Notícias em destaque

Prefeitura de Criciúma intensifica cronograma de prevenção ao El Niño

commentJornalismo access_time23/07/2026 19:30

Frentes de trabalho estão voltadas à limpeza de rios e bocas de lobo

Caravaggio inicia preparação para o último jogo da Série B

commentEsporte access_time23/07/2026 17:30

Azulão enfrentará o Juventus no sábado (24), no Estádio da Montanha

Criciúma Esporte Clube divulga Serviço de Jogo para Criciúma X Náutico

commentCriciúma EC access_time23/07/2026 18:00

Partida é valida pela 20ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro

Coluna de Sexta-feira

access_time16/11/2017 - 23:22

Piso e Azulejos retorma a ponta
Quando a Secretaria de Fazenda do Estado divulgar os números do movimento econômico de 2016, que são os dados usados para dar base ao retorno do ICMS para 2018, o setor de pisos e azulejos terá confirmada sua liderança na economia da região da Amrec. Quer dizer, deixamos de ser literalmente a região “carbonífera” e retomamos os bons tempos do setor cerâmico. Por enquanto estes são dados preliminares, mas por eles é possível perceber que os dez setores mais importantes da região somam mais de 50 por cento da nossa economia. Ao longo do ano foram movimentados pela região mais de R$ 8,5 milhões, sendo R$ 1,1 bilhão só no setor de pisos e azulejos. Anote-se que este é o comportamento da economia baseado exclusivamente no tributo ICMS.

Ranking
A ordem de importância na movimentação econômica da Amrec, por setor e em percentual é a seguinte:
1º) Pisos e Azulejos com 13,26;
2º) Distribuição de Energia com 7,28;
3º) Facções de Confecções com 5.68;
4º) Indústria Plástica com 5,35
5º) Extração de Carvão com 5,22;
6º) Transporte de Carga com 3,85;
7º) Supermercados com 3,69;
8º) Fábrica de Tintas com 3,22
9º) Abate de Aves com 3,11
10º) Telefonia Celular 1,61

Planos da Unisul
Os últimos movimentos revelando cenário de crise na Unisul gerou reação da administração da instituição. Contrariando alguns comentários aterrorizadores dos últimos dias, especialmente da entidade sindical dos trabalhadores, que rejeita algumas propostas de enxugamento, a entidade anuncia a fórmula para sair da crise. A mira do tiro que a instituição dispara é o aumento na sua produção, quer dizer, mais cursos e vagas.

Ao ataque
A tese aparentemente contraditória para uma instituição com números negativos foi confirmada ontem pelo pró-reitor de administração Heitor Wesing Júnior. Não há negativa ao cenário de extrema dificuldade, nem aos procedimentos de enxugamento com redução de carga horária, demissões e renegociação de custos. O cenário é atribuído à crise que se abateu sobre todas as instituições de ensino superior.

É o caminho
Se à primeira interpretação a percepção pode ser de contradição, quando a instituição em crise se anuncia ampliando cursos e captação de alunos, é necessário perceber que a estratégia foca também destruir a tese da quebradeira, que costuma funcionar como o processo do dominó.

Dinheiro público
Números positivos também podem ser percebidos no setor público, especialmente as Câmaras de Vereadores. A campeã de economias em 2017 em relação a 2016 é a Câmara de Siderópolis, em que o índice alcançado supera os 10 por cento: 11,8 por cento. Já em Criciúma também houve economia e apesar do índice ser menor, 0,8 por cento, em valores reais significa valor bem maior.

Siderópolis
O presidente da Câmara de Vereadores de Siderópolis, Franqui Salvaro (PSB) considera que a redução é fruto deum esforço concentrado e da austeridade absoluta. A redução se deu em todos os itens das despesas do poder Legislativo. Detalhe que além de ter sido a Câmara que mais economizou, foi uma das que mais teve atividade de interação com a comunidade local.

Movimentos políticos
De repente o calmo ambiente político de indefinições e espera ficou agitado. Só ontem dois movimentos mais bruscos. No PP o ex-prefeito Márcio Búrigo confirmou que não sai mais da sigla e vai discutir com Daniel Freitas e Lei Alexandre quem será candidato a deputado estadual junto com o atual deputado Valmir Comin. Já a ex-vereador Tati Teixeira deixou o PSD algumas horas após saber que o comando do partido passa ser de Júlio Garcia. Ela foi para o PPS que se vive ausência de candidatura local desde a saída do ex-deputado Altair Guidi e seu filho Ricardo. A movimentação dos indefinidos tem a ver com ensaios que ficaram mais claros em torno da chapa majoritária depois que o ex-deputado Júlio Garcia voltou à política.

