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Afasc completa 53 anos transformando mais de 14 mil realidades por mês em Criciúma

commentJornalismo access_time05/06/2026 20:53

Instituição atua da primeira infância ao envelhecimento, com uma rede completa de serviços que promove cuidado, acolhimento e transformação social em diferentes bairros da cidade

Caravaggio empata com o Hercílio Luz e se prepara contra o Juventus no domingo

commentEsporte access_time02/06/2026 11:16

Com o resultado, a equipe de Nova Veneza chegou aos 15 pontos e está na segunda posição.

Criciúma celebra 35 anos da conquista da Copa do Brasil com evento especial no Tigre Sports Bar

commentCriciúma EC access_time02/06/2026 11:08

A noite reunirá ex-atletas, ex-dirigentes e demais pessoas que fizeram parte da campanha que garantiu ao Tigre o maior título de sua história.

Coluna de Quarta-feira

access_time01/08/2018 - 00:23

O PP É MANOBRÁVEL
Depois de mais uma “aminzada”, o PP de 2018 reflete (pensa) sobre 2014, quando também na última hora Esperidião Amin, que vinha assistindo em silêncio seu partido marchar para os braços do PSD num plano suicida sustentado pelo MDB, interviu. Se lá ele corrigiu a rota, desta vez parece ter decidido fazer parte da solução. O PP passa três anos e meio sob a direção de prepostos, mas na reta final é guiado pelo líder maior. Ninguém no PP atingiu tamanho suficiente para enfrentar a plateia numa convenção como a do último sábado. Em 2014 Amin esperou a convenção para subir no palco e corrigir a rota com um discurso inflamado. O que agora se assemelha com 2014, pode ser apenas o que aconteceu após aquela convenção, quando o partido seguiu plano próprio, mas nem os progressistas foram fiéis. Com consequência o partido seguiu comendo na mão do PSD por quatro anos.


BEM PERTO
Não é necessário o progressista do sul se esforçar para lembrar como a militância do PP se portou em 2014. Em Criciúma o prefeito Márcio Búrigo colou no peito o “55” de Raimundo Colombo, aliado do adversário histórico Eduardo Moreira. Tudo em nome da promessa de verbas no montando que começou como de R$ 45 milhões, encolheu para R$ 6 milhões e até hoje não foi pago.

SILÊNCIO
Se na convenção do PP o silêncio do grupo aliado ao PSD foi tamanho a ponto de se ouvir vaias a Gelson Merísio, os murmúrios de corredores indicam que Esperidião Amin terá dificuldades para sustentar o que bancou. Os deputados progressistas não só são cobrados como devedores do PSD, como se sentem assim. Amin tem a decisão, mas como em 2014 não terá o PP.

CONVENÇÕES
A se confirmar algumas manobras previstas pelos imprevistos de algumas convenções, melhor acabar com esta etapa do processo eleitoral. Partidos fecham suas convenções, anunciam resultados, exigem a assinatura dos convencionais, mas o que aparece é algo bem diferente. Convencional virou fantoche e partido propriedade de pequenos grupos. Ainda assim nossa Justiça Eleitoral se gaba de alguns avanços.

SÓ ESPECUAÇÃO
Desde o fim de semana, quando ocorreram as convenções do PP e do PSDB, que “embaçaram” o cenário eleitoral, as informações também reduziram. Por estratégia o silêncio se mantém em todos os partidos, inclusive naqueles que ainda não realizaram ou ainda irão realizar as suas convenções. Raras são as notícias confirmadas, muitas são as especulações vazadas.

MDB SE MOSTRA
Dono de uma reserva eleitoral fiel e considerável, com candidato a governador definido e aliados fielmente alinhados, o MDB emergiu no noticiário eleitoral, seja por necessidade, seja porque o nível das decisões dos aliados ficou rala demais.

AO MDB
Os movimentos especulados ontem são de que uma vez enxovalhado pelo PP e desconfiado com a estabilidade da candidatura do PSDB, o PSD teria procurado o MDB. Pelo menos uma conversa tem testemunhas. Ela foi entre Gelson Merísio e Raimundo Colombo com Mauro Mariani, segunda-feira à noite no Centro Empresarial Ceisa Center, no centro de Florianópolis.

RESTA UM
Aparentemente o caminho menos prejudicial à imagem de Gelson Merísio é ser candidato a vice-governador e Paulo Bauer (PSDB). Da sigla tucana ele ainda não sofreu ataques. Além disso seu correligionário Raimundo Colombo teria espaço e a aliança teria justificativa de origem.

