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Criciúma amplia debate sobre preparação para chegada de El Niño

commentJornalismo access_time05/09/2026 08:00

Encontro com sociedade civil apresentará Plano de Contingência, ações preventivas e estratégias de resposta do Município

Içara: inscrições abertas para o Campeonato Municipal de Futsal

commentEsporte access_time02/09/2026 21:30

A competição terá início no mês de setembro

Tigre pega o Fortaleza em casa neste domingo

commentCriciúma EC access_time22/08/2026 11:31

Sete pontos separam o Criciúma do seu adversário

Coluna de Terça-feira

access_time24/07/2018 - 00:34

IÇARA ABRAÇA VOTO REGIONAL
A campanha de voto regional, que nas últimas eleições foi abraçada pela Associação Empresarial de Criciúma e estendida a região, desta vez foi abraçada pela Associação Empresarial de Içara, enquanto a entidade de Criciúma ainda não se manifestou. Ontem os líderes empresariais de Içara tiveram o primeiro encontro. Foi com os candidatos a deputado pelo PDT, Rodrigo Minotto (estadual) e Manoel Dias (federal). Já é tempo das entidades regionais se manifestarem - ou não - a respeito. Oportuno lembrar que recentemente a própria ACIC sediou um encontro que defendia a candidatura de Eduardo Moreira a governador com o apelo da necessidade da representação política do Sul.


RUMO A EUROPA
Ontem, logo após transmitir o cargo de governador ao presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o governador Eduardo Moreira foi para o aeroporto e viajou para São Paulo às 20h30min de onde vai para a Europa onde irá se encontrar com a esposa Nicole Torret Rocha Moreira que já está na Itália. Ele viajou com Márcio Cardoso e Dante Bragatto Neto, da equipe de esportes d rádio Eldorado, que estavam indo para Maceió.

PRIMEIRO ATO
Tão logo assumiu o governo do Estado, onde ficará interinamente por dez dias, o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, desembargador Rodrigo Collaço sancionou o projeto que cria 462 cargos comissionados (indicados) de assessor jurídico e outros 402 funções gratificadas para assessorar juízes em primeira instância.

OTIMISMO DOO PSD
O raciocínio otimista no PSD é que a insistência do PSDB em ter candidatura própria pode jogar a eleição de governador “no colo” de Gelson Merísio. Isso porque a coligação seria liderada pelo PSD com a vaga de governador (Gelson Merisio), a vaga de vice para Joao Paulo Kleinubing (DEM) e a dobradinha Raimundo Colo (PSD) e Esperidião Amin (PP) para o Senado.

QUEDA DE BRAÇO
No PSDB fica cada dia mais evidente o cabo de guerra que dos movimentos que pretendem levar o partido para ser vice de Mauro Mariani (MDB) e de outro lado os que desejam ver o PSDB na aliança com o PP e o DEM.

AMIN SENADO
Em entrevista ontem na rádio Eldorado, Esperidião Amin deu a entender que não terá dificuldades de abrir mão da candidatura de governador para unir o partido. Amin disputaria o Senado, condição confortável para o ex-governador. Com este gesto ele contempla o grupo de deputados que vem desde sempre fechado com Gelson Merísio.

TEORIA
O raciocínio do PSD é que Gelson Merísio com o arsenal que tem para entrar na campanha disputaria com o apoio integral do PP e a corrente puxada por dois fortes candidatos ao Senado. Normalmente é o candidato a governador que puxa voto para o candidato ao Senado, mas as circunstâncias são diferentes. É flagrante que PSDB e MDB tendo candidatos do norte (Paulo Bauer e Mauro Mariani) disputariam a mesma fatia de votos.

OS “VICES” DO SUL
De repente o Sul acorda e grita por um espaço na chapa majoritária do Estado. Não se trata de reação tardia, nem mobilização com esperança de que a vaga pleiteada seja de fato alcançada. Óbvio, são movimentos estratégicos e de acordo com a oportunidade e a necessidade do partido. Seja para criar fato ou marcar espaço, a reivindicação de uma vaga na chapa majoritária, que nasceu desde o fim de semana, tanto no PP como no PSDB, é ensaio sem convicção. Muito menos probabilidade de da certo. Mas se trata de um gesto estratégico.


