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commentJornalismo access_time30/04/2026 10:10

Nova Veneza abre agenda da festa e projeta edição de forte apelo cultural

Caravaggio se reapresenta após vitória na estreia da Série B

commentEsporte access_time27/04/2026 17:05

Azulão trabalhou na tarde desta segunda-feira

Tigre intensifica preparação e mira vaga na Copa do Brasil 2027

commentCriciúma EC access_time18/02/2026 10:50

Equipe de Eduardo Baptista realiza treino técnico e tático no CT e trata Taça Acesc como prioridade após ausência inédita no torneio nacional

Editorial: A derrota do apodrecido dedo da indicação

access_time30/12/2025 - 06:30

Fonte: Produção

Sobre Brasília sabemos muito pouco, quase nada. Mesmo quem está nos bastidores do centro do poder tem dificuldades para entender muita coisa. Aqui, sabemos quase nada sobre Brasília.

Sabemos que por lá circula o dinheiro do nosso suor. Sabemos que de lá emana todo o poder, e não como diz a Constituição, do seu povo brasileiro.

Sobre Brasília conhecemos o que vemos nos noticiários. Sobre Brasília temos os piores conceitos possíveis. Sobre Brasília nos arriscamos, a todo momento, a opinar.

Lá depositamos muitas das nossas frustrações, porque é na capital federal do país que reside a nossa maior resignação. A resignação do brasileiro, que hoje é um povo infeliz, que transforma sua frustração diária, combinada ao dia de amanhã, numa espécie de esperança de que os tempos vão mudar.

Hoje acompanhamos, de Brasília, mais uma dessas informações que nos levam às mais diversas conclusões. O Senado Federal, depois de mais de um século, rejeitou uma indicação para composição do Supremo Tribunal Federal.

Ministros e políticos, aliados ou oponentes ao governo, lamentam que o personagem desta rejeição seja uma espécie de ministro querido por todos. Inclusive, indicados de Bolsonaro ao Supremo lamentaram o resultado.

O que nos parece, à distância, sobre Brasília, é que o Senado passou o recado, que pode ser errado, mas que é tempo de muita turbulência. Messias, o personagem, pode ter pago caro uma fatura que não lhe pertence.

Mesmo à distância de Brasília, podemos entender que o recado, certo ou errado, passado pelo Senado ontem, é de que o Supremo está apodrecido e que a ele não é momento de se anexar nada.

Pior do que isso, ficou evidente que a podridão do Supremo tem a ver diretamente com quem o vem contaminando nos últimos tempos. A não aceitação da indicação de Lula ao Supremo é o recado direto de que ele não tem mais moral para dirigir nada, nem mesmo uma indicação ao Supremo, por melhor que o personagem por ele indicado possa parecer.

Lembro daquele ditado que diz: os bons pagam pelos maus. Dos recados de Brasília, recebemos mais um: de que o poder segue na mão de quem está na contramão do resto da nação.


“Tá na hora, tá na hora...”

 personJoão Paulo Messer
access_time03/07/2019 - 00:34

O governador Carlos Moisés da Silva tentou aprovar na Assembleia Legislativa projeto alterando a distribuição do dinheiro geral do Estado. Sua pretensão era diminuir em R$ 400 milhões o repasse previsto na Lei de Diretrizes Orçamentária, mas não consegui. Acreditando que faria isso com o apelo da sociedade, experimentou a sua maior derrota até então. Isso aconteceu poucos dias após comemorar aprovação da reforma administrativa. Quando mexeu no dinheiro dos demais “Poderes” sentiu a sua fragilidade. Agora tenta apelar à opinião pública pelos seus meios, as frágeis redes sociais. Não só não vai conseguir como vai perder tempo. O orçamento está definido, melhor trabalhar com o que tem, pois vale aplicar ao governo aquela expressão “tempo é dinheiro”. Meio ano de governo já foi, a campanha passou e a realidade chegou.

Judiciário
Não é difícil contrapor ao apelo do governador de que os demais Poderes devem diminuir os seus investimentos. Primeiro porque a divisão é constitucional, as sobras são devolvidas e os desperdícios vigiados como nunca. Resta ao governo trabalhar com o que tem sem lamentar o que não lhe pertence.

Falta estrutura
Um dos exemplos de que não é tão justo, nem simples, diminuir dinheiro de outros Poderes é a fragilidade de estrutura do Judiciário. Para Araranguá foi negado recentemente, e volta à pauta de reivindicações, a instalação da 4ª Vara Cível, que seria uma alternativa para diminuir os processos represados. Isso sem contar outras necessidades. Só no Vale do Araranguá há apenas cinco Fóruns para atender 15 municípios. Na região de Criciúma a demanda repressada não é diferente. Cito Araranguá porque é hoje a mais castigada de todas.

Aliás,...
A OAB de Araranguá guarda apelos por maior estrutura física e de pessoal à estrutura de Justiça da região da AMESC. O presidente Laércio Machado Júnior confirma que o apelo pela 4ª Vara em Araranguá volta a ser apresentado, apesar de negativas anteriores. Outro apelo é uma segunda Vara no Fórum de Santa Rosa do Sul.

De Araranguá
Vale lembrar que “um dia” sonharam em Araranguá criar uma estrutura dos Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – na mesma área. Sonho adiado, mas que não deve deixar de ser sonhado. É pequeno pensar que sedes de poderes, igrejas, praças e outros logradouros públicos não devam ser bonitos. Não se trata de exagero, mas de esmero. A Câmara de Araranguá é invejada por maioria das cidades da região, apesar de alguns pensarem diferente. Quem tem casa bonita é porque tem capricho em tudo.

Salve o Arroio
O Balneário Arroio do Silva já foi uma das cidades litorâneas mais badaladas do sul do Estado. Os últimos anos tem registrado um impressionante encolhimento da cidade no aspecto externo. Trata-se de uma cidade praiana que vive do turismo de temporada com algumas comemorações pontuais, mas sem a mesma intensidade de planejamento. Visitantes tem se deparado com locais tradicionais de portas fechadas. Essa animação é responsabilidade direta do governo. Seguindo assim logo faltará até farmácia para curar resfriado.

Tá no grupo
Há um grupo de whatsapp criado para a comunicação de pessoas interessadas e envolvidas dos avanços da BR-285, especialmente na pavimentação da Serra da Rocinha. Trata-se de um fórum permanente de conversas exclusivamente sobre a rodovia que deve impactar muito na economia do extremo sul do Estado, quando ela for liberada.

