Notícias em destaque

Semana do Dia do Amigo é marcada por atividades recreativas na Afasc

commentJornalismo access_time20/07/2026 16:00

Ações foram voltadas ao fortalecimento de vínculos no SCFV

Calendário eleitoral entra na fase decisiva

commentEsporte access_time20/07/2026 08:30

Cronograma do TSE reúne as principais datas que conduzirão a campanha e a votação das eleições gerais.

Criciúma recebe Conferência Regional de Vereadores Mirins

commentCriciúma EC access_time23/06/2026 17:15

Evento é organizado pela Câmara de Vereadores do município

ENSAIOS DE NOVOS TEMPOS

access_time05/02/2019 - 00:22

O ano de 2019 mal começou. É cedo para qualquer conclusão sobre os destinos e movimentos que indiquem de onde vão surgir as principais lideranças. A forte transformação dos Poderes não se restringe ao Executivo e ao Legislativo em Santa Catarina. No Judiciário pelo menos 10 dos 90 desembargadores foram para a aposentadoria, com isso abrindo lacunas que devem ser gradativamente preenchidas, assim como nos demais poderes. O novo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rodrigo Tolentino de Carvalho Colaço assumiu e mostrou a que veio. O novo governador ainda tem passos de insegurança enquanto o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia, prima por deixar a marca logo. Daí por diante ainda devemos viver cabos de força. É cedo para defender quem é que tem poder. Até outro dia estas posições estavam bem demarcadas.

FORÇA DO MDB
No parlamento estadual visível que o MDB é quem se deu melhor. Mesmo caindo de dez para nove deputados, mantém um time experiente. Reedita figuras como Romildo Titon, Ada De Lucca, Valdir Cobalchini, Moacir Sopelsa e outros nem tão jovens, nem tão velhos como Luiz Fernando Cardoso Vampiro e Mauro De Nadal. Até mesmo o estreante Volnei Weber pode ser considerado inexperiente.

EXPERIÊNCIA
A terceira maior bancada na Assembleia Legislativa é do PSD, com cinco deputados e destes a única aparentemente mais inexperiente e nada menos que a herdeira dos votos de Gelson Merísio, a deputada Marlene Fengler. Além dela quatro gigantes: Júlio Colombo, Ismael dos Santos, Keneddy Nunes e Milton Hobus.

E SEGUE...
Daí por diante a habilidade no exercício do poder diminui abruptamente pois as demais bancadas encolheram ou mudaram muito. É o caso do PT onde apesar de ter três veteranos entre os quatro deputados convive com o desgaste da sigla.

DUAS FERIDAS
Na regimental presença, ontem, na Câmara de Vereadores, o prefeito Clésio Salvaro elegeu dois assuntos como a prioridade do esforço concentrado em 2019. O primeiro é a reforma necessária no sistema de previdência dos servidores. O outro é na relação – possível rompimento – contratual com a Casan.

MOVIMENTO DO ZAIRO
Hoje, na sessão da Câmara Municipal de Criciúma, o vereador Zairo Casagrande (PSD) promete ascender uma nova polêmica. Vai entrar forte na crítica ao projeto do governo municipal de construir uma passagem subterrânea para transposição da avenida Centenário na região da estação rodoviária.

OUTRO LOCAL
Apesar dos fortes argumentos que tem, o vereador Zairo Casagrande deve rebater a ideia da transposição da região da rodoviária porque tem um projeto de sua autoria para fazer isso no terminal central de ônibus, criando a rampa de acesso ao bairro Comerciário. Até agora ele não conseguiu emplacar a ideia.

AÇÃO ISOLADA
Como estratégia o governo de Criciúma deve jogar com o forte apoio que tem na Câmara de Vereadores para esvaziar o movimento do vereador Zairo Casagrande pela mudança da obra de transposição da avenida Centenário. Zairo tem resistência de colegas que costumam deixá-lo sozinho nas ações que lidera. O grito dele pode ter pouco eco.

ALINHAMENTO
Diferente daquele movimento que barrou a proposta da prefeitura em criar uma rua de saída de Criciúma em direção a Cocal do Sul através do bairro Pio Correa, onde o vereador Zairo também foi um dos articuladores, no caso da obra da avenida Centenário o governo considera a elaboração sacramentada. Embora não necessite de aprovação da Câmara, o governo tem a simpatia da maioria dos vereadores, seja para este ou outros projetos.

