Notícias em destaque

Afasc completa 53 anos transformando mais de 14 mil realidades por mês em Criciúma

commentJornalismo access_time05/06/2026 20:53

Instituição atua da primeira infância ao envelhecimento, com uma rede completa de serviços que promove cuidado, acolhimento e transformação social em diferentes bairros da cidade

Caravaggio empata com o Hercílio Luz e se prepara contra o Juventus no domingo

commentEsporte access_time02/06/2026 11:16

Com o resultado, a equipe de Nova Veneza chegou aos 15 pontos e está na segunda posição.

Criciúma celebra 35 anos da conquista da Copa do Brasil com evento especial no Tigre Sports Bar

commentCriciúma EC access_time02/06/2026 11:08

A noite reunirá ex-atletas, ex-dirigentes e demais pessoas que fizeram parte da campanha que garantiu ao Tigre o maior título de sua história.

Coluna de Quarta-feira

access_time04/07/2018 - 00:34

DERROTA AJUDA KAMINSKI
Por unanimidade o Tribunal Regional Eleitoral negou ao vereador Júlio Kaminski a possibilidade de sair do PSDB sem perder a vaga de vereador. Ele argumentava ter ido enquadrado pelo partido em votação na Câmara e sentiu-se coagido. O argumentou não foi aceito e se ele sair do partido perde a vaga de vereador. Isso significa que ele não deve sair. A verdade é que as circunstâncias ajudam Kaminski. Neste período sua relação com o PSDB melhorou e o partido tem cenário teoricamente favorável na próximas eleições. Pelo menos se comparado com o MDB para onde pretendia migrar. Isso porque o MDB deve entrar em fase mais difícil depois que Eduardo Moreira descartou disputar a eleição para governador. Afora isso ele já teria percebido que no time do MDB o desejo dos já vereadores é reforçar o time, mas preferencialmente por candidatos com potencial inferior a mil votos. Kamnski poderia ser ameaça aos já eleitos. É do jogo, ele teria dificuldades na nova siga. Agora terá que reatar relações com o comando do PSDB. Isso parece não ser difícil, pois logo após o julgamento recebeu um amistoso telefonema do prefeito Clesio Salvaro, líder maior do partido.

AÇÃO SOCIAL
O deputado Cleiton Salvaro se encontrou com Murilo Flores para avaliar projeto encaminhado à época que ele era Secretário de Estado de Planejamento e atendeu pleito do parlamentar viabilizando 32 veículos Ford Ká Sedan que agora serão entregues a 32 cidades de Santa Catarina. Os veículos serão utilizados nas Secretarias de Assistência Social dos municípios. A entrega será na próxima segunda feira.

CORTANDO EDUCAÇÃO
As escolas públicas profissionalizantes bancadas pelo Estado se mobilizam para uma assembleia hoje defronte o prédio da Secretaria de Educação em Florianópolis. A reação de indignação é grande. Para economizar com o corte de dois mil professores o governo cortou as turmas do segundo semestre do ano, dividindo ao meio a capacidade de formação profissionalizante das escolas públicas.

MOBILIZAÇÃO
Ontem à noite os alunos do Cedup Criciúma estiveram na Câmara de Vereadores levando o protesto e buscando aliados. A tarde uma comissão esteve no Ministério Público denunciando o descaso com a Educação.

UBER AVANÇA
Começou a valer ontem novo modelo de remuneração dos motoristas chamados parceiros Uber. Anes eles ficavam com 75 por cento da corrida e o Uber ficava com 25 por cento. Agora o cálculo é pelo tempo e percurso feito pelo motorista. Isso faz com que em cidades como Criciúma, onde os deslocamentos são mais curtos o ganho dos motoristas será bem menor.

PEGADINHA
Os parceiros Uber entendem que o aplicativo está usando este mecanismo porque agora já existe uma rede de pessoas que se dedica ao serviço, ou seja, a medida que a rede cresce eles diminuem os ganhos dos prestadores de serviço.

ELA VEM AI
O PT de Santa Catarina está construindo a chapa para as eleições e já tem candidato a governador (Décio Lima) e dois nomes para o Senado. Já está certo o nome do desembargador aposentado Lédio Rosa. Falta confirmar o nome da ex-senador Ideli Salvatti. Particularmente ela estaria resistindo, mas o partido deve fazer apelo à veia militante da petista.

