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Equipe de Eduardo Baptista realiza treino técnico e tático no CT e trata Taça Acesc como prioridade após ausência inédita no torneio nacional

Editorial: abertura do Programa João Paulo Messer desta quarta-feira (29)

access_time29/04/2026 - 06:30

Fonte: Produção

Nesta semana, reacenderam na memória os episódios de 8 de janeiro de 2023, casos absurdos tanto pela forma como foram cometidos quanto pelas consequências impostas. Observados no contexto do Brasil, revelam uma página inquietante da nossa história recente.

Ao comparar as penas aplicadas aos envolvidos nesses atos com aquelas destinadas a crimes cometidos por agentes de colarinho branco, sobretudo por figuras do alto escalão, o contraste expõe um país que tem motivos para se envergonhar. Escancara-se a forma desigual com que o Brasil trata os seus.

O fato é que, seja no orçamento ou nas leis, o país foi capturado por um grupo de poder que nasce, em grande parte, das próprias escolhas eleitorais. Eleitos sob a confiança do voto, homens e mulheres passam a agir como se pudessem se apropriar daquilo que pertence à coletividade, a democracia e a liberdade.

Casos como o da mulher que escreveu “Perdeu, Mané” com batom na estátua da Justiça, em frente ao Supremo Tribunal Federal, ganharam enorme repercussão. Ela foi enquadrada em crime grave, com pena que supera 15 anos de prisão, em um país onde delitos como homicídio qualificado ou tráfico internacional de drogas, por vezes, recebem punições menores. Condenar uma pessoa sem antecedentes e sem uso de armas a 17 anos de prisão levanta questionamentos sobre proporcionalidade.

Há ainda episódios que ampliam o debate. Um deles é a morte, no Complexo da Papuda, de um homem conhecido como Clesão. Em Santa Catarina, um idoso de 71 anos foi condenado à prisão por doar R$ 500 para custear ônibus de manifestantes a Brasília. Já nesta semana, Fátima de Tubarão obteve o direito à prisão domiciliar após condenação de 17 anos.

A sucessão de casos alimenta a percepção de que há distorções na aplicação da Justiça. Declarações de autoridades, ainda que contestadas ou fora de contexto, acabam reforçando a ideia de distanciamento entre o poder e a sociedade.

Aos poucos, consolida-se a impressão de que parte das estruturas de poder se coloca acima da lei. Por conveniência, e muitas vezes por sobrevivência, forma-se uma casta que, ao alcançar determinadas posições, se isola, torna-se imune e distante das dificuldades que afetam a maioria da população.

Nesse cenário, cresce a sensação de que a promessa constitucional de igualdade perante a lei não se concretiza na prática.


Coluna de Terça-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time26/09/2017 - 17:00


Recepção do governador
O vice-governador Eduardo Moreira foi recebido com banda de música ao chegar à Criciúma, ontem à noite, para encerrar agenda que cumpriu pelo Sul do Estado. Passou o dia assinando ordens de serviço, anunciando novos recursos e até a solução que recoloca em funcionamento o helicóptero do SAER, parado há uma semana e meia. O ambiente ocorreu em sintonia com a ideia da importância da região manter um representante no governo. Descartou qualquer relação da sua agenda com o movimento encampado pelo prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon, de o Sul reivindicar a candidatura dele ao Governo do Estado em 2018. Moreira preferiu falar em desejo de concorrer ao Senado. Repetiu a fala antecipada semana passada à colega Karina Manarin, quando veio para um evento na Rádio Eldorado.


É o assunto
A entrevista coletiva com Eduardo Moreira girou em torno da necessidade do Sul reconhecer o papel que um governador ou vice-governador pode representar. Mesmo assim ele reiterou que o seu candidato ao Governo do Estado é o deputado federal Mauro Mariani.


Bônus
Além da entrega de R$ 1,6 milhão em recursos para Escolas Estaduais da região, foi anunciado reforço de R$ 2 milhões. Este último dinheiro será liberado em breve.


Invasão içarense
Apesar do principal ato do vice-governador Eduardo Moreira ter sido em Criciúma, ontem à noite, a força política mais representativa era de Içara. Isso porque foi entregue à Setep a ordem de serviço para repavimentação da SC-445, rodovia toda ela no perímetro de Içara.


Vazamento
A ARESC, que é a agência reguladora do serviço de água e esgoto em Criciúma, lança hoje um aplicativo pelo qual o cidadão vai comunicar vazamentos de água e acompanhar a restauração do problema. O ato de lançamento ocorre na capital às 14h. O vereador Júlio Kaminski, presidente de uma comissão especial da Câmara de Criciúma, que discute a questão da tarifa e da qualidade do serviço da Casan vai participar do ato.


Segue estudando
A empresa inglesa Deloid segue o trabalho que apura o custo da água e esgoto cobrado em Santa Catarina. O resultado já deveria ter sido entregue. Criciúma é uma as cidades catarinenses que aguarda o resultado. Só então vai discutir a possibilidade de criar outro modelo de fiscalização com uma agência reguladora própria ou sugerir a renovação do contrato com a agência atual.


Espetáculo
O discurso do ator da rede Globo, Luiz Carlos Vasconcelos (Palhaço Xuxu), feito durante o Festival Nacional de Teatro Revirado, ainda reverbera nas redes sociais. São quase 2,5 mil visualizações, onde ele chama atenção para o Festival e pede reflexão. "O evento é uma escola periódica, onde artistas se reúnem, publico é formado e a sensibilidade é refinada".


Julgamento
O Tribunal Regional Eleitoral julga hoje, por infidelidade partidária, o segundo suplente de deputado Nilson Gonçalves (30.702 votos). Elegeu-se pelo PSDB, mas desfilhou-se. Atualmente está na Assembleia na vaga do deputado eleito Vicente Caropreso, que está na Secretaria de Saúde.