MOVIMENTOS MEDIDOS
Existem várias leituras feitas aos primeiros movimentos do deputado Júlio Garcia novo presidente da Assembleia Legislativa quando ele flagrantemente rebate, sem citar, o governador Moisés da Silva. Uma delas é a interpretação de que o novo governo tem tendência de vida curta e se fracassar a proposta, ser oposição a ele é uma vantagem. A ausência de líderes e o desgaste dos poucos que restam colocam desde já Garcia como nome para disputar o governo do Estado em 2022. O que parece cedo, nas medidas da política é logo ali. Não são apenas os aliados que enxergam no novo presidente da Assembleia Legislativa a principal figura política do momento.

VELHO NOVO O “chavão” dos discursos agora é “a velha política nova” para justificar ações ditas novas praticadas por figurinhas carimbadas. O senador Dário Berger (MDB) votou no seu adversário histórico Esperidião Amin (PP) na eleição à presidência do Senado. Logo saíram dizendo que esta é a nova política. Ora, prefiro ficar com a interpretação de que o uso da expressão é ingenuidade ou esperteza demais.

FICOU FORA Ontem o prefeito Clésio Salvaro chamou os vereadores do PSDB para uma reunião, mas excluiu Júlio Kaminski. Isso porque o vereador já manifestou oficialmente a intenção de deixar o partido, mas até agora não deixou.

TÁ LIBERADO No ano passado o PSDB deliberou em reunião do partido liberar o vereador Júlio Kaminski a sair do partido sem o risco da perda do mandato. Até agora ele segue na sigla sem qualquer movimento efetivo de saída. É visto dentro e fora do PSDB como potencial candidato a prefeito, óbvio, como adversário de Salvaro.

QUER SABER Outra prova da falta de sintonia do vereador Júlio Kaminski com o governo deve ser observado hoje na sessão da Câmara de Vereadores. Os 10 primeiros assuntos da pauta têm ele como autor, sendo quatro pedidos de informações e seis indicações. Quem está sintonizado com o governo faz isso diretamente.

RIO MAIA Entre os pedidos de informações apresentados pelo vereador Júlio Kaminski está um que pede o detalhamento dos contratos da prefeitura com as empresas que atuaram na construção do Parque dos Imigrantes do Rio Maina. É como se houvesse alguma suspeita ou fato pouco claro.

FIRME A vereadora Ângela Melo (MDB) segue sem qualquer informação sobre o cumprimento, por parte do TRE, da decisão que lhe tira do mandato. Na sessão de ontem ela esbanjava tranquilidade. Garante que não renuncia sob hipótese alguma.

FRASE DO DIA
“Uma obra dessas como o prefeito quer fazer na transposição da avenida Centenária é caríssima, de interesse público duvidoso e e tecnicamente sofrível”.
Vereador Zairo Casagrande (PSD) comentando a intenção do prefeito Clésio Salvaro em construir uma passagem subterrânea na avenida Centenário em frente a estação rodoviária.


Saudação de abertura do programa desta sexta-feira (1º de maio) na rádio Eldorado

 personJoão Paulo Messer
access_time01/05/2026 - 07:45

É hora de dizer um bom dia especial aos trabalhadores. Afinal, hoje é o dia dedicado à reflexão sobre a nossa missão diária. Trabalhar, na etimologia da palavra, significa torturar. Sabia disso? Origina-se do latim tripaliare. Um erro ao definir o labor.

Associar a palavra ao que nos dignifica com tortura é, no mínimo, uma deturpação do real. Afinal, se não amássemos o que trabalhamos, já o teríamos deixado. Mais do que isso, o trabalhar nos dá, além da dignidade, a sobrevivência em um amplo espectro de vida em coletividade.

Mas vamos deixar essas teorias de lado e ver que a dedicação constrói, diariamente, os alicerces da nossa sociedade. Em cada esforço, em cada jornada, está presente a força que move o presente e molda o futuro.

Vivemos tempos em que os desafios crescem a cada dia. O mundo do trabalho se transforma rapidamente, impulsionado pelo avanço constante da tecnologia, exigindo de todos nós adaptação, coragem e aprendizado contínuo. Neste cenário, somos todos agentes de transformação, protagonistas de uma nova realidade que se desenha diante de nossos olhos.

O trabalho já não é o mesmo, e talvez nunca mais será. Novas ferramentas, novas formas de produzir e novas relações profissionais nos convidam a repensar caminhos. E é justamente nesse contexto que o desafio de nos mantermos competitivos nos inspira a buscar conhecimento, a nos atualizar e a evoluir.

Mesmo diante de contradições naturais desse processo, entre o tradicional e o inovador, entre o humano e o tecnológico, seguimos avançando. Modernizamo-nos, crescemos e nos reinventamos sem perder a essência do que nos define.

Somos resultado daquilo que nos inspira. E é na dignidade do trabalho, na vontade de fazer melhor e na esperança de dias mais justos que encontramos a nossa maior motivação.