BASTIDORES
Elogio ao governo Salvaro
O prefeito Clésio Salvaro é muito estratégico. Não é de hoje que sua inteligência na área do marketing deixa muito marqueteiro para trás. Nesta semana ele teve mais uma iniciativa que ele garante não tinha esta intenção, mas lhe foi muito eficiente. Segunda-feira, antes que o prefeito de Joinville, Udo Döhler, fizesse palestra na ACIC, passou pela prefeitura. Lá conheceu uma enxurrada de ações positivas do governo de Salvaro. Inevitável que na palestra a cada cinco minutos Udo citasse, como modelo de gestão, alguma prática local. Citou: “o IPTU aqui é absurdamente barato”, para alegria do prefeito e protestos da plateia.

COM MORAL O novo presidente da Associação Empresarial de Criciúma, Moacir Dagostin, mostra prestigio em meio às lideranças de Criciúma. Nesta semana a nata das chamadas forças do desenvolvimento prestigiou evento na entidade.

SOMA FORÇAS O evento palestra de Udo Döhler, nesta semana em Criciúma, teve forte influência da CDL e da associação dos prefeitos da região. O mérito da ACIC está em dividir estas iniciativas, sem a preocupação do holofote exclusivo.

BEM RECEBIDO Udo Döhler saiu de Criciúma bem depois do que previa a sua agenda e muito feliz com o que vu. Além da palestra na ACIC e visita à prefeitura, segunda-feira, ontem de manhã visitou a mãe do atual presidente da Associação Empresarial de Joinville, João Martinelli na localidade de São Martinho Alto. Ele foi ainda ao escritório do empresário Henrique Salvaro para cumprimenta-lo.

EM RECUPERAÇÃO No fim de semana o deputado Leonel Pavan gravou um vídeo de aproximadamente um minuto onde mostra sua boa recuperação. Aparentemente não houve sequelas, mas ele fala pausado e parece buscar a palavra ideal. Parece com o raciocínio bem mais lento.

FÉ NO TACO O deputado Marcos Vieira, presidente estadual do PSDB tem se demonstrado defensor de chapa pura nas eleições. Parece confiante na sua própria candidatura ao Senado. Isso porque se o PSDB for sozinho terá duas vagas ao Senado. Uma é de Napoleão Bernardes, a outra de Vieira.

LEITURA Os emedebistas apostam que em duas semanas o pré-candidato a governador Mauro Mariani deve dobrar os seus números na pesquisa. Este número deve dobrar de novo depois que forem feitos eventos do MDB por todo o Estado. É o que profetizam os pensadores emedebistas.

NA COPA Na capital o prefeito Gean Loureiro não perde tempo com os jogos da Copa do Mundo. A cada jogo visita um bairro onde instalam telão e a equipe de governo assiste aos jogos. Segunda-feira levou o Ministro do Turismo, Vinicius Lummert, para ver o jogo num telão no bairro Tapera.

DESPEDIDA Foi cremada ontem a mãe da ex-prefeita de Florianópolis, Ângela Amin. Petrolina Narta Schmitt Heinze, de 97 anos de idade, faleceu segunda-feira em Indaial.

FRASE DO DIA
“Temos que ter a humildade de copiar coisas positivas e a determinação de nunca parar de perseguir os nossos objetivos ”.
Moacir Dagostin, presidente da ACIC comentando a palestra do prefeito de Joinville, Udo Döhler.


Os bastidores da "possível" volta do transporte coletivo em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/04/2020 - 23:22

Se não for na primeira hora da segunda-feira pode ser ao longo dia ou até em caráter extraordinário ainda neste domingo: Criciúma pode decisão judicial permitindo a retomada do transporte coletivo urbano. É o que indicam informações apuradas ao longo deste sábado. Inicialmente se imaginou que o prefeito Clésio Salvaro tomaria a iniciativa, mas as circunstâncis sugerem que o melhor ca minho é seguir o que foi feito em Joinville, onde as empresas obtiveram liminar na Justuiça que lhes garante circular normalmente a partir desta segunda-feira. A cópia é tão fiel que as empresas de Criciúma irão contratar o mesmo escritório advocatício que obteve a liminar na cidade de Joinville. O despacho considera que a atribuição do transporte público municipal é autonomia do prefeito e Clésio Salvaro não reeditou o decreto municipal que mantinha esta proibição. Aliás, Salvaro até reabriu a prefeitura.

