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Coluna de Sexta-feira

access_time09/02/2018 - 00:12

Prisão muda planos da eleição
O deputado federal João Rodrigues não era assim tão pré-candidato a vice-governador, mas sua prisão altera muito o cenário planejado por Raimundo Colombo, Eduardo Moreira e Júlio Garcia. Como pairam suspeitas da origem do movimento que destravou o processo que o condenou às vésperas da prescrição, aumenta a expectativa de que haja uma migração significativa do PSD para o DEM. Trata-se do distanciamento que aliados de Rodrigues podem buscar de determinados setores do seu atual partido. A prisão mexe bem mais na política catarinense do que a simples retirada de um nome da lista de pré-candidatos à chapa majoritária.

Impossível ???
A saída de João Rodrigues do processo eleitoral pode criar uma oportunidade de o Sul repetir candidato a vice-governador. Isso porque se o PSDB colocar Paulo Bauer na cabeça de chapa com um vice do DEM - que seria da ala de dissidentes do PSD - este pode ser Júlio Garcia. Neste raciocínio os candidatos ao Senado seriam Raimundo Colombo - indo para o DEM - e Esperidião Amin.

Senado
O raciocínio de uma composição com Raimundo Colombo e Esperidião Amin na mesma chapa é arrojado ou quase utópico, mas não impossível. Seria um jogo arriscado, pois enfrentaria o PMDB que tem potencial para eleger “um poste” para o Senado.

Por exclusão
Formar chapa do PSDB com o DEM e o PP, contando ainda com siglas como PSB que poderia ter Paulinho Bornahausen suplente de Raimundo Colombo, seria isolar o PMDB de Mauro Mariani e o PSD de Gelson Merísio.

Loucura, loucura
Um cenário como o arriscado pela coluna poderia ser chamado de campanha do rompimento, pois teria um PMDB dividido entre Mauro Mariani e Eduardo Moreira e um PSD ao tamanho da liderança apenas de Gelson Merísio.

E mais
O mais incrível é que uma aliança PSDB, DEM e PP pode ter que desconsiderar a influência da eleição presidencial, e ainda criaria um rompimento de Raimundo Colombo com boa parte do seu partido atualmente e ainda contar que Eduardo Moreira fosse tão somente fiel ao cumprimento do governo atual, sem colocar o PMDB à serviço da eleição de outubro.

Longe de casa
Tão surpreendente quanto foi a rapidez com que andou o moribundo processo que levou o deputado João Rodrigues à cadeia, foi sua transferência para Porto Alegre. Distante de Brasília ele não terá como cumprir com seu mandato de deputado federal e teria que arrumar outro trabalho na cidade que lhe permitisse dormir na prisão, como prevê a pena de cinco anos e três meses.

À paraguaia
Se o cenário já é desfavorável ao deputado João Rodrigues, sua última tentativa foi ainda mais patética. Ele tentou embarcar de Orlando (EUA) para o Paraguai e não mais para o Brasil. Não contava que a Polícia Federal estava sintonizada com a polícia americana. Depois alegou que era para não constranger a família. Ora, será que já não foi o tempo em que o Paraguai era refúgio dos “procurados”.

Na Segurança
O anúncio do novo Secretário de Segurança Pública em Santa Catarina, Alceu de Oliveira Pinto Júnior foi o que mais provocou reações até o momento. Trata-se de personagem polêmico. Além dele foi confirmado o novo comandante-geral da PM: coronel Araújo Gomes e o delegado-geral, Marcos Ghizoni Júnior.

BASTIDORES
Rateio, não é bem assim
O prefeito Helio Cesa Alemão, de Siderópolis, assumiu ontem a presidência da Associação dos Municípios da Região Carbonífera. Por enquanto clima festivo entre os 12 prefeitos, mas há um tema que promete esquentar as reuniões. Trata-se do proposto rateio das despesas de órgãos da prefeitura de Criciúma que atendem a região. Aparentemente a entidade vem aceitando quase tudo o que propõe o prefeito Clésio Salvaro. O novo presidente tem um posicionamento diferente do seu antecessor. É o que poderá ser observado em breve. Diríamos que Alemão conhece melhor Salvaro na hora da negociação.

SIDERÓPOLIS .Entre as muitas personalidades que prestigiaram o prefeito Helio Cesa Alemão na presidência da Amrec, ontem, estava o ex-prefeito de Siderópolis e ex-presidente da mesma entidade Douglas Guinga Warmling.

RIO MAINA Prefeito interino por dez dias o vereador Júlio Colombo despachou ontem da sede da Intendência do Rio Maina. Escancarou as portas e atendeu a todos que foram ao local. Ouviu muito e já avisou que pode fazer pouco, mas de forma simbólica fez o mais importante que um político do Rio Maina pode fazer: não esquecer a sua base.

