Notícias em destaque

Semana do Dia do Amigo é marcada por atividades recreativas na Afasc

commentJornalismo access_time20/07/2026 16:00

Ações foram voltadas ao fortalecimento de vínculos no SCFV

Calendário eleitoral entra na fase decisiva

commentEsporte access_time20/07/2026 08:30

Cronograma do TSE reúne as principais datas que conduzirão a campanha e a votação das eleições gerais.

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

Coluna de Quarta-feira

access_time07/02/2018 - 00:07

Fundam é a ultima missão
Raimundo Colombo cumpriu o ritual de abertura dos trabalhos do anona Assembleia Legislativa, substituindo a protocolar mensagem por um discurso de despedida. O ano legislativo abre com a presença do governador, que é o único a falar. Foi assim ontem. Além de repetir o mantra dos aspectos positivos alcançados nos dois mandatos o governador admitiu que falta concluir a execução do Fundam II. Todo o resto está em fase de transição. O vice-governador Eduardo Moreira assistiu o discurso de tom nostálgico com olhar sereno, braços cruzados e merecendo o olhar atento não só dos parlamentares, mas também da massa que lotou o plenário da Assembleia Legislativa. Foi assim, com este tom de despedida a abertura dos trabalhos do legislativo catarinense, ontem.

Fundam muda
O projeto original do Fundam II teve que ser refeito. Revisão impostas por exigências do BNDES e Banco do Brasil. Na nova versão só os municípios com mais de 10 mil habitantes serão contemplados. Os menores vão depender de despachos da fonte geral do governo, ou seja, ficam na mão do governador.

Bons números
Durante seu discurso o governador Raimundo Colombo apresentou dados positivos extraídos do cadastro de emprego. Em 2017 Santa Catarina foi Estado brasileiro que mais gerou emprego. Outro dado é que SC alcançou o índice de crescimento de 4,3 por cento do Produto Interno Bruto, enquanto a média nacional foi de um por cento.

Começou bem
Na toada do otimismo Raimundo Colombo revelou que levantamento da Secretaria da Fazenda revela em janeiro crescimento de 11 por cento maior que o movimento de janeiro do ano passado.

Acordo
Logo após a apresentação do governador os viveram o processo burocrático que consolidou a troca de Silvio Dreveck (PP) que renunciou à presidência. Havia um acordo neste sentido. Assumiu o deputado Aldo Schneider (PMDB).

Condenado
A primeira turma do Supremo Tribunal Federal manteve a condenação de perda dos direitos políticos e de prisão para o deputado federal João Rodrigues. A condenação é de 2009 e estava prestes a prescrever, quando foi desengavetada. A manutenção da pena foi por quatro votos a um e chamou atenção porque o relator foi a favor de Rodrigues, mas todos os demais foram contra.

Crime e pena
A pena imposta ao deputado João Rodrigues é de cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto e decorre de um processo licitatório de 1999. Na ocasião ele era vice-prefeito da cidade de Pinhalzinho-SC. No mesmo instante da condenação houve votação para prisão imediata.

Sem efeito
A defesa de João Rodrigues anunciou que recorre imediatamente reivindicando a prescrição da pena, já que o pedido de revisão não foi apreciado pela maioria dos ministros. Apesar da condenação o deputado não terá que cumprir a pena até que haja a avaliação do STF. Ele segue também com seus direitos políticos.

Tornado no Oeste
O ambiente político do Oeste sofre profunda transformação com a condenação de João Rodrigues. Ele e o deputado Gelson Rodrigues não são apenas do mesmo partido, mas da mesma base política. Chegaram a formar com o ex-Secretário da Fazenda, Antônio Gavazzoni o trio mais forte da política regional. Este cenário implode.

Prestigio de prefeito
O presidente da Câmara de Vereadores de Criciúma, Júlio Colombo passou um dia muito a vontade na cadeira de prefeito. Ocupa o cargo por dez diz, a contar de ontem. Na solenidade de posse ele foi bastante prestigiado. Não compareceram apenas políticos, mas representantes de vários segmentos o que denota ideia de prestígio. O cenário decorre provavelmente da boa relação que o vereador vem construindo, por exemplo no setor empresarial.

PREOCUPAÇÃO Prefeitos que ouviram ontem o governador Raimundo Colombo dizer que o Fundam II vai atender apenas os municípios com mais de dez mil habitantes, enquanto os demais devem ser contemplados pelo caixa do governo. Isso cria dependência muito grande ao ambiente político.

