Coluna de Segunda-feira
A jaqueta e as gravatas de LHS
Ontem, data em que o ex-governador peemedebista Luiz Henrique da Silveira estaria completando 78 anos, se vivo fosse, circularam várias homenagens. Uma em especial é emblemática. Trata-se do vídeo em que LHS aparece entregando ao deputado Mauro Mariani uma jaqueta que havia sido usada por ele durante a campanha daquele ano.
“Esta jaqueta ganhou as últimas eleições, eu vou passara para o meu sucessor”, disse LHS.
Assim, vista de maneira isolada, fica parecendo que em respeito à memória de LHS os peemedebistas deveriam mantê-lo candidato a governador. Quatro anos após, porém, LHS ficou aborrecido com Mariani, que abriu divergência dos planos que eram de coligação com o PSD. Mariani era do grupo que perdeu a pré-convenção. Com esta derrota perdia também a benção de sucessor. Passados quatro anos e já sem LHS, Eduardo Moreira e Raimundo Colombo mantém a tese da tríplice aliança e por isso foram presenteados por Ivete Appel da Silveira (viúva) de LHS com uma gravata cada. Fica subentendido que como a jaqueta não foi honrada, o símbolo da fidelidade passou a ser a gravata.
Testemunha
Eu estava entrevistando LHS, ao término da convenção do PMDB em 2014, quando um cidadão usando camisa branca, que identificava o time de Mauro Mariani, apelou ao ex-governador que dispensasse atenção ao deputado que acabara de sofrer derrota na pré-convenção. LHS respondeu taxativo: “eu fiz de tudo por este rapaz, mas ele não se ajuda”. (A frase foi mais ou menos esta).
Registra a história
Mauro Mariani não era o único a contrariar a tese de LHS naquela pré-convenção do dia 26 de abril de 2014. Com ele havia vários líderes - entre eles o hoje senador Dário Berger- que defendiam chapa própria. Grupo que alegava que a coligação oferecendo o vice do PSD era diminuir o PMDB.
Pela lição
Apesar de ser considerado um dos maiores “emedebistas” LHS há muito vinha ensinando que eleição ganha quem compõe melhor. Partido não ganha eleição e nem sempre o partido do governador é o melhor atendido no governo. Basta olhar como foram os mandatos de Raimundo Colombo. Eduardo Moreira aprendeu a lição com o “velho caudílho”.
Partido Progressista
O Partido Progressista reúne a direção estadual nesta segunda-feira, na capital, às 11h. Deve sair do encontro com o discurso de candidatura própria. A aposta é que o deputado federal Esperidião Amin avoque para si esta a condição de candidato. Ele é tão legítimo adversário do PMDB quanto o próprio PP.
Movimentos do PP
Fato que chama atenção nos últimos tempos é que aquele grupo de deputados progressistas controlados por uma força que buscava resistência a Esperidião Amin com o discurso da renovação ou de tornar a sigla menos dependente de Amin, começa a afinar discurso com o próprio Amin. Em 2014, Joares Ponticelli e seus aliados tiveram que “engolir o discurso” e jogar o jogo de Amin depois de humilhados pelo PMDB. Desde então o aliado dos progressistas é o deputado Gelson Merísio. Hoje o próprio Amin elegeu Merísio como um bom companheiro.
Os pés nas canoas
O governador licenciado Raimundo Colombo construiu aproximação com setores do Partido Progressista a ponte de ter na sigla defensores do seu nome para uma candidatura ao Senado. Se a opção dele for permanecer no PSD e compor com o PP o processo é natural. Existe, entretanto, uma possibilidade muito real de que mesmo sendo candidato ao Senado numa coligação em que não estiver o PP, ele tenha progressistas trabalhando para ele. É o caso da construção que ele fez com o deputado estadual Valmir Comin (PP), que tem em Colombo um forte aliado.
NO JOGO A reitora da Unesc, Luciane Ceretta foi uma das torcedoras que apareceu em jogo do Tigre, ontem. Com a família e assessora ela esteve nos camarotes onde foi muito solicitada para fotografias e selfies.
FORA A atual presidente da Fundação Municipal de Meio Ambiente, Anequésselen Bintencourt Fortunatto deve apresentar pedido de demissão ao prefeito Clésio Salvaro, hoje. Ontem ao ser questionado pela coluna sobre o assunto ele foi lacônico e retrucou: “de novo?”.
DENTRO A manutenção de Celito Heinze Cardoso no cargo de Secretário de Fazenda da prefeitura de Criciúma não será definitivo por mais que dure. É o que pensa o prefeito Clésio Salvaro. Celito é do time de coringas do prefeito.
SEM ARGUMENTOS Episódios como o da semana passada, quando alunos cobram da Unesc demissão de professores, não se sustentam. Primeiro pela estratégia da reitoria que não foge ao diálogo. Segundo porque as medidas estão revestidas de fortes argumentos técnicos.
PELO INTERIOR O deputado estadual Gelson Merísio está anunciando que fará uma roteiro pelo interior do Estado, ao estilo da caravana do PMDB, do PP e outros partidos. Chama atenção que ele anuncia o roteiro como caravana sua. Não fala do partido.
REGIONAIS Outro detalhe que merece registro no anunciado percursos de Gelson Merísio pelo Sul é que ele vai escolher as cidades estratégicas e define elas como sendo onde estão as “secretarias regionais”.
MUDANÇA No ambiente acadêmico (especialmente Unesc) e peemedebista (em Criciúma) não falta assunto. O mais recente é a mudança que o ex-presidente do Diretório Central de Estudantes da Unesc, Marcos Machado, está provocando. Ele estaria migrando da base de apoio de Luiz Fernando Cardoso Vampiro para Ada De Lucca.
ESPERA Entre as lideranças do Sul que ainda podem ser contempladas com alguma indicação para o Governo do Estado na gestão de Eduardo Moreira está o vice-prefeito de Içara, Sandro Giassi Serafim.