APOIO Partindo da teoria propalada na tribuna da Assembleia Legislativa nesta semana pelo deputado Kenedy Nunes (PSD), quem tem tudo para tirar proveito de tomar posição clara é o deputado federal Ronaldo Benedet (PMDB). Kenedy é da tese de que quem for vaiado pelo PT só tem a ganhar. Benedet foi eleito adversário do PT. Por conta disso tem acumulado alguns apoios como a Associação Empresarial de Criciúma.

ASFALTO O vereador Salésio Lima (PSD) discursou na tribuna da Câmara de Vereadores de Criciúma, nesta semana, revelando que as comunidades dos bairros estão aguardando que todas as ruas sejam asfaltados. Alfinetada na propaganda feita pelo governo municipal após adquirir a usina de asfalto.

ESPERANÇA No governo municipal de Criciúma é alimentada a esperança de que assim que Eduardo Moreira assumir o Governo do Estado, determine a transferência do Hospital Materno Infantil Santa Catarina para o Estado, como já é com a maioria dos hospitais infantis de outras cidades.

GIGANTE Criciúma deve lembrar que até hoje o Hospital Materno Infantil São José nunca passou de uma unidade de pronto atendimento com dez leitos de UTI. Tem estrutura física para ser hospital, mas nunca o foi de fato.

HOMENAGEM O deputado estadual Manoel Mota indicou o vice-governador Eduardo Pinho Moreira para receber a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Trata-se da Comenda do Legislativo Catarinense 2017. A entrega vai ocorrer na próxima segunda-feira, dia 20.

QUADRILHAS Vai dar em nada legalmente, mas para o noticiário deu barulho o processo do desembargador Laercio Laurelli e os advogados Modesto Souza Barros Carvalhosa e Luis Carlos Crema, que sugerem a extinção de nove partidos políticos brasileiros. Alegam que: PT, PMDB, PP, PROS, PRB, PC do B, PDT, PR e PSD transformaram-se em quadrilhas.

FRASE DO DIA
“Este sim um plano de ajuste de contas, mas o mais importante é o nosso plano de ampliação das nossas receitas.”
Heitor Wesing Júnior, pró-reitor de administração da Unisul ao falar sobre o cenário financeiro da instituição.


Defesa Civil acelera medidas preventivas diante do alerta climático

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 09:45

A iminente formação e o avanço do fenômeno climático El Niño acenderam o sinal de alerta em Santa Catarina. Com previsões indicando aumento expressivo no volume de chuvas, temporais intensos e riscos elevados de enchentes e deslizamentos durante o inverno e nos meses seguintes, os municípios catarinenses correm contra o tempo para reforçar suas estruturas de prevenção.

O próprio Governo do Estado oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias, mobilizando órgãos estaduais e municipais para reduzir os impactos de possíveis desastres naturais.

No Sul catarinense, a preocupação já se traduz em ações concretas. Em entrevista concedida nos estúdios da Rádio Eldorado, integrantes da linha de frente da Defesa Civil de Criciúma — o diretor Fred Gomes, ao lado de Tadeu Vassoler e Guilherme Alexandre Colombo — detalharam o plano de contingência que vem sendo executado no município para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

Plano de ação em Criciúma

Segundo a equipe, os trabalhos estão concentrados em três frentes principais, priorizando medidas preventivas antes que os volumes de chuva atinjam níveis críticos.

A primeira delas é o desassoreamento e a limpeza de rios e córregos. Entre as ações em andamento está a manutenção preventiva do Rio Sangão e de diversos cursos d’água que cortam a cidade. A retirada de sedimentos, entulhos e árvores caídas busca garantir melhor vazão e reduzir o risco de alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

Outra frente é o monitoramento aéreo e o mapeamento das bacias hidrográficas. Recentemente, a Prefeitura de Criciúma e a Defesa Civil realizaram um sobrevoo técnico com apoio do SAER Sul para avaliar as condições de rios e áreas estratégicas, incluindo trechos das bacias dos rios Mãe Luzia e Araranguá. O objetivo foi identificar pontos críticos de vazão e acúmulos irregulares de resíduos que possam comprometer o escoamento da água durante períodos de cheia.

A terceira frente envolve o treinamento e a preparação das equipes. O município realizou recentemente um grande simulado de gestão de desastres e mantém programas permanentes de capacitação, incluindo treinamentos voltados a profissionais da área da educação para atuação em situações de emergência.

Durante a entrevista, os representantes da Defesa Civil também reforçaram a importância da participação da comunidade. O descarte irregular de lixo continua sendo apontado como um dos principais agravantes das cheias urbanas, devido à obstrução de bueiros e canais de drenagem.