BASTIDORES
SOMANDO EXEMPLOS
Hoje inicia uma das mais belas etapas da Educação da nossa região. E isso se dá em termos de exemplo e incentivo. Refiro-me aos três alunos da Escola Municipal Jorge da Cunha Carneiro, do bairro Próspera (Criciúma), que participam da fase final de uma competição mundial de matemática. Todas as etapas anteriores foram vencidas pelos três alunos e a final será realizada em Bangkok entre os dias 4 a 7 de agosto. Os alunos que representam o Brasil na competição de matemática são: Sofia da Silveira Joaquim (13 anos), Gabriel Domingos Zanoni (13 anos) e Lucas Rodrigues (10 anos). A professora responsável pela formação destes alunos é Karine Callegari Mrotskoski. Ela viaja com os alunos junto com a diretora da escola, Daniele Schlichting Fusinato e a Secretária de Educação do Município de Criciúma, Roseli de Lucca Pizzolo.

SENADO Nos últimos tempos ninguém mais foi criticado pela condução do processo, ou mesmo por sua omissão na condução dele, do que o ex-governador Raimundo Colombo. Pois aparentemente agora ele é um dos mais beneficiados. Esperidião Amin (PP) e Paulo Bauer (PSDB) são concorrentes que estão fora da disputa.

PODE SER Ontem à noite fonte do PP admitia a possibilidade de Ângela Amin ser indicada candidata a vice na chapa com Paulo Bauer (PSDB). Isso “embretaria” Gelson Merísio e respingaria sobre Raimundo Colombo. Consequentemente poderia tornar as coisas mais simples para o PSD se fechasse na mesma aliança, algo que me parece absurdo para este momento.

EM TREVISO Ontem o pré-candidato a deputado federal pelo PT, sindicalista Célio Elias, distribuiu material comemorando o apoio que recebeu e Treviso. A ex-prefeita pelo MDB na cidade, Lúcia Cimolin, abraçou a candidatura do petista.

ORLEANS O consórcio formado pelos municípios de Orleans, Cocal do Sul, Urussanga, Lauro Müller, Siderópolis, Treviso e Morro da Fumaça), adquiriu uma usina de asfalto. Antecipando-se a chegada do equipamento, ontem, o prefeito de Orleans, Jorge Koch, apresentou um britador.


FRASE DO DIA
“Esta nossa convenção é um recado aos demais partidos de que o PSDB tem candidato. É Paulo Bauer para quatro anos no governo e Napoleão Bernardes oito anos no Senado. Se quiserem compor que venham para somar, porque no nosso partido quem decide somos nós e o que está decidido está decidido”.
Clésio Salvaro, prefeito de Criciúma, durante a convenção do PSDB no último domingo.


Aposentadoria especial teve julgamento no STF

 personJoão Paulo Messer
access_time04/06/2026 - 09:45

Decisão do Supremo Tribunal Federal, em votação encerrada nesta quarta-feira (3), concluiu o julgamento da ADI 6309. Trata-se de assunto ligado às aposentadorias especiais. A sentença proferida derruba a exigência de idade mínima para os trabalhadores especiais, corrigindo uma distorção resultante da Reforma da Previdência de 2019. Mas a vitória foi parcial. Isso porque as regras de cálculo do valor do benefício não mudaram. Continuam seguindo o modelo rígido da reforma.

O foco principal era a barreira da idade criada, pois, antes da reforma, quem trabalhava em ambientes nocivos se aposentava pelo tempo de contribuição. No caso dos mineiros, por exemplo, 15 anos. A reforma passou a exigir idade mínima de 55 anos.

Com a decisão, volta a valer a lógica de que o trabalhador pode se aposentar assim que cumprir o tempo de contribuição na atividade especial, independentemente de quantos anos de idade tenha.

Continua, porém, proibido converter o tempo trabalhado em atividade especial em tempo comum para aumentar o tempo total de contribuição em aposentadorias normais (para os períodos trabalhados após novembro de 2019).

O cálculo do benefício: o STF rejeitou o pedido para voltar ao cálculo antigo (que pagava 100% da média salarial).

Como o STF manteve a fórmula de cálculo da Reforma da Previdência, o valor do benefício continua reduzido se comparado ao que era pago antes de 2019. O cálculo leva em conta 100% de todos os salários de contribuição do trabalhador desde julho de 1994 (não se descartam mais os 20% menores salários, o que, por si só, já puxa a média para baixo).

O trabalhador que pede a aposentadoria especial começa recebendo 60% dessa média geral. A esse percentual de 60%, são somados 2% a mais por ano que ultrapassar:

O trabalhador ganhou o direito de sair mais cedo do ambiente nocivo para preservar sua saúde, mas, financeiramente, precisará aceitar o redutor do cálculo da Reforma da Previdência, a menos que decida continuar trabalhando por mais anos na atividade (o que elevaria o percentual do seu benefício, mas aumentaria o tempo de exposição ao risco).

A decisão deve destravar milhares de processos administrativos no INSS e ações na Justiça que aguardavam essa definição técnica do Supremo.