EM BLOCO Os prefeitos da região da Amrec decidiram, juntos, decretar ponto facultativo segunda e terça-feira da semana que vem, retomando expediente na tarde de quarta-feira.

VIZINHANÇA RUIM Os colunistas sociais diriam que os vereadores Salésio Lima (PSD) e Paulo Ferrarezi (PMDB) não sentam à mesma mesa. Ferrarezi lança suspeitas veladas contra seu colega, sugerindo nas entrelinhas que o povo que foi bater panela na frente da casa dele, supostamente por ter votado à favor do IPTU, o fez induzido de maneira equivocada pelo seu colega vereador. Ambos são da região da Santa Luzia.

TROCA Foi confirmada para ás 15h de sexta-feira da semana que vem a transmissão de cargo de Raimundo Colombo para Eduardo Moreira. Ontem começaram a distribuir os convites. Por enquanto Moreira é só governador interino. Colombo deve renunciar só em abril.

FESTÃO Será apenas uma transmissão de cargo do governador Raimundo Colombo para o vice Eduardo Moreira, mas o ato terá direito a espaço com clima de festa maior do que a da própria posse em janeiro de 2014. O local escolhido para o ato é nada menos que o Centrosul na capital. O local é bem maior que o Teatro Pedro Ivo Campos, onde Colombo e Moreira assumiram.

VENEZA Os vereadores de Nova Veneza farão sessão extraordinária para votar hoje um projeto que autoriza a prefeitura a criar oito cargos de assessor de escola e que serão preenchidos por indicação política. Com minoria na Câmara deve restar pouco à oposição, senão algum barulho.

OLHA SÓ Vereadores de Criciúma visitaram ontem a sede da Câmara de Vereadores de Araranguá, uma das mais belas sedes do Estado. Foram buscar orientação e inspiração para fazer andar o quase lendário processo de construção de nova sede do Legislativo em Criciúma.


FRASE DO DIA
“Há 20 anos sofro com esse processo. Esperava que o desfecho fosse outro, mas infelizmente por razões que não entendo, vou cumprir a pena, aguardando uma modificação nesta determinação judicial”.
Deputado federal João Rodrigues, em notaque comenta a sua prisão.


Confusão no PL e no PSL em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time16/09/2020 - 22:22

Criciúma pode ter entrado no pacote de negociação do governador Carlos Moisés para tentar salvar-se do impeachment. Os partidos em Criciúma foram informados agora à noite que o Carlos Moisés estaria indicando ao PSL que procure o PL para oferecer apoio. Neste cenário lê-se oferecer o vice de Júlia Zanatta destituindo o já aprovado candidato a prefeito Álison Pires. Enquanto em Florianópolis o governador faz tal acordo para receber em troca três votos de deputados e evitar o prosseguimento do processo de imepachment, na base a estremecida. Nem no PL, nem no PSL a informação caiu bem. Os grupos tem severas divergências.

Ricardo Beloli (PSL) coordenador da equipe de candidatos a vereador confirmou que se a direção estadual prosseguir com este indicativo, amanhã haverá uma desfiliação em massa dos candidatos a vereador pelo partido. No PL existem iguais divergências.

PODEMOS

Outra decisão da noite desta quarta-feira é do partido PODEMOS que confirmou o coronel Cosme Manique Barreto candidato a prefeito. O vice deve ser do partido e definido nas próximas horas.

As definições desta segunda-feira de convenções

 personJoão Paulo Messer
access_time14/09/2020 - 21:59

Esta segunda-feira foi cheia de novidades no cenário político. Em Criciúma a grande surpresa do dia foi o anúncio feito pela candidata a prefeita em Criciúma Júlia Zanatta (PL). Ela anunciou através das redes sociais que o seu esposo, Guilherme Colombo, seria o seu candidato a vice. Esta decisão, entretanto, não foi confirmada na convenção da noite, após muitos rumores de insatisfação entre os candidatos a vereador, que procuraram o coordenador regional Márcio Búrigo e até o senador Jorginho Mello, para reclamar. A questão é que o assunto não foi discutido no partido. Guilherme é um dos candidatos a vereador. Sem ele a lista sofre ligeiro prejuízo. Da forma como está, pai e filho, Júlio e Guilherme, aparecem como candidatos a vereador na nominata do partido.

Na convenção desta noite o PL aprovou a lista de candidatos a vereador, entre eles o atual vereador Júlio Colombo, que é sogro de Júlia. Ele concorre com o número 22.045. Não falte quem tenha relacionado o número ao fato dele sempre ter tido uma boa relação com o prefeito Clésio Salvaro.