Outro ponto destacado foi o combate às fake news. A orientação é para que a população acompanhe alertas e informações apenas pelos canais oficiais da Defesa Civil, da Prefeitura de Criciúma e do Governo do Estado.

Com apoio da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Criciúma busca fortalecer sua capacidade de resposta e proteger a população diante dos desafios que o El Niño historicamente impõe ao Sul do Brasil.

Editorial: Festa da Gastronomia reafirma a identidade cultural e a força turística de Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 07:10

Hoje é quinta-feira, 18 de junho. Nova Veneza se transforma. Há um magnetismo sutil que altera o ritmo da cidade, da região e até o humor das pessoas quando a Festa da Gastronomia se aproxima.

O que nasceu como uma celebração comunitária ganhou, ao longo do tempo, contornos de um grande evento. Consolidou-se como o mais importante acontecimento cultural e gastronômico do Sul de Santa Catarina.

É impossível caminhar pela cidade sem ser contagiado por essa atmosfera vibrante, onde os aromas herdados de nonos e nonas se misturam à alegria genuína de um povo que preserva suas raízes com orgulho.

As cores inspiradas no Carnaval de Veneza já tomam conta dos espaços públicos, enriquecendo o cenário e ampliando a experiência de quem visita a cidade. O espetáculo visual se soma à tradição gastronômica e cria uma identidade única.

A contagem regressiva chegou ao fim. A festa começa hoje, trazendo consigo a promessa de dias inesquecíveis, marcados por celebração, música, encontros e, claro, boa comida.

Para quem não puder acompanhar tudo de perto, a Rádio Eldorado estará presente com cobertura completa, levando a emoção e o pulsar desse grande evento aos ouvintes de toda a região.

Mas o convite está feito: participe. Vá à festa. Nova Veneza nos convida, mais uma vez, a celebrar a vida, a história e a tradição.

Editorial: A maior Copa do Mundo da história começou mobilizando multidões, mas a estreia da Seleção Brasileira deixou mais dúvidas do que certezas.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/06/2026 - 08:00

E a bola finalmente rolou na maior Copa do Mundo da história, mas o clima de largada é de desconfiança.

Até o momento, vimos o gigantismo do torneio se traduzir em uma avalanche de seleções espalhadas por três países. Enquanto as potências europeias tentam impor sua tradicional força e as seleções emergentes buscam surpreender, a engrenagem da FIFA foca no espetáculo comercial que une os três países da América do Norte.

Paralelamente, os bastidores são palco de intensos debates logísticos sobre o desgaste provocado pelas longas viagens. Tudo isso, porém, para nós, perde importância diante do que realmente ecoa de forma dolorosa: a primeira impressão deixada em campo.

A estreia da Seleção Brasileira foi um balde de água fria e deixou os torcedores profundamente preocupados. O futebol apareceu engessado, sem a criatividade e a ousadia que historicamente marcaram a identidade do Brasil. A conexão entre meio-campo e ataque praticamente não existiu. Os jogadores surgiram isolados, evidenciando falhas táticas difíceis de serem digeridas pelo torcedor.

Se quisermos sonhar com o título, essa postura atípica e vulnerável precisa ser corrigida com urgência nos próximos jogos. É verdade que o torneio está apenas começando, mas o sinal de alerta já está aceso e a paciência do brasileiro parece cada vez menor.

O mundo assiste a uma festa grandiosa enquanto nós convivemos com o fantasma de fracassos passados. Ainda há tempo para uma reviravolta, mas o rendimento apresentado até aqui não inspira confiança.

Resta saber se a comissão técnica terá estofo para arrumar a casa antes que seja tarde demais. Por enquanto, o sentimento que domina o país não é o da festa da Copa, mas sim o medo de um novo fiasco da Seleção Brasileira.

Mas também há muita gente comemorando sem estar nem aí para o resultado dentro das quatro linhas. É tempo de Copa. E a Copa continua sendo um raro momento de encontro coletivo, mesmo em um período em que o Brasil não vive seus melhores dias na economia.

O que se percebeu no fim de semana, especialmente na sexta-feira, foi uma multidão disposta a celebrar. Bares, restaurantes, praças e espaços de convivência ficaram lotados, tomados pelo clima do Mundial. A festa está garantida. Falta apenas a Seleção fazer a sua parte.