A CAMPO A reitora da Unesc, professora Luciane Ceretta começa hoje um roteiro de entrevistas para falar da volta às aulas. A ideia é transmitir a animação do campus para receber a comunidade acadêmica.

TREVISO O presidente da Câmara de Vereadores de Treviso, Sidnei Viola, eleito com os quatro votos dos vereadores do PMDB já se coloca como possível pré-candidato peemedebista à prefeitura, nas próximas eleições. É aguardar para conferir.

PREVIDÊNCIA Os representantes das centrais sindicais (Força Sindical, CTB, CSB, CUT, Nova Central e UGT) se reúnem hoje com o presidente da Câmara dos Deputados para discutir o adiamento da reforma da Previdência.

PODE ESPERAR Há um clima de revolta entre segurados e profissionais que necessitam com frequência do atendimento da agência do INSS em Criciúma. Isso porque os advogados obtiveram uma liminar que lhes garante prioridade de atendimento.

CONCURSADOS O que era para ser apenas 40 professores concursados de 2014 chamados agora subiu para 110. Inicialmente houve ação judicial alegando mais vagas do que chamados pelo governo. Depois de reavaliar o número de chamados aumentou.

FRASE DO DIA
“Estou aqui para agradecer pelos sete anos de parceria que tive com esta casa. Acordos feitos na política são para serem cumpridos e por conta de um destes acordos estou partido para uma nova missão.”
Raimundo Colombo, ao fazer um discurso de despedida na Assembleia Legislativa ontem.


Editorial - Polarização volta ao centro do debate eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time21/07/2026 - 09:45

A tensão que se desenha no horizonte das eleições de 2026 não é novidade. O que preocupa é a intensidade com que a polarização volta a ocupar o centro da disputa. O primeiro debate promovido pela Rádio Eldorado mostrou, com clareza, o tom que tende a marcar a campanha: o embate entre esquerda e direita supera, mais uma vez, a discussão sobre projetos de governo.

Em vez da apresentação objetiva de propostas, predominam estratégias voltadas à desqualificação do adversário. Ressurgem rótulos, ataques pessoais e, de forma ainda mais preocupante, questionamentos dirigidos a instituições essenciais da democracia, como a urna eletrônica, alimentando um ambiente permanente de desconfiança.

Essa lógica produz um efeito nocivo. O excesso de ruído desloca a atenção da sociedade do verdadeiro desafio eleitoral: conhecer projetos consistentes, metas alcançáveis e soluções para os problemas do país.

Quando a campanha se resume ao desgaste do oponente, perdem espaço temas como saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento econômico e infraestrutura. O debate de ideias cede lugar às provocações, enquanto a narrativa passa a valer mais do que o conteúdo.

Os extremos acabam se fortalecendo mutuamente. O confronto alimenta o próprio confronto, reduzindo o espaço para o diálogo e para a construção de alternativas capazes de responder às demandas da população.

Nesse cenário, cresce a responsabilidade do eleitor. O voto exige discernimento, espírito crítico e independência para distinguir discursos de resultados, promessas de compromissos e propaganda de capacidade administrativa.

Tudo indica que 2026 repetirá a polarização observada em 2022. Resta saber se o eleitor permitirá que o barulho político continue abafando o que realmente importa: a competência para governar e a qualidade das propostas apresentadas.

EDITORIAL – Os impactos do tarifaço no voto do brasileiro

 personJoão Paulo Messer
access_time17/07/2026 - 07:10

A economia, muitas vezes, parece um assunto distante, restrito às bolsas de valores, aos bancos centrais e aos gabinetes de governo. Mas não é. Ela entra, silenciosamente, na casa de cada brasileiro.

Quando um país enfrenta barreiras comerciais, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o impacto não fica apenas nas planilhas das empresas. Ele chega ao campo, à indústria, ao comércio e, principalmente, ao trabalhador.

Menos exportações podem significar menos produção. Menos produção pode resultar em menos empregos, salários pressionados e famílias obrigadas a rever seus planos.

E, quando a renda diminui, cresce a angústia. Contas deixam de ser pagas, negócios fecham as portas e sonhos são adiados. Em muitos casos, a crise econômica provoca conflitos familiares, aumenta os índices de depressão e ansiedade e, nas situações mais graves, leva pessoas a atitudes desesperadas contra a própria vida.