Se eu fosse o governador...

 personJoão Paulo Messer
access_time09/04/2020 - 23:58

De médico, louco, técnico de futebol e agora cientista ou chefe de Executivo, todos temos um pouco. Nunca antes na história fomos tão aquilo que não somos e decidimos sobre o que não nos cabe. As redes sociais nos transformam em analistas com meia dúzia de passos. Se os tempos forem de Coronavírus, tornamo-nos cientistas rapidinho. Até então este papel de donos da verdade ou semidonos na pior das hipóteses, era coisa de jornalista e/ou somiliares. Pois agora atrevemo-nos a discorrer sobre o que deve e o que não deve. Me permito invocar estudos, experiência de cenas parecidas e um pouco de lógica para dizer que se estivesse eu no lugar do governador Carlos Moisés, repassaria aos prefeitos a responsabilidade de decidir sobre o transporte coletivo urbano. Afinal, a realidade das cidades é tão distinta que não cabe verticalizar a decisão. Óbvio esta não é a leitura que tenho para o transporte intermunicipal e interestadual, nem tão pouco à atividade comercial. Estes devem ficar sob a batuta do governador, mas o transporte coletivo é realidade muito específica.
Não bastasse estes argumentos entra o ingrediente político. Os prefeitos, como Clésio Salvaro em Criciúma, tem afirmado que podem até divergir do decreto estadual e invocar recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que reconhece autonomia para os chefes de diferentes poderes, liberado o ônibus urbano a partir de segunda-feira. Politicamente o governador se livra de um problema que pode dividir com os prefeitos. Se vai fazê-lo, não se sabe.

Mek vai para o PSDB em Siderópolis

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:39

Ex-vereador pelo MDB, entre os anos 1996 e 2000, o professor Méricles Rossa confirmou nesta quinta-feira assinatura de filiação ao PSDB e deve ser candidato a vereador em Siderópolis, Assim como ele outros três nomes considerados de linha de frente migraram para o partido tucano: são eles os vereadores Franqui Salvaro, Lilo Remor e William Bonassa. Os dois primeiros saíram do PSB e William saiu do PSD mas há tempo ele vem alinhado com os peessedistas e agora peessedebistas.
Mek como é mais conehcido Méricles Rossa foi diretor da Escola Estadual José do Patrocínio por nove anos e diretor da Escola Estadual Silvio Ferraro por um ano. Além disso ocupou o cargo de diretor regional de esportes por quatro anos.

Maciel vai para o PDT em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:37

Num destes atos políticos abreviados e com cuidados que seguem as normas do combate ao coronavírus o vereador Maciel Dassoler oficializou o seu ingresso no PDT de Forquilhinha, na noite desta quinta-feira. O ato dirigido pelo deputado estadual e morador do município, ROdrigo Minotto, contu ainda com a presença do ex-prefeito local Vanderlei Riecken e pelo menos três lideranças que saem do MDB e entram na lista de pré-candidatos a vereador pelo partido. Maciel disputará internamente com o atual vereador Valcir Antônio Matias, o Chile, a indicação à majoritária.

Maciel está presidente da Câmara de Vereadores desde 2017 e num articulação política bem costurada emenda quatro anos na função o que dá boa credencial para articular pela construção de eleição na majoritária.

Forquilhinha tem duas velhas linhas políticas hoje representadas pelo atual prefeito Dimas Kammer (PP), que deve ser candidato a reeleição e José Cláudio Gonçalves, Neguinho (PSD). Dimas precisa costurar primeiro a unidade no seu partido que sofre desgastes por estar a 20 anos no governo. Além disso tem no páreo o ex-prefeito Lei Alexandre, que mesmo afirmando não ser candidato, ouve o apelo de aliados para entrar na disputa. De outro lado Neguinho acumula três disputas seguidas ao mesmo cargo e com derrota. Se for à disputa será pela quarta vez seguida.

PSDB leva dois vereadores do MDB

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:34

Com a janela de troca de partido se fechando sábado e os vereadores “saltando” a sigla que tem uma das melhores articulações, não só em Morro da Fumaça, é o PSDB. A sigla tucana fumacense pela primeira vez ganhou força de atenção de fato, isso agora com a articulação da deputada federal Giovânia de Sá. Nesta quinta-feira se fecharam dois reforços de peso: “vereadores”. Tiago Minatto e José Carlos Bortolin, Calita, assinam ficha na noite desta quinta-feira.
São dois vereadores emedebistas que deixam a sigla, mas era para ter sido três. O PSDB assediou ainda o vereador Raimundo Mundi Marques, que também tinha convite do PSD. Ele optou em permanecer no MDB. Anunciou isso quarta-feira. Assim a bancada emedebista que entrou nesta legislatura com quatro fica com dois: Raimundo Marques e Edivaldo Marcoli (isso dos eleitos).
A reunião de filiação de Minatto e Calita acontece nesta quinta-feira, sem maior barulho em virtude do coronavírus.
Entre filiações do PSDB em Morro da Fuymaça estão nomes como Serginho Da Soller, Jaimir Patrício e Pedrinho Patrício, este último que testou o poder de urnas na eleição da Cermoful.