Uma placa alusiva aos 80 anos da emissora foi entregue nesta sexta-feira (12).

 personJoão Paulo Messer
access_time12/06/2026 - 00:00

Durante o programa João Paulo Messer, desta quinta-feira, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina realizou a entrega de uma placa em homenagem aos 80 anos da Rádio Eldorado. Estiveram no estúdio o deputado Rodrigo Minotto, autor da proposta, e o presidente do Legislativo catarinense, Júlio Garcia.

Durante o ato, que aconteceu em forma de entrevista, estiveram presentes ainda o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (ACIC), Frack Hoboldt, o vice-prefeito Salésio Lima e o diretor do portal Engeplus, Marcus Vinicius Signor.

Minotto lembrou da credibilidade da emissora, que, ao longo de todas as suas oito décadas, manteve seu perfil independente e o papel de prestadora de serviços. Júlio Garcia, que recentemente promoveu um incremento na imprensa do Parlamento catarinense, a ponto de receber reconhecimento nacional por isso, reforçou o fato de que não há democracia sem imprensa livre e que a informação precisa chegar ao ouvinte com credibilidade e fidelidade aos fatos.

Frack Hoboldt reforçou o papel da imprensa no desenvolvimento dos mais diversos segmentos da região e na construção de uma sociedade com intensa participação. A ACIC comemora 82 anos nos próximos dias, fato que foi lembrado por conectar várias instituições de Criciúma que estão na faixa dos 80 anos.

Debate sobre a maioridade penal revela impactos que ultrapassam a segurança pública e chegam à economia.

 personJoão Paulo Messer
access_time09/06/2026 - 06:45

O debate de hoje será na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Trata-se de uma discussão polêmica, cercada de argumentos de ambos os lados. Mas é um tema que ganha contornos surpreendentes quando analisado sob a ótica do impacto socioeconômico e do combate à inflação.

Por um lado, quem defende a redução argumenta que jovens de 16 e 17 anos já possuem discernimento suficiente para responder por seus atos, especialmente diante de crimes hediondos. Sob esse aspecto, a medida traria uma sensação de justiça para as vítimas e combateria a impunidade, além de inibir o aliciamento de menores pelo crime organizado.

Por outro lado, críticos apontam que o sistema prisional brasileiro, já saturado e precário, funciona frequentemente como uma "escola do crime" e que a solução estrutural passaria por investimentos massivos em educação e oportunidades de emprego, evitando que o jovem entre na criminalidade.

No entanto, há um desdobramento econômico menos evidente, mas profundamente conectado à estabilidade do país: o impacto direto na escalada da inflação.

À primeira vista, conectar o Código Penal ao índice de preços ao consumidor parece estranho. Mas a segurança pública é um dos principais componentes invisíveis do chamado "Custo Brasil". Você sabia disso?

Junho da Copa: consumo, paixão e polarização

 personJoão Paulo Messer
access_time08/06/2026 - 06:30

O mês de junho sempre traz uma atmosfera diferente para o Brasil, mas, em ano de Copa do Mundo, essa transformação é profunda. A rotina das cidades se molda ao calendário dos jogos, esvaziando ruas e alterando horários de expedientes inteiros. O comércio e a indústria precisam se reorganizar para lidar com as pausas estratégicas, refletindo um impacto direto na produtividade do país.

Por outro lado, o consumo dispara em setores específicos: supermercados, bares e lojas de eletroeletrônicos veem as vendas aquecerem com a busca por camisas, petiscos e telas maiores. O futebol, como nossa grande paixão nacional, mantém uma capacidade única de ditar o ritmo da economia e do cotidiano de milhões de pessoas. Mesmo em tempos de certo distanciamento e menor empolgação com o desempenho recente da nossa Seleção, o torneio ainda mexe fortemente com o emocional do brasileiro.

Há uma memória afetiva e uma vibração coletiva que insistem em emergir quando a bola rola no maior palco do esporte mundial. O país para, torce e se emociona, provando que o futebol continua sendo um dos nossos principais traços culturais.

Infelizmente, a festa deste ano carrega uma melancolia inédita nos guarda-roupas e nas ruas. Por conta da forte polarização política que atravessa o país, muitos torcedores brasileiros decidirão deixar a tradicional camisa verde e amarela no armário durante a competição. Essa triste realidade reflete como os símbolos nacionais e as cores da nossa bandeira foram apropriados por uma determinada corrente partidária nos últimos anos.

Para uma parcela significativa da população, vestir o uniforme da Seleção deixou de ser um ato puramente esportivo e passou a ser interpretado como uma declaração de voto ou posicionamento ideológico. Com receio de julgamentos, hostilidades ou, simplesmente, por desaprovarem essa politização do manto sagrado, muitos preferem torcer vestindo azul, branco ou roupas neutras, evidenciando uma ferida social que nem mesmo a maior paixão do país conseguiu cicatrizar por completo.