Que nunca nos falte coragem para mudar, aprender e construir. Nossa força está na nossa capacidade de evoluir juntos.

Editorial: abertura do Programa João Paulo Messer desta quarta-feira (29)

 personJoão Paulo Messer
access_time29/04/2026 - 06:30

Nesta semana, reacenderam na memória os episódios de 8 de janeiro de 2023, casos absurdos tanto pela forma como foram cometidos quanto pelas consequências impostas. Observados no contexto do Brasil, revelam uma página inquietante da nossa história recente.

Ao comparar as penas aplicadas aos envolvidos nesses atos com aquelas destinadas a crimes cometidos por agentes de colarinho branco, sobretudo por figuras do alto escalão, o contraste expõe um país que tem motivos para se envergonhar. Escancara-se a forma desigual com que o Brasil trata os seus.

O fato é que, seja no orçamento ou nas leis, o país foi capturado por um grupo de poder que nasce, em grande parte, das próprias escolhas eleitorais. Eleitos sob a confiança do voto, homens e mulheres passam a agir como se pudessem se apropriar daquilo que pertence à coletividade, a democracia e a liberdade.

Casos como o da mulher que escreveu “Perdeu, Mané” com batom na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal, ganharam enorme repercussão. Ela foi enquadrada em crime grave, com pena que supera 15 anos de prisão, em um país onde delitos como homicídio qualificado ou tráfico internacional de drogas, por vezes, recebem punições menores. Condenar uma pessoa sem antecedentes e sem uso de armas a 17 anos de prisão levanta questionamentos sobre proporcionalidade.

Há ainda episódios que ampliam o debate. Um deles é a morte, no Complexo da Papuda, de um homem conhecido como Clesão. Em Santa Catarina, um idoso de 71 anos foi condenado à prisão por doar R$ 500 para custear ônibus de manifestantes a Brasília. Já nesta semana, Fátima de Tubarão obteve o direito à prisão domiciliar após condenação de 17 anos.

A sucessão de casos alimenta a percepção de que há distorções na aplicação da Justiça. Declarações de autoridades, ainda que contestadas ou fora de contexto, acabam reforçando a ideia de distanciamento entre o poder e a sociedade.

Aos poucos, consolida-se a impressão de que parte das estruturas de poder se coloca acima da lei. Por conveniência, e muitas vezes por sobrevivência, forma-se uma casta que, ao alcançar determinadas posições, se isola, torna-se imune e distante das dificuldades que afetam a maioria da população.

Nesse cenário, cresce a sensação de que a promessa constitucional de igualdade perante a lei não se concretiza na prática.

Editorial - Tempo que passa rápido

 personJoão Paulo Messer
access_time27/04/2026 - 06:30

Segunda-feira, 27 de abril. Começa a última semana do mês. Semana que termina mais cedo, porque sexta-feira, além de já ser maio, é feriado: Dia do Trabalhador.

É, um terço do ano já se foi.

O que vem pela frente deve tornar as coisas ainda mais rápidas. Fará o tempo passar mais depressa.

Maio é mês dos 80 anos da Rádio Eldorado. Uma programação intensa por aqui.

Junho é mês da Copa do Mundo de Futebol. Ela se estende até julho.

E julho é o mês, ainda da Copa do Mundo, mas é quando as eleições se tornam mais intensas, porque é o período em que os partidos escolhem, de fato, quem serão os seus candidatos. A escolha termina no começo de agosto, quando a campanha inicia de verdade.

Agosto é o oitavo mês do ano e, já com as definições de candidaturas, torna a eleição mais eletrizante.

Setembro é o mês de intensa campanha política, com propaganda eleitoral no rádio e na televisão, debates entre os candidatos e o aperto de mão a cada esquina, sete dias da semana.

Outubro é o mês da eleição. No dia 4, o primeiro turno, e no dia 27, o segundo turno.

Passado outubro, novembro e dezembro já irão passar voando. A vida real se oferece mesmo nos últimos dois meses do ano.

Boa semana a todos e bom restinho de ano, diria de forma irônica, mas sem ser tão desconexo da realidade. O tempo vai passar depressa. Aliás, o tempo deste ano vem passando muito depressa.

Editorial - Entre fatos editados e emoções infladas, o eleitor precisa separar o que informa do que manipula

 personJoão Paulo Messer
access_time24/04/2026 - 06:15

O período pré eleitoral é um terreno fértil para a distorção da realidade e o uso estratégico da desinformação. Nesse cenário, as fake news deixam de ser apenas mentiras óbvias e se transformam em narrativas sofisticadas, que utilizam fragmentos de situações reais para induzir ao erro. É a era da pós verdade, em que a emoção muitas vezes atropela a lógica, e fatos são convenientemente editados para servir a projetos de poder temporários.

