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Criciúma registra saldo positivo em abertura de empresas

commentJornalismo access_time22/07/2026 18:30

Município supera ritmo de Santa Catarina durante primeiro semestre

Caravaggio enfrenta o Hercílio Luz pela Série B do Catarinense

commentEsporte access_time21/07/2026 19:00

Partida será disputada nesta quarta-feira (22), em Tubarão

Criciúma duela com o Novorizontino no Jorge Ismael de Biasi

commentCriciúma EC access_time21/07/2026 18:00

Partida tem início às 19h30 desta terça-feira (21)

Coluna de Sexta-feira

access_time16/11/2017 - 23:22

Piso e Azulejos retorma a ponta
Quando a Secretaria de Fazenda do Estado divulgar os números do movimento econômico de 2016, que são os dados usados para dar base ao retorno do ICMS para 2018, o setor de pisos e azulejos terá confirmada sua liderança na economia da região da Amrec. Quer dizer, deixamos de ser literalmente a região “carbonífera” e retomamos os bons tempos do setor cerâmico. Por enquanto estes são dados preliminares, mas por eles é possível perceber que os dez setores mais importantes da região somam mais de 50 por cento da nossa economia. Ao longo do ano foram movimentados pela região mais de R$ 8,5 milhões, sendo R$ 1,1 bilhão só no setor de pisos e azulejos. Anote-se que este é o comportamento da economia baseado exclusivamente no tributo ICMS.

Ranking
A ordem de importância na movimentação econômica da Amrec, por setor e em percentual é a seguinte:
1º) Pisos e Azulejos com 13,26;
2º) Distribuição de Energia com 7,28;
3º) Facções de Confecções com 5.68;
4º) Indústria Plástica com 5,35
5º) Extração de Carvão com 5,22;
6º) Transporte de Carga com 3,85;
7º) Supermercados com 3,69;
8º) Fábrica de Tintas com 3,22
9º) Abate de Aves com 3,11
10º) Telefonia Celular 1,61

Planos da Unisul
Os últimos movimentos revelando cenário de crise na Unisul gerou reação da administração da instituição. Contrariando alguns comentários aterrorizadores dos últimos dias, especialmente da entidade sindical dos trabalhadores, que rejeita algumas propostas de enxugamento, a entidade anuncia a fórmula para sair da crise. A mira do tiro que a instituição dispara é o aumento na sua produção, quer dizer, mais cursos e vagas.

Ao ataque
A tese aparentemente contraditória para uma instituição com números negativos foi confirmada ontem pelo pró-reitor de administração Heitor Wesing Júnior. Não há negativa ao cenário de extrema dificuldade, nem aos procedimentos de enxugamento com redução de carga horária, demissões e renegociação de custos. O cenário é atribuído à crise que se abateu sobre todas as instituições de ensino superior.

É o caminho
Se à primeira interpretação a percepção pode ser de contradição, quando a instituição em crise se anuncia ampliando cursos e captação de alunos, é necessário perceber que a estratégia foca também destruir a tese da quebradeira, que costuma funcionar como o processo do dominó.

Dinheiro público
Números positivos também podem ser percebidos no setor público, especialmente as Câmaras de Vereadores. A campeã de economias em 2017 em relação a 2016 é a Câmara de Siderópolis, em que o índice alcançado supera os 10 por cento: 11,8 por cento. Já em Criciúma também houve economia e apesar do índice ser menor, 0,8 por cento, em valores reais significa valor bem maior.

Siderópolis
O presidente da Câmara de Vereadores de Siderópolis, Franqui Salvaro (PSB) considera que a redução é fruto deum esforço concentrado e da austeridade absoluta. A redução se deu em todos os itens das despesas do poder Legislativo. Detalhe que além de ter sido a Câmara que mais economizou, foi uma das que mais teve atividade de interação com a comunidade local.

Movimentos políticos
De repente o calmo ambiente político de indefinições e espera ficou agitado. Só ontem dois movimentos mais bruscos. No PP o ex-prefeito Márcio Búrigo confirmou que não sai mais da sigla e vai discutir com Daniel Freitas e Lei Alexandre quem será candidato a deputado estadual junto com o atual deputado Valmir Comin. Já a ex-vereador Tati Teixeira deixou o PSD algumas horas após saber que o comando do partido passa ser de Júlio Garcia. Ela foi para o PPS que se vive ausência de candidatura local desde a saída do ex-deputado Altair Guidi e seu filho Ricardo. A movimentação dos indefinidos tem a ver com ensaios que ficaram mais claros em torno da chapa majoritária depois que o ex-deputado Júlio Garcia voltou à política.

