No âmbito estadual, surge a maior curiosidade: qual é o tamanho real de cada bancada. E não se fala apenas em número de parlamentares, mas em poder de articulação. Até então, Jorginho Mello tem aprovado tudo o que enviou. Será que, em ano eleitoral, o caminho dos projetos encaminhados pelo Executivo ao Legislativo continuará tão bem pavimentado. A resposta começa a ser conferida a partir de hoje.

No cenário nacional, já dá para perceber que ou o Governo Federal abre as torneiras, ou o Centrão dá o tom. Aliás, me parece que faltará torneira para segurar o Centrão.

É, começou o ano político.
Resta ao eleitor a habilidade de separar o joio do trigo, o interesse do compromisso.

Que venha o ano eleitoral.

Programa João Paulo Messer vai ao Balneário Rincão em uma sexta-feira de sol, informação e respiro

 personJoão Paulo Messer
access_time30/01/2026 - 08:00

Nesta sexta-feira, 30, hoje, o Programa João Paulo Messer sai do estúdio e se instala no Balneário Rincão, tendo o mar como cenário e a brisa como companhia. A escolha do local vai além da estética: traduz o espírito de um programa que sabe ouvir, observar e interpretar o tempo em que vive.

À beira da praia, com sol e clima típico de sexta-feira, o jornalismo assume outro ritmo, mais próximo das pessoas e das histórias que surgem fora do roteiro rígido. Entre entrevistas e diálogos francos, a essência informativa permanece, mas ganha espaço para respirar.

É um convite ao público para acompanhar um conteúdo que desacelera sem perder profundidade. Porque há dias em que a notícia pede calma, escuta e horizonte aberto.

Infraestrutura e ensino recebem novos aportes

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 11:00

O governador Jorginho Mello cumpre nesta quarta-feira, 28, uma agenda marcada por anúncios de infraestrutura e educação no Sul do estado.

Às 16h, em Forquilhinha, ele autoriza novos repasses para a continuidade do desassoreamento do Rio Sangão, obra considerada essencial para reduzir alagamentos e proteger comunidades ribeirinhas.

À noite, às 19h30, em Nova Veneza, o governador assina a ordem de serviço para a pavimentação da Rua Silvio Bonotto, a Rodovia Transpolenteira, corredor estratégico para o escoamento da produção agrícola e ligação com Morro Grande.

No mesmo evento, a Secretaria de Estado da Educação confirma a entrega de um veículo escolar e apresenta novas ampliações do ensino em tempo integral, reforçando o pacote de investimentos prometido para a região.

Município Alinha com Brasília os Últimos Passos da Quarta Fase do Canal Auxiliar

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 10:10

O prefeito de Criciúma, Vagner Espindola, esteve no Palácio do Planalto para tratar da captação de recursos destinados à quarta etapa do canal auxiliar do Rio Criciúma.

A reunião com a equipe da Secretaria de Relações Institucionais marcou a transição do projeto da fase técnica para a busca efetiva de financiamento, estimado em R$ 20 milhões.

Segundo o prefeito, o governo federal deve enviar uma equipe à cidade para vistoria em campo e validação final do encaminhamento.

Espindola afirmou que a obra é estruturante e estratégica para reduzir riscos de alagamentos e aumentar a proteção da população em períodos de chuva intensa.

O novo trecho, entre Santa Bárbara e Santo Antônio, integra o conjunto de intervenções que ampliam a capacidade de escoamento do rio.

Iniciado em 2009, o canal auxiliar já teve três fases concluídas, e a quarta consolida a expansão da infraestrutura hídrica de Criciúma.

refazer um novo titulo bem criativo para chamar

Volta às aulas reforça papel estratégico das papelarias em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 10:10

A proximidade do ano letivo reacende o movimento nas papelarias de Criciúma, impulsionado pela necessidade de cumprir listas escolares que orientam as compras das famílias. O planejamento antecipado é cada vez mais comum e reorganiza o fluxo do comércio local.

No bairro São Francisco, a Lika Variedades adota atendimento ágil e digitalizado: listas enviadas por WhatsApp são orçadas, separadas e disponibilizadas para retirada, prática que otimiza tempo e facilita a vida dos pais. A compra, porém, segue como um momento familiar, com crianças participando das escolhas.

No Rio Maina, a demanda é influenciada por tendências do universo infantil e juvenil, com personagens, jogos e referências pop dominando as preferências. Já no centro, a Livraria Fátima percebe outro comportamento: universitários iniciam as compras apenas após as primeiras orientações dos professores, movimentando o setor em uma segunda etapa do calendário.

O Observatório Econômico da CDL destaca que 95,3% das papelarias locais são microempresas, evidenciando a relevância econômica e social desse segmento, que se mantém essencial para a engrenagem do início do ano letivo.

EDITORIAL – Promessa em tempo de campanha vem com desconfiança

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 06:30

Vou usar da matemática para falar sobre o Morro dos Cavalos, cuja solução, diz-se, será anunciada hoje. A matemática porque é necessário dividir os méritos e dar os créditos, e são muitos os que merecem citação. Por certo deixarei alguns de fora.

Primeiro, é preciso dizer que a totalização dessa conta só deve ser feita quando a obra for inaugurada. Mas há dividendos a serem distribuídos antes.

