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  Após queda de barreira, trânsito liberado na Serra do Rio do Rastro

commentJornalismo access_time19/09/2019 07:10

Desmoronamento foi registrado na manhã desta quarta-feira (19) e deixou o trânsito alterado

Crônica: Em duelo de vermelhos, Furacão fatura a Copa do Brasil

commentEsporte access_time19/09/2019 09:08

Athlético-PR venceu o Internacional por 3x1 no placar agregado; 1x0 na partida de ida e 2x1 na volta

Maringá fica até o fim da atual temporada no Criciúma

commentCriciúma EC access_time18/09/2019 19:30

Executivo declarou em coletiva para imprensa nesta quarta-feira (18)

Blog João Paulo Messer

A reitora brilhou mais que o governador

 personJoão Paulo Messer
access_time15/09/2019 - 14:50

Os aplausos à reitora
Na solenidade de entrega de recursos para o Centro de Inovação de Criciúma a estrela maior deveria ser o governador Carlos Moisés. A reitora Luciane Ceretta, entretanto, foi flagrantemente a mais aplaudida. Os elogios que o governador e os secretários do governo lhe dirigiram, mostram que os recursos só foram liberados porque ela convenceu a todos sobre a importância do equipamento público que vai ser instalado em Criciúma. O governador chegou a usar a expressão: “Não tem como não se apaixonar por uma mulher dessas”, referindo-se à contagiante empolgação e determinação com que ela trata os assuntos.

O discurso
A solenidade de entrega de R$ 8 milhões para o Centro de Inovação Tecnológica para Criciúma, sexta-feira à noite no auditório Rui Hülse na Unesc, foi rico em termos de discursos. Prato cheio para quem gosta de ouvir manifestações de conteúdo bem construído. A fala da reitora Luciane Cereta foi a que chamou mais atenção. Como se espera de uma reitora, foi perfeita inclusive na construção do texto. O discurso dela foi uma primazia.

Os discursos
O governador Carlos Moisés impressionou positivamente os que ainda não tinha lhe ouvido sobre os exemplos de um governo austero e enxuto, que vem fazendo. Não trouxe nada de muito novo para quem acompanha o seu dia a dia. O Secretário de Desenvolvimento Sustentável, Lucas Esmeraldino, foi o menos objetivo na sua fala. Já o deputado Luiz Fernando Cardoso rasgou-se em elogios ao governador. O prefeito Clésio Salvaro resgatou o que outros esqueceram, a importância do ausente deputado Júlio Garcia na articulação para a liberação da verba entregue naquela noite.

Visita do governador
Na agenda do governador, além do ano na Unesc, onde ele liberou R$ 8 milhões para o Centro de Inovação e anunciou outros R$ 24 milhões para a revitalização da rodovia Jorge Lacerda, teve ainda uma “passada” no jantar da AMA (Associação dos Autistas). Depois disso o governador foi visitar a cervejaria Saint Beer em Forquilhinha, onde tocou violão e cantou. Dormiu no Hotel Bormon de Nova Veneza, onde na manhã de sábado participou de solenidade de entrega de uma rodovia municipal.

Polêmicas
O governador falou pouco ou quase nada sobre questões como como as eleições de 2020 e a polêmica com o deputado Jessé Lopes ou as constantes ilações ao que seria uma preferência pessoal dele por Tubarão em detrimento das conquistas de Criciúma. Perguntado saiu pela tangente em todos os assuntos.

Percepção
Depois de se ver e ouvir a forma como o governador se relaciona com o deputado Luiz Fernando Cardoso Vampiro e o inverso não tem como não imaginar que nas próximas eleições eles estejam juntos. Possível imaginar que ou o Vampiro vai para o PSL ou o governador vai para o MDB.

MDB vice do PSL
É raciocínio tido como lógico entre os líderes dos principais partidos políticos de Criciúma que o MDB de Criciúma indique o vice na chapa com o PSL. O raciocínio decorre da aproximação que o governador tem com o deputado Luiz Fernando Cardoso, Vampiro. Hoje a bolsa de apostas fala em Júlio Kaminski candidato pelo PSL. Para isso ele terá que mudar de partido. Faria isso

Monteiro sai do MDB
Por perceber que o MDB não tem projeto de candidatura majoritária às eleições do ano que vem o advogado Jeferson Monteiro, que vinha sendo cogita ser candidato a prefeito, anunciou neste domingo a sua saída do partido. Deve ir para o PL liderado na região pelo ex-prefeito Márcio Búrigo. Mas isso ele não menciona na nota que direciona aos dirigentes do PMDB. Sugere na nora que o partido deveria seguir a tendência do que o eleitor manifestou em 2018 optando por nomes novos na política, Era neste viés que ele punha o seu nome. A saída de Jeferson Pereira do MDB ficou ainda mais evidente quando um de seus fiéis escudeiro, ex-vice-presidente do partido, Ricardo Beloli saiu indo para o PL.

Rachou a Gôndola
Últimos acontecimentos culminando com a festa de sábado pela manhã em Nova Veneza prometem uma semana quente na política local. O vice-prefeito Zé Spillere (PSD) saiu do evento de sábado logo no início. Ainda não está muito claro qual foi o “curto-circuito” que causou a retirada do vice. Nesta segunda-feira o PSD deve solicitar uma conversa com o prefeito Rogério Frigo. A relação de prefeito e vice pode ter sofrido uma ruptura. Frigo tem hoje pesquisas com mais de 70 por cento aprovação, mas precisa administrar algumas situações delicadas com o aliado PSD. O atual vice-prefeito Zé Spillere, por exemplo, não pode ser candidato a vice, pois já ganhou duas eleições nesta vaga. Para disputar no ano que vem teria que ser candidato a prefeito ou abrir mão para outro correligionário entrar na disputa.

Será chamado
O advogado Giovani Brogni, um dos nomes que deu origem ao movimento partidário do atual PSD deve ser a próxima liderança a ser procurada pelo PL do ex-prefeito Márcio Búrigo, de Criciúma, que está construindo o partido na região. Esta conversa deve acontecer nesta semana. A proposta do PL é ter candidato na majoritária na maioria dos municípios da região, em Nova Veneza inclusive.

A gravata do Ademir

 personJoão Paulo Messer
access_time11/09/2019 - 23:56

Da vermelha à verde
Depois de receber “passe livre” do MDB o vereador Ademir Honorato passou a usar gravata verde, seguindo a tendência dos bolsonaristas do PSL. O vereador já nem esconde mais a sua opção pelo partido do governador que não tem representante oficial no Legislativo. Internamente ele tem dito que só vai trocar de partido mesmo em março do ano que vem, que é quando abre a “janela”. Nem mesmo o aval da bancada de vereadores do MDB liberando-o para trocar de sigla provocam esta mudança já. Isso porque outros interessados podem entrar na Justiça para pedir a vaga.

Ameaça de greve
Houve alguma “linha cruzada” no Sindicato dos Trabalhadores da Saúde. A presidente Gabriela Campos Pukoski assinou um ofício, nesta quarta-feira (11), advertindo o Instituto Maria Schmitz, administrador do Hospital São Marcos de Nova Veneza, de que se não houver pagamento dos salários de agosto até esta quinta-feira (12), uma greve seria deflagrada a partir de sexta-feira (13). Nem o diretor do instituto, nem o prefeito Rogério Frigo, receberam o documento. Antes disso, entretanto, o diretor do sindicato Cléber Cândido confirmava que o instituto está cumprindo com o que foi acordado em assembleia dos trabalhadores, ou seja, de que o pagamento será feito em duas vezes e que a primeira parcela foi paga e a segunda ainda não venceu. O fato revela alguma “linha cruzada”.