Hospital pronto para abrir
A crise financeira na Saúde retarda a abertura do Hospital São Marcos de Nova Veneza. Os documentos exigidos pela Secretaria de Estado da Saúde junto ao município foram entregues ainda no mês de agosto. A alegação da é que todos os técnicos estão envolvidos na análise dos documentos das comunidades terapêuticas. Por isso a avaliação de documentos do hospital de Nova Veneza será feita “possivelmente” em outubro. Enquanto isso o hospital segue atendendo apenas o Pronto Socorro. Quando liberar o Hospital São Marcos, o Estado terá que repassar cerca de R$ 210 mil mês mais a chamada produção, o que significa algo em torno de R$ 100 mil. Hoje o hospital recebe apenas R$ 110 mil pagos todos os meses pela prefeitura para o Pronto Socorro e os seus 50 leitos seguem desocupados.

POLÊMICA
O vereador Daniel Freitas, de Criciúma, é autor de um projeto que já está dando o que falar. O projeto de lei 130/2014 institui na rede municipal de Criciúma a Escola sem partido. Restringe o debate de questões como ideologia de gênero. Nas redes sociais já existe reação. A matéria ainda está sob análise interna na Câmara.

HOMENAGEM
ACâmara de Vereadores de Criciúma faz hoje à noite mais uma justa homenagem. Moção de aplauso a Laerte Mattos, que após mais de três décadas atuando na Justiça Eleitoral de Criciúma, como chefe de cartório, aposentou-se. A proposta é do vereador Ademir Honorato.

MUDANÇA
Gelson Fernandes anunciou ontem que está fora do PDT, sigla que presidiu por um longo período. Foi para o PDT em 2005, quando era vice-prefeito após eleger-se pelo PMDB junto com Anderlei Antonelli. É grande a probabilidade de ir para o PSB a convite do empresário Henrique Salvaro.

LULA AQUI
O deputado estadual Dirceu Dresch confirmou ontem que o ex-presidente Lula virá à Santa Catarina antes do final do ano. A informação foi recolhida no na reunião da Executiva nacional, que ocorreu em São Paulo no fim de semana.

VEREADORES
A Câmara de Vereadores de Içara suspendeu a sessão ordinária de ontem para prestigiar a agenda do vice-governador Eduardo Moreira em Criciúma. Já na Câmara de Vereadores de Criciúma a pauta carregada foi mantida.

DESAGRADOU
A agenda do vice-governador Eduardo Moreira não agradou os içarenses. O porta-voz da insatisfação foi o prefeito Murialdo Gastaldon, que lamentou o fato do ato de revitalização da SC-445 (rodovia de Içara) ter sido feito em ato em Criciúma.

FRASE DO DIA
“Eu acho este movimento dos peemedebistas do sul legítimo, mas não podemos criar um movimento de divisão. Meu candidato a governador é o Mauro Mariani, mas acho que temos que ter calma.”
Eduardo Moreira, vice-governador do Estado respondendo a questionamentos sobre o movimento peemedebista do sul por sua candidatura a governador.

Um texto que vale a pena ler (de Willy Backes)

 personJoão Paulo Messer
access_time24/09/2017 - 20:35

Ao cidadão não é permitido julgar, pois não lhe é cabida a suprema sabedoria, não advoga pois não lhe é reconhecida a diplomação, não evangeliza pois é apenas um no rebanho conduzido por cajado empunhado por apóstolo candidato a santidade, pois só a estes é creditada a auréola.

Aos comuns não é possível proibir que pense, dialogue, reflita, analise e que por fim faça uso do bom senso. Por mais artigos, cláusulas e regulamentos que sejam estatutários, o bom senso produz o melhor teor dos julgamentos e adequado na maioria das resoluções.

Aos que acompanham nas últimas décadas as presenças e atuações de suas organizações e entidades constituídas e representativas, sente as dimensões penosas para a prática imutável da cidadania.

É fácil, até é atitude acomodada, acusar o Congresso Nacional e demais posições e ocupações políticas, de todos os males percebidos na face da terra. Essa gente é acusada de tudo, até quando chove por demais ou se a secura é em excesso.

Enquanto os quadros das formações das representações políticas recebe no lombo a chibata de todos os males, na sua maioria por justas razões, paralelamente outras entidades e organizações, mesmo que entrelaçadas com os executivos e legislativos, promovem o (des) caráter dos propósitos embrionários.

É desconcertante e deseduca ouvir e ler os pareceres, opiniões e conceitos emitidos pelo Conselho Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, principalmente quando os temas abordados são a política e economia nacional. Omissão absoluta quando se trata de educação e família, temas fundamentais para formação do ser e da sociedade.

Ao CNBB é recomendável retornar a fazer uso das cores neutras originais e a flexão humilde no confessionário.

Da mesma forma, questionável, mesmo que vindo de um amador, o comportamento ideológico e biruta da Ordem dos Advogados do Brasil, com longa e importante história, iniciada em 18 de Novembro de 1930. A Entidade nacional ora presidida pelo Dr. Claudio Pacheco Prates Lamachia, vai conforme lhe são favoráveis os ventos. Horripilante a última de suas muitas controvérsias. Disse, em nome da Ordem, não ser possível e democrático que os diálogos entre criminosos presos e seus advogados sejam gravados, em nome da segurança da sociedade. É público e notório que o crime organizado preso e condenado, faz uso do celular e dos pombos correios, advogados, para determinar ações criminosas contra a indefesa sociedade e forças policiais.

Da mesma forma e tão grave é verificar que principalmente a política no Brasil está judicializada e ou justicializada. No popular, tudo está para decisão de um juiz ou de colegiado de togados. Pensar em juízes logo vem o retrato da composição do Supremo Tribunal Federal. Há razões para paixões, desconfianças, certezas e descréditos. Como se formassem um time de futebol, com participantes contratados.