Muitas promessas e denúncias bombásticas que surgem agora possuem prazo de validade, tendem a se apagar assim que as urnas são lacradas. Por isso, a vigilância deve ser redobrada diante de conteúdos que buscam apenas confirmar preconceitos ou incitar o ódio.

É tempo de priorizar a checagem rigorosa e observar o histórico dos candidatos para além do marketing digital. O voto consciente exige filtrar o ruído, ignorar o sensacionalismo e focar naquilo que é concreto e sustentável a longo prazo. Atenção aos fatos, eles são a única bússola em meio à tempestade de versões.

EDITORIAL: Uma reflexão sobre o fim da escala 6x1

 personJoão Paulo Messer
access_time23/04/2026 - 06:30

Ontem, o projeto que prevê o fim da chamada escala seis por um, aquela que estabelece como dia de descanso a previsão regida pelo livro dos livros, a Bíblia, deu um passo importante para o seu sepultamento. O Congresso Nacional trabalha para mudar a legislação trabalhista brasileira.

Reduzir o tempo de trabalho em um país pobre não é garantir mais conforto ao trabalhador, mas sim sentenciá-lo a uma vida mais onerosa.

Se o próprio ministro da Fazenda admite que o custo desta manobra deve ser absorvido pelas empresas e afirma esperar que elas não repassem esse impacto ao consumidor final, surge aí uma confissão que leva à condenação do mais pobre a compensar as inevitáveis perdas. Em uma matemática simples, se se trabalha menos, menor será a renda. É simples: o custo de vida ficará mais caro.

Uma das maneiras de compensar essas perdas será trabalhar mais. Portanto, este governo, que se apresenta como representação popular, empurra para a faixa mais pobre o fardo mais pesado. Não existe lógica que se sustente oferecendo mais, custando menos.

A lei da física e da própria lógica não permite acreditar em uma narrativa irracional. Assim, os ditos pais dos pobres acabam impondo uma bola de ferro aos pés do trabalhador brasileiro.

Onde não há lógica, prosperam narrativas estapafúrdias, como a de que a escala seis por um melhorará a vida do brasileiro. A racionalidade é a primeira coisa que se perde quando o fanatismo ocupa seu lugar.

Isso não se atribui a um único mentor ou grupo político. Deputados e senadores são patrocinadores do que está sendo empurrado goela abaixo da população. Não perderão ganhos, embora a medida lógica fosse reduzir o custo da máquina pública, tema que permanece ausente do debate. Somos um povo pacífico demais.

EDITORIAL - Opinião do Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time15/04/2026 - 06:30

A instalação e os desdobramentos da CPI do Crime Organizado reacendem um debate profundo sobre os limites entre poder, justiça e responsabilidade no Brasil.
Em meio às expectativas de uma investigação rigorosa, o que se vê, até aqui, é um cenário que mistura esperança e frustração.
A população brasileira, já calejada por conviver com a inflação persistente e a instabilidade econômica, assiste a mais um capítulo de tensão institucional vindo de Congresso Nacional do Brasil, em Brasília.

Não se trata apenas de combater facções como o Primeiro Comando da Capital ou o Comando Vermelho. O que está em jogo é a capacidade das instituições de responder à altura aos anseios da sociedade por justiça e ordem.
Nesse contexto, muitos brasileiros percebem que oportunidades históricas de enfrentar abusos de poder acabam sendo desperdiçadas em disputas políticas e jurídicas.
O sentimento de que se poderia ter criado uma jurisprudência mais firme contra excessos ? especialmente no campo jurídico ? dá lugar à sensação de que prevalece a autoproteção institucional.
Críticas ao Supremo Tribunal Federal ganham espaço no debate público, refletindo uma desconfiança crescente de parte da sociedade quanto à atuação e aos limites da Corte.

É difícil ignorar que o cotidiano do brasileiro se tornou um exercício constante de resistência. Alta carga tributária, economia descontrolada e violência urbana já formam um tripé de desafios históricos.
Agora, soma-se a isso um ambiente político-institucional que, aos olhos de muitos, parece distante das urgências reais da população.

O risco maior não está apenas nos fatos em si, mas na erosão da confiança. Quando instituições deixam de ser percebidas como instrumentos de equilíbrio e passam a ser vistas com suspeita, o dano é coletivo e profundo.
A CPI, que poderia ser um marco de enfrentamento ao crime organizado, corre o risco de se tornar mais um episódio de desencontro entre expectativa popular e resultado concreto.

O Brasil precisa mais do que narrativas: precisa de ações que restabeleçam a credibilidade e reafirmem que ninguém está acima da lei. Caso contrário, o país continuará refém não apenas do crime organizado tradicional, mas de um sistema que falha em oferecer respostas à altura de seus próprios desafios.