A história brasileira mostra que grandes crises econômicas também mudaram o rumo da política. Governos perderam apoio popular porque não conseguiram controlar a inflação, combater o desemprego ou recuperar o crescimento. Foi assim em diferentes momentos da nossa história: desde a hiperinflação dos anos 1980, passando pelo processo que culminou no impeachment de Fernando Collor, em 1992, e pela grave recessão de 2015 e 2016, que antecedeu o impeachment de Dilma Rousseff.

A economia tem esse poder: influencia eleições, altera governos e redefine prioridades nacionais. Mas, antes de tudo, transforma a vida das pessoas.

Por isso, toda decisão econômica merece ser analisada com responsabilidade, longe das paixões ideológicas. Afinal, números representam pessoas, famílias e histórias.

A boa notícia é que o Brasil também construiu uma reputação de superação. O brasileiro conhece as dificuldades, aprende a recomeçar, reinventa seu trabalho e encontra caminhos mesmo diante das maiores adversidades.

A nossa história é feita de crises, mas também de recuperação. E talvez seja justamente essa capacidade de levantar depois de cada queda que explique por que o Brasil continua seguindo em frente. Com trabalho, esperança e resiliência, o povo brasileiro costuma encontrar forças para dar a volta por cima.

Editorial - O voto começa antes da urna

 personJoão Paulo Messer
access_time16/07/2026 - 06:30

Com o fim da Copa do Mundo, o foco dos brasileiros se desloca dos gramados para as urnas. Entramos em um período marcado por uma inevitável enxurrada de notícias eleitorais. Mais uma vez, o Brasil parece se comportar como duas grandes torcidas organizadas.

Nesse cenário, surge o risco de enxergarmos o voto apenas como uma arma de ataque. Vale lembrar que ele deve ser, acima de tudo, uma ferramenta de construção. A divergência de ideias não representa uma ameaça. Afinal, ninguém é dono da verdade.

Para não nos tornarmos agentes nocivos ao país, precisamos ter firmeza em nossas convicções. Mas essa firmeza não pode se transformar em uma viseira que nos impeça de olhar ao redor. Não podemos ignorar a realidade nem acreditar que a nossa visão representa unanimidade.

Também é preciso reconhecer que quem pensa diferente possui convicções tão legítimas quanto as nossas. Os dois lados acreditam estar agindo com base nos fatos e na busca pelo melhor caminho. Em uma nação onde paixões políticas já produziram tantas frustrações, a cautela é indispensável.

O momento exige empatia para processarmos o noticiário diário sem nos deixar ferir, nem ferir os outros. A análise dos fatos precisa ser feita com distanciamento, serenidade e, sobretudo, prudência. Em tempos de polarização, prudência deixa de ser apenas uma virtude para se tornar uma necessidade.

Vivemos um tempo em que é preciso interpretar cada informação sem se render às verdades absolutas. Sempre pode existir uma leitura diferente daquela que julgamos inquestionável. A decisão do voto virá depois. A preparação, porém, começa agora, no debate de ideias.

Somente quem está disposto a ouvir o contraditório desenvolve discernimento. Sem disposição para escutar o outro, convicção pode facilmente se transformar em teimosia ou apenas em viés.

Ao observar o cenário eleitoral, é fundamental compreender as razões que levam o outro a pensar de forma diferente. Conhecer o contraditório faz parte do processo de decidir. Afinal, ninguém toma um remédio sem antes conhecer os possíveis efeitos colaterais.

A tolerância é o que diferencia uma sociedade madura de um campo de batalha estéril. Que mantenhamos os nossos valores, mas jamais abramos mão da curiosidade para compreender o pensamento alheio. Respeitar a pluralidade de ideias é o primeiro passo para construir o desenvolvimento que tanto desejamos.

Que, nesta jornada eleitoral que agora ganha intensidade, a empatia prevaleça sobre a raiva, o respeito sobre o ódio e o discernimento conduza cada escolha.

EDITORIAL – A riqueza que nasce da terra

 personJoão Paulo Messer
access_time15/07/2026 - 10:00

Hoje é terça-feira, dia dedicado ao mundo do agro.

Falamos de um dos maiores pilares da economia do Sul de Santa Catarina. Mas essa realidade ultrapassa as fronteiras da região. Santa Catarina e o Brasil têm na terra uma das principais fontes de riqueza, desenvolvimento e geração de oportunidades.

