Unesc promove conscientização sobre o AVC na praça Nereu Ramos
Atividade faz parte da campanha de prevenção “Reerguendo-se após AVC”
Vamos falar sobre o AVC (Acidente Vascular Cerebral)? Quem passou pela praça Nereu Ramos na manhã deste sábado (1º/12) encontrou um espaço dedicado a informar e conscientizar sobre a maior causa de mortes no Brasil, com uma vítima a cada seis segundos e um total de 100 mil mortes por ano segundo o Ministério da Saúde. A ação, promovida pelo curso de Medicina da Unesc, buscou mostrar que é possível superar as limitações do Acidente Vascular Cerebral e prevenir o crescimento da doença por meio do conhecimento.
Ao todo, mais de 150 pessoas conversaram com os estudantes da Universidade no local. Janete Oliveira, moradora da área central de Criciúma, tem 57 anos e percebeu a movimentação quando caminhava pela praça. Para ela, foi uma grata surpresa poder refletir sobre o assunto. “É sempre importante falar sobre a saúde. O tempo vai passando e este assunto acaba ficando de lado. Hoje, por exemplo, sai de casa para aproveitar o dia de sol e só prestei atenção em mim quando passei pelo espaço da Universidade. Foi um momento de aprender e ir além, de lembrar que é valioso cuidar de si próprio”, destaca Janete.
A atividade faz parte da campanha de prevenção “Reerguendo-se após AVC”, ligada ao dia comemorado em 29 de outubro, o Dia Mundial de Combate ao Acidente Vascular Cerebral.
O Acidente Vascular Cerebral
Popularmente conhecido como “derrame”, o Acidente gera a interrupção da passagem do sangue no sistema nervoso central. O professore do curso de Medicina da Unesc, Eraldo Belarmino Júnior, conta que em alguns casos uma dor de cabeça, tontura, esquecimento, dificuldade para caminhar, perda de força ou dificuldade de equilíbrio, pode indicar um problema cerebral e deve-se consultar um neurologista ou um médico de confiança.
Segundo Belarmino, prevenção se faz com hábitos saudáveis. “Pessoas que procuram ter uma rotina de sono, ter uma alimentação saudável, exercitar o corpo de maneira adequada e com orientação e não fumar vão ter uma longevidade e uma qualidade de vida maior”, comenta o professor da Unesc. “É mais fácil parar um veículo no plano do que ladeira abaixo. Se você possui fatores de risco e não se previne ou não segue orientações profissionais fica mais difícil de frear a progressão da doença. Mas se procura se cuidar através de hábitos saudáveis, consultas médicas regulares e segue orientação profissional, mesmo acometido pela doença esse veículo fica mais fácil de frear”, complementa.
O grupo considerado de risco pela doença é formado por idosos, diabéticos, hipertensos, pessoas com ameaça de AVC prévio (teve sinais, mas não teve a lesão, sendo transitório), pacientes com problemas cardíacos, alcoolistas, obesos, sedentários e fumantes estão mais propensos a desenvolver a doença.
Unesc auxilia no tratamento
No Sul de Santa Catarina, o auxílio de reabilitação é oferecido gratuitamente pela Unesc, por meio do CER (Centro de Reabilitação), que possui profissionais capacitados para o atendimento desses pacientes. Médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, enfermeiros e assistentes sociais são alguns dos profissionais que trabalham de maneira integrada na reabilitação e ressocialização de pessoas que tiveram AVC.
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