Coluna de Segunda-feira
Por onde começa a reeleição
A presença do Ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, na posse de Eduardo Moreira, na última sexta-feira é um indicativo que vai bem além da simples representação política do Palácio do Planalto em uma posse de governador. Primeiro porque oficialmente nem foi uma posse, mas transmissão de cargo. Marun representou figura dupla. A primeira de que Eduardo Moreira tem e vai buscar muito acesso ao Governo Federal. A outra interpretação vem a partir do fato de Marun e Moreira terem conversado, antes do cerimonial, demoradamente sobre as eleições de outubro. Moreira e Marun abriram a caça aos tucanos. Moreira vai por São Paulo onde está o amigo Geraldo Alkmin e Marun age por Brasília. Moreira precisa do PSDB para ser candidato à reeleição.
Fundamental
O PSDB é hoje o partido com as melhores chances de eleger governador. Não há um só líder de qualquer partido que seja o partido, que não enxergue no tucanato o favoritismo. O problema é que a sigla anda dividida. Tem mais alas que as cores das penas da ave.
Voo tucano
O deputado Leonel Pavan (PSDB) fica no governo do PMDB até o último prazo. O presidente estadual da sigla, Marcos Vieira, se mostra sintonizado com Eduardo Moreira. O senador Dalírio Beber está no cargo que era de Luiz Henrique da Silveira e se necessário, a viúva Ivete Appel da Silveira pode fazer um apelo. Isso tudo porque quem está cacifado a disputar o governo é o senador Paulo Bauer, que é facilmente acomodado numa chapa de reeleição. Como andorinha só fica o prefeito de Blumenau, Napoleão Bernardes.
PSDB é fácil
Para acomodar o PSDB na chapa majoritária é simples: basta dar-lhe duas vagas: vice-governador e senador (Napoleão Bernardes e Paulo Bauer). Acontece que ai o PMDB ficaria com apenas a vaga de governador e Raimundo Colombo teria que ir para o DEM que teria que se contentar com uma só vaga. Isso é pouco diante da ampla necessidade especialmente do PMDB.
Cumprimento amigo
O tucano Clésio Salvaro mereceu atenção especial assim como muitos outros líderes políticos quando Eduardo Moreira recebeu os cumprimentos pela posse. Quando do cumprimento Clésio lembrou que ali representava a cidade em que o agora governador construiu carreira político e ouviu dele uma agradável: “e você é um grande parceiro. Eu sabia que você viria. Que bom te ver aqui amigo”.
Futuro de Colombo
Apenas algumas horas após de transmitir o cargo a Eduardo Moreira, o governador licenciado Raimundo Colombo embarcou para Madri na Espanha, onde permanece até o dia 26. Lá ele fará um curso de política realizado pelo Partido Popular. De lá vai direto para a Fazenda Coxilha Rica. Depois passará alguns dias em São Paulo para tratamento médico. A atenção especial aos olhos e ao coração.
Juntos
O prefeito Rogério Frigo (PSDB) que tem como vice Zé Spillere (PSD) tratou de ir à posse de Eduardo Moreira com novo embaixador. Mesmo que não tenha o PMDB em seu governo oficialmente, mostrou ao novo governador que têm peemedebistas sim ao seu lado. É o caso do ex-vereador Vanderlei Spillere, que tem porta larga no gabinete do agora governador.
BASTIDORES
Rincão se reinventando
O encontro de motociclistas no Balneário Rincão, no fim de semana consolidou a vocação para eventos. Integrantes do governo estão convencidos de que este é o perfil que a praia deve explorar, inclusive fora da temporada. O que já foi um dia a praia exclusivamente do descanso tem tudo para firmar-se num destino turístico de eventos. Assim em definitivo deve ser afastada aquela teoria de que o Rincão é o lugar do “Roncão” (para dormir).
PREFEITURAS O PMDB possui 105 prefeituras no Estado, enquanto PSD (61) e PP (46) juntos têm 120. O PSD, tido fiel da balança na eleição de 2018 tem 38 prefeituras. Os demais partidos tem: PT 20; PR 12; PSB 10; PDT 3 e PPS 1
NA REDE Num ambiente menor, aqui da nossa região, o empresário Delir Milanez tem sido uma das páginas mais visitada e compartilhadas no facebook. É por seus textos que expõe as dificuldades de empreender no país.
PRIVILÉGIO O governador Raimundo Colombo não renunciou por uma razão simples: precisa manter o foro privilegiado o máximo possível, pois ainda enfrenta aquele processo da JBS.
MENTOR Bolsonaro já serviu aos seus seguidores. Já aconteceu o primeiro resultado da sua política do enfrentamento com maior rigor. Trata-se da decisão do governo federal que anunciou intervenção federal no Rio de Janeiro. Em síntese este é uma das pautas do presidenciável que está na ponta das pesquisas.
POR VIR O discurso de Bolsonaro, os aplausos do público ao tema e agora a decisão do governo federal combinado a Campanha da Fraternidade irão desencadear uma enxurrada de pautas sobre o assunto nos veículos de comunicação e uma avalanche de teorias nas redes sociais.
OPOSIÇÃO O deputado Valmir Comin, que na semana passada evitou a imprensa, começa a semana por todos os veículos possíveis. Deve pontuar em dois aspectos: que saiu porque o PMDB tomou o governo de vez e que se os projetos por ele encaminhados não tiverem continuidade, não foi por falta sua, mas por retaliação política.
É ASSIM Comin nem bem havia deixado a pasta e ficou sabendo que o novo governador mandou suspender alguns despachos recentes, entre eles liberações feitas pelo deputado e pelo menos uma grande liberação assumida pelo deputado Silvio Dreveck (PP) justo para Lages, a terra do governador.
FRASE DO DIA
“A descentralização permite que todo o cidadão, em qualquer lugar do Estado, receba tratamento justo e igualitário. Por isso não se trata de um projeto com foco apenas no mandato vigente, mas um projeto de governo que trouxe mudanças sólidas permanentes, que merecem ser defendidas. Por isso ele merece ser defendido. O modelo deve ser revisto sim. Afinal o mundo mudou muito nestes 15 anos, mas não se pode perder a essência da descentralização”.
Eduardo Moreira, defendendo o projeto de descentralização que é principal alvo da oposição.