Os candidatos a vereador pelo PL são: Hugo Nascimento, Húrsula Zanatta, Júlio Colombo, Marta Efrayim, pastor Jair Alexandre, pastror João Carlos, Renato Rovaris, Valdileia, Vinicius Ribeiro, Weslei Raupp, Alexandre Marcolino, Ariani Bertan, Cida Batista, Edinaldo Brasil, Claudio DJ Fusca, Gentil Francisco, Georgia Pelegrini, Márcio Neves, Edivânio Manenti e Celarina.

PDT

Outra definição da noite desta segunda-feira foi a confirmação da candidatura do deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT), que vai disputar a prefeitura de Criciúma. Ele não precisa licenciar-se do cargo na Assembleia Legislativa e tem na interpretação inicial que só tem a ganhar. Em caso de derrota na eleição terá dado a largada para a eleição de prefeito em 2024 em Criciúma e aberto caminho à candidatura de reeleição de deputado em 2022. Minotto terá com ele o PCdoB e o PSB. Deve anunciar nesta terça-feira quem será o seu candidato a vice.

FORQUILHINHA

O ex-prefeito Lei Alexandre confirmou nesta terça-feira à noite a dobradinha com o ex-presidente da Coopera, Carlos Alberto Arns. Esta definição se dá um dia após o principal adversário José Claudio Gonçalves (PSD) confirmar que o seu vice será Valcir Matias, o Chile (PDT) e que o PT do atual vice-prefeito Félix Hofold lhe dará apoio na campanha. No final da tarde de hoje reunião do PSL de Forquilhinha confirmou que o partido terá chapa pura com os empresários Vanir Carlos Nola e Ademir José Rocha, candidatos a prefeito e vice, respectivamente. O PODEMOS confirmou o nome de Juliano Arns de candidato a prefeito e Dino Eyng de vice. Há grande curiosidade sobre os próximos passos do pré-candidato a prefeito Geovane de Godoi.

IÇARA

Içara deve mesmo ter uma eleição tripolarizada. Depois que o MDB definiu chapa com Arnaldo Lodetti Júnior (MDB) candidato a prefeito com Valdelir Darolt (PSDB) de vice, na noite desta segunda-fiera (14) foi a vez de Alex Michels definir a sua vice. Trata-se da jovem líder comunitária do bairro Esplanada, Beatriz Vargas. Agora resta o PP que tem Dalvânia Cardoso candidata a prefeita definir quem ocupará a vaga de vice. Esta definição vai ocorer apenas nesta quarta-feira, último dia das convenções.

A surpresa do dia

 personJoão Paulo Messer
access_time14/09/2020 - 14:22

A bolsonarista Júlia Zanatta (PL) surpreendeu ao divulgar o nome do candidato a vice-prefeito na sua chapa. Na manhã desta segunda-feira (14), pelas redes sociais, a candidata a prefeita em Criciúma confirmou que terá como candidato a vice-prefeito o seu marido Guilherme Colombo (PL). Seus nomes devem ser homologados durante convenção que vai ocorrer na noite de hoje.
Para quem acompanha as redes sociais pode não ter sido surpresa o desfecho, já que no fim de semana Júlia fez algumas postagens ressaltando as virtudes do seu marido.
A divulgação do fato surpreendeu a maioria dos filiados ao PL.

Leitura às convenções em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time13/09/2020 - 14:29

PT e PSDB definem chapas

Os dois partidos dão mostras de que tentarão bipolarizar a campanha

Se em âmbito nacional as duas siglas já têm muito mais em comum do que havia, em Criciúma PSDB e PT parecem dispostos a “mirar” um ao outro como alvo preferencial na corrida eleitoral à prefeitura. Isso pode ajudar principalmente o PT.
Francisco Baltazar, o Chico, foi confirmado candidato a prefeito na convenção da manhã deste domingo. O seu vice será o também petista Júlio César Bittencourt. A convenção confirmou ainda 15 nomes candidatos a vereador, entre eles a professor Bárbara Teixeira. O ex-prefeito Décio Góes participou da convenção virtual, mas não disputará nenhum cargo, como chegou a ser cogitado inicialmente.
Participaram da convenção virtual os deputados Paulo Pimenta, do Rio Grande do Sul; a deputada estadual Luciane Carminatti, o deputado federal Pedro Uczai e o presidente estadual do partido o ex-deputado Décio Lima.
Não é de hoje que Chico Baltazar elegeu o seu adversário: o prefeito Clésio Salvaro. Numa das manifestações chegou a dizer-se à disposição do GAECO para qualquer esclarecimento onde ele acha há irregularidades em processos administrativos do atual prefeito. De outro lado Clésio Salvaro sabe que a sua rejeição está no ambiente do eleitorado petista.
Esta flagrante estratégia de ambos é fácil ser observada. O que resta é a dúvida sobre o quanto esta guerra em particular vai atrair de votos de e outro em detrimento dos demais. Com um discurso anti-PT Salvaro imagina atrair inclusive eleitores bolsonaristas, fato que pode interferir no eleitorado da candidata Júlia Zanatta (PL), que é oficialmente apoiada pela família do presidente.