Liderança regional
É fato que o prefeito de Maracajá, Arlindo Rocha, tenha adversários ferrenhos no seu município e divergentes por toda a região, mas hoje seu nome figura em especulações em municípios maiores como Criciúma. Na semana passada ele esteve com o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, para deixar muito claro que as especulações de setores que sugerem seu nome para ser prefeito na maior cidade do Sul é apenas especulação de terceiros. A visita foi uma espécie de respeito ao colega de partido, de prefeitura e de presidência de associação regional de município. Arlindo tem escritório de advocacia e além de clientes muitos amigos em Criciúma. Isso combinado ao que ele consegue mostrar no pequeno município de Maracajá seguidamente colocam o seu nome na lista de prováveis candidatos em Criciúma.

Regional
Ontem Arlindo Rocha participou da sessão da Câmara de Vereadores de Passo de Torres par obter daquela casa adesão do município ao projeto que cria um consórcio regional para fazer a manutenção das rodovias estaduais. Os recursos serão repassados pelo Governo do Estado.

Alternativa
A proposta de manutenção das rodovias pelos consórcios regionais é uma proposta apresentada pelo governador do Estado, sem que ele ainda tenha dado valores exatos a serem repassados. Este fato divide a opinião de alguns grupos de prefeitos.

Tem estrada
Na região da AMESC há pelo menos 250 quilômetros de rodovias estaduais pavimentadas. Há outros 86 quilômetros de estrada de chão.

Feio na foto
Na cidade de Araranguá uma das vias nem tão utilizadas, mas com certeza a que chama mais atenção dos visitantes virou retrato da vergonha. O que vemos na avenida Beira Rio é aparente desleixo. É a impressão que fica para o visitante. A erosão está avançando sobre a área da via. O governo não tem alternativa.

Noutra direção
Enquanto o Balneário Arroio do Silva parece se encolher o Balneário Rincão acaba de anunciar que fará mais uma Festa da Tainha com inúmeras atrações e ainda maior do que a de 2018, que já foi considerada a maior de todos os tempos.

Falsificação
O conselheiro do Tribunal de Contas do estado, César Filomeno Fontes, foi denunciado pela procuradora geral da república, Raquel Dodge, por falsificação de documentos. A autoridade estadual teria emitido certidões falsas sobre as contas do Estado para que o governo obtivesse financiamento junto ao BNDES.

Primeiro se perdeu no mar, depois recebeu a visita da Polícia Federal

 personJoão Paulo Messer
access_time01/07/2019 - 18:50

Nesta semana a Polícia Federal bateu na casa do vereador Adir Ivo Reis (PDT), em Balneário Gaivota. Isso porque a mulher dele é Delegada Sindical da Pesca e a suspeita era de que haveria documentos que comprovassem pessoas recebendo o seguro-defeso de maneira iklegal. O vereador garante que nada do que a polícia alegava foi encontrado. Por isso no município surgiu a expressão “do anzol fazer a peixada”. Isso traduzido ao mundo político é virar o jogo e sair vendendo a imagem de que se a polícia não encontrou nada é porque lhe dá um salvo conduto. Adir Ivo Ramos tem sido aconselhado por dirigentes do seu partido no sul, o PDT, a mostrar que sai mais forte politicamente. Tem pedetista que sugere o seu nome candidato a prefeito.
O vereador Adir Ivo Ramos tem uma passagem curiosa na última eleição. Oito dias antes da eleição ele desentendeu-se com o deputado Rodrigo Minotto e faltando sete dias para a eleição foi procurado pela então candidata Paulinha. Resumo: Paulinha fez 299 votos e Minotto caiu para 88 em Balneário Gaivota.
A briga de Ramos e Minotto teria se dado porque o então deputado candidato à reeleição repassou verba de R$ 800 mil para Turvo, R$ 450 mil para Sombrio e outros R$ 450 mil e mais R$ 180 mil para Araranguá e “zero” para Balneário Gaivota.
Adir Ramos foi personagem de outra manchete em fevereiro deste ano. Naquela ocasião ele e o filho saíram para jogar redes no mar e como demoraram para voltar, em virtude das circunstâncias do mar iniciou-se processo de buscas pelos bombeiros. Foram resgatados por outro barco.

A vez do PSL
Assim como Criciúma onde o PSL tem anunciado candidatura a prefeito, e até já houve reunião entre o governador e o deputado Carlos Moisés da Silva para falar especificamente sobre o assunto, Araranguá ensaia cobrar da direção estadual os acenos que precisa para lançar candidato. Os dois nomes cotados são Rodrigo Turatti e Ricardo Ghelere.

Olhando mais ao Sul

 personJoão Paulo Messer
access_time01/07/2019 - 11:29

Cada cabeça um candidato
Enquanto as maiores cidades da região Sul seguem com cenário restrito em termos de nomes para disputar as eleições municipais do ano que vem, Araranguá vive uma enxurrada de “prováveis”. Cada cabeça tem um nome a sugerir. Muito disso tem a ver com uma brincadeira - nem tão brincadeira assim - das redes sociais. Uma página de facebook denominada “Direita Araranguá” tem feito enquetes em que despeja nomes de forma aleatória. Os dirigentes partidários apenas assistem. Economizam com pesquisas, embora se sabe que a confiabilidade de redes sociais se equiparam a uma nota de R$ 3,00. Há mais de uma dezena de nomes sugeridos, e óbvio especulados nas conversas. A farra de nomes começa pelo partido do prefeito que além do prefeito Mariano Mazzuco, candidato à reeleição, tem pelo menos outros três: Daniel Viriatto Affonso, José Hilson Sasso e Guilherme May.

Rompidos
A relação do prefeito Mariano Mazzuco e do seu vice Primo Menegalli Júnior já foi boa um dia. Não bastasse o conjunto de fatores que sugerem empurram Primo para buscar a vaga de candidato a prefeito, o PP de Mazzuco não ajuda a dar sustentabilidade necessária ao seu prefeito.

Pacotão
Assim como na maioria das cidades, Araranguá também está destravando um pacote de obras. A maioria dos investimentos é decorrente de um financiamento destinado a obras de infraestrutura, especialmente asfalto. O prefeito Mariano Mazzuco buscou financiamento de R$ 20 milhões. Depois destas obras em fase final deve fazer novas avaliações.

Roteiro do PR
O senador Jorginho Melo (PR) corre por fora às eleições de governador em 2022. A manter-se o quadro atual, com a fragilização do deputado Júlio Garcia (PSD) e a inabilidade política do PSL do governador Carlos Moisés, ele é um dos nomes mais fortes. Se disputar a eleição não perde nada, pois em caso de insucesso volta para mais quatro anos no Senado (mandato é de oito anos e não exige renúncia para ser candidato).