O Adeus à Cris Freitas

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2026 - 13:34

Qualquer ser humano que faz parte deste mundo aos 52 anos de idade não deixa ar uma pergunta sobre o por quê? Vida tão breve por quê? Cris Freitas é uma dessas personagens que nos deixa e leva consigo esse questionamento que um jeito de mostrarmos a nossa inconformidade.

Faleceu na madrugada desta quarta-feira (3), aos 52 anos de idade, a jornalista Cris Freitas. Gaúcha de Bagé, radicada desde o início dos anos 2000 no sul de Santa Catarina, renovou a cidade de Nova Veneza que a atualizou e o condedeu o título de cidade benemérica.

Cris faleceu de câncer na medula, doença descoberta no início deste ano, mas que dava sinais no final de 2025, quem sabe bem antes. Afinal, ela não era de reclamação como reclamava no final do ano passado na roda de amigos. As dores nas costas foram debitadas na conta da academia que acabaram de começar por conta da busca de uma vida mais saudável e longa.

Mãe da Vitória, sua companheira inseparável, Cris ficou pouco tempo em veículo. Tive o privilégio de trabalhar com ela na rádio Eldorado. Logo depois ela foi para Nova Veneza, onde como assessora de imprensa virou referência. Mostrou como o jornalismo pode ser útil na divulgação de uma cidade.

Sua transpiração colocou a cidade em grandes programas como Fantástico e Programa da Ana Maria Braga, ambos da rede globo. Os programas locais fizeram bolsas de reportagens sobre a cidade de Nova Veneza e sua riqueza gastronômica. A Cris conseguia mostrar sempre mais do que os olhos de todos conseguiam exercitar. Era capaz de abandonar tudo para se dedicar à divulgação da cidade. Tentou ganhar dinheiro fora de assessoria com empreendimento no turismo, mas sua veia jornalística não lhe permitiu ser empresária. Ela era mesmo jornalista por opção, formação e vocação.

Cris vai fazer falta. Morreu jovem, mas deixou um legado enorme. As despedidas ocorreram na tarde desta mesma quarta-feira. Foi cremado.

Dia 2 de junho é histórico

 personJoão Paulo Messer
access_time02/06/2026 - 07:00

O 2 de junho é uma data que não sai da memória dos torcedores mais apaixonados do Criciúma. A torcida tricolor vem se sucedendo, vem passando de pai para filho, vem passando de avô para neto. O fato é que a torcida do Criciúma é intensa, e as suas conquistas também.

Por isso, o dia de hoje é especial. O 2 de junho de 1991 está na memória do torcedor. Quem não lembra? Quem não lembra, por certo, já leu ou ouviu. No mínimo, sabe sobre o que aconteceu naquele dia.

Naquele dia, o Criciúma ganhava a Copa do Brasil em pleno Estádio Heriberto Hülse. Por isso, passados todos estes anos, a data segue sendo lembrada. O torcedor tricolor acorda no dia 2 de junho pensando naquele momento histórico.

O Criciúma é uma paixão que se confunde com a nossa história. Viver o 2 de junho é uma forma de comemorar vitória também.

Ah, e que bom, nós recém saímos de uma vitória em cima de um dos nossos rivais do futebol catarinense, o Avaí. O Criciúma, portanto, celebra uma data importante neste 2 de junho. Então, comemore.

E pouco importa se faz tanto tempo. Existem fatos na história que não se apagam, nem têm diminuída a sua emoção e importância, e a conquista da Copa do Brasil é uma delas.

Onde você estava naquele 2 de junho de 1991? Pode ser uma viagem que você faça no tempo hoje. Parabéns, tricolor carvoeiro, o mais amado do Brasil.

Ceretta faz balanço e projeta avanços

 personJoão Paulo Messer
access_time01/06/2026 - 10:00

Em entrevista ao Programa João Paulo Messer, na Rádio Eldorado, a secretária de Estado da Educação, Luciane Ceretta, fez um balanço do primeiro ano à frente da pasta e apresentou os principais resultados alcançados pela rede estadual de ensino.

Luciane classificou o período como um dos maiores desafios de sua trajetória profissional e destacou o cumprimento das metas estabelecidas pelo governador Jorginho Mello. Entre os avanços, ressaltou a climatização de 100% das mais de 14 mil salas de aula da rede estadual e o amplo programa de reformas, ampliações e revitalizações das escolas.

A secretária também enfatizou os investimentos em segurança, com a instalação de câmeras de monitoramento e botões de pânico em todas as unidades escolares, além da implantação do programa Escola que Respeita, voltado à cultura de paz e à convivência saudável.

Outro destaque foi a distribuição de uniformes e materiais escolares para todos os estudantes, medida que reduziu custos para as famílias catarinenses.

Na valorização dos profissionais, Luciane citou a descompactação da tabela salarial, investimentos superiores a R$ 1 bilhão na carreira docente, a ampliação da formação continuada e a criação da Escola de Formação de Professores.