PSDB Clésio Salvaro lançou Giovânia de Sá pré-candidata a vice-governadora para contrapor o movimento tucano que pretende colocar Napoleão Bernardes vice de Mauro Mariani. O prefeito de Criciúma quer mostrar tem mais elenco.

PP Os principais líderes progressistas do Sul estão anunciando para amanhã um ato reivindicando a vaga de vice-governador para o Sul. O silêncio é a perda de oportunidade, pois o PP hoje não trabalha um segundo nomes. Todos focam apenas em Esperidião Amin. O PP quer mostrar que tem elenco.

BONECO Com direito a um boneco caricato do prefeito Clésio Salvaro sindicalistas desfilaram pelos corredores da prefeitura, ontem, protestando contra a validade do decreto que suspende para investigações as promoções por hora aperfeiçoamento. O governo suspeita de diplomas comprados.

FIM A Câmara de Vereadores de Criciúma autorizou ontem revogação da desapropriação do terreno que havia sido adquirido pela administração para criar novo traçado de saída da cidade na região dos hospitais. A comunidade do bairro Pio Correa reagiu e o governo recuou.

NÚMEROS Deve ir para o debate político, ainda, o quadro de servidores do Estado. Segundo dados disponíveis no portal da transparência, em março quando Raimundo Colombo estava encerrando o seu governo eram 92.247 servidores, sendo que agora em julho este número subiu para 95.128. Quer dizer, ao invés de enxugar a máquina como anunciou o “novo” governo, aumentou em 2.881 servidores de março até julho.


FRASE DO DIA
“Como eu disse ao Merísio no sábado, tenho meus projetos pessoais sim, mas a política se constrói pensando no coletivo e nada me impede de buscar qualquer outra condição. É uma questão de entendimento e construção de um projeto. Eu não serei empecilho.”
Esperidião Amin, comentando na rádio Eldorado a possibilidade de ser candidato ao Senado abrindo mão da candidatura a governador.


PSD faz movimento estratégico em Içara

 personJoão Paulo Messer
access_time05/05/2020 - 09:22

O movimento anunciado pelo PSD nesta semana, anunciando chapa única e a criação de um projeto novo para a cidade tem mais do que o que está noticiado. Nas entrelinhas desta articulação o partido se posiciona na cena política local. Em tempo de pandemia, quando falar de eleição tem que ser com cautela para não invadir a prioridade das prioridades, o partido lança um texto sutil que prioriza a cidade, mas cujo pano de fundo é uma tentativa de avançar uma posição. De leitura inicial a gente entende que o PSD é a terceira força atrás de MDB e PP e suas candidaturas. No instante em que o MDB escolheu Arnaldo Lodetti Júnior seu candidato a prefeito e o PP de Dalvânia Cardoso segue a pré-campanha, mas em silêncio, o PSD se anuncia no processo. Com este “barulho” pode reivindicar sentar à ponta da mesa para negociar uma coligação com o PP, como alguns especulam seja o passo lógico. Na pior das hipóteses o movimento do PSD tira de trás da cortina o PP, que precisa logo se noticiar em pré-campanha.
A política é como o jogo de xadrez, feita de movimentos certeiros que preparam o xeque-mate. O movimento do PSD merece ser olhado com atenção.