APOIO Partindo da teoria propalada na tribuna da Assembleia Legislativa nesta semana pelo deputado Kenedy Nunes (PSD), quem tem tudo para tirar proveito de tomar posição clara é o deputado federal Ronaldo Benedet (PMDB). Kenedy é da tese de que quem for vaiado pelo PT só tem a ganhar. Benedet foi eleito adversário do PT. Por conta disso tem acumulado alguns apoios como a Associação Empresarial de Criciúma.

ASFALTO O vereador Salésio Lima (PSD) discursou na tribuna da Câmara de Vereadores de Criciúma, nesta semana, revelando que as comunidades dos bairros estão aguardando que todas as ruas sejam asfaltados. Alfinetada na propaganda feita pelo governo municipal após adquirir a usina de asfalto.

ESPERANÇA No governo municipal de Criciúma é alimentada a esperança de que assim que Eduardo Moreira assumir o Governo do Estado, determine a transferência do Hospital Materno Infantil Santa Catarina para o Estado, como já é com a maioria dos hospitais infantis de outras cidades.

GIGANTE Criciúma deve lembrar que até hoje o Hospital Materno Infantil São José nunca passou de uma unidade de pronto atendimento com dez leitos de UTI. Tem estrutura física para ser hospital, mas nunca o foi de fato.

HOMENAGEM O deputado estadual Manoel Mota indicou o vice-governador Eduardo Pinho Moreira para receber a maior honraria concedida pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Trata-se da Comenda do Legislativo Catarinense 2017. A entrega vai ocorrer na próxima segunda-feira, dia 20.

QUADRILHAS Vai dar em nada legalmente, mas para o noticiário deu barulho o processo do desembargador Laercio Laurelli e os advogados Modesto Souza Barros Carvalhosa e Luis Carlos Crema, que sugerem a extinção de nove partidos políticos brasileiros. Alegam que: PT, PMDB, PP, PROS, PRB, PC do B, PDT, PR e PSD transformaram-se em quadrilhas.

FRASE DO DIA
“Este sim um plano de ajuste de contas, mas o mais importante é o nosso plano de ampliação das nossas receitas.”
Heitor Wesing Júnior, pró-reitor de administração da Unisul ao falar sobre o cenário financeiro da instituição.


Editorial - Polarização volta ao centro do debate eleitoral

 personJoão Paulo Messer
access_time21/07/2026 - 09:45

A tensão que se desenha no horizonte das eleições de 2026 não é novidade. O que preocupa é a intensidade com que a polarização volta a ocupar o centro da disputa. O primeiro debate promovido pela Rádio Eldorado mostrou, com clareza, o tom que tende a marcar a campanha: o embate entre esquerda e direita supera, mais uma vez, a discussão sobre projetos de governo.

Em vez da apresentação objetiva de propostas, predominam estratégias voltadas à desqualificação do adversário. Ressurgem rótulos, ataques pessoais e, de forma ainda mais preocupante, questionamentos dirigidos a instituições essenciais da democracia, como a urna eletrônica, alimentando um ambiente permanente de desconfiança.

Essa lógica produz um efeito nocivo. O excesso de ruído desloca a atenção da sociedade do verdadeiro desafio eleitoral: conhecer projetos consistentes, metas alcançáveis e soluções para os problemas do país.

Quando a campanha se resume ao desgaste do oponente, perdem espaço temas como saúde, educação, segurança pública, desenvolvimento econômico e infraestrutura. O debate de ideias cede lugar às provocações, enquanto a narrativa passa a valer mais do que o conteúdo.

Os extremos acabam se fortalecendo mutuamente. O confronto alimenta o próprio confronto, reduzindo o espaço para o diálogo e para a construção de alternativas capazes de responder às demandas da população.

Nesse cenário, cresce a responsabilidade do eleitor. O voto exige discernimento, espírito crítico e independência para distinguir discursos de resultados, promessas de compromissos e propaganda de capacidade administrativa.

Tudo indica que 2026 repetirá a polarização observada em 2022. Resta saber se o eleitor permitirá que o barulho político continue abafando o que realmente importa: a competência para governar e a qualidade das propostas apresentadas.

EDITORIAL – Os impactos do tarifaço no voto do brasileiro

 personJoão Paulo Messer
access_time17/07/2026 - 07:10

A economia, muitas vezes, parece um assunto distante, restrito às bolsas de valores, aos bancos centrais e aos gabinetes de governo. Mas não é. Ela entra, silenciosamente, na casa de cada brasileiro.

Quando um país enfrenta barreiras comerciais, como as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o impacto não fica apenas nas planilhas das empresas. Ele chega ao campo, à indústria, ao comércio e, principalmente, ao trabalhador.