É justamente esse potencial que volta a ganhar evidência entre os dias 12 e 16 de agosto, quando o Centro de Eventos José Ijair Conti receberá mais uma edição da AgroPonte. A feira reúne produtores, empresários, pesquisadores e especialistas em um ambiente que conecta inovação, tecnologia e produção, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio catarinense.

O idealizador da AgroPonte, Willi Backes, costuma fazer uma observação tão simples quanto verdadeira: basta olhar ao redor para perceber que tudo, absolutamente tudo, vem da terra.

Não apenas os alimentos. Os equipamentos, as ferramentas, os insumos e boa parte dos produtos que utilizamos diariamente têm origem, direta ou indireta, na riqueza produzida pelo campo.

É essa riqueza que gera empregos, movimenta investimentos e fortalece a economia. A AgroPonte traduz essa realidade ao apresentar a evolução de um setor que continua sendo um dos principais sustentáculos do desenvolvimento regional e nacional.

Editorial - Feira do Livro reafirma que a leitura continua sendo a base da formação humana.

 personJoão Paulo Messer
access_time13/07/2026 - 08:20

Falar de livros ou de uma feira do livro costuma despertar um certo sentimento de nostalgia. Em tempos de telas, algoritmos e informações consumidas em poucos segundos, muitos acreditam que a leitura perdeu espaço para a velocidade. Vivemos cercados por conteúdos rápidos, imagens que se sucedem sem pausa e mensagens que mudam de foco antes mesmo de serem assimiladas. O resultado é uma sociedade cada vez mais informada, mas nem sempre mais preparada.

Olhar para uma feira do livro pode parecer, aos mais céticos, um exercício de saudosismo. O cheiro do papel novo, o movimento entre os estandes, o encontro entre leitores e autores lembram um tempo que muitos insistem em dizer que ficou para trás.

Mas essa percepção está equivocada.

A feira do livro não representa o passado. Ela representa o futuro. O livro continua sendo a mais completa ferramenta de formação do ser humano. Diferentemente do consumo acelerado e fragmentado das redes sociais, a leitura exige tempo, silêncio, concentração e reflexão. É nesse processo que se desenvolvem a empatia, o pensamento crítico e a capacidade de compreender a complexidade do mundo.

Quem lê não apenas conhece histórias. Aprende a interpretar a própria realidade.

Mais do que o ato individual de folhear uma obra, os ambientes onde o livro vive também exercem um papel pedagógico decisivo. Bibliotecas, livrarias e feiras do livro são espaços de formação cidadã. Neles se fortalece a cultura, amplia-se o conhecimento e consolida-se uma sociedade mais consciente, crítica e preparada para o futuro.

Precisamos ocupar esses espaços e garantir que as próximas gerações também tenham a oportunidade de se perder entre as páginas para, finalmente, se encontrarem como cidadãos plenos.

É com esse propósito que, nesta manhã, o Programa João Paulo Messer é apresentado diretamente da Praça Nereu Ramos, no coração da Feira do Livro de Criciúma. Em uma semana marcada por tantos acontecimentos, escolhemos começar daqui para destacar um evento que simboliza conhecimento, cultura e formação.

A Feira do Livro já está aberta ao público e seguirá movimentando a Praça Nereu Ramos nos próximos dias. O convite está feito: visite os estandes, converse com os autores, descubra novas histórias e leve um livro para casa. A informação passa. O conhecimento permanece. E o livro continua sendo o melhor caminho para construir o futuro.

EDITORIAL – Inadmissível lei altera a rotina dos brasileiros

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:50

Enquanto os holofotes da mídia e a atenção da população se voltam para as grandes competições e discussões do momento, uma preocupação profunda segue crescendo, de forma silenciosa, nos bastidores do planejamento familiar e econômico do país. Trata-se dos desdobramentos práticos da recém-aprovada Lei nº 15.421/2026.

Essa legislação, elaborada para estabelecer as diretrizes da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 no Brasil, traz em seu texto uma determinação que promete desestruturar a rotina de milhões de brasileiros: a obrigatoriedade de que os sistemas de ensino públicos e privados ajustem seus calendários para que as férias escolares coincidam com o período do evento.

A contradição salta aos olhos quando analisamos a lógica do nosso cotidiano. Não interrompemos nossas atividades habituais para os torneios disputados no exterior, mas o país será obrigado a paralisar suas salas de aula em função de um evento que, embora relevante no cenário esportivo mundial, ainda não possui o mesmo apelo cultural nem a simpatia unânime do povo brasileiro. Impactar, de forma tão drástica, o calendário das cidades e das famílias parece uma medida desproporcional à realidade nacional.

