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Editorial: O desgaste do dia a dia que cansa

access_time30/07/2026 - 08:00

Fonte: Produção

Como é rotina analisar as principais notícias do dia, todas as manhãs, nesta primeira hora do programa, hoje, novamente, nos deparamos com fatos que provocam inquietação e nos fazem refletir sobre o rumo do Brasil. E resta a pergunta: por que estamos vivendo um cenário tão desanimador, justamente quando nos aproximamos de mais uma eleição, que deveria renovar a esperança do cidadão?

A impressão que fica para muitos brasileiros é a de que a confiança nas instituições foi sendo desgastada ao longo dos anos. O debate público perdeu serenidade. Em seu lugar, cresceram o radicalismo, a intolerância e a incapacidade de ouvir quem pensa diferente. E radicalismo é, antes de tudo, a negação do diálogo. É quando a emoção substitui a razão e a paixão calam o bom senso.

Mas como raciocinar com tranquilidade quando o noticiário parece apresentar, diariamente, novos episódios de conflitos, escândalos, disputas e divisões? Até quando viveremos esse dilema entre o certo e o errado, quando, tantas vezes, parece que o errado ganha mais espaço do que aquilo que inspira confiança?

Vivemos presos a uma roda que gira sem sair do lugar. Mudam os discursos, mudam os personagens, mudam as promessas, mas a sensação de frustração permanece.

E então surge outra pergunta inevitável: qual é a motivação para começar um novo dia acreditando que algo pode melhorar?

Talvez a resposta seja apenas uma: a esperança. Porque, sem ela, nenhuma sociedade consegue avançar.

Há exemplos suficientes de um país que ainda luta contra a corrupção, contra o desperdício dos recursos públicos e contra decisões que frequentemente dividem a opinião da população. Muitos brasileiros demonstram desconfiança em relação aos três Poderes. Há quem enxergue um Judiciário distante da sociedade, um Executivo marcado por interesses políticos e um Legislativo que, muitas vezes, parece esquecer sua missão de fiscalizar e representar o cidadão.

Quando as instituições deixam de transmitir segurança, cresce o sentimento de impotência. E uma democracia forte depende, justamente, do contrário: da confiança, da transparência e do respeito às regras.

O Brasil não precisa de mais ódio. Não precisa de mais divisão. Precisa recuperar a capacidade de debater ideias sem transformar adversários em inimigos. Precisa de líderes comprometidos com resultados, e não apenas com disputas permanentes.

A eleição que se aproxima pode ser mais uma oportunidade de mudança, desde que o eleitor participe com consciência, responsabilidade e espírito crítico. Afinal, o voto continua sendo a ferramenta mais poderosa da democracia.

Que a indignação não se transforme em conformismo. Que a crítica não destrua a esperança.

E que o Brasil volte a acreditar que é possível reconstruir a confiança, fortalecer as instituições e oferecer às próximas gerações um país onde a honestidade, a justiça e o bom senso deixem de ser exceções para voltar a ser a regra.


Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.