Araranguá
Por conta do interesse de Jorginho Melo o já exposto rompimento entre o PP do prefeito Marino Mazzuco e o PR do vice-prefeito Primo Mnegalli Júnior deve ser alimentado cada vez mais pela cúpula estadual do PR. Não bastasse isso o PR cobra o que teria sido um compromisso firmado na eleição passada, de que e 2020 Mazzuco abriria a cabeça de chapa para Primo Júnior.

PP dividido
Não bastasse a dificuldade que tem com o seu vice-prefeito Primo Menegalli Júnior, que já se declarou descolado do governo Mazzuco, o prefeito de Araranguá vive ainda um drama interno no PP. Setores da sigla consideram que o prefeito “já deu a sua contribuição”. Em outras palavras consideram que o partido precisa ter sangue novo na prefeitura. Andaram pesquisando o nome do cirurgião dentista Guilherme May, genro do ex-deputado Jorge Boeira.

Sombrio
Em Sombrio o Partido Progressista fará sua convenção no dia 12 de julho. As datas foram confirmadas pelo gabinete do deputado José Milton Scheffer. Na cidade o PP especula dois nomes para serem candidatos a prefeito: o vereador José Eraldo Soares “Peri” e o empresário Cris Rosa.

Mais ao Sul
O PP tem confirmadas pelo menos outras duas convenções com eleições das executivas municipais. Em Passo de Torres será no dia 27 de julho. Dois nomes figuram na preferência dos progressistas para disputar a prefeitura: o empresário Eduardo Cardoso e o vereador André Porto.

O chapéu do marido bêbado
Conta a lenda que havia um cidadão, casado, que gostava de ir noite adentro bebendo com os amigos. Ocorre que a sua esposa era do tipo violenta. Invariavelmente ele aparecia com hematomas na cabeça. Explicou que sempre ao abrir a porta a mulher o esperava atrás da porta com o rolo de macarrão e sentava a lenha. Até o dia em que um amigo lhe ensinou: desta vez você abre a porta e põem o chapéu seguro pela mão para dentro de casa. Se ela bater acerta o chapéu e no máximo a mão. É assim que certos partidos fazem lançamento nomes para ver a reação da sociedade.

Tem eleição Hoje 14h os 94 desembargadores do Tribunal de Justiça de Santa Catarina escolherão as quatro listas tríplices para substituições no Tribunal Regional Eleitoral.

Na disputa Dois nomes do Sul do Estado disputam a indicação de desembargador substituto para o TRE. São eles os advogados Alexandre Barcelos João, de Criciúma, e Arnildo Steckert Júnior, de Turvo.

Anda longe Depois de escolhidos em eleição dos desembargadores do Tribunal de Justiça, hoje, os nomes da lista tríplice dos substitutos no Tribunal Regional Eleitoral irão à avaliação do presidente da república, Jair Bolsonaro. É ele quem escolhe quem assume.

Da Saúde A emenda da Saúde, como ficou conhecida emenda apresentada pelo deputado José Milton Scheffer (PP), assegurando R$ 180 milhões para os hospitais filantrópicos, está rendendo. O parlamentar está recebendo pedidos de visitas a hospitais de todos os cantos do Estado.

Pelo Oeste Nesta segunda-feira o deputado José Milton Scheffer inicia um roteiro de visitas a hospitais filantrópicos, começando por Xanxerê, no extremo oeste.

Do Sul O Sul do Estado pode ter mais um deputa. No dia 10 de julho acontece no Tribunal Regional Eleitoral o julgamento da infidelidade partidária do deputado Bruno Souza (PSB). Comprovada a transgressão da Lei de Fidelidade Partidária, entra o primeiro suplente: Cleiton Salvaro (PSB), de Criciúma.

Sombrio Com os movimentos que o PR vem fazendo para disputar o maior número possível de prefeituras surgem especulações sobre cidades como Sombrio, onde o partido tem a vice-prefeita Gislaine Cunha.

Segundo semestre A Câmara de Vereadores de Araranguá abre com a sessão de hoje a segunda metade do ano.

O confuso cenário eleitoral em Araranguá

 personJoão Paulo Messer
access_time01/07/2019 - 00:33

Enquanto as maiores cidades da região Sul seguem com cenário restrito em termos de nomes para disputar as eleições municipais do ano que vem, Araranguá vive uma enxurrada de “prováveis”. Cada cabeça tem um nome a sugerir. Muito disso tem a ver com uma brincadeira - nem tão brincadeira assim - das redes sociais. Uma página de facebook denominada “Direita Araranguá” tem feito enquetes em que despeja nomes de forma aleatória. Os dirigentes partidários apenas assistem. Economizam com pesquisas, embora se sabe que a confiabilidade de redes sociais se equiparam a uma nota de R$ 3,00. Há mais de uma dezena de nomes sugeridos, e óbvio especulados nas conversas. A farra de nomes começa pelo partido do prefeito que além do prefeito Mariano Mazzuco, candidato à reeleição, tem pelo menos outros três: Daniel Viriatto Affonso, José Hilson Sasso e Guilherme May.
A relação do prefeito Mariano Mazzuco e do seu vice Primo Menegalli Júnior já foi boa um dia. Não bastasse o conjunto de fatores que sugerem empurram Primo para buscar a vaga de candidato a prefeito, o PP de Mazzuco não ajuda a dar sustentabilidade necessária ao seu prefeito.

Pacotão
Assim como na maioria das cidades, Araranguá também está destravando um pacote de obras. A maioria dos investimentos é decorrente de um financiamento destinado a obras de infraestrutura, especialmente asfalto. O prefeito Mariano Mazzuco buscou financiamento de R$ 20 milhões. Depois destas obras em fase final deve fazer novas avaliações.

Roteiro do PR
O senador Jorginho Melo (PR) corre por fora às eleições de governador em 2022. A manter-se o quadro atual, com a fragilização do deputado Júlio Garcia (PSD) e a inabilidade política do PSL do governador Carlos Moisés, ele é um dos nomes mais fortes. Se disputar a eleição não perde nada, pois em caso de insucesso volta para mais quatro anos no Senado (mandato é de oito anos e não exige renúncia para ser candidato).
Por conta do interesse de Jorginho Melo o já exposto rompimento entre o PP do prefeito Marino Mazzuco e o PR do vice-prefeito Primo Mnegalli Júnior deve ser alimentado cada vez mais pela cúpula estadual do PR. Não bastasse isso o PR cobra o que teria sido um compromisso firmado na eleição passada, de que e 2020 Mazzuco abriria a cabeça de chapa para Primo Júnior.