A secretária também defendeu a realização de concursos públicos para ampliar o número de professores efetivos e destacou a expansão do ensino técnico, que já alcança metade das escolas estaduais de ensino médio.

Ao falar sobre o futuro, Luciane reafirmou que sua missão na Secretaria tem prazo definido. "Eu retorno para a Reitoria da Unesc, que é o meu lugar. Estou, neste momento, dando a minha contribuição para a educação pública de Santa Catarina. Sou completamente apaixonada pela educação pública, mas retorno para o meu lugar. As metas que nós estabelecemos com o governador foram cumpridas, mas, no caminho, a gente vai construindo outras metas a partir das necessidades que identifica. Então, na medida em que eu concluir isso, eu pretendo retornar, e o governador sabe disso e a Unesc também."

Caravággio em festa até domingo

 personJoão Paulo Messer
access_time26/05/2026 - 08:00

De hoje até domingo, uma das mais bem organizadas comunidades do Sul de SC realiza a festa em honra à Nossa Senhora do Caravággio. A celebração do dia 26 de maio é alusiva à data exata da aparição da Virgem Maria, o que aconteceu em 26 de maio de 1432, às 17h, na cidade de Caravaggio, na Itália.

A celebração se dá em torno da fé. Naqueles tempos, a região de Caravaggio sofria com divisões políticas, heresias e bandidagem. A Virgem Maria apareceu para trazer uma mensagem de paz e pedir que as pessoas voltassem à oração e à penitência.

No local onde a Virgem pisou, brotou uma fonte de água. Muitos relatam curas atribuídas a essa água. Tem ainda a história de um homem incrédulo, chamado Graziano, que colocou um galho seco na água, desafiando o milagre, e o ramo imediatamente verdejou e floresceu. É por essas coisas que as imagens da santa trazem um raminho florido.

No Caravággio, no Sul de SC, região de forte colonização italiana, a celebração é sempre bem organizada e prestigiada. O final de maio é marcado por romarias que arrastam milhares de fiéis a pé até o santuário dedicado à santa.

Opinião: Editorial desta quinta-feira no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time21/05/2026 - 06:30

E, de novo, o raciocínio sobre o cenário político brasileiro. Vivemos um momento de confusão. Falo da insistência em um único canal de oposição. A dependência que se criou de que a direita e os setores insatisfeitos com o atual governo só têm como solução eleger alguém da família Bolsonaro não revela apenas a força de um sobrenome, mas a falência de um cenário político que desaprendeu a gerir alternativas.

Quando as esperanças de renovação focam em uma única dinastia, o eleitorado antipetista, por exemplo, cria uma armadilha para si mesmo. Essa personalização sufoca o debate de ideias e transforma o conservadorismo e o liberalismo, criando reféns de um projeto familiar e personalista.

O grande mistério que intriga a análise é a ausência de novas lideranças viáveis. Esse vácuo não ocorre por falta de quadros qualificados nos governos estaduais ou no Congresso, mas sim provocado pela própria polarização.

Qualquer figura que ensaie um discurso moderado ou uma oposição prática é triturada pelas redes sociais, rotulada de ?isentona? ou traidora por um tribunal digital que exige fidelidade cega. Enquanto a oposição for tratada como um fã-clube, e não como um projeto de país, o Brasil continuará preso ao retrovisor, incapaz de sair dessa dualidade que vem ditando o ritmo do nosso atraso na política.

Semana termina de forma melancólica, e a próxima não traz muita esperança.

 personJoão Paulo Messer
access_time15/05/2026 - 06:30

Mais uma semana se encerra, e o sentimento que paira sobre o Brasil é de um desalento profundo, quase palpável. Para o brasileiro, a notícia negativa deixou de ser um evento fortuito para se tornar a rotina amarga de cada café da manhã.

Vivemos dias em que o espanto não vem de uma surpresa genuína, mas da confirmação de que o fundo do poço, no cenário institucional, parece ser um horizonte móvel, que se afasta conforme tentamos alcançá-lo.

Os últimos dias foram emblemáticos dessa erosão. Assistimos a um cenário jurídico que, em vez de pacificar o país, aprofunda as trincheiras da incerteza. Escândalos recentes envolvendo instituições financeiras e menções a nomes da mais alta cúpula do Judiciário, como é o caso do imbróglio do Banco Master e das delações que atingem o coração do sistema, criaram um clima de desconfiança institucional sem precedentes.

No tabuleiro eleitoral de 2026, a regra não é a proposta, mas o ataque; não é a esperança, mas o medo. A absoluta indefinição sobre regras de elegibilidade e o uso de tecnologias que distorcem a realidade colocam a democracia em um estado de suspensão ansiosa.