Nas sociedades antigas, tradicionais e como é nas famílias, os componentes mais velhos, experientes e sobreviventes, respeitosamente são indagados nos entreveros e na base de seus conhecimentos e experiências, orientam, corrigem e aconselham. Quando necessário, determinam.

Convenhamos, é absolutamente irracional abrir mão prematuramente do conhecimento e experiência de passantes do STF, substituídos por iniciantes sob dúvidas comportamentais.

Ex-ministros do STF ainda em atividades advocatícias: Sidney Sanches, Ayres Britto, Eros Grau, Nelson Jobim, Ellen Gracie e Joaquim Barbosa. Outros em atividades similares e com contribuição social: Luiz Octávio Gallotti, Cezar Peluso, Sepúlveda Pertence, Carlos Velloso e Francisco Rezek.

Convenhamos: que animador e inspirador conselho jurídico o Brasil está desprezando e desperdiçando!!! Esses Doutos e Oniscientes deveriam estar pensando o Brasil, quanto as reformas jurídicas, previdenciárias e políticas.

Texto – Willi Backes.

Coluna de Segunda-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time24/09/2017 - 19:13

Questão de honra do Governo
A sessão de hoje na Câmara de Vereadores de Criciúma se transformou em um teste à força política do governo municipal. Depois de estrear a legislatura perdendo a eleição da Mesa Diretora, num projeto que era para manter a Câmara sob o domínio do Executivo, o prefeito Clésio Salvaro vem enfrentando outras sucessivas derrotas. Hoje deve ser votado um projeto que mexe na honra do núcleo duro da administração. Trata-se do projeto que impede vereador eleito assumir cargo no Executivo. Para fazê-lo o vereador eleito precisa renunciar. Se a matéria for aprovada (necessita de 12 dos 17 votos) o principal Secretário, Arleu da Silveira terá que renunciar ou voltar à Câmara.

Os votos
A Câmara de Vereadores de Criciúma tem 17 vereadores. Projetos que necessitam de votação “qualificada” precisam de 12 votos (dois terços), enquanto a maioria simples é de nove votos (metade mais um). Isso significa que para derrubar o polêmico projeto de dois terços o prefeito necessita apenas de seis votos contrários. Isso deixaria a oposição com apenas 11 votos, um menos que o necessário.

Força do governo
No início do ano o governo tinha oito votos. Eram cinco do PSDB e três do PSD. Depois disso o prefeito foi buscar no chamado Grupo dos Nove, o voto de desiquilíbrio a seu favor. Entregou a liderança de governo ao vereador Jair Alexandre (PSC). Perdeu, porém, outros votos que eram seus e na prática nunca conseguiu a maioria.

Aplaudidos
Cena pouco comum foi vista no show baile dos 40 anos da Banda Matusa, sexta-feira à noite. Dois vereadores discursaram (Júlio Colombo e Zairo Casagrande) e outros cinco subiram no palco. Havia receio de vaia, pelo contrário, foram aplaudidos. Afinal, homenagearam os ídolos da banda.

Compareceram
Estiveram na homenagem à Banda Matusa os vereadores: Julio Colombo, Zairo Casagrande, Daniel Freitas, Ademir Honorato, Miri Dagostim e Salesio Lima.

Na estrada
O deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) reuniu, sábado em Criciúma, cerca de 300 lideranças para o que ele anunciou como uma prestação de contas do mandato. Ele trouxe apoiadores de cerca de 60 municípios. Chamou atenção que líderes de outras siglas (PP, PMDB, PSDB, PSD, PTB e PT) estiveram no evento.

Anfitrião
O vice-prefeito de Nova Veneza, Zé Spillere se esmerou ao máximo para bem receber o deputado estadual Milton Hobus, que veio à cidade do sul a fim de participar de um encontro de motociclistas. Até uma palestra Zé organizou para o correligionário.

Sem lua de mel
Recém-casado, o vice-governador Eduardo Moreira começa logo cedo a trabalhar nesta segunda-feira. Ele começa suas atividades com ato de entrega de ordens de serviço em cinco municípios. Começa por Tubarão, passa por Braço do Norte, Jacinto Machado, Balneário Rincão e termina em Criciúma. O ato de Criciúma será às 19h30min na sede da ACIC, com ordens de serviço para obras em 13 escolas da regional e ordem de serviço para repavimentação da SC-445.

A IMAGEM Nenhuma foto foi mais vista por quem gosta de política no sul do Estado, que a postada pessoalmente pelo vice-governador Eduardo Moreira sua página do facebook, neste domingo. A cena é do seu casamento com a advogada Nicole Rocha, em cerimônia religiosa realizada na Igreja Santo Antônio dos Anjos em Laguna.

PROJEÇÕES Nos bastidores da Assembleia Legislativas existem “desenhos” da próxima legislatura com alguns cenários quase unânimes, entre os tidos mais bem informados. Um destes raciocínios é de o atual desembargador do TCE, Júlio Garcia volte a ocupar uma cadeira no legislativo.

LÍDER Ante um cenário com tamanha ausência de líderes, o retorno de um personagem como Júlio Garcia à Assembleia Legislativa permite prever que ele volta com perfil de quem já vem ocupando cadeira de presidente. São conjecturas, mas com uma boa dose de lógica.

REALOCADO Se confirmar os prognósticos políticos de hoje, o atual deputado estadual José Nei Ascari teria acento assegurado no Tribunal de Contas do Estado, na cadeira do seu padrinho político Júlio Garcia.

MAIS ACIMA Há de considerar, ainda, que o nome de Júlio Garcia já andou na lista de prováveis para uma chapa majoritária. Em Criciúma, por exemplo, antigos cabos eleitorais circulam estampando o desejo de vê-lo na majoritária.