Aposentadoria especial teve julgamento no STF

 personJoão Paulo Messer
access_time04/06/2026 - 09:45

Decisão do Supremo Tribunal Federal, em votação encerrada nesta quarta-feira (3), concluiu o julgamento da ADI 6309. Trata-se de assunto ligado às aposentadorias especiais. A sentença proferida derruba a exigência de idade mínima para os trabalhadores especiais, corrigindo uma distorção resultante da Reforma da Previdência de 2019. Mas a vitória foi parcial. Isso porque as regras de cálculo do valor do benefício não mudaram. Continuam seguindo o modelo rígido da reforma.

O foco principal era a barreira da idade criada, pois, antes da reforma, quem trabalhava em ambientes nocivos se aposentava pelo tempo de contribuição. No caso dos mineiros, por exemplo, 15 anos. A reforma passou a exigir idade mínima de 55 anos.

Com a decisão, volta a valer a lógica de que o trabalhador pode se aposentar assim que cumprir o tempo de contribuição na atividade especial, independentemente de quantos anos de idade tenha.

Continua, porém, proibido converter o tempo trabalhado em atividade especial em tempo comum para aumentar o tempo total de contribuição em aposentadorias normais (para os períodos trabalhados após novembro de 2019).

O cálculo do benefício: o STF rejeitou o pedido para voltar ao cálculo antigo (que pagava 100% da média salarial).

Como o STF manteve a fórmula de cálculo da Reforma da Previdência, o valor do benefício continua reduzido se comparado ao que era pago antes de 2019. O cálculo leva em conta 100% de todos os salários de contribuição do trabalhador desde julho de 1994 (não se descartam mais os 20% menores salários, o que, por si só, já puxa a média para baixo).

O trabalhador que pede a aposentadoria especial começa recebendo 60% dessa média geral. A esse percentual de 60%, são somados 2% a mais por ano que ultrapassar:

O trabalhador ganhou o direito de sair mais cedo do ambiente nocivo para preservar sua saúde, mas, financeiramente, precisará aceitar o redutor do cálculo da Reforma da Previdência, a menos que decida continuar trabalhando por mais anos na atividade (o que elevaria o percentual do seu benefício, mas aumentaria o tempo de exposição ao risco).

A decisão deve destravar milhares de processos administrativos no INSS e ações na Justiça que aguardavam essa definição técnica do Supremo.

O Adeus à Cris Freitas

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2026 - 13:34

Qualquer ser humano que faz parte deste mundo aos 52 anos de idade não deixa ar uma pergunta sobre o por quê? Vida tão breve por quê? Cris Freitas é uma dessas personagens que nos deixa e leva consigo esse questionamento que um jeito de mostrarmos a nossa inconformidade.

Faleceu na madrugada desta quarta-feira (3), aos 52 anos de idade, a jornalista Cris Freitas. Gaúcha de Bagé, radicada desde o início dos anos 2000 no sul de Santa Catarina, renovou a cidade de Nova Veneza que a atualizou e o condedeu o título de cidade benemérica.

Cris faleceu de câncer na medula, doença descoberta no início deste ano, mas que dava sinais no final de 2025, quem sabe bem antes. Afinal, ela não era de reclamação como reclamava no final do ano passado na roda de amigos. As dores nas costas foram debitadas na conta da academia que acabaram de começar por conta da busca de uma vida mais saudável e longa.

Mãe da Vitória, sua companheira inseparável, Cris ficou pouco tempo em veículo. Tive o privilégio de trabalhar com ela na rádio Eldorado. Logo depois ela foi para Nova Veneza, onde como assessora de imprensa virou referência. Mostrou como o jornalismo pode ser útil na divulgação de uma cidade.

Sua transpiração colocou a cidade em grandes programas como Fantástico e Programa da Ana Maria Braga, ambos da rede globo. Os programas locais fizeram bolsas de reportagens sobre a cidade de Nova Veneza e sua riqueza gastronômica. A Cris conseguia mostrar sempre mais do que os olhos de todos conseguiam exercitar. Era capaz de abandonar tudo para se dedicar à divulgação da cidade. Tentou ganhar dinheiro fora de assessoria com empreendimento no turismo, mas sua veia jornalística não lhe permitiu ser empresária. Ela era mesmo jornalista por opção, formação e vocação.

Cris vai fazer falta. Morreu jovem, mas deixou um legado enorme. As despedidas ocorreram na tarde desta mesma quarta-feira. Foi cremado.

