Coluna de Segunda-feira
O teorema de Júlio Garcia
A fórmula base de cálculo do teorema de Júlio Garcia é (1+1+1=X). O resultado desta equação não é exata e consequentemente não é “3”. É mais, jamais pode ser menos. Neste caso a ordem dos fatores altera sim o produto. Político faz muita conta e embora na matéria deles tudo haja lógica, ao eleitor comum tudo pode parecer ilógico. Traduzindo a equação: para ganhar a eleição de governador em Santa Catarina necessita de três grandes partidos (1+1+1). Esta soma, porém, não será “3” porque inevitavelmente outras siglas, que só contam tempo de televisão em troca de espaço no governo, são atraídas por gravidade. Por isso uma “tríplice" nunca tem só três partidos, logo: “tríplice” é igual (=) a “poli”.
(1+1+1+1=3)
Fatores na ordem
Contrariando o axioma matemático de que a ordem dos fatores não altera o produto, no teorema de Júlio os valores dos fatores, leiam-se as siglas, são decisivos. A fórmula original mais provável é: (PMDB+PSD+X=Tríplice). Para o cálculo do gabarito de Júlio o “X” corresponde a PSDB.
Traduzindo
Como Júlio Garcia não é Pitágoras, nem o leitor quer quebrar a cabeça numa segunda-feira – quando, aliás, deveria ser proibido ter aula de matemática - vamos dar letras aos algarismos. Ora, é simples. Na cabeça do articulador está a consciência de que para garantir vitória na eleição precisa formar a tríplice aliança e que se PSD e PMDB estão alinhados, o PSDB é quem não só completa a fórmula ideal, como subtrai da oposição o elemento chave.
Assim...
Na primeira eleição sem Luiz Henrique da Silveira a herança, do poder e da habilidade de construção de fórmulas de cálculos de difícil equação, parece ser do ex-deputado e conselheiro aposentado do Tribunal de Contas do Estado, Júlio Garcia.
Outra
Existe outra tese, esta que substituindo o PMDB pelo PSDB na cabeça de chapa e neste caso acresce o PP na fórmula. Tudo indica que PP ou PMDB, um deles ficará isolado no processo. Neste caso o articulador também seria o mesmo. Por este último detalhe, e outros tão ou mais relevantes, a tese é pouco provável. Só quem pode alimentá-la é Mauro Mariani, senão aceitar deixar a vaga.
Vaga ao quadrado (1²)
Já a matéria é matemática, estaria em construção outra forma. É a de elevar uma das vagas a valer por duas, isto é: (1²). Assim eleger-se-ia Raimundo Colombo para o Senado colocando Paulinho Bornhausen como seu primeiro suplente. Empossado, Colombo seria guinado pela presidência da república a embaixador e Bornhausen assumiria o Senado.
Já veio
Da última vez que o Secretário de Estado da Articulação Nacional, Acélio Casagrande trouxe alguém do Ministério da Saúde à Criciúma, garantiu verba de R$ 1,2 milhão, dinheiro imediatamente liberado para o Hospital Materno Infantil Santa Catarina. E olha que quem veio foi um assessor do gabinete do Ministro.
Virá
Sexta-feira, depois de visitar as obras de ampliação do Hospital São José, Acélio Casagrande constatou que é possível convidar o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, para a inauguração de parte da ala de novos leitos do SUS. Isso deve ocorrer na metade de dezembro. E observe que é inauguração de parte da ala. Ocorre que o restante só será inaugurado em 2018, mas ai o Ministro já pode ser outro.
Segunda opinião
A primeira interpretação da sociedade à notícia de que o Governo Federal mandou congelar a abertura de novos cursos de medicina por cinco anos é de que funcionou o corporativismo do jaleco branco e que cada vez será mais difícil acha médico em posto de saúde e que os procedimentos que salvam vidas ficarão mais caros. De outro lado há de se enxergar que as faculdades, novas ou antigas, andam capengando nas finanças e que a estruturação de novos cursos nesta área seria um risco ao cidadão, pois tende serem cursos mais pobres, logo, menos aparelhados seja em laboratórios ou intelectualmente falando. Se bem que a população parece ter ficado satisfeita com os médicos cubanos.
HOMENAGEM Sábado à noite, durante encerramento do encontro estadual dos Despachantes em Criciúma, além da palestra do governador Raimundo Colombo, destaque para a homenagem recebida pelo deputado federal Ronaldo Benedet.
ANTIGO Verdadeira idolatria que os Despachantes do Estado tem para com o deputado Ronaldo Benedet vem dos tempos em que ele era Secretário de Estado da Segurança, por sete anos. Foi quando o setor melhor andou e desburocratizou.
TRIBUTO Criciúma já tem definido o percentual de ISS cobrado sobre o serviço de Netflix, Spotify: três por cento. Na coluna de sábado tratei do assunto mostrando o quando novas fontes de ISS e maior fiscalização levará o município a incrementar faturamento de R$ 10 milhões nesta rubrica, em 2018.
DIVERGÊNCIA Divergem ou usam estratégias diferentes. O prefeito Clésio Salvaro se diz preocupado porque ainda não tem o dinheiro para o 13º salário dos servidores. Já o Secretário de Fazenda, Robson Gutuzzo, fala que salários de novembro, dezembro, 13º salário e até férias e indenizações de ACTs estão guardados.
EXAGEROU Quando da visita do ex-senador Pedro Simon à Tubarão, sexta-feira da semana passada, o vice-governador Eduardo Moreira rasgou elogios para o líder “emedebista”. Alguns acharam que ele exagerou quando ao citar os maiores nomes da história do partido incluiu Cacildo Maldaner.
NO VOTO Nesta semana o ambiente acadêmico da Unesc esquenta por conta de mais uma eleição. Agora é o Centro Acadêmico de Direito. São dois candidatos, um deles nada menos que o suplente de vereador do município Marcos Meller (PSDB). O adversário é Gustavo Cypriano, filho do peemedebista Enaldo dos Santos.
DE RELHO O deputado Luiz Fernando Cardoso Vampiro parece mesmo disposto a dar de relho nas eleições do ano que vem. Está montando um time de pesos pesados em termos de cabos eleitorais. São todos nomes disputadíssimos em tempos de fazer voto. A última adesão é de Lauro Pirolla, que ficou conhecido como o “o homem do relho”.
RESTA UM De olho no que restará ao PT para construir aliança em 2018, há petistas falando em coligar com o PP e ter Esperidião Amin candidato ao governo e o petista Décio Lima de vice. NO sul os progressistas dizem que Amin só aceitará isso se além dos cabelos, perdeu também o juízo.
FRASE DO DIA
“É hora de Brasília seguir o exemplo de honra e trabalho de homens públicos como Pedro Simon, Luiz Henrique e Cassildo Maldaner, entre outros. Só assim o brasileiro vai voltar a ter orgulho de seu país”.
Eduardo Moreira, em Tubarão, na última sexta-feira, durante visita do peemedebista ex-senador Pedro Simon.