As consequências pedagógicas e logísticas dessa imposição são alarmantes. Para que as redes de ensino consigam cumprir a carga horária e o número mínimo de dias letivos exigidos por lei, haverá uma verdadeira dança das cadeiras no calendário escolar. As instituições precisarão antecipar ou postergar o início e o término das aulas.

Na prática, isso significa que o tradicional descanso de janeiro será severamente encurtado, forçando estudantes e professores a retornarem às salas de aula no auge do verão para compensar os dias parados durante o torneio.

O impacto econômico desse "efeito dominó" será sentido imediatamente pelo setor produtivo, com destaque para o comércio e o turismo das cidades litorâneas e das estâncias turísticas. Historicamente dependentes do movimento das férias de janeiro, esses municípios enfrentarão praias e hotéis esvaziados pela volta precoce às aulas. Famílias terão suas programações de descanso e lazer fragmentadas, enquanto o comércio local amargará prejuízos financeiros difíceis de recuperar.

Sob o manto de um ufanismo esportivo, o Brasil impõe um sacrifício desnecessário à sua população e à sua economia, alterando a rotina de um país inteiro por conveniência de um evento de apenas quatro semanas.

Editorial – Que a vitória do Tigre ontem motive um bom dia

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:10

Há dias em que tudo parece conspirar a favor. Não por acaso, mas pela forma como escolhemos começar a caminhada. O otimismo tem essa capacidade silenciosa de mudar o ambiente, influenciar decisões e transformar pequenos desafios em oportunidades. É uma postura que contagia e produz resultados.

A vitória do Criciúma na noite de ontem ajuda a explicar esse sentimento. Mesmo diante das dificuldades da partida, prevaleceu a confiança de que o resultado positivo chegaria. A bola insistiu, o time acreditou e o desfecho premiou quem não desistiu. No futebol, como na vida, confiança costuma abrir caminhos que o pessimismo fecha.

O Tigre alimenta o sonho de voltar à elite porque aprendeu a competir acreditando. E essa talvez seja a principal lição que o esporte oferece nesta manhã: grandes conquistas começam muito antes do apito final. Elas nascem na convicção de que vale a pena insistir.

Que essa energia positiva saia das arquibancadas e acompanhe cada um de nós ao longo desta quinta-feira. Quem enfrenta o dia com disposição, esperança e confiança aumenta as chances de transformar dificuldades em vitórias. E, muitas vezes, é exatamente essa atitude que faz toda a diferença.

Editorial de 7 de julho no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time07/07/2026 - 08:00

O ano de 2026 caminha para sua segunda metade carregando uma sensação que muitos brasileiros conhecem bem. Durante meses, as atenções estiveram voltadas para a Copa do Mundo, evento capaz de unir o país em torno de uma paixão comum. Como sempre acontece, vieram a esperança, a ansiedade e o sonho de ver a seleção levantar mais uma taça. Mas, para muitos, o resultado acabou ficando aquém das expectativas, deixando aquela conhecida mistura de frustração e de decepção.

Passado o futebol, o foco nacional muda rapidamente. As conversas deixam os gramados e chegam às ruas, às redes sociais e aos palanques. É tempo de eleições. Começa outra disputa, desta vez pelo voto, marcada por promessas, debates, confrontos e pela expectativa de novos rumos para o país e para os estados.

Entre uma Copa do Mundo e um processo eleitoral, o calendário de 2026 ainda reúne um número significativo de feriados. Somado a isso, o cenário econômico continua cercado de incertezas, exigindo cautela de empresários, trabalhadores e investidores. Não faltam motivos para quem classifique este como um ano difícil ou até mesmo como um período parcialmente perdido.

Mas essa não precisa ser a conclusão. Os anos não são iguais para todos. Enquanto alguns esperam que as circunstâncias mudem, outros decidem fazer diferente. Em qualquer ambiente, sempre haverá espaço para quem busca oportunidades, investe em conhecimento, trabalha com disciplina e transforma dificuldades em aprendizado.

O tempo funciona como uma grande peneira. Ele separa os que desistem diante dos obstáculos daqueles que persistem apesar deles. Permanecem os que acreditam, os que inovam, os que se reinventam e os que compreendem que o sucesso raramente depende apenas das condições externas.