Menos exportações podem significar menos produção. Menos produção pode resultar em menos empregos, salários pressionados e famílias obrigadas a rever seus planos.

E, quando a renda diminui, cresce a angústia. Contas deixam de ser pagas, negócios fecham as portas e sonhos são adiados. Em muitos casos, a crise econômica provoca conflitos familiares, aumenta os índices de depressão e ansiedade e, nas situações mais graves, leva pessoas a atitudes desesperadas contra a própria vida.

A história brasileira mostra que grandes crises econômicas também mudaram o rumo da política. Governos perderam apoio popular porque não conseguiram controlar a inflação, combater o desemprego ou recuperar o crescimento. Foi assim em diferentes momentos da nossa história: desde a hiperinflação dos anos 1980, passando pelo processo que culminou no impeachment de Fernando Collor, em 1992, e pela grave recessão de 2015 e 2016, que antecedeu o impeachment de Dilma Rousseff.

A economia tem esse poder: influencia eleições, altera governos e redefine prioridades nacionais. Mas, antes de tudo, transforma a vida das pessoas.

Por isso, toda decisão econômica merece ser analisada com responsabilidade, longe das paixões ideológicas. Afinal, números representam pessoas, famílias e histórias.

A boa notícia é que o Brasil também construiu uma reputação de superação. O brasileiro conhece as dificuldades, aprende a recomeçar, reinventa seu trabalho e encontra caminhos mesmo diante das maiores adversidades.

A nossa história é feita de crises, mas também de recuperação. E talvez seja justamente essa capacidade de levantar depois de cada queda que explique por que o Brasil continua seguindo em frente. Com trabalho, esperança e resiliência, o povo brasileiro costuma encontrar forças para dar a volta por cima.

Editorial - O voto começa antes da urna

 personJoão Paulo Messer
access_time16/07/2026 - 06:30

Com o fim da Copa do Mundo, o foco dos brasileiros se desloca dos gramados para as urnas. Entramos em um período marcado por uma inevitável enxurrada de notícias eleitorais. Mais uma vez, o Brasil parece se comportar como duas grandes torcidas organizadas.

Nesse cenário, surge o risco de enxergarmos o voto apenas como uma arma de ataque. Vale lembrar que ele deve ser, acima de tudo, uma ferramenta de construção. A divergência de ideias não representa uma ameaça. Afinal, ninguém é dono da verdade.

Para não nos tornarmos agentes nocivos ao país, precisamos ter firmeza em nossas convicções. Mas essa firmeza não pode se transformar em uma viseira que nos impeça de olhar ao redor. Não podemos ignorar a realidade nem acreditar que a nossa visão representa unanimidade.

Também é preciso reconhecer que quem pensa diferente possui convicções tão legítimas quanto as nossas. Os dois lados acreditam estar agindo com base nos fatos e na busca pelo melhor caminho. Em uma nação onde paixões políticas já produziram tantas frustrações, a cautela é indispensável.

O momento exige empatia para processarmos o noticiário diário sem nos deixar ferir, nem ferir os outros. A análise dos fatos precisa ser feita com distanciamento, serenidade e, sobretudo, prudência. Em tempos de polarização, prudência deixa de ser apenas uma virtude para se tornar uma necessidade.

Vivemos um tempo em que é preciso interpretar cada informação sem se render às verdades absolutas. Sempre pode existir uma leitura diferente daquela que julgamos inquestionável. A decisão do voto virá depois. A preparação, porém, começa agora, no debate de ideias.

Somente quem está disposto a ouvir o contraditório desenvolve discernimento. Sem disposição para escutar o outro, convicção pode facilmente se transformar em teimosia ou apenas em viés.

Ao observar o cenário eleitoral, é fundamental compreender as razões que levam o outro a pensar de forma diferente. Conhecer o contraditório faz parte do processo de decidir. Afinal, ninguém toma um remédio sem antes conhecer os possíveis efeitos colaterais.

A tolerância é o que diferencia uma sociedade madura de um campo de batalha estéril. Que mantenhamos os nossos valores, mas jamais abramos mão da curiosidade para compreender o pensamento alheio. Respeitar a pluralidade de ideias é o primeiro passo para construir o desenvolvimento que tanto desejamos.

Que, nesta jornada eleitoral que agora ganha intensidade, a empatia prevaleça sobre a raiva, o respeito sobre o ódio e o discernimento conduza cada escolha.

EDITORIAL – A riqueza que nasce da terra

 personJoão Paulo Messer
access_time15/07/2026 - 10:00

Hoje é terça-feira, dia dedicado ao mundo do agro.