EDITORIAL – Prática populista para aliviar a conta dos brasileiros

 personJoão Paulo Messer
access_time13/04/2026 - 06:20

A semana começa com o brasileiro diante de um roteiro previsível, onde o Diário Oficial se torna o principal cabo eleitoral do Planalto. O uso sistemático de medidas provisórias para injetar dinheiro público no alívio imediato do endividamento das famílias não é, como se tenta vender, uma política de Estado estruturante, mas uma tática de sobrevivência política sofisticada.

Ao converter o Tesouro Nacional em um amortecedor de faturas atrasadas, o governo federal não busca sanar as causas da asfixia econômica, mas, sim, anestesiar o humor do eleitorado antes que ele chegue à urna. É uma aritmética perversa: sabe-se que o cidadão endividado projeta sua frustração na gestão de turno, buscando, na mudança, o fôlego que o bolso já não oferece.

Portanto, ao "limpar" CPFs com canetadas de urgência, o poder público compra tempo e silêncio, camuflando a incapacidade de gerar emprego e renda real sob o manto de uma generosidade artificial. Essa estratégia transforma o contribuinte em um eterno dependente de ciclos de socorro, onde o alívio de hoje é financiado pelo déficit de amanhã, garantindo que a memória curta do consumo supere a percepção crítica da má gestão.

O que vemos é a institucionalização do populismo financeiro, que prefere gerir o sentimento de inadimplência a enfrentar as reformas que impediriam o povo de chegar a tal estado de penúria. Assim, entre o alívio momentâneo de um boleto pago e a realidade de uma economia estagnada, a engrenagem eleitoral segue moendo o futuro em troca de uma popularidade comprada a juros altos. É assim que a semana começa na vida dos brasileiros.

Editorial - Serra da Rocinha, meia missão cumprida

 personJoão Paulo Messer
access_time10/04/2026 - 06:20

Hoje aparecerão dezenas de pais e mães da criança. Inaugura a Serra da Rocinha, trecho pertencente à BR-285, a ligação catarinense com o Rio Grande do Sul. Vai ter inauguração, pompa, firula e muitos discursos. Se essa obra fosse inaugurada no silêncio, não nos faria lembrar a incompetência que reina no cenário administrativo, ou seja, o lado político da administração pública brasileira.

Você faz ideia do quanto foi gasto com esta serra? Não me refiro ao dinheiro empregado na obra propriamente dita, e que foram muitos milhões. Refiro-me ao que gastaram em diárias, salários e outros itens, todos da conta dos políticos que prometeram ou visitaram a obra.

Infelizmente, hoje vamos ter que aplaudir a entrega de uma obra que é parte de um contexto. Sem o total desta obra, seguiremos sofrendo a agonia do trecho gaúcho incompleto. Nem dá para dizer que os políticos gaúchos são ainda mais incompetentes que os nossos, pois, óbvio, existe um interesse em jogo. O porto de Rio Grande vira caminho longo para muitos gaúchos; por isso, aos políticos gaúchos não interessa encurtar o caminho de alguns gaúchos para o porto de Imbituba. Interesse com divisa.

Enfim, nem pela espera de 70 anos ou mais é que vamos deixar de aplaudir a entrega da Serra da Rocinha. Parte do que precisa ser feito no trecho catarinense está entregue. Agora vem a luta para federalizar a BR-285, que é a estrada que as obras desta serra e do trecho gaúcho contemplam.

Então, aplausos, sim, mas ninguém é sem memória ou sem noção para lembrar que o retrato da gestão pública é uma vergonha.

frase curta , jorlística, inteligente e critica de acordo com o texto

Inaugura-se o trecho; permanece o atraso.

Sintomas inquietantes na corrida presidencial

 personJoão Paulo Messer
access_time09/04/2026 - 12:50

As notícias mais recentes sobre o cenário eleitoral de 2026 podem levar à conclusão de que o presidente Lula pode não ser mais candidato. Tudo isso se conclui pelo que ele tem dito e, com isso, alimentando as especulações.

Nesta quinta-feira (8), ele disse: "Eu não decidi se serei candidato ainda". Entendo que ele condicionou a sua participação a dois fatos. Por exemplo, quando disse que só se lançará candidato se tiver "algo novo" para apresentar ao país, admitindo que a situação atual ainda é difícil.

Outra questão apurada por vários analistas é a necessidade dele em reconstruir uma base de apoio sólida para enfrentar o que chama de "fascismo". Isso pode ser interpretado indicando que o isolamento político atual é um obstáculo.

