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CARVÃO MINERAL, DESENVOLVIMENTO REGIONAL

Pesquisa e Texto de Willi Backes

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Em 1.893, na Vila São José de Cresciuma, Giácomo Sonego, quando em manejo de tropa de mulas de carga, derrubada de coivara e consequente queima dos resíduos, percebeu e descobriu de forma inesperada, a queima duradoura das pedras pretas abundantes no local. Estava descoberta a capacidade de fornecimento de energia e calor das pedras oriundas do carvão mineral. As ferrarias foram os primeiros usuários.

O desenvolvimento econômico e cultural de Criciúma e da região, sempre esteve e está ligada à atividade da indústria de extração do carvão mineral através de suas carboníferas. No final do Século XIX, companhia britânica iniciou extração mineral no sul catarinense, sendo também responsável pela construção da inglesa ferrovia The Theresa Christina Railway Company (Ferrovia Dona Teresa Cristina), ligando a produção em Lauro Muller ao Porto de Laguna.

Em 1.919 a ferrovia chegava a Cresciuma, em local do hoje município de Içara e se estendia até Araranguá. Por interferência do Governo Federal Brasileiro, as concessões para mineração ampliada foi repassada para os industriais Henrique Lage, Álvaro Catão e Sebastião Netto Campos.

COM A FERROVIA, CRESCEU A MINERAÇÃO.
Com ampliação da malha ferroviária no sul catarinense, seguiram-se a formação de empresas mineradoras na região. Já atuava no sul a Cia Colonizadora Metropolitana e que mais tarde também passou a operar na condição de mineradora. Em 1.917 a Companhia Brasileira Carbonífera Araranguá (CBCA), em 1.918 a Companhia Carbonífera Urussanga (CCU), em 1.921 as empresas Companhia Carbonífera Próspera e Companhia Carbonífera Ítalo-Brasileira, e em 1.922 a Companhia Nacional Mineração Barro Branco.

Com a fundação em 9 de Abril de 1.941 da Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda/RJ, a extração mineral do carvão teve um importante impulso na produção para fornecimento do principal insumo.
Nos anos 40, 50 e 60 do Século XX, Criciúma devido as atividades extrativas do carvão, praticamente triplicou sua população – 1.960 (27.753), em 1.960 (50.854) e em 1.970 (61.975).

Em 1.967 a CSN Companhia Siderúrgica Nacional importou equipamento especial para extração do carvão mineral à céu aberto. Transportada desmontada, a Dragline Marion 7800 vinda da construção do Canal do Panamá na América Central, foi montada e operou em Siderópolis até os anos 90, período em que removeu área de 1.000 Ha para extração mineral. Os serviços e dimensões da draga Marion foi motivo para centenas de visitantes, notadamente das excursões escolares.

GERAÇÃO DE OPORTUNIDADES PARA O TRABALHO, RENDA E CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS.
Nos anos 70, onze (11) mineradoras atuavam na extração mineral do carvão, todas pertencentes a empresários da região sul catarinense. No auge da produção extrativa do carvão, as indústrias carboníferas empregavam mais de 12 mil trabalhadores. Na virada do Século XXI eram próximo a 5 mil trabalhadores. Especificamente no Distrito e depois no município de Forquilhinha, atuaram as empresas Carbonífera Criciúma, Cooperminas e Mineração Caravággio.

REPRESENTAÇÃO E CONHECIMENTO INSTITUCIONAL
Em 1984, nas instalações da desativada Mina Brasil, localizada no Bairro Mina Brasil, foi inaugurada a Mina Caetano Sônego, para visitação pública, sendo desativada definitivamente no ano de 2.006.

Em substituição, em 29 de Outubro de 2011, no Bairro Naspolini, em Criciúma, no espaço da antiga e desativada Mina São Simão, foi inaugurada com completa infraestrutura a Mina Octávio Fontana para visitação pública.
Em Agosto de 2.020, o executivo Fernando Luiz Zancan diretor do SIECESC – Sindicato das Empresas Carboníferas do Estado de Santa Catarina, foi reeleito Presidente da ABCM – Associação Brasileira do Carvão Mineral para novo período de 2.020 à 2.022. Inserido em programa de modernização proposto pelo Governo Federal, a ABCM investe em projetos de recuperação ambiental, desenvolvimento de novos produtos de alto valor agregado na área de captura de CO2, com efetiva participação do Centro Tecnológico da SATC, em Criciúma.

Em 2020/2021, o Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina – SIECESC, tem no seu quadro associativo as empresas Carbonífera Belluno, Carbonífera Catarinense, Carbonífera Metropolitana, Carbonífera Siderópolis, Gabriella Mineração e Empresas Rio Deserto.
O Conselho Diretivo do SIECESC tem Valcir José Zanette na Presidência, Astrid Barato Vice Presidente, Henrique Salvaro Vice Presidente Administrativo, Cleber Gomes Vice Presidente Financeiro e Cel. Márcio José Cabral Diretor Executivo.

SOLUÇÃO ECONÔMICA E SOCIAL.
No final do mês de Novembro de 2.020, o Estado de Santa Catarina foi surpreendido por comunicado oficial da empresa ENGIE Brasil, proprietária do Complexo Termoelétrica Jorge Lacerda, de Capivari de Baixo/SC, informando que gradativamente iria encerrar suas atividades geradoras de energia elétrica tendo como insumo o carvão mineral extraído no sul catarinense, tendo por consequência imediata milhares de trabalhadores desempregados e substancial redução de contribuições sociais aos municípios da AMREC e AMUREL.

Intensas reuniões do Governo do Estado de Santa Catarina com as representações políticas no Congresso Nacional e Assembleia Legislativa Estadual, Prefeitos das Regiões afetadas e Associações Empresariais com o Ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque, resultou na Portaria Governamental nº 461, de 22 de Dezembro de 2.020, que buscava “definir os objetivos do Programa Para Uso Sustentável do Carvão Mineral Nacional”, considerando a promoção da sustentabilidade ambiental, manutenção de atividade econômica da atual indústria mineira, e, contratação de capacidade instalada a partir de novas e modernas plantas a carvão mineral nacional.

Em 30 de Agosto de 2.021, foi anunciado oficialmente que a ENGIE Brasil concluiu a venda do Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda à empresa FRAM Capital por R$ 325 milhões. O complexo fica em Capivari de Baixo, no sul catarinense, que utiliza o carvão mineral para produzir energia elétrica e tem capacidade instalada anual de 857 megawatts (MW). A autorização para funcionamento do empreendimento tem vigência até 2.028.

O complexo termoelétrico é composto por sete grupos geradores, agrupados em três usinas: Jorge Lacerda A, com duas unidades geradoras de 50 MW e duas de 66 MW cada, Jorge Lacerda B com duas unidades de 131 MW cada, e, Jorge Lacerda C com uma unidade geradora de 363 MW, totalizando 857 MW.
A continuidade do pleno funcionamento do Complexo Termoelétrico Jorge Lacerda sugere novo e fundamental alento à produção industrial extrativa mineral do sul catarinense, bem como, contribuiu de forma expressiva na geração de energia elétrica em tempos que o Brasil sofre com histórica crise hídrica.

Reportagem: Redação Eldorado

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