GOVERNADOR No bate papo do café em Criciúma a leitura é de que mais do que nunca Eduardo Moreira articula para ser candidato a governador. E a percepção está ligada à lógica. Eduardo casou-se neste fim de semana. Isso gera outra expectativa em qualquer homem.

LÓGICA Ah se acertar na Mega Senna fosse tão fácil como acertar que este ensaio de disputa interna para eleição do presidente do PMDB de Criciúma dura no máximo até a véspera da eleição. Hoje tem dois candidatos. Na hora do voto haverá consenso.

FRASE DO DIA
“Sim, eu aceito...”
Eduardo Pinho Moreira, respondendo ao padre que celebrou o seu casamento com a advogada Nicole Emiliana Torret Rocha.

Coluna de Fim de Semana

 personJoão Paulo Messer
access_time23/09/2017 - 22:45

Prefeituras raspam caixa
Na semana que vem deve ser retomada com toda intensidade a mobilização para as prefeituras buscar os recursos de depósitos judiciais que estão sob a guarda do Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Após algumas reuniões entre o presidente do TJSC e o governador, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina encaminhou à Assembleia Legislativa um projeto de lei para permitir que o Estado e os municípios usem este dinheiro para o pagamento de precatórios. A ideia foi lapidada pelos prefeitos do sul do Estado, liderados pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro. Se aprovada pelos deputados, a proposta autoriza transferência de até 20 por cento do saldo de depósitos judiciais para a quitação desses débitos.

Apertando o cinto
O prefeito Dimas Kammer, de Forquilhinha, foi o primeiro a falar no assunto. Todos os demais prefeitos da região devem entoar o canto da crise. Aconselhados pelos Secretários Municipais de Fazenda, os prefeitos terão que suspender algumas obras e cortar pessoal. Nenhuma prefeitura parece ser exceção. No segundo semestre, historicamente, cai o retorno de tributos. Falta dinheiro. Quem não fizer isso não fecha as contas.

Correção feita
Nesta semana os vereadores aprovaram, em duas votações, a lei que altera a cobrança do ISS. Havia alerta de que o texto original impactaria em aumento do Imposto Predial Territorial Urbano em vários casos. Foi feita uma emenda alterando a fórmula de apuração do Valor Venal dos Imóveis para fins de tributação do IPTU, o que evita aumento do tributo sobre a propriedade, para essa determinada classe de contribuintes.

Já foi aliado
Em mais uma demonstração de que a bancada do PSDB está longe do alinhamento com o Paço Municipal, o vereador Salesio Lima (PSD) chegou a questionar o prefeito sobre a morte de um vigilante que fazia a segurança na sede da prefeitura. O caso foi elucidado pela polícia e os autores presos. No pedido o vereador cobrou até a relação do que foi roubado no local.

Santa Catarina
Esta foi uma semana para Santa Catarina. Além de o Estado ter subido de posição no Ranking de Competitividade, o saldo de empregos no mês de agosto mostra que geramos mais de seis mil vagas. Os dados são do Cadastro Geral de Empregos. As novas vagas com carteira assinada comprovam que o Estado está se recuperando da crise e retomando a economia.

Partes contestam nota da coluna
Houve reação e contestação veemente à informação publicada pela coluna na edição desta sexta-feira sobre um suposto Termo de Ajustamento de Conduta, que seria ingrediente às causas que levaram à decisão de fechamento da unidade. Um contato prévio da empresa demonstrou estranheza sobre a nota e o Sindicato dos Trabalhadores da Alimentação foi enfático em negar a veracidade da informação. A fonte da coluna reforçou ao longo do dia a informação, sem no entanto apresentar mais detalhes do termo. A coluna está buscando mais informações no Ministério Público à respeito. Assim que houver confirmação ou negativa, o reparo à nota ou algum ajuste será feito a bem da verdade.

INTERDIÇÃO O Sindicato dos Trabalhadores na Alimentação informou que em 2015 a empresa foi notificada pelo Ministério do Trabalho a fazer uma série de ajustes, inclusive para evitar risco de vazamento de amônia. Nada teria sido feito.

AVALISTA A unidade JBS de Morro Grande fechou em 2015 por duas semanas até que o sindicato dos trabalhadores avalizou a promessa de que as obras seriam feitas.

VENEZA A mesma exigência de reparos exigidos pelo Ministério do Trabalho na unidade de Morro Grande, feita à unidade de Nova Veneza, que na ocasião também fechou por dois dias. Nesta última, porém, os reparos foram feitos.

BAILE Na noite desta sexta-feira a Câmara de Vereadores de Criciúma fez homenagem à Banda Matusa, que comemorou os seus 40 anos em show no centro de eventos AM Master Hall. A autoria da homenagem foi do vereador Zairo Casagrande.

DELEGADO Episódio do SAER, nesta semana, reforçou o que já se suspeitava nos bastidores da área de Segurança Pública do Estado. O delegado Marcos Ghizoni vai assumir a Delegacia Geral da Polícia Civil no final do ano, quando o atual titular Artur Nitz, deve sair. Ghizoni estaria com um pé em cada canoa. Com o Secretário César Grubba como técnico e com Eduardo Moreira como cargo político.

FRASE DO DIA
“Consultei o meu Secretário de Saúde e ouvi dele que o raciocínio de que nos aceitemos a proposta do prefeito Clésio (Salvaro) para contribuir com o Hospital Santa Catarina não é tão simples. Nós em Forquilhinha também fizemos atendimento de pessoas de Criciúma e não são poucos.”
Prefeito de Forqulhinha, Dimas Kammer, falando sobre a discussão de rateio dos custos de manutenção do HMISC pelas prefeituras da região.

COMANDO APÁTICO, FROUXO, DA POLÍCIA E EXÉRCITO.

 personJoão Paulo Messer
access_time23/09/2017 - 22:43

COMANDO APÁTICO, FROUXO, DA POLÍCIA E EXÉRCITO.