PP dividido
Não bastasse a dificuldade que tem com o seu vice-prefeito Primo Menegalli Júnior, que já se declarou descolado do governo Mazzuco, o prefeito de Araranguá vive ainda um drama interno no PP. Setores da sigla consideram que o prefeito “já deu a sua contribuição”. Em outras palavras consideram que o partido precisa ter sangue novo na prefeitura. Andaram pesquisando o nome do cirurgião dentista Guilherme May, genro do ex-deputado Jorge Boeira.

Sombrio
Em Sombrio o Partido Progressista fará sua convenção no dia 12 de julho. As datas foram confirmadas pelo gabinete do deputado José Milton Scheffer. Na cidade o PP especula dois nomes para serem candidatos a prefeito: o vereador José Eraldo Soares “Peri” e o empresário Cris Rosa.

Abrindo as portas

 personJoão Paulo Messer
access_time28/06/2019 - 00:05

É reconhecido pelos próprios assessores do governador e secretários que a administração estadual superou os tempos da timidez e as portas de gabinetes começam a ser abertas para prefeitos e vereadores do interior. Até então parecia ter porta se chave e trancada. Um dos exemplos ocorreu nesta quinta-feira quando uma comitiva de Criciúma foi recebida e desatou o nó de um trecho de rodovia que o extremo sul do Estado enfrenta. Trata-se do acesso sul à Criciúma, a rodovia Jorge Lacerda. O trecho de 11 quilômetros é responsabilidade do Estado e se encontra em situação caótica. A promessa é de que a operação “meia sola” será feita em julho. Revitalização apenas em 2020, pois não existe verba prevista no orçamento.

Bola de cristal
A cada eleição existem os partidos que viram as apostas preferidas. Depois de enfrentarmos uma eleição em que deu o “azarão” (17) para 2020 abrem-se as incertezas. No núcleo mais intelectual da política figura como sigla preferencial o PR liderado pelo senador Jorginho Melo. Isso porque ele deve ser candidato a governador. É o nome que supostamente ocupou o espaço que era de Júlio Garcia, fragilizado com a Operação Alcatraz.

Franco atirador
Jorginho Melo é senador, tem oito anos de mandato e se perder as eleições não precisa renunciar em caso de derrota. Assim entra no processo de 2022 como franco atirador. Para isso, entretanto, precisa construir uma boa base eleitoral em 2020, nas eleições municipais. Isso explica que aliados de Melo comecem a endurecer o jogo com aliados.

Reaproximando
No Sul do estado um dos casos pitorescos que pode ser patrocinado pelos interesses do PR está em Criciúma. Clésio Salvaro (PSDB) é hoje um dos maiores adversários, senão inimigos, de Márcio Búrigo, que embora no PP estaria com um pé no PR. Por conta disso não será surpresa que se apresenta uma chapa “Márcio e Eu”, como ficou conhecida a dodradinha que governou Criciúma de 2009 a 2012.

Repatriados
A reitoria atual da Unesc adotou uma medida muito aplaudida. Repatriou os ex-reitores da universidade ao centro das decisões mais importantes da universidade. É o caso do professor Gildo Volpato, que não chegou a se afastar da universidade pois estava em sala de aula. Já o ex-reitor Édson Rodrigues, que estava afastado da instituição desde 2014, também assume cargo estratégico no processo institucional da Unesc.

Economia I
O Comitê de Defesa da Produtividade da Economia Catarinense, órgão que reúne mais de 20 entidades como Fecomércio e Facisc foi formado recentemente. Ele está trabalhando junto à Assembleia Legislativa para aprovar emenda substitutiva ao projeto de lei do Governo do Estado para convalidação e reinstituição dos benefícios fiscais.

Economia II
Setores da economia de Santa Catarina, como agroindústrias, transportadoras, portos e atacados, correm o risco de entrar em colapso se a Assembleia Legislativa não aprovar a proposta de emenda substitutiva ao projeto de lei do Governo do Estado 174/2019, que reinstitui os benefícios fiscais. As importações, que movimentam R$ 52 bilhões por ano em SC, deverão ser uma das áreas mais prejudicadas se o projeto for aprovado com o texto original.

Comparação
Enquanto Araranguá ostenta o título de Câmara de Vereadores com a maior economia em diárias, Joinville registrou nos primeiros cinco meses deste ano viagem de 50 pessoas, entre vereadores e servidores. Neste ano aquela Câmara desembolsou com viagens R$ 194,8 mil. O valor ainda é menor que em 2014, quando registrou R$ 361 mil. Em 2015 o gasto foi de R$ 334 mil e em 2016 R$ 200 mil.

Jogando para a torcida
Quando assumiu, o governador Carlos Moisés da Silva disse em tom de advertência que a situação financeira do Estado era tão grave que seria inevitável o atraso de salários. Já em janeiro previa que teria dificuldades para pagar o 13º salário. Naquele momento, conhecendo pouco o governador, todos ficaram assustados, pois se tratava de um discurso alarmista, mas de alguém sem histórico de teorias fantasiosas ou político-marqueteiras. Agora já se sabe que ele jogou para a torcida. Ontem o Secretário de Estado da Fazenda, Paulo Eli tranquilizou que não existe risco de atraso salarial.

No limite
A folha de pagamento dos servidores do Estado somou no mês passado 47,7 por cento, sendo que o chamado índice prudencial é de R$ 49 por cento. A folga é pequena, mas existe.

No ar
No dia 7 de julho vai acontecer em Criciúma, às 14h uma simulação do serviço Aeromédico. Vai ser em frente ao Parque das Nações. O modelo vai atender todo o Sul do Estado.

Na campanha
Agentes do setor empresarial de Criciúma mostram ligeiro incomodo com o fato de ter sido alardeado antecipadamente que o deputado federal Daniel Freitas será candidato a prefeito em Criciúma no ano que vem. Isso porque ele é o articulador da visita do ministro Sérgio Moro à cidade, dia 12 de julho.

Inevitável
Embora uma coisa não tenha nada a ver com outra, a vinda de Sérgio Moro no momento em que o assunto de política é a pré-candidatura de Daniel Freitas a prefeito, existe gente torcendo o nariz.

Encontro
Daniel Freitas vai se encontrar com o governador nesta sexta-feira. Vão conversar sobre a provável candidatura do parlamentar a prefeito em Criciúma. Carlos Moisés da Silva não nega que Criciúma é cidade estratégica para o PSL.