O Brasil não é um amador em crises. Já sobrevivemos a hiperinflações, impeachments e quedas éticas que derrubaram ministérios inteiros. No entanto, há algo de distinto no ar desta vez. A impressão é de que nunca estivemos tão mal localizados em um mapa em que a corrupção parece sistêmica, e a esperança em um futuro melhor tornou-se um artigo de luxo, inacessível para a maioria. O otimismo foi substituído por um pragmatismo cínico.

Ainda assim, quem conhece a história desta terra sabe que o capítulo final nunca é o da tragédia. O que nos resta, em meio aos escombros morais da semana, é a única certeza que a política e a economia ainda não conseguiram confiscar: a nossa incrível e teimosa capacidade de nos reinventarmos. O Brasil é maior que suas crises, e sua força reside na resiliência de um povo que, mesmo sem bússola, insiste em caminhar.

80 anos de história, tradição e liderança no rádio catarinense

 personJoão Paulo Messer
access_time13/05/2026 - 06:30

Existem emissoras que apenas transmitem programação. Outras se transformam em parte da história de uma região. A Rádio Eldorado pertence a esse grupo raro. Neste 13 de maio de 2026, a emissora de Criciúma celebra 80 anos carregando uma trajetória construída com pioneirismo, credibilidade e compromisso permanente com a comunidade sul-catarinense.

Fundada oficialmente em 13 de maio de 1946, a Rádio Eldorado tem no médico José de Patta o principal nome de sua origem. Ao lado de Hercílio Amante, Cláudio Schuller e Pedro Milanez, ele ajudou a construir uma emissora que nascia com espírito pioneiro e forte ligação com Criciúma. Antes mesmo da formalização da concessão, ainda nos tempos do antigo serviço de alto-falantes instalado no Edifício Filhinho, no tradicional Café São Paulo, a Eldorado já começava a criar vínculo com a população.

Ao longo de oito décadas, a Eldorado acompanhou as transformações políticas, econômicas e sociais do Sul de Santa Catarina. Esteve presente nos grandes acontecimentos da região, nas coberturas históricas, nas transmissões esportivas inesquecíveis e, principalmente, na vida cotidiana de milhares de ouvintes.

Mas a história moderna da emissora ganhou um capítulo decisivo a partir de 2003, quando Henrique Salvaro assumiu o comando da rádio e iniciou uma profunda transformação estrutural e editorial.

Com visão empresarial, espírito inovador e profundo respeito pela tradição da comunicação regional, Henrique Salvaro conduziu a Rádio Eldorado a um novo patamar. Sob sua liderança, a emissora ampliou investimentos, modernizou equipamentos, fortaleceu o jornalismo e consolidou sua presença como uma das mais importantes referências do rádio catarinense.

Mais do que investir em tecnologia, Henrique Salvaro preservou aquilo que nenhuma modernização pode substituir: a confiança do ouvinte. A Rádio Eldorado manteve sua essência comunitária, sua credibilidade editorial e sua capacidade de permanecer próxima das pessoas, mesmo diante das profundas transformações da comunicação contemporânea.

A emissora esteve ao lado da comunidade nos momentos mais difíceis da história regional. Durante as enchentes de 1974 e 1995, no Furacão Catarina em 2004 e em diversas situações de emergência, a Eldorado permaneceu no ar prestando serviço, orientando famílias e levando informação segura à população.

No esporte, eternizou emoções. As jornadas esportivas da Rádio Eldorado acompanharam momentos históricos do Criciúma Esporte Clube, como a conquista da Copa do Brasil de 1991 e a participação na Libertadores da América, consolidando a emissora como referência nas transmissões esportivas do Sul catarinense.

A capacidade de evoluir sem romper com suas origens também marcou a trajetória recente da rádio. Em 2025, a migração do tradicional AM 570 para o FM 98.5 representou mais um passo importante de modernização, ampliando qualidade, alcance e integração digital.

Hoje, aos 80 anos, a Rádio Eldorado segue sendo mais do que uma emissora. É uma instituição construída diariamente por credibilidade, tradição e conexão humana.

E grande parte dessa força carrega a marca da liderança de Henrique Salvaro, responsável por conduzir a emissora a uma nova era sem permitir que ela perdesse aquilo que sempre a tornou única: sua identidade junto à comunidade.

O rádio mudou. A tecnologia avançou. O tempo passou.

Mas a Rádio Eldorado continua sendo a mesma voz forte, confiável e presente na vida do Sul catarinense.

Vaguinho sob teste de habilidade política

 personJoão Paulo Messer
access_time10/05/2026 - 16:16

O prefeito de Criciúma, Vaguinho Espíndola (PSD), tem pela frente um grande desafio. Se mostrar fiel ao partido e seus aliados da última eleição sem perder as obras que o seu maior adversário do processo eleitoral oferece agora. Terá que achar uma forma de atender a ambos sem prejuízos.

O governador Jorginho Mello estará em Criciúma nos próximos dias para tratar da liberação de recursos para uma série de obras que são importantes para o governo municipal. E ao fazê-lo deixa implícita a cobrança de um comportamento que pode não ser o de apoio à reeleição, mas algo que fique perto disso.