Falamos de um dos maiores pilares da economia do Sul de Santa Catarina. Mas essa realidade ultrapassa as fronteiras da região. Santa Catarina e o Brasil têm na terra uma das principais fontes de riqueza, desenvolvimento e geração de oportunidades.

É justamente esse potencial que volta a ganhar evidência entre os dias 12 e 16 de agosto, quando o Centro de Eventos José Ijair Conti receberá mais uma edição da AgroPonte. A feira reúne produtores, empresários, pesquisadores e especialistas em um ambiente que conecta inovação, tecnologia e produção, consolidando-se como uma das principais vitrines do agronegócio catarinense.

O idealizador da AgroPonte, Willi Backes, costuma fazer uma observação tão simples quanto verdadeira: basta olhar ao redor para perceber que tudo, absolutamente tudo, vem da terra.

Não apenas os alimentos. Os equipamentos, as ferramentas, os insumos e boa parte dos produtos que utilizamos diariamente têm origem, direta ou indireta, na riqueza produzida pelo campo.

É essa riqueza que gera empregos, movimenta investimentos e fortalece a economia. A AgroPonte traduz essa realidade ao apresentar a evolução de um setor que continua sendo um dos principais sustentáculos do desenvolvimento regional e nacional.

Editorial - Feira do Livro reafirma que a leitura continua sendo a base da formação humana.

 personJoão Paulo Messer
access_time13/07/2026 - 08:20

Falar de livros ou de uma feira do livro costuma despertar um certo sentimento de nostalgia. Em tempos de telas, algoritmos e informações consumidas em poucos segundos, muitos acreditam que a leitura perdeu espaço para a velocidade. Vivemos cercados por conteúdos rápidos, imagens que se sucedem sem pausa e mensagens que mudam de foco antes mesmo de serem assimiladas. O resultado é uma sociedade cada vez mais informada, mas nem sempre mais preparada.

Olhar para uma feira do livro pode parecer, aos mais céticos, um exercício de saudosismo. O cheiro do papel novo, o movimento entre os estandes, o encontro entre leitores e autores lembram um tempo que muitos insistem em dizer que ficou para trás.

Mas essa percepção está equivocada.

A feira do livro não representa o passado. Ela representa o futuro. O livro continua sendo a mais completa ferramenta de formação do ser humano. Diferentemente do consumo acelerado e fragmentado das redes sociais, a leitura exige tempo, silêncio, concentração e reflexão. É nesse processo que se desenvolvem a empatia, o pensamento crítico e a capacidade de compreender a complexidade do mundo.

Quem lê não apenas conhece histórias. Aprende a interpretar a própria realidade.

Mais do que o ato individual de folhear uma obra, os ambientes onde o livro vive também exercem um papel pedagógico decisivo. Bibliotecas, livrarias e feiras do livro são espaços de formação cidadã. Neles se fortalece a cultura, amplia-se o conhecimento e consolida-se uma sociedade mais consciente, crítica e preparada para o futuro.

Precisamos ocupar esses espaços e garantir que as próximas gerações também tenham a oportunidade de se perder entre as páginas para, finalmente, se encontrarem como cidadãos plenos.

É com esse propósito que, nesta manhã, o Programa João Paulo Messer é apresentado diretamente da Praça Nereu Ramos, no coração da Feira do Livro de Criciúma. Em uma semana marcada por tantos acontecimentos, escolhemos começar daqui para destacar um evento que simboliza conhecimento, cultura e formação.

A Feira do Livro já está aberta ao público e seguirá movimentando a Praça Nereu Ramos nos próximos dias. O convite está feito: visite os estandes, converse com os autores, descubra novas histórias e leve um livro para casa. A informação passa. O conhecimento permanece. E o livro continua sendo o melhor caminho para construir o futuro.

EDITORIAL – Inadmissível lei altera a rotina dos brasileiros

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:50

Enquanto os holofotes da mídia e a atenção da população se voltam para as grandes competições e discussões do momento, uma preocupação profunda segue crescendo, de forma silenciosa, nos bastidores do planejamento familiar e econômico do país. Trata-se dos desdobramentos práticos da recém-aprovada Lei nº 15.421/2026.

Essa legislação, elaborada para estabelecer as diretrizes da Copa do Mundo Feminina da FIFA de 2027 no Brasil, traz em seu texto uma determinação que promete desestruturar a rotina de milhões de brasileiros: a obrigatoriedade de que os sistemas de ensino públicos e privados ajustem seus calendários para que as férias escolares coincidam com o período do evento.

