Willi Backes: O relho do campo e da roça
A bula de uma simples analogia, com histórico comportamental da gente brasileira, antevê o que será da e na política nas próximas temporadas
Após a queda de Getúlio Vargas, governo interventor e populista, no período de 1945 a 1964, três agremiações partidárias subsistiram no Brasil. O PTB Partido Trabalhista Brasileiro – de esquerda populista, o PSD Partido Social Democrático – de centro e a UDN União Democrática Nacional – de direita e tradicionalista.
De 1966 a 1979, durante o regime militar, formaram-se duas agremiações, a ARENA - situação e o MDB - oposição.
Nos dois períodos, nas eleições municipais em Criciúma, ocorria fato determinante. Forquilhinha, ainda Distrito de Criciúma, tinha a abertura das urnas eleitorais e contagem dos votos, sempre no final do escrutínio de todo o município. Grandes viradas nas contagens parciais e confirmações de candidaturas ocorreram no período. Tudo era questão de pura soma matemática, oriunda do interior do município. Não é que Forquilhinha tinha muitos votos, mas, votava unida e em candidaturas com perfil a direita, ordeira, tradicionalista nos usos e costumes, sem prontuário.
É público e notório que nas eleições de 2018, o prestígio da votação será para o “direita volver”. As grandes aglomerações urbanas, nas principais capitais estaduais, apresentam “babel” de interesses, morticínio voluntário ou proporcionado, e, propósitos nada republicanos, cívicos e morais.
Fatos e atos de anônimos e organizações voluntárias estão dizendo aos brados: chega de roubalheira, chega de corrupção, prendam as quadrilhas, prendam o chefe dos chefes de ladrões. Se não for na justiça protocolar, vai ser na moral e cívica popular. Força crescente a cada hora, a cada dia.
A partir de Bagé e do relho no Rio Grande do Sul, nada mais será igual a antes. A indolência peculiar dos trópicos foi substituída pela indignação da boa gente ordeira, produtora, decente.
Certamente virá das pequenas e médias cidades, do campo e da roça, de forma unida e consensual, a opção quase que unanime para as eleições presidenciais.
Será do jeito da gente do interior. Se o transeunte roubar uma laranja, deixa prá lá, deveria estar com sede. Roubar uma bolsa de laranja, faz desconfiar das intenções do larápio. Se roubar sacos de laranja a cada safra, embrutece. Agora, além de roubar a produção, querer fazer da árvore frutífera madeira para consumo inapropriado, é ir longe demais.
As cores da Bandeira Brasileira são o verde, amarelo, azul e branco. É melhor já ir se acostumando. E mais, decorem o lema que nela consta: Ordem e Progresso.
É o que penso.
Mais notícias de Jornalismo
Museu Augusto Casagrande passa por restauração completa
Espaço histórico está localizado no Bairro Comerciário
ALESC celebra os 80 anos da Rádio Eldorado
Homenagem reuniu lideranças políticas e empresariais em reconhecimento à trajetória da emissora.
Içara inaugura Sala do Empreendedor
Espaço funcionará junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, no Paço Municipal
Projeto de Lei reforça limpeza pública em Criciúma
Proposta tem autoria do vereador Neri Xavier
Chafariz interativo é instalado no Parque dos Imigrantes
Atração será inaugurada nesta quarta-feira (10), a partir das 18h