Roteiro para melhor compreensão, com fatos retroativos. A poucos dias, o esquerdista Vladimir Saflate palestrou arrotando que no Brasil há necessidade do “confisco dos aparelhos produtivos e o esvaziamento do Legislativo e do Executivo em prol da democracia direta, ancorada em assembleias populares deliberativas”. Digo, assim como acontece em Cuba, Coréia do Norte e onde Maduro quer chegar por completo na Venezuela.

Antes, quando o poder político do PT começou a se desmanchar, desonrar ética e moralmente, Vagner Freitas, líder da CUT e do MST/Contag, no salão nobre do Palácio do Planalto, na presença de desocupados, financiados, políticos com representação na Câmara, Senado, e da própria Presidente, clamou seus influenciados à ir para as ruas e pegar em armas. Não se referia a estilingue, ficou evidente.

Guilherme Boulos, presidente do MTST, repetidamente, antes, agora e certamente fará no futuro, instiga ocupações, invasões, depredações e luta pela posse do alheio.

No desgoverno do PT com Dilma, vejam só, o Ministro da Defesa foi José Aldo Rebelo Figueiredo, líder maior do PCB Partido Comunista do Brasil. Um comuna ungido para gestão da defesa e segurança de um País regido por regime democrático.

Não há vila, cidade, grandes aglomerações humanas, em todos os Estados Brasileiros, que o crime organizado, assaltantes, criminosos avulsos e ajuntados, não estejam subjugando a desamparada sociedade.

No improvisado, acusado e atrapalhado governo de Michel Temer, o pernambucano Raul Belens Jungmann Pinto, do PPS Partido Popular Socialista, mais um partidário de uma agremiação comuna, é até ora, o Ministro da Defesa e Segurança do Brasil. Com cara de paisagem, aparenta desconhecer a gravidade imposta a gente brasileira, por organizações criminosas, armadas, confrontadoras da sobrevivência humana de todos em todas as áreas.

Os citados ministros, Rebelo e Jungmann, um sepulcro caiado, outro, omisso emérito, nada falaram e nada fizeram quando a sociedade organizada e que trabalha, foi deliberadamente ameaçada, desafiada e morta às cataratas.

Alguém do bem, da escala superior, precisava se manifestar. Sim, precisava. O sutil alerta proferido pelo General Antônio Hamilton Martins Mourão, soldado comandante de quatro costados, atende as angústias da maioria. Resumidamente o conteúdo fez entender de que “ou façam, ou faremos”.

Magoado pela inédita e previdente manifestação do General Mourão, o Ministro da Defesa e Segurança Nacional, se socorreu na hierarquia militar superior para medir forças através do vocabulário. De pronto, o General Eduardo Villas Bôas, Comandante do Exército Brasileiro, pendurou o pijama no cabide e respaldou de forma subjetiva o pensamento do General Mourão, da tropa, comandantes e comandados.

É inexplicável que as forças armadas de um País tenha no comando geral para defesa e segurança, alguém sem conhecimento, treinamento, inteligência e formação para tal. Político, dependente do voto, reprimir, ordenar, vigiar, repreender, enfrentar, prender e permitir julgar, tem improvável eficiência.

A existência das Polícias Militares e Exército, precisam se justificar.

O Brasil é caso de tolerância zero, já. De norte ao sul, do Leste ao Oeste.

Texto – Willi Backes.

Notas de política de Sexta-feira

 personJoão Paulo Messer
access_time21/09/2017 - 19:47

Personagem decisivo
A intervenção do Secretário de Articulação Nacional do Governo de Santa Catarina, Acélio Casagrande foi o que garantiu porta aberta do Hospital Materno Infantil Santa Catarina. Foi ele quem abriu espaço na agenda do Ministro da Saúde, semana passada, quando levou o prefeito de Criciúma e de o presidente da Amrec. Como consequência, ontem veio à Criciúma o secretário executivo do MS, Sérgio Luiz Costa. Com a presença dele ficou confirmada verba de R$ 1 milhão do MS além de R$ 2 milhões do Estado. Agora os prefeitos devem definir uma contrapartida e o hospital funcionar a pleno, com programa de ampliação.

Gestão do HMISC
Durante visita de autoridade do Ministério da Saúde o prefeito de Criciúma assinou ontem o processo de licitação para escolher a empresa que irá administrar o Hospital Materno Infantil Santa Catarina. Em 30 dias será conhecida a empresa. Atualmente o instituto IDEAS administra por força de um contrato emergencial.

Palavra dada
Pelo que se percebeu do lado de fora do Centro Administrativo do Governo do Estado o ambiente interno ficou tenso em consequência do serviço do SAER em Criciúma. O serviço chegou a ser suspenso e só será retomado na semana que vem. O vice-governador Eduardo Moreira empenhou sua palavra e resolveu o problema com o que convencionamos chamar de canetaço.

Solução
Para resolver o problema do SAER, o vice-governador Eduardo Moreira recorreu ao delegado-adjunto geral da Polícia Civil, Marcos Guizoni. Ao comentar o assunto Moreira sugeriu que antes houve falta de habilidade para tratar do assunto e que Guizoni resolveu.

Matusa
A Câmara de Vereadores de Criciúma teve envolvimento direto na organização das comemorações dos 40 anos da Banda Matusa, que acontece hoje à noite no entro de eventos AM. A ideia original foi apresentada pelo vereador Zairo Casagrande e logo encampada pelo presidente Júlio Colombo. A Câmara não tem despesas com o evento. Mesmo que tivesse algum, esda del geraltaria justificado. Matusa é um patrimônio cultural local.