Gelinho assina no PSL

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 17:00

Dificlmente alguém o conhece pelo nome, mas mesmo que a pessoa não seja do futebol já deve ter ouvido falar de um dos atletas mais conhecidos nos campos da várzea. Trata-se de Wildnei Cardoso mais conhecido "Gelinho". Morador do bairro Morr Estevo, sobrinho da liderança política Luiz Dal Toé, ele é um dos nomes na lista dos "calouros" no partido do governador Carlos Moisés, em Criciúma, o PSL. Gelinho assinou ficha nesta quinta-feira. A sigla tem por norma não inscreve nomes já carimbados na política, por isso Gelinho é do perfil que as lideranças locais anunciam como pré-candidato a vereador. Ricardo Beloli, um dos "escaladores" deste time diz que o partido calcula em pelo menos três o número de vagas a serem conquistadas pelo partido em Criciúma.

Janela aberta, vereador salta

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2020 - 14:23

Sete dos 17 vereadores de Criciúma já mudaram de partido, valendo-se da janela que se fecha no próximo sábado. Até este momento a vereadora Camila do Nascimento, atualmente no PSD, ainda não definiu “se fica ou se sai”. Ela tem até o fim de semana para decidir. Conversei com ela na tarde desta terça-feira. A dúvida se mantém. Mesmo que ela não mude a Câmara Municipal de Criciúma deve ser uma das com o maior índice de troca. Hoje este percentual já é de 42 por cento (7 de 17).
Os vereadores que mudam:
Edson Paiol do Nascimento, do PP para o PSL
Jair Alexandre, do PSC para o PSD
Júlio Colombo, do PSB para o PL
Júlio Kaminski, do PSDB para o PSL
Tita Beloli, do MDB para o PSDB
Toninho da Imbralit, do MDB para o PSDB
Zairo Casagrande, do PSD para o PDT;

Permanecem em seus partidos:
Ademir Honorato (MDB)
Alfinei Poteleki (PR)
Arleu da Silveira (PSDB)
Camila do Nascimento (PSD)
Dailto Feuser (PSDB)
Geovânia Zanette (PSDB)
Miri Dagotin (PP)
Moacir Dajori (PSDB
Paulo Ferrarezi (MDB)
Salésio Lima (PSD)

A segunda-feira promete tensão institucional

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2020 - 07:10

Os planos eram outros. Não ficar em casa hoje, na pior das hipóteses voltar a produzir, vender, enfim, movimentar a máquina da economia a partir da próxima quarta-feira na - pior das hipóteses. As normas agora são outras. A esperança da retomada na normalidade está adiada - por decreto. O governo anunciou que não haverá mais comércio quarta-feira. Haverá banco e lotérica hoje sim, mas comércio e vida normal – ainda não. Dia 8, quem sabe.
Até ontem as preocupações eram com a saúde humana e a saúde financeira: a economia. A partir de hoje acrescente um item, pois começa a preocupar a saúde psicológica dos sulcatarinenses. Afinal, são quase duas semanas de clausura e tem mais. Mais uma semana se depender do rigor do decreto do governador. Nem quero pensar, mas ele “pode ser adiado”.
Mas esta segunda-feira promete não se restringir ao debate do coronavírus, da economia e da reação psíquica do cidadão. O debate passa a ser institucional. Enquanto, ontem, governador e prefeitos sentaram e unificaram discurso, os divergentes começaram a reagir.
Alguns políticos, oportunistas, bem pagos e alimentados com o nosso dinheiro, fazem coro ao lógico: “pedem a retomada da atividade econômica” com discursos espalhados pelas redes sociais como aquele jogador que vai na frente da torcida e dribla prá, dribla lá, quase senta na bola. Joga para a torcida. O oportunismo sempre haverá.
A procedente reação às decisões dos governantes vem das instituições empresariais. Vem de quem sente na pele a dor do boleto que vence hoje ou amanhã. Do salário que precisa ser pago no dia cinco. Óbvio, isso se ele que não tiver pai, mãe, nem outro membro da família internado num hospital de precárias condições.
Sinceramente, penso que a liberação dos bancos e lotéricas é autorização para reunir a população mais suscetível aos casos mais temidos, neste momento. É verdade que estes vão ao banco um dia só. Só hoje. Mas vão. São na maioria idosos ou beneficiários acomodados num grupo de exceção. Acho que nas empresas há menos riscos que nesta população que vai aos bancos hoje. No mínimo nas empresas é mais fácil controlar.
Aqui não tem como cravar posição. Bater editorial favorável à normalidade das atividades ou à manutenção da quarentena. Não somos órgão de saúde, nem porta voz de outro setor qualquer. Nós nos restringimos ao papel de informar. Refletir da forma mais fiel possível a reação da sociedade.
E hoje, segunda-feira, promete ser um dia pesado. Médicos apelam pela quarentena. Orientam os governantes pela quarentena. A massa produtiva pensa diferente: acha que dá para ir – não às ruas, mas ao trabalho. Defende a retomada das atividades e argumenta bem: lembra que não é só de gripe ou coronavírus que se morre. De fome também se morre.
Não quero nem pensar, mas desgosto e desespero também matam.
Eu não queria estar na pele destes governantes. Mas desejo que eles tenham sobriedade nas suas decisões. Assim como eu - que não tem a responsabilidade, nem a possibilidade de decidir pelo Estado ou por um município – centenas ou milhares de outros podem sim tomar decisões sobre as suas hostes, sobre as suas empresas.
E é ai que entra o papel da conscientização. Preservar as leis, normas e lógicas. As leis que dão aos governantes o poder de ditar normas. Isso nos faz viver em harmonia e disciplina. A lógica “sugere o bom senso”.
Invoco o bom senso de todos. Se é possível produzir sem infringir, que se produza. Às autoridades deve imperar também o bom senso. Se dá para liberar, que se libere. Afinal não se morre só de Coronavírus.
O apelo é pelo equilíbrio.
O apelo é por uma sociedade: clínica, emocional e economicamente saudável.