Agenda do governador
Nesta quinta-feira deve ser divulgada a agenda da visita do governador Carlos Moisés da Silva à região de Criciúma. Ele chegará nesta sexta-feira (13) no final da tarde. O primeiro compromisso vai ser na UNESC, onde também fará o anúncio da liberação de R$ 24 milhões para a revitalização da rodovia Jorge Lacerda. Às 20h irá ao jantar da Associação dos Autistas-AMA. Em Nova Veneza a agenda será no sábado às 10h.

Deputado agredido
O deputado estadual Bruno Souza (sem partido) foi agredido por ativistas de esquerda, nesta quarta-feira. O fato foi registrado pelo fotógrafo e assessor do gabinete do parlamentar Guto Kürten, que também foi ameaçado. Bruno gravava um vídeo na praça em frente a UFSC onde acontece um acampamento na manifestação e greve dos alunos. Segundo ele, ao se negar a assinar um documento que pedia “Lula Livre” começou a ser xingado. Seguiram-se tapas, empurrões e muitas ofensas.

Antes
O deputado Jessé Lopes “encarou” a reitora e os manifestantes na UFSC na manhã desta quinta-feira. Com ele não houve nenhum incidente, diferente do que houve com o deputado Bruno Souza.

Água mais cara
Novo entendimento da Casan com a agência reguladora cria algumas mudanças na tarifa de água a partir de breve. Ainda neste ano os consumidores que consomem menos de 10 metros cúbicos não pagarão mais a taxa mínima. Isso era reinvindicação antiga. Acontece que o conjunto da mudança não é tão benéfica assim, pois enquanto alguém que consome, por exemplo, sete metros cúbicos terá diminuição de valores aquele que consome 10 metros cúbicos e que antes pagava R$ 44,00 vai subir para R$ 51,81.

Terreno baldio
O que deve mesmo fazer barulho nos ajustes que a Casan fará na tarifa de água é a cobrança pela disponibilidade de rede. Quer dizer, agora um terreno baldio, mesmo que não tenha ligação de rede, passará a pagar. Este valor é de acordo com a extensão da frente do terreno. É do tipo: “está lá, você não usa porque não quer”. Terreno baldio não pagava nada, agora passa a pagar R$ 30,41 ou mais. Em Criciúma há 22 mil terrenos baldios, segundo dados da prefeitura.

SAER
Nesta quinta-feira às 15h, a comissão que articula a instalação do serviço aeromédico adaptado ao já existente serviço aeropolicial (helicóptero com base em Criciúma), se reúne com o prefeito Clésio Salvaro para uma das últimas amarras que viabilizem o serviço. Para funcionar são necessários cerca de R$ 65 mil mês. Este valor pode ser rateado em quase 50 municípios.

BR-285
Confirmada nesta quarta-feira a data em que o Ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas irá receber os três deputados federais do Sul, para tratar especificamente da verba que falta para concluir a BR-285, que liga Timbé do Sul (SC) a São José dos Ausentes (RS). Será dia 8 de outubro às 10h.

E precisa?
Chama atenção a aprovação, pela Assembleia Legislativa, de dois projetos de lei. Foi nesta quarta-feira. O deputado Luiz Fernando Cardoso Vampiro (MDB) criou o “Dia Estadual das Torcidas Organizadas de Futebol”. Já o deputado Altair Silva (PP) concede à cidade de Itaberaba o título de “Capital Estadual do Risoto no Tacho”.

Ficha na mão
O ex-prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo tem na mão uma série de fichas para a filiação partidária. Algumas estão assinadas. Tem nomes de peso nesta relação que ele garante não revelar quais, por questões estratégicas. Búrigo está construindo o PL, partido do senador Jorginho Mello.

O impossível
Anotem o “quase” impossível pode acontecer. Nos bastidores da capital existe um raciocínio aparentemente absurdo. Ele sugere que às eleições municipais pode haver uma coligação de Dário Berger com João Amin, os dois apoiados por Jorginho Melo que teria a reciprocidade em 2022 na campanha para governador. Anote e guarde. Hoje parece impraticável.

O cano estourado

 personJoão Paulo Messer
access_time11/09/2019 - 11:11

Casan não cobra mais o lixo
O governo de Criciúma já tem plano “B” para cobrar as quatro últimas parcelas da taxa de lixo. As oito primeiras foram cobradas pela Casan, que rejeita a possibilidade de continuar cobrando porque acabou no dia 31 de agosto o contrato com a prefeitura e companhia não tem interesse na renovação. São duas as opções da prefeitura: a primeira é argumentar juridicamente que para evitar prejuízo ao cidadão a Casan seja obrigada a cobrar as últimas quatro e a segunda é contratar uma empresa para fazer esta cobrança via boleto, que terá que ser entregue nas casas. Esta segunda alternativa vai encarecer os serviços em R$ 50 mil mês. Isso vezes os quatro meses que restam eleva a despesa para R$ 200 mil.

Do racional!!!
Convenhamos, a Casan não tinha nada o que cobrar a taxa de lixo junto com a conta de água. Afinal, esta é responsabilidade do município. Ao firmar este tipo de convênio a companhia chantageia o usuário a pagar em dia a conta de lixo, que é um item comumente relegado às últimas contas a serem pagas. Ao cobrar o valor junto com a tarifa de água esta alternativa deixa de existir. Porém, cancelar um contrato cobradas oito de 12 parcelas é causar prejuízo ao contribuinte. Em nome dele o judiciário teria uma decisão sensata se mantivesse a obrigatoriedade da Casan em cobrar a taxa do lixo. Fecha o ano e reorganiza a bagunça. Mas fecha o ano.

Mudou a conta
Desde janeiro o contribuinte pagou a taxa de lixo no valor de 1/12. Na conta de setembro, que virá no início de outubro, a Casan anuncia que não fará mais a cobrança.

Sai hoje
Uma ação judicial da prefeitura de Criciúma está pedindo decisão liminar no Tribunal de Justiça de Santa Catarina, para que a Casan seja obrigada a cobrar as últimas quatro parcelas. A manifestação é aguardada para hoje ou no máximo amanhã.

Lixo na prefeitura
A partir do dia 23 deste mês – dia em que inicia a primavera – haverá um posto de coleta seletiva de lixo. O cidadão que levar o seu lixo reciclável – haverá uma relação destes materiais – até um posto a ser instalado provisoriamente no Paço Municipal, irá receber por este lixo limpo. O lixo é pesado e o crédito descontado da próxima taxa de lixo. Com o passar do tempo a cidade terá vários pontos de arrecadação.

Doação de área
Em audiência pública que acontece nesta quarta-feira (11) às 19 será discutida a doação, por parte da prefeitura de Criciúma, do trecho da rua São Vicente de Paulo, entre as ruas Afonso Pena e Nilo Peçanha, para construção de ampliação do Asilo São Vicente de Paulo. Não deve existir resistência maior que a aprovação.

Olhar o mapa
A prefeitura de Criciúma fez ato de doação de um terreno de 500 metros quadrados à OAB. O ato ocorreu nesta terça-feira. O terreno se destina ao estacionamento da sede da entidade. O que chama atenção em tudo isso é o curioso fato de que as doações naquela área são feitas afetando diretamente o Pavilhão de Exposições da cidade, área agora terceirizada.

Em movimento
Em Içara existe um movimento que pode levar seis ou sete vereadores a aderir um novo partido. O mais curioso é que a maioria é do MDB (4), além de dois do PP e um do PSD.