Numa rápida pesquisa sobre as últimas interpretações ao que Lula vem dizendo, se constata que o que atrapalha é o desgaste na aprovação do governo. Esperto como é, Lula já percebeu que as ações governamentais não surtem o efeito esperado. Não chegam à população. Por isso, sou da tese de que Lula pode evitar uma disputa para não encerrar a carreira com uma derrota eleitoral diante de uma economia estagnada.

O colega Andre Abreu me chama a atenção com algumas publicações que estão sendo feitas pela The Economist. Essa referência na mídia internacional tem traçado comparativos de Lula e Joe Biden. Fatos como a idade avançada e seus desafios consequentes sugerem a Lula que, para sair por cima, pare por aqui.

Quer dizer, não me faltam elementos para criar em mim o cenário de instabilidade que descrevo no editorial desta quinta-feira:
www.joaopaulomesser.com.br

Editorial - O eleitor precisa ter o direito de escolher o seu representante de forma mais direta.

 personJoão Paulo Messer
access_time08/04/2026 - 06:30

O Brasil vive um momento político que exige mais do que análises superficiais ou discursos prontos: exige coragem para reconhecer que os modelos atuais estão esgotados. A sensação generalizada de descrédito não nasce do acaso, mas da repetição de práticas que já não dialogam com a sociedade contemporânea.

Fala-se ainda em “fidelidade partidária” como se estivéssemos diante de instituições sólidas, orientadas por princípios claros e coerentes. Mas que fidelidade é essa, quando alianças se formam e se desfazem ao sabor das conveniências? Quando o eleitor percebe que o compromisso não é com ideias, mas com espaços de poder?

A palavra fidelidade pressupõe lealdade, constância e identidade. No entanto, o que se vê com frequência é a substituição desses valores por estratégias imediatistas. O resultado é um distanciamento crescente entre representantes e representados, alimentando o ceticismo e a apatia política.

O fisiologismo, há muito tempo, deixou de ser exceção para se tornar regra em muitos ambientes. Ele se impõe sobre a ideologia, diluindo projetos e tornando irrelevantes as diferenças programáticas que deveriam orientar o debate democrático. Nesse cenário, os partidos deixam de ser instrumentos de transformação para se tornarem meras estruturas de negociação.

Talvez o aspecto mais preocupante seja a velocidade com que promessas de renovação se convertem em práticas tradicionais. Aqueles que chegaram sob a bandeira da “nova política” rapidamente adotaram comportamentos semelhantes, ou até mais intensos, do que os que antes criticavam. Isso revela que o problema não está apenas nas pessoas, mas no próprio sistema, que incentiva tais condutas.

Reinventar a política, portanto, não é um slogan: é uma necessidade urgente. Significa repensar mecanismos de representação, fortalecer a transparência e, sobretudo, resgatar o sentido de compromisso público. Não se trata de eliminar partidos, mas de exigir que tenham identidade real, coerência e responsabilidade.

É preciso também que a sociedade abandone a tolerância com incoerências evidentes. A cobrança por posicionamentos claros e atitudes consistentes deve ser permanente, e não apenas em períodos eleitorais. Sem pressão social, qualquer tentativa de mudança tende a se diluir.

A política precisa voltar a ser espaço de construção coletiva, e não de conveniência individual. Isso passa por lideranças mais comprometidas, mas também por cidadãos mais atentos e participativos.

O momento brasileiro é desafiador, mas também oferece uma oportunidade rara: a de reconstruir práticas e valores. Se a fidelidade deixou de fazer sentido nos moldes atuais, talvez seja hora de redefini-la, não como lealdade cega a siglas, mas como compromisso verdadeiro com princípios e com a sociedade.

Sem essa reinvenção, continuaremos presos a um ciclo de frustração. Com ela, abre-se a possibilidade de uma política mais legítima, mais transparente e, sobretudo, mais alinhada com o que o país realmente precisa.

Editorial - Prazo fechado, jogo aberto

 personJoão Paulo Messer
access_time07/04/2026 - 06:30

Com o encerramento dos prazos de filiação, os quatro meses seguintes tornam-se determinantes para a formação das alianças eleitorais em Santa Catarina. Grande parte desse período será dedicada a diálogos, conjecturas e articulações. Já entre 20 de julho e 5 de agosto ocorre a fase das convenções, momento em que os acordos precisam ser oficializados.

Aquilo que antes se concentrava no planejamento das nominatas, especialmente voltado às chapas de pré-candidatos a deputado estadual e federal, passa agora a ganhar uma dimensão mais ampla. Isso se deve, sobretudo, à atenção direcionada às composições para o governo do Estado e o Senado.