Assim, Jorginho que não poupou esforços para derrotar Vaguinho na urna, volta e agora com um discurso de conciliação e aproximação. Os aliados de Vaguinho, que o elegeram prefeito esperam muito empenho dele, agora na eleição, para eleger João Rodrigues e derrotar Jorginho.

Vaguinho está entre as benesses que a cidade espera do governo do Estado e a cobrança de fidelidade partidária. Parece simples ele dizer o óbvio, lembrando com quem tem compromisso eleitoral. Para isso terá que enfrentar o governador, mas será que vai fazê-lo? E como fará isso. Se perguntar ao seu maior padrinho político, o ex-prefeito Clésio Salvaro pode receber um conselho que não só foge à característica Vaguinho como pode ser uma declaração de guerra com o governador.

Tanto Jorginho como Vaguinho podem dizer que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas nem o mais ingênuo dos criciumenses vai acreditar. Será uma prova de fidelidade e sinceridade com a cidade, seja por parte de Vaguinho, seja por parte do governador Jorginho Mello. A agenda do governador, prevista para os próximos dias, promete ser uma das mais interessantes dos últimos tempos.

Vaguinho pode ficar sem os convênios e deixar a cidade interpretar o gesto do governador, mas não pode fazer a opção por elas se a exigência do governador – mesmo que feita de forma indireta - for reciprocidade na eleição. Vaguinho está diante de uma severa prova de habilidade política.

O cenário nacional é o retrato da ausência de razão

 personJoão Paulo Messer
access_time06/05/2026 - 06:30

Depois do que vimos, mais uma vez, ontem no Congresso Nacional, vale recorrer a um velho ditado popular: "Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão".

E digo isso não porque falte o produto à base de farinha, mas por algo muito maior. Não falo apenas da escassez de alimentos, mas da falta de empatia. As relações sociais vivem sob uma pressão constante, que desequilibra o lógico e consome a razão.

É preciso lembrar que, sempre que a sobrevivência entra em jogo, a empatia costuma ser a primeira a deixar a sala. Em seu lugar, instala-se a discórdia. A escassez transforma-se em combustível para o conflito.

No Brasil de hoje, o "pão" que falta significa muita coisa, inclusive tolerância e bom senso. A dificuldade econômica é apenas um agravante. Falta muito mais. Falta confiança em praticamente todos os setores.

Quando falta pão, leia-se orçamento, aumenta a insegurança sobre uma vida digna. A sociedade entra em estado de tensão. O resultado é o que assistimos diariamente. Ontem, por exemplo, o Congresso Nacional protagonizou mais uma vergonha. O debate técnico foi substituído pelo espetáculo do grito.

Temos urgência para solucionar problemas, mas desperdiçamos tempo em disputas por fatias cada vez menores de poder e de recursos. Sem o dito ?pão? suficiente para todos os projetos e interesses, a política transforma-se em uma guerra de soma zero.

O ambiente digital tornou-se a praça pública onde o grito virou moeda de troca. A polarização não é apenas ideológica, mas sintoma de uma sociedade exausta que, diante da falta de soluções concretas, busca culpados para descarregar sua frustração.

O ponto mais profundo desse ditado está justamente na perda da razão. Em um ambiente de caos e carência, a lógica acaba atropelada pela reatividade. A razão exige calma. Para chegar a um consenso ou a uma solução viável, é necessário ouvir. No entanto, quem está com fome de justiça, de dinheiro ou de dignidade não tem paciência para o tempo do diálogo.

O grito, como cortina de fumaça, produz um barulho ensurdecedor. As discussões acaloradas no Legislativo e nos campos de comentários das redes sociais servem, muitas vezes, para mascarar a incapacidade coletiva de produzir o ?pão?. Enquanto todos gritam para provar que o outro é o culpado, o forno continua vazio.

A agressividade do debate público brasileiro é hoje o reflexo direto de uma casa que ainda não conseguiu organizar sua despensa. Onde falta o básico, a civilidade torna-se um luxo que poucos parecem dispostos a pagar.

Faço essa analogia para lembrar que o grito não resolve. Pelo contrário: ele consome a energia que deveria ser usada para plantar, colher e amassar a massa. Para o Brasil superar essa fase, o desafio vai além de aprovar reformas ou bater metas. Enquanto o foco continuar sendo o ataque ao outro morador desta casa, e não a produção do pão, permaneceremos diante de uma mesa vazia, cercados de vozes roucas e soluções inexistentes.