A contradição salta aos olhos quando analisamos a lógica do nosso cotidiano. Não interrompemos nossas atividades habituais para os torneios disputados no exterior, mas o país será obrigado a paralisar suas salas de aula em função de um evento que, embora relevante no cenário esportivo mundial, ainda não possui o mesmo apelo cultural nem a simpatia unânime do povo brasileiro. Impactar, de forma tão drástica, o calendário das cidades e das famílias parece uma medida desproporcional à realidade nacional.

As consequências pedagógicas e logísticas dessa imposição são alarmantes. Para que as redes de ensino consigam cumprir a carga horária e o número mínimo de dias letivos exigidos por lei, haverá uma verdadeira dança das cadeiras no calendário escolar. As instituições precisarão antecipar ou postergar o início e o término das aulas.

Na prática, isso significa que o tradicional descanso de janeiro será severamente encurtado, forçando estudantes e professores a retornarem às salas de aula no auge do verão para compensar os dias parados durante o torneio.

O impacto econômico desse "efeito dominó" será sentido imediatamente pelo setor produtivo, com destaque para o comércio e o turismo das cidades litorâneas e das estâncias turísticas. Historicamente dependentes do movimento das férias de janeiro, esses municípios enfrentarão praias e hotéis esvaziados pela volta precoce às aulas. Famílias terão suas programações de descanso e lazer fragmentadas, enquanto o comércio local amargará prejuízos financeiros difíceis de recuperar.

Sob o manto de um ufanismo esportivo, o Brasil impõe um sacrifício desnecessário à sua população e à sua economia, alterando a rotina de um país inteiro por conveniência de um evento de apenas quatro semanas.

Editorial – Que a vitória do Tigre ontem motive um bom dia

 personJoão Paulo Messer
access_time08/07/2026 - 07:10

Há dias em que tudo parece conspirar a favor. Não por acaso, mas pela forma como escolhemos começar a caminhada. O otimismo tem essa capacidade silenciosa de mudar o ambiente, influenciar decisões e transformar pequenos desafios em oportunidades. É uma postura que contagia e produz resultados.

A vitória do Criciúma na noite de ontem ajuda a explicar esse sentimento. Mesmo diante das dificuldades da partida, prevaleceu a confiança de que o resultado positivo chegaria. A bola insistiu, o time acreditou e o desfecho premiou quem não desistiu. No futebol, como na vida, confiança costuma abrir caminhos que o pessimismo fecha.

O Tigre alimenta o sonho de voltar à elite porque aprendeu a competir acreditando. E essa talvez seja a principal lição que o esporte oferece nesta manhã: grandes conquistas começam muito antes do apito final. Elas nascem na convicção de que vale a pena insistir.

Que essa energia positiva saia das arquibancadas e acompanhe cada um de nós ao longo desta quinta-feira. Quem enfrenta o dia com disposição, esperança e confiança aumenta as chances de transformar dificuldades em vitórias. E, muitas vezes, é exatamente essa atitude que faz toda a diferença.

Editorial de 7 de julho no Programa João Paulo Messer

 personJoão Paulo Messer
access_time07/07/2026 - 08:00

O ano de 2026 caminha para sua segunda metade carregando uma sensação que muitos brasileiros conhecem bem. Durante meses, as atenções estiveram voltadas para a Copa do Mundo, evento capaz de unir o país em torno de uma paixão comum. Como sempre acontece, vieram a esperança, a ansiedade e o sonho de ver a seleção levantar mais uma taça. Mas, para muitos, o resultado acabou ficando aquém das expectativas, deixando aquela conhecida mistura de frustração e de decepção.

Passado o futebol, o foco nacional muda rapidamente. As conversas deixam os gramados e chegam às ruas, às redes sociais e aos palanques. É tempo de eleições. Começa outra disputa, desta vez pelo voto, marcada por promessas, debates, confrontos e pela expectativa de novos rumos para o país e para os estados.

Entre uma Copa do Mundo e um processo eleitoral, o calendário de 2026 ainda reúne um número significativo de feriados. Somado a isso, o cenário econômico continua cercado de incertezas, exigindo cautela de empresários, trabalhadores e investidores. Não faltam motivos para quem classifique este como um ano difícil ou até mesmo como um período parcialmente perdido.

Mas essa não precisa ser a conclusão. Os anos não são iguais para todos. Enquanto alguns esperam que as circunstâncias mudem, outros decidem fazer diferente. Em qualquer ambiente, sempre haverá espaço para quem busca oportunidades, investe em conhecimento, trabalha com disciplina e transforma dificuldades em aprendizado.