Que 2026 seja lembrado não pelas interrupções do calendário, nem pelas decepções do futebol ou pelas disputas da política, mas pela capacidade de cada um de construir resultados mesmo em um ambiente desafiador. Afinal, os bons não são apenas aqueles que sobrevivem às adversidades. São aqueles que conseguem transformar cada dia em uma oportunidade de crescer, produzir e fazer a diferença.

Editorial - A decepção começa quando a esperança ignora os fatos.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/07/2026 - 09:00

Antes do apito inicial, o brasileiro já havia escolhido acreditar. Não porque a seleção inspirasse confiança, mas porque, por aqui, a esperança costuma falar mais alto do que a realidade.

Ignoramos os sinais de fragilidade técnica, transformamos desejo em diagnóstico e apostamos no improvável como se fosse destino. A eliminação para a Noruega apenas confirmou o que muitos preferiram não enxergar.

O mesmo acontece fora dos gramados. Acreditamos na promessa da picanha, no milagre econômico, na solução fácil e no discurso salvador. Criamos expectativas sobre promessas que raramente resistem ao teste da realidade.

Quando a conta chega, ela vem acompanhada da mesma frustração do apito final. O problema não está em sonhar, mas em substituir o pensamento crítico pela esperança cega.

Talvez a maior derrota do brasileiro não esteja no futebol, mas no hábito de acreditar mais no improvável do que nas evidências. A Copa apenas tornou essa lição impossível de ignorar.

Editorial: Abrir ou não as portas do comércio de rua em dia de jogo do Brasil

 personJoão Paulo Messer
access_time26/06/2026 - 07:10

Na próxima segunda-feira, a seleção brasileira entra em campo contra o Japão por uma nova e decisiva fase da Copa do Mundo. Marcada para as 14h, a partida mexe profundamente com a rotina das cidades e reacende um antigo dilema entre os lojistas: abrir ou fechar as portas durante o jogo?

Manter o comércio funcionando tem seus prós e contras. Pelo lado positivo, bares, restaurantes e lanchonetes veem o faturamento disparar com torcedores reunidos. Lojas que instalam telões também podem atrair clientes de última hora.

Por outro lado, para o comércio tradicional de rua e os shoppings, o movimento de compras despenca drasticamente no horário do jogo, gerando custos operacionais que mal se pagam. Além disso, liberar os funcionários ou fechar mais cedo funciona como um forte elemento de motivação e engajamento da equipe.

Essa indecisão altera completamente a dinâmica do cidadão. Quem precisa resolver pendências na rua ou fazer compras enfrenta bancos fechando mais cedo, repartições públicas em esquema especial e um trânsito caótico nas horas que antecedem o apito inicial. Seja pela folga negociada ou pelo "olho na tela e outro no balcão", a segunda-feira testará a capacidade de adaptação do comércio e dos trabalhadores.

A Copa do Mundo é mais um evento a revelar o novo jeito de acompanhar o que acontece

 personJoão Paulo Messer
access_time25/06/2026 - 07:10

A Copa do Mundo também está mostrando uma mudança no jeito de consumir futebol. O fenômeno liderado por Casimiro Miguel transformou transmissões em grandes eventos de entretenimento, aproximando públicos que talvez não acompanhassem os jogos pelos meios tradicionais. A linguagem é mais leve, espontânea e conectada com a dinâmica das redes sociais.

Por outro lado, esse modelo costuma privilegiar a reação imediata, o meme e o corte viral. Há menos espaço para análises aprofundadas, contextualização histórica, apuração e debates mais técnicos que, tradicionalmente, fazem parte do trabalho de rádios, jornais e emissoras especializadas. São propostas diferentes, cada uma atendendo a um público e a uma expectativa.

Essa tendência, aliás, não se limita ao futebol. O ambiente digital parece premiar, cada vez mais, o impacto instantâneo. Em diversos temas da vida pública, inclusive na política, a capacidade de gerar engajamento muitas vezes recebe mais atenção do que a apresentação detalhada de ideias, projetos ou propostas. Em um cenário dominado por algoritmos, visualizações, compartilhamentos e cortes de poucos segundos, o alcance de uma fala frequentemente ganha mais destaque do que a profundidade do seu conteúdo.

A Copa, nesse sentido, acaba sendo um reflexo de uma transformação maior: a disputa pela atenção passou a ser tão importante quanto a própria informação. E, talvez, o grande desafio seja encontrar o equilíbrio entre entretenimento, alcance e qualidade de conteúdo.