Hoje, a linha de melhor média fica, sim, com o deputado federal Pedro Uczai, presidente do Fórum Parlamentar, que, por sua relação com o governo, que é do seu partido, tornou-se porta-voz e guardião dessa pauta. Claro, o ministro dos Transportes, Renan Filho, tem o mérito do canetaço com o aval do presidente Lula.

Mas lá atrás iniciaram-se movimentos dos quais não podemos esquecer. Lembro que, por coincidência, eu estava na Assembleia Legislativa no dia e na hora em que o deputado Júlio Garcia chamou a bancada estadual do Sul para uma mobilização. Disse ali que era necessário ir urgente a Brasília levar a reivindicação.

Lembro ainda que havia uma certa inércia da bancada federal. Que havia um racha na relação entre o governador e o presidente Lula, que fora ignorado quando veio ao Sul para outra inauguração. Por isso, era necessário que, de um campo neutro, nascesse a mobilização.

E nasceu. Uma audiência foi marcada. Uma reunião em que lembro a frase do deputado Júlio Garcia, já registrada aqui: havia muitas sugestões e muitos engenheiros, mas pouca solução prática.

O tempo passou e a bancada federal se mobilizou. A ACIC também faturou alto quando o presidente Franck Hoboldt anunciou o caminho, uma campanha forte na mídia. Assim, os créditos vão se diluindo e isso é fundamental.

São muitos os merecedores desse crédito, mas eu prefiro fechar essa conta e calcular a rentabilização disso tudo colocando a soma final na conta do governo federal no dia em que, de fato, a obra for inaugurada.

Drones Elevam a Precisão da Manutenção da Celesc

 personJoão Paulo Messer
access_time28/01/2026 - 06:10

A Celesc deu mais um passo na modernização do sistema elétrico ao investir cerca de R$ 1 milhão na compra de 21 drones destinados à manutenção preventiva e preditiva. Os equipamentos serão distribuídos entre regionais e unidades estratégicas, ampliando o alcance das inspeções.

O uso de câmeras térmicas permite identificar pontos de falha antes que se tornem interrupções, trazendo diagnósticos mais rápidos e aumentando a confiabilidade do fornecimento. Além disso, a tecnologia reduz a exposição de profissionais a áreas de risco.

Para a diretoria da Celesc, o recurso representa ganho direto em eficiência, precisão e segurança. A iniciativa inclui treinamento regulamentado pela Anac e reforça o compromisso da companhia com inovação e qualidade no serviço prestado.

Corrida Contra o Relógio na Unesc

 personJoão Paulo Messer
access_time27/01/2026 - 12:10

Os candidatos às bolsas integrais do Programa Universidade Gratuita têm até as 19h desta terça-feira (27) para finalizar as duas etapas obrigatórias de inscrição na Unesc. O alerta é claro: perder qualquer uma delas significa ficar fora do processo.

A iniciativa do Governo de Santa Catarina reforça o papel das universidades comunitárias na democratização do acesso ao ensino superior. Para participar, o estudante deve atender aos critérios socioeconômicos, com renda familiar de até quatro salários mínimos por pessoa, patrimônio inferior a R$ 1,5 milhão e vínculo comprovado com o estado.

O primeiro passo é o cadastro no sistema da Secretaria de Estado da Educação. Em seguida, toda a documentação precisa ser enviada no sistema da Unesc, onde ocorre a validação final.

A instituição orienta atenção redobrada aos comprovantes e alertas do edital, já que anexos incorretos ou dados incompletos podem resultar na exclusão automática.

Com ajustes recentes no programa, o governo endureceu regras para ampliar transparência e controle, incluindo a proibição de ingresso de quem já concluiu graduação com bolsa integral.

O atendimento na Unesc segue até as 19h, prazo limite para garantir a inscrição no sistema estadual – etapa sem a qual o candidato não entra no processo.

Nova Convenção Coletiva Reorganiza Regras do Comércio na Região em 2026

 personJoão Paulo Messer
access_time27/01/2026 - 11:43

O Sindilojas formalizou a nova Convenção Coletiva de Trabalho que abrange o comércio varejista e atacadista de Criciúma e municípios vizinhos, válida até abril de 2026.

O acordo atualiza o piso geral para R$ 2.045 e fixa o piso do empacotador em R$ 1.898, estabelecendo parâmetros salariais que orientam o setor.

Também define reajuste de 6,32% para trabalhadores admitidos a partir de maio de 2024 e mantém o valor de R$ 165 referente à quebra de caixa.

Para o trabalho em feriados, a remuneração foi fixada em R$ 110, reforçando a padronização das relações de trabalho.

A CCT determina ainda que as diferenças salariais serão pagas em duas parcelas, nas folhas de janeiro e fevereiro de 2026, garantindo transparência e previsibilidade ao comércio regional.

Lei Orelha avança e pressiona por nova responsabilidade

 personJoão Paulo Messer
access_time27/01/2026 - 10:30

O deputado estadual Mário Motta (PSD) apresentou a Lei Orelha, proposta que amplia a responsabilização administrativa em casos de maus-tratos cometidos por menores.

A iniciativa surge após a morte brutal do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, episódio que expôs brechas na legislação e mobilizou o estado.

Pelo projeto, pais ou responsáveis passam a responder pelas ações dos adolescentes, com multas maiores quando houver lesão grave e punição triplicada nos casos de morte.

Motta sustenta que a medida é preventiva, voltada a evitar novas cenas de crueldade.

A matéria segue agora para análise nas comissões da Assembleia Legislativa.