PSDB – O partido tucano realizou a sua convenção neste sábado.

PSD – Atual vice-prefeito Ricardo Fabris foi confirmado mais uma vez vice na chapa com Clésio Salvaro.

PSL – O PSL fez convenção no sábado pela manhã e confirmou o nome do médico Álison Pires candidato a prefeito. A vaga de vice está em aberto. Chama atenção na convenção peesselista a confirmação do nome do vereador Júlio Kaminski na disputa por uma vaga à Câmara de Vereadores. Ele rompeu com o partido, quando foi deposto da presidência. Outro fato relevante é que o advogado Jeferson Monteiro será candidato a vereador, fato que não era considerado até netão.

PL - O PL que vai referendar o nome da bolsonarista Júlia Zanatta candidata à prefeita fará sua convenção na noite desta terça-feira às 19h. A vaga de vice deve sair da convenção do PODEMOS, que possibilidade de ter candidato a prefeito segue sendo analisada. Se tiver chapa pura o PODEMOS escalará o coronel Cosme Manique Barreto com César Faraco de vice. Se for para indicar o vice de Júlia Zanatta, este nome deve ser de Lucas Dalló.

MDB – O nome do médico Anibal Dário será homologado candidato a prefeito pelo MDB durante convenção que vai ocorrer na noite desta terça-feira, às 20h, na sede do partido no bairro Michel. A vice-prefeita da chapa será a professora Lisiane Tuon (DEM).

PDT – O deputado Rodrigo Minotto decide nesta segunda-feira se vai ou não ser candidato a prefeito em Criciúma. Ele contava certa a aliança com o PSL. Isso aconteceria com uma intervenção estadual feita pelo deputado federal Fábio Schichet, presidente estadual do PSL, o que não aconteceu.

A eleição de Criciúma terá de cinco a sete candidatos a prefeito. Acredito que fiquemos em cinco.

PSDB E PSD repetem aliança em Nova Veneza

 personJoão Paulo Messer
access_time02/09/2020 - 17:29

A visita do prefeito Rogério Frigo (PSDB) e o seu futuro aliado na condução do município em caso de vitória nas eleições de 15 de novembro, professor Élzio Milanez (PSD), ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Júlio Garcia (PSD), na tarde desta quarta-feira tem forte peso no cenário eleitoral de Nova Veneza. Estiveram ainda na reunião o atual vice-prefeito Zé Spillere e o ex-Intendente do distrito do Caravággio, Ércio Sávio, Iguaçú.
O simbolismo está no fato do selo dado pelo deputado Garcia à aliança e o peso que a sigla dá à candidatura. Havia uma aposta dos adversários de Frigo de que esta aliança não se consolidasse, fato que pode gerar alguma frustração aos adversários e naturalmente animação a PSDB e PSD.
O fato de ter assegurado que o professor Élzio Milanez fosse o nome do candidato a vice, indicado pelo PSD, é outro aspecto a ser considerado.
De outro lado o PP de Nova Veneza segue buscando o nome para enfrentar Frigo na eleição. O presidente da sigla, Edilson Milanez, o Xinho, ressalta que a sigla está trabalhando forte na construção de boa e forte nominata de vereadores.