Nos bastidores da política catarinense, já se comentam possíveis alterações em arranjos previamente estabelecidos. O governador Jorginho Mello, que tem sua chapa praticamente estruturada, costuma afirmar que ainda há um longo caminho até as convenções. De perfil otimista, ele acredita na possibilidade de atrair novas siglas para seu projeto. Mais do que isso, o recado que transmite é de que o cenário ainda não está completamente fechado, apesar das definições já encaminhadas em diversos pontos.

Esse clima também se reflete entre outras lideranças e grupos políticos. Enquanto alguns compartilham do mesmo otimismo do governador, outros permanecem atentos a eventuais perdas de espaço já negociadas. Até a realização das convenções, no entanto, nada está totalmente consolidado, como reforçam participantes das articulações para outubro.

A própria história recente da política em Santa Catarina confirma esse cenário. As alianças só se definem por completo após as reuniões partidárias e o registro oficial das candidaturas, cujo prazo final é 15 de agosto.

Um evento que merece atenção

 personJoão Paulo Messer
access_time31/03/2026 - 06:30

Criciúma realiza hoje o Futuro em Rota. Trata-se de uma iniciativa do setor de logística e inspiração de uma liderança focada no coletivo. Discutir a logística nos dias atuais é o que se pode chamar de prioridade das prioridades.

Embora idealizado bem antes de conhecermos o cenário atual, o debate sobre um dos setores estratégicos do desenvolvimento e da economia local parece contemplado, embora ninguém desejaria isso, com um quadro econômico e pontual na logística dos mais críticos já experimentados. Portanto, discutir logística no cenário atual não se trata de oportunidade, mas de um privilégio ou reação propositiva.

Somar entendimentos diversos, trocar experiências, juntar esforços é garantir motivação e animação. Por isso, Criciúma é conhecida como uma cidade capaz de igualar-se aos grandes centros ao provocar debates e oportunidades como o que está acontecendo hoje.

Nós, da Rádio Eldorado, ligados aos mais diversos segmentos do desenvolvimento, em especial da região Sul de Santa Catarina, sentimos-nos na obrigação de difundir a toda a nossa audiência o que hoje vai se discutir na área de logística. Entender empreendedores que conectam diversos segmentos da economia, mostrar como eles fazem e o que pensam é uma verdadeira atração da nossa programação hoje.

O Futuro em Rota, evento que acontece no final da tarde e noite de hoje na sede da SC, é aberto a todos, mas principalmente levado à nossa audiência como um presente a quem quer conhecer melhor como está e como vive a logística sul-catarinense hoje. Fora isso, a organização do evento merece aplausos por proporcionar este debate.

Até logo mais à noite, quando estaremos trazendo aqui à nossa audiência o Futuro em Rota, que merece hoje toda a nossa dedicação. Embarquemos no debate sobre a logística de hoje e de amanhã.

Editorial - Candidatos tem até sábado para definir os seus partidos

 personJoão Paulo Messer
access_time30/03/2026 - 06:30

Chegamos a uma semana decisiva no calendário eleitoral de 2026. Restam horas para que candidatos definam os seus partidos. O prazo termina dia quatro, sábado. Em outros tempos, mudança de partido era algo extremamente delicado. A fidelidade era uma questão de honestidade ou até de moralidade pública. Mudar de partido era como alterar os seus princípios.

Os tempos são muito diferentes e, nos atuais, a filiação partidária é um mero adereço à campanha eleitoral. Isto é, se for visto pelo eleitor. Sabe-se que, para os candidatos, isso é uma questão matemática. Questão de viabilidade eleitoral. Não se faz mais campanha eleitoral, nem se lança candidatura, sem fazer criteriosos cálculos matemáticos para se entender as reais chances de chegar lá.

Chegamos a um cenário e a um tempo em que escolher o abrigo de uma determinada sigla é mais importante do que o plano de campanha. E não se trata apenas de dizer com quem estará o candidato, pois, às vezes, a companhia influencia menos do que a viabilidade eleitoral. Temos uma semana para candidatos olharem a lista de quem concorre a este pleito e, depois, fincarem bandeira partidária.

Óbvio, falo aqui de uma regra, embora sempre haja exceções. Há os que já tenham feito este cálculo há muito mais tempo ou que sejam hoje donos absolutos de um colegiado eleitoral que os garanta, seja qual for a sigla em que estiverem. Mas esses casos são raros.

Há poucos dias, tivemos algumas trocas de partido, e o maior exemplo para nós, do sul do estado, é a deputada Geovânia de Sá, que saiu do PSDB, migrando para o Republicanos. Fez isso por uma questão matemática. Assim como ela, líderes fortes que migram condicionam ao seu novo partido critérios que os favoreçam, como Geovânia de Sá, que mapeou o estado assegurando reserva de área para buscar os votos republicanos. Assim, no partido Republicanos, que na urna leva o número 10, ela terá o Sul todo para ela como candidata à deputada federal.