Empresas com "imunidade baixa" sofrem mais

 personJoão Paulo Messer
access_time28/03/2020 - 11:39

A retomada das atividades comerciais na próxima quarta-feira não significa volta à rotina em várias indústrias no Sul do Estado. Tomemos por exemplo o setor ceramista que é uma das nossas referências. Algumas destas indústrias já estão com suas linhas de produção totalmente paralisados, outras desativarão as suas nos próximos dias. Isso é reflexo da combinação da frustração da retomada da economia e a crise gerada pelo Coronavírus. Quase todas estão com razoáveis estoques que suportam até meses de paralisação. Assim, a medida adotada agora é a confirmação do que já vinha sendo analisado como possibilidade para reduzir o custo da produção e equilibrar o caixa. Isso deve se associar ao fato de que os pedidos para a renegociação das dívidas dos clientes já começaram a chegar a estas indústrias. De outro lado os fornecedores de matéria prima serão procurados para renegociar dívidas vincendas.
Estancando as saídas e estando preparados para entradas menores, os setores financeiros oferecem alternativa única à saúde das empresas. Isso pode provocar demissões se as adequações com férias e licenças especiais não forem suficientes.
Segundo apurei, empresas grandes como a Angel Gress e a Elizabeth estão com a produção totalmente paralisada. Outras duas referências, a Portinari tem três linhas de produção paralisadas e a Eliane está reduzindo algumas das suas.
No início desta semana sindicatos patronal e laboral assinaram um aditivo ao acordo trabalhista. Ele visa preservar o maior número possível de empregos, garante o pagamento em dia dos salários de março e dá alivio às empresas na medida que todos os dias parados serão pagos por compensação de férias, bancos de horas ou circunstâncias similares.
Quer dizer, não culpemos apenas o Coronavírus pelo que está por vir. Muitos setores que sofrerão mais com esta nova crise entram nela porque são do chamado “grupo de risco”. São empresas que estão com imunidade baixa.

O buzinaço que foi um sucesso porque não aconteceu

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2020 - 16:00

Não sei se foi graças a orientação do Ministério Público e ação vigilante da Polícia Militar, mas felizmente não tivemos em Criciúma o lamentável comportamento de bando, verificado em outras cidades, quando como se fossem de um rebanho as pessoas saíram correndo desavisados às ruas com a mão na buzina. As regras de flexibilização são públicas e razoáveis o que não justifica apelo pela retomada da atividade comercial em manifestação de massa. Só o que justificaria ato deste tipo é a subverniência ideológica ou personalista. O buzinaço em Criciúma não foi um fracasso, mas sim uma manifestação de maturidade.