Passe livre
Existem quatro vereadores com “passe livre” na Câmara de Vereadores de Criciúma. O primeiro a ser “liberado” pelo seu partido (PSDB) foi Júlio Kaminski. Depois foi Zairo Casagrande (PSD), O terceiro foi Júlio Colombo (PSB) e agora Ademir Honorato (MDB). Isso é quase um quarto da legislatura de 17.

Toninho
Não foi só o PSD que convidou o vereador Toninho da Imbralit (MDB). O PSDB do prefeito Clésio Salvaro também. Foi o próprio Toninho quem revelou isso durante uma entrevista na rádio Eldorado.

Governador virá ao Sul sábado

 personJoão Paulo Messer
access_time10/09/2019 - 20:23

Governador visita o Sul sábado
O governador Carlos Moisés da Silva vai anunciar sábado em Nova Veneza a liberação de recursos para a revitalização da rodovia Jorge Lacerda. Este é a informação que chegou aos gabinetes de deputados aliados na Assembleia Legislativa. Leia-se aí os deputados Rodrigo Minotto (PDT) e Luiz Fernando Cardoso Vampiro (MDB) e não Jessé Lopes. No Sul a agenda é interpretada como um recado de entrelinhas ao prefeito Clésio Salvaro, pois o ato será feito em Nova Veneza e não Criciúma, cidade que espera a resposta do governador para uma série de pedidos.

Pela recepção
A equipe do governo avalia que “no interior” a recepção deve ser mais calorosa, sem qualquer risco de reação que não seja o de “só alegria e agradecimentos”. Já chegou ao Palácio da Agronômica a informação de que a festa de inauguração da rodovia NVA-353, que liga as comunidades de São Bento Alto e Vila Maria – ato principal da agenda – terá almoço festivo. “Quatro bois vão morrer para o churrasco”.

Tem jantar
O governador Carlos Moisés da Silva vai se encontrar com a base aliada nesta quarta-feira para um jantar no Palácio da Agronômica. Durante o encontro vai apresentar um relatório do que foi feito até então e quais são os atos já definidos para os próximos meses. Curiosidade sobre a presença ou não do deputado Jessé Lopes.

Sem Casan
A agenda do governador em Nova Veneza só não foi divulgada, ainda, porque havia expectativa de que pudesse ser assinado o contrato da Casan. Etapas burocráticas precisam ser superadas. Por isso este item deve ficar fora da agenda.

Casan e municípios
A rigor, o contrato da Casan com Nova Veneza é o único que resta dos municípios abastecidos pela barragem do rio São Bento. Forquilhinha assinou no ano passado, Siderópolis no mês passado, Maracajá definiu ontem à noite as cláusulas enquanto Criciúma tem contrato até 2042 e Içara até 2048.

Tarifa alta
Essa discussão toda em torno do contrato de Criciúma e a Casan não se dá por falta ou eminência de vencimento do contrato, mas porque o prefeito Clésio Salvaro decidiu reabrir o debate e cobrar uma revisão da tarifa. Ele quer algumas compensações, entre elas tarifa menor. Isso pode ser possível com a substituição da agência reguladora, fato já superado. Agora depende dos cálculos desta agência.

Pagando pelo lixo
Saiu das mãos de Luiz Juventino Selva, um dos homens estratégicos do prefeito Clésio Salvaro, o projeto que vai pagar pelo lixo em Criciúma. Isso mesmo: o governo vai pagar pelo lixo reciclado. No dia 23 deste mês inaugura o primeiro posto de coleta que funcionará como experiência na área do Paço Municipal.

Como funciona
Haverá uma relação de materiais e o cidadão que entregar neste ponto o lixo limpo vai pesar, indicar a a matrícula de um imóvel e nela será creditado o valor. Somados, estes valores irão gerar um crédito a ser concedido no ano seguinte, quando o cidadão for pagar a taxa de lixo.

Sem cobrador
A Casan já confirmou que “não vai cobrar mais a taxa de lixo” nas contas de água de Criciúma, como foi feito nos oito primeiros meses do ano. Ocorre que o município não tem alternativa para cobrar estes valores. A procuradoria do município está tentando na Justiça uma decisão que obrigue a Casan a fazer a cobrança até o final do ano. A guerra de estratégias está sem novidade, pelo menos até hoje. Ninguém sabe com o contribuinte vai pagar um terço da taxa de lixo, já que dois terços ele pagou na conta de água.

Sai da cadeia
Enquanto nos bastidores especula-se a possibilidade de surgir uma nova ação policial derivada da Operação Alcatraz, cinco das sete pessoas que seguiam presas ganharam liberdade nesta terça-feira. São eles: Luiz Hesmanm, Flávia Werlich, Luiz Carlos Maroso, Danilo Pereira e Fabrício Margarido. Para saírem cada um terá que pagar fiança alta, podendo chegar a 300 salários mínimos em alguns casos.

Seguem presos
Dos presos no dia 30 de maio seguem presos Nelson Castelo Branco Júnior e Maurício Rosa Barbosa.

Olhar o mapa
A prefeitura de Criciúma fez ato de doação de um terreno de 500 metros quadrados à OAB. O ato ocorreu nesta terça-feira. O terreno se destina ao estacionamento da sede da entidade. O que chama atenção em tudo isso é o curioso fato de que as doações naquela área são feitas afetando diretamente o Pavilhão de Exposições da cidade, área agora terceirizada.

Das histórias do Walmor De Lucca

 personJoão Paulo Messer
access_time09/09/2019 - 17:00

Das histórias de Walmor De Lucca
Morreu nesta segunda-feira em Florianópolis o dono de uma infindável relação de fatos políticos relevantes em Santa Catarina. Walmor Paulo De Lucca estava com 81 anos. De todos os fatos o maior deles está registrado no livro do jornalista Sebastião Neri, que escreveu sobre o surgimento do Partido dos Trabalhadores.
Conta o jornalista que em 1979, época em que eclodiram as greves no ABC Paulista, Walmor juntamente com alguns sindicalistas de Criciúma trouxe à capital do carvão o líder metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva. Durante uma reunião que aconteceu no auditório do Colégio São Bento, pela primeira, Lula teria admitido criar um partido dos trabalhadores. É daí que surge o PT. Walmor lembrou desta história em uma entrevista que me concedeu na década passada.
Este, entretanto, é um fato pouco explorado pela imprensa que acompanhou a vida do Walmor, que até seus últimos dias seguia um crítico ferrenho do atual governo federal. Fazia seus comentários através da rua página no facebook.
Walmor De Lucca está sendo velado na capital até às 22h desta segunda-feira. Nesta terça-feira, a partir das 8h o velório acontece no Crematório Milleniu em Içara, onde às 16h acontecem as últimas homenagens. Ele será cremado.

Criciúma perder com a briga de governador e o prefeito

 personJoão Paulo Messer
access_time01/09/2019 - 18:00

A partir desta segunda-feira o governo de Criciúma irá à Justiça para tentar evitar perder a Casan como agente cobradora da taxa de lixo. Venceu neste sábado (31 de agosto) o contrato da prefeitura com a empresa estadual, segundo o qual a taxa de lixo era cobrada na conta de água. Em algumas cidades, como Içara, a Casan renovou o contrato normalmente. A questão com Criciúma é de “briguinha” entre o governador e o prefeito. Clésio Salvaro ameaçou romper o contrato de exploração de água e esgoto se a Casan não baixar o preço. Soma-se à esta intenção a forma como a briga foi comprada pelo prefeito, que “peitou” o órgão estadual. Ameaçou liderar boicote à empresa se a tarifa não fosse reduzida.
Acontece que a taxa de lixo, antes cobrada de uma só vez junto ao IPTU, foi parcelada em 1/12 e até então foram cobradas oito parcelas. O governo municipal ficará sem cobrar as quatro restantes.
Flagrantemente o governador tem ignorado Criciúma. Recusa-se a receber o prefeito, embora este tenha tentado amenizar o conflito ao procurar o Secretário da Casa Civil, Douglas Borba. Apesar de algumas informações erradas de que Moisés e Clésio iriam se reunir ainda na semana passada, nada disso está previsto. Semana passada um deputado aliado do governador ainda perguntou a ele sobre a audiência e foi informado de que há nada marcado.
Enquanto estes dois, governador e prefeito, mantiverem esta briguinha de vaidade política a cidade de Criciúma vai pagando o preço. Para os simpatizantes de Clésio a culpa disso é do intransigente governador, para seus desafetos é culpa dele que “peitou” o governador. Para mim isso é a prova de que a “velha política” segue reinando.
No primeiro “round” Criciúma levou a melhor. A Casan não aceitou a CISAM-SUL como agência reguladora do serviço de água e esgoto em Criciúma. O município entrou na Justiça e a empresa teve que aceitar. Isso é decisão de primeiro grau. A Casan está recorrendo.