Dia 2 de junho é histórico

 personJoão Paulo Messer
access_time02/06/2026 - 07:00

O 2 de junho é uma data que não sai da memória dos torcedores mais apaixonados do Criciúma. A torcida tricolor vem se sucedendo, vem passando de pai para filho, vem passando de avô para neto. O fato é que a torcida do Criciúma é intensa, e as suas conquistas também.

Por isso, o dia de hoje é especial. O 2 de junho de 1991 está na memória do torcedor. Quem não lembra? Quem não lembra, por certo, já leu ou ouviu. No mínimo, sabe sobre o que aconteceu naquele dia.

Naquele dia, o Criciúma ganhava a Copa do Brasil em pleno Estádio Heriberto Hülse. Por isso, passados todos estes anos, a data segue sendo lembrada. O torcedor tricolor acorda no dia 2 de junho pensando naquele momento histórico.

O Criciúma é uma paixão que se confunde com a nossa história. Viver o 2 de junho é uma forma de comemorar vitória também.

Ah, e que bom, nós recém saímos de uma vitória em cima de um dos nossos rivais do futebol catarinense, o Avaí. O Criciúma, portanto, celebra uma data importante neste 2 de junho. Então, comemore.

E pouco importa se faz tanto tempo. Existem fatos na história que não se apagam, nem têm diminuída a sua emoção e importância, e a conquista da Copa do Brasil é uma delas.

Onde você estava naquele 2 de junho de 1991? Pode ser uma viagem que você faça no tempo hoje. Parabéns, tricolor carvoeiro, o mais amado do Brasil.

Ceretta faz balanço e projeta avanços

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2026 - 10:00

Em entrevista ao Programa João Paulo Messer, na Rádio Eldorado, a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, fez um balanço do primeiro ano à frente da pasta e apresentou os principais resultados alcançados pela rede estadual de ensino.

Luciane classificou o período como um dos maiores desafios de sua trajetória profissional e destacou o cumprimento das metas estabelecidas pelo governador Jorginho Mello. Entre os avanços, ressaltou a climatização de 100% das mais de 14 mil salas de aula da rede estadual e o amplo programa de reformas, ampliações e revitalizações das escolas.

A secretária também enfatizou os investimentos em segurança, com a instalação de câmeras de monitoramento e botões de pânico em todas as unidades escolares, além da implantação do programa Escola que Respeita, voltado à cultura de paz e à convivência saudável.

Outro destaque foi a distribuição de uniformes e materiais escolares para todos os estudantes, medida que reduziu custos para as famílias catarinenses.

Na valorização dos profissionais, Luciane citou a descompactação da tabela salarial, investimentos superiores a R$ 1 bilhão na carreira docente, a ampliação da formação continuada e a criação da Escola de Formação de Professores.

A secretária também defendeu a realização de concursos públicos para ampliar o número de professores efetivos e destacou a expansão do ensino técnico, que já alcança metade das escolas estaduais de ensino médio.

Ao falar sobre o futuro, Luciane reafirmou que sua missão na Secretaria tem prazo definido. "Eu retorno para a Reitoria da Unesc, que é o meu lugar. Estou, neste momento, dando a minha contribuição para a educação pública de Santa Catarina. Sou completamente apaixonada pela educação pública, mas retorno para o meu lugar. As metas que nós estabelecemos com o governador foram cumpridas, mas, no caminho, a gente vai construindo outras metas a partir das necessidades que identifica. Então, na medida em que eu concluir isso, eu pretendo retornar, e o governador sabe disso e a Unesc também."

Caravággio em festa até domingo

 personJoão Paulo Messer
access_time26/05/2026 - 08:00

De hoje até domingo, uma das mais bem organizadas comunidades do Sul de SC realiza a festa em honra à Nossa Senhora do Caravággio. A celebração do dia 26 de maio é alusiva à data exata da aparição da Virgem Maria, o que aconteceu em 26 de maio de 1432, às 17h, na cidade de Caravaggio, na Itália.

A celebração se dá em torno da fé. Naqueles tempos, a região de Caravaggio sofria com divisões políticas, heresias e bandidagem. A Virgem Maria apareceu para trazer uma mensagem de paz e pedir que as pessoas voltassem à oração e à penitência.

No local onde a Virgem pisou, brotou uma fonte de água. Muitos relatam curas atribuídas a essa água. Tem ainda a história de um homem incrédulo, chamado Graziano, que colocou um galho seco na água, desafiando o milagre, e o ramo imediatamente verdejou e floresceu. É por essas coisas que as imagens da santa trazem um raminho florido.

No Caravággio, no Sul de SC, região de forte colonização italiana, a celebração é sempre bem organizada e prestigiada. O final de maio é marcado por romarias que arrastam milhares de fiéis a pé até o santuário dedicado à santa.