As razões para Minotto disputar a prefeitura

 personJoão Paulo Messer
access_time02/09/2020 - 14:59

A fidelidade do deputado Rodrigo Minotto (PDT) a Carlos Moises (PSL) pode render a ele inclusive o apoio da sigla e os recursos do fundo eleitoral do partido do governador, para disputar a prefeitura de Criciúma. A partir daí o parlamentar se dispõe apenas a ampliar o leque de siglas e segmentos aliadas para lançar-se candidato a prefeito em 15 de novembro.
Se isso acontecer, como estão ajustando ele e o presidente estadual do PSL deputado federal Fábio Schiochet, estará feita uma verdadeira implosão no partido, que já tem outro nome pré-definido. O médico Álison Pires não só está escolhido como pré-candidato a prefeito como é o presidente da sigla. Ocorre que neste momento nada é mais importante para o governador, politicamente falando, que evitar o seu impeachment, que é onde entra a fidelidade de Minotto.
Esta cena foi confirmada por Minotto em entrevista hoje pela manhã na rádio Eldorado. A fala provocou reações e deve ter resposta amanhã. O fato é que as coisas no PSL de Criciúma começaram “atravessadas”. Já houve destituição de presidente, substituição de pré-candidato entre outras desautorizações locais, tudo com aval do governador e do presidente estadual da sigla. Pessoas próximas a Schiochet garantem que até agora ele não digeriu a forma como o vereador Júlio Kaminski foi destituído da presidência, embora se sabe que ele foi informado de todos os movimentos.
Minotto não precisa renunciar, nem se licenciar da cadeira de deputado estadual, para disputar a prefeitura. Além disso mesmo uma eventual derrota com boa colocação pavimenta o caminho para sua reeleição de deputado em 2022 e coloca-o na ponta de uma lista de eventuais candidatos à prefeitura em 2024. Para o cenário atual ninguém teria mais a ganhar senão ele. A questão agora é sintonizar muitas pontas ainda desconectadas.

Em Morro da Fumaça serão duas candidaturas

 personJoão Paulo Messer
access_time01/09/2020 - 19:59

A definição do MDB com a candidatura do médico cardiologista Moacyr Luiz de Costa Júnior, o Juninho, não deve ser surpresa para Morro da Fumaça. Se observar bem foi a forma que o partido encontrou de buscar um nome com perfil do “novo” sem descolar do tradicional. Afinal, existe pouco de mais tradicional do que a família do pré-candidato dentro do partido.
Leio como tão natural quanto esta escolha se for mesmo confirmado o nome do empresário Toninho Patrício (PSDB) como candidato a vice. Ele é do setor empresarial e do partido tucano cujos movimentos têm sido intensos na tentativa de dar corpo à sigla tucana no município.
Enquanto isso a chapa já definida do prefeito Nei Coral (PP) e do seu vice Eduardo Guollo (PP) também deve ser interpretada como decorrência natural do processo. Qualquer mexida poderia ser interpretada como divergência interna ou algo do gênero, o que evidentemente não houve.
O fato de ter preterido o nome do vereador Miguel Darolt (PSD) na escolha do vice, em favor de um tucano, me parece ter dois fatores a considerar. O primeiro é o argumento de propor uma chapa totalmente nova, já que Darolt tem trajetória recente e intensa na Câmara. O outro aspecto é a aposta tucana no município de Morro da Fumaça. Outro aspecto a não estranhar é o fato de Darolt divergir do seu partido PSD e apoiar Noi Coral (PP). As veias progressistas e de setores do PSD tem origens parecidas.
Daqui para frente entrarão no cenário político velhas rixas como a influência de outros fatores e de eleições de outros segmentos que não apenas do Executivo municipal. O cabo eleitoral, seja de qual for o lado, pode aguardar porque as vertentes políticas mesmo renovadas e “renomeadas” tendem a fazer jorrar muitas emoções e até acender chamas quase extintas. Preparemo-nos para uma grande disputa. As duas candidaturas têm evidências de que apostam no discurso de uma nova política. Tomara que a prática também seja a de novos atos na campanha e que o jogo seja de alto nível.

Frigo terá Élzio Milanez de vice

 personJoão Paulo Messer
access_time30/08/2020 - 19:59

O PSD confirmou a indicação do professor Élzio Milanez como vice de Rogério Frigo (PSDB) para a chapa de disputa da eleição municipal de novembro em Nova Veneza. Esta era uma das costuras mais aguardadas na política do município. Não só porque assegura a reedição da aliança PSDB/PSD, mas porque revela que os tucanos superaram uma discussão interna que sugeria chapa pura. O próprio PSD tinha divergências internas, chegando a ter quatro nomes à vaga de vice, mas chegou ao consenso antes de iniciar o prazo das convenções partidárias. Este cenário revela que o prefeito chega ao período eleitoral com ajustes feitos, enquanto a sua tradicional oposição com o Partido Progressista ainda discute qual será o nome de candidato a prefeito. O PP espera o resultado de uma pesquisa interna, o que deve ocorrer nesta semana, para avançar na escalação dos times da majoritária e da proporcional (vereadores).