Ao invés de terceirizar cemitérios, por que não criar um crematório público?

 personJoão Paulo Messer
access_time27/08/2019 - 12:12

Mais uma vez o processo licitatório dos quatro principais cemitérios de Criciúma foi suspenso. Decisão da Justiça. Alguém encontrou incongruências legais. Não é para menos, afinal, aqui mesmo neste espaço eu tratei o caso como “sepultamento de um indigente”. Quer dizer, cheio de dúvidas, mas longe dos olhos da maioria das pessoas. Que há coisa estranha no processo não restam dúvidas. Necessariamente a estranheza não leva à suspeitas, mas as conclusões de alguns não são exatamente estas.

Minha maior dúvida é porque Criciúma é uma das poucas cidades brasileiras que repassa a terceirizados a administração dos seus principais cemitérios. Quando isso foi feito no governo Paulo Meller estabeleceu-se uma guerra na cidade.

Criciúma tem a oportunidade de recuperar a autonomia sobre os cemitérios e deveria avançar. Porque a cidade não instala um crematório público, ou seja, uma unidade de cremação com a possibilidade de oferecer um serviço social às famílias cujas condições não permitem custear túmulos em cemitérios explorados pela iniciativa privada. Seria uma forma da cidade cuidar dos seus mortos. Os números sobre a quantidade de túmulos abandonados comprovam que nem o município, nem o contratado por ele para cuidar dos cemitérios consegue fazer isso.

O pé do governador é vermelho

 personJoão Paulo Messer
access_time22/08/2019 - 07:45

“Se alguém tem que ser expulso, não sou eu”. A frase do deputado Jessé Lopes, reagindo à informação de que o governador Carlos Moisés pediu a sua expulsão, tem lógica. Sempre sob a desconfiança de que é um emedebista plantado, ou que brotou na horta do PSL, Moisés pode estar testando a sua capacidade de liderar sem os mais ferrenhos bolsonaristas. É verdade que o deputado Jessé ultrapassou o limite do institucional, mas há de se anotar que esta é uma característica bolsonarista. Moisés vem expondo o “pé vermelho”.
Parece ter tirado o coturno ao escolher a Folha de São Paulo para dar uma entrevista em que enfrenta pautas ideológicas como a questão do armamento e dos agrotóxicos.
Parece ter tirado o coturno quando enfrenta o setor agropecuário que foi justo o que primeiro apoiou a candidatura de Jair Bolsonaro.
E pode haver mais indícios da sua linha ideológica se olharmos para a forma como montou o seu governo, recorrendo a técnicos com origem no ambiente acadêmico ou ao funcionalismo público, que é melhor identificado com políticas de esquerda do que da direita.
Não é de hoje a suspeita do flerte de Moisés com o MDB. O pé apareceu, e é vermelho.
Não é para menos que a polêmica cartilha dos incentivos fiscais é herança do governo antecessor e de uma pasta que manteve o comando emedebista de Paulo Eli. Aliás, Moisés chama Eli de: o “Mago Eli”. Há quem diga que é porque ele oferece a esperança da magia do fortalecimento da arrecadação, que dê fôlego para corrigir distorções salariais dos servidores públicos.

Alternativa ao PSL
Para que o PSL atinja os objetivos sonhados por Bolsonaro, nas eleições municipais, me parece mais lógico que escolha “Eu” em detrimento de “Eles”. Quer dizer, o PSL tem mais chances de repetir a onda 17 nas eleições municipais se expulsar Moisés do que se optar pela outra alternativa oferecida pelo governador. O PSL do governador Moisés já perdeu o discurso, atravessou o carro na estrada e tende a não corrigir mais a rota até outubro do ano que vem, enquanto o discurso bolsonarista segue com muito mais simpatizantes.

Os planos
Para Criciúma já existe um plano sem Jessé. E isso não é novidade para quem acredita nas muitas possibilidades que podem ser levadas ao governador, se ele solicitar. E não é com o deputado Rodrigo Minotto cujo vínculo ideológico está muito à esquerda, embora sua boa relação com o comandante bombeiro. Este plano mira Luiz Fernando Cardoso, que se encaixa melhor no projeto destes que buscam alternativa, se ela for necessária ao time de Moisés.

Agora conjecturas
Não se trata de utopia imaginar que até as eleições os bolsonaristas como Jessé estejam mais alinhados com Clésio Salvaro (PSDB) do que com um possível candidato adversário indicado pelo o PSL de Moisés, se este persistir na sigla e Jessé sair. Aliás, o que é ainda mais provável é que os bolsonaristas, se descolados de Moisés, tenham o seu candidato “próprio” em Criciúma. A briga com o governador pode garantir a Jessé uma força com impacto de “onda”.

Por fim o bom humor
Diz-se nos bastidores da política que:
1) Moisés vai perguntar a Clésio Salvaro como se lida com um rebelde:
2) Jessé vai perguntar para Júlio Kaminski como se lida com situações deste tipo.

Tem "figurinha" nova

 personJoão Paulo Messer
access_time21/08/2019 - 14:50

Tem "figurinha" nova
Está circulando um destes "memes" criados para animar os grupos de redes sociais com a já famosa brincadeira do "governador que tenho e governador que eu queria". Desta vez o material compara o governador Carlos Moisés da Silva e o deputado Jessé Lopes, ambos do PSL, por conta da "briguinha" decorrente na foto do governador "encostada" num canto do gabinete do deputado como forma de "castigo". Já recebi a foto de aliados do deputado, não que isso indique que tenha sido produzida por alguém ligado a ele, mas "curtido" sim. Jessé Lopes gravou nas redes sociais um comentário em tom amenizador. Revela que a brincadeira da foto não tem intenção de gerar clima ruím com o governador, nem tão pouco desrespeitá-lo, mas reafirma que se considera fiel a Bolsonaro e não arreda pé desta comndição.

Moisés virou o “passo certo” da turma???
O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) está em mão inversa a do presidente da república Jair Bolsonaro (PSL) e de outros “peesselistas” e não de hoje. Quem tem memória busca fácil a origem de tudo isso. Lembram que na campanha o então presidenciável queria apoiar outro candidato ao governo de Santa Catarina. Fez algumas tentativas, mas o PSL catarinense e principalmente Lucas Esmeraldino bancaram. Bolsonaro teve que mudar os planos. Moisés e Bolsonaro não são do mesmo PSL, assim como o deputado Jessé Lopes não é do mesmo PSL do Moisés. Bolsonaro convidou todos os políticos de Santa Catarina para um café da manhã, semana passada, menos Moisés.