Opinião: Editorial desta quinta-feira no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time21/05/2026 - 06:30

E, de novo, o raciocínio sobre o cenário político brasileiro. Vivemos um momento de confusão. Falo da insistência em um único canal de oposição. A dependência que se criou de que a direita e os setores insatisfeitos com o atual governo só têm como solução eleger alguém da família Bolsonaro não revela apenas a força de um sobrenome, mas a falência de um cenário político que desaprendeu a gerir alternativas.

Quando as esperanças de renovação focam em uma única dinastia, o eleitorado antipetista, por exemplo, cria uma armadilha para si mesmo. Essa personalização sufoca o debate de ideias e transforma o conservadorismo e o liberalismo, criando reféns de um projeto familiar e personalista.

O grande mistério que intriga a análise é a ausência de novas lideranças viáveis. Esse vácuo não ocorre por falta de quadros qualificados nos governos estaduais ou no Congresso, mas sim provocado pela própria polarização.

Qualquer figura que ensaie um discurso moderado ou uma oposição prática é triturada pelas redes sociais, rotulada de ?isentona? ou traidora por um tribunal digital que exige fidelidade cega. Enquanto a oposição for tratada como um fã-clube, e não como um projeto de país, o Brasil continuará preso ao retrovisor, incapaz de sair dessa dualidade que vem ditando o ritmo do nosso atraso na política.

Semana termina de forma melancólica, e a próxima não traz muita esperança.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/05/2026 - 06:30

Mais uma semana se encerra, e o sentimento que paira sobre o Brasil é de um desalento profundo, quase palpável. Para o brasileiro, a notícia negativa deixou de ser um evento fortuito para se tornar a rotina amarga de cada café da manhã.

Vivemos dias em que o espanto não vem de uma surpresa genuína, mas da confirmação de que o fundo do poço, no cenário institucional, parece ser um horizonte móvel, que se afasta conforme tentamos alcançá-lo.

Os últimos dias foram emblemáticos dessa erosão. Assistimos a um cenário jurídico que, em vez de pacificar o país, aprofunda as trincheiras da incerteza. Escândalos recentes envolvendo instituições financeiras e menções a nomes da mais alta cúpula do Judiciário, como é o caso do imbróglio do Banco Master e das delações que atingem o coração do sistema, criaram um clima de desconfiança institucional sem precedentes.

No tabuleiro eleitoral de 2026, a regra não é a proposta, mas o ataque; não é a esperança, mas o medo. A absoluta indefinição sobre regras de elegibilidade e o uso de tecnologias que distorcem a realidade colocam a democracia em um estado de suspensão ansiosa.

O Brasil não é um amador em crises. Já sobrevivemos a hiperinflações, impeachments e quedas éticas que derrubaram ministérios inteiros. No entanto, há algo de distinto no ar desta vez. A impressão é de que nunca estivemos tão mal localizados em um mapa em que a corrupção parece sistêmica, e a esperança em um futuro melhor tornou-se um artigo de luxo, inacessível para a maioria. O otimismo foi substituído por um pragmatismo cínico.

Ainda assim, quem conhece a história desta terra sabe que o capítulo final nunca é o da tragédia. O que nos resta, em meio aos escombros morais da semana, é a única certeza que a política e a economia ainda não conseguiram confiscar: a nossa incrível e teimosa capacidade de nos reinventarmos. O Brasil é maior que suas crises, e sua força reside na resiliência de um povo que, mesmo sem bússola, insiste em caminhar.

80 anos de história, tradição e liderança no rádio catarinense

 personJoão Paulo Messer
access_time13/05/2026 - 06:30

Existem emissoras que apenas transmitem programação. Outras se transformam em parte da história de uma região. A Rádio Eldorado pertence a esse grupo raro. Neste 13 de maio de 2026, a emissora de Criciúma celebra 80 anos carregando uma trajetória construída com pioneirismo, credibilidade e compromisso permanente com a comunidade sul-catarinense.

Fundada oficialmente em 13 de maio de 1946, a Rádio Eldorado tem no médico José de Patta o principal nome de sua origem. Ao lado de Hercílio Amante, Cláudio Schuller e Pedro Milanez, ele ajudou a construir uma emissora que nascia com espírito pioneiro e forte ligação com Criciúma. Antes mesmo da formalização da concessão, ainda nos tempos do antigo serviço de alto-falantes instalado no Edifício Filhinho, no tradicional Café São Paulo, a Eldorado já começava a criar vínculo com a população.