PDT e PL se aproximam em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time21/08/2020 - 19:59

Anunciado nesta sexta-feira, o namoro de PL e PDT é o fato novo na pré-eleição de Forquilhinha. Não que isso signifique aliança definida. Os dois partidos têm dificuldades, como de resto os demais. O PDT não se livrou totalmente das divergências internas e ainda tem trabalhista defendendo que o candidato seja Valcir Matias, o Chile, embora isso seja tratado pela direção como operação superada. O candidato é Maciel Da Soler e ponto. No PL ronda a sombra do fantasma da elegibilidade de Geovane de Godói, também assunto dado como superado. Fora isso os dois partidos selam suas pré-candidaturas com o carimbo do tão desejado pelo povo eleitor que é o “ser o novo”.
PL e PDT são apenas duas das sete siglas que tem pré-candidatos a prefeito. O PP de Lei Alexandre, o PSD de José Cláudio Gonçalves Neguinho, o PSL de Vanir Nola, o PT de Félix Hoboldt e o PODEMOS do Juliano Arns, também estão no páreo. Forquilhinha é a cidade com mais pré-candidatos na região carbonífera.
PDT e PL conversaram nesta semana e prometem voltar a se reunir na semana que vem.
Se valer a regra antiga das previsões de política, quem define a eleição a seu favor em Forquilhinha é quem escolher o melhor vice. Pasmem, se diz num famoso balcão das redondezas do “Bar do Rude” que até Lei e Neguinho já conversaram sobre isso. Óbvio, isso é impraticável, mas simboliza que tudo pode acontecer.

Minha impressão da candidatura Álison Pires

 personJoão Paulo Messer
access_time18/08/2020 - 11:59

Noutro dia, da semana passada, recebi a visita do pré-candidato a prefeito pelo PSL em Criciúma, o médico Álison Pires. Faz parte da sua agenda de pré-candidato. Em longa conversa, da qual participaram Ricardo Beloli e Marcos Machado, a oportunidade para entender melhor a proposta da candidatura. Visitas informais sempre rendem melhor interpretação do que as entrevistas. Até mesmo alguns “offs” saem nestas horas.

Recolho da conversa a impressão que eu já tinha: Álison tem o desejo de ser prefeito, mas por razões pessoais melhor fosse a ocasião um pouco adiante. As circunstâncias antecipam os fatos. No PSL ele caiu como uma luva, embora eu tenha dúvidas se o inverso é verdadeiro. Ele é ótimo para o partido. Não sei se o PSL é tão bom para ele. Para conhecê-lo candidato, o cidadão não precisa de muito tempo. Jeito sutil na fala, faz o tipo do bom ouvinte e parece não perder a estribeira. Tem na ponta da língua respostas cujas questões irão cair nos debates para prefeito.

Como é óbvio a saúde deve ser o carro chefe da campanha. Abre sorriso quando provocado sobre a possibilidade de ter um vice como o colega médico Aníbal Dário (MDB), que também é pré-candidato a prefeito. É da tese de que a oposição dividida pavimenta a reeleição de Clésio Salvaro, mas não deixa nenhuma impressão de que pode ser vice em alguma coligação, embora isso não tenha sido alvo de pergunta direta.

Afora a Saúde tem uma lista de empresários como Olvacir Fontana, Édio Castagnel, Sanciro Ghislandi de quem ouviu mais do que palavras de incentivos, desde que defenda as propostas destes como a criação de uma secretaria de Desenvolvimento Econômico. Fato aliás que bate em sintonia com o que pensa a respeito do setor econômico.

Por fim, Álison é cirúrgico ao reagir aos prejuízos que possa ter por carregar a sigla do governador Carlos Moisés, cujos desgastes ele justifica com certa facilidade. Mas brilham os olhos quando diz repetidas vezes as frases de Jair Bolsonaro na semana passada, quando o presidente da república admitiu voltar ao PSL.

Assim como foi a conversa com Álison Pires (PSL), pretendo haja outras com os demais candidatos.

Barreto é o sexto pré-candidato a prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time13/08/2020 - 11:11

O último movimento político em Criciúma vem do partido PODEMOS, cuja figura mais conhecida no país é o senador paranaense Álvaro Dias e tem na presidência nacional a deputada federal por São Paulo, Renata Abreu. Em Santa Catarina, a principal liderança é o ex-deputado Paulinho Bornhausen, presidente de honra. A sigla que vinha trabalhando com o nome do jovem, Lucas Dalló anunciou em âmbito local que o nome é do coronel PM da reserva Cosme Manique Barreto. Agora são seis pré-candidatos em Criciúma: Állison Pires (PSL), Aníbal Dário (MDB), Clésio Salvaro (PSDB), Chico Baltazar (PT), Cosme Manique Barreto (PODEMOS) e Júlia Zanatta (PL).