Moisés X Bolsonaro
Quem assistir a entrevista feita pelo jornalista Fernando Machado (SBT e rádio Eldorado) com o governador, durante uma peixada (jantar) na Agronômica vai identificar fácil a antipatia do governador pelo presidente. Moisés diz que nunca “nem quis ter o whatsapp do presidente”, assim como revelou à folha de São Paulo o quanto pensa diferente do presidente na questão do armamento e de políticas de minorias como o LGBT.

É de ocasião
A seguir a lógica, ganham os bolsonaristas, o deputado Jessé Lopes, a Assembleia Legislativa, os agropecuaristas e todos aqueles que “peitarem” o governador. Ou Moisés muda já – se é que o caminho já não tem mais volta – ou afunda o seu governo. Não é tocando violão e recebendo gente na agronômica para churrascada, peixada ou cervejada que ele vai ganhar a reeleição. Se não percorrer o Estado, se aproximar do catarinense ao invés de comprar briga besta com cidades como Criciúma, ele é quem será expulso e não Jessé Lopes, como deseja o governador depois de saber que a sua foto foi parar no chão do gabinete do parlamentar como “castigo”.

“Nóis bota, nóis tira”
A ameaça de expulsão do deputado Jessé Lopes, a pedido do governador Carlos Moisés da Silva, está invertendo. Pelo menos nas redes sociais. Não vi ainda uma manifestação favorável ao governador, mas o contrário sim. Nos grupos de whatsapp quem está dizendo “nóis bota, nóis tira” não são eleitores de outros, mas aqueles que votaram em Moisés sem conhece-lo e que ao conhece-lo se manifestam indignados. A revelação é que estão com Jessé.

Moisés foi para o chão

 personJoão Paulo Messer
access_time20/08/2019 - 17:00

O colunista Moacir pereira foi o primeiro a anotar o fato. O deputado Jessé Lopes (PSL) – partido do governador do estado – tirou da parede do seu gabinete o quadro com a foto do governador Carlos Moisés da Silva, que estava ao lado da foto do presidente Jair Bolsonaro. A sdecisão teria sito em repúdio ao fato do governador fixar em 17 por cento o ICMS sobre os defensivos agrícolas. A foto do governador foi parar no chão, encostado em um balcão. Na foto observa-se outro detalhe: na parede está foto da ponte Hercílio Luz, auqela mesmo que Jessé disse ser “melhor derrubar do que investir mais dinheiro para a reforma”.

Sem “compadre”
Não é a primeira vez que o deputado Jessé Lopes reage ao posicionamento do governador. Ele tem sido crítico do governo do qual faz parte e anuncia que não vai arredar pé deste posicionamento. O PSL nacional expulsou o deputado Marcos Frota que contrariou posições do chefe maior. Resta saber como o PSL de Santa Catarina vai tratar Jessé Lopes, cujo pai já saiu do PSL.

Escritório da CIDASC
O prefeito Clésio Salvaro esteve na manhã desta terça-feira em Florianópolis para ouvir de membros do governo uma explicação “plausível” à decisão de retirar a sede da gerência regional da CIDASC do seu município. O gerente regional e demais cargos de chefia foram todos exonerados. A gerência está sendo transferida para Araranguá. Em Criciúma a suspeita é que Araranguá será apenas “um pit stop” da gerência, que daqui mais alguns dias será levada à Tubarão. Criciúma e Tubarão tem um triste histórico de rivalidade. A primeira tentativa do governo foi com o anúncio da gerência da Celesc, o que só não ocorreu porque o Salvaro liderou um movimento contrário. O governo cedeu.

Caso estranho
No gabinete do Secretário de Estado da Casa Civil, Douglas Borba, o prefeito de Criciúma ouvi a garantia de que “por enquanto a transferência está suspensa”. Isso tudo porque Salvaro levou informações que o gabinete do governador desconhecia, como por exemplo o fato da CIDASC ter prédio próprio em Criciúma, enquanto em Araranguá seria necessário alugar uma estrutura. Este e outros argumentos levaram o governo a reverter a posição. Aparentemente nem governador, nem tão pouco o Secretário de Estado da Agricultura conhece a situação. A dúvida é: quem então governa???

Crise no PP
Sem perder o tom e o rumo da sua crítica ao PP, o empresário Miguel Pierini comentou em entrevista à rádio Eldorado, nesta terça-feira, a crise interna no partido. Contundente em alguns aspectos, como quando fala da certeza de que o empresário Gílson Pinheiro entrou no partido para “bagunçar”, é prudente quando sugere que o coordenador Genésio Spillere tenha sido um dos responsáveis pela “armação” que denuncia. Aliás, alfineta Spillere quando sugere que ele deve “cuidar do seu quintal”. Batizou o movimento que o tirou da presidência como “convenção dos velhos lobos”. A sua candidatura vinha construída havia pelo menos quatro meses e só uma semana antes é que Itamar da Silva teria comandado a montagem de um colégio eleitoral cheio de irregularidades.

Doce veneno
Há entre progressistas a tese de que o movimento de simpatia para a entrada de Gílson Pinheiro no PP, seja fruto de um passo calculado pelo prefeito Clésio Salvaro. Amigo de Esperidião Amin, Clésio teria estimulado o assédio progressista a Pinheiro com a certeza de que ele provocaria o que provocou. Quer dizer, tem gente achando que Clésio Salvaro “deu corda” para ver Pinheiro no PP, sabendo que isso enfraqueceria o partido até então fechado em torno de Jorge Boeira.

O racha do PP
Flagrante também que a ala progressista alinhada ao prefeito Clésio Salvaro (PSDB) iria crescer se Miguel Pierini assumisse o partido. Isso porque ele tinha “apalavrado” que Júlio Colombo – atualmente alinhadíssimo com Clésio – iria para o PP. Está cada vez mais evidente que o PP implodiu e que para o tucano Clésio Salvaro o “tamanho da rachadura” atingiu o seu limite. Se rachar mais a ala que o apoia pode sair do partido e isso seria desinteressante às pretensões de reeleição do atual prefeito de Criciúma.

O que há por trás da disputa no PP, hoje

 personJoão Paulo Messer
access_time14/08/2019 - 00:34

A convenção do PP abre uma prévia da eleição municipal do ano que vem em Criciúma
O Partido Progressista de Criciúma já foi considerado do tamanho que mal lota uma Kombi, mas hoje torna-se grande à cena política eleitoral do ano que vem. E a causa não é nem bem o seu tamanho, mas a pequenez dos outros. Às 18h30min desta quarta-feira, quando fará sua convenção municipal terá como pano de fundo a disputa à prefeitura no ano que vem. Dois candidatos disputam a presidência do partido, pela primeira vez na história. E a conclusão é simples: se Paulo Conti ganhar é grande a chance do PP ter Jorge Boeira candidato a prefeito contra Clésio Salvaro (PSDB), nas eleições do ano que vem. Se Miguel Pierini for eleito presidente os progressistas inclinam-se à uma coligação com o atual prefeito nas eleições do ano que vem.

Como em 2000
Os “boeiristas” acreditam que se vencerem a disputa interna nesta quarta-feira – o que é bem provável – terão o apoio de maioria dos outros partidos, entre eles o PT e o MDB. O segundo passo é uma eleição com apenas dois candidatos em outubro de 2020. Neste caso Jorge Boeira X Clésio Salvaro. Os mais otimistas acreditam que seja como foi em 2000, quando o favoritíssimo Eduardo Boeira perdeu para o azarão Décio Góes.

Sem consenso
Paulo Conti e Miguel Pierini foram chamados para dois momentos nesta terça-feira. Em ambos houve tentativa frustrada de entendimento. O acordo só acontece se Pierini aceitar ser vice de Conti. Até na hora da convenção é o que os tradicionais do PP tentarão. Se não conseguirem irão bater chama. A chance de Conti ganhar é bem maior pois o Diretório atual foi montado por Itamar da Silva, que é defensor da presidência para Paulo Conti.