O tempo funciona como uma grande peneira. Ele separa os que desistem diante dos obstáculos daqueles que persistem apesar deles. Permanecem os que acreditam, os que inovam, os que se reinventam e os que compreendem que o sucesso raramente depende apenas das condições externas.

Que 2026 seja lembrado não pelas interrupções do calendário, nem pelas decepções do futebol ou pelas disputas da política, mas pela capacidade de cada um de construir resultados mesmo em um ambiente desafiador. Afinal, os bons não são apenas aqueles que sobrevivem às adversidades. São aqueles que conseguem transformar cada dia em uma oportunidade de crescer, produzir e fazer a diferença.

Editorial - A decepção começa quando a esperança ignora os fatos.

 personJoão Paulo Messer
access_time06/07/2026 - 09:00

Antes do apito inicial, o brasileiro já havia escolhido acreditar. Não porque a seleção inspirasse confiança, mas porque, por aqui, a esperança costuma falar mais alto do que a realidade.

Ignoramos os sinais de fragilidade técnica, transformamos desejo em diagnóstico e apostamos no improvável como se fosse destino. A eliminação para a Noruega apenas confirmou o que muitos preferiram não enxergar.

O mesmo acontece fora dos gramados. Acreditamos na promessa da picanha, no milagre econômico, na solução fácil e no discurso salvador. Criamos expectativas sobre promessas que raramente resistem ao teste da realidade.

Quando a conta chega, ela vem acompanhada da mesma frustração do apito final. O problema não está em sonhar, mas em substituir o pensamento crítico pela esperança cega.

Talvez a maior derrota do brasileiro não esteja no futebol, mas no hábito de acreditar mais no improvável do que nas evidências. A Copa apenas tornou essa lição impossível de ignorar.

Editorial: Abrir ou não as portas do comércio de rua em dia de jogo do Brasil

 personJoão Paulo Messer
access_time26/06/2026 - 07:10

Na próxima segunda-feira, a seleção brasileira entra em campo contra o Japão por uma nova e decisiva fase da Copa do Mundo. Marcada para as 14h, a partida mexe profundamente com a rotina das cidades e reacende um antigo dilema entre os lojistas: abrir ou fechar as portas durante o jogo?

Manter o comércio funcionando tem seus prós e contras. Pelo lado positivo, bares, restaurantes e lanchonetes veem o faturamento disparar com torcedores reunidos. Lojas que instalam telões também podem atrair clientes de última hora.

Por outro lado, para o comércio tradicional de rua e os shoppings, o movimento de compras despenca drasticamente no horário do jogo, gerando custos operacionais que mal se pagam. Além disso, liberar os funcionários ou fechar mais cedo funciona como um forte elemento de motivação e engajamento da equipe.

Essa indecisão altera completamente a dinâmica do cidadão. Quem precisa resolver pendências na rua ou fazer compras enfrenta bancos fechando mais cedo, repartições públicas em esquema especial e um trânsito caótico nas horas que antecedem o apito inicial. Seja pela folga negociada ou pelo "olho na tela e outro no balcão", a segunda-feira testará a capacidade de adaptação do comércio e dos trabalhadores.

A Copa do Mundo é mais um evento a revelar o novo jeito de acompanhar o que acontece

 personJoão Paulo Messer
access_time25/06/2026 - 07:10

A Copa do Mundo também está mostrando uma mudança no jeito de consumir futebol. O fenômeno liderado por Casimiro Miguel transformou transmissões em grandes eventos de entretenimento, aproximando públicos que talvez não acompanhassem os jogos pelos meios tradicionais. A linguagem é mais leve, espontânea e conectada com a dinâmica das redes sociais.

Por outro lado, esse modelo costuma privilegiar a reação imediata, o meme e o corte viral. Há menos espaço para análises aprofundadas, contextualização histórica, apuração e debates mais técnicos que, tradicionalmente, fazem parte do trabalho de rádios, jornais e emissoras especializadas. São propostas diferentes, cada uma atendendo a um público e a uma expectativa.

Essa tendência, aliás, não se limita ao futebol. O ambiente digital parece premiar, cada vez mais, o impacto instantâneo. Em diversos temas da vida pública, inclusive na política, a capacidade de gerar engajamento muitas vezes recebe mais atenção do que a apresentação detalhada de ideias, projetos ou propostas. Em um cenário dominado por algoritmos, visualizações, compartilhamentos e cortes de poucos segundos, o alcance de uma fala frequentemente ganha mais destaque do que a profundidade do seu conteúdo.

A Copa, nesse sentido, acaba sendo um reflexo de uma transformação maior: a disputa pela atenção passou a ser tão importante quanto a própria informação. E, talvez, o grande desafio seja encontrar o equilíbrio entre entretenimento, alcance e qualidade de conteúdo.