O debate sobre a eficiência das medidas anti-coronavírus não é papo de boteco, nem de rede virtual. Se os especialistas divergem, quais são as nossas certezas? Melhor seria se gastássemos o tempo em busca de conhecimento ao invés de fazê-lo “catando” argumentos para justificar nossa ignorância. Deu. Basta. Será que não se percebeu ainda que só crava opinião sobre o assunto coronavírus aqueles que a usam como escudo na defesa ideológica? Nem as autoridades responsáveis por baixar decretos tem certeza no que determinam e logo se justificam apontando os seus técnicos como autores das normas. Ou alguém imagina que a economia parada mata politicamente apenas o presidente Jair Bolsonaro?

Bolsonaro tirou o meu sono

 personJoão Paulo Messer
access_time25/03/2020 - 10:45

Não sei se me preocupo mais com as primeiras ameaças sobre o tenebroso Coronavírus ou com o que tenho ouvido de ontem para cá. Cheguei a pensar que ouvi demais, ontem de manhã, quando entrevistei, aqui no programa, o médico e deputado federal Osmar Terra. A ideia central é que está na hora de ir afrouxando o cinto.
A entrevista que fiz ontem com o deputado médico gaúcho Osmar Terra reforçou o que eu disse. Só que ele fez isso no tom mais agressivo, duvidando da palavra das autoridades e até incitando todos nós a acreditar no contrário. Muitos ouvintes reagiram achando que foi exagero dele. Também pensei assim.
No final da tarde o governador Carlos Moisés - que saiu da inércia como governante para um habilidoso gestor da crise - veio no mesmo tom que usei no texto de ontem. Disse que dá para ir afrouxando o cinto, liberando alguns setores. O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro também falou em ir retomando vida normal. Voltar lentamente à normalidade com cuidados com os idosos, mas ainda com a recomendação de que fiquem em casa. Quer dizer, que fique em casa quem pode. Entendi assim.
Ontem à noite o presidente Jair Bolsonaro veio num tom da contramão desta cautela. Libera geral foi o que entendi. Parece que é o que eu e muita gente entendeu. Bolsonaro criticou que tenham sido usados exemplos como os da Itália para o que ele chamou de amedrontar a população brasileira. Juro, não entendi.. Afinal, o próprio elogiado Ministro Mandeta usou aquele exemplo para justificar as medidas até então adotadas.
Devemos sim voltar à normalidade, mas do jeito que o presidente falou ontem parece “zerar” o que temos feito até então.
O presidente foi claro e direto e disse: “Algumas poucas autoridades devem abandonar o conceito de terra arrasada e abandonar a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa.
Sou disciplinado tenho certeza. Acho que sou consciente no uso do poderio de um microfone, por isso repito com cautela o apelo para que se respeitem os decretos das autoridades, mas a minha cabeça agora bagunçou.
O presidente me deixou em dúvida. Do alto da sua autoridade e popularidade jogou aos leões os governadores e prefeitos.
O presidente me parece com sangue nos olhos com a Globo, com os governadores Witzel (Rio de Janeiro) e Dória (São Paulo). Por isso fez um pronunciamento num tom que me amedronta quando esta retomada das atividades.
Ainda ontem à noite os Secretários de Saúde do Estado se reuniram e em nota discordaram do presidente. Os presidentes da Câmara e Senado também reagiram. Acho que este vai ser o tom dos governadores e prefeitos.
Só espero que não nos restrinjamos apenas a uma briga política.
É só o que a gente não precisa.
Contra este vírus da vaidade política também não há vacina e os prejuízos que ela causa são tão ou mais mortais quanto os de outros vírus ou crises econômicas.