Boeira tá certo
Há progressista reclamando que Jorge Boeira demora em se definir candidato ou não em 2020. Ora, como esperar que o experiente ex-deputado se lance à uma disputa se o seu partido sequer definiu o seu Diretório e além disso tem tantos aliados do prefeito Clésio Salvaro. Seria uma loucura de Boeira que é conhecido justo pelo inverso. Sempre deu seus passos calculados e precisos.

Costurando
Os “boeiristas” estão tão animados que já andam conversando com outros partidos com a tese de que se estes não lançarem candidatos há chance de uma eleição plebiscitária em 2020: Clésio X Boeira. O atual presidente progressista Itamar da Silva, por exemplo, já conversou sobre o assunto com membros do MDB e do PT.

Só há um jeito
O raciocínio lógico da política em Criciúma é que o atual prefeito Clésio Salvaro só não ganha a eleição do ano que vem se a disputa for plebiscitária. Quantos mais candidatos a prefeito houver, maiores são as chances de Clésio se reeleger.

Mas tem outro
O partido do governador Carlos Moisés da Silva, PSL, tem nome novo para soltar “na praça” nestes próximos dias. A articulação feita através do deputado federal Daniel Freitas é o de um empresário.

Ministros
Nesta terça-feira, nos bastidores da reunião do Fórum Parlamentar Catarinense (16 deputados e três senadores) havia forte especulação sobre a nova data de visita do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, à Criciúma. Agora fala-se em primeira semana de setembro. Planos antigos previam Moro na ACIC dia 12 de julho, depois na primeira semana quinzena de agosto e agora setembro. Havia ainda a promessa de que a Ministra da Agricultura, Teresa Cristina, estivesse em Criciúma nesta semana para a abertura da feira Agroponte. Também não veio.

Emplacou
Foi a deputada federal Geovania de Sá (PSDB) quem “emplacou” a BR-285 na lista de nove prioridades que o Fórum Parlamentar Catarinense levará ao presidente Jair Bolsonaro, no café da manhã desta quinta-feira. A deputada tucana fez revoada, semana passada no extremo sul do Estado, onde a obra é divisor de tempos.

Tudo em casa
Diferente da primeira CI (Comissão de Investigação) do CriciúmaPrev, a nova CI, instalada nesta terça-feira terá ampla maioria aliada do governo. A rigor tem apenas um vereador considerado de oposição: Edson Luiz do Nascimento Paiuol (PP). O restante é todo aliado declarado ou simpatizante confesso do Paço Municipal.

Comissão
O presidente da nova CI do CriciúmaPrev será o proponente Júlio Colombo (PSB). O secretário é Toninho da Imbralit (MDB) e o relator Jair Alexandre (PSC). Os outros membros são: Aldinei Poteleki (PRB), Salésio Lima (PSD), Édson Aurélio (PSDB) e Édson Nascimento Paiol (PP). Tem que ter um de cada partido. Eis uma CI que tem tudo para começar em pizza.

Márcio Búrigo forma o PL com apoio de ex-emedebistas

 personJoão Paulo Messer
access_time08/08/2019 - 00:34

O time do Márcio Búrigo
O ex-prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo anda empolgado com sua nova missão: formar o PL nas regiões Amrec e Amesc. Nesta quarta-feira ficou oficializado que o ex-vice-presidente do PMDB em Criciúma, Ricardo Beloli será um dos seus braços nesta missão. Segunda-feira os dois participaram de reunião na sede do partido na capital. Beloli terá consigo outros tantos emedebistas. O anúncio oficial e festivo da migração depende de “fechar a lista” e da agenda do sendo Jorginho Melo.

Márcio e Amin
Na última segunda-feira Ricardo Beloli foi com Márcio Búrigo até o portão da casa do senador Esperidião Amin, em Florianópolis. O ex-prefeito de Criciúma foi responder “olho no olho” que não há a menor chance de permanecer no PP. E o motivo foi dito em tom claro: Márcio se considera “sacaneado” na eleição passada, quando se colocou à disposição do partido para ser candidato “a qualquer cargo”, mas foi “rifado”.

No PL
A ida de Márcio ao PL é porque o partido lhe garante o que o PP não lhe deu em 2018: autonomia e garantia de vaga na eleição de 2022. O que fizer em 2020 é semeadura.

No Sul
Márcio Búrigo conversou com o vice-prefeito de Araranguá, Primo Menegalli Júnior, nesta quarta-feira, por telefone. Menegalli está com o pai numa das fazendas da família no Mato Grosso. O telefonema foi para informar sobre pesquisas locais e dar o recado direto: “Não perde tempo. Faz o que tem que fazer e cai na estrada”, disse Búrigo, que considera Primo uma das cartas certas na eleição para prefeito. Já em Sombrio ele considera que a atual vice-prefeito Gislaine Cunha tem iguais condições de ser eleita prefeita.

Nas internas do MDB
Emedebistas desembarcando ou com o pé no estribo estão com argumentos na ponta da língua para justificar sua insatisfação. O “rosário que rezam” para explicar começa com o que chamam de “abandono” do partido. Quando não isso reclamam falta de renovação e por fim agora todos já falam da dívida milionária que o partido possui. Os mais exaltados ainda juram que a inércia do partido seria porque o deputado Luiz Fernando Cardoso Vampiro vive a promessa de uma vaga no Tribunal de Contas ou Tribunal de Justiça, o que seria ainda herança da fidelidade a Eduardo Moreira.

Segundo semestre
As negociações em torno das leis de incentivos, as retiradas, os recuos e as barbeiragens são a cena da política catarinense nesta volta da Assembleia Legislativa aos trabalhos. Desde segunda-feira o entra e sai na sede da ALESC é intenso.

Derrota do governo
Nesta quarta-feira os deputados derrotaram mais uma vez o governo. Corrigiram o erro que penalizava o setor do agronegócio. Prorrogaram até o fim do mês a manutenção dos incentivos fiscais ao setor produtivo, entre eles os itens da cesta básica e dos defensivos agrícolas. A decisão dá fôlego para o setor negociar com o governo a manutenção destes incentivos.

Outros tempos
Fato curioso é que os que bateram às portas da Alesc são do setor produtivo. No caso dos defensivos agrícolas quem se mobilizou foram os agropecuaristas. Em outros tempos eram os ambientalistas ou ecologistas que faziam loby. Desta vez eles nem apareceram.

Desculpa ai
Ficou muito ruim para o governo, pois pelo discurso fica a impressão de que ele não sabe a diferença de defensivo agrícola e agrotóxico. “Técnicos da área agrícola do governo andam roxos de vergonha com os movimentos da equipe técnica na Fazenda”. Andam se desculpando com o setor produtivo.

Suspeita-se
Aproveitando-se da ignorância dos governantes sobre os impactos das medidas que penalizam a produção, aguçando a sede da arrecadação do governo, pode haver gente no governo “criando dificuldade para “vender” facilidade”. Havemos de lembrar que em outros tempos, hábeis grupos estrategicamente fincados uns no Executivo, outros no Legislativo, patrocinaram volumes consideráveis de incentivos. Setores permaneceram mais de década abastecidos pelas benesses das isenções. Relevante lembrar também que as acusações e suspeitas de isenções foram algo de farpas trocadas entre grupos políticos oriundos do mesmo governo até bem pouco.