Aniversário
Arquivos da coluna revela que nesta semana fechou um ano que o grupo que se opõem à atual diretoria do Sindicato dos Mineiros de Criciúma ajuizou ação que deveria ter saído em poucos dias para destravar eleição definitiva na entidade, já que a atual diretoria é provisória. De lá para cá se sucederam alguns movimentos, mas o despacho que pode ser decisivo segue sem manifestação do judiciário. O aniversário pode provocar novidades, assim como provoca lembranças.

Enredo
A novela sobre o Sindicato dos Mineiros de Criciúma vem se tornando interminável, mas teve um capítulo que tornou a trama ainda mais emocionante. Isso porque no início do mês caiu uma ação liminar concluindo que os mineiros da Cooperminas não pertencem ao sindicato de Criciúma. Só para se ter ideia do impacto, o atual presidente provisório então não poderia estar no cargo.

JBS não adia fechamento
A principal razão para a JBS descartar a possibilidade de adiar o fechamento da unidade de Morro Grande no dia 31 de outubro é um Termo de Ajustamento de Conduta exigindo que a partir do dia 1º de novembro devem ser investidos o que a empresa estima em mais de R$ 20 milhões. Foram exigências feitas pela entidade sindical dos trabalhadores e acatadas pelo Ministério Público. O não cumprimento do TAC implica em elevadas multas. Sendo assim, a curiosidade é se ao adquirir o frigorífico o novo proprietário terá que estrear atendendo estas exigências. O fato corrobora o que a empresa nunca escondeu que a voracidade sindical laboral contribuiu para a decisão anunciada.

AMREC Os prefeitos da AMREC devem se reunir na próxima quinta-feira, dia 28. Um dos assuntos deve ser o Hospital Santa Catarina e a participação dos municípios para o seu custeio.

VOLTA Após fora da Câmara por dois meses, período que cedeu ao suplente Marcos Meller, o vereador Allison Pires (PSDB), retornou à Câmara de Criciúma nesta semana.

RINCÃO A administração do Balneário Rincão anuncia para hoje a liberação de metade do 13º salário dos servidores públicos municipais. Isso significa injeção de R$ 350 mil reais no comércio, que a prefeitura considera circulem no próprio município.

MÓVEIS O mobiliário novo para a sede da prefeitura de Criciúma deve custar em torno de R$ 3 milhões. Como a obra será finalizada até o final do ano com orçamento apertado, devem ser aproveitados todos os móveis velhos.

DE MOTO Para não perder a viagem passeio de moto que fará à Nova Veneza, a fim de participar de encontro estadual de motociclistas, o deputado estadual Milton Hobus fará palestra sobre “Gestão”. Será no teatro municipal da cidade amanhã 10h.

DE CASA A palestra de Milton Hobus, que foi prefeito de Rio do Sul por duas gestões, foi articulada pelo correligionário e vice-prefeito de Nova Veneza, Zé Spilere.

FRASE DO DIA
“Por confiar no Ministério da Saúde, confiar no Governo do Estado e confiar nos meus colegas prefeitos estou assinando o processo de licitação do Hospital Santa Catarina com a porta aberta.”
Prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, no momento em que assinou o edital para escolher a nova empresa gestora do HMISC.

Murialdo lidera movimento do PMDB Sul

 personJoão Paulo Messer
access_time21/09/2017 - 10:17

Eduardo governador
O movimento que o prefeito de Içara, Murialdo Gastaldon (PMDB) está puxando, para emplacar o nome do vice-governador Eduardo Moreira como candidato a governador em 2018, não é fato isolado. Não é por menos que à colunista Karina Manarin o próprio Moreira declarou que pode ser candidato ao Senado. Esta aparente confusão ajuda a fixar o nome. Se para uns parece cedo, bom lembrar que Gelson Merísio vinha navegando sozinho como pré-candidato pelo PSD. Já no PMDB, primeiro foi Udo Döhler, depois Mauro Mariani, e convenhamos, nenhum dos dois criou fôlego. Pelo menos para o Sul, Mariani e Udo são deputado federal e prefeito de Joinville. É preciso saber qual é a reação do eleitorado à ideia de abraçar o nome de Moreira.

Bairrismo
Seja Udo ou Mariani no Norte, Berger na capital ou Moreira no Sul, nas suas bases nenhum deles tem a aprovação que o PMDB gostaria. Pelo tempo de governo Moreira larga em vantagem fora de casa. Já o discurso que falta precisa ser construído. As apostas são de que se Moreira for o nome do PMDB terá o PSD como vice. Gelson Merísio (PSD) jura que não.

De volta
O deputado estadual Gelson Merísio, presidente estadual do PSD, passou alguns dias fora do país e na sua volta já tem agenda intensa para recuperar o pique de pré-campanha que tem empregado. Mal saiu de cena e no próprio PSD surgiram outros movimentos. Um deles é o de desejo de um grupo forte do partido Criciúma, ter João Rodrigues candidato ao governo pelo PSD.

Na trincheira
Recentemente, quando Gelson Merísio fez roteiro pelo Estado como pré-candidato, em Criciúma apareceu uma destas faixas que já revelava o movimento destoante. Na ocasião a tal faixa, sem autoria, não chegou a ser afixada internamente no evento. Ficou de lado.

Bola dentro
A Câmara de Vereadores de Criciúma parece ter dado “bola dentro” com a ideia de participar da organização do baile de aniversário dos 40 anos da Banda Matusa. Isso porque todas as instituições mais antigas na cidade, como a própria banda, abraçaram a ideia. O baile beneficente ocorre amanhã no AM Master Hall.

Vai cair
Pela mobilização do Sindilojas e da CDL, deve cair o projeto do suplente de vereador Marcos Meller (PSDB) (foto), que cria direito do consumidor sair da loja com o produto que estiver com preço desacordo na vitrine. A proposta aprovada pela Câmara foi considerada absurda pelos lojistas que declararam guerra à lei aprovada. O prefeito deve vetar.