Editorial de hoje chama a atenção para o fato de termos desunião, e não aquilo que a Fifa anunciava.

 personJoão Paulo Messer
access_time24/06/2026 - 09:00

Hoje, a Gazeta do Povo, de Curitiba, revela em texto editorial uma leitura interessante sobre a Copa do Mundo de 2026. Basicamente, a interpretação de que aquilo que deveria ser a celebração máxima da união global pelo futebol virou o espelho de um planeta profundamente fatiado. Três países-sede que prometeram uma festa integrada mal conseguem disfarçar suas próprias fraturas geopolíticas.

A quebra de protocolo inédita, com três cerimônias de abertura distintas, já dava o tom do que viria fora das quatro linhas: um choque cultural e burocrático disfarçado de diplomacia.

Enquanto a bola rola, o verdadeiro jogo acontece nos bastidores do controle de fronteiras.

Os Estados Unidos, sob o pretexto de segurança nacional, impuseram restrições migratórias severas que sabotaram a logística da seleção do Irã, negaram vistos a dirigentes e até tentaram barrar torcedores, transformando o esporte em extensão de seus conflitos no Oriente Médio.

Nesse tabuleiro paranoico, até a arbitragem virou alvo, com o veto ao árbitro somali Omar Abdulkadir por supostas ligações terroristas. Do outro lado da fronteira, o Canadá adotou sua própria postura de tribunal moral global, barrando o ganês Thomas Partey por acusações criminais em Londres e quase banindo o marfinense Elye Wahi por suspeitas na França.

Enquanto isso, o México, em um contraponto irônico, manteve suas portas abertas, escancarando a total falta de sintonia entre os organizadores. O futebol, que historicamente parava guerras, hoje é refém de liminares, liberações de última hora e revogações de vistos.

No fim das contas, a verdade é que o mundo contemporâneo simplesmente não segue mais as lógicas tradicionais. A velha ilusão de que grandes eventos esportivos possuem o poder de harmonizar diferenças e criar uma “trégua olímpica” foi completamente desintegrada.

Hoje, o pragmatismo político e o medo geopolítico engoliram a cooperação internacional. O que rege as relações entre as nações não é mais um planejamento diplomático coerente ou o espírito de integração esportiva, mas sim um cabo de guerra ideológico, onde fronteiras geográficas se tornam barreiras intransponíveis e o caos burocrático dita as regras do espetáculo.

Editorial: Tempo de solidariedade e participação nas campanhas do agasalho

 personJoão Paulo Messer
access_time23/06/2026 - 07:50

O inverno chegou. Com ele, vêm o desconforto, as manhãs mais difíceis para acordar e sair de casa e o frio que, muitas vezes, parece doer. Mas, à medida que os dias ficam mais gelados, também se renova o nosso compromisso com o bem-estar coletivo.

A queda das temperaturas nos convida ao aconchego dos nossos lares, mas também nos alerta para a realidade daqueles que enfrentam a vulnerabilidade social e não possuem o básico para se aquecer. É nesse cenário que a participação nas campanhas do agasalho se torna um gesto urgente de solidariedade e amor ao próximo.

Olhar para o guarda-roupa e desapegar daquele casaco, cobertor ou peça de roupa que já não utilizamos pode parecer algo simples, mas carrega o potencial de transformar e até salvar vidas durante as noites mais rigorosas do inverno.

A solidariedade é, historicamente, uma das marcas mais bonitas da população da nossa região. Sempre que fomos chamados a estender a mão, respondemos com generosidade e empatia.

Por isso, há motivos para acreditar que as campanhas deste ano terão mais uma vez grande participação da comunidade. Cada doação representa um abraço em forma de tecido, capaz de aquecer não apenas o corpo, mas também a esperança de quem recebe.

Não espere o frio se intensificar para agir. Procure um ponto de coleta e faça a sua parte. Juntos, podemos fazer com que o calor da solidariedade seja mais forte do que qualquer baixa temperatura.

Editorial do Programa João Paulo Messer foi transmitido diretamente do campus universitário

 personJoão Paulo Messer
access_time22/06/2026 - 11:10

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o Programa João Paulo Messer foi realizado diretamente do campus da Unesc, em uma edição especial dedicada aos 58 anos da Universidade do Extremo Sul Catarinense. A data serviu não apenas para celebrar a trajetória da instituição, mas também para refletir sobre sua contribuição ao desenvolvimento econômico, social e cultural do Sul de Santa Catarina.