O PODEMOS está mudando mais do que o seu pré-candidato, embora Barreto já figurava nesta condição. Deve alterar a composição de Executiva e o atual presidente Gelson Dagostin deve passar para outra função, enquanto Paulinho Vargas deva ser conduzido à presidência. Lucas Dalló, que foi estratégico na campanha de eleição do deputado federal Daniel Freitas (PSL), sai da condição de pré-candidato a prefeito e passa a ser coordenador Regional Sul do partido.

A candidatura de Barreto tem o aval do senador Álvaro Dias, desde uma conversa que ambos tiveram em Blumenau no ano passado. O mesmo ocorre com a presidente nacional deputada federal Renata Abreu.

Uma das marcas da campanha deve mesmo ser a expressão: “quem comanda um batalhão comanda uma cidade”. O apelo militar remete à simpatia revelada por maioria dos brasileiros aos membros destas corporações.

Fica evidente quando se trata da candidatura de Barreto, que ela vem com a pretensão de atrair um estilo de voto dos bolsonaristas, pois muitas pautas se assemelham.

No Estado, o PODEMOS (presidido por Valdemar Bornhausen), a convite do primeiro Paulinho, tem hoje 120 diretorias provisórias e tem projeção de 59 pré-candidatos a prefeito e pelo menos 20 a vice-prefeito. Valdemar invoca a marca de partido que mais cresceu neste último ano, sendo que, com a janela, ganhou três prefeitos, três vice-prefeitos e passou de dois para 44 vereadores. As duas cidades com as melhores perspectivas são Balneário Camboriú, com campanha de reeleição de Fabrício de Oliveira, e Blumenau, onde Mário Hildebrandt também disputa a reeleição. Na capital, a sigla deve estar com Gean Loureiro (DEM).

Júlia nunca fez “denúncia contra Salvaro no MP”

 personJoão Paulo Messer
access_time11/08/2020 - 13:29

Após a publicação ontem, aqui neste espaço, de um comentário meu a respeito de tudo o que envolve e culmina no boletim de ocorrência em que ela figura como suspeita de ter “invadido” o Centro de Tratamento do COVID no Rio Maina, a pré-candidata a prefeita pelo PL, Júlia Zanatta, faz ponderações e pede o que ela considera “retratação” da coluna. Refere-se ao fato de eu ter escrito que ela teria levado ao Ministério Público denúncias de possíveis irregularidades na administração pública de Criciúma. É verdade, não existe nenhuma comprovação, nem suspeita de que ela tenha feito isso. O que existe é a minha interpretação de que como ela tem usado estas ações na sua pré-campanha pudesse ter algo a ver. Repito: informação equivocada. Não uso a expressão “distorcida”, pois não é prática comum de minha parte e os leitores habituais da coluna sabem disso. Mas para o bem da verdade é até para evitar prejuízos à imagem da candidata não se pode afirmar que ela seja autora de denúncia contra Clésio Salvaro no MP.
Já em entrevista na rádio tratei do assunto com a Júlia Zanatta, que apresentou seus argumentos negando invasão, mas admitindo que esteve no local para buscar informações, apenas isso.

Júlia Zanatta chama prefeito de “panaca” e secretário de “cagão”

 personJoão Paulo Messer
access_time10/08/2020 - 11:11

Seguindo aquela orientação geral defendida pelo presidente Jair Bolsonaro, de que as pessoas devem investigar nos hospitais de campanha se eles de fato são necessários, a pré-candidata a prefeita em Criciúma, pelo PL, Júlia Zanatta foi ao Centro de Triagem do Rio Maina em Criciúma. Por sua atitude foi denunciada em Boletim de Ocorrência por funcionários do local, que ressaltaram ter ela entrado pela garagem, aproveitando-se do fato de um médico ter saído por ele. Isso no boletim sugere a caracterisazão de "invasão sorrateira".
O BO foi feito sem citar o nome da “invasora”, mas descreve o perfil da pré-candidato a prefeita pelo PL, Júlia Zanatta. Parafraseando o prefeito eu diria que: “não precisava colocar o nome, Cristo!”.
Júlia concedeu entrevista hoje pela manhã na rádio Eldorado, confirmou que esteve no local, mas que não recebeu as informações que desejava obter no local. Reage à acusação dizendo que não foi invasão e sim visita, e justifica que o prefeito também esteve naquela unidade gravando um vídeo. Refere-se a um vídeo em que Clésio Salvaro grava a chegada de um paciente na porta de entrada. O prefeito usava apenas máscara. Para Júlia isso foi exploração política.
A pré-candidata exagera nos adjetivos usados ao se referir ao prefeito Clésio Salvaro como “panaca” e ao secretário Acélio Casagrande como “cagão”. Além disso falou que não há ninguém em Criciúma com “culhões” para enfrentar o prefeito, a quem acusa de ditador e de impor a política do medo aos funcionários e de "panicodemia" à população.
Até o momento ninguém do governo se pronunciou a respeito, mas apurei que a procuradoria do município está preparando uma denúncia do caso ao Ministério Público. Sobre esta denúncia tenho a interpretação de entrelinhas de que é para levar a situação ao mesmo MP que vem dando eco a denúncias apresentadas por Júlia contra a administração municipal. A denúncia deve ser de investigação de área restrita gerando ameaça à saúde pública.