Prefeito Vaguinho terá semana desafiador

 personJoão Paulo Messer
access_time04/05/2026 - 06:30

Maio começa com desafios de peso ao governo municipal de Criciúma. Negociações com categoria de servidores e um desfecho para o caso do Pinheirinho podem ser apontados como fatos principais.
Até então, o governo surfa a onda.
O prefeito Vaguinho ainda não tinha, até então, enfrentado estes momentos que são sempre desajuste na agenda rotineira.
Os problemas localizados, como na Saúde, na Educação, nos movimentos construídos pela oposição, são da agenda diária.
Afinal, além de tudo, vivemos um ano eleitoral, e a oposição vai sempre encontrar uma brecha para tentar posicionar-se. É do jogo. Isso vale para Criciúma ou qualquer outra cidade. A questão é que, em Criciúma, tudo isso tem maior potencial de repercussão.
Então vamos, sim, viver uma semana mais intensa. Políticos buscam angariar apoio. Oposição quer espaço em pautas onde o governo tem dificuldade, e os governistas com a missão de desconstruir narrativas.
É verdade que hoje não temos nenhum legislativo com o potencial de batalhas homéricas como já tivemos em outros tempos. E estas batalhas já não têm mais a mesma forma de repercussão. As redes sociais são capazes de gerar mais fato do que os próprios fatos o são. A semana promete, por isso, capítulos de intenso barulho na cidade.
É questão da Afasc, questão do Pinheirinho e até da negociação com os servidores, pautada para esta terça-feira.
O fato é que estas são questões “nichadas”, isto é, são questões localizadas.
Na semana passada, eu disse aqui que o prefeito Vaguinho teve sutil mudança de postura. Saiu do confronto, com publicações de enfrentamento nas redes sociais, para um discurso mais moderado e divisão de tarefas.
Entregou a questão da Afasc para o Jurídico. Teve o apoio das polícias Civil e Militar no caso do Pinheirinho, mas fez o que não aconteceu em governos anteriores: sentou com os servidores para negociar o dissídio.
Diria que Vaguinho foi mais Vaguinho e menos Clésio Salvaro na hora da negociação.
Mas teve que enfrentar algumas bolas nas costas. Vereadores que antes conversavam e até elogiavam o comportamento do passo logo aproveitaram a onda e surfaram na contramão.
Na Câmara, até que enfim se viu defesas mais contundentes do governo. Até então, só a oposição incendiava a tribuna.
Cenas que foram. Curiosidade sobre as cenas que virão ao longo da semana.
E, claro, isso tudo é pauta de uma semana que promete muito, não só em Brasília, onde as pautas não são menos bombásticas.

Saudação de abertura do programa desta sexta-feira (1º de maio) na rádio Eldorado

 personJoão Paulo Messer
access_time01/05/2026 - 07:45

É hora de dizer um bom dia especial aos trabalhadores. Afinal, hoje é o dia dedicado à reflexão sobre a nossa missão diária. Trabalhar, na etimologia da palavra, significa torturar. Sabia disso? Origina-se do latim tripaliare. Um erro ao definir o labor.

Associar a palavra ao que nos dignifica com tortura é, no mínimo, uma deturpação do real. Afinal, se não amássemos o que trabalhamos, já o teríamos deixado. Mais do que isso, o trabalhar nos dá, além da dignidade, a sobrevivência em um amplo espectro de vida em coletividade.

Mas vamos deixar essas teorias de lado e ver que a dedicação constrói, diariamente, os alicerces da nossa sociedade. Em cada esforço, em cada jornada, está presente a força que move o presente e molda o futuro.

Vivemos tempos em que os desafios crescem a cada dia. O mundo do trabalho se transforma rapidamente, impulsionado pelo avanço constante da tecnologia, exigindo de todos nós adaptação, coragem e aprendizado contínuo. Neste cenário, somos todos agentes de transformação, protagonistas de uma nova realidade que se desenha diante de nossos olhos.

O trabalho já não é o mesmo, e talvez nunca mais será. Novas ferramentas, novas formas de produzir e novas relações profissionais nos convidam a repensar caminhos. E é justamente nesse contexto que o desafio de nos mantermos competitivos nos inspira a buscar conhecimento, a nos atualizar e a evoluir.

Mesmo diante de contradições naturais desse processo, entre o tradicional e o inovador, entre o humano e o tecnológico, seguimos avançando. Modernizamo-nos, crescemos e nos reinventamos sem perder a essência do que nos define.

Somos resultado daquilo que nos inspira. E é na dignidade do trabalho, na vontade de fazer melhor e na esperança de dias mais justos que encontramos a nossa maior motivação.

Que nunca nos falte coragem para mudar, aprender e construir. Nossa força está na nossa capacidade de evoluir juntos.

Editorial: abertura do Programa João Paulo Messer desta quarta-feira (29)

 personJoão Paulo Messer
access_time29/04/2026 - 06:30

Nesta semana, reacenderam na memória os episódios de 8 de janeiro de 2023, casos absurdos tanto pela forma como foram cometidos quanto pelas consequências impostas. Observados no contexto do Brasil, revelam uma página inquietante da nossa história recente.