Começando a soltar o freio

 personJoão Paulo Messer
access_time24/03/2020 - 07:06

Se a dúvida é por quanto tempo permaneceremos assim, em quarentena, saiba que os decretos governamentais, que venceriam hoje, foram prorrogados.
Os serviços como transporte coletivo, bares, restaurantes e aqueles que não são considerados essenciais permanecerão suspensos por mais uma semana.
Pelo menos. Será???
Isso vale para os decretos municipais de Criciúma e região e o decreto do Governo Estado. Admito que a capacidade de resiliência vai diminuindo gradativamente. Admito que a vontade de sair de casa, retomar a vida, possa estar aumentando em cada um de nós. O apelo para ficarmos em casa pode até já nem mais fazer o mesmo efeito. Mas o apelo se mantém.
Quando começa o dia, antes de entrar no ar na rádio Eldorado, recebo sempre uma mensagem do médico Dr Ronaldo Benedet Barroso. Eu chamo ele de capitão dos guerreiros. É médico coordenador técnico da rede pública de saúde em Criciúma. Como ele há vários outros capitães. Na rede pública e privada.
Ele capitania equipe de verdadeiros guerreiros: o nosso pessoal da saúde. Como em Criciúma tem em todas as cidades. Como na rede pública, tem o pessoal da rede privada.
Pois então: quando começo o dia recebo do Ronald um relatório da noite anterior. Confesso que recebo e sempre imagino que vou ouvir um relato do aumento dos casos. Do agravamento dos casos. Felizmente não é o que ocorre.
Repetem-se dia após dia relatos de noites tranquilas. Sem aumento de casos. Nada igual a sexta-feira passada quando saímos do zero e fomos a nove casos em Criciúma. Quando digo que espero ansioso pelo relatório é porque temo que sejam notícias ruins. Não são. Que bom. Mas não são porque o cenário está sendo anunciado pior do que é ou porque nós estamos fazendo a coisa certa????
Prefiro ficar com a segunda opção.
Mas insisto que a nossa capacidade de permanecer assim, de alguma forma improdutivos nos atormenta tanto quando a doença. Lembro logo que o falido se recupera, o falecido não. Que estamos protegendo a vida.
Mas convenhamos, é possível sim proteger a vida e proteger o produtivo.
Criatividade com responsabilidade.
Lidamos com o desconhecido e por isso cada dia pode e deve ter um avanço.
Avançar um pouco. Criar a forma de manter os cuidados e ir produzindo.
O que precisa ficar evidente é que prioridade não é o que nós decidimos. Prioridade não é o que eu penso ser, mas sim aquilo que prioriza o coletivo.
Vamos aprendendo que puxamos o freio ao extremo. Que dá para ir soltando.
Mas que não somos que vamos fazer isso pela nossa vontade.
O livre arbítrio acaba ante a realidade do coletivo.
Por isso, compreendendo a necessidade e confessando a possibilidade de que muitas coisas podem ser flexibilizadas: o alerta de hoje é de que aguardemos que pela consciência coletiva – ou seja pelas orientações – para flexibilizar alguma norma.
A realidade vai nós ajustando, as coisas vão começar a ser liberadas, mas tudo ao seu tempo. Por enquanto o risco ainda existe. Não sejamos irresponsáveis.
Que eu tenha a consciência de que: toda vez que pensar que as regras se danem, estarei agindo como aquele que eu classifico de calhorda que assalta a pátria. Sim, porque estarei pensando apenas em mim....

Coronavírus nas nossas vidas

 personJoão Paulo Messer
access_time23/03/2020 - 12:22

Sim hoje é segunda-feira. Confesso que já me perdi no tempo. É necessário conferir no calendário. – Segunda-feira, 23 de março. Nós, na rádio Eldorado, trabalhamos no fim de semana todo. Recolhidos em nossas casas, mas trabalhamos normal. Aliás eu penso que todos estamos assim.
Seja qual for nossa atividade, se a tecnologia e outras circunstâncias e acessórios nos permitem, estamos em casa. Afinal, este é o apelo das autoridades. O limite é a sacada ou no máximo o pátio, para que o tem.
É tudo muito estranho. Parece prisão, mas isso tem outro nome: chama-se consciência.
Foram-se quatro dias e esta semana está só começando e promete ser inteiramente assim, em casa. Ainda não dá para afrouxar as rédeas. As autoridades garantem que ficar em casa nesta semana será ainda mais importante.
Mais afinal, quando isso acaba???
Dizem que ainda vai longe.
A esperança é de que a gente vá se acostumando, adaptando à realidade e à necessidade.
Necessidade de se manter em casa, mas a realidade de que algumas coisas podem e devem ser feitas para não parar totalmente a economia. Sem perder o foco no cuidado com a saúde pública dá sim para irmos encontrando alternativas.
E se alguém acha que tudo isso é um exagero, saiba que as atitudes de Criciúma estão sendo elogiadas. Neste domingo Criciúma foi citada na página de facebook do presidente da república Jair Bolsonaro, porque o governo municipal foi o primeiro a solicitar o apoio do exército. Aqui não se desprezou forças para enfrentar o inimigo.
Nos grupos médicos de outros centros do país, e há áudios confirmando isso nas redes sociais, a força tarefa da Unimed de Criciúma é citada como modelo. Se o Estado foi bem nas medidas, Criciúma seguiu na mesma linha.
Os atos e decretos adotados pelo governador na semana passada, começam a ser adotados agora por seus colegas em outros Estados. Os atos e práticas adotados pelo prefeito de Criciúma estão sendo adotados em várias outras cidades. Quer dizer, os nossos atos como criciumenses ou sulcatarinenses, estão certos, sim. A gente está puxando fila no combate ao Coronavírus.
Defina você como quiser, mas isso tudo parece muito estranho. Parece uma terceira guerra mundial. Uma guerra sem nenhum aparato bélico. A arma é a consciência. O inimigo é invisível. Nós somos todos aliados. Ou será que tem algum inimigo na “trincheira”?? Alguém que ainda não entendeu bem o que está acontecendo?
A ganância agora é suicídio. É uma granada que explode na mão.
Acho difícil que alguém vai sair dessa sem tirar muitas lições.
Há quem diga que a humanidade vai sair dessa mais consciente. Diferente. Não sei, mas que tem gente que vai sair dessa conhecendo melhor a sua própria família.