Ao longo de quase seis décadas, a universidade consolidou-se como uma das principais forças transformadoras da região. Desde os tempos da Fucri até a estrutura universitária atual, a Unesc construiu uma identidade baseada no compromisso comunitário, mantendo uma conexão permanente com as necessidades da sociedade.

Durante a transmissão especial, a pró-reitora de Ensino, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou a importância desse modelo de gestão e da proximidade com a comunidade. Segundo ela, a universidade mantém-se em constante evolução para responder às demandas que surgem na região, transformando conhecimento em soluções práticas para os municípios do Sul catarinense.

Esse modelo assegura que os recursos gerados sejam integralmente reinvestidos em ensino, pesquisa, extensão e infraestrutura. O resultado aparece no fortalecimento de serviços gratuitos oferecidos à população, como as clínicas integradas de saúde, os projetos de extensão, a assistência jurídica e as iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

A relevância da Unesc também se reflete além dos limites da região. Durante a entrevista, a secretária de Estado da Educação e reitora licenciada da instituição, Luciane Bisognin Ceretta, ressaltou o papel de vanguarda exercido pela universidade no cenário catarinense. Para ela, a experiência construída ao longo de décadas por uma universidade comunitária tornou-se referência para ampliar oportunidades educacionais e contribuir para o desenvolvimento do estado.

Mais do que formar profissionais qualificados, a Unesc desempenha papel estratégico na retenção de talentos, no fortalecimento da economia regional e na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Ao celebrar seus 58 anos de história, a universidade reafirma sua vocação de transformar conhecimento em desenvolvimento e de continuar sendo protagonista no futuro do Sul catarinense.

Defesa Civil acelera medidas preventivas diante do alerta climático

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 09:45

A iminente formação e o avanço do fenômeno climático El Niño acenderam o sinal de alerta em Santa Catarina. Com previsões indicando aumento expressivo no volume de chuvas, temporais intensos e riscos elevados de enchentes e deslizamentos durante o inverno e nos meses seguintes, os municípios catarinenses correm contra o tempo para reforçar suas estruturas de prevenção.

O próprio Governo do Estado oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias, mobilizando órgãos estaduais e municipais para reduzir os impactos de possíveis desastres naturais.

No Sul catarinense, a preocupação já se traduz em ações concretas. Em entrevista concedida nos estúdios da Rádio Eldorado, integrantes da linha de frente da Defesa Civil de Criciúma — o diretor Fred Gomes, ao lado de Tadeu Vassoler e Guilherme Alexandre Colombo — detalharam o plano de contingência que vem sendo executado no município para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

Plano de ação em Criciúma

Segundo a equipe, os trabalhos estão concentrados em três frentes principais, priorizando medidas preventivas antes que os volumes de chuva atinjam níveis críticos.

A primeira delas é o desassoreamento e a limpeza de rios e córregos. Entre as ações em andamento está a manutenção preventiva do Rio Sangão e de diversos cursos d’água que cortam a cidade. A retirada de sedimentos, entulhos e árvores caídas busca garantir melhor vazão e reduzir o risco de alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

Outra frente é o monitoramento aéreo e o mapeamento das bacias hidrográficas. Recentemente, a Prefeitura de Criciúma e a Defesa Civil realizaram um sobrevoo técnico com apoio do SAER Sul para avaliar as condições de rios e áreas estratégicas, incluindo trechos das bacias dos rios Mãe Luzia e Araranguá. O objetivo foi identificar pontos críticos de vazão e acúmulos irregulares de resíduos que possam comprometer o escoamento da água durante períodos de cheia.

A terceira frente envolve o treinamento e a preparação das equipes. O município realizou recentemente um grande simulado de gestão de desastres e mantém programas permanentes de capacitação, incluindo treinamentos voltados a profissionais da área da educação para atuação em situações de emergência.

Durante a entrevista, os representantes da Defesa Civil também reforçaram a importância da participação da comunidade. O descarte irregular de lixo continua sendo apontado como um dos principais agravantes das cheias urbanas, devido à obstrução de bueiros e canais de drenagem.

Outro ponto destacado foi o combate às fake news. A orientação é para que a população acompanhe alertas e informações apenas pelos canais oficiais da Defesa Civil, da Prefeitura de Criciúma e do Governo do Estado.

Com apoio da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Criciúma busca fortalecer sua capacidade de resposta e proteger a população diante dos desafios que o El Niño historicamente impõe ao Sul do Brasil.