Seca
Cidades da reião começam a discuti hoje a possibilidade de decretar situação de emergência em virtude da seca. A situação mais delicada está em Nova Veneza. Uma reunião hoje às 8h30min, na prefeitura, vai discutir o assunto com a Defesa Civil.

Onde há fumaça...
Algum possível exagero ou não, a verdade é que a denúncia feita pelo Conselho Fiscal da Cermoful, na edição de ontem do Diário de Notícias, era “pedra cantada”. Isso porque no caso desta cooperativa existe fiscalização. Na maioria das demais cooperativas os conselheiros fiscais são amiguinhos do mesmo time que subscrevem balanços, afinal, são eleitos em um mesmo time. A Cermoful elegeu Conselho de Administração de um time e Conselho Fiscal de outro. Era óbvio que daria nisso. Onde há fumaça, teoricamente há fogo. No caso em questão o CF está levantando um morro de fumaça.

ARMA Nestes novos tempos, de uso das redes sociais em massa, prática cada vez mais comum é transformar comentários de colunistas em arma na guerra da informação. São os casos em que comentários que agradam são copiados e distribuídos.

PORÉM Na maioria das vezes, quem usa comentários, seja em que amplitude for, propositalmente se esquece de copiar e distribuir o contraponto da informação que gera determinadas opiniões. Por isso é cada mais interessante que o leitor não se contente com uma interpretação ou a primeira impressão.

ABRIU Depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu autorizar a Câmara dos Deputados a investigar o presidente Michel Temmer, na denúncia oferecida pelo ex-procurador da república, Rodrigo Janot, deputados tornam-se ainda mais importantes.

VALORIZA A prática da negociação, por vezes nada republicana, entre Executivo e Legislativo volta a ter grande importância. O Executivo vai ter que ceder muito para ter votos suficientes para evitar maiores prejuízos com a investigação.

FUTURO São cada vez maiores as desconfianças de que não apareça grupo algum interessado de fato em comprar a unidade da JBS em Morro Grande.

FRASE DO DIA
“Os números da economia revelam que enquanto o cidadão catarinense deu oito passos, nos demos três do sul. Por isso é natural que a gente crie união para garantir força política e eleger um governador.”
Murialdo Gastaldon, prefeito de Içara, justificando o movimento em favor da candidatura de Eduardo Moreira para governador do Estado.

Notas do Radar

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:50

Estranho
Nos bastidores da Assembleia Legislativa vale a pena notar como se movimentam os deputados para aprovar um financiamento que a Celesc busca em dois organismos internacionais, totalizando o estrondoso montante de R$ 1,1 bilhão. É dinheiro para expansão. Ocorre que para isso o Estado tem que oferecer algumas garantias. E há pressa nisso, pois o prazo termina no fim do mês.

Tem curto
O curioso da movimentação política interna dos gabinetes parlamentares é que até o PT, que é oposição, já se manifestou favorável. O curto circuito parece estar na base de governo. Parece que o projeto é bom, mas tem voto de deputado que precisa de ordem “externa”. Pelo visto, está mais fácil o diálogo entre oposição e Governo do que entre os próprios aliados. Hoje o assunto deve evoluir.

De volta
O deputado estadual Gelson Merísio, presidente estadual do PSD, passou alguns dias fora do país e na sua volta já tem agenda intensa para recuperar o pique de pré-campanha que tem empregado. Mal saiu de cena e no próprio PSD surgiram outros movimentos. Um deles é o de desejo de um grupo forte do partido Criciúma, ter João Rodrigues candidato ao governo pelo PSD.

Na trincheira
Recentemente, quando Gelson Merísio fez roteiro pelo Estado como pré-candidato, em Criciúma apareceu uma destas faixas que já revelava o movimento destoante. Na ocasião a tal faixa, sem autoria, não chegou a ser afixada internamente no evento. Ficou de lado.

Mulher na gestão
A rotina da primeira reitora na história da Unesc tem sido intensa. Agenda técnica, institucional e política. Luciane Ceretta, responde fácil aos elogios: “me preparei para isso”. Pesquisadora por profissão é uma estudiosa da gestão de pessoas, de processos e de recursos. Tem sido personagem mais notada nos eventos dos quais participa.

Mulher de prestigio
Outra mulher extremamente elogiada pelo seu trabalho é a diretora de Comunicação da Assembleia Legislativa, Thamy Soligo. Ela visitou os veículos de comunicação de Criciúma nesta segunda-feira. Dona de um perfil de liderança é unanimidade entre os profissionais de imprensa em Santa Catarina. No cargo tem uma gestão inquestionável pela retidão e tratamento isonômico.

Devolva a medalha Gedel
Os deputados estaduais de Santa Catarina tiveram que anular a concessão de uma medalha concedida em 2010. Na ocasião o então Ministro do governo petista, Gedel Vieira Lima, foi indicado pelo ex-governador Luiz Henrique da Silveira. A entrega foi em grande estilo. Para não manchar a medalha, o deputado João Amin (PP), agora propôs e a medalha foi anulada. Gedel é o personagem dono daquelas malas de dinheiro que encontradas em um apartamento em Salvador (BA).

DE VOLTA A semana de ausência aqui na coluna foi para dedicação exclusiva a um evento realizado, com êxito absoluto, na última segunda-feira na rádio Eldorado.

ENFIM Até que enfim alguém falou, mesmo que nãoa tenha sido de forma direta. Me refiro ao que o presidente da Fundação Cultural, Serginho Zapellini, falou sobre a Festa das Etnias. Considera que não só o local da festa, mas tudo sobre a ela deve priorizar o grande público, não o interesse das Etnias.

DISSE O que Serginho Zapellini não falou é que a Festa das Etnias está tomando o mesmo caminho do carnaval de rua, em que apenas o governo aporta recursos. A percepção é que as Etnias ainda tem lucro.