Editorial de hoje chama a atenção para o fato de termos desunião, e não aquilo que a Fifa anunciava.

 personJoão Paulo Messer
access_time24/06/2026 - 09:00

Hoje, a Gazeta do Povo, de Curitiba, revela em texto editorial uma leitura interessante sobre a Copa do Mundo de 2026. Basicamente, a interpretação de que aquilo que deveria ser a celebração máxima da união global pelo futebol virou o espelho de um planeta profundamente fatiado. Três países-sede que prometeram uma festa integrada mal conseguem disfarçar suas próprias fraturas geopolíticas.

A quebra de protocolo inédita, com três cerimônias de abertura distintas, já dava o tom do que viria fora das quatro linhas: um choque cultural e burocrático disfarçado de diplomacia.

Enquanto a bola rola, o verdadeiro jogo acontece nos bastidores do controle de fronteiras.

Os Estados Unidos, sob o pretexto de segurança nacional, impuseram restrições migratórias severas que sabotaram a logística da seleção do Irã, negaram vistos a dirigentes e até tentaram barrar torcedores, transformando o esporte em extensão de seus conflitos no Oriente Médio.

Nesse tabuleiro paranoico, até a arbitragem virou alvo, com o veto ao árbitro somali Omar Abdulkadir por supostas ligações terroristas. Do outro lado da fronteira, o Canadá adotou sua própria postura de tribunal moral global, barrando o ganês Thomas Partey por acusações criminais em Londres e quase banindo o marfinense Elye Wahi por suspeitas na França.

Enquanto isso, o México, em um contraponto irônico, manteve suas portas abertas, escancarando a total falta de sintonia entre os organizadores. O futebol, que historicamente parava guerras, hoje é refém de liminares, liberações de última hora e revogações de vistos.

No fim das contas, a verdade é que o mundo contemporâneo simplesmente não segue mais as lógicas tradicionais. A velha ilusão de que grandes eventos esportivos possuem o poder de harmonizar diferenças e criar uma “trégua olímpica” foi completamente desintegrada.

Hoje, o pragmatismo político e o medo geopolítico engoliram a cooperação internacional. O que rege as relações entre as nações não é mais um planejamento diplomático coerente ou o espírito de integração esportiva, mas sim um cabo de guerra ideológico, onde fronteiras geográficas se tornam barreiras intransponíveis e o caos burocrático dita as regras do espetáculo.

Editorial: Tempo de solidariedade e participação nas campanhas do agasalho

 personJoão Paulo Messer
access_time23/06/2026 - 07:50

O inverno chegou. Com ele, vêm o desconforto, as manhãs mais difíceis para acordar e sair de casa e o frio que, muitas vezes, parece doer. Mas, à medida que os dias ficam mais gelados, também se renova o nosso compromisso com o bem-estar coletivo.

A queda das temperaturas nos convida ao aconchego dos nossos lares, mas também nos alerta para a realidade daqueles que enfrentam a vulnerabilidade social e não possuem o básico para se aquecer. É nesse cenário que a participação nas campanhas do agasalho se torna um gesto urgente de solidariedade e amor ao próximo.

Olhar para o guarda-roupa e desapegar daquele casaco, cobertor ou peça de roupa que já não utilizamos pode parecer algo simples, mas carrega o potencial de transformar e até salvar vidas durante as noites mais rigorosas do inverno.

A solidariedade é, historicamente, uma das marcas mais bonitas da população da nossa região. Sempre que fomos chamados a estender a mão, respondemos com generosidade e empatia.

Por isso, há motivos para acreditar que as campanhas deste ano terão mais uma vez grande participação da comunidade. Cada doação representa um abraço em forma de tecido, capaz de aquecer não apenas o corpo, mas também a esperança de quem recebe.

Não espere o frio se intensificar para agir. Procure um ponto de coleta e faça a sua parte. Juntos, podemos fazer com que o calor da solidariedade seja mais forte do que qualquer baixa temperatura.

Editorial do Programa João Paulo Messer foi transmitido diretamente do campus universitário

 personJoão Paulo Messer
access_time22/06/2026 - 11:10

Na manhã desta segunda-feira, 22 de junho de 2026, o Programa João Paulo Messer foi realizado diretamente do campus da Unesc, em uma edição especial dedicada aos 58 anos da Universidade do Extremo Sul Catarinense. A data serviu não apenas para celebrar a trajetória da instituição, mas também para refletir sobre sua contribuição ao desenvolvimento econômico, social e cultural do Sul de Santa Catarina.