Ao longo de oito décadas, a Eldorado acompanhou as transformações políticas, econômicas e sociais do Sul de Santa Catarina. Esteve presente nos grandes acontecimentos da região, nas coberturas históricas, nas transmissões esportivas inesquecíveis e, principalmente, na vida cotidiana de milhares de ouvintes.

Mas a história moderna da emissora ganhou um capítulo decisivo a partir de 2003, quando Henrique Salvaro assumiu o comando da rádio e iniciou uma profunda transformação estrutural e editorial.

Com visão empresarial, espírito inovador e profundo respeito pela tradição da comunicação regional, Henrique Salvaro conduziu a Rádio Eldorado a um novo patamar. Sob sua liderança, a emissora ampliou investimentos, modernizou equipamentos, fortaleceu o jornalismo e consolidou sua presença como uma das mais importantes referências do rádio catarinense.

Mais do que investir em tecnologia, Henrique Salvaro preservou aquilo que nenhuma modernização pode substituir: a confiança do ouvinte. A Rádio Eldorado manteve sua essência comunitária, sua credibilidade editorial e sua capacidade de permanecer próxima das pessoas, mesmo diante das profundas transformações da comunicação contemporânea.

A emissora esteve ao lado da comunidade nos momentos mais difíceis da história regional. Durante as enchentes de 1974 e 1995, no Furacão Catarina em 2004 e em diversas situações de emergência, a Eldorado permaneceu no ar prestando serviço, orientando famílias e levando informação segura à população.

No esporte, eternizou emoções. As jornadas esportivas da Rádio Eldorado acompanharam momentos históricos do Criciúma Esporte Clube, como a conquista da Copa do Brasil de 1991 e a participação na Libertadores da América, consolidando a emissora como referência nas transmissões esportivas do Sul catarinense.

A capacidade de evoluir sem romper com suas origens também marcou a trajetória recente da rádio. Em 2025, a migração do tradicional AM 570 para o FM 98.5 representou mais um passo importante de modernização, ampliando qualidade, alcance e integração digital.

Hoje, aos 80 anos, a Rádio Eldorado segue sendo mais do que uma emissora. É uma instituição construída diariamente por credibilidade, tradição e conexão humana.

E grande parte dessa força carrega a marca da liderança de Henrique Salvaro, responsável por conduzir a emissora a uma nova era sem permitir que ela perdesse aquilo que sempre a tornou única: sua identidade junto à comunidade.

O rádio mudou. A tecnologia avançou. O tempo passou.

Mas a Rádio Eldorado continua sendo a mesma voz forte, confiável e presente na vida do Sul catarinense.

Vaguinho sob teste de habilidade política

 personJoão Paulo Messer
access_time10/05/2026 - 16:16

O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), tem pela frente um grande desafio. Se mostrar fiel ao partido e seus aliados da última eleição sem perder as obras que o seu maior adversário do processo eleitoral oferece agora. Terá que achar uma forma de atender a ambos sem prejuízos.

O governador Jorginho Mello estará em Criciúma nos próximos dias para tratar da liberação de recursos para uma série de obras que são importantes para o governo municipal. E ao fazê-lo deixa implícita a cobrança de um comportamento que pode não ser o de apoio à reeleição, mas algo que fique perto disso.

Assim, Jorginho que não poupou esforços para derrotar Vaguinho na urna, volta e agora com um discurso de conciliação e aproximação. Os aliados de Vaguinho, que o elegeram prefeito esperam muito empenho dele, agora na eleição, para eleger João Rodrigues e derrotar Jorginho.

Vaguinho está entre as benesses que a cidade espera do governo do Estado e a cobrança de fidelidade partidária. Parece simples ele dizer o óbvio, lembrando com quem tem compromisso eleitoral. Para isso terá que enfrentar o governador, mas será que vai fazê-lo? E como fará isso. Se perguntar ao seu maior padrinho político, o ex-prefeito Clésio Salvaro pode receber um conselho que não só foge à característica Vaguinho como pode ser uma declaração de guerra com o governador.

Tanto Jorginho como Vaguinho podem dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas nem o mais ingênuo dos criciumenses vai acreditar. Será uma prova de fidelidade e sinceridade com a cidade, seja por parte de Vaguinho, seja por parte do governador Jorginho Mello. A agenda do governador, prevista para os próximos dias, promete ser uma das mais interessantes dos últimos tempos.

Vaguinho pode ficar sem os convênios e deixar a cidade interpretar o gesto do governador, mas não pode fazer a opção por elas se a exigência do governador – mesmo que feita de forma indireta - for reciprocidade na eleição. Vaguinho está diante de uma severa prova de habilidade política.