Quando o tiro sai pela culatra

 personJoão Paulo Messer
access_time29/04/2020 - 08:22

A notícia do dia, hoje, de novo um novo escândalo denunciado envolvendo o Governo do Estado. A compra de duzentos respiradores ao preço de R$ 33 milhões pagos antecipadamente. A empresa que vendeu prometeu entregar em abril, mas agora reviu o prazo e vai entregar no final de maio ou junho, quem sabe. A empresa aliás é daquelas quase de fundo de quintal, instalada no Rio de Janeiro. Já negociou alguns produtos da área de saúde com Santa Catarina. Foi escolhida sem tempo de o governo fazer licitação porque a pressa exigia. Lacrou-se uma dispensa de licitação. Tempo de coronavírus, tudo tem que ser urgente. Pacote pago e agora os equipamentos já não são mais os prometidos. Quando chegarem podem não servir e se for isso serão devolvidos. Isso, se chegarem a tempo de serem necessários ao combate ao coronavírus.
Um site de notícias denunciou, a coisa foi parar na Assembleia Legislativa, ontem, e deu o maior “furdunço”. Semana passada foi o Hospital de R$ 76 milhões. Em outros Estados estes hospitais custam em média R$ 10 milhões. Aqui em Santa Catarina sete, quase oito vezes mais. A denúncia foi feita e o governo desfez o negócio. Voltou atrás.
Com os respiradores não deve ser diferente. O negócio deve ser desfeito. O detalhe é que agora os 33 milhões já foram pagos. “E agora Moisés???”
Ah, querem um detalhe sarcástico? Sabe quando foram pagos os 33 milhões? Dia primeiro de abril. Dia sugestivo. No mesmo dia 33 milhões depositados à empresa. Primeiro de abril.
Ontem o governo anunciou “já estamos tomando providências...” E ai segue a balela: nela informa que afastaram a servidora que fez a compra. Mas estas compras não são feitas pelo Secretário de Estado da Saúde? E o governador não tem que liberar estes R$ 33 milhões?
Tem coisa errada ai. Mas sabem o que eu penso? Seja no caso do hospital de campanha, seja no caso dos respiradores???? Não é desonestidade do governador ou do Secretário é ingenuidade funcional mesmo. Poderia usar uma dessas expressões mais comuns tipo ingenuidade, amadorismo, despreparo ou outro adjetivo qualquer. E sabe porque penso assim? Penso assim porque olho para o que este governo fez até agora. Nada. Um ano e quatro meses e o que tivemos? É despreparo mesmo. Santa Catarina paga o preço da ingenuidade político-administrativo. O governo está enredado pela expertise política, não tem maturidade de articulação em nível algum e se apoia na muleta do diferente, do honesto, do novo e daí por diante.
Nós vamos pagar um preço alto. E de novo eu digo que a culpa não é deste governo que está ai. É dos governos que passaram, que nos enojaram com as suas práticas. Que não nos deram escolha. Digam que eu estou errado. Gostaria de estar. Quem sabe estou. Nós fomos empurrados a experimentar a inércia. Não sei se as crises como a do coronavírus amenizaram o que ainda poderia ser pior?
E agora vem as eleições municipais. Os senhores e senhoras já pararam para pensar que no âmbito dos nossos municípios, estou falando de todos não apenas deste ou daquele, mas em todos. As opções se restringem. Parece cada vez mais difícil essa escolha. As opções são mais pobres e incertas.
As opções se restringem e confundem nossos desejos de vivermos tempos melhores e nos deixam entre o que pretendemos trocar com o que que nos amedronta. Está difícil dizer isso, mas o jargão é esse: “na democracia o voto é a nossa arma”.
O problema é o tiro pela culatra.

Deu para o Moro...

