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Opinião: Editorial desta quinta-feira no Programa João Paulo Messer

access_time21/05/2026 - 06:30

Fonte: Produção

E, de novo, o raciocínio sobre o cenário político brasileiro. Vivemos um momento de confusão. Falo da insistência em um único canal de oposição. A dependência que se criou de que a direita e os setores insatisfeitos com o atual governo só têm como solução eleger alguém da família Bolsonaro não revela apenas a força de um sobrenome, mas a falência de um cenário político que desaprendeu a gerir alternativas.

Quando as esperanças de renovação focam em uma única dinastia, o eleitorado antipetista, por exemplo, cria uma armadilha para si mesmo. Essa personalização sufoca o debate de ideias e transforma o conservadorismo e o liberalismo, criando reféns de um projeto familiar e personalista.

O grande mistério que intriga a análise é a ausência de novas lideranças viáveis. Esse vácuo não ocorre por falta de quadros qualificados nos governos estaduais ou no Congresso, mas sim provocado pela própria polarização.

Qualquer figura que ensaie um discurso moderado ou uma oposição prática é triturada pelas redes sociais, rotulada de ?isentona? ou traidora por um tribunal digital que exige fidelidade cega. Enquanto a oposição for tratada como um fã-clube, e não como um projeto de país, o Brasil continuará preso ao retrovisor, incapaz de sair dessa dualidade que vem ditando o ritmo do nosso atraso na política.


Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.