Voz da experiência
Quando se conversa com deputados mais experientes na Assembleia Legislativa, comum ouvir que “o governador acha que está governando”. A tese é que tenha sido vendido a ele a ideia de que o Estado irá faturar bem mais com o fim dos incentivos e com isso ele possa contemplar as categorias de servidores com melhores reajustes salariais, já que ele é da corporação.

Aos avisos
O governo parece não ter sido avisado que o setor primário não recolhe ICMS e quem compra gera créditos. Outra coisa: será que o governador sabe que muitas empresas se instalaram no Estado com acordos assinados de incentivos e que se estes entendimentos foram rompidos não só as empresas vão embora como irão mover ações milionárias, senão bilionárias contra o Estado. Tudo bem quem que quando for a hora destas dívidas serem pagas terão passados vários outros governadores.

Próxima mudança
O governador Carlos Moisés pode estar preparando a sua segunda mudança de líder do governo na Assembleia Legislativa. A leitura vem da interpretação óbvia dos fatos. Não há informação privilegiada, nem especulação. É percepção óbvia. O primeiro líder foi o deputado coronel Onir Mocelin (PSL) que caiu logo como era previsto por sua absoluta inabilidade na condução da relação com o parlamento. O atual líder deputado Maurício Escudlark (PL) é habilidoso e conhece como nenhum outro da base o parlamento, mas é um ligeiro estranho na caserna governista.

Pecado um
Os pecados do líder do governo Maurício Escurdlark são basicamente dois, se vistos sob a ótica do governo. Ele é o principal suspeito de ter vazado um áudio em que o seu “segundo chefe” – Secretário de Estado da Casa Civil, Douglas Borba, o orienta a criar dificuldades para evitar que ande em velocidade normal um projeto que prorroga as isenções fiscais. O áudio foi de Borba para Maurício. Se Borba não vazou só pode ter sido Maurício.

Pecado dois
Não bastasse um, Maurício e toda a bancada votou contra o governo no dito projeto das isenções. Quer dizer, até onde ele vai resistir como líder do governo se aparentemente ele vai na contramão. Diga-se que neste caso está evidente que Maurício está na mão certa e o governo é que anda na contramão. Se no mundo dos normais a corda arrebenta na ponta mais frágil, no meio militar o subordinado é quem paga a conta. Manda quem pode...

O que há por trás da guerra de CPIs

 personJoão Paulo Messer
access_time02/08/2019 - 14:50

A guerra das CPIs
Toda Comissão de Investigação que for “Parlamentar” tem ingredientes políticos. Em Criciúma abriu-se uma guerra de CIs ou CPIs. Vereador não é investigador, é político. Por si só estas comissões nascem contaminadas por interesses que superam a lógica de uma investigação. Agora o governo municipal se superou e através do vereador Júlio Colombo contra-atacou a comissão em fase final sugerindo outra CPI. Se a questão é investigar o CriciúmaPrev, que se investigue o tamanho do prejuízo que ele tem desde que foi criado, não só do ano passado. É isso que pensam os aliados. E tem lógica, mas não tem amparo legal.

E segue...
Acontece que uma investigação de longo curso pregresso não tem amparo legal. Há limitações de tempo para instalar CPIs. Mas ao governo atual e seus aliados interessa dizer que a investigação em andamento é política. E é. Os opositores estão enxergando improbidade, os aliados não. O presidente da CPI chegou a concluir que há improbidade e viu até motivo de cassação do prefeito, quando a CI mal havia sido instalada. Só isso basta para se enxergar a poluição política que esta comissão tem.

Estratégia
Não é fácil entender, mas o prefeito Clésio Salvaro garante que ele sai ganhando politicamente quando existem polêmicas como esta da CI do Criciúma-Prev. A história tem comprovado isso. Sempre que ele teve adversários agressivos, cresceu. É como aquele time que se dá melhor jogando no contra-ataque. Desde os tempos de Eduardo Moreira, de Romana, etc... foi assim.

Pior cenário
Os piores cenários para o prefeito Clésio Salvaro acontecem quando ele não tem adversário bombardeando. Isso quem diz são as pesquisas que ele tem de um instituto já conhecido por ser quase uma propriedade do prefeito. Tamanha é a frequência com que ele monitora o ambiente externo.

Bom de reação
Me parece evidente que o prefeito Clésio Salvaro sabe sair-se bem melhor de imbróglios decorrentes de ataque ele sofre. Vide o caso da CPI. Não tem a mesma habilidade de conduzir “brigas que ele compra”. Leia-se o recente caso da Casan.

É um estilo
Nenhuma habilidade é tão acentuada no prefeito Clésio Salvaro quanto a sua capacidade de reagir. Não é prá menos que do ex-presidente Lula se dizia que “quanto mais batem nele, mais ele cresce”. É uma espécie de manipulação emocional de massa que se torna mais eficiente quando o indivíduo é atacado. Clésio Salvaro é um político forjado como alvo da dita opinião seleta.

Nova CPI
O requerimento do vereador Júlio Colombo pedindo a instalação de uma Comissão de Investigação para apurar parcelamentos do Criciúma-Prev desde a sua criação em 2003 foi subscrito ainda pelos vereadores: Dailto Feuser, Édson Aurélio, Paulo Ferrarezi, Salésio Lima, Toninho da Imbralit, Aldinei Potelecki, Geovana Zanette, Miri Dagostim e Tita Beloli.

Veneza e a Casan
Primeiro foi o prefeito de Siderópolis, Helio Cesa Alemão, que negociou a renovação do contrato com a Casan. O prefeito Arlindo Rocha, de Maracajá, está em fase final de negociação. Nesta semana o prefeito de Nova Veneza, Rogério Frigo esteve na Casan para negociar melhorias no município. E assim um a um dos prefeitos que ensaiaram estar aliados a Clésio Salvaro numa “guerra” contra a Casan vão cuidando dos seus problemas. No início eram seis prefeitos: Criciúma, Içara, Forquilhinha, Nova Veneza, Maracajá e Siderópolis declarando guerra com a Casan e ameaçando romper. Os três últimos municípios já fizeram seus acordos individuais. Forquilhinha será o próximo e depois Içara. Criciúma perdeu os aliados para um confronto mais acirrado com a Casan.

Agronegócio
A Associação dos Produtores de Sementes de Arroz Irrigado – Acapsa, emitiu nota manifestando repúdio ao Governo do Estado de Santa Catarina por ter retirado incentivos das alíquotas do ICMS de produtos de extrema necessidade para a produção agrícola catarinense. Acusa o governo de desconhecer o cenário do agronegócio. Santa Catarina vai competir com outros Estados onde este produtos não são taxados. A sede de arrecadação do governo pode “matar a vaquinha de leite”.

O fator Gílson no PP

 personJoão Paulo Messer
access_time26/07/2019 - 00:34

Há sim progressistas pensando que vão tirar Jorge Boeira “da toca” com a filiação de Gilson Pinheiro. O ex-deputado tem um estilo muito peculiar. Silencioso sobre seus movimentos gera dúvidas nos correligionários. Em alguns gera a inquietação. Boeira tem dito que em agosto define, mas isso parece não bastar. Nem parece que agosto é logo ali. Isso porque a desconfiança é que quando agosto chegar ele protele a decisão. Eu não tenho dúvidas disso. Assim como não tenho dúvidas de que “Boeira está nem aí” para o raciocínio de que o ingresso de Pinheiro possa apressar alguma decisão. Mas ouvi sim de mais de um dirigente progressista que “a filiação de Gílson é para dar uma pressionada no Boeira”. É o primeiro erro progressista em relação a eleição do ano que vem.

Estilo
Ao silenciar sobre candidatura Jorge Boeira me parece mais do que acertado. Ele se vale de seu estilo para esconder a “escalação”. Tem progressista que não vê assim. Ou será que algum progressista acredita mesmo que Gílson Pinheiro possa ser o candidato???