 personJoão Paulo Messer
access_time27/04/2020 - 02:29

E começamos uma semana cheios de dúvidas, tentando entender um novo tsunami. Para muitos a primeira palavra que vem à mente é “decepção”. Aliás, você já parou para pensar quantas frustrações e decepções teve? Em quantas pessoas já depositaste a sua esperança? Esperança que virou frustração.
No calor da política isso é ainda mais frequente e forte. Os acontecimentos da última sexta-feira ainda não estão absorvidos por nós brasileiros. A massa que se pôs a defender com unhas e dentes os representantes de um novo tempo sofreu um duro golpe. Decepcionou-se, por certo. Uns com um, outros com outro e há os que se decepcionaram com ambos. Me refiro ao presidente Bolsonaro e ao Ministro Moro, símbolos da esperança brasileira.
Esperança que não se deve perder pelos episódios recentes. Prefiro chamar atenção ao que não canso de repetir: cuidemo-nos. Não permitamos que a cegueira afete a nossa visão. Não nos deixemos levar pela emoção, nem pela paixão. Não é tempo de considerar o jogo perdido. Este é apenas mais um episódio da política brasileira. Não dá para sentenciar culpado, nem um, nem outro. Nem Bolsonaro, nem Moro. É que a gente, às vezes, demora entender o jogo.
Parece evidente que Bolsonaro não perdeu este jogo. Moro não perdeu, mas também não ganhou. É como se esta disputa fosse para a prorrogação e penaltis. Parece aquele jogo em que o empate desclassifica os dois. Pois é o que parece. Só tem perdedores. Deste embate não há ganhadores.
Devemos lembrar que este jogo está disputado no campo da política. Moro pode ser o favorito, mas não está acostumado a este jogo. Bolsonaro pode estar fragilizado, mas joga no campo que ele conhece bem: o da política. Moro entrou num jogo que ele não conhece. E olha deveria ter se adaptado, afinal, quando juiz de primeira instância, esteve sempre sujeito a ter as suas sentenças reformadas.
Na política este jogo não é assim. Diferente da Lava Jato, no Ministério Moro mostrou pouco serviço. Ficou devendo. Moro não saiu pela interferência de Bolsonaro. Saiu porque estava procurando a saída. A interferência de Bolsonaro não é assim tão inédita como alguns tentam fazer ver, mas é grave sim.
Nem que com suas denúncias Moro fragilize Bolsonaro a ponto de facilitar o caminho do impeachment, terá sido ele: Moro, o ganhador deste jogo. As aves de rapina estão ali, bem perto: na Câmara, no Senado e no Supremo.
O gesto de Moro em pouco ou nada o ajudará a pavimentar o caminho da presidência da república, se esta for a sua intenção daqui por diante. Moro não é do jogo da política. Moro é um Joaquim Barbosa. Barbosa saiu consagrado do Supremo, mas logo viu que na política, ou você joga o jogo, ou está fora.
Melhor então ficar com quem joga o jogo o mais próximo do limpo possível. Que se disponha a jogar. Que se submeta a uma campanha de rala chão, percorra o país, invista 24 horas por dia, sete dias por semana. E me desculpem os admiradores de Moro, o conforto dos gabinetes não lhe deu essa experiência, nem paciência. Moro saiu de onde nunca entrou: a política. E como herança pode ajudar a sujar o que ele mesmo ajudou a limpar. Deus queira, esteja eu errado.

Pesquisa pode mostrar o mapa do coronavírus em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time20/04/2020 - 10:11

Com um procedimento próprio, criado pela Secretaria Municipal de Saúde através do Laboratório Municipal de Análises Clínicas em parceria com a UNESC e o curso de Medicina, Criciúma está propondo uma pesquisa de amostragem para aproximar-se do real cenário do coronavírus. O levantamento segue a metodologia de pesquisas como as eleitorais para escolher os pesquisados. Ao invés de questionário eles serão submetidos ao exame de sangue, que avaliado indicará a situação do paciente. As últimas avaliações testam a amplitude deste exame, que pode ir além da detecção de ser o paciente portador assintomático ou não do vírus e até mesmo o grau de imunidade que ele possui.
Este levantamento vai ser submetido ao comitê de ética do curso de Medicina da UNESC, mas saiu da cabeça do secretário Acélio Casagrande. Se comprovada a sua eficácia do teste ele pode sugerir um mapa do coronavírus no município.
Inicialmente sugere-se que a pesquisa seja feita semanalmente e a cada levantamento sejam testadas 500 pessoas. O laboratório municipal tem capacidade de responder a cada teste em 30 minutos. A previsão é de que já nesta sexta-feira saiam os primeiros resultados.

Mandetta sofreu queimadura dos holofotes

 personJoão Paulo Messer
access_time16/04/2020 - 18:59

Se eu estivesse "no mundo da lua" e aterissasse aqui agora e assistisse a entrevista de "despedida" do ministro Luiz Henrique Madetta, facilmente intenderia porque ele saiu. O técnico estava político demais. Foi assim no seu discurso de saída. Parecia sentir-se num palanque, não numa mesa de rescisão de contrato. Acho loucura trocar o médico cirurgião quando o pacietne está sob a mesa e o bisturi já foi usado, mas Mandetta estava cegado pelos holofotes midiáticos. Não me parece que o presidente Jair Bolsonaro tenha demorado para fazer a substituição. Tivesse feito uma semana anrtes o que fez hoje ainda teria um ministro bem melhor cotado. Deu corda e esticou até o limite. O presidente segue correndo o risco, que agora é maior do que antes, enquanto Mandetta sai ainda com o saldo positivo das ações da prevenção. É provável que se tivermos menos casos de coronavírus ele invoque os seus acertos nas medidas adotadas até então, enquanto do contrário ele pode dizer que se estivesse lá as coisas teriam sido diferentes. Dos três, Bolsonaro, Mandetta e Tech, quem está na mira agora é o terceiro. Óbvio que todas as suas atitudes serão consideradas obediência ao presidente. Os acertos serão creditados ao presidente, os erros ao novo ministro.