Definições dos prefeitos

 personJoão Paulo Messer
access_time21/03/2020 - 11:34

Os Prefeitos e Secretários de Saúde da AMREC tiveram reunião na manhã deste sábado, na sede da associação. Definiram que a partir de agora as reuniões passam a ser virtuais. Os prefeitos irão solicitar à Federação Catarinense dos Municípios para reivindique junto ao Governo Federal para que este decreto o toque de recolher, pois esta é uma atribuição do presidente da república. Isso significa que os prefeitos tem este desejo e só não adotam a medida por reconhecer que não é deles a competência.
O prefeito Jairo Custódio, do Balneário Rincão era o mais preocupado, pois as pessoas estão indo para o seu município num período em que a estrutura de atendimento de verão já foi desarticulada por ter terminado a temporada de verão. Isso significa que se houver procura exagerada na campanha de vacinação da gripe, que começa segunda-feira, por exemplo, haverá colapso.
Os salários dos servidores estão assegurados para março, mas para abril algumas prefeituras não têm previsão.

Efeitos do Coronavírus no governo de Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/03/2020 - 20:15

Hoje “rolou” a primeira crise interna no governo de Criciúma em consequência do estressado momento vivido em função do Coronavírus. O setor de imprensa “enlouqueceu” com o prefeito que vazou antes uma informação de que além de um havia outros dois casos confirmados. O detalhe é que nem o prefeito sabia que além daqueles que ele anunciou havia mais dois. Este é o retrato do momento. A multiplicação dos casos será tão intensa que as autoridades perdem o controle. Criciúma já anunciava cinco casos e mais um a confirmar, no final da tarde, enquanto o governador falava em três casos em Criciúma. Detalhe é que o primeiro caso foi revelado por uma autoridade estadual primeiro ao presidente da Unimed e não às autoridades municipais.

Substituto ideal
Processos como o atual sempre revelam personagens pouco conhecidos pelo grande público externo. É o caso do médico Ronald Benedet Barroso, diretor técnico da Secretaria Municipal de Saúde de Criciúma. Observadores da cena política já estão achando que ele poderá ser Secretário se Acélio Casagrande se afastar mesmo para disputar uma vaga na Câmara de Vereadores. Esta crise pode ser o grande entrave para Acélio. Já não há mais tempo para pensar em candidatura.

Pelo PP
Antes do efeito Coronavírus as especulações davam conta da ida de Acélio Casagrande (hoje sem partido) para o Partido Progressista. Isso não agrada alguns aliados do prefeito como o ex-presidente da Câmara Municipal, Miri Dagostin. Além destes dois o PP teria outros nomes fortes como Miguel Pierini que viria com as reservas eleitorais do Rio Maina.

No eleitoral
Em meio a este cenário de crise na saúde pública os prazos eleitorais seguem contando. Diferente dos prazos processuais do Judiciário, as regras eleitorais não foram suspensas. A janela para troca de partido termina no dia 4 de abril para os vereadores. Tita Belolli já anunciou saída do MDB. Falta só baixar “a poeira” do Coronavírus para anunciar entrada no PSDB.

Apelo aceito
De resguardo (quarentena) se curando do Coronavírus em Brasília, o deputado Daniel Freitas apelou ao amigo e empresário Felipe Cadorin (Expresso Coletivo Içarense), que atendeu e vai disponibilizar gratuitamente, transporte para os servidores do Hospital São José. Três micro-ônibus farão rotas saindo do Balneário Rincão, Urussanga e Forquilhinha em diferentes horários exclusivamente para profissionais da saúde. Até hoje o transporte dos funcionários era um dos maiores problemas do Hospital São José.