Coluna de Quarta-feira
Direita esquerda, volver
Anos e eleições se passam e as direções do eleitor parecem não mudar. De novo na campanha presidencial o eleitor se acomoda à esquerda ou à direita. Nada é mais retrógado do que a eleição de 2018 parece oferecer. Os extremos sugerem um eleitor “despolitizado” e uma política “desconectada”. Parece que não adiantou lutar para livrar-se das amarras do militarismo atirando-se à experiência do populismo, sem aprender nada. Pior, o discurso da eleição presidencial sugere que o debate deva concentrar-se entre as opções do capitalismo ou do comunismo. E isso não se restringe ao debate presidencialista, pois a paróquia sugere um candidato de governador do MDB ou dos lados da extinta Arena, agora travestida de PP, PSD ou outro “P” da vida qualquer. Pesquisas locais, estaduais e nacionais sugerem que “involuímos” à capacidade de escolher entre a direita ou esquerda. Seja o lado para onde virarmos, parece que vamos dar de cara com a parede ou o precipício. As pesquisas de todos os âmbitos indicam Bolsonaro ou Lula lá e MDB ou PP aqui. E daí? Valeu o que a experiência até aqui?
Convicção destra
O deputado federal Esperidião Amin (PP) atraiu todas as atenções quando passeou entre políticos de todas as siglas, segunda-feira à noite, durante a solenidade de homenagem da Assembleia Legislativa à Unesc, em Criciúma. O brilho da mente política atraiu focos não só dos fotógrafos. Mais trade, quando ele foi embora, progressistas que o ciceronearam disseram que ele acredita que o PSDB só não faz governador se não quiser.
Leia Esperidião
A percepção do líder político Esperidião Amin é de que o PSDB não é apenas o partido que pode dizer “não” ao PMDB, mas que se disser sim à aliança “genética” com o PP e o PSDB terá a vaga de candidato a governador. Para isso Paulo Bauer (PSDB) precisa livrar-se do sentimento de culpa da denúncia da Hypermarcas e assumir de vez a candidatura a governador. As vagas de vice e duas ao Senado o PSD e o PP preenchem com Gelson Merísio, Raimundo Colombo e o próprio Esperidião Amin.
Fator Lages
Surgiu no meio político uma expressão que até então só circula na cúpula dos partidos. Falamos do “Fator Lages”. É que no evento em que Raimundo Colombo fez o pré-lançamento da sua candidatura não apareceu nenhum peemedebista. Isso significa que ele – Raimundo Colombo – está não só excluído pelo PMDB como liberto dos compromissos com os peemedebistas.
Tiro em chimango
Lageano como é, portanto encostado aos costumes gaúchos, o ex-governador Raimundo Colombo deve estar se convencendo que “gastou pólvorta em chimango”. Isso na tradição gaúcha significa usar pólvora (munição) em vão. Foi o que Colombo pode ter feito ao longo destes anos apostando que teria os votos do PMDB para eleger-se ao Senado.
Pela sombra
O ex-governador Paulo Afonso Vieira lançou-se pré-candidato ao Senado pelo PMDB e promete brigar por esta posição. Parece que não terá dificuldades. Poucos têm a genética peemedebista dele. Além disso, ele tem o apoio de todos os que, sutil ou veementemente, divergem da direção sugerida por Eduardo Moreira.
Homenagem
Ainda sobre a solenidade de homenagem aos 50 anos da Unesc, segunda-feira à noite, resta inúmeros fatos marcantes. Os discursos foram todos brilhantes. Havia tempo não se ouvia oradores tão respeitosos com a plateia em termos de falas com conteúdo. A coluna de ontem fechou mais cedo, a tempo de não permitir tempo para comentar os bastidores do evento. Vale, porém, revelar o clima animado e valorizado da sessão. Os deputados Cleiton Salvaro, Rodrigo Minotto e Valmir Comin foram muito feliz ao oferecer a homenagem.