Kaminski pode ter falado demais

 personJoão Paulo Messer
access_time25/06/2019 - 18:50

O vereador de Criciúma, Júlio Kaminski (PSDB) pode ter falado demais. Presidente da uma Comissão de Investigação criada para investigar possíveis irregularidades no parcelamento de dívidas da prefeitura com o sistema de previdência dos servidores, ele saiu dando entrevistas e sugerindo o que seria a conclusão dos trabalhos, deixando em sai justa inclusive o relator da comissão, o vereador Ademir Honorato. Bem antes de concluídos os trabalhos ele sentenciou. Dizia que a “CI” já tinha subsídios que caracterizassem o fato como de improbidade administrativa e que isso poderia levar à cassação do prefeito. Falou tanto que os colegas estão embretados pois ele decidiu por todos. Enquanto isso o prefeito já fala em pedir a nulidade dos trabalhos por antecipação do resultado.
Aliados do prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma, passaram a acusar o vereador Júlio Kaminski de usar a “CI” da Previdência para tentar fragiliza-lo já que ele é um dos articuladores da candidatura do deptuado Daniel Freitas a deputado federal.

Rachou
Nos bastidores da política de Criciúma é voz corrente que a relação do prefeito Clésio Salvaro com o seu vice-prefeito Ricardo Fabris entrou em rota de colisão. Isso porque um doa aliados de Fabris, Róbson Gotuzzo, teria dito em depoimento fatos comprometedores.

E se foi
Entendimento de aliados de Clésio Salvaro sugere que estes depoimentos poderiam ter sido dados de forma proposital para viabilizar cassação do prefeito e com isso abrindo o caminho para a posse do vice-prefeito.

Mais um deputado
Marcada para o dia 10 de julho a audiência em que serão ouvidas testemunhas do processo que pode cassar o mandato do deputado estadual Bruno Souza. Eleito pelo PSB ele deixou o partido incorrendo em crime de infidelidade partidária. Se a prática foi caracterizada pelo Tribunal Regional Eleitoral o Sul do Estado ganha mais um deputado. Neste caso entra Cleiton Salvaro, primeiro suplente.

Histórico
Cada cabeça uma sentença e cada caso um caso, mas Criciúma, especialmente, anda animada com a possibilidade da região Sul ganhar mais um deputado estadual. Isso porque o TRE, onde vai ocorrer o julgamento do caso de infidelidade de Bruno Souza há dois registros recentes. Em ambos vereadores de Criciúma perderam o mandato.

Vem aí os pedágios do Sul

 personJoão Paulo Messer
access_time24/06/2019 - 18:34

No Km 35 da BR-101, território gaúcho de Três Cachoeira, já é possível ver obras de instalação da nova praça de pedágio. É aquela inicialmente prevista para ficar no território catarinense, embora seja contrapartida ao trecho do Rio Grande do Sul. Lembram que houve reação dos sul-catarinenses e a praça foi transferida para trecho do RS. Primeiro ela foi projetada entre os Km 28 e 30, mas neste caso afetaria a comunidade de Fernando Ferrari pertencente a Três Cachoeiras. De novo houve mudança. Desta vez passou para o Km 35 onde a construção começou semana passada. Em breve devem ser iniciadas as obras da praça de São João do Sul, próximo de Passo de Torres.
Situação idêntica à registrada no Rio Grande do Sul, onde alteraram o local da praça porque ela faria a separação de um distrito da sua sede de município, ocorre em Araranguá. É que o pedágio previsto para ser construído entre Araranguá e Maracajá, afeta diretamente usuários do distrito de Hercílio Luz, que para acessar a sua sede terão que pagar pedágio.
Diferente do que ocorreu em Três Cachoeiras, onde a ANTT cedeu pressão dos gaúchos, em Santa Catarina o órgão parece indiferente. Em resposta à reclamação argumentam que a prefeitura deve criar uma alternativa para aquela comunidade acessar a sede do município. Sugerem a construção de uma ponte na barra do rio Araranguá. Acontece que esta ponte está avaliada em R$ 25 milhões.

Basta ser político para ser suspeito

 personJoão Paulo Messer
access_time19/06/2019 - 18:50

O quarto elemento “P”
Antes dizia-se que bastava ser “preto”, “pobre” ou “prostitua” para ser suspeito. Agora “político” virou sinônimo de suspeito. Sem que isso seja defesa específica de ambos, recentemente dois novos políticos entraram para a lista dos “condenados” pela opinião pública: Gean Loureiro e Júlio Garcia. No caso do segundo uma busca e apreensão, no do primeiro uma curiosa detenção que às manchetes virou prisão e às redes sociais condenação. Partindo do que que acontece nesta última ação pode-se incluir um quinto “P”, o da “Polícia”. Afinal entre os presos há mais policiais do que políticos, mas a repercussão recai sobre a classe política.

Chamuscou
Mesmo sem ter sido investigada ou alvo de qualquer ação a ex-Secretária de Ação Social e ex-vereadora de Criciúma, Romanna Remor entrou na lista de respingados pela Operação Chabu. Ela passou a quarta-feira procurando a imprensa para apresentar sua reação. Seu nome está na lista de pessoas com quem Gean Loureiro não pode manter contato nos próximos dias.

Gestão de crise
Do episódio envolvendo o prefeito da capital restam algumas conclusões. A primeira é de que nenhum político pode mais dormir tranquilo. A outra é sobre a forma com que ele reagiu. Mal havia sido conduzido a sua assessoria emitiu nota. Mal ele saiu da Polícia Federal ele foi dar entrevista. Encarar o problema logo evita que suposições se alastrem mais rapidamente.

Guerra declarada
Em Criciúma o prefeito Clésio Salvaro está em guerra com o vereador Júlio Kaminski, que curiosamente é do seu partido, o PSDB. Nesta quarta-feira ambos foram para o rádio “se digladiarem”. O prefeito expulsou o vereador do partido pelo rádio. O vereador sugeriu que tem elementos para cassar o prefeito.

Absurdo
Na cidade de Nova Veneza aconteceu o que “na barranca” se chama de “cúmulo do absurdo”. A cidade inaugurou a rua coberta construída com recurso que veio pela Caixa Econômica Federal. Como a administração municipal mandou confeccionar uma placa alusiva, mas os nomes eram de dirigentes da Caixas nos tempos do PT, o governo Bolsonaro mandou demitir geral. Saiu até quem não sabia de nada.

Velha política
O episódio de Nova Veneza nos remete os tempos do coronelismo em que bastava o chefão não simpatizar com o cidadão que lhe mandava cortar a cabeça. Não é só em Brasília que se considera que na Caixa haja muito petista, mas daí a mandar demitir desde o superintendente estadual por uma falha na cidade do interior, onde saiu gerente além de outros três nomes da superintendência é “o cúmulo”.

Desapega ou morre
As centrais sindicais e por consequência os sindicatos cresceram com base na articulação política dos partidos de esquerda, mais recentemente o PT. Isso é fato. Nasceram e cresceram pela linha partidária de esquerda. Por sus genético esta vinculação pode levar à morte muitos sindicatos. Mais importantes aos trabalhadores do que estes próprios parecem entender, os sindicatos entram numa estrada perigosa. Estão frágeis e alguns moribundos não por que a reforma trabalhista mudou o modelo de contribuição sindical, mas porque os sindicados são pelegos petistas. Os que conseguirem faz só política sindical tem chance de sobreviver.