RESTRITOS Com poucas exceções os grupos étnicos de Criciúma não produzem nada ao longo do ano, nem são capazes de bancar os custos da festa. A inabilidade destes grupos é tamanha que devolveram a festa ao município.

MUDANDO O SINE de Criciúma tem mudado de endereço até duas vezes por ano, nestes últimos tempos. Esta migração deve acabar a partir de agora. Depois de ter sido “despejado” por falta de pagamento do aluguel, finalmente ganha casa própria.

INAUGURA A nova sede do SINE fica anexo ao prédio da Agência de Desenvolvimento Regional. A inauguração acontece amanhã, quando o Secretário de Estado da Ação Social, Valmir Comin, fará seu dia de interiorização do governo.

SOLIDES Nesta semana a atual diretoria do Sindicato dos Motoristas de Criciúma voltou a ter despacho favorável na Justiça. A tentativa da oposição em reverter decisão da última eleição, anulando a chapa vencedora, foi rechaçada pela Justiça.

FRASE
“Temos que ouvir a população de Criciúma e não podemos ficar fazendo festa para contentar meia dúzia de grupos.”
Serginho Zapellini, presidente da Fundação Cultural explicando que o local da Festa das Etnias não pode ser uma decisão dos grupos étnicos.

Educação do município não quer a do Estado como sócia

 personJoão Paulo Messer
access_time19/09/2017 - 21:17

Depois de audiência pública para discutir a municipalização de algumas escolas estaduais, nesta semana em Criciúma, a prefeitura está retirando a intenção de assumir escolas como a José de Patta (Bairro Colonial) e Luiz Lazarin (Rio Maina). A opção oferecida pelo Estado de ceder algumas salas ociosas para espécie de gestão compartilhada Estado/Município, não agrada a prefeitura. Está flagrante que o município não quer gerir escola em sociedade com o Estado. E a razão é simples. É a mesma que leva os pais deixarem as escolas do Estado migrando os filhos para o município. Notado que o município faz uma gestão muito melhor das escolas de ensino fundamental que o Estado.
O Estado demonstra, por suas atitudes, que tem nítida preferência pela manutenção dos professores oque, em alguns casos, significa vir em detrimento do aluno. Isso fica evidente com a queda na qualidade das condições dos alunos. Basta olhar para uma escola do Estado e uma do município para perceber a diferenteça, Basta notar o movimento dos pais que preferem nitidamente a escola municipal. Se o Estado não parar de ter medo de greve, contribuirá para apressar o desmanche da sua proposta de ensino. Priorizar o professor sim, nunca em detrimento do aluno. O Estado não tem conseguido manter este equilibrio.
O Sindicato está no seu papel, o professor também. O Estado é que não tem feito o seu. A rede pública de Estado se afastou dos alunos e dos pais. Pior que isso é que em muitos casos a gestão escolar está feita na base do achego político. É assim. Aproveita-se quem pode. O Estado é que não pode permitir.É natural que isso não é regra, mas o Estado tem que aprender a difundir a excessão. Reprovar a acomodação e aprovar a renovação.
Ontem a Secretária de Educação de Criciúma foi pontual: ao Município não interessa gestão compartilhada em escola alguma. E mais, usou a migração de alunos da rede estadual para a municipal para dizer que não pretende gerir nada com quem não sabe gerir. Recado duro, direto e abonado pela realidade posta aos olhos de quem se dá o tempo de analisar.

Ambiente da política

 personJoão Paulo Messer
access_time18/09/2017 - 18:28

Com a estreia do novo portal da Rádio Eldorado se amplia a possibilidade de interagirmos no ambiente da política. Mais de uma vez ao dia, preferencialmente sempre que houver fato novo, e relevante, devo comparecer a este espaço para informar e comentar. O dinamismo da política tem sido algo espetacular. Num mesmo dia o fato pode ter mais de uma versão. A certeza de amanhã é a incerteza de hoje, mas pode voltar a ser incerteza depois de amanhã.
Não há surpresa nisso tudo, nem se trata de uma questão local ou pontual. A incerteza no cenário de política nasce com as dúvidas sobre qual regra vai valer para as eleições do ano que vem. A reforma eleitoral corre risco de não mudar nada. Reforma sem nenhuma reforma. Nem mesmo o indispensável fim das coligações e a razoável cláusula de barreira devem valer. Pelo menos é o que sinalizaram os trabalhos desta semana. Depois de amanhã a informação pode ser outra.
No Estado a curiosidade maior é sobre a força da proposta de Gelson Merísio (PSD), que nasceu sob a desconfiança de todos, mas que não diminui o ritmo e até já levou o PMDB a falar em abrir mão da coligação com o PSD de Raimundo Colombo. Os peemedebistas lançam olhares sobre o PSDB que jura ter a força que não se consegue enxergar, a de ter um candidato próprio a governador. Se é que alguém tem esta capacidade é o senador Paulo Bauer, que anda silencioso demais para que quer ser candidato.
No PMDB não há necessidade de definir muito cedo quem é o candidato. Afinal, sigla acredita tem força o suficiente para eleger “um poste”. Para o Senado já fez isso na eleição passada. Acho até que é melhor que o PMDB demore ao máximo para definir o nome, pois quem sabe o “tercius” deste cenário seja o atual vice-governador Eduardo Pinho Moreira. Isso seria bom demais para o Sul.
O PPAMIN é outra sigla que ensaia candidatura própria. O PP que um dia tentou não ser PPAMIN morreu na praia pisoteado por raposas tão hábeis quanto o próprio líder progressista Esperidião Amin, que é o único com capacidade de dizer para e como o partido deve ir. Os outros da sigla, aqueles que tentam dar vida própria ao PP sem Amin não tem capacidade de respirar sem o principal aparelho progressista, o brilho da mente de Amin.
E vai ser por ai que nos vamos nos cruzar daqui por diante, aqui no blog do novo portal da Rádio Eldorado.