Willi Backes e as eleições presidenciais 2018
O CANDIDATO ORDEM E PROGRESSO.
Foi-se o tempo que pouco se sabia da vida e comportamento dos indivíduos candidatos e eleitos a nos representar na gestão no executivo e parlamento na vida política regional, estadual e nacional.
Curiosamente no Brasil se pesquisa o analfabetismo apenas junto a pessoas com mais de 15 anos, quando é público e notório que acima desta idade poucos se importam ou que tenham chances para a reabilitação. Ainda assim, a pesquisa relata que mais de 8% são analfabetos. Mais de 12 milhões. É evidente que estes personagens não são exclusivos responsáveis por eleitos com pouca qualificação moral e intelectual. E outra interessante: o analfabeto pode votar, mas, não pode ser votado.
Basicamente são 12 milhões de eleitores que buscam e recebem “orientações” de como e em quem votar. Nada público, tudo na surdina.
Na Democracia Grega, tão citada nos púlpitos com referência, analfabeto não votava.
Nos tempos atuais, com a cobertura do território nacional através das emissoras de televisão, rádios, jornais, revistas e internet, leia-se redes sociais, a decisão do voto ficou mais pessoal, mais consciente.
Os veículos de comunicação em importante parcela editorial, respalda preferencias próprias e cumplices, conforme argumentos do toma-lá-dá-cá. As redes sociais, utilizadas por todas as cores, tendências, preferencias e gostos, são presente e horizonte de debates acalorados, apaixonados, racionais e idiotas. Eleitor e candidato, afirmam o que querem e leem em contrapartida manifestações apoiadoras, compartilhadas e, refugadas.
A “coisa” é mais ou menos no olho no olho. Informação vem do coração, do bolso, do comprometimento, da cumplicidade, do espontâneo. A cada instante sabe-se o que o eleito está fazendo e o que pretende e promete o candidato. Uma mentira, uma falsidade, não dura mais do que minutos e é denunciada, rebatida com próprios depoimentos anteriores, fotos comprometedoras, apoios espúrios.
Cada cidadão pode “desenhar” o seu apoiado de preferência. O “santinho” está todas as horas e dias na minúscula e intima telinha e teclado. Conceitos e posicionamentos ocos, ocos são sepultados. Ladrão criminoso do alheio, em julgamento e julgados, estão condenados mesmo que ainda distante das grades. A pouca esperança e confiança nas cortes julgadoras, incentiva a condenação popular. Se o confinamento condenatório prescreve, a chibata do descrédito moral é justiceira. A justiça popular não se omite, não prescreve.
É do Estado Brasileiro centralizador três deveres iniciais e fundamentais: segurança, educação e saúde. Dever igual obrigação, longe de ser opção de ajuda ou concessão. Afinal, as contribuições impostas pelo jugo do Estado, pré-determina a garantia da prestação em retribuição. Ora uma peça de ficção. Entenda-se Estado nas três instâncias executivas e quatro legislativas. O Judiciário faz ares de paisagem, como se seu quinhão de responsabilidade não lhe estivesse imputada, na ordem e na forma.
Quanto mais se fala, se expõe ideias, se defende o indefensável, mais mitos são modelados. Mitos que não se sustentam, mitos que se solidificam.
Estamos a pouco menos de um ano das próximas eleições – Presidência e Vice, Governador e Vice, Senador e Suplente, Deputados Federal e Estadual. Importante considerar as candidaturas a Vice e suplentes. Nunca se sabe o futuro próximo.
Resta ao popular votante, identificar entre os postulantes, aquele que mais se identifica com sua realidade, com suas aspirações sociais, educacionais e culturais. Aquele que se espelha, respeita e faz uso na prática a promessa do trabalho e respeito ao lema nacional: Ordem e Progresso.
Texto – Willi Backes.