"Igualzito ao pai"

 personJoão Paulo Messer
access_time13/06/2019 - 19:00

“Igualzito ao pai”
Essa retórica que elegeu o atual governador Carlos Moisés da Silva, de que seria uma nova política é parcial para menos. Nesta semana se percebeu mais algumas evidências A mais recente foi considerada uma queda de braço desnecessária com o parlamento, especialmente o deputado estadual José Milton Scheffer (PP). A consequência disso foi a ameaça de perda de verba destinada à saúde. O deputado tinha proposto emenda que garantia R$ 180 milhões para os 110 hospitais filantrópicos do Estado. O governo ameaçou cortar. No entendimento inclusive dos dirigentes hospitalares a causa não dar crédito à iniciativa parlamentar. Este é apenas um fato. Vale aquela música tradicionalista gaúcha “saiu igualzito ao pai”, quer dizer, nada de novo no modelo.

Peito e raça
Todos os gerentes regionais de saúde foram exonerados. Foram pegos de surpresa, embora isso estivesse nas entrelinhas da reforma administrativa. Em Criciúma, por exemplo, Fernando Fáveri compareceu normalmente ao trabalho nesta quinta-feira para não parar trabalhos, mas pelo governo se parasse tudo não teria problema, pois não houve qualquer orientação sobre a continuidade do “tratamento”.

Desfaz e faz
Chama atenção que o Governo do Estado tem desfeito “coisas” – para usar um termo mais utilizado pelo seu principal motivador Jair Bolsonaro – de maneira surpreendente. Num momento corta, no outro recoloca. São sucessivos procedimentos deste tipo. Isso dá impressão que não tem avaliado consequências de seu planejamento. “Tipo atira, depois pergunta quem é?”.

Tá fora
Declaração importante revelada nesta quinta-feira pelo ex-prefeito de Forquilhinha, Lei Alexandre. Ele não deve mesmo disputar a convenção interna no Partido Progressista, nem deve sair do partido. Estas duas decisões culminam com a conclusão de que ele está fora da eleição municipal do ano que vem. Havia especulações contrárias. Especulações e ações.

Já esteve dentro
Lei Alexandre chegou a elevar o tom da briga interna com o atual prefeito de Forquilhinha, Dimas Kammer, ameaçando sair do partido, rachar o PP e levar consigo muita gente que viabilizaria uma candidatura por outra sigla. Ele descarta isso. Assumiu cargo de secretário executivo na AMREC e deve acomodar-se a ponto de ter declarado não ser “óbice” à candidatura de reeleição de Dimas Kammer.

Moro vem?
Eis a dúvida, o Ministro Sérgio Moro mantém agenda de palestra em Criciúma no dia 12 do mês que vem. Até ontem a informação era de que nada há de alteração nos planos. Alguns compromissos, entretanto, estão alterados. A ACIC tem sim preocupações com o risco da comemoração do seu aniversário ficar sem Moro, mas isso é assunto interno. Nesta semana ele foi mais político do que qualquer outro político. Foi ao jogo do Flamengo e vestiu a camisa rubro negra.

Justiça e a vizinhança

 personJoão Paulo Messer
access_time10/06/2019 - 18:50

A velocidade com que as coisas acontecem no ambiente de política é fenomenal, seja para o bem como para o inverso. No caso da ascensão é mais demorado. A derrocada se dá num piscar de olhos. Que o diga o deputado Júlio Garcia, que há duas semanas surfava onda perfeita em direção às eleições de governador. Já Sérgio Moro que já foi cotado para disputar a presidência da república ainda surfava a onda de uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Ele é uma espécie de extrato da esperança da quase unanimidade dos que não são da seita Lula. Bastou um hacker revelar o que teria sido uma tabelinha Moro e Dallagnol, para marcar o golaço Lula, para a casa dele balançar. Aquilo que balança, na política, dificilmente não cai. Se é tão grave assim – como é – este tipo de tabelinha, melhor seria que Judiciário e Ministério Público não habitassem o mesmo prédio como acontece na maioria das cidades catarinenses. Em Criciúma, por exemplo, a sede do MP é um puxadinho da casa dos juízes (Fórum).
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Moeda de troca
As emendas impositivas aprovadas em 2018 pelos deputados estaduais podem virar moeda de troca para o Governo do Estado formar o PSL às eleições municipais do ano que vem. Tecnicamente o governo deveria pagar, mas como quem procura acha, algumas irregularidades teriam sido encontradas. Cada deputado estadual tinha até 25 emendas para protocolar. Até agora nenhuma foi paga. Suspeita-se que só serão pagas as emendas de deputados que “conversarem” com o governo.

Na pauta
O deputado estadual líder do governo Mauricio Escudlark trata do assunto “emenda parlamentar” nesta semana. Tinha agenda com o Secretário da Casa Civil, Douglas Borba, nesta segunda-feira.

É o cara
O nome mais forte do Governo do Estado, hoje, é o Secretário da Casa Civil, Douglas Borba. É ele quem comparece às audiências onde se imagina a presença do governador Carlos Moisés da Silva. Nesta segunda-feira foi assim quando a Casan acertou detalhes da renovação do contrato de 30 anos com o município de Siderópolis.

Vazou
Siderópolis era um dos seis municípios da região carbonífera abastecidos pela Casan que vinham discutindo possível transferência da gestão da água e esgoto para um sistema municipal. SAMAE por exemplo. Fazia parte do grupo liderado pelo prefeito Clésio Salvaro (Criciúma), que tem ainda: Içara, Nova Veneza, Forquilhinha e Maracajá. Juntos faziam frente à Casan ameaçando romper. Nesta segunda-feira a Casan conseguiu renovar com Siderópolis. O movimento de Clésio segue, mas agora sem o município que é sede da Barragem do Rio São Bento.

De duas, a primeira...
Não consigo entender que o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro diga que a assinatura do contrato da Casan com Siderópolis não fragiliza a sua luta na tentativa de um melhor contrato com a empresa do Estado. Afinal, Siderópolis não é só uma das seis cidades que estavam na briga, mas é a cidade da barragem. Portanto, o movimento de Clésio fragilizou sim.