Ao longo de quase seis décadas, a universidade consolidou-se como uma das principais forças transformadoras da região. Desde os tempos da Fucri até a estrutura universitária atual, a Unesc construiu uma identidade baseada no compromisso comunitário, mantendo uma conexão permanente com as necessidades da sociedade.

Durante a transmissão especial, a pró-reitora de Ensino, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou a importância desse modelo de gestão e da proximidade com a comunidade. Segundo ela, a universidade mantém-se em constante evolução para responder às demandas que surgem na região, transformando conhecimento em soluções práticas para os municípios do Sul catarinense.

Esse modelo assegura que os recursos gerados sejam integralmente reinvestidos em ensino, pesquisa, extensão e infraestrutura. O resultado aparece no fortalecimento de serviços gratuitos oferecidos à população, como as clínicas integradas de saúde, os projetos de extensão, a assistência jurídica e as iniciativas voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

A relevância da Unesc também se reflete além dos limites da região. Durante a entrevista, a secretária de Estado da Educação e reitora licenciada da instituição, Luciane Bisognin Ceretta, ressaltou o papel de vanguarda exercido pela universidade no cenário catarinense. Para ela, a experiência construída ao longo de décadas por uma universidade comunitária tornou-se referência para ampliar oportunidades educacionais e contribuir para o desenvolvimento do estado.

Mais do que formar profissionais qualificados, a Unesc desempenha papel estratégico na retenção de talentos, no fortalecimento da economia regional e na construção de soluções para os desafios contemporâneos. Ao celebrar seus 58 anos de história, a universidade reafirma sua vocação de transformar conhecimento em desenvolvimento e de continuar sendo protagonista no futuro do Sul catarinense.

Defesa Civil acelera medidas preventivas diante do alerta climático

 personJoão Paulo Messer
access_time18/06/2026 - 09:45

A iminente formação e o avanço do fenômeno climático El Niño acenderam o sinal de alerta em Santa Catarina. Com previsões indicando aumento expressivo no volume de chuvas, temporais intensos e riscos elevados de enchentes e deslizamentos durante o inverno e nos meses seguintes, os municípios catarinenses correm contra o tempo para reforçar suas estruturas de prevenção.

O próprio Governo do Estado oficializou um decreto de alerta climático com validade de 180 dias, mobilizando órgãos estaduais e municipais para reduzir os impactos de possíveis desastres naturais.

No Sul catarinense, a preocupação já se traduz em ações concretas. Em entrevista concedida nos estúdios da Rádio Eldorado, integrantes da linha de frente da Defesa Civil de Criciúma — o diretor Fred Gomes, ao lado de Tadeu Vassoler e Guilherme Alexandre Colombo — detalharam o plano de contingência que vem sendo executado no município para minimizar os efeitos do fenômeno sobre a população.

Plano de ação em Criciúma

Segundo a equipe, os trabalhos estão concentrados em três frentes principais, priorizando medidas preventivas antes que os volumes de chuva atinjam níveis críticos.

A primeira delas é o desassoreamento e a limpeza de rios e córregos. Entre as ações em andamento está a manutenção preventiva do Rio Sangão e de diversos cursos d’água que cortam a cidade. A retirada de sedimentos, entulhos e árvores caídas busca garantir melhor vazão e reduzir o risco de alagamentos em áreas historicamente vulneráveis.

Outra frente é o monitoramento aéreo e o mapeamento das bacias hidrográficas. Recentemente, a Prefeitura de Criciúma e a Defesa Civil realizaram um sobrevoo técnico com apoio do SAER Sul para avaliar as condições de rios e áreas estratégicas, incluindo trechos das bacias dos rios Mãe Luzia e Araranguá. O objetivo foi identificar pontos críticos de vazão e acúmulos irregulares de resíduos que possam comprometer o escoamento da água durante períodos de cheia.

A terceira frente envolve o treinamento e a preparação das equipes. O município realizou recentemente um grande simulado de gestão de desastres e mantém programas permanentes de capacitação, incluindo treinamentos voltados a profissionais da área da educação para atuação em situações de emergência.

Durante a entrevista, os representantes da Defesa Civil também reforçaram a importância da participação da comunidade. O descarte irregular de lixo continua sendo apontado como um dos principais agravantes das cheias urbanas, devido à obstrução de bueiros e canais de drenagem.

Outro ponto destacado foi o combate às fake news. A orientação é para que a população acompanhe alertas e informações apenas pelos canais oficiais da Defesa Civil, da Prefeitura de Criciúma e do Governo do Estado.

Com apoio da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), Criciúma busca fortalecer sua capacidade de resposta e proteger a população diante dos desafios que o El Niño historicamente impõe ao Sul do Brasil.