O “pirulito” do PP
Ao erguer-se oposição ao prefeito Clésio Salvaro com a indicação de que tem mais de um candidato para ser cabeça de chapa, o PP pressiona o que os progressistas alinhados já pediram: a vaga de vice na chapa com o atual prefeito.

Cabeça de chapa
Deve-se ler no interesse do PP, e de qualquer outro partido, que ao buscar de todas as formas possíveis participação na cabeça de chapa (prefeito ou vice) que só um partido nestas condições terá maiores chances de construir lista de vereadores. Quer dizer, partido que não entra na cabeça de chapa fatalmente terá menos chances de eleger seus vereadores. Isso é da fórmula da política.

Desgaste
Essas e estas especulações sobre o adversário de Clésio Salvaro na eleição do ano que vem são a evidência de que o prefeito tem “nervo exposto” ao ir para uma quinta eleição ao mesmo cargo. O desgaste disso é grande e crescente com os ditos novos tempos da política.

Frentão
Em entrevista nesta quinta-feira Esperidião Amin falou sobre alianças. Em Criciúma admite sim que o seu PP coligue com o MDB e o PSL. Esta é a reposta à especulação de formação de um “frentão” contra Salvaro. Nesta lista poderia se incluir ainda o PDT.

Na Justiça
Assunto do final de tarde desta quinta-feira na capital é uma ação judicial em que o deputado estadual Kennedy Nunes (PSD) denuncia o governador do Estado por improbidade administrativa ao baixar decreto dirigindo ao interesse militar os cargos de Secretário de Estado da Administração e de Assessor do Secretário. A ação é considerada de iniciativa popular e não parlamentar de Kennedy. Ela contesta a criação de uma indenização por regime especial de serviço ativo que o secretário Eduardo Tasca e seu assessor Thiago Vieira recebem. Pede que o governador ressarça o Estado os valores já pagos. É a primeira ação desta natureza que o governador passa a responder.

Araranguá
Ricardo Ghelere, diretor do Instituto Maria Schmidt, administrador de órgãos de saúde como a UPA de Criciúma, o Hospital Regional de Araranguá e o Hospital São Marcos de Nova Veneza era até pouco tempo um mero gestor do consórcio de saúde dos municípios da AMESC. Seu trabalho evoluiu tanto que hoje é reconhecido como um dos mais competentes da área. O seu nome vem ganhando força para ser candidato a prefeito em Araranguá. Ele tem domicilio eleitoral na cidade e está filiado ao PSL.

A estratégia progressista para Boeira

 personJoão Paulo Messer
access_time25/07/2019 - 23:59

PP espera por Boeira
Em Criciúma o Partido Progressista está criando uma estratégia de forçar o empresário araranguaense Jorge Boeira a se definir por uma candidatura a prefeito em 2020. Nesta semana filiaram ao partido o empresário Gilson Pinheiro, que admite pretensões de candidatura a prefeito. Ele que já foi Secretário de Obras do município, mas atualmente se afastou da cidade tem se apresentado como opção para todos que não querem o atual prefeito Clésio Salvaro. O ex-deputado federal Jorge Boeira tem sido procurado não só pelo seu partido para assumir uma candidatura. Ao seu estilo silencioso ele segue trabalhando. Tem bom potencial eleitoral na cidade como comprovam as suas eleições. No ano passado ele decidiu agastar-se temporariamente.

Alianças
Nesta semana o senador Esperidião Amin percorreu os municípios do extremo sul do Estado. Na agenda principal as questões partidárias. O partido tem no sul a sua maior força. Está flagrante que a intensão é não recuar, mesmo que para isso sejam necessárias algumas alianças como com o PSL do governador Carlos Moisés.

Todos
Não é apenas o PP que tem feito agenda partidária. Todos os partidos movimentam as suas bases neste período do ano. São duas as principais razões: proximidade das eleições e o recesso parlamentar. Os deputados voltam às suas bases. No MDB o fato novo é que o deputado Volnei Weber, conduzido pelo ex-deputado Manoel Mota é quem tem trabalhado as questões partidárias. Líderes tradicionais do MDB estão menos aparente.

Negociação de ocasião
As articulações feitas pelo prefeito de Marcajá, Arlindo Rocha, que está negociando com a Casan a recuperação do contrato de gestão da água, assim como o prefeito de Siderópolis, Helio Cesa Alemão, vem no víeis da oportunidade. Nada há de errado ou então se diria é do jogo. Os dois municípios estavam em grupo de seis cidades que ameaçavam romper com a empresa se não houvesse redução da tarifa e retorno vantajoso. O movimento foi puxado prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro que ameaçou criar uma grande SAMAE regional. A Casan passou a negociar individualmente com estas prefeituras. Siderópolis conseguiu retorno na casa de R$ 9 milhões e Maracajá não deve ficar distante. Os dois prefeitos foram hábeis negociando sob a sombra do conflito.

Pela serra
Os boatos desta semana sobre a continuidade das obras da Serra da Rocinha parecem ter apenas aquecido o debate sobre a rodovia BR-285. A retomada das atividades parlamentares, semana que vem, deve ser marcada pela mobilização em favor deste pleito que altera o futuro da economia sulcatarinense.

Disputa boa
A disputa por espaço no mundo universitário tem transformado a economia da região de Araranguá. Como a cidade possui um forte campus da Universidade Federal e da Unisul, além do Instituto Federal tem agora também uma incursão bem mais estratégica e bem aceita por parte da Unesc. A universidade sediada em Criciúma atuava na região do vale de maneira pouco estratégica. Este quadro mudou totalmente. Com isso ganham as cidades.

Visitante
O Secretário Executivo de Articulação Nacional de Santa Catarina, Diego Goulart, visitou o prefeito Arlindo Rocha, de Maracajá, quarta-feira. Fato curioso é que o prefeito estava reunido com seu colegiado e ao invés de parar a reunião inseriu o visitante nela. Goulart colocou-se à disposição e já recebeu solicitação para viabilização de mobiliário e equipamentos para nova escola do município, com 12 salas, que deve ficar pronta em outubro próximo.

No Arroio
No Balneário Arroio do Silva o Secretário de Articulação Nacional, Diego Goulart recebeu entre outros pedidos o de agilização para liberação de valores já encaminhados no Ministério das Cidades, ainda no governo passado, para construção de ciclovia no acesso à sede.

ACIVA
A diretora de Assuntos de Educação da Associação Empresarial do Vale do Araranguá, Vanilsa Oliveira, está empenhada em divulgar a sétima edição do Fórum ACIVA de Network. A primeira palestra acontece no dia 13 de agosto com Artur Igreja. No dia 1º de outubro acontece sessão de negócios para mulheres empresárias. No dia 15 palestra com Geraldo Rufino e no dia 16 um bate papo com a participação da reitora da Unesc, Luciane Ceretta e dos empresários Jorge Boeira e Hilário Destro.

Na Igreja
O bispo da diocese de Criciúma, Dom Jacinto Inácio Flach, coordena domingo às 18h30min na Paróquia Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens, em Araranguá, o acolhimento do seu novo pároco e reitor, padre Maxssuél da Rosa Mendonça e seus novos vigários paroquiais, os padres Alex Sandro Serafim e Oscar Paulo Pietsch.

As festas
Além da Festa do Colono de Turvo outro evento do mundo do agronegócio agita o sul de Santa Catarina é a Feira Agroponte de Criciúma. Estes eventos acontecem na segunda e terceira semana de agosto, respectivamente. Neles o setor agropecuário fecha grandes negócios.