Moises começa a reverter o impeachment

 personJoão Paulo Messer
access_time05/08/2020 - 13:59

Os rumores decorrentes dos últimos movimentos provocados pelo governador Carlos Moisés, que briga para se manter no cargo ante um pedido de impeachment e de uma CPI em andamento, indicam o presidente Bolsonaro e o senador Jorginho Melo peças chaves a seu favor. Só nesta semana ele já movimentou as possibilidades políticas e jurídicas (no STJ). Em princípio o que tem dado expectativa é que o PSL nacional peça o apoio de Bolsonaro ao governador como moeda de troca ao apoio da sigla no Legislativo nacional. Bolsonaro arranca mais fácil o apoio ao governador através do senador Jorginho Melo do que seus próprios afilhados.
Se isso ocorrer Jorginho Melo pode viver o que viveu no final da década de 1990 quando como deputado estadual foi o voto decisivo evitando a condenação do então governador Paulo Afonso na CPI das Letras. Na época se dizia que Jorginho sabia “fazer conta”. Agora a matemática é bem mais complicada, pois não bastam apenas os votos do seu PL. Mas Moisés segue buscando outros apoios como do MDB.
Na prática Moisés foi à direção nacional do PSL, que óbvio não quer perder um governador. Como o partido é importante na base de apoio de Bolsonaro, ele estaria cobrando o apoio do presidente à manutenção do governador no cargo como condição.
Para Jorginho Melo, cujo objetivo é ganhar a eleição de governador em 2022, basta ter em troca o apoio de Bolsonaro e a garantia do PSL de que Moisés não será candidato à reeleição. As duas possibilidades são tão prováveis quanto viáveis.
Resta saber como votarão mesmo os quatro deputados do PSL considerados bolsonaristas e por isso se consideram adversários de Carlos Moisés.
Moisés começa a mostrar que apesar de todas as evidências do seu impeachment não será fácil tirá-lo da cadeira. Além disso é necessário lembrar que ele necessita de apenas 17 votos para reverter a situação na Assembleia Legislativa e que a cada voto que consegue triplicam suas chances de reverter outros. Afinal, ninguém quer votar contra o governador agora se vai depender dele por mais dois anos.

Divergências sobre o decreto

 personJoão Paulo Messer
access_time30/07/2020 - 18:59

O combate ao COVID19 na região carbonífera tem nota que aprova prefeitos por média. Se não é padrão, de longe também não é ruim. Isso apesar da região estar classificada, por semanas repetidas, na zona de maior risco em Santa Catarina. Já no quesito sintonia os prefeitos da AMREC estão reprovados. Não só não conseguiram definir um decreto único como bateram cabeça por alguns momentos até que cada um saiu por si. Três cidades aparentam divergentes, mas internamente este cenário é bem pior. Teve prefeito deixando o grupo de whatsapp, para se ter ideia do tamanho do conflito. É óbvio que o momento de tensão, provocado pelo COVID19, contribui com isso também no aspecto emocional. Os gestores estão todos “assustados”, nem tanto pelo quadro em si, mas pela ameaça que algumas previsões sugerem.
Por isso é razoável entender que ocorram divergências quanto as medidas de comportamento da população. Por vezes fica parecendo que os prefeitos tomaram uma medida para não permitir que se diga que nada fizeram. O comum é a divisão mais simples de que os divide entre os que aparentam estarem mais preocupados com a saúde viral e os a saúde emocional/financeira. Diria que nem um, nem outro. Assim, como alunos de todas as camadas do ensino, os prefeitos não deverão receber nota sobre o momento atual, mas pela média.
Concluindo assim, sugere-se que os prefeitos não serão avaliados pelo tipo de decreto adotado, embora os três que optaram pela divergência possam pensar que tenham sido mais corajosos. Entre os cidadãos que não tiverem perdas de vidas humanas provavelmente serão sim melhor avaliados. Já entre os que sofrerem perdas humanas esta avaliação pode nem importar.
O que me parece restar para se avaliar após a pandemia é entender o que de fato os prefeitos entendem por região metropolitana.