Tem decisão mal explicada

 personJoão Paulo Messer
access_time15/04/2020 - 15:11

Cada dia está mais difícil de compreender a sucessão de passos das nossas autoridades em relação ao coronavírus. Quem sabe o que melhor compreendemos é a difícil missão que elas têm no exercício de suas atividades. Não queria estar na pele de nenhuma autoridade, que obrigada a decidir ante a ameaça de um inimigo à vida, lida com o desconhecido e conflita com interesses distintos de cada um. Preservar a vida como se as pessoas não morrem apenas de coronavírus?
Ficar em casa porquê se esta medida não é garantia absoluta da imunidade. Se por outro lado autorizar a ida de todos para a rua pode lhe custar o preço da irresponsabilidade, que leva à sentença de morte política de alguns. Mas quantos padecem de desgosto ou de tédio, se cumprirem rigorosamente o que lhes é imposto.
Não é fácil a missão de decidir sobre a vida dos outros, se o reconhecimento pelo sucesso das decisões não virá, sabemos disso. Mas que se houver algum erro ele será sim cobrado destas mesmas autoridades. Elas estão hoje mais ou menos expostas ao risco de errar, ou errar.

Mas mesmo assim, consciente da delicada missão destas autoridades não há como não manifestar a inquietação com algumas decisões. E a maior delas, possivelmente, está na mesa dos debates desde ontem. Está na mesa do judiciário catarinense: manter ou não a proibição do transporte coletivo.

O que leva uma autoridade a dizer que o transporte coletivo é um vetor do contagio do coronavírus. É sim, mas o que leva a autoridade a imaginar que este vetor é mais perigoso do que uma Van de 20 lugares, mas que transporta 25? Que um automóvel destinado a cinco passageiros transporta seis e mesmo que levasse apenas cinco teria estes amontoados dentro do carro?

Sim, porque estas mesmas autoridades liberaram o funcionamento do comércio, mas não oferecem transporte ao cidadão. Ou será que imaginaram que algum trabalhador ficará em casa alegando não ter transporte. Ou então que o patrão vai compreender que o empregado não tem como chegar ao trabalho?

A proibição do ônibus só se justifica se as autoridades apenas enxergam o transporte coletivo como um amontoado de pessoas num caixão de lata. Se as autoridades têm esta imagem, elas estão certas. Mas o que se pensa é que no transporte coletivo o controle é mais fácil do que o das Vans, que mais parecem lata de sardinha ou carros que mais parecem minivans.

E o pico da doença? Ele vem sendo adiado porque? Ou será que não temos memória? Primeiro era fim de março, depois começo de abril...
Furaram duas previsões e isso basta para que comecemos a derramar suspeitas sobre a real gravidade da doença.
A segurança sobre as previsões das nossas autoridades parece cair por terra. Me desculpem, mas não temos a capacidade de imaginar que tudo isso seja resultado da nossa obediência às ordens cumpridas até então.
Meu desejo é que esta interpretação não seja um desestímulo ao cumprimento de todas as normas, apenas seja o apelo para que as autoridades não deixem de refletir muito sobre as consequências das medidas adotadas.

Vamos continuar cumprindo as determinações da prevenção, sim. Temos que cumprir estas determinações sim. Temos o direito de questionar as determinações, mas jamais teremos os direitos de descumprir determinações passadas ao coletivo sob o risco de sermos nós os vetores de uma doença mais grave à sociedade civil organizada: a doença da desobediência.

Mantemo-nos vigilantes e obedientes às normas, mas por favor autoridades, não deixem de revisar alguns prognósticos e algumas normas. Têm coisa errada aí.
Tem gente inocente pagando essa conta.
Tem gente saudável que está adoecendo e não é de coronavírus.