Ao comparar as penas aplicadas aos envolvidos nesses atos com aquelas destinadas a crimes cometidos por agentes de colarinho branco, sobretudo por figuras do alto escalão, o contraste expõe um país que tem motivos para se envergonhar. Escancara-se a forma desigual com que o Brasil trata os seus.

O fato é que, seja no orçamento ou nas leis, o país foi capturado por um grupo de poder que nasce, em grande parte, das próprias escolhas eleitorais. Eleitos sob a confiança do voto, homens e mulheres passam a agir como se pudessem se apropriar daquilo que pertence à coletividade, a democracia e a liberdade.

Casos como o da mulher que escreveu “Perdeu, Mané” com batom na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal, ganharam enorme repercussão. Ela foi enquadrada em crime grave, com pena que supera 15 anos de prisão, em um país onde delitos como homicídio qualificado ou tráfico internacional de drogas, por vezes, recebem punições menores. Condenar uma pessoa sem antecedentes e sem uso de armas a 17 anos de prisão levanta questionamentos sobre proporcionalidade.

Há ainda episódios que ampliam o debate. Um deles é a morte, no Complexo da Papuda, de um homem conhecido como Clesão. Em Santa Catarina, um idoso de 71 anos foi condenado à prisão por doar R$ 500 para custear ônibus de manifestantes a Brasília. Já nesta semana, Fátima de Tubarão obteve o direito à prisão domiciliar após condenação de 17 anos.

A sucessão de casos alimenta a percepção de que há distorções na aplicação da Justiça. Declarações de autoridades, ainda que contestadas ou fora de contexto, acabam reforçando a ideia de distanciamento entre o poder e a sociedade.

Aos poucos, consolida-se a impressão de que parte das estruturas de poder se coloca acima da lei. Por conveniência, e muitas vezes por sobrevivência, forma-se uma casta que, ao alcançar determinadas posições, se isola, torna-se imune e distante das dificuldades que afetam a maioria da população.

Nesse cenário, cresce a sensação de que a promessa constitucional de igualdade perante a lei não se concretiza na prática.

Editorial - Tempo que passa rápido

 personJoão Paulo Messer
access_time27/04/2026 - 06:30

Segunda-feira, 27 de abril. Começa a última semana do mês. Semana que termina mais cedo, porque sexta-feira, além de já ser maio, é feriado: Dia do Trabalhador.

É, um terço do ano já se foi.

O que vem pela frente deve tornar as coisas ainda mais rápidas. Fará o tempo passar mais depressa.

Maio é mês dos 80 anos da Rádio Eldorado. Uma programação intensa por aqui.

Junho é mês da Copa do Mundo de Futebol. Ela se estende até julho.

E julho é o mês, ainda da Copa do Mundo, mas é quando as eleições se tornam mais intensas, porque é o período em que os partidos escolhem, de fato, quem serão os seus candidatos. A escolha termina no começo de agosto, quando a campanha inicia de verdade.

Agosto é o oitavo mês do ano e, já com as definições de candidaturas, torna a eleição mais eletrizante.

Setembro é o mês de intensa campanha política, com propaganda eleitoral no rádio e na televisão, debates entre os candidatos e o aperto de mão a cada esquina, sete dias da semana.

Outubro é o mês da eleição. No dia 4, o primeiro turno, e no dia 27, o segundo turno.

Passado outubro, novembro e dezembro já irão passar voando. A vida real se oferece mesmo nos últimos dois meses do ano.

Boa semana a todos e bom restinho de ano, diria de forma irônica, mas sem ser tão desconexo da realidade. O tempo vai passar depressa. Aliás, o tempo deste ano vem passando muito depressa.

Editorial - Entre fatos editados e emoções infladas, o eleitor precisa separar o que informa do que manipula

 personJoão Paulo Messer
access_time24/04/2026 - 06:15

O período pré eleitoral é um terreno fértil para a distorção da realidade e o uso estratégico da desinformação. Nesse cenário, as fake news deixam de ser apenas mentiras óbvias e se transformam em narrativas sofisticadas, que utilizam fragmentos de situações reais para induzir ao erro. É a era da pós verdade, em que a emoção muitas vezes atropela a lógica, e fatos são convenientemente editados para servir a projetos de poder temporários.

Muitas promessas e denúncias bombásticas que surgem agora possuem prazo de validade, tendem a se apagar assim que as urnas são lacradas. Por isso, a vigilância deve ser redobrada diante de conteúdos que buscam apenas confirmar preconceitos ou incitar o ódio.

É tempo de priorizar a checagem rigorosa e observar o histórico dos candidatos para além do marketing digital. O voto consciente exige filtrar o ruído, ignorar o sensacionalismo e focar naquilo que é concreto e sustentável a longo prazo. Atenção aos fatos, eles são a única bússola em meio à tempestade de versões.