... a segunda
Ao renovar a concessão da exploração da água e esgoto no município de Siderópolis, o prefeito Helio Cesa Alemão deve ter conseguido tudo aquilo que imaginava. De imediato são R$ 9 milhões de obras, entre elas a melhoria do abastecimento do município e o asfaltamento até a Barragem do Rio São Bento. O que não ficou claro, ainda, é quanto o contribuinte vai ganhar. Afinal quem é de Siderópolis paga mais caro pela água do que seu vizinho de Urussanga, onde o serviço é da SAMAE.

Todos contra um

 personJoão Paulo Messer
access_time08/06/2019 - 18:50

O prefeito Clésio Salvaro, de Criciúma, vai enfrentar a sua mais dura eleição para prefeito. Teve outras quatro antes. Perdeu a primeira em 2004, ganhou em 2008 e governou, ganhou a reeleição em 2012, mas esta foi anulada. Por fim ganhou de novo em 2016. Portanto agora é será a quinta eleição para prefeito em 16 anos. Desta vez, entretanto, enfrenta mais do que o desgaste natural de eleições sucessivas. Agora ele tem pela frente uma espécie de “todos contra um”. Tendo em vista a ausência de um nome forte de oposição, os adversários se articulam para estarem juntos. Há convicção de que só há chance de fazer frente ao prefeito se não houver divisão da oposição. É o que alguns líderes estão costurando. É o caso do empresário Gilson Pinheiro, hoje sem partido e do advogado emedebista Jeferson Monteiro. E a oposição não conta apenas com vitória nas urnas, mas aposta nos tribunais. Os próximos meses devem ser de denúncias de toda ordem. Além da já instalada comissão de investigação do CriciúmaPrev deve sair outra: a CPI da AFASC. Este é o consenso percebido na política de Criciúma.

Nova velha política
Entre os prefeitos existe uma reclamação velada de que o governo estadual vem adotando uma prática comum, porém imoral. Passados quase seis meses nada foi feito sob alegação de que o Estado foi assumido “quebrado”. Ocorre que a direção PSL, mais precisamente o presidente Lucas Esmeraldino, estaria sugerindo ao prefeitos com quem conversa de que serão atendidos aqueles prefeitos que trocarem de partido ou empenharem apoio ao PSL nas eleições do ano que vem.

Tese Colombo
O último a usar deste expediente chantagista foi o ex-governador Raimundo Colombo, quando ofereceu o Fundam como moeda de troca para o apoio. Na região sul vários exemplos de que a tese funcionou. Márcio Búrigo teve que abandonar a sua correligionária Ângela Amin para ter o governo contemplado.

Adiada
A visita que o governador Carlos Moisés da Silva faria à Nova Veneza neste fim de semana não acontecerá mais. Ele chegou a confirmar presença no baile de máscaras, deste sábado, mas alterou planos. Adiou a sua vinda para o dia 21 de junho, quando acontece a solenidade de abertura da Festa da Gastronomia.

Sérgio Moro em Chapecó

 personJoão Paulo Messer
access_time05/06/2019 - 14:50

Um dia após confirmar agenda em Criciúma, Florianópolis e Tubarão non dia 12 de julho, o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, confirmu que estará em Chapecó nesta sexta-feira, dia 7. A agenda foi articulada pela deputada federal Caroline De Toni (PSL). Ela só fez o anúncio hoje pela manhã, postando na sua conta de instagram o seguinte texto: “Nesta sexta-feira, dia 07/06/19, estarei com o Ministro Sérgio Moro em visita ao complexo penitenciário de Chapecó. O estabelecimento prisional é modelo de gestão e ressocialização, daí a intenção da visita, pois tal exemplo poderá ser replicado em outras unidades prisionais do Brasil. Será a primeira visita do Ministro Moro a Santa Catarina e ocorrerá no oeste catarinense, na minha cidade natal, Chapecó, o que muito nos honra.”.
Moro virá direto para Chapecó e após a visita ao complexo prisional concede entrevista coletiva. Logo depois, por volta de 13h retorna à Brasília.
Veja na foto o material distribuído pela deputada anunciando como "obra sua".

Sérgio Moro e Júlio Garcia convidados à festa da ACIC

 personJoão Paulo Messer
access_time05/06/2019 - 09:00

Moro e Garcia dia 12
No mesmo instante em que o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia, falava na tribuna do parlamento catarinense sobre acusações que lhe são imputadas em uma das etapas derivadas da Operação Lava Jato, em Brasília, em sua sala, o Ministro da Justiça, Sérgio Moro, símbolo da operação-mãe, confirmava a sua vinda à Criciúma no dia 12 de julho. Uma coisa nada tem a ver com outra, mas difícil será dizer isso à plateia que assistirá ambos sentados lado a lado quando Moro e Garcia prestigiarem o aniversário da Associação Empresarial de Criciúma. Moro provoca isso por onde passa. Garcia terá que conviver com a desagradável marca da desconfiança. Pelo menos enquanto não provar a sua inocência. Os tempos são os de que suspeito é condenado e que Moro é o pai do combate à corrupção.

Apelo político
O juiz e agora ministro Sérgio Moro virá à Santa Catarina atendendo um apelo político. O “pai da obra” é o deputado federal Daniel Freitas, que com este contabiliza três visitas de ministro à Criciúma. Antes de Moro vieram Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia) e Bento Albuquerque (Minas e Energia). A promessa é de que o pacote tem cinco ministros: Teresa Cristina (Agricultura) virá em agosto e Damares Alves (da Mulher) em setembro.

Pronunciamento do Júlio
A voz indisfarçadamente trêmula mostrou o tamanho do impacto que a Operação Alcatraz provocou na vida do deputado Júlio Garcia, um dos mais respeitados e admirados políticos da atualidade. Do tipo poderoso sem despertar a ira, mesmo dos seus adversários, é conhecido por seu potencial articulador e da promessa cumprida ou da negativa transmitida sem despertar frustração dos que acorrem a ele em busca de algum apoio. Este Garcia falou ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, sobre a acusação de participação num esquema que fraudou o Estado. Foi veemente ao negar as acusações e invocou o julgamento logo. “Não quero pré-julgamento, quero o julgamento”, disse. Insisto, a voz trêmula da fala na tribuna, e que seguiu na entrevista coletiva logo após, é reflexo da surpresa que a denúncia provocou e o temor de que os desdobramentos podem não ser tão digeríveis assim.

Irrecuperável
Em tempos de acusação no atacado uma reflexão deve ser feita sobre o que aconteceu com o ex-senador catarinense Paulo Bauer. Ele até tentou disputar a eleição de senador, no ano passado, mas ficou longe para trás. Carregou na campanha a pecha da desconfiança, pois estava citado numa delação premiada que o vinculava a um suposto pagamento de caixa dois e propina pela indústria de medicamentos Hypermarcas. Nesta semana a procuradoria da república arquivou a acusação após descobrir que a denúncia estava contaminada por falsidade. Bauer não recupera mais a imagem. Quem paga a conta?