Prefeito "acaba" com os feriados em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time14/04/2020 - 11:11

O prefeito Clésio Salvaro já assinou e publicou o decreto que “acaba” com os feriados de Tiradentes (21 de abril), Dia do Trabalho (1º de maio), Independência do Brasil (7 de setembro) e dia Servidor Público (28 de outubro). Assim, na próxima terça-feira, todos os órgãos da administração municipal terão atendimento normal. Serão considerados dias compensados pelos dias não trabalhados. Significa dizer que aqueles que trabalharam entre os dias 30 de março e 5 de abril terão respeitados estes dias e não trabalharão. Os feriados pagam os dias não trabalhados. Há uma série de exclusões, que podem ser conferidas no Diário Oficial do município do dia 9 de abril. Estas medidas estão previstas no decreto 442/20, de 7 de abril de 2020.
Ontem o prefeito admitiu que sugere que setores do comércio e até a indústria façam o mesmo, na medida do possível. Acho pouco provável.

Os bastidores da "possível" volta do transporte coletivo em Criciúma

 personJoão Paulo Messer
access_time11/04/2020 - 23:22

Se não for na primeira hora da segunda-feira pode ser ao longo dia ou até em caráter extraordinário ainda neste domingo: Criciúma pode decisão judicial permitindo a retomada do transporte coletivo urbano. É o que indicam informações apuradas ao longo deste sábado. Inicialmente se imaginou que o prefeito Clésio Salvaro tomaria a iniciativa, mas as circunstâncis sugerem que o melhor ca minho é seguir o que foi feito em Joinville, onde as empresas obtiveram liminar na Justuiça que lhes garante circular normalmente a partir desta segunda-feira. A cópia é tão fiel que as empresas de Criciúma irão contratar o mesmo escritório advocatício que obteve a liminar na cidade de Joinville. O despacho considera que a atribuição do transporte público municipal é autonomia do prefeito e Clésio Salvaro não reeditou o decreto municipal que mantinha esta proibição. Aliás, Salvaro até reabriu a prefeitura.

Se eu fosse o governador...

 personJoão Paulo Messer
access_time09/04/2020 - 23:58

De médico, louco, técnico de futebol e agora cientista ou chefe de Executivo, todos temos um pouco. Nunca antes na história fomos tão aquilo que não somos e decidimos sobre o que não nos cabe. As redes sociais nos transformam em analistas com meia dúzia de passos. Se os tempos forem de Coronavírus, tornamo-nos cientistas rapidinho. Até então este papel de donos da verdade ou semidonos na pior das hipóteses, era coisa de jornalista e/ou somiliares. Pois agora atrevemo-nos a discorrer sobre o que deve e o que não deve. Me permito invocar estudos, experiência de cenas parecidas e um pouco de lógica para dizer que se estivesse eu no lugar do governador Carlos Moisés, repassaria aos prefeitos a responsabilidade de decidir sobre o transporte coletivo urbano. Afinal, a realidade das cidades é tão distinta que não cabe verticalizar a decisão. Óbvio esta não é a leitura que tenho para o transporte intermunicipal e interestadual, nem tão pouco à atividade comercial. Estes devem ficar sob a batuta do governador, mas o transporte coletivo é realidade muito específica.
Não bastasse estes argumentos entra o ingrediente político. Os prefeitos, como Clésio Salvaro em Criciúma, tem afirmado que podem até divergir do decreto estadual e invocar recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que reconhece autonomia para os chefes de diferentes poderes, liberado o ônibus urbano a partir de segunda-feira. Politicamente o governador se livra de um problema que pode dividir com os prefeitos. Se vai fazê-lo, não se sabe.

Mek vai para o PSDB em Siderópolis

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:39

Ex-vereador pelo MDB, entre os anos 1996 e 2000, o professor Méricles Rossa confirmou nesta quinta-feira assinatura de filiação ao PSDB e deve ser candidato a vereador em Siderópolis, Assim como ele outros três nomes considerados de linha de frente migraram para o partido tucano: são eles os vereadores Franqui Salvaro, Lilo Remor e William Bonassa. Os dois primeiros saíram do PSB e William saiu do PSD mas há tempo ele vem alinhado com os peessedistas e agora peessedebistas.
Mek como é mais conehcido Méricles Rossa foi diretor da Escola Estadual José do Patrocínio por nove anos e diretor da Escola Estadual Silvio Ferraro por um ano. Além disso ocupou o cargo de diretor regional de esportes por quatro anos.

