Há 25 anos, era aprovado o impeachment contra o presidente Collor
De forma inédita, um chefe da nação sofria o impedimento pela Câmara dos Deputados
Há 25 anos, em 29 de setembro de 1992, uma votação no Plenário da Câmara fez história. O voto do então deputado Paulo Romano, do PFL de Minas Gerais, completou os 336 votos necessários para abrir o processo que resultou no impeachment do, na época, presidente da República, Fernando Collor de Mello.
A votação, pela abertura do processo de crime de responsabilidade, somou 441 votos a favor, 38 contra, uma abstenção e 23 ausências.
O voto que completou os dois terços necessários à aprovação foi intensamente comemorado no plenário, assim como os dos deputados Roberto Campos, que deixou o hospital para dizer sim; Benito Gama, presidente da CPI do PC; Ulysses Guimarães, e o mais surpreendente, Onaireves Moura, anfitrião de um banquete oferecido a Collor, duas semanas antes da votação do processo de impeachment.
A votação do impeachment, após as conclusões da CPI sobre Paulo César Farias, foi acompanhada por multidões que ocuparam ruas e praças das principais cidades do país.
Todo o processo político do impeachment estendeu-se por sete meses, de 1º de junho (data de instalação de uma comissão parlamentar mista de inquérito no Congresso) a 29 de dezembro de 1992 (data em que Collor renunciou ao mandato).
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