Buraco do Salvaro
A intenção de construir um “rebaixamento” da avenida Centenário, próximo do terminal rodoviário, permitindo a passagem de pedestres está dando o que falar em Criciúma. A obra anunciada gerou reação do setor comercial (especialmente o setor hoteleiro) que se diz impactada negativamente. Passaram a chamar a obra de “buraco do Salvaro”. Do jeito que as coisas andam a obra pode mesmo se transformar “num buraco” às pretensões políticas. Esta percepção pode ser a razão o prefeito ter aproveitado um questionamento do Ministério Público para anunciar que o projeto está temporariamente suspenso.

Mais sobre a Operação Alcatraz

 personJoão Paulo Messer
access_time03/06/2019 - 18:50

O tempo cura???
Dizia a vovó, que o tempo é o melhor dos remédios. Será? Teste rapidinho: você lembra qual foi o último escândalo envolvendo nomes de políticos em Santa Catarina?”. Provavelmente não. Será mesmo que vovó tinha razão. Pois este deve ser um ponto a ser considerado na análise de casos como o da Operação Alcatraz. O tempo apaga lembranças. Se não apaga por completo, rasura. O segundo ponto também está ligado ao tempo: a eleição para governador do Estado só acontecerá daqui a três anos e quatro meses. Será este tempo suficiente para surgirem outros episódios. Eis a primeira interpretação para os respingos da Operação Alcatraz.
Óbvio, só tempo não é suficiente para curar a ferida provocada pela busca na casa do presidente da Assembleia Legislativa, por exemplo. Vai ser necessário que as acusações não passem daquilo que se sabe até então, que a tal busca é porque Júlio Garcia era amigo de Nelson Nappi, o pivô das acusações. Que as filhas de Garcia receberam alguns favores do centro das denúncias e que este não tenha nada mais para dizer numa virtual delação premiada.
Estas são minhas suspeitas de que a Operação Alcatraz não deve alijar o deputado Júlio Garcia da disputa para o governo do Estado em 2022. Suspeitas e buscas não são causa de inelegibilidade, seja ela legal ou moral. Esta tese de absolvição não é fruto de bairrismo ou qualquer outra razão passional, mas fruto da experiência acumulada nesta lide jornalística. Ah, e no ensinamento da vovó.

Acusações
Um dos trechos que “acusam” Júlio Garcia, justificando buscas em seu apartamento, diz que através do acusado central dos supostos crimes (Nelson Nappi) Garcia, enquanto conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, gestou a indicação para cargos de nomeação de Gisele Marinho e José Cláudio Gonçalves, ambos de fato nomeados. Está num documento da Justiça Federal.

E outras
Outras “acusações” contra Garcia se baseiam na amizade que ele mantinha com o acusado Nelson Nappi. E o tom da manifestação agrava dizendo que a irmã de Garcia era secretária de Nelson e que as filhas do deputado viajavam com Nelson e sua família. Por fim, o parágrafo de acusação se refere a uma lancha usada por ambos, Júlio e Nelson.

A insistência
Minha insistência no que me parecem ser evidências de que o fato não afetará a carreira política de Júlio Garcia, tal qual se alardeia como reflexo do primeiro impacto, não se trata de torcida, nem outra razão qualquer senão a simples percepção do âmbito da experiência. Me parecem frágeis as acusações.

Nada caduca
Outra lição que tiramos da Operação Alcatraz é que não mais tempo de prescrição nas acusações de corrupção. Até o já falecido governador Luiz Henrique da Silveira está citado. Os demais estão preocupados.

Operalção Alcatraz

 personJoão Paulo Messer
access_time31/05/2019 - 18:50

Transcrição do comentário do Programa Balanço Geral:
Afora a condição do tempo, que anda instável, o mundo da política segue entre raios e trovoadas.
E o fenômeno desta natureza política se chama Operação Alcatraz.
O São Pedro deste temporal é a Polícia Federal e a Receita Federal.
O epicentro deste terremoto aconteceu ontem, mas hoje ainda restam vestígios.
Os fatos estão em fase de investigação, não tem inquérito concluído, mas os tribunais de inquisição estão aí.
E os julgamentos têm sido fulminantes.
Não me lanço à proteção de ninguém, mas alguns julgamentos me preocupam enquanto profissional da notícia.
Pré-julgamentos e preconceitos não são procedimentos adequados a quem informa. Por isso, não deixo de noticiar os fatos, porque são irrefutáveis. Mas daí a tentar interpretar o que pode estar acontecendo ou motivando a operação é perigoso. Digo mais é irresponsável.
Se fosse para dizer aqui alguma coisa sobre os nomes mais especulados e comentados teria que ser coerente com o que sempre fiz.
Não poderia por força de uma ação me lançar a favor da maré e desdizer oque sempre afirmei.
Tem muita gente nos espremendo para tirar um comentário oportunista da condenação.
Não farei pré-julgamento.
Não tenho como ser incoerente com o que disse, pensei, escrevi ou comentei de alguma forma até então.
Por exemplo o caso do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia.
Até porque estamos acostumados a noticiar centenas de casos que dão em nada.
Não estou julgando este fato em particular.
Claro que 11 foram presos, e na casa do presidente da Assembleia Legislativa foi feita uma busca, e é este o caso que mais repercute.
Quanto maior o personagem maior a repercussão.
E volto a insistir, não tem como eu mudar aqui o tom da avaliação do presidente da assembleia.
Nenhuma circunstância pode alterar meu conceito sobre o personagem em tela.
Então, me perdoem, mas considero oportunismo e precipitação qualquer pré-julgamento.
E eu só estou dizendo isso aqui porque a multiplicação de suposições e ilações a fatos absolutamente distorcidos estão levando o assunto à vala do achismo.
E isso afeta a verdade, alimenta boatos e destrói instituições e reputações.
Logo, destrói conceitos por nós defendidos.
E repito, sem que isso seja defesa do personagem Júlio Garcia: ele é hoje a nossa maior representação política.
Homem com décadas de atuação. Seria tão injusto que ele está acima das criticas quanto é injusto dizer que a ação policial lhe impõe o rótulo da condenação se nada disso aconteceu.
Então vamos lá, a notícia estamos dando.
O que não posso fazer é julgar e condenar.
Nem mudar de opinião sobre aquilo que é quase uma convicção sobre este agente político, que particularmente respeito muito.
Nosso papel aqui é noticiar fatos.
Aqui não é um tribunal.
Aliás, desaconselho inclusive aos de bom senso, vestirem toga, porque, aliás, a toga anda em corpos carregados de pecados.