Maciel vai para o PDT em Forquilhinha

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:37

Num destes atos políticos abreviados e com cuidados que seguem as normas do combate ao coronavírus o vereador Maciel Dassoler oficializou o seu ingresso no PDT de Forquilhinha, na noite desta quinta-feira. O ato dirigido pelo deputado estadual e morador do município, ROdrigo Minotto, contu ainda com a presença do ex-prefeito local Vanderlei Riecken e pelo menos três lideranças que saem do MDB e entram na lista de pré-candidatos a vereador pelo partido. Maciel disputará internamente com o atual vereador Valcir Antônio Matias, o Chile, a indicação à majoritária.

Maciel está presidente da Câmara de Vereadores desde 2017 e num articulação política bem costurada emenda quatro anos na função o que dá boa credencial para articular pela construção de eleição na majoritária.

Forquilhinha tem duas velhas linhas políticas hoje representadas pelo atual prefeito Dimas Kammer (PP), que deve ser candidato a reeleição e José Cláudio Gonçalves, Neguinho (PSD). Dimas precisa costurar primeiro a unidade no seu partido que sofre desgastes por estar a 20 anos no governo. Além disso tem no páreo o ex-prefeito Lei Alexandre, que mesmo afirmando não ser candidato, ouve o apelo de aliados para entrar na disputa. De outro lado Neguinho acumula três disputas seguidas ao mesmo cargo e com derrota. Se for à disputa será pela quarta vez seguida.

PSDB leva dois vereadores do MDB

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 19:34

Com a janela de troca de partido se fechando sábado e os vereadores “saltando” a sigla que tem uma das melhores articulações, não só em Morro da Fumaça, é o PSDB. A sigla tucana fumacense pela primeira vez ganhou força de atenção de fato, isso agora com a articulação da deputada federal Giovânia de Sá. Nesta quinta-feira se fecharam dois reforços de peso: “vereadores”. Tiago Minatto e José Carlos Bortolin, Calita, assinam ficha na noite desta quinta-feira.
São dois vereadores emedebistas que deixam a sigla, mas era para ter sido três. O PSDB assediou ainda o vereador Raimundo Mundi Marques, que também tinha convite do PSD. Ele optou em permanecer no MDB. Anunciou isso quarta-feira. Assim a bancada emedebista que entrou nesta legislatura com quatro fica com dois: Raimundo Marques e Edivaldo Marcoli (isso dos eleitos).
A reunião de filiação de Minatto e Calita acontece nesta quinta-feira, sem maior barulho em virtude do coronavírus.
Entre filiações do PSDB em Morro da Fuymaça estão nomes como Serginho Da Soller, Jaimir Patrício e Pedrinho Patrício, este último que testou o poder de urnas na eleição da Cermoful.

Gelinho assina no PSL

 personJoão Paulo Messer
access_time02/04/2020 - 17:00

Dificlmente alguém o conhece pelo nome, mas mesmo que a pessoa não seja do futebol já deve ter ouvido falar de um dos atletas mais conhecidos nos campos da várzea. Trata-se de Wildnei Cardoso mais conhecido "Gelinho". Morador do bairro Morr Estevo, sobrinho da liderança política Luiz Dal Toé, ele é um dos nomes na lista dos "calouros" no partido do governador Carlos Moisés, em Criciúma, o PSL. Gelinho assinou ficha nesta quinta-feira. A sigla tem por norma não inscreve nomes já carimbados na política, por isso Gelinho é do perfil que as lideranças locais anunciam como pré-candidato a vereador. Ricardo Beloli, um dos "escaladores" deste time diz que o partido calcula em pelo menos três o número de vagas a serem conquistadas pelo partido em Criciúma.

Janela aberta, vereador salta

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2020 - 14:23

Sete dos 17 vereadores de Criciúma já mudaram de partido, valendo-se da janela que se fecha no próximo sábado. Até este momento a vereadora Camila do Nascimento, atualmente no PSD, ainda não definiu “se fica ou se sai”. Ela tem até o fim de semana para decidir. Conversei com ela na tarde desta terça-feira. A dúvida se mantém. Mesmo que ela não mude a Câmara Municipal de Criciúma deve ser uma das com o maior índice de troca. Hoje este percentual já é de 42 por cento (7 de 17).
Os vereadores que mudam:
Edson Paiol do Nascimento, do PP para o PSL
Jair Alexandre, do PSC para o PSD
Júlio Colombo, do PSB para o PL
Júlio Kaminski, do PSDB para o PSL
Tita Beloli, do MDB para o PSDB
Toninho da Imbralit, do MDB para o PSDB
Zairo Casagrande, do PSD para o PDT;