Então, lembremo-nos de que termina dia quatro, próximo sábado, o prazo da janela partidária. Por isso, esta é uma semana que promete alguns movimentos que ainda precisam ser feitos. Uma semana em que se diz: a campanha eleitoral, para muitos, já começou.

EDITORIAL – Uma leitura da cena ridícula no Congresso Nacional

 personJoão Paulo Messer
access_time27/03/2026 - 06:45

As cenas de ontem mostram que não existe a menor intenção de justiça, mas a proteção dos seus e a condenação dos adversários, que, neste cenário, se tornam inimigos. Parlamentares que conseguem ser, ao protestar, ainda mais ridículos, pequenos e inservíveis à nação que precisa de equilíbrio.

Os pulinhos, socos no ar e sorrisos debochados preencheram os telejornais ontem. O pior é que os que assistiram à briguinha de palhaços investidos de autoridade revelam-se fantoches de alas radicais.

Nem a decisão de convocar e vasculhar a vida do filho do presidente da República, suspeito de fazer parte de um esquema nojento, ganhou mais espaço do que a briguinha e os pulinhos ridículos dos parlamentares que não foram para o confronto. Quer dizer, os que não são protagonistas ridículos são figurantes igualmente ridículos.

O Brasil não merece. Ou será que merece o que se viu ontem? Não sei. Só sei que ontem foi apenas mais um capítulo da vergonha nacional.

Radicalismo, insanidade e pobreza do Poder Legislativo apenas se comparam aos já falidos demais Poderes. Uma limpa neste Congresso seria uma boa alternativa, mas sabemos que não vai acontecer. Os ridículos, quanto mais ridículos, por certo serão reconduzidos. Afinal, estão lá porque pagar de ridículo neste país virou credencial para o acesso ao Poder. Que vergonha.

Editorial: Líderes de verdade estão preparados para ouvir o contraditório

 personJoão Paulo Messer
access_time26/03/2026 - 06:30

O papel da mídia é uma espécie de porta-voz da comunidade. Reage como eco à reação da sua audiência quando falamos de rádio, por exemplo. A posição de quem faz a comunicação social, seja em qual campo for, é a da reação que ecoa da sociedade.

Não é em vão que os veículos de comunicação sérios e consolidados, e nós pensamos sê-lo, gozam do conceito de quarto poder. É verdade que os poderes no Brasil estão apodrecidos e entregues a interesses. Mas eu considero que seguimos imunes a essa pecha ou rótulo.

Digo isso com a lembrança de que líderes e homens públicos ocupam posições naturalmente expostas ao olhar coletivo e, por isso, precisam estar preparados para conviver com críticas.

A crítica é parte inerente da democracia e do ambiente competitivo, sendo instrumento de controle, ajuste e evolução. Quem exerce liderança sem disposição para ouvir o contraditório tende a se isolar e tomar decisões menos eficazes. Comumente os rotulamos de ditadores, mesmo que não seja o melhor meio de descrevê-los.

Adversários e concorrentes existem para questionar, tensionar e oferecer visões alternativas, o que fortalece o debate público. Nesse contexto, maturidade emocional é requisito indispensável para quem deseja conduzir pessoas e projetos. Reagir impulsivamente a ataques ou discordâncias pode ampliar conflitos e fragilizar a imagem do líder.

Por outro lado, saber filtrar críticas construtivas das meramente oportunistas é uma habilidade estratégica. Líderes preparados utilizam o questionamento como ferramenta de aperfeiçoamento contínuo. Eles entendem que nem toda crítica é injusta e que reconhecer falhas demonstra grandeza e responsabilidade.

A escuta ativa permite compreender demandas reais da sociedade e ajustar rotas quando necessário. Além disso, transparência e coerência são fundamentais para reduzir ruídos e desconfianças. Ao comunicar decisões com clareza, o líder diminui espaços para interpretações distorcidas. Também é essencial manter postura ética e respeitosa, mesmo diante de ataques pessoais.

A serenidade diante da pressão transmite segurança e fortalece a credibilidade. Construir pontes, em vez de ampliar divisões, é sinal de inteligência política e institucional. Outro ponto importante é cercar-se de equipes qualificadas e diversas, que tragam diferentes perspectivas. Isso amplia a capacidade de análise e reduz decisões baseadas em impulsos individuais.

A liderança eficaz não busca unanimidade, mas sim legitimidade e confiança. Conviver com críticas é, portanto, parte do exercício responsável do poder. E saber transformá-las em aprendizado é o que distingue líderes comuns de líderes verdadeiramente preparados.