Permanecem em seus partidos:
Ademir Honorato (MDB)
Alfinei Poteleki (PR)
Arleu da Silveira (PSDB)
Camila do Nascimento (PSD)
Dailto Feuser (PSDB)
Geovânia Zanette (PSDB)
Miri Dagotin (PP)
Moacir Dajori (PSDB
Paulo Ferrarezi (MDB)
Salésio Lima (PSD)

A segunda-feira promete tensão institucional

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2020 - 07:10

Os planos eram outros. Não ficar em casa hoje, na pior das hipóteses voltar a produzir, vender, enfim, movimentar a máquina da economia a partir da próxima quarta-feira na - pior das hipóteses. As normas agora são outras. A esperança da retomada na normalidade está adiada - por decreto. O governo anunciou que não haverá mais comércio quarta-feira. Haverá banco e lotérica hoje sim, mas comércio e vida normal – ainda não. Dia 8, quem sabe.
Até ontem as preocupações eram com a saúde humana e a saúde financeira: a economia. A partir de hoje acrescente um item, pois começa a preocupar a saúde psicológica dos sulcatarinenses. Afinal, são quase duas semanas de clausura e tem mais. Mais uma semana se depender do rigor do decreto do governador. Nem quero pensar, mas ele “pode ser adiado”.
Mas esta segunda-feira promete não se restringir ao debate do coronavírus, da economia e da reação psíquica do cidadão. O debate passa a ser institucional. Enquanto, ontem, governador e prefeitos sentaram e unificaram discurso, os divergentes começaram a reagir.
Alguns políticos, oportunistas, bem pagos e alimentados com o nosso dinheiro, fazem coro ao lógico: “pedem a retomada da atividade econômica” com discursos espalhados pelas redes sociais como aquele jogador que vai na frente da torcida e dribla prá, dribla lá, quase senta na bola. Joga para a torcida. O oportunismo sempre haverá.
A procedente reação às decisões dos governantes vem das instituições empresariais. Vem de quem sente na pele a dor do boleto que vence hoje ou amanhã. Do salário que precisa ser pago no dia cinco. Óbvio, isso se ele que não tiver pai, mãe, nem outro membro da família internado num hospital de precárias condições.
Sinceramente, penso que a liberação dos bancos e lotéricas é autorização para reunir a população mais suscetível aos casos mais temidos, neste momento. É verdade que estes vão ao banco um dia só. Só hoje. Mas vão. São na maioria idosos ou beneficiários acomodados num grupo de exceção. Acho que nas empresas há menos riscos que nesta população que vai aos bancos hoje. No mínimo nas empresas é mais fácil controlar.
Aqui não tem como cravar posição. Bater editorial favorável à normalidade das atividades ou à manutenção da quarentena. Não somos órgão de saúde, nem porta voz de outro setor qualquer. Nós nos restringimos ao papel de informar. Refletir da forma mais fiel possível a reação da sociedade.
E hoje, segunda-feira, promete ser um dia pesado. Médicos apelam pela quarentena. Orientam os governantes pela quarentena. A massa produtiva pensa diferente: acha que dá para ir – não às ruas, mas ao trabalho. Defende a retomada das atividades e argumenta bem: lembra que não é só de gripe ou coronavírus que se morre. De fome também se morre.
Não quero nem pensar, mas desgosto e desespero também matam.
Eu não queria estar na pele destes governantes. Mas desejo que eles tenham sobriedade nas suas decisões. Assim como eu - que não tem a responsabilidade, nem a possibilidade de decidir pelo Estado ou por um município – centenas ou milhares de outros podem sim tomar decisões sobre as suas hostes, sobre as suas empresas.
E é ai que entra o papel da conscientização. Preservar as leis, normas e lógicas. As leis que dão aos governantes o poder de ditar normas. Isso nos faz viver em harmonia e disciplina. A lógica “sugere o bom senso”.
Invoco o bom senso de todos. Se é possível produzir sem infringir, que se produza. Às autoridades deve imperar também o bom senso. Se dá para liberar, que se libere. Afinal não se morre só de Coronavírus.
O apelo é pelo equilíbrio.
O apelo é por uma sociedade: clínica, emocional e economicamente saudável.